No dia 03 de abril de 1843, milhares de pessoas reuniram-se nas colinas
da Nova Inglaterra à espera do apocalipse total, o fim do mundo. Apesar
de não ter ocorrido e da decepção generalizada, não perderam a fé no
homem que havia profetizado o cataclismo global: William Miller (foto abaixo), um fazendeiro e antigo ateu, que se dedicou anos a prever o dia do Juízo Final.

Tendo meditado sobre os livros bíblicos de Daniel e do Apocalipse,
Miller fez as suas primeiras advertências em 1831. Acabou tornando-se um
pregador e viajou muito falando a sua mensagem e desenvolvendo novos
cálculos. As suas previsões sobre a aproximação do fim do mundo foram
reforçadas por fenômenos de estrelas cadentes em 1833, halos em torno do
sol e o aparecimento de um cometa espetacular em 1843.
Desde os tempos mais antigos, na Suméria e no Egito, na Índia e na China
medieval, fenômenos astronômicos eram associados a eventos ruins. Um
eclipse poderia ser sinal de agricultura não muito proveitosa. O
aparecimento de um cometa poderia ser um aviso dos deuses que tempos
difíceis viriam: doenças, guerras etc.

Depois destes acontecimentos, o jornal “New York Herald” publicou
as profecias de Miller, segundo o mundo seria destruído pelo fogo no
dia 03 de abril daquele ano. De acordo com relatos, houve fanáticos
desesperados que mataram seus familiares e cometeram suicídio. O
desespero foi total em algumas comunidades.
Na pequena cidade de Westford, um homem fez soar uma enorme trompa, quando os adeptos de Miller começaram a gritar: “Aleluia, é chegada a hora!”. O homem o fez de deboche e replicou: “Idiotas, vão plantar batatas, pois os anjos não vão fazer o trabalho por vocês!”.
Abaixo, imagem original da época que fala sobre o comentário da grande
ascensão que os seguidores de Miller poderiam presenciar muito em breve.

Sem se deixar desencorajar e ainda com muitos adeptos, Miller reviu a
data, marcando para o dia 07 de julho. Muitas pessoas vestiram túnicas
brancas e se reuniram em cemitérios, onde esperaram pelo fim do mundo.
Outras tantas subiram nos telhados de suas residências esperando pelo
fogo sagrado. Inexplicavelmente, outros tantos seguidores venderam tudo o
que tinham a preço de banana, embora se ignore o que pensavam fazer com
o dinheiro.
Como se pode imaginar, o dia 08 de julho de 1843 amanheceu sem qualquer
incidente. Miller sugeriu uma nova data: 21 de março de 1844 – e mais
uma vez foi acreditado pelos seus seguidores mais fiéis. Novamente disse
que havia errado a data e reconsiderou: dia 22 de outubro seria, aí
sim, o apocalipse total. Há relatos de que neste dia um fazendeiro
vestiu túnicas brancas em suas vacas e afirmou que as crianças poderiam
precisar de leite no caminho até o paraíso.
Finalmente, no amanhecer do dia 23 de outubro de 1844, os adeptos de
William Miller começaram a duvidar, especialmente aqueles que tinham
vendido tudo o que tinham. O mundo continuava a girar, as pessoas
continuavam a trabalhar e Miller continuava com os seus bens – e até
mais rico. Este dia ficou conhecido como Dia do Grande Desapontamento.
Na imagem abaixo, os cálculos feitos por William Miller para explicar
como chegou até a data do Juízo Final. Para ter mais detalhes e poder
ler as informações, clique sobre a imagem.

Para quem não sabe, Miller foi o precursor da Igreja Adventista. O
movimento que em seu auge chegou a ter oficialmente mais de cem mil
adeptos, logo se dissipou com tremenda frustração entre os crentes.
Alguns remanescentes elaboraram melhor esta teoria vindoura de Jesus
Cristo e hoje temos, aí, em todo planeta, a Igreja Adventista do Sétimo
Dia.
Recentemente, publicamos um texto falando sobre a Estrela de Belém e os Treis Reis Magos, que estariam seguindo um cometa. Leia aqui!
Recentemente, escrevemos sobre a controversa história sobre alguns cientistas que, supostamente, teriam gravado o som do inferno. Leia aqui!
Recentemente, lançamos um post falando sobre o livro "E a Bíblia tinha
razão" e sua contraparte, o livro "E a Bíblia não tinha razão". Leia aqui!
Recentemente, publicamos um post falando sobre a famosa profecia maia do fim dos tempos em 2012. Fato ou farsa? Leia aqui!
A história de William Miller é um exemplo interessante de como o ser
humano tem particular interesse em eventos cataclísmicos que colocam a
raça humana sob risco. Várias profecias existiram ao longo da história e
outras tantas continuarão a existir; no momento, vivemos sob o signo da
profecia maia de 2012. Enquanto isso, os dias continuam a se suceder e
quem não crê nessas teorias segue a sua vida sem maiores impedimentos.
Elvis Presley foi (e ainda é) um dos artistas de maior renome na cultura
musical dos Estados Unidos e que ganhou o mundo não somente pelo rock,
mas também através do gingado e dos vários filmes que estrelou. Por
conta disso, é considerado o rei do rock’n’roll (e poucas pessoas sabem
que a alcunha “king of rock’n’roll” é registrada e só pode ser
utilizada em referência a ele). Junto com Michael Jackson, podemos dizer
que reina soberano no panteão da música mundial.
No dia 16 de agosto de 1977, em sua mansão na cidade de Memphis, nos
Estados Unidos, morria todo esse ícone da música. Nessa época, o
cantor-ator passava por problemas familiares, havia se entregado à
bebida e às drogas e a figura era bem diferente do galã de décadas
anteriores (foto abaixo). De acordo com o atestado de óbito, a
morte ocorreu por arritmia cardíaca e ingestão de vários tipos de
drogas, numa overdose que até com os recursos médicos de hoje poderia
ser irreversível.

Por ser uma estrela pop mundial em uma morte que chocou repentinamente
não só os fãs, mas também a imprensa, o funeral foi praticamente um
evento de Estado, com segurança redobrada e repleto de cuidados antes,
durante e depois todo o evento. Apesar disso, houve (e ainda há) pessoas
que acreditam que o cantor não morreu. O slogan “Elvis não morreu” é muito conhecido e a história acabou tornando-se uma espécie de lenda urbana bastante popular nos Estados Unidos.
Sobre a origem da lenda...
Um fenômeno da música mundial por
vários anos. Elvis Presley era refém de seu sucesso quando sua vida
pessoal e profissional tinham se tornado um peso muito grande para ele e
seus familiares, com sucessões intermináveis de turnês, entrevistas,
gravações, contratos, publicidades, filmes etc. Dizem que essa rotina
passou a incomodá-lo seriamente, quando, como fuga, mergulhou no mundo
do álcool e das drogas. Afirma-se, também, que nos últimos meses Elvis
estava recebendo constantes ameaças de morte vindas de um grupo mafioso.
História nunca revelada e não muito clara, nem mesmo para os biógrafos
do artista.
Com uma vida turbulenta, a história de que Elvis não teria morrido em
agosto de 1977 surgiu logo depois do velório, quando as pessoas se
questionaram o porquê de o caixão estar vedado. Entretanto, esta parte
da lenda é uma farsa, pois há, inclusive, fotos do caixão aberto para os
familiares.


Quando a história de que o enterro do pop-star poderia ter sido uma
farsa, inúmeros foram os relatos de possíveis aparições de Elvis algum
tempo após a sua morte. A última teria sido na Califórnia em 1984. Não
há como provar tais aparições, pelo menos ninguém ainda o fez. Além
disso, Elvis é o artista mais imitado do mundo e há campeonatos de
covers e sósias em praticamente todo o planeta. A partir disso existe um
questionamento importante: se ele queria fugir dos holofotes, por que
motivo apareceria por aí vestido da maneira como subia nos palcos?

O mais significante dos rumores ocorreu exatamente um dia após a sua
morte. Um homem idêntico a Elvis foi visto desembarcando na Base Aérea
da Argentina. Segundo relatos, ele desceu rapidamente de um avião e
entrou em uma Limosine que já o esperava. O homem não foi visto
novamente. De fato, Elvis Presley realmente possuía uma casa na
Argentina.
Hoje em dia há clubes nos Estados Unidos e Canadá que reúnem pessoas que
afirmam terem visto Elvis vivo após 1977, ou que creem que ele esteja
vivo ainda, ou pelos menos esteve entre nós secretamente até os anos 80,
desfrutando de uma vida secreta graças aos direitos de suas músicas e
filmes.
Tentando fechar o caso...
Atualmente, Elvis Presley é o
artista morto que mais lucra anualmente. São milhões de dólares em
direitos de músicas, imagens, filmes, marcas etc. Algumas pessoas
comentam que a lenda de que ele não morrera em agosto de 1977 seja uma
sucessão de boatos sem fundamentos – como a lenda de que o caixão
estaria fechado, o que não é verdade. Para os fãs, realmente Elvis não
morreu. Ele estará vivo em suas lembranças, nas suas canções que ouvem
cantando e nos filmes de sucesso de que estrelou na sua vida curta
(morreu aos 42 anos de idade).
O maior problema surge a partir do momento que as teorias conspiratórias
ficam, digamos, patéticas demais. Volto a citar aquele questionamento
acima: por que ele, querendo supostamente viver uma vida tranquila,
apareceria paramentado em lugares estranhos? Ou então: qual seria o
motivo dessa onipresença quase divinizada do cantor, visto em mais de
onze países no mundo e em mais de 500 cidades norte-americanas?
O que podemos concluir é que Elvis Presley foi vítima do seu enorme
sucesso e não aguentou carregar esse fardo nas costas. Foi como o que
aconteceu a Janis Joplin, Jimi Hendrix, Amy Winehouse, Michael Jackson,
Whitney Houston, entre outros tantos. Com a lenda urbana arquitetada há
muitas décadas, recentemente alguns policiais fizeram o que poderia ser o
retrato-falado de Elvis como estaria hoje em dia, aos 77 anos (foto abaixo).

É interessante que Elvis não rende royalties post-mortem somente para
seus familiares. Muitas pessoas ganharam dinheiro lançando livros e
documentários sobre esta teoria de que ele não morreu e fugiu e isso
ajuda na perpetuação da lenda urbana musical mais popular dos Estados
Unidos.
Os convidados presentes em um jantar em Paris, em 1788, ouviram totalmente incrédulos as previsões do escritor Jacques Cazotte (foto abaixo) sobre a sorte (ou azar) que os esperava durante uma revolução que, segundo ele, em breve assolaria e mudaria toda a França. “Não é preciso ser profeta para sentir no ar esse fervor de insatisfação e de que haverá, mesmo, uma revolução”,
brincou um convidado. Todos os presentes concordaram com essa piada,
afinal a economia ia muito mal, e a burguesia e os pobres estavam
insatisfeitos com os monarcas.

A incredulidade continuou com um pouco de protesto quando Cazotte
continuou: o rei seria executado, bem como algumas das senhoras que ali
estavam naquele jantar. Para não ficar no terreno das especulações,
passou a ser mais específico: falou ao dramaturgo Nicholas Chamfort, “vós cortareis as veias com uma navalha 22 vezes, mas não morrereis senão alguns meses depois”. Ao marquês de Condorcet (foto abaixo), filósofo e matemático, casado com uma das mulheres mais bonitas daquela festa, anunciou com precisão assustadora: “Vós morrereis no chão de uma cela, depois de vos envenenardes para evitar o carrasco que espera lá fora”.
A previsão mais surpreendente foi porventura a que reservou ao crítico
de dramaturgia e jornalista Jean Harpe, um ateu bem conhecido, o qual,
segundo Cazotte, afirmou com segurança, a tal revolução o tornaria um
cristão bem devoto à Virgem Maria.

Os convidados saíram deste lauto jantar extremamente intrigados. Alguns
um pouco céticos, afirmando que Cazotte estaria fazendo piada com todos e
que, de tudo o que disse, a única certeza era a tal revolução vindoura.
No entanto, anos depois, as tais profecias começaram a se concretizar –
para terror dos convidados daquele jantar anos antes.
Chamfort, que colaborou com a Revolução Francesa nos primeiros tempos,
criticou depois os seus excessos. Em 1793, sob a ameaça de prisão,
tentou, sem conseguir, suicidar-se cortando os pulsos e braços com uma
navalha não muito afiada. Morreu dois meses depois.
Condorcet foi eleito para a Assembleia Revolucionária, da qual foi
secretário durante algum tempo. Quando, porém, se opôs ao chamado “reinado do terror”
– quando mais de 200 pessoas eram executadas diariamente em Paris –,
foi exonerado do cargo. Dois dias depois de ser preso, em 1794, foi
encontrado morto no chão da sua cela. Evitara o carrasco da guilhotina,
tal como Cazotte havia previsto.
Também Harpe fora encarcerado; na prisão, reconsiderou a sua vida
espiritual, convertendo-se, de acordo com as previsões, em um fervoroso
católico, devoto da Virgem Maria.

Naquilo que se diz respeito ao próprio Cazotte, dizem que esses
“poderes” nunca lhe trouxeram felicidade, pois permitiram-lhe predizer a
forma exata da sua própria morte – prisão, liberdade, de novo a prisão
e, finalmente, a guilhotina, como milhares de pessoas nos anos negros
que tomaram a França logo após a tomada do Terceiro Estado ao poder.
Talvez a maçonaria seja a sociedade secreta em maior atividade nos dias
de hoje e desde os tempos medievais suscita enormes dúvidas e
desconfianças. Por ser um reduto de homens influentes nas suas
sociedades, sempre foi alvo de denúncias por, supostamente, coordenarem
movimentos políticos globais.
Recentemente, publiquei um post com as considerações sobre o que é a maçonaria. Para ler, clique aqui!
Vários documentários e livros têm tratado um assunto muito relevante nas
últimas décadas: será que a maçonaria foi uma alavanca que catapultou
os movimentos de independência no continente americano? Podemos dizer
que sim, isso é um fato que começa durante com as ideias do Iluminismo,
na França, que mais tarde culminaram com a Revolução Francesa.

O Iluminismo pregava vários pensamentos que iam contra a hegemonia que
ainda dominava naquela época, a Igreja. A burguesia ainda pretendia ser
plena no poder rompendo o “contrato” que havia feito com a nobreza
europeia. Em meio a um ambiente hostil a estes pensamentos, o melhor
lugar para disseminar conhecimento era a maçonaria com suas “reuniões
secretas”.
Recentemente, escrevi sobre o cristianismo e a maçonaria. Neste post
você entenderá como era essa relação de choque das duas forças. Clique aqui!
Em todo o continente americano a burguesia local, já nascida e criada
nessas colônias, se enxergava prejudicada com o pacto colonial e os
altíssimos impostos que era taxada. Dos Estados Unidos à Argentina havia
um total sentimento de nacionalismo sendo formado e o desejo burguês de
libertação político-administrativa. Em 1776, os Estados Unidos deram o
pontapé inicial: a primeira colônia americana a declarar sua emancipação
da Inglaterra.
A maçonaria sempre foi muito forte na sociedade norte-americana. George Washington (foto abaixo)
era maçom e foi o primeiro presidente daquele país. Junto a ele, todos
os homens que assinaram a primeira constituição também frequentavam a
maçonaria. Ao longo da história, vários presidentes e políticos
influentes fizeram parte desta sociedade tida por secreta. A Casa
Branca, sede do poder executivo deles, foi construída e reformada em
moldes maçons.

Na América Latina não foi diferente. San Martín, libertador da Argentina
e do Peru, O’Higgins, libertador do Chile, e Bolívar, libertador da
Venezuela e Colômbia, frequentaram uma loja maçônica em Londres anos
antes da agitação política que sacudiu a América espanhola criando novos
estados nacionais.
E o Brasil, como fica nisso tudo? Bem, é um fato notório que Dom Pedro I
era simpático à maçonaria por conta de seu amigo e tutor político, José
Bonifácio (foto abaixo), que curiosamente também era membro da
mesma loja maçônica londrina que os generais hispânicos. Talvez possam
ter se conhecido, e podemos deduzir que vários planos foram traçados
ali, principalmente entre os nossos “vizinhos”.

No livro “1822”, de Laurentino Gomes, há um capítulo especial e
muito bem escrito, detalhado e pesquisado sobre esta questão. Não
podemos apontar que a independência do continente americano tenha sido
uma trama maçônica para controle mundial, mas ela ajudou muito por ser
um ambiente propício para reuniões estratégicas longe dos olhos da
metrópole e dos seus partidários.
orlando castor
Neste ano de 2012 muito se tem falado sobre a profecia maia de um
possível apocalipse em dezembro. Entretanto, uma outra curiosa profecia
chama atenção de estudiosos e céticos, e causa verdadeiro terror nos
teólogos católicos: a curiosa e obscura profecia de São Malaquias em
torno do último papa da humanidade, que se chamará Pedro II.
Recentemente escrevi sobre os fundamentos históricos da profecia maia sobre 2012. Para ler clique aqui!
Recentemente também escrevi um post sobre as profecias de Nostradramus. Para ler clique aqui!

A chamada profecia de São Malaquias, também conhecida por profecia dos
papas, é o nome atribuído a uma série de supostas visões e
interpretações do santo em relação à sucessão dos chefes do catolicismo
desde o Papa Celestino II até o hipotético último papa de todos os
tempos, o qual São Malaquias diz que se chamará Pedro II, ou Pedro
Romano.
De acordo com a tradição católica, o primeiro papa foi São Pedro. Com o
passar dos séculos até a atualidade, com Bento XVI, nenhum homem eleito
ao pontificado escolheu o nome de Pedro nesta sucessão. Na profecia,
Malaquias descreve a sucessão de 112 pontífices que fechariam a história
da humanidade. O assunto possui ampla cobertura da mídia e da
historiografia, e tem despertado o interesse de curiosos durante
séculos.

São Malaquias (foto abaixo) nasceu por volta de 1095, na Irlanda,
e quando adolescente ingressou numa abadia. De acordo com os relatos,
suas visões começaram em 1139 quando fez sua primeira romaria a Roma.
Tornou-se santo no catolicismo em 1200.
As profecias foram publicadas em toda Europa, pela primeira vez, em 1595 no livro “Lignum vitae”.
São compostas de versos em latim que caracterizariam cada papado,
incluindo até mesmo previsões dos dez antipapas do período compreendido
entre os séculos 12 e 15.

O que tem causado terror entre os crédulos é que, de acordo com as
profecias, Bento XVI será o penúltimo papa da Igreja. Quem crê diz que
várias profecias diferentes – como a maia – convergem para que após 2012
poderá suceder um acontecimento terrível de proximidade do fim dos
tempos, o apocalipse. No entanto, é digno de nota que os indivíduos
crédulos costumam forçar fatos e a própria historiografia para que essas
profecias tenham certa convergência.
O último papa...
Sobre o papa que poderá vir depois de Bentro XVI, o hipotético Pedro II, São Malaquias escreveu:
“In persecutione extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus, qui pascet
oves in multis tribulationibus, quibus transactis civitas septicollis
diruetur, et Iudex tremêndus iudicabit populum suum. Finis”.
Traduzindo do latim, temos a seguinte afirmação:
“Na
perseguição final à sagrada igreja romana reinará Pedro Romano, que
alimentará o seu rebanho entre muitas turbulências, sendo que então a
cidade das sete colinas [Roma] será destruída e o formidável juiz
julgará o seu povo. Fim”.
É um fato público e notório que na última década a igreja católica tem
sofrido dois duros golpes em sua estrutura: uma dogmática e outra
estrutural. A de ordem dogmática é a perda de fiéis para o
neopentecostalismo na América Latina e para o ateísmo na Europa. A de
ordem estrutural se baseia nos casos polêmicos e midiáticos envolvendo
abusos sexuais cometidos por sacerdotes e acobertamento destes casos por
parte de bispos e arcebispos.

É interessante notar que muito do que São Malaquias escreveu sobre cada
papa realmente tem a ver com suas características pessoais e de
diplomacia eclesiástica. No entanto, com os papados mais recentes há um
enorme esforço dos adeptos destas profecias em conectar as frases
latinas com os respectivos papas. O esforço chega a ser gigantesco que
alguns autores chegam a afirmar que Bento XVI não deverá durar muito
tempo e que Pedro II estaria a caminho, inclusive fazendo alusão à
profecia “sendo que então a cidade das sete colinas será destruída” com a
atual crise econômica por que passa a Itália.
De acordo com alguns historiadores e teólogos, as profecias de São
Malaquias não seriam autênticas e poderiam ter sido criadas na Espanha
no início do século 16, quando o misticismo religioso estava em alta em
reinados cristãos.
Este é um assunto em aberto que só teremos certeza quando um conclave
for concluído após a morte de Joseph Ratzinger. Assim poderemos ter
total certeza se o ciclo católico se fechará, ou não, com o tão famoso e
incógnito Papa Pedro II.
por orlando castor
Muito se fala sobre o misticismo dos ciganos como o poder ler o destino
das pessoas através da quiromancia (leitura das linhas das mãos) e do
baralho cigano. Entretanto, a história deste povo é muito maior do que
podemos supor: passaram – e ainda passam – por muitos preconceitos, são
apontados como os grandes culpados pela pobreza do Leste Europeu etc. O
post de hoje se dedica a esclarecer algumas especificidades deste povo
que, de acordo com a tradição, “está condenado a vagar pelo mundo”.
Recentemente, escrevi dois posts que falam sobre a história do tarô. Para ler o primeiro texto, clique aqui. Para conferir o segundo, aqui.

1) Ciganos são povos nômades que teriam vindo do noroeste da
Índia há mais de mil anos, instalando-se por todo o continente europeu.
Em alguns idiomas também são chamados de “roma”, que em seu dialeto significa “homens”;
2) O idioma cigano é o romani, que também tem origem no latim,
assim como o português, espanhol, francês e italiano. Está bem próximo
do idioma romeno, outro que também tem raízes latinas. Atualmente,
muitos ciganos adotaram o romeno como idioma oficial em suas andanças
pela Europa;
3) São subdivididos em quatro principais origens
étnico-familiares: os roma (presentes nas Europas Central e do Leste,
principalmente e podem ser erroneamente considerados os ciganos
“verdadeiros”), os sinti (presentes na Alemanha, França, Itália e
Holanda), os caló (moradores de Portugal, Espanha e todo continente
americano) e os romnichal (presentes no Reino Unido, parte dos Estados
Unidos e Austrália);
4) São envoltos por grande mistério porque grande parte da sua
história é oral e envolta de folclores. Só a partir do século 18 que a
antropologia começou a fazer um estudo minucioso de suas práticas
sócio-culturais. Pela falta de estudos sérios e muito misticismo,
durante séculos foram motivo de preconceito em vários cantos do planeta;

5) Os primeiros registros de ciganos na Europa ocorreram por
volta do ano de 1050, no auge da Idade Média. Suas práticas não
conhecidas pelos cristãos fizeram aumentar a perseguição contra eles e,
junto aos judeus, foram acusados de terem espalhado a peste negra
através de métodos de bruxaria;
6) Os ciganos se concentraram no Leste Europeu porque a
perseguição foi menor nos principados ortodoxos. Entretanto, muitos
foram feitos escravos por vários reis por serem considerados inferiores
aos súditos aldeões;
7) Por não estarem presos à terra como os vassalos normais nos
feudos, os ciganos conseguiram maior mobilidade dentro do território
europeu e com alguma facilidade conseguiram estabelecer acampamentos. Em
1417 estavam na Alemanha, em 1422 chegaram à Itália e em 1500 já faziam
parte de caravanas na Inglaterra;
8) Os primeiros ciganos chegaram às Américas depois de 1800, com
as ondas de independência e fuga da Europa por conta de guerras
internas. Outra grande leva aconteceu logo após o fim da Segunda Guerra
Mundial;
9) Como na Idade Média somente poderia ter direito à terra quem
fosse fiel e servo do senhor feudal e, obviamente, cristão, os ciganos
vagavam em acampamentos. Aí está a explicação histórica para a tradição
de serem lembrados por nunca terem um local fixo, o que hoje é puro
folclore. Por estarem sempre vagando, na Alemanha e Holanda eram
considerados vagabundos e delinqüentes (geralmente roubavam de viajantes
para sobreviver);

10) Por não terem um Estado próprio, como atualmente os judeus
têm Israel, os ciganos sempre foram considerados antipatrióticos e
totalmente de fora de um sistema dotado de hierarquia do estado moderno.
Não eram considerados cidadãos, junto ao clima de suspeitas de possível
traição durante um levante, rebelião e guerra;
11) Durante a Idade Média, por serem muito pobres mendicantes,
criou-se a história de que eram descendentes de Caim, portanto malditos e
condenados a vagar em pobreza eterna e mortos de fome. No entanto, tudo
passava de preconceitos políticos, sociais, culturais e religiosos.
Mesmo estando na Europa há mais de mil ano, não são considerados
europeus!
12) Para sobrevivência, quando o ato de mendicância não ajudava
nas moedas suficientes para comprar um pão, passaram a cobrar por um
atrativo que agitou a Europa após o século 18: adivinhações e assim
ficaram conhecidos até hoje. Também por serem nômades, encontraram nos
circos fonte de lucro e sobrevivência. Atualmente, os mais ricos vivem
na Suécia e Inglaterra e os mais pobres nos Bálcãs;

13) Seu orgulho cultural fez com que acontecesse uma preservação
incrível desde os tempos medievais. Mesmo após perseguições religiosas
da Inquisição e mortandades em campos nazistas, os ciganos permaneceram
com suas práticas culturais e religiosas;
14) Foram perseguidos pelo regime nazista e mais de 1 milhão de
ciganos foram mortos em campos de concentração durante a Segunda Guerra.
Este genocídio é conhecido como “porajmos” (fotos baixo),
ciganos presos no campo de concentração de Belzec), entre os judeus é
“holocausto” e só começou a ser revisitado pela historiografia no final
dos anos 60;



15) Em julho de 2010, o presidente francês Nicolas Sarkozy
ordenou a deportação de ciganos para países do Leste Europeu,
principalmente Romênia e Bulgária, o que fez desenvolver grande
polêmica, recordando às deportações nazistas para o leste e incidente
diplomático com os países envolvidos;
16) Ao contrário do que muitos fazem crer, os ciganos não têm uma
religião própria ou um deus. O mundo de crenças deles têm a ver com
seus antepassados e com as religiões locais, como por exemplo Santa Sara
Kali (foto abaixo), padroeira dos ciganos – uma santa que,
supostamente, foi cigana e viveu na França. A prova de que os ciganos
não têm religião própria está na França, que desde 1950 existe um grande
grupo de ciganos protestantes. Muito do seu misticismo tem a ver com o
folclore;

17) Para quem não sabe, o Brasil é o país do Ocidente com maior
população cigana, cerca de 1,2 milhão, seguido pelos Estados Unidos,
Espanha, Bulgária e Romênia. Em todo o mundo a maior concentração está
na Índia: mais de 2 milhões de ciganos;
18) Os grupos ciganos se fragmentaram muito ao longo dos séculos.
Por isso, ciganos indianos não partilham mais da mesma cultura que
aqueles que vivem na Bulgária, por exemplo. Dentro da própria Europa já
há essa fragmentação: ciganos espanhóis são diferentes dos ingleses etc.
19) Os casamentos são sempre realizados entre pessoas do mesmo
grupo ou subgrupo. É possível uma não-cigana casar-se com um cigano, mas
é vetada a entrada de um não-cigano na comunidade através de um
casamento. Trata-se de uma comunidade cujo patriarcado é muito forte até
os dias de hoje;
20) Por muitos séculos, por serem nômades, os ciganos estiveram
fora dos sistemas judiciários em todo o mundo e suas leis eram baseadas
no que eles chamam de “kris”, com base em um direito
consuetudinário, ou seja, fundamentado nas tradições. Atualmente não é
bem assim em grande parte do planeta;
21) O termo “cigano” é uma corruptela errada de “egípcio”,
pois acreditava-se que esse povo fosse proveniente dos egípcios
antigos, mas após o século 18 descobriu-se a origem indiana. O mesmo
erro encontra-se no espanhol (gitano) e no inglês (gypsy);

22) Na região dos Bálcãs, os ciganos têm uma vida difícil e,
geralmente, vivem em bairros extremamente pobres e favelados. As
populações de extrema direita tendem a culpá-los pelo desemprego, pelos
índices de violência, pelas taxas de pobreza etc. No entanto, as
dificuldades econômicas estão presentes desde que o sistema comunista
ruiu no final dos anos 80 e o capitalismo aumentou a desigualdade social
entre todos;
23) Há vários documentos compreendidos entre os anos 1050 e 1517
falando sobre a presença dos ciganos na Europa, com diversas
características interessantes: uso de roupas coloridas, furtos de
viajantes em estradas, especialistas em shows de entretenimento com
música e comida farta, uso de magia para ganhar moedas ou comida, vida
mendicante nas florestas, caravanas enormes e barulhentas etc.
24) A escravidão cigana na Europa só foi totalmente abolida em
1870, às vésperas do Brasil dar alforria aos seus escravos de origem
africana. Na Espanha do século 16, por exemplo, foram obrigados à
sedentarização, assimilação da cultura local e conversão ao
cristianismo. Nos países nórdicos eram frequentemente condenados à
morte;

25) A Espanha e a Inglaterra enviaram ciganos para a América para
diminuir o contingente populacional na Europa durante os anos áureos do
Pacto Colonial. Com o relativo sucesso desta empreitada, Portugal
também aderiu à deportação para suas colônias;
26) Em 1905, a Alemanha já desenhava a deportação e execução em
massa dos ciganos muitos anos antes da Primeira Guerra e de Hitler subir
ao poder. Entre 1900 e 1950 era comum na Europa o sequestro de bebês
ciganos para serem criados por casais não-ciganos estéreis, prática
proibida somente em 1975;
27) Os ciganos foram exterminados pelo III Reich por não se
enquadrarem ao projeto nazi de uma nova sociedade: não eram arianos, por
não terem pátria eram considerados possíveis traidores e por serem
nômades eram considerados inúteis para o esforço de um “novo mundo” de
acordo com aquela lógica.

A história mostra mais uma vez que o preconceito com práticas
sócio-religiosas-culturas sempre fez vítimas e sempre as fará. O povo
cigano tem muito mais a contar do que o mero chavão de que são pedintes
pobres que usam do misticismo para enganar as pessoas nos grandes
centros urbanos do planeta. Com uma história rica e uma cultura muito
vasta, passaram por situações inacreditáveis, mas permanecem como um
grupo forte em todo o planeta. Por terem sido pouco estudados pela
historiografia, há mais farsas do que fatos que nos contam quem não
esses grupos “condenados a vagar pela Terra”.
por orlando castor
Nos últimos anos, teóricos da conspiração decidiram revisitar uma série
de fatos ocorridos no passado e que por muito tempo suscitaram dúvidas
entre pesquisadores e céticos, por vezes causando nervosismo na
população de um modo geral. Este é o caso do chamado Experimento
Filadélfia, um suposto projeto naval militar norte-americano, ocorrido
em 28 de outubro de 1943, quando o destróier de escolta USS Eldridge
tornou-se invisível aos observadores por um curto período. Ganhou
notoriedade e também acabou conhecido como Projeto Rainbow.
A história é amplamente considerada uma farsa. A marinha afirma que tais
experimentos jamais ocorreram, além disso, detalhes sobre a história
contradizem os fatos sobre o USS Eldridge (foto abaixo). Isso,
contudo, criou ondas de conspirações, e participantes do Experimento
Filadélfia foram relatados em outras teorias da conspiração envolvendo o
governo norte-americano.

Várias, diferentes – e às vezes conflitantes – versões sobre o
experimento circularam com o passar dos anos. A experiência teria sido
conduzida pelo Dr. Franklin Reno como uma aplicação militar da teoria do
campo unificado, um termo cunhado por Albert Einstein. Essa teoria visa
descrever a interação entre as forças que compõem a radiação
eletromagnética e a gravidade. De acordo com as contas que teriam sido
possíveis e imagináveis, utilizar alguma versão desta teoria para curvar
a luz em volta de um objeto o tornaria essencialmente invisível. Isso
teria exigido equipamento especializado e energia suficiente. A Marinha
teria considerado isto valioso para uso em guerra e patrocinado a
experiência, uma vez que estávamos em plena Segunda Guerra Mundial.
Um destróier, o USS Eldridge, teria sido equipado com os equipamentos
exigidos nos estaleiros navais da Filadélfia. Testes teriam começado no
verão de 1943, sendo bem sucedidos em um grau limitado. Um teste, em 22
de julho, teria resultado no Eldridge quase completamente invisível, com
algumas testemunhas relatando um “nevoeiro esverdeado” em seu lugar. No
entanto, os membros da tripulação teriam se queixado de náuseas. Nesse
momento, a experiência teria sido alterada a pedido da Marinha, com o
novo objetivo a ser exclusivamente invisível ao radar.
O equipamento não teria sido devidamente recalibrado para este fim, mas,
apesar disso o experimento seria realizado novamente em 28 de outubro.
Desta vez, o USS Eldridge teria não só se tornado quase totalmente
invisível a olho nu, mas, na verdade, desapareceu de seu local em um
flash de luz verde. De acordo com algumas notas, a base naval de Norfolk
teria relatado o avistamento do Eldridge em alto-mar, em seguida o
Eldridge teria desaparecido de vista e reapareceu na Filadélfia, no
local que tinha originalmente ocupado, em um aparente caso de dispersão
acidental teletransporte.

Consequências nos envolvidos...
Os efeitos fisiológicos do experimento sobre a tripulação teria sido
profundo: quase toda a tripulação adoecera violentamente. Alguns teriam
passado a sofrer de doença mental como resultado de sua experiência;
comportamento compatível com a esquizofrenia é descrita em outros
relatos.
Outros membros imóveis, como Jacob L. Murray, teriam desaparecido
fisicamente de forma inexplicada e cinco tripulantes teriam se fundido
ao metal do anteparo ou do convés do navio. Parados, outros
desapareceram dentro e fora do campo de vista. Horrorizados com esses
resultados, oficiais da marinha tiveram que cancelar imediatamente o
experimento. Todos os sobreviventes da tripulação envolvidos sofreram
lavagem cerebral na tentativa de fazer os mesmos perderem memória a
respeito de detalhes da experiência.
O USS Eldridge foi colocado fora de serviço em junho de 1946. Em janeiro
de 1951, foi transferido para o Programa de Assistência de Defesa Mútua
da Grécia, rebatizado como HS Leon (D-54). Leon foi desmantelado em
novembro de 1992, e em novembro de 1999 foi vendido como sucata.
Em 1984, com o auge da história envolvendo esta lenda urbana com teoria da conspiração, foi lançado o filme “The Phidadelphia Experiment”.
Analisando o caso quase friamente…
O Experimento Filadélfia
tornou-se conhecido nos Estados Unidos a partir de 1956, quando o caso
foi relatado no livro de um astrônomo, Dr. Jessup, que também pesquisava
avistamentos de discos voadores. Para quem gosta de teorias da
conspiração, em 1959 o autor cometeu suicídio. Depois disso, o caso caiu
no esquecimento e retornou com todas pompas em 1979 com mais um livro
com título homônimo ao ocorrido, “O Experimento Filadélfia”.
Ao longo das décadas, a imprensa e investigadores da Mufon contactaram
vários supostos testemunhos relacionados a esta experiência, que teria
sido mal-sucedida e, portanto, cancelada pelo governo norte-americano.
Geralmente os relatos são desencontrados, repletos de ufanismos e que
misturam um pouco de loucura: fala-se em lavagem cerebral,
teletransporte e até mesmo viagens no tempo (uma das testemunhas que
afirmou ter estado no Eldridge naquele dia falou que saiu de 1943 e foi
parar em 1983).
Por conta do destaque, o destróier que foi para a Grécia acabou virando
mira da mídia sensacionalista. Pessoas contavam histórias aparentemente
absurdas: calafrios, presença de fantasmas, setores lacrados,
aparecimentos de campos elétricos (orbs) etc.
Um dos maiores problemas é que as duas testemunhas do Experimento
Filadélfia, entrevistadas nos dois principais livros, não são muito
confiáveis; elas permanecem escondidas atrás de uma aura nebulosa de
muito mistério e, por isso, narram o que poderíamos chamar de roteiro de
filme. Até as datas da suposta experiência são discordantes nas versões
destas testemunhas. Assim, parece que não há nenhuma testemunha
confiável.
Os céticos, pesquisadores mais racionais e a própria Marinha americana
deixam uma série de questionamentos para aqueles que acreditam na
validade do Experimento Filadélfia... (1) Por que usariam um destróier
novo em um experimento exótico? (2) Por que realizar um experimento
“ultrassecreto” perto de uma autoestrada movimentada todas as horas do
dia? (3) Por que a Marinha doaria um navio que fez parte de um projeto
secreto que ela sempre negou ter ocorrido?

Algumas conclusões...
A teoria do experimento está sedimentada
em uma série de desencontros históricos e histerias coletivas
(primeiramente em relação à Segunda Guerra Mundial, depois com a Guerra
Fria) quando ações militares eram vistas como possibilidades a uma nova
guerra entre potências globais. Não há qualquer evidência jurídica,
material, jornalística ou científica que comprove a realização da
experiência no mar. Quem defende a realização do Experimento Filadélfia
explica que é assim que os Estados Unidos costumam fazer: negar, negar e
negar, forjar documentos e até desaparecer com testemunhas (uma alusão
ao suicídio do Dr. Jessup).
Entretanto, se formos pesar na balança da justiça perceberemos que o
Experimento Filadélfia é uma mistura de lenda urbana dos tempos
nebulosos da guerra, teoria da conspiração contra ações de uma potência
mundial e relatos de testemunhas não muito confiáveis à luz da ciência.