segunda-feira, 1 de abril de 2013

O que posso fazer por você

Eu lhe dei a vida ,
mas não posso vivê-la por você .

Eu posso mostrar-lhe caminhos ,
mas não posso estar neles para liderar você .

Eu posso levá-lo à igreja
mas não posso fazer com que tenha fé .

Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o
certo e o errado,
mas não posso sempre decidir por você .

Eu posso lhe comprar roupas bonitas,
mas não posso fazê-lo bonito por dentro .

Eu posso lhe dar conselho ,
mas não posso segui-lo por você .

Eu posso lhe dar amor ,
mas não posso impô-lo a você .

Eu posso ensiná-lo a compartilhar,
mas não posso fazê-lo generoso .

Eu posso ensinar-lhe o respeito ,
mas não posso forçá-lo a ser respeitoso .

Eu posso aconselhá-lo sobre amigos,
mas não posso escolhê-los por você .

Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro,
mas não posso mantê-lo puro .

Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas ,
mas não posso dizer "NÃO" por você .

Eu posso falar-lhe sobre o sucesso,
mas não posso alcançá-lo por você .

Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza ,
mas não posso forçá-lo a ser gentil .

Eu posso orar por você,
mas não posso impor-lhe Deus .

Eu posso falar-lhe da vida,
mas não posso dar-lhe vida eterna .

Eu posso dar-lhe amor incondicional
por toda a minha  existência ,  
 e isso eu farei .

Versão livre de "What I can"
de Nelly Paul Armstrong

Lado espiritual


A maioria das pessoas acredita num ''lado espiritual''. Esse tal lado espiritual significa o meio pelo qual é possível haver comunicação com o Divino. Assim, cultivar a espiritualidade passa a consistir em buscar a Deus, rezar/orar, ler textos sagrados, participar de uma congregação, etc.
Mas o que penso sobre essa forma de espiritualidade?  E o que penso sobre o lado espiritual humano??
Respondendo à primeira pergunta eu digo que nada de errado há em viver a espiritualidade da forma acima descrita (ler, textos sagrados, orar/rezar, frequentar um templo..). Contudo, eu acredito num lado espiritual cujos ''sentidos'' e formas de exercício ultrapassam as fronteiras dedutíveis desse modelo de prática espiritual. E daqui por diante começo a responder então a segunda questão.
 
- Um lado espiritual em primeiro lugar é também um lado humano, isto é, espiritual-humano; pois ao mesmo tempo em que através do espírito se busca o invisível, o eterno, o imutável, o núcleo e a impressão do Mistério que em algum lugar e em algum tempo nos selou. Tal busca jamais será isenta do peso do corpo, da matéria, do corruptível, enfim, do pecado. Só haverá busca por Deus na medida da percepção de Sua falta em nós.
 
- Em segundo lugar, meu lado espiritual de ser não é ''um lado'', uma parte aparte, mas antes um todo, co-juntamente com meu lado físico e emocional. Assim exercito minha espiritualidade quando faço exercícios físicos, quando cuido da alimentação, quando trato as emoções, quando canto cantos que me tornam vivo, etc.
 
- Em terceiro, esse ''lado'' me ajuda não só em minha relação com Deus, mas também comigo mesmo. Assim, ser espiritual é alguém que não apenas ''se entende'' com Deus, mas também alguém que se entende ''consigo'' mesmo. Então quando estou em contato comigo mesmo, quando me sinto, quando entro na órbita de minha própria realidade, adentro numa conexão espiritual.
 
Dessa forma, não apenas textos sagrados e lugares sagrados fazem o arcabouço de uma praxe espiritual, mas tudo o que possa ser útil ao momento e à unidade (isto é, a desfragmentação) do ser, de sua consciência, e de seu sentir.
É como diz o livro A Cabana:
 
"..mas desse modo todos os caminhos levam o homem até Deus!
 
E Deus respondeu:
 
- Não. Na verdade, sou eu quem me utilizo de todos os caminhos para chegar até o homem!". 
(Antonio Schuck)
 

O Anticristo trará paz ou guerra?


O Anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras ele será destemido e destrutivo. O Anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades são resumidas em Daniel 9.27:
"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele."
Em Apocalipse 6.2, João apresenta o Anticristo ao escrever: "Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer."
Nosso mundo precisa desesperadamente de paz, pessoas sinceras de vários contextos de vida trabalham e oram diariamente por uma paz duradoura. Na verdade, como crentes, somos incentivados pela Bíblia a orar por paz. Ainda assim, a instabilidade política é profunda em muitas regiões do mundo. A busca de uma paz permanente no Oriente Médio exige muita atenção e produz muitas manchetes; muitas vidas e carreiras foram sacrificadas na tentativa de trazer paz à região. Em última análise, no entanto, não haverá paz duradoura no mundo enquanto ele não for governado por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.
Quando o Anticristo emergir, será reconhecido e aceito por causa de sua habilidade como pacificador. Como líder da confederação multinacional, ele imporá paz a Israel e ao Oriente Médio, iniciando e formulando um tratado de paz para Israel. O Dr. Walvoord escreve sobre essa paz:
Quando um gentio, líder de dez nações, apresentar um tratado de paz a Israel, este será imposto com força superior e não como um tratado de paz negociado, ainda que aparentemente inclua os elementos necessários para tal acordo. Ele incluirá a delimitação das fronteiras de Israel, o estabelecimento de relações comerciais com seus vizinhos – algo que Israel não tem atualmente, e, principalmente, oferecerá proteção contra ataques externos, o que permitirá que Israel relaxe seu estado de constante alerta militar. Também é possível prever que algumas tentativas serão feitas para abrir áreas sagradas de Jerusalém para todas as religiões a elas relacionadas.[1]
No decorrer dos séculos, cristãos e judeus fiéis seguiram a exortação de Salmo 122.6 de "orar pela paz de Jerusalém." Mas a falsa paz do Anticristo não é a "paz de Jerusalém." O tratado ou aliança de paz do Anticristo só trará uma paz temporária e superficial à região. A princípio ela poderá ser eficaz e reconfortante, mas não durará. Depois de três anos e meio ela será quebrada e os gritos de alegria serão substituídos por gritos de aflição. Como todas as obras de Satanás, a vitória proclamada acabará em dor e violência:
Apesar dos detalhes da aliança não serem revelados na Bíblia, aparentemente ela trará grande alívio para Israel e para todo o mundo. O tempo de paz é previsto nas profecias de Ezequiel que descrevem Israel como um povo "em repouso, que vive seguro" nessa época (Ez 38.11). Em 1 Tessalonicenses 5.3 a frase que estará na boca do povo antes da Grande Tribulação cair sobre eles é: "Paz e segurança." ...A paz de que Israel desfrutará por três anos e meio se transformará tragicamente numa paz falsa e no prelúdio de um tempo de angústia incomparável, quando dois de cada três israelitas morrerão na terra (Zacarias 13.8).[2]
Num determinado ponto, por volta da metade da Tribulação, a paz de Israel será desafiada por exércitos invasores do norte (Ezequiel 38-39). Esses exércitos atacarão Israel, desafiando a paz estabelecida pelo Anticristo e sua autoridade. Mas Deus intervirá a favor de Israel, protegendo-o e aniquilando os exércitos invasores (Ezequiel 38.19-39.5). Isso se realizará em parte por um terremoto (38.19,20), em parte por confusão militar (38.21), e por uma praga acompanhada de granizo e fogo (38.22).
Depois desse conflito e da quebra da aliança com Israel, o Anticristo se declarará líder mundial. Isso poderá ser resultado da sua vitória sobre os exércitos invasores. O Dr. Walvoord escreve que "o líder da confederação de dez nações se encontrará numa posição em que poderá proclamar-se ditador mundial, e aparentemente ninguém será forte o suficiente para lutar contra ele. Sem ter que lutar para conseguir isso, ele governará o mundo como instrumento de Satanás."[3] Seu poder e força aumentarão, assim como sua tirania, e isso resultará num desafio final da sua força militar e política, que culminará na batalha de Armagedom (Apocalipse 16.14-16). Como tantos líderes e governantes antes dele, o Anticristo prometerá paz e travará guerras. Ele entrará num conflito de conseqüências globais – um conflito definitivo do tipo "quem ganhar fica com tudo" – e será derrotado e destruído por Jesus Cristo (veja Salmo 2). (Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)
Notas
  1. Walvoord, Major Bible Prophecies, p. 319.
  2. Ibid., pp. 319, 320.
  3. Ibid., p. 341.
Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center (Centro de Pesquisas Pré-Tribulacionistas) e professor de Teologia na Liberty University. Ele é Th.M. pelo Seminário Teológico de Dallas e Ph.D. pelo Seminário Teológico Tyndale. Editor da Bíblia de Estudo Profética e autor de aproximadamente 30 livros, Thomas Ice é também um renomado conferencista. Ele e sua esposa Janice vivem com os três filhos em Lynchburg, Virginia (EUA).

O código Da Vinci-Enganoso e Ofensivo

O livro "O Código Da Vinci", em destaque na lista de best-sellers do New York Times, cativou a atenção de milhões de leitores, motivou um programa especial no horário nobre na ABC News [e foi lançado como um importante filme de Hollywood]. O livro prende o leitor com uma história excitante de aventura e intriga, fazendo-o acompanhar seus personagens numa louca incursão pela Europa à medida em que procuram indícios da verdadeira identidade de Jesus Cristo.
O problema é que o livro aborda a vida de Jesus de uma maneira completamente antibíblica, ofensiva e estarrecedora para os que nEle crêem. Assim como tantos outros ataques à integridade de Jesus Cristo, O Código Da Vinci declara que Jesus realmente existiu, mas que Ele era meramente humano e não divino. Na realidade, os personagens do livro alegam insultuosamente que Jesus foi casado com Maria Madalena e que teria deixado uma linhagem de descendentes humanos, alguns dos quais estariam vivos hoje.
O enredo deturpado gira em torno de uma série de indícios ocultos nas obras de Leonardo da Vinci, que pintou "Mona Lisa" e "A Última Ceia". O romance apresenta da Vinci como membro de uma sociedade secreta chamada de "Priorado de Sião", fundada em 1099. O livro também liga algumas celebridades como Sir Isaac Newton, Victor Hugo e Claude Debussy à teoria da conspiração de que o priorado teria deliberadamente escondido a "verdade" sobre Jesus e Maria Madalena do resto do mundo durante séculos.
O romance envolve a história de Robert Langdon, um simbologista de Harvard, e uma criptógrafa francesa chamada Sophie Neveu ("nova sabedoria", em francês). Juntos, eles teriam encontrado uma série de vestígios criptografados que revelam os "segredos" do Cristianismo: que Deus seria uma mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. O livro alega que essas verdades estariam escondidas numa série de documentos secretos chamados de "Documentos do Santo Graal".
Dan Brown tece uma narrativa com grande poder de entretenimento, mas perigosamente blasfema, em O Código Da Vinci. Ele afirma que Maria Madalena seria o Santo Graal (o cálice de Cristo), que ela e Jesus seriam os progenitores da linhagem merovíngia de governantes europeus e que ela estaria sepultada sob a pirâmide invertida de vidro no Louvre, em Paris, onde ainda hoje se poderia sentir emanações de seu espírito divino.
Engano intencional
O romance descreve o Cristianismo como uma gigantesca conspiração baseada numa grande mentira (a divindade de Cristo). Os personagens de Brown sugerem que os apóstolos e pais da igreja seriam nada mais do que opressores patriarcais que teriam suprimido a adoração à "divindade feminina". Na verdade, o livro descreve os Evangelhos do Novo Testamento como produtos humanos de machos chauvinistas anti-feministas que teriam procurado reinventar o Cristianismo para oprimir as mulheres e reprimir a adoração à deusa.
A agenda feminista é ostentosa por todo o romance, alegando que a igreja primitiva, dominada por homens e liderada por Pedro, teria se voltado contra Maria Madalena após a morte de Jesus e provocado sua fuga para a França (a antiga Gália). Então, o imperador Constantino teria convenientemente deificado Jesus a fim de consolidar seu controle sobre o mundo. O livro indica que na votação do Concílio de Nicéia sobre a divindade de Cristo o resultado teria sido apertado. Na realidade, houve 300 votos favoráveis e apenas dois contrários. Dificilmente essa pode ser considerada uma eleição disputada! Mas, definitivamente, a precisão histórica não é o ponto forte do romance.
Auto-retrato de
Leonardo da Vinci.

Essa é apenas uma das muitas distorções deliberadas existentes no livro. Outra envolve os heréticos evangelhos gnósticos escritos no final do século II como sendo os evangelhos "reais". Encontrados em Nag Hammadi no Egito, em 1946, esses mitos gnósticos nunca foram reconhecidos pela igreja primitiva como Escrituras legítimas. O Dr. Albert Mohler, presidente do Seminário Batista do Sul (nos EUA), disse que "as Escrituras do Novo Testamento foram reconhecidas e destacadas devido à sua autoria apostólica e pelo seu conteúdo claramente ortodoxo". Em contrapartida, Mohler afirma que os textos de Nag Hammadi são "facilmente identificáveis como literatura gnóstica distanciada da Igreja".
É verdade que a igreja medieval distorceu as verdades básicas da mensagem simples do Evangelho. Mas foi vários séculos depois da época de Cristo e dos apóstolos que ela acrescentou idéias como a salvação pelas obras, a veneração de santos e a importância de relíquias sagradas, como o chamado "Santo Graal" – o cálice de Cristo. Em O Código Da Vinci o "cálice" é Maria Madalena, mitologizada e sexualizada como se fosse a amante ou esposa de Jesus Cristo.
Distorção diabólica
Em comparação ao livro O Código Da Vinci, o filme "A Última Tentação de Cristo" parece ameno. O romance de Brown acusa o Cristianismo de culpar a mulher pela queda de toda a raça humana. Ele parece esquecer que a história de Adão e Eva é judaica e antecipa o Novo Testamento por muitos séculos. Na realidade, o enredo de O Código Da Vinci é uma combinação de secularismo ostensivo com feminismo hostil.
O livro assevera que o próprio Da Vinci, um cientista brilhante e pintor renascentista, estaria ciente da verdade sobre Maria Madalena e a teria representado como João, sentado próximo a Jesus em sua "A Última Ceia". O romance deixa a impressão de que Maria estaria retratada na pintura de Da Vinci como a esposa de Cristo. Ele também afirma que Pedro estaria fazendo um gesto ameaçador em direção a Maria como se estivesse tentando eliminar a influência feminina da Igreja. Na realidade, de forma nenhuma Maria Madalena aparece no quadro! Os personagens de Brown "lêem" na pintura aquilo que eles querem ver – a feminização do Cristianismo.
Não há nada no registro bíblico sobre a Última Ceia que indique a presença de mulheres nessa refeição. Também não há qualquer indicação nos Evangelhos bíblicos de que os discípulos guardaram o cálice de Cristo, pedaços da cruz ou quaisquer outras relíquias religiosas. Não é o cálice no qual Jesus bebeu que nos salva, tampouco lascas da cruz onde Ele morreu. O sangue que Ele derramou naquela cruz, simbolizado pelo cálice, é a verdadeira base para nossa salvação.
A Bíblia diz: "a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé" (Romanos 3.25); "no qual temos a redenção, pelo seu sangue" (Efésios 1.7); "e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz" (Colossenses 1.20); "e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7).
Desafio decisivo
Não tenho idéia de quais são as convicções religiosas de Dan Brown, mas posso dizer-lhes com certeza que não são baseadas em crenças cristãs ortodoxas. Seu romance é fascinante e de grande poder de entretenimento, mas é exatamente esse o problema. Jovens pastores me contam que são bombardeados com perguntas céticas de recém-convertidos que ficam genuinamente perturbados ao lerem o livro, por parecer tão convincente.
O Cristianismo superou tais críticas antes e o fará novamente. A verdadeira história do Evangelho ainda é a maior história que já foi contada! Os ensinamentos de Jesus Cristo sempre foram e sempre serão superiores a qualquer coisa que o mundo venha a oferecer. Ao mesmo tempo, não podemos enfiar nossa cabeça na "areia eclesiástica" e simplesmente desejar que esse tipo de coisa desapareça.
Há respostas reais para as questões levantadas em O Código Da Vinci. Tais desafios à fé devem nos estimular a lidar com essas questões, respondendo as perguntas para satisfazer as mentes honestas e inquiridoras. O que me preocupa é a mentalidade da geração pós-moderna. Talvez a questão real não seja o que o livro contém, mas o fato de que um público biblicamente ignorante o leve realmente a sério.
O romance deixa a impressão de que Maria Madalena estaria retratada na pintura de Da Vinci como a esposa de Cristo.

Em alguns aspectos, O Código Da Vinci é mais uma acusação à nossa geração do que ao autor do livro. Quando estava entrando na adolescência, nos anos 60, eu ficava continuamente chocado pela ingenuidade de meus pais, que acreditavam em tudo que liam no jornal só porque estava escrito ali. Nunca lhes ocorreu que as reportagens e editoriais eram redigidos por pessoas com agendas pessoais e políticas. Eles haviam crescido numa época em que se acreditava naquilo que se lia, não importando quem era o autor. O mesmo é verdadeiro, e até ainda mais, para a televisão e o cinema. Da mesma forma como muitas vezes expliquei essa realidade para a geração de meus pais, advirto a atual geração: não acreditem em tudo que vocês lêem em um romance ou vêem em um filme!
A Bíblia exorta: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora. Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (1 João 4.1-3). (Pre-Trib Perspectives - http://www.chamada.com.br)
O Dr. Ed Hindson é assessor do reitor da Liberty University em Lynchburg/VA (EUA).

Por que os judeus e os árabes/muçulmanos se odeiam?




Pergunta: "Por que os judeus e os árabes/muçulmanos se odeiam?"

Resposta:
Primeiro, é importante entender que nem todos os árabes são muçulmanos, e nem todos os muçulmanos são árabes. Enquanto a maioria dos árabes é muçulmana, há muitos árabes não-muçulmanos. Além disso, há significantemente mais muçulmanos não-árabes (em áreas como a Indonésia e a Malásia) do que muçulmanos árabes. Segundo, é importante lembrar que nem todos os árabes odeiam os judeus, que nem todos os muçulmanos odeiam os judeus, e que nem todos os judeus odeiam os árabes e os muçulmanos. Nós devemos ter o cuidado de não estereotipar as pessoas. No entanto, dito isso, falando em sentido geral, árabes e muçulmanos têm desgosto e desconfiança dos judeus, e vice-versa.

Se há uma explicação bíblica explícita para esta animosidade, ela remonta aos tempos de Abraão. Os judeus são descendentes de Isaque, filho de Abraão. Os árabes são descendentes de Ismael, também filho de Abraão. Sendo Ismael filho de uma mulher escrava (Gênesis 16:1-6) e Isaque sendo o filho prometido que herdaria as promessas feitas a Abraão (Gênesis 21:1-3), obviamente haveria alguma animosidade entre os dois filhos. Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque (Gênesis 21:9), Sara disse para Abraão mandar embora Agar e Ismael (Gênesis 21:11-21). Isto causou no coração de Ismael ainda mais contenda contra Isaque. Um anjo até profetizou a Agar que Ismael viveria em hostilidade contra todos os seus irmãos (Gênesis 16:11-12).

A religião do Islã, à qual a maioria dos árabes é aderente, tornou essa hostilidade mais profunda. O Alcorão contém instruções de certa forma contraditórias para os muçulmanos em relação aos judeus. Em certo ponto, ele instrui os muçulmanos a tratar os judeus como irmãos, mas em outro ponto, ordena que os muçulmanos ataquem os judeus que se recusam a se converter ao Islã. O Alcorão também introduz um conflito sobre o qual filho de Abraão era realmente o filho da promessa. As Escrituras hebraicas dizem que era Isaque. O Alcorão diz que era Ismael. O Alcorão ensina que foi Ismael a quem Abraão quase sacrificou ao Senhor, não Isaque (em contradição a Gênesis capítulo 22). Este debate sobre quem era o filho da promessa contribui para a hostilidade de hoje em dia.

No entanto, a antiga raiz de hostilidade entre Isaque e Ismael não explica toda a hostilidade entre os judeus e os árabes de hoje. Na verdade, por milhares de anos durante a história do Oriente Médio, os judeus e os árabes viveram em relativa paz e indiferença entre si. A causa primária da hostilidade tem uma origem moderna. Após a Segunda Guerra Mundial, quando as Nações Unidas deram uma porção da terra de Israel para o povo judeu, a terra na época era habitada principalmente por árabes (os palestinos). A maioria dos árabes protestou veementemente contra o fato da nação de Israel ocupar aquela terra. As nações árabes se uniram e atacaram Israel em uma tentativa de exterminá-los da terra – mas eles foram derrotados por Israel. Desde então, tem havido grande hostilidade entre Israel e seus vizinhos árabes. Se você olhar num mapa, Israel tem uma pequena faixa de terra e está cercado por nações árabes muito maiores, como a Jordânia, a Síria, a Arábia Saudita, o Iraque e o Egito. O nosso ponto de vista é que, biblicamente falando, Israel tem o direito de existir como uma nação em sua própria terra – Deus deu a terra de Israel aos descendentes de Jacó, neto de Abraão. Ao mesmo tempo, nós acreditamos que Israel deveria buscar a paz e mostrar respeito pelos seus vizinhos árabes. Salmos 122:6 declara: “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.”
AFINAL DE CONTAS, POR QUE OS ÁRABES E JUDEUS BRIGAM TANTO?
Desde sempre ouvimos falar das brigas constantes entre os povos árabes e o povo judeu. São sempre notícias de mortes, atentados, guerras, terrorismo, a tal Intifada... Neste post, o Acidez Mental tenta explicar o porquê de tanta briga.
Os Árabes

O termo árabe se refere não apenas aos povos da Península Arábica, mas também à um grande segmento da população do Oriente Médio e Norte da África , nas Américas, no Chad, Irã e muitos outros lugares. De fato a maior parte dos 100 milhões de árabes vivem na Arábia Saudita, Jordânia, Qatar, Kuwait, Oman, Emirados Árabes, Bahrain, Iêmen, Iraque, Egito, Síria, Israel, Líbano, Líbia. Argélia, Marrocos, Sudão, Tunísia e Turquia.

Todos os árabes consideram a Península Arábica, seu lar ancestral. Foi onde sua língua se originou e é o local onde está o templo mais sagrado de sua religião, a Grande Mesquita, na cidade de Meca.

Muito antes da fundação do Islã , a Arábia era habitada por tribos, algumas viviam em comunidades permanentes, enquanto outras eram nômades. Essas tribos eram descendentes de algumas das duas ramificações de árabes.

Uma ramificação chamada de "Verdadeiros Árabes" podia traçar sua descendência desde o antigo patriarca Qahtan. A outra ramificação era considerada descendentes de Ismael, filho do patriarca hebreu Abraão. Essas pessoas são chamadas "árabes arabizados", porque se acreditava que vinham do lar original de Abraão, na Mesopotâmia, hoje o Iraque.

A força mais poderosa no Mundo Árabe é o Islã "submissão" ( aos desejos de Alá ). É a religião que molda as atitudes, costumes e a justiça. O Islã é uma religião conservadora, orientada pela tradição baseado na interpretação do Livro Sagrado, o Corão.

A lei no Mundo Árabe é baseada na revelação divina, dada à Maomé, o fundador do Islã. Pelo fato de que as revelações terminaram com a morte de Maomé em 632, a lei se manteve imutável.

O Nacionalismo árabe realmente cresceu no século 20, inspirado pelas idéias européias. A essência do Nacionalismo Árabe foi definida em 1938 "TUDO O QUE É ÁRABE, NA LINGUAGEM, CULTURA E LEALDADE".

Por causa da adesão dos árabes ao Islã, esses ideais de nacionalismo transcendem as fronteiras nacionais. Mesmo assim os Estados Árabes vivem às turras uns contra os outros.

A Palestina

A região entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo que foi conhecida como Palestina, mudou de identidade em maio de 1948. Nesse dia e ano uma parte desse território se tornou o Estado de Israel. A porção adjacente e a oeste do rio foi tomada pela Jordânia em 1948 na Guerra pela independência de Israel.

O significado da Palestina sempre foi maior do que o seu tamanho. Localizada estrategicamente na junção da África e sudoeste da Ásia, a Palestina foi sempre motivo de lutas entre grandes poderes, no Egito e Mesopotâmia, nos tempos antigos. Mais tarde, os cruzados cristãos da Europa ocuparam essas terras, tentando tirar a região do controle muçulmano. Finalmente o Movimento Sionista que procurava restaurar a Lei Judaica na região que já havia sido parte do Reino de Israel.

O Estado de Israel é o resultado do movimento político chamado Sionismo, acrescido do horror que foi a matança de mais de 6 milhões de judeus na II Guerra Mundial.

A Palestina, histórica e geopolíticamente é a encruzilhada das três maiores religiões : Judaísmo, Cristianismo e o Islã. A cidade de Jerusalém tem um significado todo especial para essas religiões.

Para os judeus, a Palestina é o local do antigo Reino de Israel., a terra à eles prometida por Deus. Jerusalém é o local onde existia o Templo.

Para os cristãos, Jesus viveu na Palestina , Jerusalém é o local onde Jesus viveu e pregou. É o local onde Jesus morreu.

Para os muçulmanos, certos locais na Palestina estão associados ao profeta Maomé. Jerusalém é local sagrado para o Islã, embora menos importante do que Meca ou Medina, os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé, mensageiro de Deus e líder do Islã, amarrou seu cavalo no Monte do Templo na noite em que subiu aos céus.

A Palestina foi colonizada por tribos semitas desde os primórdios. Era chamada Canaã.

No século 20 a Palestina era governada pela Grã-Bretanha que passou a observar a imigração do povo judeu e auxiliá-los a obter seu pedaço de terra para que pudessem ter um país.

Os Judeus

A história do povo judeu é ligada por um só e inesquecível evento - O Êxodo (partida) do Egito sob a liderança de Moisés.

Durante séculos o povo judeu não teve terras, não existia um país. Seu povo ficou unido sob suas tradições e religião. Havia judeus ( e ainda há) de todas as nacionalidades, nascidos em pátrias diversas , ainda assim eles eram o Povo Judeu.

As terras onde Israel está localizado são consideradas sagradas por três diferentes religiões: para os judeus, Israel é a "Terra Prometida", para onde Moisés levou o povo judeu, para os católicos, é a "Terra Santa", onde Jesus viveu e para os muçulmanos é um local sagrado porque foi em Jerusalém que Maomé teria subido aos céus.

Essa região foi dominada por gregos, romanos e bizantinos. Em 636 era dominada pelos árabes islamitas. De 1099 a 1291 foi invadida pelos cristãos, nas Cruzadas. Em 1516, os turcos a dominaram. Em 1917, os ingleses expulsaram os turcos e instalaram o protetorado da Palestina. Por aí se vê que sempre foi uma região em conflito.

O povo judeu vivia disperso por vários países do mundo e em 1897 foi fundado o Movimento Sionista que pregava a criação de um Estado para o povo judeu. Muitos judeus então começaram a imigrar para a "Terra Prometida". A Inglaterra apoiava a criação de um Estado judeu, por isso, até 1933 a imigração continuou aumentando.

Os árabes não estavam nada satisfeitos com essa história. Com a 2° Guerra Mundial , a perseguição de Hitler ao povo judeu, bem como a todas as mortes e sofrimentos por que passaram, a história desse povo sem país fez com que sua causa despertasse a simpatia e interesse mundiais. Além do que, muitos representantes do povo judeu eram pessoas muito ricas e influentes em diversos países e trabalhavam para que seu povo pudesse voltar a ter uma pátria.

Foi assim que, a ONU fez a divisão, em 29 de novembro de 1947 dos 26 000 km2 da Palestina (o tamanho do Estado de Alagoas). Israel, com 680 000 judeus, ficaria com 55% do território e os 1 milhão e 300 mil árabes ficariam com 45%. Jerusalém foi transformada em Cidade Internacional . Os países árabes, é claro, votaram contra. Mesmo assim a divisão foi aprovada.

Desses 2 Estados só Israel se organizou. No dia 13 de maio de 1948, os ingleses se retiram das terras e, no dia 14 , Israel declarou sua independência. Os palestinos árabes, viraram um povo sem pátria e no dia 15 (dia seguinte à declaração de independência de Israel) o país foi invadido por exércitos de cinco países árabes.

Israel venceu a Guerra da Independência e conquistou 6000km2. Assim passou a ocupar um território de 20700km2 e metade da cidade de Jerusalém. O Egito ficou com a Faixa de Gaza e a Jordânia ficou com a Cisjordânia. O Estado Palestino nunca foi proclamado e 700 000 palestinos tiveram que fugir das áreas ocupadas pelos israelenses, virando refugiados em diversos países.

Israel venceu esses cinco exércitos e conquistou as terras mas, continuou a ser um vizinho odiado por todos os países árabes que o cercam.

Conclusão Pelas notícias mais recentes podemos ver que os conflitos entre árabes e judeus , embora sejam muito antigos estão longe de ter uma solução. Se é que algum dia terão.

Árabes e judeus: Relacionamento marcado por tensões e conflitos






O o conflito em árabes e judeus é relativamente recente, ao contrário do que muitos acreditam. Até o final do século 19, judeus e diferentes povos árabes viviam como "primos" (o que supõe, claro, conflitos ocasionais), e não só no Oriente Médio. A convivência se estendeu, por exemplo, à Espanha, ocupada pelos árabes até o fim do século 15.
Os problemas ganharam corpo com a crise dos grandes impérios, ao término do século 19, que permitiu o avanço de inúmeros movimentos nacionalistas. Isso tanto no Império Russo como no Império Turco-Otomano e no Império Austro-Húngaro.
Entre os novos movimentos estavam o nacionalismo árabe, que defendia a criação de um grande Estado árabe independente dos turcos; e o movimento sionista, defensor da volta dos judeus à Palestina - dispersos por todo o mundo desde a destruição de seu Estado independente, no início da era cristã.
A 1ª Guerra Mundial (1914-1918) selou o fim dos grandes impérios e redesenhou o mapa do Oriente Médio, que antes era dominado pelos turcos. Os ingleses receberam um mandato da Liga das Nações para ocupar por 30 anos os atuais Iraque, Jordânia e Palestina. A França ficou com o que hoje são a Síria e o Líbano.
Entre os judeus, a maioria vivendo na Europa Oriental e na América do Norte, o sionismo era bastante minoritário. As correntes políticas mais fortes eram as compostas pelos socialistas - defensores da integração dos judeus à luta dos trabalhadores contra o capital -, pelos liberais - favoráveis à integração da população judaica em cada país -, ou, ainda, pelos religiosos ortodoxos.
O problema é que, para conquistar o apoio dos árabes contra os turcos na 1ª Guerra, assim como o respaldo dos judeus nos impérios Russo e Austro-Húngaro, e também nos Estados Unidos, a Grã-Bretanha prometeu a mesma coisa aos dois lados. Aos árabes, um grande Estado independente, o que suporia a inclusão da Palestina. E aos judeus, um "lar nacional" na Palestina.
As duas comunidades passaram então a disputar espaço na Palestina sob mandato britânico. Os sionistas traziam jovens pioneiros da Europa Oriental para cultivar terras compradas dos árabes por milionários judeus. E os nacionalistas árabes lançavam ataques armados contra as novas comunidades judaicas. Os britânicos ficavam no meio do caminho, ora limitando a imigração judaica, ora restringindo os ataques dos militantes árabes.
Massacre na Europa
Tudo mudou com a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), quando mais de seis milhões de judeus foram massacrados pelos nazifascistas na Europa, ao lado de milhões de russos, poloneses, homossexuais, dissidentes políticos e deficientes físicos e mentais. No final da guerra, com a Europa arrasada, o sionismo tornou-se rapidamente majoritário entre os judeus sobreviventes.
Com a retirada das tropas britânicas da Palestina marcada para 1947, os sionistas - que contavam com a simpatia da opinião pública mundial, devido ao massacre dos judeus na guerra - conseguiram costurar o apoio dos dois grandes vencedores do conflito, União Soviética e Estados Unidos, à divisão do território.
A Assembleia Geral da ONU, então presidida pelo ex-chanceler brasileiro Oswaldo Aranha, votou pela partilha da Palestina em dois estados - um árabe e outro judeu. Em maio de 1948, o futuro primeiro-ministro David Ben Gurion anunciou a criação do Estado de Israel. O mundo árabe não aceitou a partilha e, nos dias seguintes, sete estados árabes declararam guerra a Israel, que foi invadido por cinco exércitos. Valendo-se da divisão do mundo árabe, os israelenses venceram a guerra e expulsaram muitos palestinos do que deveria ser seu Estado.
Desde então, houve três grandes guerras entre Israel e os países árabes: em 1956, 1967 e 1973. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Faixa de Gaza e o deserto do Sinai, que pertenciam ao Egito, as colinas do Golan (Síria), as fazendas de Shebaa (Líbano), Jerusalém Oriental e a Cisjordânia (Jordânia).
Em 1979, Israel assinou a paz com o Egito, que recebeu de volta o Sinai. Nunca mais o mundo árabe conseguiria unir-se contra o Estado judeu. Sucessivos governos israelenses incentivaram a criação de colônias judaicas nos territórios ocupados, principalmente a Cisjordânia.
Intifadas
A resistência palestina optou então pela luta armada, lançando mão por vezes do terrorismo - com ataques a alvos civis dentro e fora de Israel. O resultado foi pouco alentador e o terrorismo até reforçou a posição de Israel, que tem nos Estados Unidos seu principal aliado. Em 1987, explodiu uma revolta popular contra os israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, inicialmente fora do controle da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) e de seu principal líder, Yasser Arafat. A rebelião ficou conhecida como intifada, sobressalto, em árabe.
A reação violenta do exército israelense, que matou centenas de pessoas em poucos dias, desgastou a posição do país. Em seguida, Arafat prometeu desistir da luta armada em favor de negociações políticas que conduzissem à criação de um Estado palestino. Em 1991, sob pressão dos EUA, que enfrentavam a ira das massas árabes por conta da invasão do Iraque, naquele mesmo ano, o então primeiro-ministro ultraconservador de Israel, Itzhak Shamir, aceitou iniciar tímidas negociações de paz com os palestinos, na Conferência de Madrid.
Mas o sucessor de Shamir, Itzhak Rabin, levou as negociações à frente e, em 1993, assinou com Yasser Arafat os acordos de Oslo, com apoio da Casa Branca. O acordo previa a criação da Autoridade Palestina, embrião de um futuro governo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os limites territoriais e a espinhosa questão de Jerusalém - que é reivindicada como capital por israelenses e palestinos - deveriam ser resolvidos nos anos seguintes. Israel também assinou a paz definitiva com a vizinha Jordânia.
As negociações com os palestinos evoluíram com extrema dificuldade, mas, no fim dos anos 90, parecia que a paz estava próxima, em torno de uma proposta israelense que incluía uma complexa equação para permitir a soberania compartilhada sobre Jerusalém. Também parecia próximo um acordo sobre a troca de territórios entre Israel e palestinos para resolver o problema dos quase 200 mil colonos judeus que vivem na Cisjordânia.
Arafat, porém, acreditou que o momento era favorável para aumentar as demandas e apresentou a exigência de realocação, no atual Israel, de milhões de palestinos que haviam perdido suas terras e casas após 1948. O governo israelense não aceitou, as conversações de paz foram por água abaixo e um passeio de outro primeiro-ministro ultraconservador, Ariel Sharon, pela Esplanada das Mesquitas, local sagrado para os muçulmanos em Jerusalém, detonou a segunda intifada, em 2000.
De lá para cá, a paz entre judeus e palestinos tem parecido cada vez mais distante. A OLP, que defendia um acordo com Israel, perdeu espaço nos territórios ocupados para o movimento fundamentalista islâmico Hamas, que tem apoio do Irã e da Síria e rejeita a paz com o Estado judeu. E o cenário político israelense deslocou-se para a direita, com as forças pacifistas perdendo espaço.
Grupos palestinos lançaram mão outra vez do terror, acionando homens (e mulheres) bombas contra alvos civis em Israel. Os israelenses reagiram construindo um imenso muro de proteção que isola suas cidades e estradas dos núcleos residenciais palestinos.
Em 2006, Israel lançou um sangrento ataque contra o Líbano, a propósito de estancar os disparos de foguetes do Hizbolá, facção xiita que tem o apoio da Síria e do Irã. Dois anos depois, também para pôr fim a ataques de foguetes contra seu território, Israel invadiu a Faixa de Gaza, deixando centenas de mortos.
Pouco mais de cem anos depois do nascimento do nacionalismo árabe e do sionismo, as perspectivas de paz entre Israel e seus vizinhos árabes parecem muito distantes. As negociações entre israelenses e palestinos estão paralisadas, assim como qualquer conversa entre Israel, Síria e Líbano. Fala-se até em um novo ataque de Israel contra o Hizbolá libanês, que vem recebendo de sírios e iranianos mísseis capazes de atingir as principais cidades israelenses.
Pior: nos últimos anos um novo player desponta no tabuleiro político regional. Trata-se do Irã, cujo governo é abertamente hostil a Israel e aos EUA, e está engajado em um imponente programa nuclear.
Como se vê, essa história ainda nos reserva muitos capítulos antes do epílogo que todos juram perseguir: a paz duradoura no Oriente Médio.

Jayme Brener é jornalista e escritor.