quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Revista TIME de abril de 1986 publicou um artigo sobre homens sem perspectiva de futuro:

1. Beethoven – “Esse jovem tem uma maneira estranha de manusear o violino. Prefere tocar suas próprias canções ao invés de aprimorar suas técnicas”. Seu professor o qualificou como sem esperança como compositor. 2. Walt Disney – “Foi despedido pelo editor de um jornal por falta de ideias”. Walt Disney foi à falência várias vezes. 3. Thomas Alva Edison – Seu professor disse que ele era muito estúpido para aprender qualquer coisa. Thomas registrou a patente de mais de 1.000 invenções. 4. Albert Einstein – “Sua tese de doutorado em Bonn foi considerada irrelevante e sofisticada. Alguns anos depois seria expulso da Escola Politécnica de Zurich”. 5. Henry Ford – “O primeiro a fabricar carros em série. Foi à falência cinco vezes antes de ser bem sucedido nos seus negócios”.

O que esse homens fizeram de diferente? Tomando eles como exemplo, podemos afirmar que foram pessoas que persistiram em seus ideais, lutando pelos seus sonhos, apesar das opiniões alheias não desistiram. Porém, buscaram e realizaram seus objetivos. Arrisco a dizer: fizeram um bem a si mesmo.

Seja diferente, faça diferença - Mural do Coach
O que você e eu temos feito de diferente? Não sei, mas acredito que precisamos começar pelas pequenas coisas. Portanto, repense sua atuação no mundo, comece mudando suas atitudes, transformando seu cotidiano. Ande do outro lado da rua; durma ao contrário; sente em outro lugar da mesa; tome um sorvete; sorria; diga um bom dia; tome chuva!
Viva cada minuto como se ele fosse o único; abrace uma pessoa e sinta o prazer de ser abraçado; ame e seja amado.
Tenha coragem de mudar agora! Suba um degrau de cada vez, usufrua das coisas mais simples da vida e alcance as mais complexas. Com esforço dedicado de sua parte, você poderá alcançar o êxito da vitória e ter a certeza que nasceu não por acaso.
O que você pode fazer de diferente hoje, que ainda não fez?

“Quando se crê em Deus, não há cotidiano sem milagres”.

QUANDO FAZ FRIO NO CORAÇÃO


Todo nosso eu é construído do emocional. E a soma dos acontecimentos, o tamanho deles, a forma ou o momento em que chegam, criam barreiras entre nós e o mundo.
Quando faz frio no coração, nós nos afastamos de tudo aquilo que poderá tocá-lo.
Criamos um muro invisível para protegê-lo e proteger-nos, duvidamos das pessoas, da sinceridade delas, das suas boas intenções.
Esses invernos rigorosos da vida fazem com que nos sintamos mais sós, nos esquecemos de olhar um pouco para fora e olhamos muito para dentro. E quanto mais pensamos nas nossas tristezas, mais tristes nos sentimos, o que cria esse círculo vicioso, do qual é difícil se livrar.
E quando esses períodos de festas se aproximam, em que todos falam tanto de amor, solidariedade, perdão e compreensão, os que possuem o coração apertado, o sentem mais apertado, o sentem mais pequenininho ainda.
Uma maneira de reverter essa situação é oferecer o que precisamos. Mudando nossa mentalidade, mudamos o mundo. Para abrir o coração das pessoas, precisamos abrir o nosso.
São nossas mãos que devem derrubar as primeiras barreiras que nos separam das pessoas e da vida. É a luz que possuímos que deve ser a primeira a nos aquecer, a iluminar nossos passos. Ninguém pode ver por nós, caminhar por nós e menos ainda, sentir por nós.
Quando fazemos pelos outros, estamos concentrando nossas energias em algo externo a nós e quando pensamos menos na carga que carregamos, ela parece mais leve, mais suportável.
Quando faz frio no nosso coração, devemos agasalhá-lo para que ele passe melhor pelo inverno, que passará, como passam todas as outras estações.
Aquele que aprende a plantar uma flor, planta muito mais que uma flor, ele faz nascer a esperança no mundo.

“Fragmentos de Uma Alma Perfumada" (http://rosani22.blogspot.com/)

Conheça sua historia.



Por que ver a vida em preto e branco se Deus nos presenteou com um paraíso colorido?
A vida tem as cores que nós a enxergamos...
Se para nós a vida é cinzenta, somos incapazes de ver beleza em uma folha seca!
Se para nós o mundo não tem graça, somos incapazes de contemplarmos a natureza.
As aves do céu tornam-se imperceptíveis aos nossos olhos, assim como as flores e a água.
Mude a forma de ver o mundo...
Transforme suas tristezas em alegrias!
Seus medos em coragem!
Faça das suas angústias, a esperança do amanhã!
Coloque suas incertezas na mão do Criador...
Não seja prisioneiro das suas emoções...
Não seja prisioneiro dos seus preconceitos, antes de julgar alguém.
Conheça a sua história de vida...
Fique a sós com o “seu eu” e contemple a natureza...
Pois a beleza está nos olhos de quem consegue ver, enxergar, e acima de tudo, amar a si mesmo para poder amar o mundo...
Transforme o seu mundo... e seja feliz...

FARDOS INÚTEIS



Conta uma lenda, que dois monges que atravessavam uma área deserta quando diante de um rio violento, avistaram uma linda jovem que tentava atravessá-lo sem sucesso.
Um dos monges, não sem dificuldades, atravessou o rio e colocando a mulher em suas costas conseguiu atravessar o rio em segurança.
A jovem abraçou-o agradecida, comovida com o seu gesto e seguiu seu caminho...
Retomando a jornada, o outro monge que assistiu a tudo calado, repreendeu o amigo, falando do contato carnal que houve com aquela jovem, da tentação de ter aquele contato mais direto com uma mulher, o que era proibido pelas suas leis e durante um bom trecho do caminho, esse monge falou sobre a mulher e sobre o pecado cometido até que aquele que ajudou a jovem na travessia falou:
Querido amigo, eu atravessei o rio com a jovem e lá eu a deixei, mas você ainda continua carregando-a em seus pensamentos...
Assim, todos sabem que Deus não nos dá fardos maiores que aqueles que podemos suportar, e muitos dos nossos fardos já poderiam estar abandonados em outras curvas da vida, mas nós insistimos em carregá-los.
Levamos nossas dores e frustrações ao extremo.
Dramatizamos demais, elevamos ao cubo cada dor, cada ofensa, cada contrariedade, e por isso, não conseguimos relaxar, perdoar ou mesmo ser feliz, pois o peso que vamos acumulando em nossas costas são demais para qualquer cristão.
Neste dia especial, eu lhe convido a uma reflexão.
Quais são os fardos que você continua carregando e que já não estão mais com você?
Qual é a dor que você anda revivendo e fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar?
Por que você não consegue perdoar quem lhe magoou? Quantas oportunidades você anda deixando para trás por estar amarrado ao passado?
Desarme-se. Dos velhos pensamentos, do espírito da revolta, da tristeza.
Hoje é dia de desmontar o velho acampamento do comodismo e seguir adiante na longa jornada que a vida apresenta.
Quanto mais leve a sua mochila, mais fácil a subida rumo a felicidade...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Diários revelam que informações sobre crimes nazistas estavam disponíveis



Diários revelam que informações sobre crimes nazistas estavam disponíveis

El País
Elke Schmitter
Uniformes com a suástica nazista serão leiloados nos EUA junto com diários e anotações do criminoso de gguerra Josef Mengele, conhecido como Anjo da Morte pelos experimentos médicos hediondos que conduzia em prisioneiros durante o nazismo



















  • Uniformes com a suástica nazista serão leiloados nos EUA junto com diários e anotações do criminoso de guerra Josef Mengele, conhecido como "Anjo da Morte" pelos experimentos médicos hediondos que conduzia em prisioneiros durante o nazismo
Diários recém-publicados de um funcionário de tribunal da era nazista documentam detalhes que muita gente convenientemente ignorou. Embora muitos alemães alegassem mais tarde que nada sabiam a respeito dos crimes nazistas, as observações críticas de Friedrich Kellner demonstram que tais informações encontravam-se disponíveis
O penúltimo ano da guerra teve início com um discurso que exortava os alemães a perseverar. A Itália não era mais aliada da Alemanha, e o exército soviético aproximava-se das fronteiras da Polônia, da Hungria e da Romênia. O desembarque aliado na França era iminente. Após transmitir a sua mensagem aos soldados e a todos os alemães, Adolf Hitler voltou a sua atenção para o próprio Deus no seu discurso do Ano Novo de 1944. “Ele está consciente da nossa luta”, disse Hitler. “A justiça de Deus continuará a nos colocar a prova até que Ele possa emitir um julgamento. O nosso dever é garantir que não tenhamos uma aparência frágil aos olhos Dele, e que recebamos um julgamento misericordioso que diga 'vitória' e que, portanto, signifique vida!”.
Dois homens muito diferentes no Reich alemão anotaram nos seus diários as suas ideias sobre a manifestação de sentimentos religiosos de Hitler. O primeiro, Victor Kelmperer, morava com a sua mulher em uma “casa judaica” em Dresden, onde ele escreveu sobre o ditador, usando um nome falso: “Novo conteúdo: Karl torna-se religioso (a nova abordagem consiste em aproximar-se do estilo eclesiástico)”.
O segundo, Friedrich Kellner, morava com a mulher em um apartamento oficial em um prédio do tribunal de justiça da cidade de Laubach, no Estado de Hesse, onde ele redigiu a sua narrativa da guerra em um gabinete improvisado em uma sala de estar. No seu comentário sobre o discurso de Hitler, Kellner escreveu: “Deus, que tem sido insultado por todos os nacional-socialistas devido às políticas oficiais destes, está agora sendo alvo de súplicas do Führer em um momento de dificuldades. Que estranha hipocrisia!”.
O diário extenso escrito por Klemperer, um professor de Literatura de Línguas Neolatinas que havia sido demitido do seu emprego em Dresden, foi publicado em 1995 sob o título "Ich will Zeugnis ablegen bis zum letzten" (“Eu serei testemunha: Um Diário dos Anos Nazistas”). Esse talvez seja o mais importante documento particular sobre os nazistas, porque ele proporciona um relato extremamente lúcido e detalhado dos 12 anos do “Reich de mil anos” sob o ponto de vista de uma pessoa que se encontrava marginalizada. O relato detalha pequenos estorvos e grandes crimes, a vida cotidiana e o desenvolvimento da propaganda nazista.
Esse documento possui agora um congênere, os diários do inspetor judicial Friedrich Kellner. O livro de 900 páginas começou a ser escrito em setembro de 1938, e é narrado sob a ótica de um cidadão alemão que não era nazista. Ele revela também quais informações os alemães poderiam ter obtido a respeito dos nazistas, caso desejassem.
Uma família comum
Kellner, nascido em 1885, poucos anos depois de Klemperer, não era um homem privilegiado. Filho de um padeiro e de uma arrumadeira, ele seguiu uma carreira judicial após formar-se na Oberrealschule, uma escola superior vocacional. Aos 22 anos de idade, Kellner concluiu o seu período de serviço militar obrigatório de um ano como soldado de infantaria na cidade ocidental de Mainz e, em 1913, casou-se com Paulina Preuss, uma secretária. O único filho do casal nasceu três anos depois, quando Kellner retornou do front francês após ter sido ferido na Primeira Guerra Mundial.
Eles eram uma família comum de classe média baixa, mas eram também politicamente ativos. Ele distribuía panfletos, fazia discursos e recrutava novos membros para o Partido Social-Democrata. Kellner havia lido o livro de Hitler, “Mein Kampf” (“Minha Luta”), e levou a obra a sério, afirmando que o livro havia envergonhado Gutemberg. Após as eleições de 1932, nas quais o Partido Nazista tornou-se a facção mais poderosa no parlamento alemão, o Reichstag, Kellner solicitou a sua transferência de Mainz. Em 1933, duas semanas antes de Hitler tornar-se chanceler do Reich e da primeira onda de terror interno, ele começou a trabalhar como funcionário público no Tribunal Distrital de Laubach. Kellner era um desconhecido em uma cidade na qual havia uma forte simpatia por Hitler. Foi lá que Kellner escreveu o seu diário: uma conversa que ele teve consigo próprio devido ao desespero, mas também uma análise do presente e um legado planejado.
“O objetivo do meu registro”, começou ele, em 26 de setembro de 1938, “é retratar o clima atual ao meu redor, de forma que nenhuma geração futura sinta-se tentada a construir um 'grande acontecimento' baseado no que está acontecendo agora ('um período heroico' ou coisas semelhantes). Na mesma passagem, e no mesmo dia, Kellner revelou uma visão amarga e clara, ao resumir a história alemã de pós-guerra em uma sentença: “Aqueles que desejam conhecer a sociedade contemporânea, com as almas dos 'bons alemães', deveriam ler o que eu escrevi. Mas eu temo que restarão pouquíssimas pessoas decentes após os eventos ocorridos, e que a culpa não terá interesse em ver a sua desgraça documentada por escrito”.
Dez volumes escritos documentaram os fatos que Kellner experimentou e observou e, acima de tudo, aquilo que ele leu e ouviu. Kellner recortou discursos e convocações de jornais e os analisou, e escreveu notas sobre leis e decretos. Ele contrastou a informação fornecida pelo governo com os fatos, tanto no cotidiano de Hessen quanto no front distante. Kellner escutava, quando podia, estações de rádio estrangeiras. Mas, acima de tudo, ele analisava a propaganda sob um ponto de vista crítico. Ao comentar o “Tratado de Amizade” de 1939 com a União Soviética, ele escreveu: “Nós tivemos que apelar para uma aliança com a Rússia a fim de que pudéssemos ter pelo menos um 'amigo'. Logo a Rússia, dentre todos os países. Os nacional-socialistas devem a sua existência inteiramente à luta contra o bolchevismo (Inimigo Público Número Um, Pacto Anti-Comintern). Para onde foram vocês, guerreiros desaparecidos que lutavam contra a desgraça asiática?”.
Clipagens e evidências
Menos de dois anos mais tarde, os guerreiros retornaram, supostamente para prevenir um ataque por parte da União Soviética. Em 22 de junho de 1941, Kellner escreveu no seu diário: “Mais uma vez, um país tornou-se vítima do pacto de não agressão com a Alemanha. Não importa como as nossas ações estejam sendo justificadas, a verdade será encontrada somente na economia. Os recursos naturais são o trunfo. E, se vocês não obedecerem, eu estou preparado para recorrer à violência”. Mas praticamente ninguém enxergava os acontecimentos como ele. As mulheres, durante o chá, gostavam de se referir aos alemães que “tomavam” uma cidade, uma região ou até mesmo um país inteiro. Kellner estava horrorizado, tanto pela tolice quanto pelo barbarismo das pessoas a sua volta.
Usando clipagens de reportagens militares, obituários daqueles que morreram “pela grandeza e pela liberdade da Alemanha”, caricaturas, artigos de jornais e conversas com pessoas comuns, Kellner criou uma imagem da Alemanha nazista que jamais existiu de uma forma tão vívida, concisa e controversa. Até então, as discussões sobre a culpa alemã flutuavam dentro de um universo amplo situado entre duas posições opostas. Um lado enfatiza a campanha de desinformação deliberada da propaganda nazista e a ideia de que os cidadãos comuns viviam em estado de medo e terror, concluindo que eles não tinham como saber melhor o que estava acontecendo. O outro lado adota a posição oposta, afirmando que a maioria dos alemães estava consciente de tudo.
Os escritos de Kellner nos permitem ver o que todo mundo poderia ter sabido a respeito da guerra de extermínio no leste, dos crimes contra os judeus e dos atos de terror cometidos pelo Partido Nazista. Ele escreveu a respeito das execuções de “pragas” que fazem observações “derrotistas” e sobre “higiene racial”. Em julho de 1941, Kellner escreveu: “Os hospitais psiquiátricos transformaram-se em centros de assassinato”. Uma família que havia levado o filho a uma instituição psiquiátrica recebeu mais tarde, por engano, a informação de que ele havia morrido e que as suas cinzas seriam entregues em breve. “O departamento esqueceu de remover o nome do rapaz da lista da morte. Como resultado, o assassinato deliberado foi revelado”, relatou Kellner.
Sob a vigilância nazista
Quem lê os diários de Kellner e descobre aquilo que os alemães poderiam ter sabido, sente-se tentado a refletir sobre como surgiu a expressão “Nós nada sabíamos sobre essas coisas!”. Segundo Kellner, as pessoas simplesmente ignoraram as informações disponíveis, ou por terem preguiça, ou por sentirem entusiasmo pelas vitórias bélicas alemãs. Quando essa negação da realidade deixou de funcionar, quando muita coisa foi revelada a respeito daquilo que os nazistas estavam fazendo em nome da Alemanha, a maioria dos alemães não tinha mais como retroceder. “'Eu fiz isso', diz a minha memória'”, escreveu Nietzsche. “'Eu não poderia ter feito isso', diz o meu orgulho, de forma inexorável. Um dia, a memória acaba cedendo”.
O próprio Kellner escreveu que “esta patética nação alemã” tem sido mantida refém pelos perpetradores. “Todo mundo está convencido de que nós temos que triunfar, de forma que não estamos completamente perdidos”. Os próprios nazistas advertiram a população para a vingança dos perpetradores. Para a maioria dos alemães, o único desfecho concebível para a guerra era a vitória – ou o aniquilamento total”.
Kellner viveu até 1970. Apesar de ter sido colocado sob vigilância pelo partido e de ser questionado várias vezes, ele conseguiu evitar que fosse enviado para um campo de concentração. Em uma denúncia redigida em 1940, um oficial nazista chamado Engst escreveu: “Se quisermos prender pessoas como Kellner, teremos que atraí-los dos cantos em que eles se encontram e possibilitar que eles próprios se coloquem na posição de culpados. O momento não é propício para uma abordagem como aquela que tem sido usada com os judeus. Isso só poderá ocorrer após a guerra”.
No epílogo, o neto do autor descreve a história da publicação dos diários de Kellner. A princípio os editores alemães não se mostraram interessados. Mas os diários atraíram atenção, quando, em abril de 2005, “Der Spiegel” noticiou que o ex-presidente dos Estados Unidos George Bush havia examinado os cadernos oficiais de Kellner na Biblioteca Presidencial George Bush, na Universidade A&M do Texas.
Agora que finalmente foram publicados, os volumes provavelmente encontrarão um lugar ao lado dos diários de Klamperer nas bibliotecas alemãs e também nas prateleiras das livrarias.
Tradução: UOL

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Luciferianismo por Luciferian Church




Luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo Tradicional, que busca virtudes como iluminação, sabedoria, orgulho, independência e liberdade de sua principal divindade, Lúcifer. Ao mesmo tempo é subjetivo, baseado em experiências e aceitação pessoais, sofrendo influências de outras crenças. Assim, não possui uma base rígida de dogmas a serem seguidos, sendo transmitido oralmente e praticado, geralmente, de forma individual.

Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.




O libertador da escravidão das leis"pecados"
Grande Deus Lúcifer

As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, China, Índia,Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.

Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.
Deístas e Agnósticos




Luciferismo é diferente de Satanismo :

Lúcifer e Satanás são duas entidades diferentes, a Igreja na sua teologia oficial não considera Lúcifer o «Diabo», mas apenas um «anjo caído» -Petavius , De Angelis , III, 3, 4

Lúcifer é um anjo de Luz que revolucionou-se.
Lúcifer é também conhecido por ser o «portador da luz», pois é o anjo da sabedoria .

Luciferismo é um corpo teológico e teosófico de crenças professadas em Lúcifer .
Lúcifer está profundamente relacionado com a «estrela da alvorada», ou seja: Vénus. Por isso, a figura de Lúcifer encontra-se profundamente relacionada com a sabedoria, a luz, a carnalidade e a liberdade.
O luciferismo professa por isso a crença em Lúcifer enquanto um ser andrógino, um espírito do ar, que é portador da luz, ou seja: da iluminação e do esclarecimento que apenas a sabedoria pode trazer.
Por isso mesmo, o nome «Lúcifer» também provém do termo do latim « Luxi » e «Ferre», ou seja: «aquele que transporta a luz», ou: «portador da luz».


O Luciferianismo por Luciferian Church 
"A Igreja Luciferiana"


Texto por Luciferian Church


Eu tenho observado o Luciferianismo sendo caracterizado como satanismo ateu, satanismo cristão, e as vezes coisas bem piores. O "Luciferianismo" está se tornando rapidamente uma palavra conhecida, e ainda mais incompreendida. Neste texto, irei apresentar mostrar da melhor maneira possível, seu verdadeiro significado.
Lúcifer é constantemente identificado como Portador da Luz , a Estrela da Manhã, a última a desaparecer ao nascer-do-sol. Lúcifer, antes de tudo, é sinônimo de orgulho. Na mitologia cristã, Lúcifer era um anjo perfeito, o mais poderoso depois do Deus cristão. Enquanto servia a Deus no paraíso, Lúcifer secretamente desejava, não usurpar, mas possuir os mesmos direitos de seu "superior". Lúcifer utilizou sua sagacidade e perfeição para conseguir o apoio de um-terço dos anjos celestiais. Por causa disto, foram atirados em um abismo de sofrimento, conhecido por inferno. Assim sendo, Lúcifer não aceitou se subornar a Deus, e preferiu reinar em seu próprio domínio. Satan, por outro lado, era o acusador. Satan significa o adversário. Mas mitos ou dogmas importam pouco.




O Luciferianismo não é ateísta. Luciferianismo é essencialmente um tipo de Satanismo Teísta, e mais: um significado para conhecimento, verdade, excelência e grandeza. Um luciferianista acredita que há algo que permanece oculto, algo que precisa ser compreendido, algo que precisa ser utilizado, e mais importante, que elevar a sua alma a um nível mais alto e mais organizado. Em uma visão espiritualista, o luciferianismo tenta identificar estas forças escondidas dentro de nós mesmos. 


Se os satanistas querem desbancar o Cristianismo, eles não podem ser apenas um adversário para este. Inverter os dogmas de religiões inimigas, é dar a elas o controle das nossas. Em todo contexto, Lúcifer é aquilo que seu nome significa; ele é a iluminação,orgulho,poder, grandeza,felicidade,amor, muito mais que um adversário. É como Lúcifer que escolhemos chamar essa força superior, pois é o que melhor nos representa. 






Filosoficamente, o luciferianismo é muito parecido com o satanismo tradicional da "Order of Nine Angles ONA". A excelência não é algo pronto, é algo que se constrói, e é para onde se voltam os ideais luciferianistas. Um luciferianista acredita em Lúcifer, e se identifica com ele. Um luciferianista está sempre pronto a mudar de direção, para coisas maiores e melhores, para saber mais, para se tornar melhor. Força é a maior dos objetivos, o resto vem com ela. O Luciferianismo procura o engrandecimento, para uma evolução pessoal. Luciferianismo é na prática, o que o satanismo é para muitos na teoria. A maior chave do Luciferianismo é simplesmente proporcionar a melhor maneira para conseguir sua própria evolução.
O Luciferianismo não é nem satanismo ateísta, nem satanismo cristão. A filosofia luciferianista gira em torno de orgulho e conhecimento. Um luciferianista sabe reconhecer os limites, e ocupa sua vida tentando quebrá-los. Não importa como as pessoas criticam o luciferianismo...é impossível entendê-lo até não viver essa experiência. Luciferianismo é uma distinção do Satanismo, uma inovação e não uma condenação. O luciferianista é um tipo de satanista, aquele que focaliza o crescimento e o orgulho, menos que a oposição. 



Satanismo é uma religião, Luciferianismo é uma religião, embora muitos satanistas não se
considerem como religiosos. Estes são os que se denominam satanistas apenas porque " é legal", ou porque assusta as pessoas. O satanismo desta maneira não é nada mais do que uma versão camuflada do Humanismo. Há uma diferença entre o Humanismo e o Luciferianismo. Humanismo olha o homem como a medida de todas as coisas; Luciferianismo coloca o potencial como a medida de todas as coisas. Pseudo-satanistas vivem apenas o dia, o aqui e agora; Luciferianistas e Satanistas Tradicionais consideram essa atitude como anti-evolucionária e anti-defensiva. Como alguém pode evoluir se o futuro não está em sua mente? Evolução é uma meta, e para isso, devemos viver pensando em todos os momentos.
Luciferianismo é um tipo de espiritualidade. Uma crença em uma existência maior. Nós não nos escondemos atrás de um símbolo, mas vivemos o significado deste. Luciferianismo é um nível superior do entendimento, e um nível superior de nós mesmos.


Luciferian Church....

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Crenças


 Luciferianismo é um conjunto de crenças cuja base encontra-se em Lúcifer. Divide-se em Luciferianismo Tradicional ou Teísta (crença em Lúcifer como um ser espiritual) e Luciferianismo Simbólico ou Agnóstico (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).



O Neoluciferianismo ou Luciferianismo Moderno é a versão mais atual do Luciferianismo, que resulta numa mescla das versões anteriores. Os luciferianistas modernos veem Lúcifer como um referencial de auto realização e desenvolvimento pessoal, sem desconsiderarem a possibilidade que Lúcifer de fato exista (enquanto entidade sobrenatural).
Na época da Inquisição católica todo e qualquer grupo ou pessoa que fosse, abertamente, não-cristã, poderia sofrer perseguição religiosa. O movimento, contudo, não desapareceu por completo e sim se desenvolveu, tendo relações com outras religiões ao longo do tempo, como a Religião Wicca - A Bruxaria Pagã - através da identificação de Lúcifer como uma das manifestações do Deus sol (o Consorte da Deusa). Alguns grupos Pagãos reconhecem Lúcifer como sendo parte do panteão pagão.O Luciferianismo Moderno empresta alguns rituais e simbologias literárias com o Satanismo. Hoje em dia, o Luciferianismo prega uma visão centrada em Lúcifer, mas de forma eclética e aberta ao desenvolvimento.



Quem é Lúcifer?
Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.
Luciferianismo & Satanismo

 
Apesar de popularmente Lúcifer e Satã serem quase sinônimos e esta idéia estender-se ao Satanismo e ao Luciferianismo, há diferenças primordiais entre eles e, por conseqüência, aos sistemas religiosos que os cercam.
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.
A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).
Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".






Magia, rituais e pactos luciferianos

O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.


















A falta de informações acerca desta filosofia a torna ao mesmo tempo fascinante e temerosa. Enquanto uma grande parcela das pessoas a julga como sendo uma religião das trevas, na verdade não há título mais injusto do que este para ser-lhe atribuído; isto porque esta filosofia é centrada na procura pela iluminação (Divindade) pessoal através do caminho do autoconhecimento. Que religião obscura teria um propósito tão nobre? O próprio arquétipo que lhe empresta o nome foi adotado por esta razão: Lúcifer vem do latim Lux, Lucis = luz Ferre= portador, ou seja, o Portador da Luz.


O luciferiano, adotando Lúcifer como seu referencial, almeja alcançar as qualidades que este Ser representa, a saber: sabedoria, conhecimento, orgulho, liberdade, vontade, desafio, independência e iluminação. Ele está sempre procurando por seus limites para poder alcançá-los, e então transcendê-los, sabendo que este é o único caminho para sua ascensão evolutiva. 

O conhecimento de si mesmo torna o homem conhecedor do todo, pois sendo um microcosmo, ele reflete o macrocosmo. Como exemplifica Papus em seu livro "ABC 
do Ocultismo", é mais fácil conhecermos o Universo quando conhecemos o Homem, que é mais próximo de nós, do que conhecermos o Homem através do conhecimento do Universo, tão ainda inacessível às nossas faculdades. Ambos compartilham as mesmas leis. "O que está em cima é 
como o que está embaixo", como cita a Tábua de Esmeralda de Hermes.

Utilizando este princípio é que podemos afirmar que o Homem carrega a centelha da divindade em si. Esta essência divina, contudo, não é algo pronto: ela se encontra em nós, mas precisamos desenvolvê-la para que ela possa despertar lapidada, e se refletir em sua intensidade mais plena e pura. Só através da metamorfose de homem para deus que podemos vislumbrar a totalidade do que somos. Deixamos de conjeturar o céu para nele habitar através das asas que geramos. Para isso nos foi legado sermos os únicos responsáveis por nossa própria evolução, tornando a capacidade de discernimento outra característica fundamental dos luciferianos. Afinal, embora no luciferianismo não haja regras proibitivas, sabemos que nem tudo nos convém. Ao realizarmos um ato, devemos estar preparados para suas conseqüências. A lei da ação e reação. 



O caminho luciferiano, ao contrário do que muitos julgam, não é fácil de ser percorrido. Esta é uma grande ilusão de quem se arrisca a opinar sem ao menos tentar vivenciá-lo, já que o primeiro passo é romper com ideias, costumes, hábitos e regras impostos durante séculos a nós. É preciso muita determinação e força de vontade, além de uma constante autovigilância, para identificar e anular estas amarras. Consequentemente, não é uma filosofia dos que se sentem confortáveis em se esconder atrás de uma máscara, preferindo sufocar seus ideais e até mesmo sua realização neste plano para, através duma ilusão, obter uma falsa realização terrena ou metafísica. 



O homem que se perde de sua essência perde tudo. Esquece-se de sua origem e torna-se um simples mortal no meio de tantos outros, sem nome, sem rosto, sem vida. Nenhum caminho que não reflita o próprio ser pode ser-lhe útil. Ao contrário, leva-o à sua própria destruição. Quando descobrimos nossa verdadeira essência e passamos a vivê-la, não há mais lugar para falsidades. Somos nós mesmos. Aos outros, porém, nos apresentaremos da maneira como nos enxergam e nos julgam, já que não podem nos compreender. 




Realmente é assustador assumir a responsabilidade da construção de nossa própria vida, saber que somos os únicos responsáveis pelos erros e acertos cometidos, pela conquista da tristeza ou da felicidade, por nossa liberdade ou escravidão. Tanto o inferno quanto o paraíso podem estar presentes neste mundo. Cabe a cada um escolher em qual deles deseja habitar, pois somos nós quem os construímos conforme nossa maneira de viver.

O fato é que o ser humano se acostumou de tal modo a habitar a escuridão, que quando presencia uma luz ou a teme ou a admira ao longe, sendo poucos os que se arriscam a serem iluminados por ela. Isso ocorre devido ao homem encontrar-se atualmente extremamente isolado de si mesmo. Desde que nasce está submetido a valores, diretrizes e dogmas que moldam e governam a sua vida de tal maneira que ele sente necessidade de se enquadrar nesta realidade que lhe foi apresentada, mas que por muitas vezes não é a sua. 

Quem nunca entrou em conflito ao perceber, mesmo que momentaneamente, que era diferente dos demais e dos padrões impostos pela sociedade? Quem nunca pelo menos durante um dia que fosse não tentou viver a vida de outras pessoas para tentar ser como elas e se encaixar em um grupo? Tudo pelo horror de imaginar-se só, excluído. Estas experiências ocorrem em nossas vidas nos demonstrando a imensa força da sugestão da cultura e costumes sob as quais crescemos e que nos cercam todos os dias através de todos os meios. 

Este estímulo imposto a nós de maneira sutil e camuflada para viver em meio a tantos de nossa espécie é apenas mais uma artimanha para criar pessoas sem identidade própria, em que todas desejam ser iguais para serem igualmente aceitas e apreciadas. Criação de personalidades que desde cedo moldam o ser humano e se enraízam tão profundamente que não há mais no futuro como identificá-las como não sendo parte dele.

Sua busca então se desvia de sua verdadeira essência para buscar o que é exterior a si e de que nada lhe serve, a não ser corresponder às expectativas alheias e tornar-se mais um fantoche da sociedade. Mundus vult decipi, ergo decipiatur.

Esta realidade a cada dia se torna mais comum, pois em sua grande maioria a humanidade deixou de pensar por si mesma, se acomodando às situações ao invés de usar seu senso crítico para se questionar sobre quem realmente é, sua origem, propósito e vida. Ela procura por respostas a seus questionamentos e frustrações em diversas fontes, tentando se encontrar em uma delas, mas fugindo da única que pode fornecer respostas verdadeiras, a qual se encontra unicamente no interior de cada um.

Embora todos estejam sujeitos às influências externas, não devem as absorver aceitando-as passivamente. Momentos de reflexão e autoanálise são necessários para identificar e compreender as contradições e conflitos existentes entre o que se vive e o que se é. Começa então o despertar de um sono profundo, que exige intensa determinação para se levantar e utilizar com sabedoria e perspicácia as qualidades que os elevarão e os destacarão entre as multidões


Para isso não podemos mais nos limitar a enxergar a vida apenas com os olhos do corpo; temos capacidade de enxergar muito além deles, ao fechá-los para o mundo que nos é apresentado e abrirmos finalmente os olhos da alma para o nosso mundo interior, que embora tão próximo de nós, se torna inatingível para os que não o desejam. Negamo-nos a continuar a rastejar em meio aos demais, nos sujando e nos escondendo na lama turva em que se contorcem, defendendo ser a vida. 
A Vida, em realidade, nada é além de nossa própria iniciação. Acúmulos estéreis de conhecimento para nada servem se não forem sabiamente aplicados, a não ser para sobrecarregar ainda mais a máscara de quem os adquiriu. Toda teoria deve ser sentida, vivenciada na prática; é aí que sua veracidade se revelará.


Não adianta apenas almejar por algo; é necessário deixar o comodismo de lado, ousar e fazer desta busca sua meta para que ela se torne realidade. Assim o homem se tornará sua busca, mesmo que esta nem sempre seja a mais nobre. O fato é que todos se tornarão semelhantes aos seus atos, como conseqüência de suas conquistas ou derrotas, mesmo que esta imagem possa ser distorcida por uma máscara perante as multidões. Ninguém pode enganar o espelho, embora possa enganar a si mesmo a ponto de ver outra imagem refletida nele. Jung afirma com ênfase: “Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira”. 
É importante frisar que esta busca jamais deve ser movida por intenções vãs, desprovidas de senso, como uma fuga, um reconhecimento, uma troca, uma nutrição de ego, um título. O autoconhecimento deve ser a meta primordial. 


Sendo assim, a cada um cabe sua escolha: somos os únicos responsáveis por nossos atos e colheremos exatamente o que plantarmos. A própria vida ou mostrará sua face doce através de virtudes e flores, ou sua face vingativa, fazendo com que a má colheita nela se abrigue com vícios e espinhos, aumentando cada ano mais suas conseqüências e a intensidade do sentimento de infortúnio e sofrimento que nela se abrigam.






segunda-feira, 17 de junho de 2013

Satanismo para Idiotas

Satanismo para Idiotas




O satanismo falhou como religião porque a maioria das pessoas não conseguiu entendê-lo, mas quem pode culpá-las? Veja bem, havia realmente planos secretos no começo do satanismo moderno, mas não tinha nada a ver com os Illuminati, os maçons ou a Nova Ordem Mundial. Leia com atenção, você pode ter uma epifania e descobrir que o mesmo diabo alegórico que se recusava a dobrar os joelhos para o rei dos reis também pode recusar-se a dobrar os joelhos para o Clube de Bilderberg. Na verdade, a religião é o verdadeiro culpado - a religião é a droga escolhida pelos industriais bilionários para nos manter sob controle.

Sei que existem pessoas que são religiosas e estas pessoas estão fazendo muita coisa boa no mundo. Não é sobre estas pessoas que eu estou falando. Estou falando de seus líderes que manipulam seus rebanhos através da culpa e do medo. Isto é o que tem feito religiões como o cristianismo e o islamismo tão perigosas em uma escala global.

De volta ao anos 70, percebi que o ateísmo não iria funcionar também porque ela oferece razão e lógica para mentes que são intrinsecamente irracionais. A única coisa que faz com que as religiões do mundo sejam poderosas é o fato de autorizarmos elas a definir a face do inimigo - permitimos que elas definam quem é o diabo e aceitamos seu veredito com uma fé inquestionável. É assim que essas religiões galvanizam seus seguidores em grupos de terroristas armados.

O rosto do diabo, é claro, está sempre mudando e mudando, porque o rosto do adversário político continua mudando e mudando. A razão pela qual eu me tornei um satanista por volta de 1970 é porque eu era egoísta - eu percebi que tinha de partilhar este planeta com pessoas inferno com esse tipo de gente maldita. E o que quer que estas pessoas fizessem, seja gastar milhões em uma guerra contra o seu diabo, ou milhões para salvar seus banqueiros e corporações, eu sabia que isso afetaria minha vida, o ar que respiro, a água que eu bebo, o oceano que eu nado e mina busca pela felicidade. Deixe-me colocar desta forma Mr. Gilmore: "Nenhum homem é uma ilha" não é um bordão sentimental, é um fato da vida. Há bosta na nossa esfera de sujeira, e todos nós somos obrigados a beber a mesma água, porque há apenas uma biosfera.

Ao me tornar um satanista, eu sabia que podia agarrar a atenção da mídia e explicar para as pessoas o que o diabo realmente é e como ele se tornou o que é. Hoje em dia, eu apenas digo às pessoas para olhar para o espelho. Este raciocínio é subjetivo, em si mesmo, toma o vento das velas da sacerdotes do ódio religioso, tornando-os impotentes. Agora, se tem alguém que ainda não entendeu o que eu quero dizer, eu repito: O raciocínio objetivo promulgado pelos ateus irá atingir apenas aqueles que são racionais. Muitos teístas estão presos nas fantasia que eles mesmos criaram. A única coisa que os mantém sãos é o seu desejo comum de derrubar o mal, personificado pelo diabo. Os líderes religiosos são astutos. Eles percebem que tudo o que têm a fazer é atribuir uma identidade ao diabo usando suas escritura para manipular, de modo que em um país que o diabo é judeu, em outro país que o diabo é um muçulmano ou um cristão ou um hindu. Você pode ter certeza que em alguma parte do mundo há um grande grupo de pessoas que consideram que você e sua avó sejam servos do Diabo.

E isso é verdade, não importa quem ou onde você está. E ao invés de lutar contra essa tendência, não estaríamos melhor se todos nós nos chamamos "satanistas?" Olhe para o que os gays fizeram com a palavra "queer". Essa palavra já não é um insulto porque eles roubaram o rótulo para si. Basta imaginar o que aconteceria se todos amanhã em todo o mundo decidirem roubar para si o rótulo de "satanistas" e aplicá-lo eles mesmos? Não haveria mais diabo para combater!

A grande falha da nossa civilização é a sua recusa em aprender com o passado. Ao longo da história, uma pessoa poderia ser acusada de adorar ao Diabo apenas por discordar da doutrina da igreja. De acordo com Robert G. Ingersoll, as pessoas foram de fato queimadas na fogueira como hereges pelos seguintes motivos:

1. Pensar que só existe um Deus, ou que não havia nenhum.
2. Acreditar que o Espírito Santo é mais jovem do que Deus.
3. Acreditar que Deus era um pouco mais velho que seu filho.
4. Acreditar que as boas obras podem salvar um homem sem fé.
5. Acreditar que a fé pode salvar alguém sem boas obras.
6. Declarar que um bebê não será queimado eternamente, porque seus pais deixaram um padre molhar sua cabeça.
7. Falar de Deus como se ele tivesse um nariz.
8. Negar que Cristo era seu próprio pai.
9. Alegar que três pessoas somadas são mais do que uma.
10. Acreditar no purgatório.
11. Negar a realidade do inferno.
12. Fingir que padres podem perdoar pecados.
13. Pregar que Deus é uma essência.
14. Negar que as bruxas voavam em vassouras.
15. Duvidar da total depravação do coração humano.
16. Negar conceitos como predestinação e redenção particular.
17. Negar que um bom pão pode ser feito do corpo de um homem morto.
18. Fingir que o papa não estava a gerir este mundo de Deus, e no lugar de Deus.
19. Contestar a eficácia da expiação vicária.
20. Pensar que a Virgem Maria nasceu como outras pessoas.
21. Pensar que uma costela do homem não era suficiente para fazer uma mulher de bom tamanho.
22. Negar que Deus usou o dedo como uma caneta.
23. Afirmar que as orações não são respondidas, que as doenças não são enviadas para punir incredulidade.
24. Negar a autoridade da Bíblia ou ter uma Bíblia em sua posse.
25. Assistir à missa ou se recusar a assistir a uma missa.
26. Carregar uma cruz, ou se recusar a carregar uma cruz.
27. Ser um católico, protestante, episcopal, presbiteriano, batista ou Quaker.

Em suma, cada virtude já foi considerada um crime, e cada crime uma virtude. A igreja tem queimado honestidade e recompensado hipocrisia. E tudo isso, porque era comandado por um livro - um livro que os homens deviam acreditar implicitamente, muito antes de saberem ler. Duvidar da veracidade deste livro - ou em alguns casos mesmo lê-lo - era um crime de tal enormidade que não poderia ser perdoado, nem neste mundo nem no próximo.

E então você teve seitas inteiras que foram acusadas, presas e condenadas à morte: os cátaros, os bogomils, os templários... Um grupo de leigos cristãos chamados os Irmãos do Espírito Livre foram condenados como hereges pelo Concílio de Latrão. Dez de seus membros foram condenados à morte no ano 1209 . Estes irmãos compartilharam a mesma opinião defendida hoje pela Church of Satan, que representa o indivíduo como Divindade. Santa Catarina afirmou: "Pai, alegre-se comigo, eu me tornei Deus ... Quando eu olhei para dentro de mim eu vi Deus dentro de mim e tudo que ele já criou na terra, céu e ... estou firme na Divindade pura, que nunca teve forma ou imagem ". Mal sabiam eles, essa idéia de auto-deificação remonta ainda mais longe, antes do nascimento de Cristo.

Então, vamos saltar dois séculos para a frente, enquanto o Islã agitava sua espada e decapitava aqueles que desobedeciam o Alcorão, aqui no ocidente fomos expostos a uma nova safra de filósofos e escritores que podiam criticar a religião e não eram mais condenados a morte. Eles eram defensores do novo diabo: Ambrose Bierce, Mark Twain, Herbert Spencer, George Bernard Shaw, HG Wells, Friedrich Nietzsche. Há indivíduos que tentaram se ajustar ao sentido original de Satanás e de como este princípio evoluiu, mas quem está no poder sentia que podia perder suas vantagens se as pessoas aprendessem a verdade. A palavra "Satã" significa adversário ou acusador, mas não da maneira como a massa sofreu lavagem cerebral para pensar. Os antigos judeus descreveram-o como um promotor público divino, o cara que fez o trabalho sujo de Deus. Ele foi provocador de Deus, trazendo infratores à justiça, segurando um espelho frente seus rostos. Agora, não importa como os cristãos distorceram as Escrituras para representar Satanás como inimigo de Deus. Isso é apenas parte do jogo jogado quando se quer calar seus inimigos demonizando-os primeiro. Se isso é feito com sucesso então, qualquer coisa que seus inimigos têm a dizer é mau por natureza e, portanto, uma mentira.

Felizmente, nos últimos anos a expressão "advogado do diabo" assumiu um significado completamente novo. Trata-se de alguém que questiona e leva o argumento contrário a crença popular. Agora, chegou a hora de eu bancar o advogado do diabo contra a crença de que existe tal coisa como uma religião satânica.

No ano de 1844, um filósofo alemão, nasceu. Friedrich Nietzsche refutou o culto da religião em geral e qualquer outro sistema que prejudica a individualidade do ser humano. Em 1888, ele publicou um livro e assumiu o manto do Anti-Cristo. Friedrich viu-se como anunciando a morte do cristianismo e da moral cristã. Ele acreditava que isto deixaria um vazio, e sugeriu uma solução - felizmente, não se tratava de inventar uma religião chamada satanismo. Ele resistiu à tentação de criar outro clube social com uma mentalidade de rebanho e um conjunto de regras e camadas de estratificação presuntivo onde a obediência cega ao Sumo Sacerdote é recompensada. Quando você pensa em Satanás na forma como Nietzsche fez, ele representa a elevação do próprio ego e não uma criatura antropomórfica com chifres, cascos e cauda. Neste caso, o Anti-Cristo é encarado apenas como um símbolo.

Em 1875 anos, Edward Alexander Crowley nasceu, mais conhecido como Aleister Crowley. Ele se tornou um influente ocultista, místico e mágico cerimonial. Crowley foi um hedonista com notoriedade e um destacado crítico social que estava em luta aberta contra os valores morais e religiosos de seu tempo. Ainda jovem, ele declarou-se "A Grande Besta 666". A imprensa popular denunciou Crowley como "o pior homem do mundo". Mas, como Nietzsche, seu antecessor, Crowley foi um defensor da soberania individual. Certa vez, ele declarou: "A essência de todas as mensagens missionárias sempre foi a de aceitar o que o professor ensina, e isso sempre veio acompanhado de subornos e ameaças. Minha mensagem é exatamente o contrário de tudo isso. Eu digo a cada homem e mulher, você é único e soberano, o centro de um universo. Entretanto assim como eu tenho direito de pensar isso, você tem o direito de pensar o contrário. você só pode realizar o seu objeto na vida discordando completamente das opiniões de outras pessoas ". Você pode imaginar a Grande Besta fundando uma religião satânica, onde todos são ensinados a acreditar apenas em si mesmos? Se Satanás tivesse uma religião, creio que seria chamado de "egoísmo" ou acreditar em si mesmo.

Agora vamos avançar o relógio para o ano de 1966. Howard Levey, mais conhecido como Anton LaVey de São Francisco, é incentivado a criar uma "Igreja de Satanás" pelo publicitário Ed Webber. Anton foi dito que a imprensa iria enlouquecer e ele iria ganhar muita notoriedade. O truque funcionou e LaVey tornou-se um ícone da cultura popular. Tragicamente, essa nova religião não conseguiu manter a filosofia proposta por Crowley e Nietzsche e tentou dogmatizar o individualismo com as regras satânicas e declarações. A Alta Sacerdotisa de LaVey, Blanche Barton, tentou racionalizar a contradição, declarando: "Esta é uma organização para quem não quer se juntar a nada." Ela podia muito bem ter dito: "Esta é uma igreja para não-crentes". Isso levanta a questão, as palavras "Igreja" e "Satan" sequer deveriam aparecer na mesma frase juntos? Isso é algo a considerar.

E depois há a afirmação idiota feito por LaVey que, se você mostrar a devoção suficiente para uma coisa ela se torna sua religião, seja ela fazer dinheiro, corrida de carros esportes, jogar beisebol ou formar um anti-religião. Agora que é uma fraca tentativa de redefinir a forma como bilhões de pessoas que já pensam sobre a palavra "religião" e duvido que isso vai ajudá-lo a comunicar idéias de uma forma significativa. Mas não tome minha palavra cegamente - vá até um shopping ou parque cheio de gente. Traga uma almofada e um lápis para contagem da pontuação. Pergunte para 100 pessoas esta pergunta: O que significa a palavra "religião"? Tire suas próprias conclusões.

Mas a Church of Satan existe oficialmente. "Temos uma bíblia. Temos um dogma pró-humana. Temos uma igreja. Temos uma tradição". Eu acho que é hora de examinamos a Bíblia Satânica publicado em 1968. As Nove Declarações satânicas foram inspiradas pelo "Revolta de Atlas", um livro escrito por Ayn Rand. O livro inteiro de Satanás foi copiado do "Might is Right" de Ragnar Redbeard puiblicado em 1898. Sem contar a versão satanizada das chaves enoquianas de John Dee no final do livro de Leviathan. Tudo isso é de conhecimento público hoje, inclusive reconhecida na introdução de Peter Gilmore de 2005. Mas aqui está algo que você não sabia:

Dois anos antes da Bíblia Satânica ser publicado, um livro foi lançado. Foi intitulado "How to Prevent Psychic Blackmail", (Como evitar chantagem emocional) do Dr. Leo Louis Martello, publicado em 1966. Dentro de suas páginas, você vai descobrir ainda uma outra rica fonte de onde LaVey copiou seus dogmas, incluindo os seus pensamentos sobre o egoísmo e do vampirismo psíquico. A filosofia satânica não surgiu do nada na máquina de escrever de LaVey, ela já está ai a muito tempo e tem sido chamada por vários nomes.

Outra tendência preocupante na Church of satan é o uso de expressões religiosas. Tomemos por exemplo o uso turbulento da frase "Lex Talionis" ou Lei de Talião, que é, "olho por olho". Você pode encontrar a sua utilização várias vezes no Antigo Testamento:

Levítico, capítulo 24: "Qualquer pessoa que mutila outro deve sofrer a mesma lesão no retorno: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente, a lesão é o prejuízo a ser sofrido Aquele que mata um animal fará restituição por ele, mas aquele que mata um ser humano deve ser condenado à morte ".

Êxodo, capítulo 21: "Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida."

Deuteronômio, capítulo 19: "não mostrem nenhuma piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé."

Então da próximas vez que um membro da Church of Satan chegar com seu "Lex Talionis:" Eu sugiro que você responda com "Deus te abençoe!" e simplesmente vá embora!

Termino dizendo o seguinte: o satanismo tem seus próprios méritos como uma filosofia. Mas quando chamamos ele de religião, automaticamente sugerimos uma modalidade dogmáticas que contradiz completamente a soberania individual. Ser o Deus de sua própria vida é a coisa mais difícil que você jamais vai fazer e é o caminho mais difícil de se andar, porque poucos se importam em pensar de forma independentes. Neste mundo, todo mundo quer ser popular. Todo mundo quer ser amado e as pessoas freqüentemente estão dispostas a sacrificar suas próprias qualidades únicas para atingir esse fim comum. O primeiro passo para se tornar um satanista é simplesmente ser você mesmo. Isso não envolve nenhum ritual, nenhum sacrifício e nenhuma oração. O poder está dentro de você, esperando para ser liberado.