terça-feira, 20 de agosto de 2013

Estado e religião




Estado e religião: A convivência nem sempre fácil entre o poder político e o espiritual



É célebre a passagem do Novo Testamento, em que Jesus, questionado se os judeus deveriam pagar impostos a César, respondeu com a frase: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". A frase tornou-se um lema da separação entre o mundo espiritual e o mundo das coisas materiais, entre a separação que deve haver entre o Estado e a Religião. Ao longo da História, diferentes experiências nasceram da relação entre Estado e confissões religiosas, e acabaram por comprovar que a independência entre essas duas forças sociais oferece benefícios aos cidadãos que almejam viver em liberdade.

Teocracias

Teocracias são regimes em que o poder político é exercido, em nome de uma autoridade divina, por homens que se declaram seus representantes na Terra, quando não uma encarnação da própria divindade. O exemplo mais próximo de nós - talvez o único existente nos dias atuais - é o Vaticano.

Seu governante, o papa, ocupa, ao mesmo tempo, o cargo de administrador temporal do território incrustado na cidade de Roma, na Itália, e, também, o de sumo sacerdote de uma das principais confissões religiosas do mundo, o Catolicismo, escolhido para o cargo por um colégio de cardeais que se acredita, para tanto, inspirado por Deus.

Mas há outros exemplos de teocracias. No Japão, até o fim da Segunda Guerra Mundial, o imperador era considerado descendente direto dos deuses que criaram a Terra. O Tibete, hoje ocupado pela China, antes vivia sob a direção de um dalai-lama (supremo sacerdote e guia espiritual do budismo tibetano). E se caminharmos rumo ao passado mais distante, basta lembrar do Egito, onde o faraó era, ele mesmo, um deus, descendente direto do deus Hórus.

Estados confessionais

Neste início de século 21, no entanto, se desejamos refletir sobre as relações entre religião e Estado, devemos nos referir ao Estados confessionais, países em que uma única confissão religiosa é reconhecida oficialmente pelo Estado, recebendo, em certos casos, os privilégios decorrentes dessa condição.

Contudo, há, entre esses Estados, grandes diferenças. O Catolicismo, na Argentina, ainda que seja a religião oficial do país, não possui qualquer privilégio. O Protestantismo Luterano é a religião oficial da Dinamarca, mas sua influência na sociedade dinamarquesa não se assemelha nem um pouco ao poder exercido, por exemplo, pelo Islamismo no Irã, onde, depois da revolução que depôs o xá Reza Pahlevi, em 1979, os aiatolás (altos dignitários na hierarquia religiosa islamítica) tomaram o poder, criando um Estado no qual a religião prepondera sobre a política. Alguns estudiosos, inclusive, chegam a classificar o Irã como uma teocracia.

Os países islâmicos, aliás, são exemplos contemporâneos de como a religião pode se confundir com a política. Desde seu início, quando fundado pelo profeta Maomé, o Islamismo, à medida que se expandiu pelo Oriente Médio, Extremo Oriente e Norte da África, chegando à Europa, instituiu uma cultura na qual as lideranças políticas e religiosas se concentram em um único governo. Assim, a religião islâmica é indissociável das estruturas políticas, sociais e econômicas desses países, não importando se falamos do Egito, onde há relativa democracia, ou da Arábia Saudita, uma monarquia absolutista.

Estado laico

No Brasil, como em inúmeros outros países, dizemos que o Estado é laico, ou seja, uma forma de governo independente de qualquer confissão religiosa. Mas, na época da monarquia, o imperador tinha o poder de nomear religiosos para os cargos eclesiásticos mais importantes e aprovar, ou não, documentos papais, a fim de que fossem seguidos pelos católicos do país. O Estado laico, no entanto, prevaleceu após a Proclamação da República.

As bases do Estado laico podem ser encontradas no Renascimento, quando começou a ocorrer uma gradual separação entre, de um lado, o pensamento político, a filosofia e a arte, e, de outro, as questões religiosas. Lentamente, graças à recuperação dos valores da Antiguidade clássica, o homem se voltou à livre busca das verdades, mediante o exame crítico e o debate independente, recusando a predominância ou a autoridade de uma verdade revelada por Deus e que se colocasse como absoluta e definitiva.

Essa maneira de pensar e agir - que pode ser chamada de laicismo ou secularismo - deu origem a Estados laicos, onde as instituições públicas e a sociedade civil mantêm independência em relação às diretrizes e aos dogmas religiosos - e onde não se aceita, ao menos teoricamente, a ingerência direta de qualquer organização religiosa nos assuntos de Estado.

Isso não quer dizer, entretanto, que as democracias modernas sejam Estados ateus, onde as religiões são proibidas. Ao contrário, esses países concedem a todas as confissões religiosas, sem quaisquer distinções, igual liberdade, permitindo que elas exerçam livremente sua influência cultural e, portanto, política.

Autonomia

Assim, o Estado laico não é um Estado irreligioso ou anti-religioso - nesses países, a relação entre o temporal e o espiritual, entre a lei e a fé, não é uma relação de contraposição, mas, sim, de autonomia recíproca entre duas linhas distintas da atividade e do pensamento humanos.

Não por outro motivo o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, ao convocar as audiências sobre questões éticas e religiosas, quis ouvir a opinião não só dos católicos, mas também dos espíritas, dos cristãos de diferentes observâncias, dos budistas e de todas as confissões religiosas que desejassem se manifestar.

Agindo assim, o Estado leigo protege a autonomia, a liberdade do poder civil, sem aceitar qualquer controle religioso, mas garantindo que todas as religiões possam se expressar livremente.

Privilegiar a liberdade

O filósofo e monge franciscano Guilherme de Ockham, no século 14, talvez tenha sido o primeiro a defender a importância de separarmos a fé e o pensamento livre. "As asserções principalmente filosóficas, que não concernem à teologia [ciência que se ocupa de Deus, de sua natureza e seus atributos e de suas relações com o homem e com o universo], não devem ser condenadas ou proibidas por ninguém, já que, em relação a elas, cada um deve ser livre para dizer o que deseja", afirma Ockham.

Essas ideias foram sintetizadas, no século 17, por outro filósofo, John Locke, que as retirou da esfera das reflexões filosóficas individuais, expandindo-as à própria organização do Estado. Locke afirma que "o Estado nada pode em matéria puramente espiritual, e a Igreja nada pode em matéria temporal".

Essa busca de uma harmonização entre forças que, num primeiro momento, podem parecer incompatíveis - o pensamento liberal e a doutrina religiosa (no caso de Locke, a doutrina cristã) - tem marcado, desde então, o processo de desenvolvimento das democracias ocidentais.

Convivência

No transcorrer dos últimos séculos, religião e Estado procuram encontrar uma fórmula que privilegie, acima de tudo, a liberdade humana - sem a qual não há nem verdadeira busca religiosa nem Estado verdadeiramente livre. E a própria Igreja Católica reconhece a necessidade dessa independência, em um dos documentos que compõem as resoluções do Concílio Vaticano 2º, a constituição Pastoral Gaudium et Spes (sobre a Igreja no mundo atual): "No domínio próprio de cada uma, comunidade política e Igreja são independentes e autônomas".

Ao sair da esfera de influência direta das religiões, o Estado tornou-se laico - e o laicismo não só impregnou a evolução das sociedades democráticas, mas se transformou também em um método de convivência, no qual filosofias e religiões, se não deixam de pretender possuir a verdade absoluta, também não transformam suas respectivas maneiras de pensar em atitudes que violentam a ordem jurídica ou afrontam a liberdade individual.

E, de fato, esse é o ideal: no que se refere tanto às confissões religiosas como aos governantes, que eles procurem defender seus pontos de vista e exercer sua influência dentro dos limites estabelecidos pela lei, agindo sempre com tolerância.

Religiões seculares

Isso não quer dizer, no entanto, que a separação entre religião e Estado seja uma concepção política inquestionável, seguida por todos os países. Se, nos dias de hoje, há Estados que vivem intrinsecamente ligados à religião, como os do mundo islâmico, a história também nos mostra que, às vezes, os Estados podem transformar partidos políticos ou ideologias em verdadeiras religiões.

Essa sacralização de uma ideologia ou de um partido é sempre marcada pela intolerância violenta - e chega ao extermínio físico dos adversários e dos dissidentes. Os regimes totalitaristas de influência fascista, nazista ou marxista são exemplos dessas religiões seculares, nas quais - como em muitos países islâmicos - as políticas mais repressoras são colocadas em prática.

Esses Estados, apoiando-se em uma confissão religiosa ou em uma ideologia qualquer (que são transformadas em verdadeiros dogmas), instauram a censura e destroem a autonomia das esferas filosóficas, artísticas, espirituais e políticas da sociedade - aniquilando assim o direito à liberdade.

Bibliografia

  • Uma história dos povos árabes, Albert Hourani, Editora Cia. das Letras.
  • Dicionário de política, Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino, Editora da Universidade de Brasília.
  • Dicionário crítico de sociologia, Raymond Boudon e François Bourricaud, Editora Ática.
  • Diccionario de filosofia, Nicola Abbagnano, Fondo de Cultura Económica (México).
  • Dicionário do pensamento social do século XX, William Outhwaite e Tom Bottomore, Jorge Zahar Editor.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTISSIMO SR. GENERAL PAULO CHAGAS







A NOSSA LIBERDADE

(GEN. PAULO CHAGAS*
Liberdade para quê?
Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros.
Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói!
Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos.
É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “micro-ondas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei.
País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

* Paulo Chagas é General da Reserva
do
Exército do Brasil.
08-06-2013

O que é o Perispírito?



Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual (I Coríntios, XV,44).

Do que é feito?

Havendo no universo três elementos básicos: Deus, Espírito e Matéria, a Doutrina Espírita denomina de Fluido Universal a matéria elementar que serve para a criação de todas as outras. Tanto a matéria que conhecemos na Terra (pedra, ar, água, nossos corpos e tudo o que existe), quanto a matéria do Plano Espiritual (que forma as cidades, colônias, o perispírito, o fluido que emitimos pelo passe) são feitos de Fluido Universal. Essa única matéria básica transforma-se em todas as outras conforme atua nela o pensamento divino ou dos próprios Espíritos.
Um exemplo para compreendermos essas transformações é o fato de um único elemento químico, o Carbono, transformar-se em diamante ou carvão, que são duas coisas completamente diferentes, apenas alterando-se as ligações moleculares entre os átomos de carbono.
Assim, o perispírito é feito de uma das transformações do Fluido Universal que existe em torno do planeta onde o Espírito deve encarnar.

Para que serve?

Quando o Espírito está encarnado, o perispírito serve como elo de ligação entre o Espírito e o corpo. Desencarnado, o perispírito faz o papel de corpo com o qual o Espírito se manifesta.

Em qualquer caso, é através do perispírito que o Espírito, ser imaterial, recebe as sensações do ambiente ou nele atua.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

JUDAÍSMO

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NO PRINCÍPIO CRIOU, DEUS CRIOU.
É uma religião de salvação que também possui seu Livro Sagrado apresentado pelo próprio Deus a homens escolhidos por Ele. Os judeus também são descritos como o “povo do Livro”.
Seu livro sagrado é a TORÁ: A Tora são na verdade “os cinco primeiros livros da Bíblia cristã”, além de história possui 613 mandamentos fundamentais na vida judaica. Os judeus crêem que Deus enviou Moisés como o profeta que livrou os israelitas da escravidão.

Judaísmo (do hebraico יהדות, vindo do termo יהודה Yehudá ) é o nome dado à religião do povo judeu, e é a mais antiga das três principais religiões monoteístas (as outras duas são o cristianismo e o islamismo).
A Grande Sinagoga (Velká synagoga) Plzeň, República Checa
Surgido da religião mosaica, o judaísmo, apesar de suas ramificações, defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras religiões: a crença monoteísta em YHWH (às vezes chamado Adonai Meu Senhor, ou ainda HaShem, i.e. o Nome – ver Nomes de Deus no Judaísmo ) como Criador e D-us e a eleição de Israel como povo escolhido para receber a revelação da Torá que seriam os mandamentos deste Deus. Dentro da visão judaica do mundo, Deus é um Criador ativo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence à uma linhagem com um pacto eterno com este Deus.
Há diversas tradições e doutrinas dentro do judaísmo, criadas e desenvolvidas conforme o tempo e os eventos históricos sobre a comunidade judaica, os quais são seguidos em maior ou em menor grau pelas diversas ramificações judaicas conforme sua interpretação do judaísmo. Entre as mais conhecidas encontra-se o uso de objetos religiosos como a kipá, costumes alimentares e culturais como cashrut, brit milá e peiot ou o uso do hebraico como língua litúrgica.
Ao contrário do que possa parecer, um judeu não precisa seguir necessariamente o judaísmo ainda que o judaísmo só possa ser necessariamente praticado por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca de quinze milhões de pessoas em todo o mundo (2006). Da mesma forma, o judaísmo não é uma religião de conversão, efetivamente respeita a pluralidade religiosa desde que tal não venha a ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do judaísmo defendem que no período messiânico todos os povos reconhecerão YHWH como único D-us e submeter-se-ão a Torá.
Berechit bara Helorim et hashamaine veet haarats (Genesis 1:1)
Tal como o árabe, o hebraico, e a Torá deve ser lida da direita para esquerda. As letras do alfabeto hebraico existem apenas as consoantes. Alguns símbolos foram criados (massoretas) para dar som entendimento as palavras. A única palavra que não pode ser pronunciada pelos judeus é o nome de Deus. No qual chamam de “O ETERNO”. A palavra como conhecemos DEUS, não existe no alfabeto hebraico, é um tetagrama, não existe pronuncia, portanto o judeu para não errar o nome do eterno não o pronuncia. Chama-o de Adonai. YHWH.
A Tora possui cerca de 613 mandamentos, dos quais 248 são positivos e 365, negativos. Moisés recebeu nas tábuas instruções e leis da divindade.
Entre toda religião existe uma união indissolúvel entre a Palavra e a Escritura. A Palavra se faz Escritura e a Escritura se proclama, se canta.
Como Foi escrita: Deus escolheu homens para que ouvissem suas Palavras e a escrevessem. Dando origem então a Escritura, muitos séculos depois houve os concílios que seriam a reunião de sábios para que decidissem sobre a canonicidade, ou a validade desses livros, porque muitos outros livros foram escritos se intitulando como sendo a revelação de Deus.
O Judaísmo tem sua “fundação” no século XII aC. A história do povo judaico começa pelo ano de 1700 aC. Com Abraão. Portanto seu fundador é Moisés. Por que ele deus ao seu povo aos Dez Mandamentos, que são considerados a pedra base do Judaísmo.
1 – O judaísmo é comumente dividido nos seguintes movimentos: Judaísmo ortodoxo (separado entre grupos “chassídicos” e “não-chassídicos”, chamados mitnagdim). Judaísmo conservador (fora dos Estados Unidos é conhecido por Judaísmo Masorti).
Judaísmo reconstrucionista
Judaísmo da reformista (fora dos Estados Unidos também é conhecido como Judaísmo progressista e, no Reino Unido, Judaísmo liberal) O judaísmo laico não é propriamente um movimento, mas uma visão de uma parte do povo judeu de que é possível viver o judaísmo desvinculado da religião.
Surgiram variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Monoteísmo – O judaísmo baseia-se num monoteísmo unitário estrito, a crença num único Deus. Deus é visto como eterno, o criador do universo e a fonte da moralidade.
Deus é unico – A idéia de Deus como uma dualidade ou trindade é herética para os judeus. É encarada como próxima do politeísmo. Curiosamente, enquanto que os judeus defendem que tais concepções de Deus estão incorretas, são geralmente de opinião que os gentios que têm tais crenças não são culpados.
Deus é onipotente (todo-poderoso) e onisciente (tudo sabe) e onipresente (está em todo lugar). Os diversos nomes de Deus são maneiras de expressar diferentes aspectos da presença de Deus no mundo. Ver a entrada acerca do nome de Deus no judaísmo.
Deus é não-físico, não-corpóreo e eterno. Todas as declarações na Bíblia hebraica e na literatura rabínica que utilizam antropormofismo são encaradas como conceitos linguísticos ou metáforas, por ser impossível falar de Deus de outro modo.
A Bíblia hebraica e muitas das crenças descritas na Mishná e no Talmud são tidas como produto de Revelação divina. As palavras dos profetas são verdadeiras. Moisés foi o maior de todos os profetas e também o mais humilde. Como um grande professor para o povo judeu.
A Torá (os cinco livros de Moisés) é o texto principal do judaísmo. O judaísmo rabínico defende que a Torá é idêntica à que foi entregue por Deus a Moisés no Monte Sinai. Os judeus ortodoxos acreditam que a Torá que existe hoje é exatamente aquela que foi entregue por Deus a Moisés, com um número reduzido de duvidas de cópia. Devido aos avanços nos estudos bíblicos e na pesquisa arqueológica e linguística, a maioria dos judeus não-ortodoxos rejeita este princípio. Em vez disso, aceitam que o núcleo da Torá Oral e Escrita pode provir de Moisés, mas afirmam que a Torá escrita que existe hoje foi amalgamada a partir de vários documentos.
Deus escolheu o povo judeu para participar numa aliança única com Deus; a descrição desta aliança é a própria Torá. Os judeus acreditam que foram escolhidos para desempenhar uma missão específica: para servir de luz para as nações e para ter uma aliança com Deus tal como descrito na Torá.
A era messiânica. Haverá um Mashíach (Messias), e uma era messiânica.
A alma é pura no momento do nascimento. As pessoas nascem com um yêsser hattôb, uma tendência para o bem, e com um yêsser harâ’, uma tendência para o mal. As pessoas podem expiar os seus pecados. A “profissão de fé” de um judeu é: “Shemá‘ Yisraél Adonay Elohênu Adonay echad” Tradução: “Ouve israel, o Eterno é nosso Deus, o Eterno é um” (Nota-se que muitos judeus asquenasí usam aqui a palavra hebraica ‘Hashem’ em lugar de ‘Adonay’, literalmente “o nome”, como uma alusão a Seu Santo Nome que não pode ser pronunciado ou escrito.).

MAIS INFORMAÇÕES:
Dor: Por que Deus permite a desgraça no presente? Por que justamente o inocente deve sofrer? Um pensamento judaico responde sustentando ser necessário curvar-nos à vontade todo-poderosa de Deus, mesmo quando não a compreendemos.
Facções: No tempo de Cristo existiam os Fariseus )admitindo a ressurreição); os Saduceus (os que negavam); e a dos Essêniosue teria sofrido influência do Budismo,mas não se tem documentos para provar.
Pecado: É uma revolta contra Deus e um rebaixamento da própria natureza do homem. É o que nós encontramos nos outros povos. É uma infidelidade ao eterno.
Ritos: Rito da iniciação; circuncisão; Casamento.
Morte: Os mortos vão para o Sheol, tanto os bons, como os maus. Os justos ficam até o juízo final, quando serão ressuscitados e recompensados. Aceitam a ressurreição, não a reencarnação.
Moral: Além dos dez mandamentos, há muitas outras leis a serem observadas.
Festas: Páscoa; Shavwót;Sucót;Rosh Hashnaah; Yon Kipur;
Oração: Deus houve sempre a oração;
Credo: Maimônides resumiu a fé judaica em treze artigos:
Deus criou e governa todos os seres;Deus é uno; Não tem corpo; É eterno; Deve ser o único a ser adorado; Todas as palavras dos profetas são verdadeiras; Moisés é o maior dos profetas; toda Tora é que foi dada a Moisés; Deus conhece todas as ações e todos os pensamentos dos homens; Deus recompensa os que observam seus mandamentos e pune os que transgridem; Deus fará vir o Messias; Deus fará reviver os mortos.
As Festas Judaicas
As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são as seguintes:
Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.
Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.
Rosh Hashaná – é comemorado o Ano-Novo judaico.
Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.
Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

CRIMINALIDADE - "Brasil Guerra Urbana"


CRIMINALIDADE
Armas apreendidas no Rio de Janeiro
O Brasil conseguiu no ano de 2004 o recorde alarmante de superar vários países em guerra com 2.000.000 (dois milhões) de assassinatos no período de 10 anos com a media de 200.000 (duzentos mil) crimes por ano.

Superamos a guerra do golfo, superamos a guerra entre palestinos e israelenses e muitas outras guerras que aconteceram desde a existência do homem.
A impunidade no Brasil, tornou-se uma coisa crônica, onde grande parte das autoridades brasileiras fazem parte de todo esse complexo criminal.
Muitos entendidos no assunto dizem que a criminalidade esta ligada diretamente a falta de emprego, a miséria e a  outras mazelas. Acredito que deve haver algum erro neste prognóstico pois, todos nos sabemos que muitos países da África em condições bem piores  que o Brasil, possuem o índice de criminalidade muito inferior ao nosso.
Nada justifica que uma pessoa venha cometer um crime, principalmente de tirar a vida de outra pessoa, o principal motivo esta sem risco de dúvida na impunidade. No Brasil as penas são muito brandas e a justiça permite por meios legais que muitos criminosos fique a solta sem pelo menos pagar pelo que cometeram.
Vejamos alguns casos:um cidadão dirigindo na contramão em alta velocidade, atropela e mata uma pessoa, se for julgado, não será preso e poderá pagar a pena prestando serviço à sociedade ou simplesmente com uma ajuda financeira a família da vítima, se por acaso for preso, pegará sem dúvida a pena mínima. Se por acaso este cidadão tiver uma condição financeira privilegiada, aí então será capaz de provar que no ato praticado, ele foi a vítima. Em qualquer país evoluído do mundo, ele seria julgado como um criminoso comum.
Se um menor de idade comete um crime, este irá para um reformatório para ser reintegrado novamente a sociedade, todos nos sabemos a existência de centenas de menores de alta periculosidade que já cometeram diversos crimes e voltam as ruas para cometer novos delitos.
Nos países evoluídos, um menor ao cometer um crime, vai para um reformatório e ao completar a maior idade é julgado como um criminoso comum .
Muitos, principalmente os religiosos são contra a pena de morte e em suas alegações dizem que muitos inocentes irão morrer sem um julgamento justo .Primeiramente, desses 2 milhões que morreram assassinados na ultima década, pelo menos 70% eram pessoas inocentes, crianças, pais de família, trabalhadores e que sem nenhum julgamento foram mortos por uma justiça ultrapassada, corrupta e que só favorece aos que tem condições financeiras.
Os religiosos sabem e fingem não saber que na Bíblia Sagrada são citadas várias passagens em que Deus permitia ao homem erguer sobre seus inimigos a espada da justiça e da honra, que os criminosos são julgados e condenados por Deus sem qualquer benevolência .Em Êxodo 21. (de 12 a 36) em “Leis acerca da violência Deus demonstra ao homem toda a sua íra aos pecados de crimes de morte.
O homem privilegiado pela sua inteligência, porem pela iniqüidade de sua alma leva a ser o maior predador dentre os animais que vivem em nosso planeta. Se um homem toma ciência de sua punição por um ato qualquer que venha por em dúvida a sua vida, este irá pensar muito antes de cometer qualquer ato ilícito contra o seu próximo. A mente humana é sábia, evoluída e complexa, porem, da mesma forma, promiscua, perversa, calculista e capaz de atos muitas vezes irracionais.
Cientificamente já está provado que, o meio social faz apenas despertar no homem essas tendências . Nosso cérebro é como um tabuleiro de xadrez onde cada peça tem uma atividade inerente aos nossos atos. Algumas peças são mais desenvolvidas para música, arte, honestidade, da mesma forma que, as peças para o mau, para a promiscuidade, desonestidade e a maldade. São situações irreversíveis que cientificamente não existe cura. São pessoas capazes de cometer o mesmo crime várias vezes sem levar em conta a vida de seu semelhante. Destroem famílias, lares, deixam marcas profundas na alma das pessoas que jamais poderão ser apagadas, não são dignas de perdão, merecem ser punidas com todo rigor na justiça de Deus e dos homens.
Achiles Holanda