terça-feira, 20 de agosto de 2013

SEITA? A IURD É SEITA? MAS O QUE SIGNIFICA SER SEITA??





Ainda está tramitando discussões entre a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus e a imprensa – Jornal o Globo e o Folha). Ambos na lógica e visão da IURD destrataram uma agremiação religiosa com termos pejorativos. Não estou escrevendo para defender a IURD na qual não simpatizo nem um pouco, nem condenando a imprensa em sua “liberdade de imprensa”, mas corrigir os jornalistas ávidos por notícias e polêmicas. Não respeitam o próximo! Talvez aé por ignorancia mesmo, refiro-me ao conhecimento filosófico, religioso e sociologico do termo. Se não… certamente duas opções: A algo por trás ou é perseguição mesmo.Mas por que escolher a IURD para denominá-la de seita? Ou ao referir-se aos cargos de seus líderes colocarem entre aspas ou parentese: ”Bispo”, ”Pastor”?
Vivemos em um país em que sua grande maioria (mesmo os não praticantes) para fins
de pesquisa, se dizem católicos, tornando o país, o maior país católico do mundo, mas não se
divulga que moramos no maior país espírita do mundo, o maior país pentecostal do mundo
o segundo maior protestante, só perdendo para os EUA? Na verdade ha muito preconceito
quanto as outras idéias religiosas que não o da Igreja majoritária. Volto a dizer: Não defendo
a IURD, mas espero que os bispos desta igreja possam ganhar essa peleja contra a imprensa
para que possam respeitar o próximo, seja ele quem for.
para esses jornalistas, um pouco de explicação da CIENCIA DA RELIGIÂO sobre o que é
SEITA.
Ninguém declara espontaneamente que o seu grupo religioso é uma seita. Seitas, para qualquer pessoa religiosa (ou não), são sempre outras religiões (ou algumas das outras), necessariamente condenáveis. Ser seita ou religião depende do ponto de vista.Numa primeira acepção, mais abrangente, uma seita é qualquer grupo que disside da religião maioritária num dado local e momento histórico, geralmente seguindo um líder carismático. Nesse sentido, quase todas as religiões são seitas, embora umas tenham tido um sucesso maior do que outras. O cristianismo, por exemplo, será uma seita que dissidiu da religião judaica seguindo JC. Recorde-se que o islão foi tratado de «seita maometana» pelos cristãos pelo menos até ao século 16, e que as «seitas protestantes» (que seguiam Lutero,Calvino, etc.), dado o seu sucesso, passaram rapidamente a ser referenciadas como religiões. No entanto, dada a carga pejorativa associada ao termo, o seu uso deixa de ser corrente quando o número de seguidores e a continuidade histórica de um grupo religioso lhe conferem «respeitabilidade».O termo SEITA adquiriu definição mais precisa e sociológica com os estudos de Ernst Troeltsch, Reinhold Niebuhr e Liston Pope: seita é todo grupo cismático nascido no interior de uma igreja organizada e em oposição a ela. Em obediência a uma autoridade carismática, a seita regula-se por uma interpretação literal ou extremamente alegórico dos textos sagrados, com ênfase nas doutrinas desprezadas pela igreja à qual pertencia, e é fortemente mística, missionária, messiânica e escatológica. Sua oposição alcança igualmente os valores culturais e, não raro, os costumes vigentes, em protesto contra a ordem estabelecida.Seita designa um grupo de pessoas (um movimento) que professam nova ideologia divergente daquela da(s) religião(ões) que são consideradas dominantes e ou oficiais, geralmente dirigidos por líder com características de personalidade consideradas carísmaticas, mas ainda com fraco ou pouco reconhecimento geral por parte da sociedade. Mas, já se viu, a questão do reconhecimento é tão-apenas relativa. Seita (< latim secta = “seguidor”, proveniente de sequi = “seguir”) é conceito originariamente sociológico e é utilizado para designar, em princípio, simplesmente qualquer doutrina, ideologia ou sistema que divirja da correspondente doutrina ou sistema dominante (ou mais de um, quando for o caso), bem como também para designar o próprio conjunto de pessoas (o grupo organizado ou movimento aderente a tal doutrina, ideologia ou sistema), os quais, conquanto divergentes da opinião geral, apresentam significância social.

A RELIGIOSIDADE INDIGINA – TODO DIA, ERA DIA DE INDIO





RELIGIOSIDADE INDÍGENA
                   A história do país que hoje se chama Brasil não começou com a chegada dos portugueses. Alguns arqueólogos, que estudam o passado dos povos através dos vestígios que eles deixaram (ossos, objetos, etc.), dizem que há pelo menos 20 mil anos estas terras já eram habitadas. Outros dizem que já havia gente por aqui bem antes disso.
                Em 1500, o litoral do Brasil era ocupado por diferentes indígenas que, somadas, formavam o grupo Tupinambá. Quando os europeus chegaram com suas caravelas, foram recebidos por estes povos, que ficaram fascinados com as facas e ferramentas de metal que eles trouxeram. Os tupinambás não conheciam o metal. Suas ferramentas eram feitas com madeira e pedras. 
                  O fim dos índios foi trágico. Dos cinco milhões que existiam no país na época do descobrimento, restaram apenas 250 mil. Das 300 línguas diferentes e culturas milenares, restam ainda 170 línguas, muitas delas conservadas pelo isolamento da região norte do país. Com único objetivo de explorar as riquezas do país, o colonizador arrancaram dos povos indígenas sua madeira, pastos e minerais valiosos como o ouro. 
               No Brasil aqueles que estudam a religiosidade dos povos indígenas têm duas formas de explicação: o animismo, o xamanismo e o totemismo. No animismo diz-se que o indígena enxerga por trás dos objetos uma vida, alma, capaz de entrar em relações diretas com os homens. É, mais do que uma religião propriamente, uma forma de explicação dos fenômenos da natureza. 
              Já o nome xamanismo vem de “Xamã”, um índio experiente que adquire os poderes mágicos necessários para curar as doenças, espantar os espíritos dos mortos, evitar catástrofes e epidemias nas aldeias. Esse tipo de feiticeiro pode ser também o chefe da tribo, mas na maioria das vezes não se envolve nas questões administrativas. 
            Por fim, no Totemismo, crê-se que há um parentesco da tribo com animais ou vegetais. Julgam-se, por exemplo, descendentes da união de um urso com uma mulher. Então, o nome de seu totem vai ser urso. Este se torna um animal sagrado. Não se pode mata-lo, a não ser em condições especiais, no qual se come a carne e se bebe o sangue do animal para incorporar a sua força, inteligência ou agilidade.
              Em alguns aspectos a vida do índios é bem diferente da nossa. Em algumas tribos, antes da fase adulta, já sabe caçar e pescar, mas para o jovem ser considerado homem é preciso participar de rituais dolorosos como cicatrizes provocadas por cortes profundos pelo corpo. Por outro lado, foram os índios que ensinaram aos brancos o cultivo de algumas plantas como a mandioca, a erva mate, e até o hábito diário de tomar banho.

Como dar fim num fofoqueiro (a) em três atos?



1º: uso o filtro triplo.
2º: uso o filtro triplo.
3º: uso o filtro triplo.

Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:

- Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?

- Espera um minuto - respondeu Sócrates - Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo".

- Filtro Triplo?

- Sim - continuou Sócrates - Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa idéia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo.

E continuou:

- O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?

- Não - disse o homem - o que acontece é que eu ouvi dizer que...

- Então - diz Sócrates - não sabes se é verdade.

- Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE... O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?

- Não, muito pelo contrário...

- Então - continuou Sócrates - Queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.

- O último filtro é UTILIDADE...

- O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?

- Não, acho que não...

- Bem - concluiu Sócrates - se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para que me dizer?

Usemos o Triplo Filtro na nossa vida diária, cada vez que formos falar sobre alguém.

Acho que sempre devemos usar esse Triplo Filtro, não acham?

RESPEITO AO PLURALISMO RELIGIOSO??? Isso não te pertence Brasil!!



Em sua obra, “Os setes saberes necessários à educação do futuro”, Edgar Morrin (foto acima) aponta a “compreensão” como um desses saberes – a necessária compreensão entre as pessoas e os povos. O projeto genoma humano fez desmoronar um baluarte defendido pelo meio científico e por grupos racistas: O mito da superioridade racial. Nossas diferenças existem no meio cultural e religioso. É a cultura que marca profundamente a maneira de ser e de viver do homem. Viver na adversidade, respeitando o próximo, o diferente. Porém tendo a compreensão profunda do que é ser religioso e o que representa a religiosidade. Estar pronto a dividir sobre o conhecimento, sobre a dádiva de vida e concepção de mundo. Isso chama-se, respeito ao próximo. Questionando porém, as atitudes do governo em todo o Brasil, os poderes Legislativo e Executivo estaduais, criam feriados santos (católicos) praticamente em todos os meses do ano. Nada contra os católicos mas sim contra essa postura do governo em agir de maneira tão proselitista quando dão mostras que não praticam a laicidade exigível desses poderes no âmbito da esfera pública e estatal e confirmam que, no Brasil, o Estado, longe de ser laico, permanece vergonhosamente submetido, pelas mãos de seus dirigentes, aos ditames e interesses de igrejas e religiões. Os interesses da igreja católica (ou de qualquer outra) não podem ser colocados acima do caráter universalista que o Estado está obrigado a preservar para permanecer como esfera autônoma, independente. O fato representa uma tomada de posição desses dirigentes em favor de um segmento da sociedade, e apenas de um de seus segmentos, ferindo o principio da laicidade e da universalidade de valores a predominar e a ser preservado pelo Estado no âmbito das decisões político-públicas. Se pode haver feriado para dia santo, poder-se-ia criar feriado para o iolurubá, ou para Exu (na cultura afro), para Chiva, Ganesh (na cultura hindu), para Alan Kardec (Espiritismo), Martinho Lutero e a o dia da Reforma protestante (para os protestantes). O grande discurso é que este é o maior país católico do mundo. As pesquisas apontam também que este é o maior pais espírita do mundo, é o maior pais pentecostal e o segundo maior protestante só perdendo para os EUA. Fica então a pergunta no ar:
Onde está o respeito ao pluralismo?