A VERDADE ETERNA
SÉRIE DE ESTUDOS SOBRE AS MATRIZES RELIGIOSAS
O nome
Hinduísmo foi dado no século XIX ao conjunto de religiões existentes na índia.
A palavra provém do persa hindu, em sânscrito, shindhu, significa rio, e
refere-se às pessoas que viviam no vale do Indo. Também significa Indiano.
Segundo a visão que tem de si, o hinduísmo não possui origem: É o caminho
eterno que segue as regras e exigências básicas da ordem cósmicas à medida que
passa por ciclos infinitos.
A casta social onde o indivíduo nasce é, portanto, indicação de seu status
espiritual. Almeja-se a libertação do ciclo de reencarnações em várias formas,
animais e humanas. Sua posição é determinada pelo Karma.O ascetismo e a
disciplina da ioga são praticados com o intuito de atingir essa libertação.
Não existe um cânone definido de livros sagrados. Os quatro Vedas, são os mais
antigos textos literários sânscritos conhecidos do período bramânico, são 1.200
hinos e magias sacrificiais compilados de uma antiga tradição oral e dirigidos
a várias divindades, como as do fogo e do vento.
Para o homem comum, o hinduísmo significa também a observação cuidadosa de
regras quanto ao casamento, alimentação, peregrinação a rios e lugares
sagrados, participação e adoração nos templos sagrados em cada aldeia.
Em muitos séculos o Hinduísmo produziu várias reformas que produziram outros
movimentos como é o caso do Budismo. As modernas condições sociais e culturais
trouxeram mudanças no sistema de castas e ainda no status social das mulheres.
O mais velho deles, O Rig Veda, remonta 1.200 a.C.; O quarto livro, o Atharva
Veda, data de 900 a.C. e consiste principalmente em fórmulas e encantamentos;
os Brahmanas, associados aos Vedas, são instruções rituais. Em outro momento
deu-se origem a trabalhos filosóficos como os Aranyakas, ou livros da floresta
e mais tarde, os Upanixades. Entre esses existe um poema famoso que é o
mahabharata, um relato das guerras da casa de Bharata. Nele há uma seção
chamada Bhagavad Gita, “ A canção do Senhor”, poema famoso pelo diálogo de
Krishna, um dos avatares de Vishnu, e seu auriga, Arjuna.
1 – Deuses e Castas
A sociedade foi dividida em quatro grandes grupos, denominados varnas (castas),
com direitos, deveres, previlégios e práticas religiosas diferenciados. De
acordo com o hinduísmo os Varnas passaram existir na criação do mundo.
BRAHMA
É o primeiro deus da trindade Hindu.
Para os
Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por
Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria. É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e
Shiva.
SHIVA – O destruidor
Shiva é o
terceiro deus da trindade Hindu; ou trimirti, junto com Vishnu e Brahma. Ele é
tudo, logo, aparece de muitas formas diferentes. Tem mais de mil nomes, como
(Maheshvara) Senhor do conhecimento, (Mahakala) Senhor do Tempo. Ele é o
criador e é o destruidor e preservador, e normalmente é retratado em três
faces: Duas opostas, como machoe fêmea, grande iogue e chefe de família
diligente, ou Bhairava, o destruidor, e a terceira, serena e pacífica, as
reconcilia.
MAHADEVI – A deusa mãe
Manifesta-se
tanto como consorte das principais divindaes masculinas hindus como de uma
forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas,
como Laskshmi ou Parvati, ou poderosas e destrutivas, como kali e Durga. Por
toda a India a muitos templos erguidos a essas deusas.
VISHNU –
O preservador
“Aquele
que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma
importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o universo.
Além das divindades principais, Shiva, Brahma e as deusas, há numerosas outras
que ocupam importantes posições no panteão hindu.
Surya (o deus do sol), Agni (o deus do fogo), Indra (o deus da guerra), Vayu (o
deus do vento), Duas reencarnações do deus Vishnu (Narasinha, o leão, e Varaha,
o javali, provavelmente remontam sua origem aos cultos locais de animais. Três
dos deuses importantes: Hanuman (o deus macaco) e os dois filhos de Shiva e
Parvati: Ganeshi (o deus da cabeça de elefante e o jovial Kartkeyya.
GANESH
Filho de
Shiva, Com cabeça de elefante, É talvez o Deus mais popular. É sábio, ponderado
e bem versado nas escrituras. É invocado pelos crentes antes de qualquer
empreendimento para assegurar o seu êxito.
Matsia: O Peixe de Chifres que
representa a intercessão de Vishnu no tempo do Dilúvio Universal. O peixe
avisou Manu (que é o Noé Hindu) e salvou-o com o barco preso aos seus chifres.
Curma: A tartaruga. È o segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra
depois doDilúvio para recuperar os tesouros.
Varaa: O Javali. Originalmente o Porco Sagrado de um culto primitivo,
tornou-se num avatar de Vishnu depois de um segundo Dilúvio. Cavando sob a água
com as presas, ele fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme.
Narasima: O Leão-Homem que foi um avatar de Vishnu. Brahma tinha dado
invulnerabilidade a um Demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou
o demônio até ao crespúsculo.
Vamana: O Anão, É outro avatar que se tornou num gigante para frustrar
um Demônio que procurava controlar o Universo. Tendo permissão para conservar
tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o
ar intermediário.
Parasurama: Foi Vishnu como filho de um Brâmane roubado pelo rei
Kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o
Brâmane. Então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21
gerações.
Rama: O Herói da epopéia literário-religiosa “O Ramaiana”, Foi um outro
avatar de Vishnu que venceu Ravana, o mais terrível Demônio do Mundo. Rama
representa o Hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso
contra a opressão.
Krishna: O avatar mais importante de Vishnu, Foi um Deus-Herói amado
pelos seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como
um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bagavad Gita”. Esses
aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez
cristãs.
Lacshimi: Mulher de Vishnu. Muitas vezes aparece sentada numa flor de
Lótus e empunhando outra, Representa a Boa Sorte. Os seus companheiros são dois
elefantes. Sendo por si mesma uma importante Deusa.
Sita: Mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de
Lacshimi. Representa a esposa Hindu ideal. Foi rapatada pelo Demônio Ravana e
levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido.
Hanuman: O Rei dos Macacos que emprestou a sua agilidade, a sua
velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em
troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman
tornou-se imortal.
Garuda: Vishnu aparece montado em Garuda, É uma ave mítica de cara
branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transporta o Deus
no seu cintilante dorso dourado. Muitas vezes era confudida com o Deus do fogo,
Ágni.
OS QUATRO ESTÁGIOS DA VIDA:
Segundo a
tradição hindu,a vida do homem está dividida em quatro estágios, denominados
Ashramas.
Bramacarya: É o estágio da juventude.
Gnhastha: Fase adulta, em que assume o papel de chefe de família.
Vanaprastha: É o estágio do homem idoso
Samnyasin: nesta fase, indivíduo deve renunciar ao mundo.
Esses, são aspectos importantes na doutrina Hindu. Evidentemente, ainda há
tantos outros aspectos doutrinários filosóficos. Dentro do Hinduísmo surgem
muitas outras religiões como o Jainismo, é importante uma pesquisa sobre esse
aspecto para que as informações não fiquem superficiais.
DERIVAÇÕES DO HINDUÍSMO
MEDITAÇÃO
TRANSCENDENTAL: Fundada
na índia, em 1958, por Maharishi Meheresh Yogi, conta hoje com uns 3 milhões de
adeptos no mundo. É uma técnica de relaxamento que visa a eliminar o stress e a
tensão atingindo-se o chamado estado de consciência pura. Repetindo mentalmente
um mantra (fórmula ritual). O mediante esvazia a mente de forma a atingir o
nível mais abstrato da atividade mental.
HARE KRISHNA: Fundada na ìndia em 1986 por Caitanya Mahapraphu e trazida
para o Ocidente em 1966 por Bhaktivedanta Suami Prabhupada, considerada
Krishina como deus único, criador universal e última morada do espírito,
propondo técnicas de Bhakti-ioga (ioga da devoção) como o caminho que permitirá
ao fiel integrar-se em sua verdade absoluta.
Teosofia: Fundada em 1875, em Nova Iorque, por Madame Helena Petrovna Blavatsky
e Henry Steel Olcott e levada adiante por Besant – Propõe um tipo de meditação
que faz a síntese de ensinamentos hinduístas e budistas, em 1913, a seção alemã
da Sociedade Teósofica, dirigida por Rudolf Steiner, rompeu com Besant, por não
concordar com a atribuição de um papel fundamental a Jesus Cristo na evolução
espiritual da humanidade, e criou a Sociedade Antroposófica.