segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A enigmatica Monalisa estava mesmo escondendo alguma coisa…



enigmática monalisa
Mas era só o que faltava… Todo mundo sempre discutiu o enigma que existe por trás da Monalisa. Aquele sorriso enigmático, o ar de suspense, muitas especulações foram feitas em torno da pintura mais famosa do mundo. O que ninguém esperava era que um pintor e designer gráfico americano, em pleno 2011, encontrasse imagens escondidas na própria pintura, como diz ele – “os achados seriam fruto de observação em diferentes ângulos aliados a textos do próprio Leonardo da Vinci”.


Segundo o artista, é possível enxergar um leão, um búfalo, um macaco e uma serpente ou crocodilo na tela, e estes elementos permitiriam dizer que o quadro mais famoso do mundo, pintado em 1519 é, na verdade, uma representação da INVEJA. Se for, Leonardo da Vinci passa de super top para super top top dos artistas, porque o que ele nos trouxe de enigmas e inovações não está no gibi. Isso sem contar que tudo o que dizemos ser enigmas em suas obras poderiam muito bem ser informações óbvias para ele, imagina só, somente muitos e muitos anos após sua morte que o óbvio veio à tona.

As informações foram divulgadas por uma série sites e jornais internacionais e provavelmente, mas muito provavelmente mesmo devem causar um bocado de polêmicas. Não somente pela obra de Leonardo da Vinci, mas o artista diz ter encontrado outros elementos escondidos em obras renascentistas de Ticiano, Rafael, na Capela Sistina e de Michelangelo.

A Monalisa ou Gioconda sempre foi muito cercada de mistérios e múltiplas interpretações, mas a maioria dos acadêmicos costuma ser um pouco cética sobre especulações de códigos secretos ou mensagens escondidas nas obras de Leonardo da Vinci ~ Vide O Código da Vinci e sua polêmica com livros e filmes.

enigmática monalisa

As imagens encontradas desta vez foram detectadas após o artista ter analisado uma réplica do quadro virada de lado. Nesta outra perspectiva, ele enxergou a cabeça de um leão pairando no ar, do lado esquerdo da cabeça de Monalisa. Um rosto de macaco estaria logo abaixo do leão e um búfalo apareceria do outro lado da cabeça (áreas realçadas na foto acima e abaixo).

enigmática monalisa

Depois de descobrir os animais na obra, o artista passou dois meses analisando anotações de Leonardo da Vinci até encontrar uma passagem sobre a inveja que, segundo sua interpretação, explicaria não só a descoberta, mas também outros elementos do quadro. O texto fala sobre como um artista tentando retardar a inveja deve incluir detalhes específicos em sua obra. Em uma das passagens, da Vinci fala que é preciso “lhe dar uma pele de leopardo, porque essa criatura mata o leão de inveja” – este trecho explicaria a existência do leão no quadro. Já a mão direita com o pulso torto estaria ligada a uma passagem que menciona a inveja como tendo um “movimento das mãos em direção aos céus, porque, se pudesse, usaria suas forças contra Deus”. Já as sombras ao redor do nariz e olhos, que, segundo alguns, se parece com uma palmeira, teriam relação com outro trecho. Nele, da Vinci diz que a inveja deveria estar ferida nos olhos com um ramo de palmeira ou oliveira, “mostrando que ela odeia a verdade”.

enigmática monalisa

Durante todo esse período de análises, o artista teria se deparado também com uma passagem na qual Leonardo dá instruções de como olhar para uma obra (qualquer uma delas, e não somente a Monalisa) – a um ângulo de 45º, do lado esquerdo. Ao observar a Monalisa dessa forma, ele teria encontrado o formato sinuoso de um crocodilo ou serpente que parece sair de sua roupa. Em outra passagem, da Vinci faria referência à cobra, dizendo que é preciso retratar a inveja com seu coração sendo comido por uma serpente (na imagem acima, a cobra/crocodilo).

As opiniões deste artista americano são realmente polêmicas e muito especulativas. Nunca foram encontrados textos de Da Vinci falando sobre a Monalisa, portanto, só podemos imaginar que esta passagem descrita realmente faz menção ao quadro mais famoso do artista. Além disso, as figuras encontradas na obra são muito borradas e abertas a praticamente qualquer tipo de interpretação. Cabe, agora, aos historiadores avaliar as alegações.

Via Info Online

O que eu duvido muito que vai acontecer é essa tal análise das especulações por profissionais e acadêmicos. Tudo o que envolve Leonardo da Vinci gera confusão seja no meio religioso ou acadêmico. Me estranha muito que ainda haja dúvida com relação a algumas autenticidades, considerando a tecnologia envolvida no mundo das artes atualmente…


Enigmas da Engenharia



Como as pirâmides foram erguidas? E Stonehenge? As hipóteses mais recentes tentam desvendar os segredos dos ousados "engenheiros e arquitetos" de antigas construções e templos
Fabíola Musarra

piramide

Megalomania As pirâmides de Miquerino, Quéops e Quéfren, em Gizé, perto do Cairo (Egito). Elas foram construídas em torno de 2500 a.C. e o resultado, dado o tempo, foi considerado quase um milagre.
Sinônimo de modernidade, luxo e elegância, Dubai e suas longas avenidas, edifícios contemporâneos e arquipélagos artificiais fascinam pela arquitetura futurista. Hoje, é possível construir complexas edificações em pleno deserto – a capital dos Emirados Árabes Unidos abriga inclusive a Torre de Dubai, o futuro prédio mais alto do mundo, previsto para ter quase 808 metros de altura e 162 andares, cujo projeto deve ser concluído ainda neste ano. Como nos audaciosos projetos de Dubai, atualmente avançados recursos e técnicas de engenharia permitem que blocos de pedras pesando toneladas possam ser suspensos e sobrepostos sobre outros, produzindo-se assim obras de quase mil metros de altura em poucos meses. Mas há cinco mil anos, sem conhecer as polias ou a utilização de ferramentas de metal e tendo à disposição só instrumentos de madeira e cordas, parece um empreendimento semelhante seria praticamente impossível.
A pirâmide de Quéops, na planície de Gizé, próximo do Cairo, no Egito, é diariamente admirada por milhares de turistas. Assim como também o são Stonehenge (Inglaterra), os templos gregos, as pirâmides maias e outros monumentos. Construções antiquíssimas que deixam os arqueólogos diante de um duplo mistério: o que envolve as funções desses monumentos e, outro, ainda mais intrigante, que diz respeito ao modo como eles foram construídos.
“Para os povos primitivos, construir esses monumentos foi, de algum modo, refazer com as mãos aquilo que a natureza tinha feito e, em seguida, adaptá-los às exigências de representação das religiões e mitos. Não foi por acaso que a maçonaria, anos mais tarde, foi fundada pela poderosa cooperativa de pedreiros”, explica Alberto Arecchi, arquiteto e estudioso da história da construção. Este raciocínio é também a chave para compreender a mais recente teoria sobre a realização das pirâmides egípcias.

Antigo fascínio
embora tenham sido construídas em tempos remotíssimos, as pirâmides até hoje exercem enorme fascínio no homem. os motivos são muitos, desde o fato de elas terem resistido a tantos anos até a sua construção perfeita, sendo que entre os blocos de pedra não se consegue introduzir sequer uma folha de papel, tamanha a perfeição de sua sobreposição. Com mão de obra escrava, as pirâmides eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. muitas vezes, sua execução demorava mais de dez anos. Ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção de sua pirâmide, cuja função era abrigar e proteger o seu corpo mumificado e os seus pertences. Quanto maior fosse a pirâmide, maior o poder e glória do faraó. mas, depois que ela estivesse pronta, os seus construtores eram sacrificados, para que não revelassem o segredo que seu interior continha e, principalmente, as armadilhas que ali existiam para evitar o acesso de saqueadores ao túmulo e aos objetos lá guardados.
Segundo o arquiteto francês Jean-Pierre Houdin, a pirâmide de Quéops foi construída graças a uma rampa interna, que permitia que os operários trabalhassem em segurança e a uma temperatura suportável. A Grande Galeria (um túnel sem enfeites, mas com ranhuras singulares na parede) foi necessária para a construção da Câmara do Rei, no centro da pirâmide, servindo como base para a elevação de blocos de granito de 60 toneladas. Teoria apaixonante, apoiada numa complexa simulação no computador e em algumas anomalias nas medições da força da gravidade encontradas na pirâmide nos anos 80 que fizeram acreditar que ela continha os restos de uma rampa espiral.
A evolução das pirâmides
Em Dahshur, mais acima do Nilo a partir de Saqqara, fica a pirâmide do faraó Sneferu, da quarta dinastia. Sua forma inclinada se deve a uma mudança de curso dos trabalhos, pois os projetistas escolheram uma fundação fraca e a pirâmide começou a se inclinar quando já estava praticamente pronta. Para concluí-la e torná-la mais estável, os construtores reduziram o ângulo da parte superior e hoje ela é conhecida como a Pirâmide Inclinada (2565 a.C.). Insatisfeito com o resultado, Sneferu ordenou a construção de outra pirâmide em Dahshur. Os projetistas escolheram uma fundação melhor e fizeram essa pirâmide com a mesma altura da anterior, mas com uma base mais larga e um ângulo mais raso. A Pirâmide Vermelha foi concluída em 2560 a.C. • NOVEMBRO 2009 A Pirâmide Vermelha foi concluída em 2560 a.C.
Mas se esse foi o método empregado na construção das pirâmides, de onde vieram os blocos de pedra? Segundo o egiptólogo francês Joseph Davidovitis, um engenheiro especializado no estudo dos minerais do solo, o material usado para a fabricação dos blocos poderia ser uma espécie de “concreto”, obtido pelos os egípcios a partir de uma mistura de argamassa calcária, conchas e sódio (carbonato de sódio, que era também utilizado no processo de mumificação). Eles eram moldados dentro de uma “caixa” de madeira e teriam sido feitos no próprio local da construção da pirâmide. Em seguida, os grandes blocos eram içados por um complicado sistema de guinchos.
Essa hipótese inicialmente perturbou os egiptólogos, que a consideraram anti-histórica (a invenção “oficial” do concreto é atribuída aos romanos). Mas aqui entra em jogo a religião. No antigo Egito se venerava duas divindades opostas: Khnum e Amon. Segundo Arecchi, o primeiro era o deus da “pedra aglomerada” (que lembra o deus dos hebreus, capaz de criar o homem do barro), enquanto o segundo era o deus da “pedra esculpida”. Khnum era reverenciado por Quéops, que apoiava sua casta sacerdotal: a mesma casta que, cerca de 1.300 anos depois, praticamente foi substituída pelos sacerdotes do deus Amon, em consideração ao faraó Tutankhamon. “E, de fato, para ele não foi construída uma pirâmide, mas uma tumba esculpida em pedra no coração do Vale dos Reis, bastante diferente daquela erguida em torno de 2700 a.C. pelo arquiteto egípcio Imhotep, considerado o ‘inventor’ das pirâmides”, observa Arecchi.
Quem são eles?
As maiores pirâmides egípcias são as dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, em Gizé. Confira quem foram eles


piramide 1
QUÉOPS: Reinou por volta de 2551 a.C. a 2528 a.C. e foi considerado um faraó cruel e impiedoso. É o responsável pela construção da maior pirâmide de Gizé.
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QUÉFREN: Construiu a segunda maior pirâmide de Gizé, a Pirâmide de Quéfren, a Esfínge de Gizé e um templo, que é o único exemplo de templo remanescente do período.
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MIQUERINOS: Reinou pouco tempo, por esse motivo não pôde concluir sua pirâmide. A Pirâmide de Miquerinos é a menor em tamanho e a terceira entre as mais famosas pirâmides do mundo antigo. Com a sua morte, a pirâmide foi terminada às pressas, e foi usado material de qualidade inferior.
De acordo com Davidovitis e com Arecchi, essa oposição de cultos também gerou um equívoco relacionado à origem da alquimia. “No Egito dos últimos faraós e na Alexandria quase só se falava grego. O que os egípcios chamavam ‘a matéria do corpo de deus’, significando pedra, foi traduzida pela expressão krysòs, cujo significado é ouro. Então, quando os conhecimentos sobre a construção do ‘corpo de deus’ começaram a ser transmitidos, os alquimistas acreditavam estar fazendo ouro, mas na realidade estavam produzindo o concreto”, comenta Arecchi.
Uma teoria que pode ser comprovada pela grande quantidade de vasos encontrados nas tumbas egípcias do primeiro período. “Os vasos foram confeccionados em materiais como cascalho, pedregulhos extraídos do leito de rios e microgrãos: pedras duríssimas, difíceis de serem trabalhadas até hoje. É muito mais provável que esses materiais tenham sido adicionados, implementando o aglomerado, para o qual foram utilizados vários tipos de silicatos hidratados de cobre, como o crisocola (similar à turquesa), minerais conhecidos e extraídos a partir do Sinai.”
Se a arquitetura egípcia se inspirava na natureza, resta o fato de não existir nenhuma grande forma piramidal natural. Na realidade, o tipo mais antigo e difuso de construção em pedra é um outro, o chamado sistema trilitico (mais conhecido como dólmen): três blocos, duas janelas verticais no solo (colunas) unidos por uma laje horizontal colocada acima delas (a arquitrave). Uma edificação aparentemente rudimentar: no entanto, provavelmente, era a parte visível de uma sepultura coletiva, originalmente cercada e coberta por um pequeno monte de terra.
“O conceito de casa pouco tem a ver com o dólmen trilitico, exceto pela inspiração de seu formato”, diz Arecchi. Segundo ele, algumas antigas habitações de apenas um piso térreo inspiram-se nos primitivos amontoados de pedras em círculo com um buraco. Em algumas cidades italianas, os exemplos são muitos: das construções em formato cônico da Sardenha (existem numerosos vestígios da Idade do Bronze na ilha, sendo os mais conhecidos asnuraghi – habitações circulares, por vezes cônicas, de pedra) às existentes na região de Puglia, como as de Alberobello, uma cidadezinha conhecida por um tipo de moradia muito peculiar: os trulli, espécie de casa de paredes arredondadas e teto cônico, feito de pedras encaixadas.
Essas construções conhecidas como “falsa cúpula” foram realizadas com a sucessiva sobreposição de círculos de pedra sempre muito pequenos. A construção nurághicatende a convergir em direção ao centro, enquanto a cúpula “empurra” todos os demais elementos para fora dela e por esta estrutura é sustentada. “Os conhecimentos para concretizar estes dois tipos de edificações eram muito diferentes, embora visualmente sejam bem parecidas”, conta Arecchi.
O caminho das pedras

pedra
A extração dos blocos Com o auxílio de cunhas de madeira e percursor (golpes) em pedra, as ranhuras eram feitas e, ampliando essas fraturas, obtinham-se os blocos.
pedra1
Por água… Por vezes, os monólitos eram transportados ao longo dos rios, presos no interior de jangadas.
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Ou por terra Em outras ocasiões, os blocos de pedra eram transportados em trilhas feitas de cilindros de madeira. Os rolos moviam-se arrastando os blocos de pedra.

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A força da alavanca Os monólitos ficavam enfileirados numa fossa escavada no terreno. Para erguê-los, eram empregados troncos. Os blocos de pedra eram amarrados nas toras, que funcionavam como alavancas.
O sistema trilitico dos arquitetos do neolítico é também a base do usado na construção da arquitrave: duas pilastras e, em vez da pedra horizontal, um arco composto de “concreto”, blocos de pedra talhada, inclinadas, e com o topo fechado (teto). Uma evolução possível para o uso da madeira. “A madeira é muito mais resistente do que a pedra, pelo menos na construção de um teto: de fato, os minerais são poucos flexíveis e têm baixíssima resistência às flexões”, prossegue o especialista.
“As primeiras construções de madeira, projetadas pelos povos que viviam em regiões úmidas e ricas em madeira, tais como as da Mesopotâmia, ainda tinham telhados planos, conceitualmente não diferente dos empregados nos dolmens”, diz Arecchi, observando que na evoluída Grécia já se tinha conhecimento de que para construir um templo de pedra era necessário inclinar os blocos de um modo que eles se sustentassem, ao menos em parte, por si só. Assim foram construídos as arquitraves e os frontões dos templos clássicos. “Os gregos entenderam a importância de posicionar colunas juntas para distribuir melhor o peso da construção no solo.”
A construção de um complexo megalítico demorava de 7 mil a 30 mil dias de trabalho
A aplicação mais surpreendente do sistema trilitico é Stonehenge (em inglês, pedra suspensa), em Wiltshire, na Inglaterra: um conjunto de blocos de pedras alternados com buracos no chão, realizado em fases sucessivas a partir de cerca de 3100 a.C. Seria deste período o aterro e o círculo de pedra que se encontram no interior deste complexo de megalíticos. “Stonehenge é interessante pela disposição das pedras, bem como pela técnica de construção, que possivelmente precedeu a utilização de aterros”, afirma Arecchi. “É provável que se trate de um relógio meteorológico-astronômico e que os marinheiros soubessem que os ventos estavam favoráveis para a navegação ou também que uma nova estação estava começando quando uma certa estrela aparecesse em uma determinada ‘porta’ de Stonehenge”, especula o especialista.
É preciso dizer que as pedras de Stonehenge como conhecemos hoje têm pouca relevância para a sua posição inicial: nos primeiros anos do século 9, muitas “portas” (grupos individuais de triliticos) foram restauradas. Na época, os pesados blocos foram suspensos com tornos mecânicos (funcionavam como uma espécie de guincho), que acabaram separando-os da sua localização original. Vale lembrar que a antiga construção já havia sido alterada durante a invasão do Exército Romano em 61 a.C. Apesar disso, de uma coisa ninguém duvida: o estaleiro de Stonehenge, de onde cada um dos blocos de quatro toneladas era transportado por centenas de quilômetros antes de ser erguido (ver pág. 48), foi o mais extraordinário de sua época.
No decorrer dos séculos, os enigmas tecnológicos da construção de Stonehenge e das pirâmides de Gizé deram origem a uma série infinita de lendas e crenças mágicas. “A arquitetura e magia seguem de mãos dadas desde o início, estando ligadas à transmissão de conhecimentos”, explica Arecchi. O “saber construir” sempre teve em si um componente mágico: se a realização do concreto foi provavelmente a origem da alquimia, as técnicas que permitiam erguer obras colossais, do Templo de Salomão às catedrais góticas, deveriam ter, para o seu tempo, algo de milagroso. A partir da Idade Média, foram as cooperativas de pedreiros que transmitiram o seu conhecimento (o “poder de construir” e todos os detalhes relacionados a ele). Mais tarde, essas corporações deram origem à maçonaria.
Os ingleses free masons (pedreiros “liberais”, autônomos) não eram mais do que os membros das cooperativas de construtores, que ensinavam aos seus membros os segredos de como erguer colunas de dezenas de metros, por exemplo. Conhecimento que muito pouco tem a ver com o esoterismo. Conforme explicam os especialistas do Centro de Estudos sobre as Novas Religiões de Turim (Cesnur, na sigla em italiano), o conceito dos mistérios maçônicos, que tanto fascina os ocultistas, pode derivar de um erro banal de tradução. De fato, na Idade Média, as organizações de pedreiros ingleses era indicada pelo termo misteres, provavelmente derivado do italianomestiere (ofício). Nas transcrições do século 6, a palavra passa a ser mystery(mistério), despertando o interesse de um número crescente de “aprendizes” mais interessados no ocultismo que no modo de construir uma arquitrave.
Martelo e Picão
As rochas calcárias eram extraídas com martelos de granito ou de pedra de silício.


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Fonte: Revista Planeta – http://www.terra.com.br/revistaplaneta/

Enigmas da Engenharia


Como as pirâmides foram erguidas? E Stonehenge? As hipóteses mais recentes tentam desvendar os segredos dos ousados "engenheiros e arquitetos" de antigas construções e templos

Por Por Fabíola Musarra , Infografia: Anderson Cattai


Megalomania As pirâmides de Miquerino, Quéops e Quéfren, em Gizé, perto do Cairo (Egito). Elas foram construídas em torno de 2500 a.C. e o resultado, dado o tempo, foi considerado quase um milagre.
Sinônimo de modernidade, luxo e elegância, Dubai e suas longas avenidas, edifícios contemporâneos e arquipélagos artificiais fascinam pela arquitetura futurista. Hoje, é possível construir complexas edificações em pleno deserto – a capital dos Emirados Árabes Unidos abriga inclusive a Torre de Dubai, o futuro prédio mais alto do mundo, previsto para ter quase 808 metros de altura e 162 andares, cujo projeto deve ser concluído ainda neste ano. Como nos audaciosos projetos de Dubai, atualmente avançados recursos e técnicas de engenharia permitem que blocos de pedras pesando toneladas possam ser suspensos e sobrepostos sobre outros, produzindo-se assim obras de quase mil metros de altura em poucos meses. Mas há cinco mil anos, sem conhecer as polias ou a utilização de ferramentas de metal e tendo à disposição só instrumentos de madeira e cordas, parece um empreendimento semelhante seria praticamente impossível.
A pirâmide de Quéops, na planície de Gizé, próximo do Cairo, no Egito, é diariamente admirada por milhares de turistas. Assim como também o são Stonehenge (Inglaterra), os templos gregos, as pirâmides maias e outros monumentos. Construções antiquíssimas que deixam os arqueólogos diante de um duplo mistério: o que envolve as funções desses monumentos e, outro, ainda mais intrigante, que diz respeito ao modo como eles foram construídos.
“Para os povos primitivos, construir esses monumentos foi, de algum modo, refazer com as mãos aquilo que a natureza tinha feito e, em seguida, adaptá-los às exigências de representação das religiões e mitos. Não foi por acaso que a maçonaria, anos mais tarde, foi fundada pela poderosa cooperativa de pedreiros”, explica Alberto Arecchi, arquiteto e estudioso da história da construção. Este raciocínio é também a chave para compreender a mais recente teoria sobre a realização das pirâmides egípcias.
Trabalho complexo para construir a tumba de Quéops foram necessários cinco mil operários especializados (não escravos). Segundo a hipótese de Jean-Pierre Houdin, eles usaram uma primeira rampa (1) para construir a Câmara do Rei (2) e uma rampa interna (3) que permitia que se construísse o resto. Ela começava na base e ía até o topo.
Antigo fascínio
embora tenham sido construídas em tempos remotíssimos, as pirâmides até hoje exercem enorme fascínio no homem. os motivos são muitos, desde o fato de elas terem resistido a tantos anos até a sua construção perfeita, sendo que entre os blocos de pedra não se consegue introduzir sequer uma folha de papel, tamanha a perfeição de sua sobreposição. Com mão de obra escrava, as pirâmides eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. muitas vezes, sua execução demorava mais de dez anos. Ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção de sua pirâmide, cuja função era abrigar e proteger o seu corpo mumificado e os seus pertences. Quanto maior fosse a pirâmide, maior o poder e glória do faraó. mas, depois que ela estivesse pronta, os seus construtores eram sacrificados, para que não revelassem o segredo que seu interior continha e, principalmente, as armadilhas que ali existiam para evitar o acesso de saqueadores ao túmulo e aos objetos lá guardados.
Segundo o arquiteto francês Jean-Pierre Houdin, a pirâmide de Quéops foi construída graças a uma rampa interna, que permitia que os operários trabalhassem em segurança e a uma temperatura suportável. A Grande Galeria (um túnel sem enfeites, mas com ranhuras singulares na parede) foi necessária para a construção da Câmara do Rei, no centro da pirâmide, servindo como base para a elevação de blocos de granito de 60 toneladas. Teoria apaixonante, apoiada numa complexa simulação no computador e em algumas anomalias nas medições da força da gravidade encontradas na pirâmide nos anos 80 que fizeram acreditar que ela continha os restos de uma rampa espiral.
A evolução das pirâmides
A mais antiga pirâmide em degraus do Egito, em Saqqara, foi concluída em 2620 a.C. pelo faraó Djoser, da terceira dinastia egípcia. Ela tinha quatro níveis e uma câmara mortuária subterrânea.

Em Dahshur, mais acima do Nilo a partir de Saqqara, fica a pirâmide do faraó Sneferu, da quarta dinastia. Sua forma inclinada se deve a uma mudança de curso dos trabalhos, pois os projetistas escolheram uma fundação fraca e a pirâmide começou a se inclinar quando já estava praticamente pronta. Para concluí-la e torná-la mais estável, os construtores reduziram o ângulo da parte superior e hoje ela é conhecida como a Pirâmide Inclinada (2565 a.C.). Insatisfeito com o resultado, Sneferu ordenou a construção de outra pirâmide em Dahshur. Os projetistas escolheram uma fundação melhor e fizeram essa pirâmide com a mesma altura da anterior, mas com uma base mais larga e um ângulo mais raso. A Pirâmide Vermelha foi concluída em 2560 a.C. • NOVEMBRO 2009 A Pirâmide Vermelha foi concluída em 2560 a.C.

Mas se esse foi o método empregado na construção das pirâmides, de onde vieram os blocos de pedra? Segundo o egiptólogo francês Joseph Davidovitis, um engenheiro especializado no estudo dos minerais do solo, o material usado para a fabricação dos blocos poderia ser uma espécie de “concreto”, obtido pelos os egípcios a partir de uma mistura de argamassa calcária, conchas e sódio (carbonato de sódio, que era também utilizado no processo de mumificação). Eles eram moldados dentro de uma “caixa” de madeira e teriam sido feitos no próprio local da construção da pirâmide. Em seguida, os grandes blocos eram içados por um complicado sistema de guinchos.
Essa hipótese inicialmente perturbou os egiptólogos, que a consideraram anti-histórica (a invenção “oficial” do concreto é atribuída aos romanos). Mas aqui entra em jogo a religião. No antigo Egito se venerava duas divindades opostas: Khnum e Amon. Segundo Arecchi, o primeiro era o deus da “pedra aglomerada” (que lembra o deus dos hebreus, capaz de criar o homem do barro), enquanto o segundo era o deus da “pedra esculpida”. Khnum era reverenciado por Quéops, que apoiava sua casta sacerdotal: a mesma casta que, cerca de 1.300 anos depois, praticamente foi substituída pelos sacerdotes do deus Amon, em consideração ao faraó Tutankhamon. “E, de fato, para ele não foi construída uma pirâmide, mas uma tumba esculpida em pedra no coração do Vale dos Reis, bastante diferente daquela erguida em torno de 2700 a.C. pelo arquiteto egípcio Imhotep, considerado o ‘inventor’ das pirâmides”, observa Arecchi.
O arquiteto da pirâmide de Djoser, Imhotep, foi divinizado pelos seus méritos como construtor
Quem são eles?
As maiores pirâmides egípcias são as dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, em Gizé. Confira quem foram eles:
QUÉOPS: Reinou por volta de 2551 a.C. a 2528 a.C. e foi considerado um faraó cruel e impiedoso. É o responsável pela construção da maior pirâmide de Gizé.
QUÉFREN: Construiu a segunda maior pirâmide de Gizé, a Pirâmide de Quéfren, a Esfínge de Gizé e um templo, que é o único exemplo de templo remanescente do período.


MIQUERINOS: Reinou pouco tempo, por esse motivo não pôde concluir sua pirâmide. A Pirâmide de Miquerinos é a menor em tamanho e a terceira entre as mais famosas pirâmides do mundo antigo. Com a sua morte, a pirâmide foi terminada às pressas, e foi usado material de qualidade inferior.

De acordo com Davidovitis e com Arecchi, essa oposição de cultos também gerou um equívoco relacionado à origem da alquimia. “No Egito dos últimos faraós e na Alexandria quase só se falava grego. O que os egípcios chamavam ‘a matéria do corpo de deus’, significando pedra, foi traduzida pela expressão krysòs, cujo significado é ouro. Então, quando os conhecimentos sobre a construção do ‘corpo de deus’ começaram a ser transmitidos, os alquimistas acreditavam estar fazendo ouro, mas na realidade estavam produzindo o concreto”, comenta Arecchi.
Uma teoria que pode ser comprovada pela grande quantidade de vasos encontrados nas tumbas egípcias do primeiro período. “Os vasos foram confeccionados em materiais como cascalho, pedregulhos extraídos do leito de rios e microgrãos: pedras duríssimas, difíceis de serem trabalhadas até hoje. É muito mais provável que esses materiais tenham sido adicionados, implementando o aglomerado, para o qual foram utilizados vários tipos de silicatos hidratados de cobre, como o crisocola (similar à turquesa), minerais conhecidos e extraídos a partir do Sinai.”
Se a arquitetura egípcia se inspirava na natureza, resta o fato de não existir nenhuma grande forma piramidal natural. Na realidade, o tipo mais antigo e difuso de construção em pedra é um outro, o chamado sistema trilitico (mais conhecido como dólmen): três blocos, duas janelas verticais no solo (colunas) unidos por uma laje horizontal colocada acima delas (a arquitrave). Uma edificação aparentemente rudimentar: no entanto, provavelmente, era a parte visível de uma sepultura coletiva, originalmente cercada e coberta por um pequeno monte de terra.
Tesouro Suspenso Stonehenge, em inglês, significa pedra suspensa, mas é bom lembrar que da antiga construção resta muito pouco.
O deus egípcio Khnum, venerado pelos antigos construtores.
“O conceito de casa pouco tem a ver com o dólmen trilitico, exceto pela inspiração de seu formato”, diz Arecchi. Segundo ele, algumas antigas habitações de apenas um piso térreo inspiram-se nos primitivos amontoados de pedras em círculo com um buraco. Em algumas cidades italianas, os exemplos são muitos: das construções em formato cônico da Sardenha (existem numerosos vestígios da Idade do Bronze na ilha, sendo os mais conhecidos as nuraghi – habitações circulares, por vezes cônicas, de pedra) às existentes na região de Puglia, como as de Alberobello, uma cidadezinha conhecida por um tipo de moradia muito peculiar: os trulli, espécie de casa de paredes arredondadas e teto cônico, feito de pedras encaixadas.
Essas construções conhecidas como “falsa cúpula” foram realizadas com a sucessiva sobreposição de círculos de pedra sempre muito pequenos. A construção nurághica tende a convergir em direção ao centro, enquanto a cúpula “empurra” todos os demais elementos para fora dela e por esta estrutura é sustentada. “Os conhecimentos para concretizar estes dois tipos de edificações eram muito diferentes, embora visualmente sejam bem parecidas”, conta Arecchi.
O caminho das pedras


A extração dos blocos Com o auxílio de cunhas de madeira e percursor (golpes) em pedra, as ranhuras eram feitas e, ampliando essas fraturas, obtinham-se os blocos.



Por água... Por vezes, os monólitos eram transportados ao longo dos rios, presos no interior de jangadas.


Ou por terra Em outras ocasiões, os blocos de pedra eram transportados em trilhas feitas de cilindros de madeira. Os rolos moviam-se arrastando os blocos de pedra.

A força da alavanca Os monólitos ficavam enfileirados numa fossa escavada no terreno. Para erguê-los, eram empregados troncos. Os blocos de pedra eram amarrados nas toras, que funcionavam como alavancas.




O sistema trilitico dos arquitetos do neolítico é também a base do usado na construção da arquitrave: duas pilastras e, em vez da pedra horizontal, um arco composto de “concreto”, blocos de pedra talhada, inclinadas, e com o topo fechado (teto). Uma evolução possível para o uso da madeira. “A madeira é muito mais resistente do que a pedra, pelo menos na construção de um teto: de fato, os minerais são poucos flexíveis e têm baixíssima resistência às flexões”, prossegue o especialista.
“As primeiras construções de madeira, projetadas pelos povos que viviam em regiões úmidas e ricas em madeira, tais como as da Mesopotâmia, ainda tinham telhados planos, conceitualmente não diferente dos empregados nos dolmens”, diz Arecchi, observando que na evoluída Grécia já se tinha conhecimento de que para construir um templo de pedra era necessário inclinar os blocos de um modo que eles se sustentassem, ao menos em parte, por si só. Assim foram construídos as arquitraves e os frontões dos templos clássicos. “Os gregos entenderam a importância de posicionar colunas juntas para distribuir melhor o peso da construção no solo.”
A construção de um complexo megalítico demorava de 7 mil a 30 mil dias de trabalho
Esquadro e compasso o símbolo da maçonaria, com os instrumentos da antiga cooperativa de pedreiros.
A aplicação mais surpreendente do sistema trilitico é Stonehenge (em inglês, pedra suspensa), em Wiltshire, na Inglaterra: um conjunto de blocos de pedras alternados com buracos no chão, realizado em fases sucessivas a partir de cerca de 3100 a.C. Seria deste período o aterro e o círculo de pedra que se encontram no interior deste complexo de megalíticos. “Stonehenge é interessante pela disposição das pedras, bem como pela técnica de construção, que possivelmente precedeu a utilização de aterros”, afirma Arecchi. “É provável que se trate de um relógio meteorológico-astronômico e que os marinheiros soubessem que os ventos estavam favoráveis para a navegação ou também que uma nova estação estava começando quando uma certa estrela aparecesse em uma determinada ‘porta’ de Stonehenge”, especula o especialista.
É preciso dizer que as pedras de Stonehenge como conhecemos hoje têm pouca relevância para a sua posição inicial: nos primeiros anos do século 9, muitas “portas” (grupos individuais de triliticos) foram restauradas. Na época, os pesados blocos foram suspensos com tornos mecânicos (funcionavam como uma espécie de guincho), que acabaram separando-os da sua localização original. Vale lembrar que a antiga construção já havia sido alterada durante a invasão do Exército Romano em 61 a.C. Apesar disso, de uma coisa ninguém duvida: o estaleiro de Stonehenge, de onde cada um dos blocos de quatro toneladas era transportado por centenas de quilômetros antes de ser erguido (ver pág. 48), foi o mais extraordinário de sua época.
No decorrer dos séculos, os enigmas tecnológicos da construção de Stonehenge e das pirâmides de Gizé deram origem a uma série infinita de lendas e crenças mágicas. “A arquitetura e magia seguem de mãos dadas desde o início, estando ligadas à transmissão de conhecimentos”, explica Arecchi. O “saber construir” sempre teve em si um componente mágico: se a realização do concreto foi provavelmente a origem da alquimia, as técnicas que permitiam erguer obras colossais, do Templo de Salomão às catedrais góticas, deveriam ter, para o seu tempo, algo de milagroso. A partir da Idade Média, foram as cooperativas de pedreiros que transmitiram o seu conhecimento (o “poder de construir” e todos os detalhes relacionados a ele). Mais tarde, essas corporações deram origem à maçonaria.
Os ingleses free masons (pedreiros “liberais”, autônomos) não eram mais do que os membros das cooperativas de construtores, que ensinavam aos seus membros os segredos de como erguer colunas de dezenas de metros, por exemplo. Conhecimento que muito pouco tem a ver com o esoterismo. Conforme explicam os especialistas do Centro de Estudos sobre as Novas Religiões de Turim (Cesnur, na sigla em italiano), o conceito dos mistérios maçônicos, que tanto fascina os ocultistas, pode derivar de um erro banal de tradução. De fato, na Idade Média, as organizações de pedreiros ingleses era indicada pelo termo misteres, provavelmente derivado do italiano mestiere (ofício). Nas transcrições do século 6, a palavra passa a ser mystery (mistério), despertando o interesse de um número crescente de “aprendizes” mais interessados no ocultismo que no modo de construir uma arquitrave.
As ferramentas usadas pelos “pedreiros” egípcios
Martelo e Picão
As rochas calcárias eram extraídas com martelos de granito ou de pedra de silício.

Enigmas


Realmente, o planeta Terra merece ser estudado profundamente. Os seus habitantes querem viajar a outros mundos quando ainda não conhecem o mundo em que vivem.
Por todo o planeta, se encontra inúmeros fatos, eventos, fenômenos, completamente ignorados pela ciência oficial. Não será demais recordar alguns acontecimentos que se verificam nos mares. Comecemos trazendo à lembrança certos fenômenos que ocorrem a algumas criaturas dos oceanos. Em agosto de 1917, foi vista em Cape Ann (Massachussets, Estados Unidos) uma serpente marinha que media 27 metros de comprimento. A Sociedade de Naturalistas de Boston a esteve observando detidamente. Lamentavelmente, nunca mais se voltou a vê-la por aquelas regiões, é óbvio.
O oceanógrafo dinamarquês Anton Brunn viu em um barco de arrastão a captura de um filhote de rã em estado de larva que media uns dois metros de tamanho. Se o tivessem deixado se desenvolver, de acordo com os estudos naturalistas, teria alcançado uns 22 metros. São geralmente criaturas desconhecidas, mas, como vivem? Como atuam? De onde se desenvolver? Por que existem?
Pensemos agora no famoso peixe azul que se considerava desaparecido. Se lhe chamou sempre de forma poética com um nome que nos lembra o canto, a poesia. Refiro-me a coleocanto; animal algo estranho que tem extremidades parecidas com as dos seres humanos. Vive especialmente no fundo do oceano Índico e existiu na Lemúria. Isso indica que ainda pelos dias atuais aquele peixe segue habitando a Lemúria. Vive nas profundezas oceânicas e rara vez sobe para a superfície. Inquestionavelmente, as profundezas do Oceano Índico são extraordinárias. Deixa-nos muito para pensar a existência de um animal antediluviano em pleno século XX. Por que nestes tempos? A que se deve?
Certa vez, encontrou-se os restos fossilizados de um coleocanto e calculou-se-lhe 18 milhões de anos de existência. O coleocanto era muito conhecido há 60 milhões de anos. É assombrosa a aparência do coleocanto. Chama a atenção que tenha as extremidades residuais desenvolvidas, isto é, membros parecidos com braços, mãos ou pés do ser humano. Ainda existe e está bem vivo. Criatura antediluviana nas décadas finais desse século? Que poderiam dizer os antropólogos materialistas sobre um animal assim? Qual seria seu conceito? Tudo isso nos convida para uma grande reflexão. Que diremos nós em verdade sobre o mosassauro ou sobre o ictiossauro dos tempos arcaicos, os quais ainda seguem vivendo nas profundezas terríveis do Pacífico? Que sabem sobre isso os homens da ciência profana? Absolutamente nada! Assim que, convém que sigamos explorando essas questões a fim de formarmos um conceito claro.
O caso das enguias resulta por certo muito especial. Algumas enguias procedentes da Europa e da América vão se encontrar no mar do Sargaços com o propósito de se reproduzirem. Porém, o interessante é que nunca voltam ao ponto de partida. Quem na verdade retorna são os filhos. Por que isso acontece? Por que os pais não voltam e sim os filhos? Como os antropólogos da falsa ciência poderiam explicar esses fenômenos? O que sabem sobre este particular? Estou seguro que eles ignoram completamente esses assuntos.
Estudemos o caso do atum, o qual em verdade merece muita reflexão. Os atuns saem do Brasil e se dirigem para a Escócia, depois aproximam-se da Europa e passam perto do Mediterrâneo, porém é raro o atum que viaja pelo Mediterrâneo. Que poderiam dizer sobre isso os homens da ciência? Por que as correntes migratórias do atum não entram no Mediterrâneo? Quem as dirige? Por que o fazem? Em que época os senhores da antropologia definiram esses eventos? Se eles pretendem ter a sabedoria do universo, por que não falam sobre isso em particular? Essa gente materialista não somente ignora, como ainda ignora que ignora. Isso é gravíssimo.
Há enormes calamares, monstros gigantescos dotados de grandes tentáculos, sobre os quais a ciência retardatária nunca falou nada. Pode-se calcular o tamanho desses calamares através dos esqueletos achados ocasionalmente. Marcas de tentáculos enormes foram encontrados no lombo das baleias. Sem qualquer dúvida, os tentáculos dos calamares succionam o pigmento da pele e deixam a marca que sugere titânicas lutas nas profundezas oceânicas.
Há peixes-lagartos ou ichthysaurus de origem desconhecida sobre os quais a pseudo-antropologia nunca fez comentários.
Continuando, falaremos também de outros fenômenos que são desconhecidos pelos ditos senhores. Sabemos que há rios no mar a centenas de metros de profundidade e que se deslocam em direções opostas. Por que o fazem? Por que um rio vizinho do outro tem seu curso em direção oposta e no mesmo oceano? Esses rios giram: os do norte da esquerda para a direita, como os ponteiro de um relógio visto de frente, e os do sul ao inverso. Porém, por que a corrente de Bengala não gira? Que se passa? Qual a explicação dada pela pseudosapiência? Por que ficam calados? Que podem nos dizer a respeito?
Frente à costa do Peru, a 1.500 metros de profundidade, pôde-se observar colunas talhadas entre edifícios. Foram obtidas magníficas fotografias. Fica assim demonstrada a existência da Lemúria, porém os tontos cientistas continuarão negando, negando e negando.
Há civilizações desaparecidas como a da ilha da Páscoa, onde ainda hoje existem monumentais estátuas, enormes cabeças humanas talhadas por mãos de titãs. A ciência materialista nunca disse nada, somente cala, cala, cala… Que diremos da Antártida? Não há dúvida que antes da revolução dos eixos da Terra existiram poderosas civilizações nos pólos sul e norte. Sem dúvida alguma, nos gelos da Antártida, estão os restos dessas antiguíssimas culturas. Chegará o dia em que a pá dos arqueólogos poderá desenterrá-los. Enquanto isso, a ciência não dá explicações.
Há ondas gigantescas em mares tranqüilos e serenos, ondas isoladas que não tem razão de ser. Refiro-me precisamente às ondas seiche. Qual a sua origem? Algum terremoto submarino? Como os senhores cientistas materialistas poderiam explicá-las? Que dizem os inimigos do eterno a respeito? Que hajam ondas em mares furiosos se aceita, mas que em um mar tranqüilo surja uma onda isolada, solitária, gigantesca e monstruosa, sem se saber o motivo, por que? Isso nunca teve explicação científica! No entanto, esses fatos ocorrem no oceano e os cientistas materialistas não podem explicar.
Na cordilheira submarina central do Atlântico, onde antes estivera o grande continente atlante, ocorrem ao redor de cem mil terremotos anuais….Recordem que terríveis terremotos e grandes maremotos acabaram com o continente atlante. Porém, ainda nos dias atuais, a submersa Atlântida segue tremendo.
Convém que reflitamos sobre todos estes temas, pois no fundo criam muita inquietação. A Terra é desconhecida pelos antropólogos materialistas. Na realidade, este mundo continua sendo um verdadeiro enigma para eles.
Há uma certa espécie de lagosta que se reúne em quantidades suficientes para constituírem uma migração. Elas descem pela plataforma continental seguindo para a planície abissal com rumo desconhecido. Que dizem sobre isso os supostos sábios? Quem explicações dão? Para onde se dirigem? Qual é a meta exatamente? Por que realizam semelhantes migrações? Enigmas que os ignorantes ilustrados não entendem!
A Terra não foi sempre como é agora. Sua fisionomia geológica mudou várias vezes. Se nós examinarmos os quatro mapas de Elliot Scott veremos que a Terra há um milhão de anos era completamente diferente. Esses quatro mapas geográficos merecem ser tidos em consideração. Eles se assemelham a quatro mapas que existem em algumas criptas subterrâneas da Ásia Central. Os sabichões da ciência materialista desconhecem tais mapas, pois são guardados secretamente com o propósito de conservá-los intactos, já que os senhores da antropologia estão sempre dispostos a alterar tudo com a finalidade de justificar suas tão cacarejadas teorias.
 
O primeiro mapa de Elliot Scott chama muito a atenção, resulta interessantíssimo. Nele se vê como era o mundo há uns oitocentos mil anos A.C. Naquela época, a região dos braquicéfalos da preclara antropologia ultramoderna não existia. Desde o estreito de Bering, passando pela Sibéria e Europa, até a França e Alemanha, a única coisa que havia era água. Nem a Sibéria nem a Europa tinham ainda aparecido do fundo do oceano. Da África, não havia senão a parte oriental porque o oeste e o sul permaneciam submersos nas embravecidas ondas do oceano. O pequeno continente que então existia na África oriental era conhecido com o nome de Grabonzi. A América do Sul estava no fundo das águas do oceano. Estados Unidos, Canadá e Alasca estavam submersos e, no entanto, o México existia.
Parece incrível que há oitocentos mil anos A. C. o México já existisse. Quando a Europa ainda não tinha aparecido, o México já existia. Quando a América do Sul ainda não tinha saído do fundo dos mares, o México já existia. Isso nos convida a compreender que nas entranhas da sagrada terra mexicana , tão antiga quanto o mundo, há tesouros arqueológicos e esotéricos que ainda não foram descobertos.
A Lemúria foi naquele tempo um gigantesco continente que se estendia pelo Pacífico e o cobria todo. Sua área que abrangia a Austrália, a Oceania e o Índico projetava-se por todo o Pacífico até estes lugares onde mais tarde brotaria a América do Sul. Quão monumental era a Lemúria! Que enorme!
A fisionomia do globo terrestre era completamente diferente há uns oitocentos mil anos A. C. A capital da Atlântida era Toyan, a cidade das sete portas de ouro maciço.
Dirão os antropólogos materialistas, que não vêem além de seus narizes: em que nos baseamos para poder falar sobre a grande capital? Quero dizer aos senhores que tanto trabalharam para tirar os valores eternos da humanidade e para precipita-la no caminho da involução que temos dados exatos. Podemos falar sobre a Atlântida com segurança. Há mapas que são conservados secretamente em criptas subterrâneas e que indicam onde estava Toyan, a capital atlante. Assim, pois, se falamos, o fazemos com conhecimento de causa. Se situamos a Lemúria e a Atlântida é porque foram continentes reais.
Toyan estava situada em um ângulo, no sudeste daquele grande país, frente á costa sudeste de uma franja de terra que se estendia claramente até o Loire, no Mediterrâneo, e leste da África e que por fim chegava até o sul da Ásia, a qual já existia. A Atlântida em si se projetava desde o Brasil até os Açores e desde a Nova Escócia diretamente por todo o oceano Atlântico.
A Atlântida cobria em sua totalidade ao oceano que leva seu nome. Era um grande país. Imaginem por um momento a Atlântida projetando-se até os Açores e Nova Escócia e descendo até onde hoje é o Brasil. Que enorme continente era! Estendia-se de norte a sul! Era grandioso! Afundou devido a grandes terremotos. Várias catástrofes foram necessárias para que a Atlântida desaparecesse definitivamente.
O cenário do mundo tem mudado. A fisionomia do globo terrestre não foi sempre a mesma e nele se desenvolveram as diferentes raças humanas. Precisamos estudar cuidadosamente a fisionomia do mundo dos antigos tempos e as diferentes alterações geológicas pelas quais passou. Apenas assim conseguiremos formar um conceito preciso sobre a origem do homem, de suas diversas culturas e de seus diversos processos evolutivos e involutivos. Mas, se ficarmos engarrafados nos preconceitos contemporâneos, não conseguiremos conhecer nada sobre a geologia, e muito menos sobre o desenvolvimento da raça humana.
É necessário inquirir, investigar e analisar…Há muitos enigmas sobre a superfície da Terra e muitos deles a ciência oficial nem os conhece. Como é possível que o ictiossauro ou monossauro, que pertenceu às épocas do plioceno, siga existindo em pleno século 20 nas profundezas do Pacífico?São enigmas que os insignes materialistas até agora nem puderam compreender, quanto mais decifrar.
Temos de conhecer os diferentes cenários do mundo. Temos de lançar luz às trevas. Uma vez que tenhamos posto os fundamentos científicos da antropologia gnóstica, revisaremos as antigas culturas. É indispensável saber como surgiram os pelasgos na Europa. É preciso conhecer as culturas arcaicas. É urgente saber algo sobre a civilização dos hiperbóreos etc. Porém, antes de tudo, há que se revisar as diferentes mudanças geológicas pelas quais passou a Terra.
Compreendemos que cada raça teve um cenário. Precisamos conhecer o ambiente, o clima, as condições que teve para viver, etc. Isto é indispensável!… Quando se diz que as culturas da América vieram do continente asiático através do estreito de Behring, está se afirmando uma espantosa falsidade porque os mapas antigos demonstram que o estreito de Behring, a Sibéria, o Canadá e os Estados Unidos não existiam.
Há 800 mil anos o México tinha uma população solene, maravilhosa, separada do Estreito de Behring pelos grandes oceanos. Assim é que a ciência materialista está falando do que não viu, do que não lhe consta. Enquanto que nós falamos tomando como base mapas como os de Elliot Scott e outros similares que se encontram nas criptas subterrâneas das cordilheiras do Himalaia na Ásia Central.
Os que afirmam que a raça humana chegou à América pelo estreito de Behring estão demonstrando uma grande ignorância, um desconhecimento total das antigas cartas geográficas. Com esse tipo de afirmações, os antropólogos materialistas estão enganando a opinião pública e abusando da inteligência dos leitores.
Nós, repito, somos amantes da investigação científica e da análise exata. Não nos permitimos ao luxo de aceitar teorias materialistas. Não somos tão tontos a ponto de deixar que nos enganem como suposições fundamentadas em falsos utopismos. Temos cartas geográficas e estamos seguros que os leitores desta obra compreenderão bem a nossa posição e compreenderão ainda melhor depois que as entregarmos ao mundo.

Quais os principais enigmas da Ilha de Páscoa?


por José Augusto Lemos
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Um pedacinho de terra chilena em plena Polinésia, essa ilhota de 24 quilômetros de comprimento por 12 quilômetros de largura sempre fascinou místicos e esotéricos de todo o planeta. Motivos para isso não faltam, a começar por seu formato triangular, com uma cratera vulcânica em cada ponta. Sua estrela principal, porém, são os moais, aquelas famosas esculturas de pedra erigidas para cultuar antepassados que haviam se destacado como reis, guerreiros ou sacerdotes. A civilização que os esculpiu viveu seu auge entre 1400 e 1600, deixando cerca de 900 moais espalhados pela ilha
DE ONDE ELES VIERAM
Acredita-se que os ancestrais dos pascoenses foram os mesmos que criaram os veleiros chamados até hoje de catamarãs e partiram da Indonésia, por volta de 8000 a.C., para povoar todo o Pacífico Sul. Demoraram 9 mil anos para alcançar os extremos da Polinésia: Páscoa, Nova Zelândia e Havaí. Em 1947, o norueguês Thor Heyerdahl ficou famoso tentando provar que os pascoenses eram originários do Peru, fazendo o trajeto contrário em uma canoa de junco. Mas hoje estudos genéticos indicam que eles vieram mesmo do Oriente, pela rota acima
O RITUAL DO HOMEM-PÁSSARO
Desenhos estranhos de figuras com cabeça de pássaro são vistos em rochas na beirada da cratera de Rano Kau. O local era centro do ritual do Homem-Pássaro, no qual os melhores guerreiros de cada tribo pulavam penhasco abaixo, para nadar até três ilhotas onde um pássaro migratório fazia seu ninho. O primeiro a voltar com um ovo dessa ave era declarado homem-pássaro e sua tribo governava a ilha durante um ano
UM PORTO FEITO DE PEDRAS
O centro arqueológico mais importante da ilha é formado por três altares de moais. Ali estão também os restos de um porto, com uma rampa toda pavimentada de pedra, usada para lançar canoas e catamarãs ao mar. Nas escavações surgiram ainda as fundações de várias casinhas de pedra, que eram a principal moradia dos pascoenses, junto com as cavernas da ilha
AHU AKIVI
O primeiro altar de moais a ser restaurado, ainda nos anos 60, é o único no interior da ilha, e também o único que fica de frente para o mar
CRATERA DE RANO RARAKU
Nas encostas desta cratera eram esculpidos todos os moais. Lá estão, ainda, mais de 300 deles, muitos incompletos, encravados na pedreira
AHU NAU NAU
O altar de moais junto à praia de Anakena tem algumas das estátuas mais bem conservadas da ilha, com excelente definição dos traços faciais, de braços, mãos e abdome
AHU TONGARIKI
O maior de todos os altares da ilha, com 200 m de extensão e 15 moais. Foi destruído por um maremoto em 1960 e restaurado 30 anos depois
ESTÁ ESCRITO. SÓ NÃO SE SABE O QUÊ
Não eram só os egípcios que tinham hieróglifos. Os pascoenses usavam um sistema parecido: o rongo-rongo, a única linguagem escrita de toda a Polinésia gravada em tabletes de madeira. Até hoje ninguém conseguiu decifrar o que esses símbolos querem dizer
CILINDRO CAPILAR
Parece um chapéu, mas representa o cabelo amarrado em coque, como usavam os pascoenses de antigamente. O adereço, chamado pukao era esculpido em uma cratera só de rocha avermelhada
A BASE DO CULTO
A plataforma em que eram erguidos os moais, chamada ahu, servia de altar no culto aos antepassados. Há sinais de que era usada também como crematório
E assim caminhavam as estátuas... Arqueologia já tem resposta para o maior mistério pascoense 1. Todos os moais eram esculpidos na cratera do vulcão Rano Raraku, diretamente em suas encostas de cinza vulcânica, uma rocha mais maleável e fácil de esculpir, porém menos resistente. Depois de prontos, acredita-se que eram colocados em pé a fim de serem preparados para o transporte, uma das operações mais delicadas
2. O maior mistério da ilha sempre foi como os moais eram transportados para os altares na costa, a até 10 quilômetros de distância. A teoria mais aceita foi demonstrada pela arqueóloga Jo Anne Van Tilburg, prendendo as estátuas em forquilhas de troncos de árvore e cordas de fibra vegetal
3. O último retoque era a colocação do pukao, o chapeuzinho representando os cabelos, que coroava o moai. A estátua era, então, finalmente erguida sobre a plataforma-altar, com a ajuda de pedras empilhadas