Tradução: Caminho Alternativo

Membros
da expedição de “Prometheus” explorando uma estrutura do satélite
LV-223. Da esquerda para a direita, o arqueólogo Charlie, a arqueóloga
Elizabeth e o android David. (Imagem cortesía de Scot Free Productions)
Por Alain Brain
Embora pareça surpreendente, o argumento do filme “Prometheus”
poderia estar inspirado nas investigações de Zecharia Sitchin que
sustenta que seres extraterrestres chamados Anunnaki foram os criadores
da vida na Terra. (Alerta: Se você ainda não viu o filme e pretende
vê-lo, recomendamos que pare por aqui e que não continue lendo este
artigo porque revelaremos alguns detalhes do argumento e poderíamos
estragar a sua ida ao cinema.)
Como veremos neste artigo, as declarações de Ridley Scott, diretor do
filme, deixam claro que o argumento de “Prometheus” está inspirado nas
teorías que sustentam que foram os extraterrestres os que criaran ou
semearam a vida na Terra e inclusive relacionam a Jesús com os
alienígenas.

A nave “Prometheus”, batizada com esse nome em homenagem ao mito grego do mesmo nome. (Imagem cortesía de Scot Free Productions)
A ideia por trás do filme é que, há milhares de anos, uma raça de
seres extraterrestres introduziu no planeta Terra uma série de
componentes genéticos com o objetivo de desenvolver vida inteligente.
Logo, estes seres abandonaram o planeta rumo a um novo destino. No ano
2093, um grupo de arqueólogos terrestres basándo-se em algumas
representações artísticas das culturas antigas conseguiram decifrar que
constelação espacial e sistema planetário poderiam ter ido estes seres e
decidem ir buscá-los.
Não é difícil perceber que a ideia de que algumas representações
artísticas das culturas antigas parecem ser um mapa estelar está
inspirada nas investigações de Zecharia Sitchin sobre os sumérios e seus
deuses, os Anunnaki. Especificamente, a ideia poderia estar inspirada
na análise que Zecharia Sitchin faz do cilindro-selo sumério VA-243 que
podemos apreciar abaixo. ( Se desejar ler mais sobre este selo clique aqui)

Cilindro-selo
sumério VA-243 que, segundo Zecharia Sitchin, mostra a existência e
localização do planeta Nibiru, do qual teriam vindo os deuses sumérios
conhecidos como os Anunnaki.
Dentro das investigações de Zecharia Sitchin, encontramos algo ainda
mais parecido a um mapa estelar: o famoso planisfério K8538. Segundo
Sitchin, este planisfério é um mapa que mostra a rota que seguiram as
naves Anunnaki para chegar ao planeta Terra. (Se desejar ler mais sobre
este planisfério clique aqui)

Detalhe
de um dos segmentos do disco neo-asirio K8538. Na parte superior
podemos ver a tradução de Zecharia Sitchin e na parte inferior o
segmento original.
Quando a arqueóloga Elizabeth Shaw explica à tripulação da nave
“Prometheus” que o mapa estelar se encontra repetido nas representações
artísticas de várias das culturas da antiguidade, uma das imágens
apresentadas como evidência é um cilindro-selo sumério, onde se lê
claramente: “Assentamento inicial sumério, baixo Eridu” (ver imagem
abaixo). Eridu não é um nome inventado pelos produtores do filme
“Prometheus”. Eridu é o nome de uma das cidades mais antiguas do mundo,
localizada no sul da Mesopotâmia e construída ao redor de 5,400 a.C.
Segundo um documento denominado a “Lista suméria de reis”, Eridu foi a
primeira cidade no mundo. A primeira linha deste documento diz: “Quando o reinado desceu dos céus, o reinado se estabeleceu em Eridu.”

Ao
fundo aprecia a cena em que Elizabeth Shaw mostra os “mapas estelares”
das culturas antigas. À direita uma representação claramente inspirada
na cultura suméria. Abaixo direita, se lê “early Sumerian settlement
lower Eridu” (“Assentamento inicial sumério, baixo Eridu”) (Imagem
cortesia de Scot Free Productions)
Nessa mesma reunião, entre a arqueóloga Elizabeth Shaw e a tripulação
da nave “Prometheus” se mostra outra imagem com rasgos que poderão
qualificar-se como sumérios que inclui o que parece ser uma
representação do Deus Sol Shamash.

Nesta
imagem podemos ver outra representação com traços sumérios, ou em todo
caso, com traços que pertenecem às culturas que se desenvolveram na
Mesopotâmia. (Imagem cortesia de Scot Free Productions)
Ainda há mais conexões sumérias.
Um dos momentos mais impactantes do filme é quando os exploradores
descobrem uma cabeça gigante esculpida numa das paredes do que parece
ser um templo. A escritura que adorna a cabeça é muito parecida à
escritura cuneiforme suméria (ver imagem abaixo).

Comparação
entre uma tábua suméria com escritura cuneiforme (abaixo) e a escritura
encontrada na cabeça gigante (acima). (Imagen cortesía de Scot Free
Productions)
A escritura que os exploradores encontram nas paredes da estrutura
extraterrestre também é muito parecida à escritura cuneiforme suméria
(ver imagem abaixo).

As
paredes da estrutura extraterrestre que a equipe de “Prometheus”
encontra no satélite LV-223 estão escritas no que parece ser escritura
cuneiforme. (Imagem cortesía de Scot Free Productions)
Por último, o android David percebe que a única forma de ativar a
nave extraterrestre é tocando uma melodia numa pequena flauta (ver
imagem abaixo). Embora muitas das culturas antigas tivessem um certo
conhecimento musical, a cultura suméria é a primeira que desenvolveu um
sistema de notação musical chegando a compôr algumas melodias para
vários instrumentos.

O
android David antes de utilizar a flauta (círculo vermelho) para ativar
a nave extraterrestre. (Imagem cortesia de Scot Free Productions)
Estamos perante uma versão cinematográfica dos Anunnaki?
O argumento do filme “Prometheus” incluiu vários elementos sumérios
que nos indicam que aqueles que escreveram o enredo conheciam as teorías
sobre os Anunnaki e o planeta Nibiru. O fato de que a palavra Anunnaki
não seja mencionada pode ser uma questão de tempo, já que poderiam
mencionar na segunda parte, ou então os roteiristas tenham decidido se
referir aos Anunnaki indiretamente. Em todo caso, não temos certeza de
que os “engenheiros” são os Anunnaki porque a história ainda não foi
desenvolvida o suficiente.
Vale ressaltar que se Hollywood colocou esta ideia na tela dos
cinemas é porque cada vez mais existem mais pessoas que duvidam da
história oficial ou a que nos contaram. O mesmo Ridley Scott confirmou
que o filme está inspirado nas teorías que sustentam que as civilizações
antigas foram visitadas por seres que chegaram do espaço:
A NASA e o Vaticano estão de acordo em que é quase
matemáticamente impossível que estemos onde estamos agora sem ter
recebido uma pequena ajuda no caminho. Isso é o que contemplamos no
filme, contemplamos algumas das ideias de Erich Von Daniken sobre nossas
orígens. Um de seus livros mais famosos foi “Carros dos deuses”. Todos
pensavam que estava louco porque afirmava que a humanidade era a criação
dos deuses. Se você se remontar ao século XIX, no tempo de Darwin, e se
contemplar as ideias de Darwin, a tese darwiniana, que parece muito
lógica, logo você vai além e olha mais matemáticamente para a
viabilidade de que estemos sentados aqui, estou falando com você e tenho
esta coisa (levanta seu celular) que parece saida de “Viagem nas
estrelas”. Há trinta anos você não imaginaria que esta coisa poderia
existir.

Ridley
Scott, o diretor do filme “Prometheus” fez uma série de controversas
declarações sobre as orígens da espécie humana. (Imagem cortesia de Scot
Free Productions)
Não é necessário muito esforço para perceber que se Ridley Scott faz
uma afirmação como a anterior, onde envolve o Vaticano e a NASA, possui
os estúdios cinematográficos apoiando o que diz. Ou seja, têm a
permissão dos estúdios para dizer isto. Em Hollywood muito dinheiro
circula e um comentário desafortunado do diretor de um filme pode gerar
recusa no público e converter o filme num fracasso de bilheteria. Os
filmes são antes de tudo grandes negócios e ninguém está disposto a
perder dinheiro porque o diretor começou a falar besteiras.
Então, para os empresários de Hollywood, a ideia de que fomos criados
por extraterrestres possui uma ótima acolhida no público e por isso não
existe o temor de que comentários como os de Ridley Scott prejudiquem o
êxito do filme “Prometheus”.
Sigamos com as declarações de Ridley Scott:
As coisas mudaran tão dramáticamente que podemos começar a
contemplar a ideia de que toda nossa história pode estar errada. Agora
existe uma mudança de atitude por parte da NASA, a igreja e inclusive
Stephen Hawking. Nos últimos trinta anos, temos passado de ‘é muito
improvável que exista alguém mais em nossa galáxia’ a admitir que
provávelmente existem milhares de formas diferentes de vida em nossa
galáxia. Acredito que Hawking disse ‘esperemos que não nos visitem’ e
creio que a igreja também admitiu que não seria contra a palavra de Deus
aceitar que existem outras formas de vida nesta galáxia. Quém nos
ajudou? Quém tomou as decisões corretas? Quém esteve empurrando e
trabalhando para nos ajustar? Essa é uma pergunta justa.

O
android David consegue ativar o controle de voo da nave extraterrestre e
percebe que estava programada para dirigir-se à Terra. O que sustenta
em suas mãos é uma representação holográfica da Terra. (Imagem cortesia
de Scot Free Productions)
Um dos aspectos do filme que mais a relaciona con a ideia de que os
extraterrestres foram os que semearam a vida na Terra é a primeira cena.
Nela aparece um destes seres extraterrestres, denominados como os
“engenheiros” pelos arqueólogos terrestres, de pé à beira de uma grande
catarata. O “engenheiro” abre uma pequena caixa, bebe um líquido e
começa a desintegrar-se. Seus restos caem na catarata.
Segundo Ridley Scott, este é um ritual através do qual os
“engenheiros” semeiam a vida nos planetas que viajam, o líquido faz com
que seu corpo se desintegre e se una à matéria orgânica do planeta, anos
depois esta substância gerará vida:
A sequência no início do filme é fundamentalmente
criação. É uma doação, no sentido que o peso e a construção do DNA
destes extraterrestres está além do que podemos imaginar. Pode ser
qualquer lugar, ou qualquer planeta. Tudo o que está fazendo (o
engenheiro) é atuando como um jardineiro no espaço. A planta é a vida,
de fato, é a desintegração de si mesmo.

Imagem
extraída da sequência onde o “engenheiro” se desintegra e cai na
catarata depois de beber um estranho líquido. (Imagem cortesia de Scot
Free Productions)
A ideia de que um organismo extraterrestre poderia ter chegado à
Terra para semear a vida foi explorada pelo Prêmio Nobel de Medicina e
co-descobridor do DNA, Francis Crick, sob o nome de Panspermia.
O problema é que no filme percebemos que os “engenheiros” pensavam
destruir a humanidade. Enquanto a expedição da nave Prometheus explora o
planeta dos “engenheiros”, o android David descobre que estes seres
extraterrestres pensavam regressar ao planeta Terra (ao redor do ano 93
d.C.) equipados com uma letal arma biológica. A pergunta que muitos
fazem é; por que estes seres queriam nos destruir se foram eles os que
nos criaram? A resposta a possui o diretor Ridley Scott:
Se olhar o cenário de nossos antepassados, há momentos em
que que parecia que estávamos fora de controle, correndo com saias e
armaduras, me refiro é claro ao Império Romano, e lhes foi permitido
fazê-lo por quase mil anos, e você pode dizer, ‘enviemos a um de nossos
emissários para ver se é possível deter isto’. E adivinhe, o
crucificaram.

Esta
imagem pertence à sequência inicial do filme mas não foi incluida no
corte final. Nesta podemos ver que antes de que o “engenheiro” beba o
líquido que o desintegrará ocorre um ritual onde participam outros de
sua espécie. (Imagem cortesia de Scot Free Productions)
Ficou claro, para Ridley Scott e companhia, Jesus foi um
extraterrestre. Foi um dos “engenheiros” enviados à Terra para nos
ensinar o caminho e nós, tão civilizadamente, não tivemos melhor ideia
que crucificá-lo.
Se os “engenheiros” são ou não são os Anunnaki ou se Jesús foi também um Anunnaki não é o mais importante.
Para todos os que não estão de acordo ou não estão satisfeitos com a
história como nos contaram, o filme “Prometheus” é um pequeno triunfo
que nos indica que cada vez mais pessoas estão duidando da versão
convencional da história do mundo antigo. É um grande passo adiante que o
filme “Prometheus” se adere abertamente à teoria que sustenta que a
vida na Terra foi criada por seres extraterrestres e que, ademais, apoie
indiretamente a ideia de que os sumérios provávelmente tiveram contato
com civilizações extraterrestres.
“Prometheus” nos leva às perguntas transcendentais da vida mas desde
uma perspectiva que não está encadeada a nenhum dos paradigmas de turno.
Ridley Scott assegura que a continuação de “Prometheus”, se for feita,
tratará de responder a essas perguntas:

Outra sequência da cena inicial que não foi incluída no corte final do filme. (Imagem cortesia de Scot Free Productions)
“Prometheus” nos leva às perguntas trascendentais da vida mas desde
uma perspectiva que não está encadeada a nenhum dos paradigmas de turno.
Ridley Scott assegura que a continuação de “Prometheus”, se for feita,
tratará de responder a essas perguntas:
Bom, desde o início, eu estava trabalhando com uma
premisa que me levava a uma continuação. Realmente não quero conhecer
Deus na primeira parte. Quero deixar aberto a Elizabeth Shaw quando diz
‘Não quero voltar ao lugar de onde eu vim, quero ir ao lugar de onde
eles vieram’ .
Quém nos criou? Por que estamos aqui? Ou, quém é Deus? São reflexões
que nos presenteia “Prometheus” se conseguirmos olhar além dos efeitos
visuais, as explosões e as acrobacias de ação.
O robô David interpretou uma melodia numa pequena flauta e conseguiu
ativar a nave dos “engenheiros”, Os Divulgadores temos a esperança que a
melodia que ouvirão a continuação tenha o mesmo efeito em suas mentes.
Esta melodia pertence ao ano 1,400 a.C. e foi encontrada escrita em
tábuas de barro na antiga cidade Síria de Ugarit. Seu nome é “Hino Hurriano Nº 6″ e é a composição musical escrita mais antiga que conhecemos.