sexta-feira, 13 de junho de 2014

O pacto entre duas almas para viver um relacionamento amoroso no mundo material

by rudyrafael
Os relacionamentos amorosos firmados no mundo espiritual foram ignorantemente romantizados pelos seres humanos a ponto de serem vendidos como uma mera satisfação da busca pessoal pela felicidade efêmera e egoísta. Em relação aos relacionamentos amorosos firmados no mundo espiritual as pessoas coisa alguma conseguem enxergar em tais relações além de um servir da espiritualidade para satisfazer seus anseios pessoais por felicidade. As pessoas que chegam a acreditar que possa haver um relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual acreditam que tais relacionamentos existem apenas para lhes fazer felizes e desta forma percebe-se de imediato quando uma pessoa não possui um relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual. O relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual é para quem tem relação com a espiritualidade - é a espiritualidade que trabalha no sentido de firmar tal relacionamento – e uma pessoa que vive apenas para ser feliz não tem relação com a espiritualidade, pois o caminho da espiritualidade não é um caminho de busca pela felicidade, tampouco pela satisfação dos sentidos - conduta na qual as pessoas percebem-se como felizes ao darem-se por fisicamente satisfeitas -.
Como vive uma pessoa no mundo material expressa como ela vive no mundo espiritual. A felicidade para as pessoas é a mera busca pela satisfação dos sentidos, por isso acreditam que encontraram um Amor de vidas passadas ou que possuem um relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual meramente quando encontram alguém por quem possuem atração física e com quem conseguem ter uma relação sexual satisfatória. O princípio que empregam é tão insignificante quanto o próprio nível de evolução espiritual da humanidade: a relação sexual é satisfatória, logo, há um Amor de vidas passadas ou um relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual. A satisfação física através da relação sexual é imensuravelmente efêmera em comparação à eternidade do espírito e cada árvore dá o seu fruto. Apesar disso, as pessoas realmente acreditam que um relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual, forjado na eternidade, se evidencia meramente pela efemeridade da satisfação física através da relação sexual. Ressalta-se a ignorância ao não perceber que algo forjado no espírito não poderia limitar-se à efemeridade da matéria. Fica evidente que a mera relação sexual satisfatória não tem a ver com os relacionamentos maiores.
O Amor de vidas passadas e os relacionamentos amorosos firmados no mundo espiritual foram associados à mera busca pela felicidade efêmera e egoísta porque as pessoas são efêmeras e egoístas, a felicidade que buscam é efêmera e egoísta e os relacionamentos amorosos que vivem são fundados na efemeridade e no egoísmo. O decreto de que um relacionamento amoroso é um relacionamento maior meramente porque as pessoas satisfazem-se sexualmente é a prova da efemeridade e do egoísmo que consomem as pessoas, pois vivem a efemeridade e o egoísmo até mesmo em seus relacionamentos. A satisfação física através da relação sexual é efêmera, pois além de o prazer alcançado ser de tempo insignificante – ainda mais porque o corpo logo envelhece e logo irá se decompor - em comparação às eras pelas quais passam as almas, ela diz respeito somente à pessoa envolvida e isso não tem relação alguma com a espiritualidade. As pessoas podem achar que relacionamentos amorosos existam apenas para que um sirva para o outro alcançar a satisfação física, mas para a espiritualidade a função do relacionamento amoroso é outra. A espiritualidade não vai trabalhar na união de duas almas apenas para que estas vivam para transar.
No que diz respeito aos relacionamentos amorosos ilustra-se o egoísmo quando uma pessoa acredita que seu relacionamento sirva apenas para que ela mesma seja feliz, quando ela vê na pessoa com quem ela se relaciona a chave para a sua felicidade para que ela viva plenamente feliz no mundo material – através da satisfação dos sentidos físicos – e no mundo emocional – em todo o conforto que possa haver no campo emocional -. É através desse egoísmo que os relacionamentos amorosos perderam o sentido e as pessoas transmutaram a entidade familiar em mera ocasião de coabitação sexual. Todos os relacionamentos amorosos dos humanos são fundados no egoísmo. As pessoas querem alguém para transar, alguém para lhes confortar emocionalmente, alguém para lhes afastar da solidão, alguém para lhes servir de companhia naquilo que gostam de fazer por entretenimento, alguém para lhes suprir financeiramente, alguém para escravizar emocional ou intelectualmente, alguém para exibir aos outros e alguém para tudo aquilo que possa servir ao seu Eu Exterior e quando encontram alguém assim acreditam que estão felizes e por acreditarem que estão felizes acreditam que estão vivendo um relacionamento maior.
O simples fato de um casal não querer ter filhos já mostra seu egoísmo, pois vive uma relação meramente para satisfazer o seu Eu Exterior sem qualquer vontade de doar-se para alguém ao criar algo novo – a vida de um novo ser humano -. Pessoas acreditam que podem construir através de seus relacionamentos algo que acreditam ser importante, como patrimônio, fama, sucesso, status, prestígio, poder e tudo aquilo que não tem importância. Duas almas não fazem um pacto no mundo espiritual para viver um relacionamento amoroso no mundo material para construir patrimônio, ter fama, sucesso, status, prestígio, poder e coisas que não têm importância, mas pactos são feitos apenas para a geração de uma nova vida na Terra. Existem seres encarnados como humanos que não podem se reproduzir com reles humanos – assim como não se reproduzem humanos com répteis – e assim fazem um pacto no mundo espiritual para viver um relacionamento amoroso no mundo material para que possam se reproduzir. Existem também seres mais evoluídos espiritualmente que para encarnar na Terra precisam vir através de seres também mais evoluídos espiritualmente e que reúnam as condições necessárias para gerá-los.
A espiritualidade é caminho de sentido. Viver um relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual é viver a espiritualidade e viver a espiritualidade é viver com verdadeiro e real sentido em tudo, inclusive nos próprios relacionamentos amorosos. Uma pessoa envolvida com a espiritualidade não irá viver um relacionamento sem propósito e não há propósito quando não há futuro. Aquele homem e aquela mulher que no primeiro momento se apresentam como boas pessoas para o ficar podem não ser um bom namorado e uma boa namorada. Aquele bom namorado e aquela boa namorada podem não ser um bom noivo e uma boa noiva. Aquele bom noivo e aquela boa noiva podem não ser um bom marido e uma boa mulher. Aquele bom marido e aquela boa mulher podem não ser um bom pai e uma boa mãe. Aquele bom pai e aquela boa mãe podem não ser um bom avô e uma boa avó e, ao fim de tudo, aquele bom relacionamento pode ser essencial e integralmente infértil. Todo relacionamento amoroso firmado no mundo espiritual passa pelo caminho do casamento e da reprodução; portanto, não há motivação para um homem e uma mulher continuarem um relacionamento quando já sabem que não irão casar e não irão querer ter filhos.
Difere do relacionamento amoroso estabelecido na espiritualidade com o escopo kármico o pacto entre duas almas para viver um relacionamento amoroso no mundo material. Tratando-se de karma o relacionamento pode ser estabelecido pelas entidades superiores de forma que acaba sendo efetivamente imposto ao casal; o que por si já expressa o nível de involução espiritual das almas em tela, pois se tivessem alcançando bom nível de evolução não teriam lições impostas. O pacto é por livre iniciativa das almas e já indica um nível de evolução espiritual maior, pois as almas tiveram o livre arbítrio de escolher o próprio relacionamento que viveriam na matéria. Existem almas que escolhem e almas que não escolhem como viver no mundo material e, obviamente, aquelas são mais evoluídas espiritualmente que estas. Como os pactos dizem respeito a almas mais evoluídas estas naturalmente expressarão este maior nível de evolução espiritual e maior relação com a espiritualidade em suas vidas na Terra. Sendo assim, não há que se falar neste tipo de pacto quando as pessoas em questão não têm qualquer relação com o trabalho da espiritualidade e a espiritualidade na Terra. Relacionamentos espirituais são para pessoas espiritualizadas.
Além da efemeridade e do egoísmo que consomem as pessoas e que consequentemente reflete em seus relacionamentos há também o fator do vazio existencial que também lhes consome. Assim como cachorros vivem apenas para satisfazer suas necessidades fisiológicas básicas os humanos vivem apenas para satisfazer seus sentidos físicos. Em razão disto que as pessoas pensam que encontraram o amor de suas vidas ao encontrarem um companheiro para lhes acompanhar em viagens, em eventos culturais, festas e demais banalidades, como se a espiritualidade fosse mover suas forças para satisfazer a necessidade de uma pessoa de ter alguém para viajar, ir em eventos culturais, festas e lhe acompanhar nas demais banalidades pelas quais orienta a sua vida. Se o pacto entre duas almas para viver um relacionamento amoroso no mundo material foi feito no mundo espiritual ele diz respeito a seres mais evoluídos espiritualmente, é regido pela espiritualidade e é óbvio que tal relacionamento servirá à própria espiritualidade. O homem e a mulher não se unirão amorosamente apenas para viver viajando, indo em eventos culturais e festas e para viver as demais banalidades da vida, eles necessariamente trabalharão com a espiritualidade e se unirão para isto.
O casamento e a geração de filhos estão no caminho de todas as pessoas verdadeiramente ligadas à espiritualidade. Se uma pessoa não consegue compreender a importância do casamento e da geração de uma vida ela não está inserida no plano da espiritualidade. A espiritualidade não une um homem e uma mulher apenas para viverem transando, se divertindo e construindo patrimônio. Espiritualmente o casamento é absolutamente indissolúvel e a geração de uma vida une um casal até o fim de sua encarnação. As duas condições que comprometem amorosamente a encarnação de uma pessoa são o casamento e a geração de uma vida. Quem já casou e/ou já teve um filho com alguém estará ligado à essa pessoa até a morte. Fica claro então que não existe um pacto firmado na espiritualidade para viver um relacionamento amoroso no mundo material com uma pessoa que já casou e/ou já teve filho com outra, pois estas duas condições – casamento e geração de uma vida - comprovam que essa pessoa não estava destinada a viver algo com uma terceira pessoa, pois se estivesse não teria casado e/ou tido filho com outra. Tais situações apenas não fazem diferença para as pessoas que não estão ligadas ao trabalho da espiritualidade na Terra.
O pacto entre duas almas para viver um relacionamento amoroso no mundo material durará até o fim da vida de uma delas e também em razão disto – pois o casal também saberá da importância do casamento no mundo espiritual - que há a questão do casamento, pois o casamento deixa claro que o casal deverá permanecer junto até que a morte os separe. Quando há tal pacto entre duas almas não há a possibilidade de que uma delas possa seguir um caminho distinto (com outra pessoa), pois por mais que ela tente apenas colherá sofrimento e o sofrimento virá por ela não estar cumprindo aquilo que se propôs a cumprir (sua própria consciência irá lhe cobrar). Quando uma pessoa possui um pacto de alma com outra pessoa ela sabe que aquela pessoa não conseguirá viver com outra e que sem ela ela viverá e morrerá sozinha, assim como ela sabe que ela é a única pessoa com quem ela poderá viver. O Amor entre as duas almas, que também motivou o pacto, e a consciência de que o pacto vincula a vida amorosa no mundo material por toda a encarnação desencadearão o sentimento vivido no mundo material em razão do pacto: o de querer casar com a pessoa para estar com ela até a morte para que ela não se sinta sozinha.

domingo, 18 de maio de 2014

Você se acha evoluído? Então veja 4 provas que mostram o contrário



Fonte da imagem: Shutterstock Você se acha evoluído? Então veja 4 provas que mostram o contrário
Nós, seres humanos, criaturas pensantes e senhores de todo o planeta, acreditamos que nos encontramos no ápice do progresso evolutivo, não é mesmo? Contudo, apesar de nos acharmos tão incríveis, contamos com um corpo repleto de pequenas imperfeições. Isso porque a evolução leva o seu tempo, e nem sempre o resultado é impecável. Quer ver quatro exemplos — reunidos pelo pessoal do site POPSCI — de defeitinhos evolutivos?

1 – Sistema imunológico

Pixabay Fonte: Pixabay
Você já reparou na quantidade de alergias e doenças autoimunes que os seres humanos desenvolveram nos últimos tempos? Uma das causas disso pode ser o fato de que as infecções por parasitas deixaram de ser tão comuns como eram no passado. Nossos antepassados conviviam com esses organismos, e a falta deles pode ser uma das razões de o nosso sistema imunológico reagir tão violentamente quando entramos em contato com coisas inofensivas.

2 – Metabolismo

ShutterstockFonte: Shutterstock
Nos primórdios de nossa história evolutiva, os alimentos ricos em calorias eram de extrema importância para a nossa sobrevivência, já que a abundância não era muito grande. Contudo, atualmente vivemos em uma era na qual as coisas são muito diferentes e o que não faltam são comidas pra lá de “gordas” que estão contribuindo para aumentar a epidemia de obesidade que está se espalhando pelo mundo.
O problema é que o nosso metabolismo não conseguiu acompanhar esse enriquecimento calórico do cardápio humano. Aliás, considerando que os humanos levaram 9 mil anos desde que as primeiras civilizações começaram a domesticar o gado — e a consumir derivados de leite — para que 90% dessa população conseguisse finalmente digerir a lactose, parece que ainda teremos que esperar um bom tempo até que o nosso metabolismo se torne ultraeficiente.

3 – Pelve

Reprodução/Wikipédia “O Nascimento de Vênus”, Sandro Botticelli - Fonte: Reprodução/Wikipédia
A pelve feminina é quase estreita demais para permitir o nascimento de bebês com cabecinhas tão grandes como a dos humanos, e é por isso que as complicações durante os partos são tão comuns. Por outro lado, se a pelve fosse mais larga do que ela é, caminhar em postura ereta seria muito complicado.
Contudo, por sorte, a evolução nos equipou com “ferramentas” sociais e culturais para amenizar os problemas relacionados com partos, como o surgimento de parteiras e maternidades repletas de atendentes especializados.

4 – Pés

PixabayFonte: Pixabay
Você alguma vez acabou com o tornozelo torcido depois de cair com um dos pés meio torto? Pois essa lesão supercomum é culpa da evolução! No início da nossa história evolutiva, os pés e tornozelos dos nossos antepassados eram compostos por diversos ossos pequeninos que tornavam esses membros mais flexíveis e os transformavam em verdadeiras ferramentas para escalar árvores.
Contudo, essas pecinhas todas também oferecem inúmeras oportunidades para que torções e rompimentos aconteçam. Isso sem falar na forma como os ossos da canela — ou tíbias — e os tornozelos estão orientados para permitir nossa locomoção, tornando a “aterrissagem” na lateral dos pés pouco segura para nós, humanos desequipados.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Tomás de Aquino (são)


Tomás de Aquino (são), nasceu em Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7mar1274, foi um padre dominicano, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica. Tomás nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por meio de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico. O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar, a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia; isto teria sido um caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.

Aos cinco anos, Tomás começou sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois que o conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade) criada recentemente por Frederico II em Nápoles. Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos que influenciariam sua filosofia teológica. Foi igualmente durante seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço ativo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos. Nesta época seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia. Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e em Paris se tornou discípulo de Santo Alberto Magno que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por este tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido." Foi mestre na Universidade de Paris no reinado de Luís IX de França. Morreu, com 49 anos, na Abadia de Fossanova, quando se dirigia para Lião a fim de participar do Concílio de Lião, a pedido do Papa. Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles. Em suas "duas summae", sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles. A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma teoria do conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.

Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.

"A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência". Tomás de Aquino concluiu que a descoberta da verdade ia além do que é visível. Antigos filósofos acreditavam que era verdade somente o que poderia ser visto. Aquino já questiona que a verdade era todas as coisas porque todas são reais, visíveis ou invisíveis, exemplificando: uma pedra que está no fundo do oceano não deixa de ser uma pedra real e verdadeira só porque não pode ser vista. Aquino concorda e aprimora Agostinho de Hipona quando diz que "A verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é". A verdade está nas coisas e no intelecto e ambas convergem junto com o ser. O "não-ser" não pode ser verdade até o intelecto o tornar conhecida, ou seja, isso é apreendido através da razão". Aquino chega a conclusão que só se pode conhecer a verdade se você conhece o que é o ser.

A verdade é uma virtude como diz Aristóteles, porém o bem é posterior a verdade. Isso porque a verdade está mais próximo do ser, mais intimamente e o que o sujeito ser do bem depende do intelecto, "racionalmente a verdade é anterior". Exemplificando: o intelecto apreende o ser em si; depois, a definição do ser, por último a apetência do ser. Ou seja, primeiramente a noção do ser; depois, a construção da verdade, por fim, o bem.

Sobre a eternidade da verdade ele, Tomás, discorda em partes com Agostinho. Para Agostinho a verdade é definitiva. Imutável. Já para Aquino, a verdade é a consequência de fatos causados no passado. Então na supressão desses fatos à verdade deixa de existir. O exemplo que Tomás de Aquino traz é o seguinte: A frase "Sócrates está sentado" é a verdade. Seja por uma matéria, uma observação ou analise, mas ele está sentado. Ao se levantar, ficando de pé, ele deixa de estar sentado. Alterando a verdade para a segunda opção, mudando a primeira. Contudo, ambos concordam que na verdade divina a verdade por não ter sido criada, já que Deus sempre existiu, não pode ser desfeita no passado e então é imutável.

Segundo Tomás de Aquino, a ética consiste em agir de acordo com a natureza racional. Todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência e tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem moral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal.

Há uma Lei Divina, revelada por Deus aos homens, que consiste nos Dez Mandamentos. Há uma Lei Eterna, que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo e uma Lei Natural, que é conceituada como a participação da Lei Eterna na criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua natureza racional.

A Lei Positiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena de se tornar uma lei injusta; não há a obrigação de obedecer à lei injusta (este é o fundamento objetivo e racional da verdadeira objecção de consciência).

A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu - suum cuique tribuere - e classifica-se como comutativa, distributiva e legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente.

Partindo de um conceito aristotélico, Aquino desenvolveu uma concepção hilemórfica do ser humano, definindo o ser humano como uma unidade formada por dois elementos distintos: a matéria primeira (potencialidade) e a forma substancial (o princípio realizador). Esses dois princípios se unem na realidade do corpo e da alma no ser humano. Ninguém pode existir na ausência desses dois elementos. A concepção hilemórfica é coerente com a crença segundo a qual Jesus Cristo, como salvador de toda a humanidade, é ao mesmo tempo plenamente humano e plenamente divino. Seu poder salvador está diretamente relacionado com a unidade, no homem ou na mulher, do corpo e da alma. Para Aquino, o conceito hilemórfico do homem implica a hominização posterior, que ele professava firmemente. Uma vez que corpo e alma se unem para formar um ser humano, não pode existir alma humana em corpo que ainda não é plenamente humano.

O feto em desenvolvimento não tem a forma substancial da pessoa humana. Tomás de Aquino aceitou a ideia aristotélica de que primeiro o feto é dotado de uma alma vegetativa, depois, de uma alma animal, em seguida, quando o corpo já se desenvolveu, de uma alma racional. Cada uma dessas "almas" é integrada à alma que a sucede até que ocorra, enfim, a união definitiva alma-corpo.

Conforme as próprias palavras de Aquino:
"Anima igitur vegetabilis, quae primo inest, cum embryo vivit vita plantae, corrumpitur, et succedit anima perfectior, quae est nutritiva et sensitiva simul, et tunc embryo vivit vita animalis; hac autem corrupta, succedit anima rationalis ab extrinseco immissa (…) cum anima uniatur corpori ut forma, non unitur nisi corpori cuius est proprie actus. Est autem anima actus corporis organici". Em inglês: "The vegetative soul therefore, which is first in the embryo, while it lives the life of a plant, is destroyed, and there succeeds a more perfect soul, which is at one nutrient and sentient, and for that time the embryo lives the life of an animal: upon the destruction of this, there succeeds the rational soul, infused from without (…) For since the soul is united with the body as a form, it is only united with that body of which it is properly the actualisation. Now the soul is the actualisation of an organised body".

Em português: "A alma vegetativa, que vem primeiro, quando o embrião vive como uma planta, corrompe-se e é sucedida por uma alma mais perfeita, que é ao mesmo tempo nutritiva e sensitiva, quando o embrião vive uma vida animal; quando ela se corrompe, é sucedida pela alma racional induzida do exterior (…) Já que a alma se une ao corpo como sua forma, ela não se une a um corpo que não seja aquele do qual ela é propriamente o ato. A alma é agora o ato de um corpo orgânico".

Cronologia
1225 - Tomás de Aquino nasce no castelo de Roccasecca.
1226 - Morte de Francisco de Assis.
1230 - Tomás inicia seus estudos na Abadia de Montecassino.
1240 - Alberto magno começa a ensinar em Paris e a comentar Aristóteles.
1241 - Morte do papa Gregório IX
1244 - Fundação da Universidade de Roma. Tomás entra para a Ordem dos Dominicanos.
1245 - Estuda em Paris até 1248, sob a orientação de Alberto Magno.
1248 - Alberto Magno funda, em Colônia, uma faculdade de teologia. Tomás continua seus estudos em Colônia até 1259.
1252 - Leciona em Paris até 1259.
1257 - Robert de Sorbon funda um colégio na Universidade de Paris.
1259 - Escreve o Comentário sobre as sentenças e a Suma contra os gentios. Leciona na Itália, até 1268, em Agnani, Orvieto, Roma e Viterbo.
1261 - Início do pontificado de Urbano IV.
1265 - Clemente IV ascende ao trono papal. Nasce Dante Alighieri. Tomás redige a Suma Teológica, até 1273.
1266 - (?) Nasce Duns Scot.
1268 - Morte de Clemente IV. Interregno pontifical.
1269 - Ensina em Paris até 1272.
1271 - Eleição de Gregório X.
1274 - Tomás falece a 7 de março, em Fossanova.
1323 - É canonizado pelo papa João XXII.

Adão e Eva - a Teoria da Evolução


Alguns teólogos tem procurado conciliar a história de Adão e Eva com a Teoria da Evolução. Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que logrou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou-nos uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China. Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito. O Padre Ariel Álvarez Valdez sustenta que trata-se de uma parábola composta por um catequista hebreu, a quem os estudiosos chamam de “yahvista”, escrita no século X AC, que não pretendia dar uma explicação científica sobre a origem do homem, mas sim fornecer uma interpretação religiosa, e elegeu esta narração na qual cada um dos detalhes tem uma mensagem religiosa, segundo a mentalidade daquela época. John F. Haught, filósofo americano criador do conceito de Teologia evolucionista, diz que "o retrato da vida proposto por Darwin constitui um convite para que ampliemos e aprofundemos nossa percepção do divino. A compreensão de Deus que muitos e muitas de nós adquirimos em nossa formação religiosa inicial não é grande o suficiente para incorporar a biologia e a cosmologia evolucionistas contemporâneas. Além disso, o benigno designer [projetista] divino da teologia natural tradicional não leva em consideração, como o próprio Darwin observou, os acidentes, a aleatoriedade e o patente desperdício presentes no processo da vida”, e que “Uma teologia da evolução, por outro lado, percebe todas as características perturbadoras contidas na explicação evolucionista da vida”, sobre as idéias de Richard Dawkins, Haught declara que: “A crítica da crença teísta feita por Dawkins se equipara, ponto por ponto, ao fundamentalismo que ele está tentando eliminar”. Ilia Delio, teóloga americana, sustenta que a teologia pode “tirar proveito” das aquisições de uma ciência que vê na “mutação” o núcleo essencial da matéria. Link para arquivos digitais com teorias e PROJETOS EVOLUTIVOS: http://www.4shared.com/office/5MeJ6Isd/Grafeno_Material_do_futuro.html Grafeno Material do futuro.pps [URL=http://www.4shared.com/office/5MeJ6Isd/Grafeno_Material_do_futuro.html]Grafeno Material do futuro.pps[/URL] http://www.4shared.com/office/NdRVpLLO/Proyecto_Matriz_-_Pedro_Pozas_.html Proyecto Matriz - Pedro Pozas Terrados.pps [URL=http://www.4shared.com/office/NdRVpLLO/Proyecto_Matriz_-_Pedro_Pozas_.html]Proyecto Matriz - Pedro Pozas Terrados.pps[/URL] O Rabino Nilton Bonder sustenta que: "a Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá a interação entre criatura e Criador". Em 1858, a vida de Darwin parecia esta se desmoronando. Sua revolucionaria teoria da evolução é contestada, enquanto seus filhos estão doentes. Com a sua carreira ameaçada e sua vida pessoal em crise, é sua esposa Emma, uma pianista clássica que estudou com Chopin, que o ajuda a perceber que o que ele chamou de mistério da vida é afinal o mistério e a verdade escondida dentre milhares de anos.

mundo é normal




Se o mundo é normal para quê ser anormal? Todas as coisas rolam como se o mundo se tratasse de uma montanha. Somos apenas pedras, á espera da derrocada. O mundo é normal, porquê ser anormal? Se todos são algo, alguns orgulham-se de não o ser. Se todos são alguém, alguns orgulham-se de nunca o terem sido. Se o mundo é redondo, e descendemos de macacos, alguns orgulham-se de o contradizer. E tudo progride, tudo segue, e nós continuamos uma pedra á espera dessa longa derrocada.
Tudo tem uma lógica. Qualquer pessoa procura justificar-se das suas atitudes. Procura dizer, de uma maneira lógica ou ilógica, a razão das suas atitudes. E a verdade é que nem tudo tem razão de ser. O mundo é de facto normal, nós é que teimamos em torná-lo anormal. Porque gostamos da diferença, da dificuldade, da lição de moral depois de cometermos o erro. Criamos e evoluímos. E o mundo torna-se menos normal.
Ninguém gosta de ser normal. Talvez gostem os velhos do Restelo, teimando que o bom seria manter o passado. Pois aí, talvez fossemos todos normais. Talvez se todos conservássemos o passado. Se a evolução estagnasse talvez deixássemos de tentar ser diferentes. A diferença provém do comum. E hoje, hoje o mundo é uma aldeia global. Ou pelo menos luta para o ser. E se o mundo se irá tornar num globo todo igual, então aí explodiremos as nossas diferenças, ai seremos todos menos como somos hoje. Aí, iremos seguir aqueles que consideramos diferentes.
Hoje, está em voga ser diferente. Esquecer a normalidade e tomar uma posição: ser diferente. Mas diferente do quê? Daquilo que querem que sejamos, ou igual àqueles que consideras diferentes? E são eles diferentes do quê? De ti? Procuramos sobressair. Procuramos fazer-nos notar. Fazer-nos ouvir. E damos connosco a ser quem nunca gostaríamos de ter sido. E apenas o somos, para sermos diferentes. O mundo é normal, lutamos pela sua diferença. E enquanto uns lutam para se imortalizar, outros lutam por quem nada tem. Enquanto uns criam para tornar a nossa vida diferente outros trabalham para manter tudo em pé. Enquanto uns vendem o corpo outros curam quem está doente. O mundo está cheio de diferenças. E contudo é normal. Porquê lutarmos pelas nossas diferenças? Somos todos dignos da vida. Mas apenas alguns têm direito a vive-la.

A ORIGEM DOS 7 PECADOS


A palavra pecado  (hhatá,em hebraico ,hamartáno ,em grego,significa errar; em Latim,virou peccátu),significa qualquer desobediência á vontade de Deus,embora o Todo Poderoso,que eu saiba,veio a  tocar neste assunto com ninguém e quem disser que ouviu alguma coisa deve estar,certamente, apossado do pecado do orgulho.

Hoje,eles são classificados mais como vícios, pois,a palavra pecado está em desuso,mesmo porque não existe pecado ao Sul do Equador,onde nós estamos,geograficamente,graças a Deus.
Eles são velhos como o mundo,sempre existiram em religiões  cujas origens se perdem no tempo,mas, o catolicismo,que nasceu para explorar a culpa,listou esses sete pecados para tornar o ser humano mais submisso, controlar os instintos básicos do ser humano ,sem se importar que isso trouxesse depressão ou até levasse alguém á loucura,como realmente aconteceu muitas vezes,até entre os santos da Santa Madre.   Vivemos em eterna “mea culpa” ,ou como dizia aquela música tudo que é bom é proibido ou engorda.
O que os gregos tratavam como problema de saúde – as depressões ,as alucinações ,o maelstrom,o estresse, a Igreja transformou em vícios cabeludos ,passíveis de confissão e penitência,pois,assim,saberia de todos os pensamentos,palavras e obras de seus seguidores.
Mas,como havia muito pecador e poucos padres para ouvi-lo e perdoá-lo ,a Igreja criou os pecados veniais,os levinhos, aqueles que não dão inferno e os capitais (de caput,cabeça),merecedores de condenação eterna.
Assim,a  gula,a avareza,a luxúria,a ira,a inveja,a preguiça e a soberba(orgulho ou vaidade) seriam severamente punidos.
Gula

Preguiça

Luxúria
Avareza

Ira
Inveja
Orgulho

Em 1589,Peter Binsfeld comparou cada pecado a seu demônio correspondente; assim Asmodeus,seria o demônio da luxúria,Belzebu,o da gula,Mammon,o da avareza,ganância,Belfeghor,    o da preguiça.Azazel,o da ira,Leviatã,o da inveja e Lúcifer,o belo anjo decaído,o do orgulho.
Pois é,esses sujeitinhos aparecem milenarmente entre nós ,apesar de todas as posições contrárias dos religiosos em geral e dos fanáticos,em particular.
Ainda haveremos, neste blog  de ,falar muito de pecados,assim ,quando cometermos algum,pelo menos seremos PHD no assunto e seremos pecadores acadêmicos,gente muito importante,não sabe o senhor e devotos de Lúcifer.
Vão pecando aqui lhes dou indulgências plenárias e este espaço estará sempre aberto para vocês.

domingo, 11 de maio de 2014

O que a Espiritualidade aprendeu e o que a humanidade não aprendeu com a Atlântida


by rudyrafael
A história da Atlântida sempre servirá como lição tanto à humanidade quanto à Espiritualidade. Ao mesmo tempo em que a Atlântida serve de exemplo de como uma civilização deve viver no plano material também serve de exemplo de como não deve. Ambas as situações dizem respeito à humanidade em seu nível coletivo, pois o estágio em que a Atlântida chegou a nível civilizacional dizia mais respeito ao coletivo do que ao indivíduo. Naquilo que a Atlântida serve como exemplo de como a humanidade deve viver no plano material tem-se o seu auge como civilização - aquilo que poder-se-ia chamar de a era dourada de Atlântida -, enquanto que aquilo que a Atlântida serve como exemplo de como a humanidade não deve viver no plano material tem-se a sua queda. Ao tratar sobre Atlântida os primeiros pontos a serem observados sempre serão estes: o que deu certo e o que deu errado. Pessoas dizem que é preciso errar para aprender e dizer isto é um erro, pois não é necessário errar para aprender; é possível aprender com os erros dos outros. Assim como as boas coisas servem de exemplo do que fazer as coisas ruins servem de exemplo do que não se deve fazer. A humanidade não precisa cometer novamente os mesmos erros que cometeu na Atlântida.
Aquilo que a Atlântida serve como exemplo de como a humanidade deve viver no plano material diz respeito à consciência coletiva da unidade entre o mundo material e o mundo espiritual. O povo atlante possuía um desenvolvimento espiritual maior do que o homem atual porque vivia uma unidade maior entre o mundo material e o mundo espiritual e é este o princípio do desenvolvimento mediúnico. No mundo atual, principalmente nos meios que dizem trabalhar a espiritualidade, existe o ensinamento nefasto de que existem dois mundos – o material e o espiritual – e cada pessoa deve ter consciência desta divisão e viver duas vidas distintas, uma para a matéria com as coisas da matéria e uma para o espírito com as coisas do espírito. Começa aí o erro que estagna a evolução espiritual das pessoas e é por isto que estas pessoas e seus discípulos não possuem desenvolvimento espiritual algum. A lição real da Espiritualidade, aquilo que chamam de “despertar”, é a vivência da unidade entre o mundo material e o espiritual, entre o Eu Exterior e o Eu Interior. O mundo material não precisa ser distinto do mundo espiritual e cabe a quem realmente se importa com este planeta e com a Espiritualidade conectar os dois mundos.
O auge da Atlântida, aquilo que a faz ser um modelo para a humanidade, é justamente o modo como os atlantes viviam. Para os atlantes a separação entre os dois mundos era consideravelmente menor do que é para os humanos atuais. Os atlantes não viviam o mundo material e buscavam o mundo espiritual em seu tempo livre, os atlantes buscavam viver a união com a espiritualidade no plano material e por isto se desenvolveram. Foi através da consciência da necessidade de viver o mundo espiritual no mundo material que os atlantes tinham a espiritualidade como meio de vida e assim desenvolveram suas faculdades psíquicas. Foi através da vivência de uma vida na matéria orientada pela vida no espírito que os atlantes adquiriram conhecimentos que os tornaram científica e tecnologicamente superiores aos humanos atuais. Entretanto, por mais que os atlantes tivessem um desenvolvimento científico e tecnológico superior ao da humanidade atual tal desenvolvimento não se compara ao desenvolvimento de outras civilizações extraterrestres. A Atlântida é considerada modelo de desenvolvimento espiritual para a humanidade porque o nível de desenvolvimento espiritual da humanidade é baixo.
A evolução é uma lei natural. Tudo que existe evolui, inclusive a Espiritualidade. Os espíritos de alta hierarquia também evoluem e também aprendem com seus erros, até mesmo os gestores de planetas, de sistemas e de galáxias. Com a Terra não foi diferente em relação à Atlântida. A Atlântida recebeu muito desenvolvimento científico e tecnológico da Espiritualidade por viver uma vida na matéria mais una à vida no espírito e isto acabaria por não ser bem aproveitado pelos atlantes. Os atlantes usaram o desenvolvimento científico e tecnológico que receberam da Espiritualidade para guerrear e colocaram em risco a existência do planeta Terra. A humanidade atual não possui ciência ou tecnologia capaz de destruir o planeta por completo. Não existe “arma”, “botão vermelho” ou qualquer coisa capaz de explodir o planeta Terra e isto jamais voltará a existir. Os atlantes colocaram em risco o plano da Espiritualidade relacionado ao planeta Terra com sua ciência e tecnologia – conhecimentos recebidos da própria Espiritualidade – e quase destruíram, literalmente, tudo. Os atlantes tinham desenvolvimento para destruir o planeta Terra inteiro e isto poderia ter ocorrido, sendo que a própria Espiritualidade teria dado poder para tal.
Com o ocorrido em Atlântida a Espiritualidade aprendeu que o homem não pode ter desenvolvimento científico e tecnológico que possa colocar em risco o plano da Espiritualidade para o planeta Terra. A Espiritualidade jamais irá permitir que a humanidade possua novamente desenvolvimento que possa destruir literalmente o planeta, como uma bomba capaz de explodir a Terra inteira. Além do relacionado à Atlântida outros conhecimentos científicos e tecnológicos também são guardados pela Espiritualidade. Existem desenvolvimentos que a humanidade atual não possui porque a Espiritualidade não permite que a humanidade receba, pois se recebesse usaria aquilo para um mal extremo. Os desafios fazem parte da vida e servem como lições, mas a Terra é um local para espíritos evoluírem e a vida deve ser viável para que cada espírito possa viver para evoluir. Uma coisa é um espírito vivenciar a pobreza, a doença e a aflição, outra é existir alguém que possa explodir o planeta inteiro por sua vontade. Os bilhões de espíritos que habitam a Terra, encarnados ou desencarnados, precisam poder viver para poder evoluir e se existir o risco de alguém destruir a Terra inteira através de certo conhecimento este conhecimento não será dado à humanidade.
Neste sentido a Espiritualidade não permitirá que a humanidade tenha um conhecimento que mesmo que a princípio seja utilizado para o bem possa ser desvirtuado e utilizado para o mal. Se um conhecimento científico ou tecnológico puder ser utilizado para o maior dos bens para a humanidade mas ao mesmo tempo puder ser utilizado para a sua extinção, tal conhecimento não será acessado pelo homem. O desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade não depende só dela e de sua inteligência, mas da autorização da Espiritualidade. A Espiritualidade aprendeu que não pode permitir que o homem tenha determinados conhecimentos que possam colocar em risco o planeta e a civilização como um todo. É ignorância acreditar que a  Terra possa ter um desenvolvimento científico e tecnológico equiparado ao das civilizações extraterrestres mais desenvolvidas sem que antes tenha um desenvolvimento moral e ético que assegure que tais conhecimentos não serão utilizados para o mal de forma a comprometer a função da Terra no Universo. Os atlantes quase destruíram o planeta Terra com suas armas atômicas e se não fosse a intervenção da Providência Divina não apenas a Atlântida teria sido extinta como todo o planeta.
A Espiritualidade aprendeu com a Atlântida, mas a humanidade não. O Amor e o respeito a Deus é o Amor e o respeito à forma como ele faz as coisas. É amar e respeitar os processos da vida, da morte, da alimentação e da reprodução. A imortalidade física não existe porque Deus quer que assim seja. O homem precisa de alimentos para se nutrir porque Deus quer que assim seja. O homem precisa nascer e morrer porque Deus quer que assim seja. A vida é gerada da união entre um homem e uma mulher porque Deus quer que assim seja. Quanto mais próximo de Deus mais se compreende que não há o que se fazer a não ser submeter-se ao seu poder supremo e aceitar a forma como ele faz e quer as coisas. A união entre um homem e uma mulher é o processo pelo qual o Supremo Arquiteto do Universo delegou à humanidade o poder de gerar a vida e isto não está sendo respeitado pela humanidade. A vida humana é gerada através da união entre o masculino e o feminino, que na união dos dois polos – positivo e negativo - faz surgir o triângulo, a forma geométrica mais perfeita do Universo. Deus quis que a vida humana surgisse da conjunção carnal entre um homem e uma mulher e isto não está sendo respeitado pela humanidade.
A humanidade equiparou o sagrado ato da geração da vida através do sagrado ato da conjunção carnal entre um homem e uma mulher que se amam com a fabricação da vida em laboratórios através do desenvolvimento científico e tecnológico. A humanidade não vê diferença entre uma criança ser gerada através da conjunção carnal entre um homem e uma mulher que se amam e ser fabricada em um laboratório e este foi o erro dos atlantes. Os atlantes se voltaram contra Deus indo de encontro à natureza e às leis divinas. Pelo poder do desenvolvimento científico e tecnológico que receberam os atlantes pensaram que poderiam tudo; pensaram que poderiam criar o tipo de vida que quisessem da forma que quisessem e sem qualquer respeito à forma como Deus faz as coisas. A ciência e a tecnologia devem ser usadas a favor do cumprimento das leis cósmicas, não como substituição ou revogação de tais leis. A ciência e a tecnologia devem ser usadas para fazer nascer uma criança cujos pais que se amam tentaram da forma natural e não conseguiram, não para fabricar crianças para pessoas que possuem as condições naturais para gerar uma criança e escolheram não fazer.
Deus é perfeito em seus processos. Se Deus quis que a vida surgisse da união entre um homem e uma mulher é porque Deus quis que um homem e uma mulher se unissem. Gerar uma vida é um ato de Amor, não de satisfação de consumo. Uma vida humana não é algo para se mandar fazer em um laboratório assim como se manda fazer um móvel sob medida. A vida humana é a terceira ponta do triângulo, é a manifestação do Amor entre um homem e uma mulher que em sua unidade não conseguiu outra forma de expressar este Amor que não a geração de uma vida. A vida humana é a materialização do Amor entre um homem e uma mulher, quando o Amor entre o casal adquiriu tamanha força no mundo espiritual que não houve como aquilo não se manifestar no mundo material e a forma como isto veio a se manifestar é através de uma vida. É na geração de uma vida que um homem e uma mulher podem olhar um para o outro e ver que possuem algo em comum e que veio dos dois. Se uma pessoa não quer respeitar os meios pelos quais Deus quis que certos fins fossem alcançados então não deve querer tais fins. A Vida é a manifestação do Amor de Deus pela humanidade e a vida de uma criança deve ser a manifestação do Amor entre um homem e uma mulher.
Por mais que a Atlântida sirva de norte para aquilo que se entende como uma civilização vivendo em harmonia com as leis cósmicas, na Lemúria houve um desenvolvimento espiritual maior. Foram os lemurianos que viveram a simplicidade da vida aliada ao desenvolvimento espiritual acentuado e à união maior ao mundo espiritual. Os lemurianos não colocaram em risco a vida na Terra como os atlantes colocaram. Os atlantes acharam que não necessitariam prestar contas de suas ações ao Supremo Arquiteto do Universo; acharam que poderiam fazer o que quisessem com a vida humana e isto não poderia continuar. O preço que a humanidade pagou por ter feito o que fez na Atlântida foi o de ter desenvolvimento científico e tecnológico inacessível enquanto não tiver desenvolvimento moral e ético para bem utilizá-lo, como um pai que vai aumentando a mesada do filho aos poucos na medida em que este se mostra responsável pelo uso do que recebe. Os maiores pecados da humanidade na Atlântida foram os cometidos contra a vida humana e a humanidade está a cada vez mais a cometer o mesmo erro. Quando a vida humana começa a perder o sentido as coisas começam a perder o sentido.