O ESPIRITISMO E AS CIVILIZAÇÕES EXTRATERRESTRES
(PUBLICADO PELA REVISTA UFO, Nº
119, DE FEVEREIRO DE 2006)
Desde as mais recuadas
épocas o Universo tem nos acenado com a possibilidade, cada vez mais
admissível, de existência de vida fora do planeta Terra. E, ao elevarmos a
fronte em direção ao firmamento, uma profunda intuição nos dá a certeza de que
Deus não ergueria bilhões de corpos celestes apenas para nossa contemplação.Sob
o ponto de vista estatístico, no mínimo, seria uma grave incoerência nos rogarmos
os únicos moradores deste Cosmo Infinito. Fato é que, astros como a Terra,
populam aos milhões na Via Láctea, que, por sua vez, é apenas uma dentre as mais
de 400 bilhões de outras galáxias.Ademais, de 1995, até os dias atuais, foram
descobertos mais de 140 (cento e quarenta) planetas situados além do sistema
solar.Prestamo-nos, portanto, no presente estudo, a demonstrar, por todas as comunicações
mediúnicas até hoje recebidas, a total consonância dos ensinamentos dos Espíritos,
que compõem a Doutrina Espírita, com as investigações ufológicas, que, através
dos tempos, nos têm dado provas substanciais acerca da
existência de vida extraterrena. Costumamos afirmar que o Espiritismo é o
Cristianismo Redivivo, pois, como tal, nos vêm apresentar, com amplitude de
entendimento, os ensinamentos de ordem filosófica, com profundas implicações
científicas, repletas de religiosidade cósmica, oferecidos pelo Cristo.E foi
assim que, na França, a partir de 18 de abril 1857, data do lançamento de O Livro dos Espíritos, primeira obra basilar do Espiritismo, passamos a ter o respaldo das
Inteligências Celestiais, que vinham para atestar a Pluralidade dos Mundos Habitados,
revivendo, na verdade, o próprio Jesus, quando assim sentenciou:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim,eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.”
(João 14 : 2).
DE CAPELA PARA O PLANETA
TERRA REENCARNAÇÃO DOS EXTRATERRESTRES
Uma dessas maravilhosas moradas merece especial atenção, justamente por ter
marcado sensivelmente toda a história do planeta Terra. Referimo-nos a um
daqueles maravilhosos planetas, submetido à orbita de uma espetacular estrela,
distante da Terra cerca de 42 anos-luz, situada na Constelação de Cocheiro que,
entre nós, foi batizada pelo nome de Cabra ou Capela. Aquele orbe passava por
grandes transformações, sobretudo morais, que o credenciavam a uma ascensão na
escala evolutiva dos mundos. Havia, contudo, naquele planeta, como hoje na
Terra, alguns milhões de Espíritos rebeldes que obstaculavam a consolidação do
progresso que não mais se poderia adiar. Conta-nos o Espírito Emmanuel, através
da obra "A Caminho da Luz", sob psicografia de Francisco Cândido Xavier, que
as grandes comunidades diretoras do Cosmo deliberaram, então, por localizar
aqueles espíritos pertinentes no mal aqui na Terra, que à época do expurgo,
encontrava-se numa posição bastante primitiva, razão pela qual passariam a
animar os corpos dos homens primatas. Entretanto, ressalte-se que, muito embora
decaídos moralmente, aquela falange de exilados manteve em seu inconsciente
todos os progressos intelectuais individualmente
conquistados no planeta de origem, que foram desabrochando lentamente à medida
em que reencarnavam sucessivamente, o que se tornou possível pela
gradual evolução dos corpos físicos, efetivada através dos tempos. Esse despertar
intelectual resultou na formação das chamadas raças adâmicas, troncos das
principais civilizações antigas, tais quais: Egito, Índia, China e Israel, cuja
origem é, por conseguinte, indubitavelmente extraterrestre. Certamente
chegaremos a tal conclusão ao analisarmos, por exemplo, as maravilhosas
contribuições deixadas pela civilização egípcia, nos mais variados campos do
conhecimento humano. Até hoje, a propósito, temos tentado, de posse de nossa “avançada”
tecnologia, desvendar o mistério que ainda cerca a construção das grandes pirâmides,
que, sem dúvida alguma, foi resultado da aplicação da mais pura tecnologia
extraterrestre. Assim nos falou Emmanuel a respeito do Antigo Egito:
“Foi por esse motivo que, representando uma das mais
belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre
do plano tangível do planeta. Depois
de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região
africana regressaram à pátria sideral .” grifei (A Caminho da Luz-Editora
FEB, psicografia de Chico Xavier) Significa dizer que os extraterrestres egípcios,
após terem cumprido com sabedoria sua trajetória expiatória na Terra,
fizeram por merecer retornar ao seu maravilhoso planeta de origem. Prova disso
é que o Egito de hoje é, sob todos os aspectos, um pálido reflexo do que
representou outrora para toda a humanidade. Mas a realidade é que espíritos de
outros planetas, ainda hoje, têm reencarnado na Terra. Na questão
172, de O Livro dos Espíritos, Allan
Kardec assim indagava:
As nossas diversas existências corporais se
verificam todas na Terra? Ao que
responderam os Espíritos:
“Não; vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são,
porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição.” (grifei)
Estabelecida está, portanto, a
indubitável existência de vida extraterrestre, além da franca possibilidade de
reencarnações de espíritos de diversos
mundos em nosso planeta, sem que nos apercebamos dessa realidade; reencarnações
essas, das mais materiais, conforme acima se observa. Isso se justifica
pela análise da nota de Kardec ligada à questão 188 daquela mesma obra basilar, que assim
nos esclarece:
“De acordo com o ensinamento
dos Espíritos, de todos os globos que compõem o nosso sistema planetário, a
Terra é onde os habitantes são menos avançados, tanto física como moralmente
(...).”
Basta atentarmos para os
acontecimentos diários para, de fato, atestarmos a realidade de que habitamos
um mundo ainda muito primitivo; repleto de provas e expiações, como
habitualmente rotulamos, no qual, ainda que transitoriamente, o mal predomina
sobre o bem; onde o orgulho e o egoísmo, duas terríveis chagas da humanidade,
nos impedem de alçar vôos mais longos em direção a planetas que, 1certamente, não
estão assim tão distantes de nós, pois fazem parte de nossa família solar, como
por exemplo: Marte.
A VIDA NO PLANETA
MARTE — SEGUNDO O ESPIRITISMO
No
ano de 1935 vinha a lume a obra Cartas de Uma Morta (Editora LAKE), uma
coletânea de mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier, na qual o Espírito
Maria João de Deus, sua
mãe natural, descrevia aspectos interessantes e surpreendentes sobre a vida marciana. Mais
tarde, em crônica datada de 25 de julho de 1939 , integrante da obra intitulada Novas
Mensagens (Editora FEB) , o Espírito Humberto de Campos, também sob
psicografia de Chico Xavier, nos trazia informações complementares, corroborando
o relato anterior. Analisemos, comparativamente, as comunicações recebidas sob o
mesmo tema:
ASPECTOS
GERAIS:
“
Vi-me à frente de um lago maravilhoso, junto de uma cidade, formada de edificações
profundamente análogas às da Terra.” (Maria João de Deus— Cartas de uma
Morta)
“Ao
longe, divisei cidades fantásticas pela sua beleza inaudita, cujos edifícios,
de algum modo, recordavam a Torre Eiffel ou os mais ousados arranha-céus de
Nova York (...). Ante os meus olhos atônitos, rasgavam-se avenidas extensas e
amplas,onde as construções eram profundamente análogas às da Terra.” (Humberto
de Campos — Novas Mensagens)
“Percebi
que a vida da humanidade marciana é mais aérea. Poderosas máquinas,muitíssimo
curiosas na sua estrutura, cruzavam os ares, em todas as direções” (Maria
João de Deus — Cartas de uma Morta)
“Máquinas
possantes, como se fossem sustidas por novos elementos semelhantes ao “Hélium”,
balouçavam-se, ao pé das nuvens, apresentando um vasto sentido de estabilidade
e de harmonia, entre as formas aéreas.” (Humberto
de Campos — Novas Mensagens)
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
“Percebi,
perfeitamente, a existência de uma atmosfera parecida com a da Terra, mas o ar,
na sua composição, afigurava-se-me muitíssimo mais leve. Assegurou-me, então, o
Mestre, que me acompanhava (na excursão) que a densidade em Marte é
sobremaneira mais leve, tornando-se a atmosfera muito rarefeita. (...) Apenas
a vegetação era ligeiramente avermelhada, mas as flores e os frutos particularizavam-se
pela variedade de cores e de perfumes. (...). Vi oceanos,apesar da água se me
afigurar menos densa e esses mares muito pouco profundos. Há ali um
sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia dos seus habitantes, e
sim por uma determinação natural da topografia do planeta que põe em
comunicação contínua todos os mares (...).” (Maria João de Deus — Cartas de uma
Morta)
“Dentro
da atmosfera marciana experimentamos uma extraordinária sensação de leveza
(...).A vegetação de Marte, educada em parques gigantescos, sofria grandes modificações,
em comparação com a da Terra. É de um colorido mais interessante e mais belo,
apresentando uma expressão de tonalidade avermelhada em suas características gerais.
Na atmosfera, ao longe, vagavam nuvens imensas,levemente azuladas, que nos
reclamaram a atenção, explicando-nos o mentor da caravana que se tratava de
vapor d’água, criadas por máquinas poderosas da ciência marciana, a fim de que
sejam supridas as deficiências do líquido nas regiões mais pobres e mais
afastadas do sistema de canais, que ali coloca os grandes oceanos polares em
contínua comunicação uns com os outros.” (Humberto de Campos — Novas
Mensagens
ASPECTO FÍSICO DOS HABITANTES
“Vi homens mais ou menos
semelhantes aos nossos irmãos terrícolas, mas os seus organismos possuíam
diferenças apreciáveis. Além dos braços tinham ao longo das espáduas ligeiras
protuberâncias à guiza de asas que lhes prodigalizavam interessantes
faculdades volitivas.” (Maria João de Deus — Cartas de uma Morta)
“Tive, então, o ensejo de
contemplar os habitantes do nosso vizinho, cuja organização física difere um
tanto do arcabouço típico com que realizamos as nossas experiências terrestres.
Notei, igualmente, que os homens de Marte não apresentam as expressões psicológicas
da inquietação em que semergulham os nossos irmãos das grandes metrópoles
terrenas. Uma aurade profunda tranqüilidade os envolve. É que, esclareceu o mentor
que nos acompanhava, os marcianos já solucionaram os problemas do meio e já
passaram pelas experimentações da vida animal, em suas fases mais grosseiras.
Não conhecem os fenômenos da guerra e qualquer flagelo social seria, entre
eles, um acontecimento inacreditável”. (Humberto de Campos — Novas
Mensagens)
Vê-se, portanto, tratar-se
de uma coletividade extremamente evoluída sob o ponto de vista moral,
desfrutando de suas conquistas individuais elaboradas ao longo das encarnações.
E, como planeta totalmente equilibrado, estando seus habitantes plenamente
consciente de suas funções no Plano Divino, o progresso científico assumiu
semelhantes feições, que os tornaram aptos, por exemplo, a construir poderosos
telescópios, capazes de perscrutar a Terra, aumentando-lhe a imagem mais de
100.000 vezes, chegando ao extremo de examinar, inclusive, as vibrações de
ordem psíquica, que, a propósito, são motivos de grande preocupação para os
marcianos, razão pela qual, muito constantemente, têm nos enviado, com solicitude
divina, diversas mensagens através de ondas luminosas que se confundem com os
raios cósmicos, cuja presença no mundo, por vezes, têm sido registradas, muito
embora, por enquanto, não tenham podido ser decifradas a contento.
A VIDA EM SATURNO — SEGUNDO O ESPIRITISMO
Ainda na obra Cartas de
Uma Morta, encontramos a descrição da vida no planeta Saturno, afirmando-nos, a
autora espiritual, ser um mundo constituído de uma população extremamente mais
evoluída que a nossa, cuja constituição física não guarda qualquer semelhança
com o hominídeo. Dotados da mais alta sabedoria, desconhecem as guerras, as sensações
animalizantes, os vícios, enfim, dedicando-se à constante intensificação do
poder intelectual. Possuem amplo domínio sobre os poderes da natureza que
canalizam para as mais nobres realizações. Guardam, ainda, pleno conhecimento
das dificuldades pelas quais passamos no planeta Terra, enviando-nos,
constantemente suas mais puras vibrações.
AS CONTRIBUIÇÕES DA CIÊNCIA
Ante
tudo o que expusemos, alguém poderá questionar: Que populações são essas que habitam
tais planetas, cuja existência, as mais variadas incursões científicas não
foram capazes de atestar? Poderão, certamente, citar as diversas sondas
enviadas até o planeta Marte;desde a missão fracassada da Marsnik 1, enviada pela
URSS em 1960, até a bem sucedida Pathfinder, fruto do investimento de milhões
de dólares que, tendo ousado em solo marciano em 04/07/1997, liberou, dois dias
após, o veículo teleguiado denominado Sojourner. Durante meses diversas imagens
nos foram transmitidas, entretanto, em momento algum foram encontrados quaisquer
indícios de vida orgânica, como a temos na Terra.Por extensão de raciocínio,
poderíamos dizer: Se nos é defeso, enquanto encarnados, visualizar aspectos da
civilização marciana, mesmo de posse dos mais hodiernos recursos da tecnologia
astronômica, a que espécie de vida, afinal, se referiram os Espíritos Humberto
de Campos e Maria João de Deus em suas revelações? Primeiramente devemos dizer
que, em decorrência da alta tecnologia praticada em Marte, é provável que os
nossos aparatos tecnológicos visualizem tão somente aquilo que eles permitam, em
virtude de nossa inferior condição moral.Mas pode ser também que os corpos e as
edificações de Marte tenham uma constituição bastante diferenciada da nossa. Recorramos
à
questão
181, de O Livro dos Espíritos, na qual o mestre de Lyon indagava: Os seres que
habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos? A que os
Espíritos respondem:
“Sem
dúvida possuem corpo, porque é preciso que o Espírito esteja revestido de matéria
para agir sobre a matéria. Porém, esse corpo é mais ou menos material, de
acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. E é isso que
diferencia os mundos que devem percorrer; porque há muitas moradas na casa de
nosso Pai e, portanto, muitos graus (...)”.
E
mais adiante,à questão 186, Kardec questionaria:
“Há
mundos em que o Espírito, deixando de habitar um corpo material, tem apenas
como envoltório o perispírito? Tendo obtido o seguinte esclarecimento:
-Sim,
há. Nesses mundos até mesmo esse envoltório, o perispírito, torna-se tão etéreo
que para vós é como se não existisse. É o estado dos Espíritos puros
(grifei). Percebemos, destarte, que os Espíritos que ora habitam o planeta
Marte,ainda que não se encontrem num patamar evolutivo de absoluta pureza,certamente
se fazem revestir de um corpo de matéria tão sutil que nossa visão não se
encontra aparelhada para captar.Importante ressaltar que quanto mais evoluídos
forem os habitantes, mais equilibrados, em todos os sentidos, serão os planetas
que lhes servirão de morada e menos grosseiros os corpos de que se revestirão
em suas encarnações.E foi por respeitar profundamente as investigações
científicas a respeito do tema, que Kardec, certamente orientado pelos Espíritos
Superiores, assim, estatuiu:
“Caminhando
de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se
novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer,
ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a
aceitará”
(Kardec, A Gênese,
capítulo I,item 55).
INTERCÂMBIO COM EXTRATERRESTRES
Cremos,
portanto, na existência, para nós comprovada, dos extraterrestres,pois que os
consideramos espíritos eternos que habitam conosco o Universo, nos mais
variados graus evolutivos.Bem sabemos que, na escala dos planetas, existem
aqueles ainda inferiores à Terra, moral e intelectualmente. Outros,
certamente, se encontram num patamar superior, em todos os sentidos, não porque
sejam seres de exceção, criados puros ou melhores, mas, sim, porque souberam
conquistar essa condição ao longo das sucessivas encarnações a que estamos todos
sujeitos. Tornaram-se, portanto,inteligências atuantes, capazes de construir os
mais avançados aparatos tecnológicos que lhes permite deslocar-se no espaço em
velocidades até agora inimagináveis pelos terráqueos. Em vista disso, não há que
se negar a possibilidade de contato com nossos irmãos de outros sistemas
planetários, nos diversos graus catalogados pela Ufologia, com base em registros
históricos fidedignos espalhados por todo o mundo.
DA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA COM EXTRATERRESTRES
Estando
os habitantes de outros orbes submetidos às mesmas leis universais,que eles compreendem
num grau mais elevado ainda, não podemos negar,também, a possibilidade de
intercâmbio mediúnico desses conosco, guardadas as devidas possibilidades
mediúnicas inerentes a cada ser e as dificuldades de se transformar, no
inconsciente do médium, pensamentos em palavras que possam ser compreendidas
por nós. Além, é claro, da utilidade e urgência da mensagem que se pretende
transmitir.É importante ressaltar que as ondas mentais estão no domínio de
todos os processos de comunicação mediúnica, e, portanto, pode se dar que o
contato se desencadeie pela telepatia, em que um desencarnado transmite suas
idéias que serão codificadas pelo médium, na medida de sua sensibilidade e
aptidão. Por isso,nos afirma Kardec que somos todos médiuns em maior ou menor
grau. Vivemos,portanto, num oceano de mentalizações que não conhecem
obstáculos.Imaginemos, outrossim, a questão da psicografia: Quando um espírito desencarnado,
que tenha ou não vivenciado sua experiência reencarnatória na Terra,
deseja se manifestar, ele o faz agindo, não sobre a mão do médium, como se estivesse
a tomá-la, mas, sim, atuando na região psicomotora do cérebro, que,então,
desencadeará o movimento da escrita.Poderá ocorrer, em tese, que a comunicação
se dê pela psicofonia, quando o desencarnado fala através do médium, ou, poderá
se dar, ainda, uma materialização plena ou parcial de um extraterrestre que
tenha se despojado de seu corpo físico, como o entendemos na Terra, ainda, que
esse tipo de manifestação seja raro nos dias atuais.Queremos por fim, ressaltar
que não há qualquer impedimento para que se processe um contato mediúnico de
fora do planeta para a comunidade terrestre,até porque, pela sutileza dos
corpos de que são dotados alguns extraterrestres,não deverão estar necessariamente
“desencarnados” para que se cumpra o intercâmbio a nível mediúnico.
A OPINIÃO DE CHICO XAVIER
Em 1971, Chico Xavier
submeteu-se a uma entrevista no programa Pinga Fogo, da TV Tupi. Através da
mediunidade auditiva, conforme declararia mais tarde,Chico foi totalmente
assessorado por Emmanuel em suas respostas.E a pergunta que nos interessa lhe
foi feita nos seguintes termos:
“Será possível, ainda, em
nossa civilização, o homem entrar em contato com civilizações de outros
planetas?"
Ao que obteve a seguinte
resposta:
"Se não entrarmos numa
guerra de extermínio nos próximos 50 anos, então poderemos esperar
realizações extraordinárias da ciência humana, partindo da Lua. (...)Portanto
não podemos acusar nossos irmãos que estão se dirigindo à Lua para
pesquisas que devem ser consideradas da máxima importância para o
nosso progresso futuro, pois as despesas serão naturalmente compensadas com,
talvez,a tranqüilidade para uma sociedade mais pacífica na Terra, porque se não
entrarmos num conflito de proporções imensas, é possível que o homem construa na
Lua cidades de vidro — cidades estufa — onde cientistas possam
estabelecer pontos de apoio para observação da nossa galáxia.Tais cidades
não são sonhos da ciência, e com muito sacrifício da humanidade poderão ser
feitas, e com elas poderão obter azoto, oxigênio, usinas de alumínio e
formações de vidro e matéria plástica na própria Lua, e a água será fornecida
pelo próprio solo lunar.Teremos, quem sabe, a possibilidade de entrar em
contato com outras comunidades da nossa galáxia, então vamos definitivamente
encerrar o período bélico na evolução dos povos terrestres, pois vamos
compreender que fazemos parte de uma grande família universal, pois não
somos o único mundo criado por Deus.Portanto nós precisamos prestigiar a
paz nos povos, com a delegação máxima para a ciência, para que possamos auferir
esses benefícios num futuro talvez mais próximo do que remoto, se fizermos por
merecer."
Entretanto, infelizmente,
enquanto humanidade ainda desviada do caminho do bem, preferimos despender
grandes recursos econômicos e morais no poderio bélico, em busca das guerras
fratricidas que alimentam os interesses financeiros,embalados pelo personalismo
inferior e a vaidade avassaladora.Pretendemos encerrar nossa modesta contribuição
para a temática falando brevemente de Jesus, que, para nós espíritas, foi, e
será sempre, o Espírito mais perfeito que Deus nos concedeu como Guia e Modelo.
Não foi, absolutamente, um ser de exceção, criado à revelia das Leis Naturais,
pois que viveu inúmeras encarnações até chegar ao patamar em que se encontra.
Não as viveu na Terra,mas em outros planetas, onde construiu sua autoridade
moral e intelectual com esforço próprio desencadeado ao longo dos séculos.Segundo
as tradições espirituais, há bilhões de anos, Ele já fazia parte de uma Comunidade
de Espíritos Puros, responsabilizando-se pela formação deste orbe, desde os
seus primeiros momentos.Espíritos da qualidade de Jesus encontram-se em toda
parte do Universo, a convidar, num apelo constante, todas as coletividades
planetárias para que se unam em torno de uma sublime determinação, que é a
solução para toda a problemática humana, pois que resume plenamente a Religião Universal, a ser praticada
em todos os cantos e recantos do Universo e que foi magistralmente eternizada
pelo Cristo Planetário, com as seguintes palavras:
“Amarás, pois, ao Senhor teu
Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento,
e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo,
semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro
mandamento maior do que estes.” (Marcos 12 : 30 e 31).
(PUBLICADO
NA REVISTA UFO, nº 119, EDIÇÃO DE FEVEREIRO DE 2006)
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
XAVIER, Francisco Cândido Novas Mensagens, Editora
FEB; pelo Espírito Humberto de Campos Cartas de Uma Morta, Editora LAKE; pelo
Espírito Maria João de Deus A Caminho da Luz, Editora FEB; pelo Espírito
Emmanuel.KARDEC, Allan O Livro dos Espíritos, editora da Federação Espírita
Brasileira A Gênese, editora da Federação Espírita Brasileira Revista Espírita,
Ano I, agosto de 1858, número 8 JESUS, Novo Testamento, Evangelho de João,
cap.14 e Evangelho de Marcos cap.12.


















