domingo, 7 de setembro de 2014

Física Quântica e Espiritualidade

Física Quântica e Espiritualidade

          Não pretendo esmiuçar essa teoria, mas fazer um apanhado geral, para poder chegar ao ponto mais relevante da questão, a prática, para que serve e como podemos usá-la, e ainda provar cientificamente a existência de Deus ou não, senão provar pelo menos ter mais argumentos para Sua aceitação e de como Ele age em nós, explicar o fenômeno da reencarnação, e tirar várias dúvidas a respeito da alma, da mente, e de todos os corpos sutis, tão falados na filosofia oriental. Para isso tenho que passar pela física clássica até chegar à física moderna! O texto é extenso, o vídeo, acima, é longo, mas para quem busca este tipo de conhecimento e se interessa pela auto-evolução, vale à pena seguir com calma até o final.
          Milênios atrás, os gregos já tinham a idéia de que se partíssemos um elemento qualquer, muitas e muitas vezes, chegaríamos a uma partícula de tamanho mínimo e indivisível, a qual eles denominaram átomo, que em grego significa indivisível. O átomo foi considerado como partícula constituinte de todos os elementos existentes na Terra.

          A física recebeu seu grande impulso com o aparecimento de Galileu e Newton. Newton, que foi um dos maiores físicos de todos os tempos, desenvolveu a mecânica clássica, que explica o movimento dos corpos através da aplicação de forças neles. Ele desenvolveu também a chamada Teoria da Gravitação, que explica o motivo da atração entre massas. Newton também desenvolveu grandes idéias na área da óptica e principalmente desenvolveu a teoria do cálculo, que até hoje se mantém como a principal ferramenta matemática para o estudo da física.
         Depois surgiu Maxwell, que conseguiu explicar todos os fenômenos do eletromagnetismo com suas quatro equações.
          Chegamos finalmente ao século XX, quando apareceu Einstein, que baseado na Teoria Eletromagnética de Maxwell, desenvolveu a Teoria da Relatividade. A Teoria da Relatividade é a teoria mais importante da física e mostrou ser mais geral do que a mecânica clássica, podendo ser aplicada para qualquer caso. A Teoria da Relatividade funciona para corpos que se movem em velocidades próximas à velocidade da luz, que é de 300000km/s. A Mecânica Clássica mostrou ser um caso particular da Teoria da Relatividade para baixas velocidades.
          Albert Einstein foi o primeiro a utilizar a expressão quantum para a constante de Planck E = hv.
          Nos últimos anos de sua vida Einstein estava profundamente decepcionado com o rumo que a física tomou. Cada vez mais experiências comprovavam as alegações daMecânica Quântica e que o Universo em sua escala atômica é governado pelo acaso e que essa aleatoriedade pode influenciar o mundo macroscópico. A Mecânica Quântica é o ramo da Física que estuda sistemas do nível atômico e subatômico, ou seja, o comportamento da matéria e energia nesses níveis.
          No começo das pesquisas sobre Mecânica Quântica, ele chegou a fazer uma celebre declaração;
" Deus não Joga Dados com o Universo."
          Mas o tempo e as experiências mostraram que ele estava errado. Anos depois da morte de Einstein, o físico Stephen Hawking fez a seguinte declaração para corrigir Einstein;
" Não só Deus Joga Dados com o Universo, como joga em lugares onde não podemos ver o resultado."
          No começo deste século, análises mais profundas do que ocorre na matéria, demonstraram que a mecânica clássica tem uma discrepância muito maior para dimensões da ordem do átomo do que para grandes velocidades. Algumas pesquisas apresentaram contradições reveladoras, demonstrando que os comportamentos de ambas podem não ser assim tão diferentes uns dos outros. Foram essas idéias que levaram Max Planck à descoberta dos mecanismos da Física Quântica. Nomes de grandes cientistas como Bohr, Schrödinger, Heisenberg, De Broglie, Compton, Pauli e o próprio Planck, tornaram-se sinônimos da nova Teoria desenvolvida: A mecânica Quântica.
          A Mecânica Quântica nos fornece os recursos teóricos para descrever o comportamento fundamental das moléculas, átomos e partículas subatômicas, assim como da luz e outras formas de radiação. O nome está relacionado às dimensões envolvidas na teoria, as quais são muitíssimo pequenas.
          Chegamos à conclusão, que para dimensões extremamente pequenas, os fenômenos podem ser explicados pela física quântica. Para velocidades baixas e elementos de nossa ordem de tamanho, funciona a física clássica, e para velocidades muito altas, temos que utilizar a Teoria da Relatividade. Pode-se afirmar com segurança que a MQ é a teoria científica mais abrangente, precisa e útil de todos os tempos.
          Sem a mecânica quântica não conheceríamos inúmeros objetos com os quais lidamos no dia a dia. Só para se ter uma idéia, podemos mencionar o aparelho de CD, o controle remoto de TV, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador.
         A Física Quântica envolve conceitos como os de partícula,objeto com uma mínima dimensão de massa que compõe corpos maiores, e onda, a radiação eletromagnética, invisível para nós e que se propaga no espaço vazio, não necessitando de um ambiente material para isso. A radiação eletromagnética está também presente no nosso dia a dia. Dependendo da sua frequência ela é conhecida como: onda de rádio, FM, radiação infravermelha, luz visível, raios-X e muito mais. Ondas Quânticas são ondas de probabilidades.
          Aqui cabe uma explicação sobre o SaltoQuântico: Salto quântico, em física e química, acontece quando um átomo ganha energia. Os movimentos dos elétrons se aceleram se afastando do núcleo. Este afastamento dos núcleos acontecem aos saltos, saltando do nível 1 para 2 no primeiro salto, de 2 para 4 no segundo salto, e assim sucessivamente.
          O retorno dos elétrons às suas posições (desde que não tenham se desprendido) libera a energia recebida para realizarem o salto. Essa energia é liberada na forma de um fóton, emitindo luz. Os elétrons das ultimas camadas necessitam de pouca energia para saltarem e seu retorno cria ondas mais longas, vibrando na cor vermelha, os elétrons mais próximos do núcleo necessitam maiores energias e seus fótons saem criando ondas mais curtas, aproximando a luz do violeta, ultravioleta (imperceptível aos olhos humanos), raios X, raios gama, etc. Nesses saltos, ao contrário de uma bola qualquer saltando os degraus de uma escada que, num momento está entre um degrau e outro, o elétron no seu salto está em uma órbita e no momento seguinte está na outra. A pergunta que não quer calar é: Onde o elétron está quando sai de uma órbita e ainda não chegou à outra? O elétron simplesmente desaparece de um nível e aparece no outro.
                  Além disso, não se pode saber quando um determinado elétron vai dar seu salto, nem para onde vai saltar, acima de um degrau mínimo de energia. Aí deixa de haver certeza e só pode-se falar em probabilidades. Isso é que me deixa muito feliz, pois aqui, os físicos e as pessoas em geral, materialistas se calam, e a maioria se rende ao Inexplicável, ao Intocável, ao Incriável e a que tudo criou Deus, o Grande Observador que a tudo manifestou.

Parte 1 do filme Tudo Sobre Incerteza - Mecânica Quântica (vale a pena ver, você pode seguir outras partes estão no youtube
          Apesar de seu extraordinário sucesso, desde a sua criação a MQ apresentou problemas de interpretação em grau sem precedentes na história da ciência.
          Na MQ os estados dos objetos são definidos de modo inteiramente diverso, por meio das chamadas funções de onda. É justamente dessa nova (e complexa) forma de representação dos estados, que surgem quase todos os problemas de interpretação da teoria.
          Físicos como o indiano Amit Goswami, se valem dos conceitos da Física moderna para apresentar provas científicas da existência da imortalidade, da reencarnação e da vida após a morte, e ainda uma nova visão, para o ocidente, de quem seja Deus.No Oriente esses conceitos são milenares.
          Professor aposentado da Universidade de Física de Oregon, Ph. D em física quântica, físico residente no Institute of Noetic Sciences, criador do movimento de Ativismo Quântico. (Centro de Ativismo Quântico no Brasil), defende a conciliação entre física quântica, espiritualidade, medicina, filosofia e estudos sobre a consciência. Seus livros estão repletos de descrições técnicas, objetivas, científicas, o que tem silenciado seus difamadores.
          Chegamos ao ponto de interesse maior do meu artigo, "O que a física quântica tem haver com a espiritualidade praticamente?" Aqui tudo fica mais interessante ainda, do meu ponto de vista.
          No filme "Quem Somos Nós", Amit ensina, de que maneira a física quântica faz parte da vida. Deixa claro, por exemplo, que quando você diz "odeio você", não está apenas pronunciando palavras. O sentimento que acompanha a frase inicia um movimento de raiva, que envolve tudo em sua volta e retorna para você mesmo. Sempre que tenho raiva me lembro da frase que diz: "A raiva é um poderoso veneno que você toma e pensa que o outro vai morrer".
        Primeira parte do filme "Quem somos Nós" vale a pena ver (as outras partes você pode seguir no youtube.


           Segundo Goswami, "A antítese do realismo materialista é o idealismo monista". Segundo esta filosofia, a consciência, e não a matéria é fundamental. Tanto o universo da matéria quanto o dos fenômenos mentais como, por exemplo, o pensamento, é criado pela consciência. Além das esferas material e mental, que juntas formam a realidade imanente (o mundo da manifestação), o idealismo postula um reino transcendental, arquetípico, de idéias, como origem dos fenômenos materiais e mentais. Importa reconhecer que o idealismo monista é como o nome implica uma filosofia unitária. Quaisquer subdivisões, como o imanente e o transcendente, situam-se na consciência. A consciência, portanto, é a realidade única e final, e é a base de todo o Universo.
          "Somos o centro do universo porque somos o seu significado". Goswami justifica este seu pensamento afirmando que "podemos supor que o universo, que através de um "colapso" se transformou na realidade física espaço-tempo, é um universo com a possibilidade de evolução do maior número possível de seres inteligentes, autoconscientes, em bilhões e bilhões de planetas por todo este universo em expansão".
          A mudança da ciência, de uma visão materialista para uma visão espiritualista,foi quase totalmente devida ao advento da Física Quântica. Ao mesmo tempo, houve algumas mudanças em Psicologia transpessoal, em Biologia evolucionista, e em medicina. Mas acho que é correto dizer que a revolução que a Física Quântica causou na Física, na virada do século, seria baseada nessas transições contínuas, não apenas movimento contínuo, mas também descontínuo. A não localidade. Não apenas transferência local de informações, mas transferência não-local de informações. E, finalmente, o conceito de causalidade descendente.
          Os físicos sempre acreditaram que a causalidade subia a partir da base: partículas elementares, átomos, para moléculas, para células, para cérebro. E o cérebro é tudo. O cérebro nos dá consciência, inteligência, todas essas coisas. Mas descobrimos, na Física Quântica que a consciência é necessária, o observador é necessário. É o observador que converte as ondas de possibilidades, os objetos quânticos, em eventos e objetos reais. Essa idéia de que a consciência é um produto do cérebro nos cria paradoxos. Cresceu a idéia de que é a consciência também é causal, consequentemente, cresceu a idéia da causalidade descendente.
          Chegamos aqui à conclusão de que a Física Quântica trouxe, com três conceitos revolucionários (movimento descontínuo, interconectividade não-localizada e, o conceito de causalidade descendente, somado ao de causalidade ascendente de Newton), a visão da consciência escolhendo entre as possibilidades o evento real. Esses são três conceitos revolucionários.
          Então, se houver causalidade descendente, se pudermos identificar essa causalidade descendente como algo que está acima da visão materialista do mundo, então Deus tem um ponto de entrada. Agora sabemos como Deus, a Consciência, interage com o mundo: Através da escolha das possibilidades quânticas, que os físicos chamam de "colapso da onda de possibilidade em realidade". É essa descontinuidade do colapso que nos obriga a buscar uma resposta fora da Física. O que é interessante é que se postularmos que a consciência, o observador, causa o colapso da onda de possibilidades, escolhendo a realidade que está ocorrendo, podemos fazer a pergunta: "Qual é a natureza da consciência?", e encontraremos uma resposta surpreendente: Essa consciência que escolhe e causa o colapso da onda de possibilidades não é a consciência individual do observador.
           
          Amit, em entrevista (1ºvídeo )afirma que a consciência escolhe entre as possibilidades, uma faceta; e esta faceta se torna um evento real da experiência consciente. Mas essa consciência não é o nosso ego. Muitas pessoas usam de maneira erronia a ideia de manifestação. Este foi o problema trazido pelo filme "O Segredo", que propaga a ideia de que podemos manifestar carros, cassas, iates, viagens, etc. Devemos analisar essa situação com um pouco mais de profundidade. Isso tudo é mais Sutil. A escolha se dá no nível de um estado incomum da consciência de unidade cósmica, no qual todos nós estamos interconectados, e que transcende o tempo e espaço.
          O observador não causa o colapso em um estado de consciência normal, mas em um estado de consciência anormal, no qual ele é parte da consciência cósmica (aqui está se referindo à meditação, que é o estado que um indivíduo se contata com o Cosmo, portanto com a Mente do Criador, que é Deus). Isso é muito interessante.
          Amit ainda explica, que a Consciência é a origem do nosso estado físico, a origem da existência, vindo antes da questão material. Assim, somos manifestações de uma Supra Consciência, que pode ser chamada "Deus" ou "Consciência Quântica". Para o físico, essa tese ajuda a quebrar uma série de paradigmas insolúveis e os dualismos que a ciência materialista nos impôs.
          Em seu livro O Ativista Quântico - Amit Goswami expõe sua convicção do potencial ilimitado da consciência e propõe uma nova forma de atuação e transformação social. A idéia central do ativismo quântico é a de que somos capazes de mudar o mundo e a nós mesmos partindo de outros fundamentos que não o materialismo: a física quântica, o desenvolvimento espiritual e o nosso poder criativo. Sem abandonar a ciência, Goswami explica os princípios da mecânica quântica. Aqui você pode abrir o livro em pdf, e se quiser baixar, é só "clicar" no arquivo e "salvar como".
          Em seu livro A Física da alma - A explicação científica para a reencarnação, a imortalidade e a experiência de quase-morte. Aqui, Amit Goswami emprega os fundamentos da física quântica para explicar e provar cientificamente conceitos místicos como imortalidade, reencarnação e pós-vida. Por meio de um trabalho cientificamente fundamentado e, ao mesmo tempo, de leitura fácil e compreensível, o pesquisador indiano tem intenção de revolucionar os principais conceitos da medicina, da física e da filosofia. Aqui você pode abrir o livro em pdf, e se quiser baixar, é só "clicar" no arquivo e "salvar como".
          Em seu livro O Universo Autoconsciente - Como a consciência cria o mundo material. O físico indiano Amit Goswami contesta radicalmente o realismo materialista e desconstrói a convicção de que a matéria é o principal elemento formador da criação. Em vez disso, afirma que o verdadeiro fundamento de tudo aquilo que conhecemos e percebemos é a consciência, aqui entendida como algo Transcendental - fora do espaço-tempo, Não Local e Onipresente. Propõe, assim, uma teoria desafiadora, erguendo uma ponte entre ciência e espiritualidade e construindo um novo paradigma científico. Aqui você pode abrir o livro em pdf, e se quiser baixar, é só "clicar" no arquivo e "salvar como".
          Partindo de princípios da física quântica como o movimento descontínuo, a não-localidade e a causalidade descendente (a necessidade do observador para o colapso da onda de possibilidade em realidade), Goswami amplia teoricamente essa visão e a aplica a vários domínios da realidade.
          Assim, esboça uma proposta de estudo da evolução das espécies em saltos, baseando-se nas lacunas dos achados fósseis entre as espécies conhecidas. A explicação para essas lacunas estaria na necessidade de que se acumulassem mutações em quantidade e qualidade suficientes para que uma nova espécie possível colapsasse a partir das possibilidades internas acumuladas.
          No estudo da mente, afirma a impossibilidade da consciência como epifenômeno (Fenômeno que vem juntar-se a outro, mas sem influenciá-lo) da matéria, porque neste caso ela não poderia ser causativa. A consciência a que se refere Goswami não é, claramente, a individual, que ele considera na linha da tradição filosófica hindu como uma ilusão criada pela história pessoal. A consciência, como a mente, são um todo.
          Não há explicação matemática para a descontinuidade ou saltos quânticos. E por não haver explicação matemática, há espaço para o livre arbítrio. O livre arbítrio, Deus, consciência, colapso, tudo isso entrou para a Física porque atingimos o conhecimento, a sabedoria de que existe o princípio da incerteza. Existem a probabilidade e possibilidade e, por elas existirem, deve haver um agente que causa o colapso das possibilidades em eventos reais. E esse agente não pode ser matemático, porque, se for, não poderá haver livre arbítrio, seria determinista. O princípio da incerteza é fundamental.
          Num dos sites que pesquisei um sujeito, e digo sujeito, pois não colocou o nome dele no artigo e não achei em nenhum outro lugar do site, disse o seguinte: "Como foi dito, a Mecânica Quântica opera na Física, e na Física somente, ela foi feita para ser usada na Física e só funciona nela. É completamente errado dizer que algo totalmente irrelacionado à física, como deus, foi provado pela Mecânica Quântica? Por quê? Porque deus não é Física. Simples assim."
          Pois eu digo que ele não está bem informado, nem pelo lado da física e nem pelo lado da espiritualidade, pois Deus é Energia, é Onda , Vibração, é Cor, Luz e Som. Então como Deus não é Física? Deus é tudo, pois tudo o que se manifesta no físico já existia na Mente de Deus.
        O físico Fritjof Capra, Ph. D em Física da Teoria de Sistemas, autor do livro O Tao da Física; revela a importância do observador na produção dos fenômenos quânticos. Ele não só testemunha os atributos do evento físico, mas também influencia na forma como essas qualidades se manifestarão. A consciência do sujeito que examina a trajetória de um elétron vai definir como será seu comportamento. Assim, segundo Capra, a partícula é despojada de seu caráter específico se não for submetida à análise racional do observador, ou seja, tudo se interpenetra e se torna interdependente. Mente e matéria. O indivíduo que observa e o objeto sob análise.
          Outro renomado físico, prêmio Nobel de Física, Eugen Wingner, atesta igualmente que o papel da consciência, no âmbito da teoria quântica, é imprescindível.

Paradoxo de Medição Quântica

          No paradigma materialista não temos qualquer eficácia causal. Nós não somos nada, mas o cérebro sim, que é composto de átomos e partículas elementares. Assim como pode um cérebro que é composto de átomos e partículas elementares converter uma onda de possibilidade que ele próprio é? Ele em si é composto por ondas de possibilidades, de átomos e partículas elementares, por isso não pode converter sua onda própria em realidade. Isso é chamado de paradoxo. Agora, na nova visão, a consciência, e não o cérebro é a base do ser. Então, quem converte possibilidade em realidade? A consciência o faz, porque a consciência não obedece à física quântica. A consciência não é feita de material. A consciência é transcendente. Você vê aqui, o ponto de vista de mudança de paradigma. O mundo material da física quântica é apenas uma possibilidade. É a consciência, através da conversão de possibilidade em realidade, que cria o que vemos.
          Nesta visão, a consciência impõe "causação descendente". Em outras palavras, o nosso livre arbítrio é real. Quando agimos no mundo estamos agindo com poder causal. A nova visão não nega que há um poder causal de partículas elementares para cima, mas insiste em que também há causação descendente. Ela aparece em nossa criatividade e atos de livre arbítrio, ou quando tomamos decisões morais. Nessas ocasiões estamos realmente testemunhando causação descendente pela consciência.
          Amit diz ainda: "Esse modelo tem sido que a consciência é a base do ser e agora, muitas pessoas estão aceitando esse modelo. Esta é uma grande conquista. Esta mudança aconteceu em menos de três gerações. Isso é uma tremenda realização." Mas, ainda assim, para todos os cientistas começarem a trabalhar no novo paradigma, como aconteceu com a física newtoniana, é preciso um longo tempo.
          Temos quatro tipos de percepção: a sensação, no plano físico; a emoção, no plano vital ou energético; e o pensamento, no plano mental; e também a sutil, a intuição. Quando dependemos apenas do racional, que é a tendência de hoje em dia, jogamos fora a intuição. Não descartamos o aspecto sensorial, porque ele faz parte da relação física com o mundo, mas frequentemente ignoramos a emoção e a intuição. Isso precisa mudar. 
         A Conclusão dessa interação da espiritualidade com a ciência resulta na nova visão de Deus, que para os místicos é uma visão bem antiga. 
         A consciência quântica é a percepção de tudo está interconectado. Que as coisas se relacionam entre si o tempo inteiro e que todos fazem parte desse mesmo "todo" e interagem o tempo todo.
        Geralmente, nós interpretamos Deus como algo unicamente externo. Pensamos em Deus como um ser separado de nós. Muitos têm Deus como um homem velho, barbudo e sentado em um trono, com o dedo levantado e julgando quem vai para o céu ou para o inferno. Isso é a causa dos conflitos.
          Se Deus também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que Deus está exclusivamente do lado de fora, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade. Não podemos excluir a nossa vontade, dizendo que tudo ocorre pela vontade de Deus. Temos de reconhecer o Deus que há em nós, como afirmou o Jesus há 2000 anos.
          Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material, se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. "Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá."
Nessa mensagem a palavra "no meio" pode ser interpretada como "dentro".
          O Espírito André Luiz trata o pensamento como matéria. Pela mente, os Espíritos absorvem o fluido cósmico, transmudando-o em um subproduto, a matéria mental vibrátil, um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, em processo vitalista semelhante à respiração, cujas vibrações são as impressas pela mente que a emitiu, cuja ação influencia, a partir de si mesma e sob a própria responsabilidade, a Criação.
          O pensamento não é apenas algo subjetivo, é também matéria imponderável a se manifestar como energia: MATÉRIA MENTAL.
         O pensamento sendo matéria, é formado por partículas, ou corpúsculos mentais, e se expressam como ONDAS e FORMAS MENTAIS.
         Sendo o Pensamento criador de imagens fluídicas, reflete-se no Perispírito como num espelho, tomando corpo e, aí, fotografando-se. Se um homem, por exemplo, tiver a idéia de matar alguém, embora seu corpo material se conserve impassível, seu corpo fluídico é acionado por essa idéia e a reproduz com todos os matizes. Ele executa fluidicamente o gesto, o ato que o indivíduo premeditou. Seu pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira se desenha como num quadro, tal qual lhe está na mente. É assim que os mais secretos movimentos da alma repercutem no invólucro fluídico. É assim que uma alma pode ler na outra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos corporais.
          A matéria mental tem natureza corpuscular, atômica e também resulta da associação de formas positivas e negativas.
Parte 1 da palestra Física Quântica e Espiritualidade
Com o professor Laércio B. Fonseca, físico e especializado em astrofísica.
      
          Além dos vídeos que apresentei, assiste a um vídeo, no qual um professor de física, e um professor de lógica e inteligência artificial, combatem o misticismo na física quântica. O que eu vi foram duas pessoas sem noção do que realmente é a física quântica e do que realmente é a espiritualidade, tratando tudo com descaso e colocando a física quântica como uma física tradicional. Deu para perceber, os quão limitados são, em sua própria crença de que o uso da física para provar a espiritualidade é um absurdo. Eles vacilam em várias ocasiões, e percebi também, que não teve ninguém na dita platéia fazendo perguntas inteligentes para que eles pudessem tentar responder. Já nos vídeos de entrevista com o renomado físico Amit Goswami, dá para perceber a coerência e firmeza de suas respostas frente a boas perguntas e até mesmo as perguntas geradas por pensamentos equivocados.
          Bem é claro que não dissertei todo o texto que coloquei acima, mas pesquisei em vários sites, copiei, colei, parafraseei, eliminei e acrescentei frases, dei minha opinião, misturei textos e pedaços de entrevistas tudo na tentativa de colocar o assunto de uma forma mais acessível a nós leigos nessa matéria. O resultado do meu caldeirão está aí, espero que tenha contribuído para quem procura este tipo de informação e espero ainda ter aguçado a curiosidade de quem ainda não estava a par tal assunto.

"A ciência sem religião é manca, a religião sem ciência é cega"
Albert Einstein 

Carmem de Vasconcellos!!!

QUEM É A MULHER PRESENTE NA NOTA DO REAL?

Postarei agora algo importantíssimo que muitas pessoas
 não sabem.
 Iremos falar hoje de uma mulher conhecida como 
"Santa maria, Rainha dos Céus, Ísis, Semíramis" etc.


Fato Histórico:

A bíblia conta que um dos filhos de Noé, aquele que riu
 de sua nudez,
 Cã (ou Cão) após ser amaldiçoado pelo pai por ter 
zombado de sua
 nudez quando Noé estava embriagado, teve filhos.
 Um deles, 
chamava-se Cuxe. Ele, por sua vez, tomou por mulher
 Semíramis 
 que com ele, teve um filho chamado Ninrode. 
 

   Ninrode ficou biblicamente conhecido como o primeiro 
poderoso da terra, foi o construtor de Babel e  de sua 
memorável torre, em respaldo de que a humanidade jamais
 seria novamente tragada pelo dilúvio. Inimigo do Deus
 (Deus este adorado no cristianismo, judaísmo e em outras
 religiões monoteístas) pretendia reunir a humanidade 
em um só lugar, ajuntando e o fazendo em desobediência 
a ordem divina "crescei, multiplicai e sede fecundos" 
(Gênesis 1:28).

Ninrode era adorado como o deus sol. Ficou 

conhecido como
 rei dos céus pela grande altura da torre de Babel,
 por ele construída 
 Tomou então como esposa a própria mãe, Semíramis
 tornando-a 
então, a rainha do céu (já que mãe e esposa do príncipe) 
e a partir dai, cultuada como a deusa lua e conhecida como 
a rainha dos céus ou mãe de Deus (qualquer semelhança 
com a "virgem maria" católica, não é mera coincidência) 

   Ninrode foi morto por seu tio avô Sem (filho de Noé, 
irmão de Cão). Este o esquartejou e separou seus 
pedaços, dando fim a sua enorme maldade, e 
irreverência
 (qualquer semelhança com Sete e Osíris, não é mera 
coincidência)

Quando Ninrode foi morto Semíramis tinha todas as partes
 do seu corpo que tinham sido enviados de todo o reino de 
Uruk se reuniram, com exceção de uma parte que não pôde 
ser encontrado. Essa parte que faltava era o seu órgão
 reprodutor. Semíramis disse ao povo da Babilônia que
 Ninrode 
não poderia voltar a vida sem seu pênis, e que ele
 havia subido aos céus para assumir seu 
lugar de Deus sol, que a Rainha Semíramis igualmente 
proclamo
u que Baal. Disse também que ele se faria presente na
 Terra 
sob a forma de uma chama, se vela ou lâmpada, 
quando usados
 na adoração (a chama da liberdade). Com a ajuda
 de Satanás
 Semíramis tornou-se uma deusa, filha da deusa 
Atargatis-peixe 
(como o peixe nunca foram destruídos durante 
o dilúvio),
 e se conectado com as pombas de Ishtar ou Astarte ".
 
    Semíramis alegou que ela foi concebida imaculada.
Ensinou que 
a lua era uma deusa que passou por um ciclo de 
28 dias e ovularam 
quando estiver cheia.

Ela alegou ainda que ela veio da lua em um ovo de lua
 gigante que caiu no rio Eufrates. Isso era para ter
 acontecido
 no momento da primeira lua cheia após o equinócio
 da primavera.
Semíramis tornou-se conhecido como "Ishtar" que é 
pronunciado 
como "Easter", e seu ovo lua tornou-se conhecido como
 "Ishtar" ovo ".. 
 
Ela se tornou conhecida como Ísis, Diana, Ártemis.
 Astarte, Cybele, etc em outras culturas como as pessoas 
migraram de Babel.  nomes diferentes devido às diferenças 
agora em todas as línguas.

Semíramis logo engravidou (pai desconhecido) e ela alegou 
que era os raios do deus Baal-sol que a levou a conceber.
 O filho que ela deu à luz foi chamado Tamuz. Tammuz, como 
seu suposto pai, tornou-se caçador. Um dia Tammuz foi morto
 por um porco selvagem.
Semiramis disse ao povo que Tamuz agora subiu para seu pai,
 Baal, e que os dois estariam com os adoradores da vela 
ou lâmpada sagrada chama de Pai, Filho e Espírito Santo.
Semiramis era agora adorada como a "Mãe de Deus e Rainha 
dos Céus".  

 
   Ela também disse que quando aos adoradores de
 Tammuz que 
quando foi morto por um porco selvagem, seu  sangue
 caiu no 
toco de uma árvore verde, e do toco cresceu uma árvore 
durante a noite.

Isso fez com que a árvore verde sagrada com o sangue 
de Tamuz. 
Ela também proclamou um período de quarenta dias 
de tempo 
de tristeza em cada ano anterior ao aniversário da
 morte de Tamuz.
 Durante este tempo, nenhuma carne era para ser 
comida. 
Adoradores meditavam sobre os mistérios sagrados
 de Baal e 
Tamuz. A letra inicial de "Tam-Muz" foi escrita em 
hebraico como
 um sinal vertical da cruz e foi pronunciado como 
"Tau". Assim,
 o sinal da cruz foi a letra inicial do deus babilônico 
"Tamuz" ,
 ou Baco ou Ninrode. Nabilônios tinham que fazer 
o sinal do 
"T" na frente de seus corações, quando eles adoravam. 
Eles também comeram os bolos sagrados com a marcação 
de um "T" ou cruz no topo. O sinal da cruz foi, portanto,
 usado
 como um símbolo sagrado mágico para afastar o mal.
   Todo ano, no primeiro domingo após a primeira lua cheia 
depois do equinócio da Primavera, uma celebração era feita.
 Foi chamado Domingo de Ishtar. Ela também proclamou
 que, como Tammuz foi morto por um porco, um 
porco deveria ser consumidos nesse domingo.


Este, também adorado como Deus sol (como descreve a 
bíblia em Ezequiel 8:12) e tido como reencarnação do pai 
Ninrode, de quem recebera espirito por legado. Então ficara 
Ninrode, Semíramis e Tamuz: a "sagrada família  
(qualquer semelhança com a sagrada família católica, 
não é mera
 coincidência).

   Os mais eruditos sabem, que a igreja católica foi
 fundada do
 pó das ruínas do império Romano, então dominador
 e que
 absorvera as culturas pagãs para se fortalecer, e assim, 
estabelecer o domínio das massas.E quando se fala 
em império
 romano, divindade... de quem se lembram os mais
 achegados
 aos estudos da história?
 
MITRA : DEO SOL INVICTVS      (não é mesmo?)

Mitra, que era cultuado como o Deus sol, cujo touro 
sacrifical
 representava a lua, tem lá suas semelhanças com o
 que 
chamo de "Cristolicismo" (cristianismo + catolicismo = 
sincretismo pagão) que mistura uma série de crenças
 com a doutrina que se tem hoje. Como a prática da
 santa ceia
, (para alguns cristãos, não existe a santa ceia. Para os
 mesmos, a mensagem esta contida no repartir e não no 
comer em si).
 Ceia esta que era praticada nas religiões mitraicas, onde 
se comia
 o pão e o vinho, em honra ao corpo e o sangue sacrifical
 de mitra 
e do touro sagrado por ele morto. Inclusive, o dia de seu 
nascimento 
é 25 de dezembro, data esta do que diz-se que cristo nasceu
 (diz-se, pois a bíblia, livro texto do cristianismo, não contém 
sequer registro do dia do seu nascimento).

Ainda voltando a história de Ninrode, este foi morto 
esquartejado, assim como seu correspondente na cultura 
egípcia  Osíris  A história diz que Osíris teve seu corpo
 esquartejado e os pedaços separados por Sete (que não 
era 
seu tio avô, mas seu irmão, o que não anula o grau de 
parentesco). 
A deusa Ísis então, viajou a procura dos pedaços.
Com uma percepção aguçada, podemos perceber a 
evidente
 relação entre estas divindades. A adoração ao deus 
sol (Tamuz) 
que é citada na bíblia, é a mesma prestada a Horus (ou Rá), 
deus sol na cultura egípcia. Visto que Isis (Semiramis,como 
já explicado e demonstrado anteriormente) é ninguém menos
 que sua mãe, e aparece amamentando Horus (Tamuz).
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(a direita, Isis amamenta Hórus. A esquerda, Hòrus
 ou Rá, o deus sol na cultura egípcia)
O símbolo da familia sagrada persistiu pelos tempos. Até
 que veio o catolicismo e sua imagem tomou a versão
 mais conhecida hoje: A sagrada familia católica.
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Obs: O objetivo desta reportagem não é atacar a crença 
de nenhum indivíduo, e sim, informar com base em estudos 
Históricos.


Estes personagens tem seus registros na  história e a bíblia,
 em Ezequiel 8:12 a 16, quando o senhor Deus se enfurece 
pelo povo de israel adorar a Tamus (o Deus sol, também da 
cultura egípcia, maia, etc...) com a expansão das culturas pagãs,
 a imágem desta deusa pagã se espalha inclusive, no meio
 católico, com a imagem da suposta maria, mãe de deus. 
Observe abaixo:
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(semiramis - rainha do céu; semiramis - mãe de Deus)
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"Madona de latte". basilica de santa cruz, Florença, Itália

As divindades, são as mesmas. As culturas é que se

 modificam
 e a cada cultura, sua divindade. Adaptada a cultura local, 
a divindade tem maior aceitabilidade de culto e assim, acaba-se 
desconhecendo a origem cultural da divindade em questão.
 Culturas 
podem se misturar 
por exemplo, no caso da invasão de território, como
 quando roma
 conquistou a grécia e absorveu parte de sua cultura 
que está
 presente em nossos dias atuais. Observe a imagem 
da deusa 
egípcia Isis com horus no colo (Semiramis e Tamuz) :
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"Isis e Horus". Museu imhotep, Sakara, Egito


Ela é a deusa Irene (deusa da paz na cultura romana)
 na qual foi inspirada a pax romana.
Veja abaixo que ela está com um menino no colo 
(você já deve saber quem é, não é mesmo?)
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(a esquerda, Irene. A direita, a Pax romana)
Observem que os seios da imagem a esquerda estão a
 mostra, simbolizando maternidade, fertilidade, assim como 
o quadro de Eugéne Delacroix, onde simbolizavam protesto.

Esta mulher também recebe o nome de Columbia, a
 mulher da imagem do Columbia Entertainment.
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É também, a mulher na famosa estátua da liberdade

 (lady liberty)
Observe suas semelhanças com Mitra, clara referência
 a sua homenagem.
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E têmis, a deusa simbolo da justiça (com a espada, 
a balança e a venda em seus olhos)
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É também Artêmis (deusa da caça na cultura grega)
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É Diana de éfeso (deusa dos campos na qual
 foi inspirada a mulher maravilha e o nome da 
princesa Diana)
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A seguir,uma lista de nomes adaptados para as diversas 
culturas para adoração de Semiramis:

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Tradução: Nomes diversos para a deusa pagã Semiramis:
tabela
Leia esta pesquisa da wikipédia: Semíramis Origem: 
Wikipédia, a enciclopédia livre. 

   No Brasil a deusa também foi homenageada,
 na nota do REAL, repare abaixo:

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sábado, 2 de agosto de 2014

O templo contaminado – ou Salomão quem, cara pálida

Tem uma simbologia contundente o fato de parte da terra que contaminou o campus da USP Leste ter saído do terreno do assim chamado Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus. Eu sei que o terreno da universidade, interditado por mais de seis meses, tem outras fontes de contaminação. O gás metano e substâncias cancerígenas encontrados são de várias origens.
E também sei que não foram os neopentecostais que contaminaram o terreno do “templo” no Brás – parte dele era do Lanifício Paulista há décadas. Mas a autoimportância do “bispo” Edir Macedo, que cultiva agora uma barba de patriarca e recebe na inaguração a presidente Dilma, o vice Temer, o governador Alckmin, o prefeito Haddad e o ex-Kassab, o ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante e o ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, entre outras autoridades subservientes, eleitoreiras e oportunistas, nos cobre de vergonha alheia.
E tem toda uma coerência com uma longa história patriarcal de abusos. Os primeiros a serem humilhados são o próprio Salomão, e Jesus Cristo. Personagem do Velho Testamento, Salomão teria vivido no século 9º a.C., ou seja, é parte de uma estratégia de deixar o menino-propaganda Jesus de lado, e garfar a tradição judaica (que está presente também nos adereços que aparecem na foto acima, as menorás, ou candelabros de sete braços, como se vê na foto acima).
A construção desse “templo” afirma algumas coisas. Entre outras, que todo o polimento humanista que a tradição judaico-cristã recebeu no Novo Testamento, e que de certa forma desembocou tardiamente na Teologia da Libertação, não desautoriza noções antigas e mais brutais. A de que o Deus é exigente e vingativo, sim. E que os “escolhidos” (não mais os judeus, mas os neopentecostais) são sua milícia moral.
Acontece que o rei Salomão, que teria sido casado com 700 mulheres, e amante de mais 300 concubinas, é conhecido pelo Cântico dos Cânticos, o livro mais sensual da Bíblia. Nesse livro bastante atípico, Deus é citado só uma vez, e mesmo assim de forma indireta. Certamente “bispos” e “pastores” devem se excitar com os relatos de tanta fartura – mas nem de longe estão à altura de Salomão, cujos escritos se parecem mais com a literatura pagã.
Naturalmente que os escritos de Salomão não tratam (só) da putaria do poder, mas da relação com a natureza, que as mulheres simbolizam. Diz ele: “Que deliciosas são suas carícias, minha irmã, minha mulher! Seu amor é melhor do que o vinho, e a fragrância do seu perfume melhor do que a de todas as especiarias/ Seus lábios gotejam favos de mel, minha mulher; mel e leite estão debaixo da sua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano/ Você é um jardim secreto, minha irmã, minha mulher, nascente fechada, fonte selada/ De você brota um pomar de romãs com frutas ótimas, com flores de hena e nardo/ Nardo e açafrão, cálamo e canela, com todas as madeiras aromáticas, mirra e aloés e as mais finas especiarias/ Você é uma fonte dos jardins, poço das águas vivas, que vêm do Líbano!”.
E em outro trecho a amada descreve o Rei como se fosse uma encarnação furtiva de Pan, ou um sátiro: “O meu amado é como um gamo, ou um cervo novo/ Vejam, lá está ele atrás do nosso muro, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades”. Tenho grande dificuldade em enxergar um pastor evangélico nesse ser sedutor em meio ao bosque.
Voltando ao mundo contaminado. Numa investigação do Ministério Público, surgiu a informação de onde veio parte da terra descartada irregularmente no terreno onde seria levantado campus leste da universidade, em janeiro de 2011. Como é área de proteção, a terra teria que ser analisada e receber licença ambiental. Um engenheiro que avisou o diretor da escola da irregularidade foi ameaçado anonimamente por telefone, em 2013.
Foi o dono da transportadora Ratão quem revelou que a terra foi transportada do terreno do “templo”. Aliás construído fraudulentamente, com base num parecer corrupto de reforma, concedido pelo escroque Husain Aref Saab, da gangue que comandava a fiscalização de obras da prefeitura na gestão Kassab. Que essa terra “sagrada” (not) tenha ido interditar uma universidade pública é de uma suprema ironia. O conhecimento e o Estado Laico também estão entre os humilhados.
Valter Pereira da Silva, o sr. Ratão dessa história, consta ter declarado no inquérito: “Por determinação do governador Geraldo Alckmin, no ano de 2007 o sr. Marcos Alano, responsável pela empresa de terraplanagem Alano, retirou a calha do rio Tietê e todo o entulho oriundo da demolição do Presídio do Carandiru e os jogou na área onde hoje está instalada a USP-Zona Leste (...) Como o declarante estava fazendo serviço de terraplanagem no Templo do Rei Salomão, do bispo Edir Macedo, precisava de um lugar para despejar terra decorrente da escavação para a construção do referido Templo”.
Esse sim é o Deus que eu respeito, o supremo roteirista, que escolhe um nome maravilhoso desses, RATÃO, para compor o roteiro. É dessa “relação com a natureza” que se trata: uma sociedade de patriarcalismo exaltado, em que acumulação e o poder linear substituem qualquer sensibilidade no trato com o mundo material, o mundo natural, dos ciclos e da conservação.
Foi o homem, não a natureza, que inventou os esgotos habitados pelos ratões. A natureza é limpa, mesmo quando é “suja”. São os dejetos e resíduos humanos acumulados que poluem, entopem e destroem nosso planeta. O gosto pelo dinheiro não é “materialista”; pelo contrário. Enxergar valor num pedaço de papel é idealismo puro. E esse papel não surgiu para humilhar.
É desse curtocircuito que se gera quando se prega que o “espírito” (o masculino, o formal, o regrado) é superior à “matéria” (o feminino, o intuitivo, o natural) que as religiões monoteístas se alimentam. O poder pessoal é deslocado para uma fonte externa, pretensamente superior e necessariamente autoritária. A busca humana de uma compreensão ética da vida é terceirizada. O dinheiro se torna superior ao que ele mesmo compra.
Ao contrário de Salomão, as barbas de Edir Macedo simbolizam a autoridade pela autoridade, sem sabedoria, sem substância, sem clemência, sem amor de qualquer tipo, a não ser por ela mesma. É o poder do poder, o dinheiro do dinheiro, o comando do comando, o abuso do abuso. O yang do yang: um mundo que começa e termina no homem e em sua vertigem de poder, sem mulher e sem entorno.
A cabala judaica, que os neopentecostais tentam emular magicamente, trata do equilíbrio entre poder e responsabilidade. O povo “escolhido” não significa os apadrinhados de um deus nepotista, que distribui cargos, benesses e prestígio a quem puxa seu saco. Pelo contrário, significa a presença de Deus na sua ética, nos seus hábitos, de tal forma que a riqueza, a saúde e a justiça se distribuam entre todos os seus filhos, administradas por líderes sábios. (Não que os judeus cabalistas tenham matado a charada, como vemos na Palestina.)
Ver nossas “lideranças” políticas todas sob as barbas de Edir Macedo, senhor de ratões e esgotos, de contaminações e interdições, não tem como nos deixar muito otimistas. É esse espelho distorcido que nossos homens e mulheres públicos procuram: o espelho de Edir e seu “poder”. Inclusive Alckmin, Kassab e agora Haddad, que se põe diretamente na linha de tiro desse escândalo.
Mas que faz todo o sentido, lá isso faz. O cristão-black-block que pixou a parede do “templo” antes da inauguração com um “Atos 17:24” (a passagem bíblica “Deus não habita em templos feitos pelas mãos de homens”) me representa. Porque os humilhados por essa inauguração somos todos nós.