segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Quem foram e o que fizeram os 12 apostolos originais?


Os apóstolos de Jesus seriam os 12 homens escolhidos pelo profeta entre seus discípulos e seguidores para espalhar seus ensinamentos e pregar o Evangelho e a ressurreição do Cristo. Os 12 participaram da Última Ceia.
Pedro - Líder dos apóstolos, recebeu de Jesus a missão de continuar sua obra depois que ele morresse. É o responsável pela fundação da Igreja de Roma, a Santa Sé, e considerado o primeiro papa da história. Também guarda as chaves do céu. Seu nome original era Simão.
André - Irmão de Pedro, foi o primeiro a ser convocado por Jesus. Pregou pelas regiões que hoje correspondem à Turquia, à Grécia e à Rússia - é o patrono da igreja ortodoxa grega.
Tiago, o Maior - Um dos filhos de Zebedeu, era pescador, a exemplo de André e Pedro, e foi um dos primeiros a abandonar tudo para seguir Jesus. Permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro, e depois foi até a Espanha.
João Evangelista - Irmão de Tiago, o Maior, João era o mais novo dos apóstolos quando Jesus viveu. Escreveu o quarto e último dos evangelhos do novo testamento, além do livro do Apocalipse. Foi Único a morrer de causas naturais - todos os outros foram executados.
Tiago, o Menor - Filho de Alfeu, é identificado às vezes como o irmão de Jesus, às vezes como primo. Foi o principal líder da comunidade cristã de Jerusalém, e escreveu uma das cartas do Novo Testamento. Sua vida confunde-se com a dos outros apóstolos na Bíblia.
Mateus - Autor do primeiro evangelho na seqüência do Novo Testamento, ainda que se considere que o de Marcos tenha sido escrito anteriormente. Antes de sua conversão ao cristianismo, Mateus era coletor de impostos e se chamava Levi. Abandonou os negócios e distribuiu seus bens entre os pobres para seguir Jesus.
Filipe - É dos apóstolos sobre quem se tem menos informações. Na última ceia, segundo o Evangelho de João, desafiou Cristo a mostrar Deus.
Tomé - Por não acreditar no que lhes diziam os outros apóstolos, que Jesus tinha ressuscitado, ficou conhecido como aquele que precisa "ver para crer". Após testemunhar o Cristo ressurgido, pregou na Pérsia e na Índia, onde ergueu um templo com as mãos.
Bartolomeu - Chamado de Natanael nos evangelhos, era descrito por Jesus como alguém leal, em quem se podia confiar. Pregou na Índia e na Armênia.
Judas Tadeu - Nascido em Nazaré, a exemplo de Jesus, era irmão de Tiago, o Menor. Um dos santos mais populares da Igreja Católica, é o padroeiro das causas perdidas e desesperadas.
Simão - Também conhecido por Simão, o zelote, integrou um grupo radical - os zelotes - que pregavam a libertação de Israel do domínio romano. Acompanhou Judas Tadeu em pregações pela Pérsia
Judas Iscariotes - O apóstolo que traiu Jesus ao entregá-lo para as autoridades judaicas e romanas em troca de 30 moedas de prata, segundo o Evangelho de Mateus. Sob o peso do remorso, devolveu o dinheiro e enforcou-se numa árvore.

5 coisas nojentas que vão acontecer com o seu corpo após a sua morte


1
A natureza não é gentil com o corpo humano após a morte. Felizmente, os dias de decomposição natural foram substituídos por rituais decididamente modernos de morte. Podemos optar por atrasar o processo de decomposição de um cadáver com o embalsamamento, técnica que retira os órgãos e substitui os fluidos corporais por conservantes. Ou podemos ser cremados, ou seja queimados a temperaturas mais altas que mil graus celsius por várias horas, enquanto nos transformamos em cinzas.
Enquanto nossos rituais modernos de sepultamento podem não soar tão atraentes, o processo da natureza ainda menos. O enterro é uma técnica utilizada há muito tempo. Em 2003, arqueólogos encontraram evidências de seres humanos que tinham enterrado seus mortos no norte da Espanha cerca de 350.000 anos atrás. Mas o que exatamente acontece quando já estamos a sete palmos do chão?

1. As células se rompem


O processo pelo qual o corpo humano se decompõe começa poucos minutos após a morte. Quando o coração para de bater, a temperatura corporal cai cerca de 1,5 graus centígrados por hora até atingir a temperatura ambiente. Quase imediatamente, o sangue se torna mais ácido e o dióxido de carbono se acumula. Isso faz com que as células se rompam, liberando enzimas para os tecidos, que começam a ser digerido de dentro.

2. Você fica pálido


A Gravidade deixa a sua marca no corpo humano nos primeiros momentos após a morte. Enquanto o resto do seu corpo fica pálido, glóbulos vermelhos pesados ​​se movem para as partes do seu corpo que estão mais próximos ao chão. Isso ocorre porque a circulação foi interrompida. Os resultados são manchas roxas sobre suas partes mais baixas. Quando analisadas pelo legista, elas podem revelar exatamente a hora em que você morreu.

3. O cálcio faz com que seus músculos se contraiam


Todos mundo já ouviu falar que depois da morte o corpo fica duro e difícil de se mover. Isso acontece porque o cálcio faz com que os músculos se contraiam. Isso começa a acontecer geralmente depois de três a quatro horas após a morte e o pico é  12 horas depois, no entanto após de 48 horas o efeito acaba. Por que isso acontece? Existem bombas nas membranas das suas células musculares que regulam cálcio. Quando as bombas param de funcionar na morte, o cálcio inunda as células, fazendo com que os músculos se contraiam e endureça.

4. Seu órgãos vão se auto-digerir


A putrefação, retardada pelo processo de embalsamamento
, é causada pelas enzimas do pâncreas, que faz com que o órgão começar a digerir a si mesmo. Além da ação microbiana, que se inicia na barriga e se espalha pelo corpo todo. A cientista Caroline Williams afirmou em seus estudos, publicados na revista NewScientist, que cerca de 100 trilhões de bactérias vivem nas nossas entranhas, em harmonia com o nosso organismo. Depois da morte, a atividade dessas bactérias liberam a putrescina e cadaverina, que são os compostos que tornam o cheiro do corpo humano em morte.

5. Você pode ficar coberto de cera


Além de pó e cinzas, também podemos virar cera. Depois de putrefação, a decomposição é acelerada para transformar o corpo em esqueleto. No entanto, alguns órgãos tomam um rumo interessante. Se um corpo entra em contacto com o solo ou a água fria, pode desenvolver adipocera, formada a partir de um material ceroso. A adipocera funciona como um conservante natural sobre os órgãos internos. Ele pode levar especialistas a pensarem que uma pessoa morreu antes do que o real, como foi o caso de um cadáver de 300 anos de idade recentemente encontrado na Suíça.

Morte humana


O triunfo da morte, de Pieter Brueghel o Velho, (1562).
Historicamente, tentativas de definir o momento exato da morte foram problemáticas. A identificação do momento exato da morte é importante, entre outros casos, no transplante de órgãos, porque tais órgãos precisam de ser transplantados, cirurgicamente, o mais rápido possível.
Morte já foi anteriormente definida como parada cardíaca respiratória mas, com o desenvolvimento da ressuscitação cardiopulmonar e da desfibrilação, surgiu um dilema: ou a definição de morte estava errada, ou técnicas que realmente ressuscitavam uma pessoa foram descobertas: em vários e vários casos, respiração e pulso cardíaco são realmente restabelecidos após cessarem. Em vista da nova tecnologia, atualmente a definição médica de morte é conhecida como morte clínicamorte cerebral ou parada cardíaca irreversível.
A morte cerebral é definida pela cessão de atividade elétrica no cérebro, mas mesmo aqui há correntes divergentes. Há aqueles que mantêm que apenas a atividade elétrica do neo-córtex deve ser considerada a fim de se definir a morte. Por padrão, é usada contudo uma definição mais conservadora de morte: a interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo, incluso e sobretudo no tronco encefálico - responsável entre outros pelo controle de atividades vitais essenciais como batimentos cardíacos e respiração - e não apenas no neo-córtex, diretamente associado à consciência [11] . Essa definição - a de morte cerebral - é a adotada, por exemplo, na "Definição Uniforme de Morte" nos Estados Unidos.
Lápides em um cemitério.
Mesmo frente a uma definição precisa de morte, a determinação da mesma ainda traz suas peculiaridades, e pode ser difícil. A exemplo, EEGs podem detectar pequenos impulsos elétricos onde nenhum existe, enquanto houve casos onde atividade cerebral em um dado cérebro mostrou-se baixa demais para que EEGs os detectassem. Por causa disso, vários hospitais possuem elaborados protocolos determinando morte envolvendo EEGs em intervalos separados, e não raro mediante os pareceres autônomos de no mínimo dois médicos.
história médica contém muitas referências a pessoas que foram declaradas mortas por médicos, e durante os procedimentos para embalsamento eram encontradas vivas. Histórias de pessoas enterradas vivas levaram um inventor no começo do século XX a desenhar um sistema de alarme que poderia ser ativado dentro do caixão.
Por causa das dificuldades na definição de morte, na maioria dos protocolos de emergência, mais de uma confirmação de morte, tipicamente fornecida por médicos diferentes, é necessária. Alguns protocolos de treinamento, por exemplo, afirmam que uma pessoa não deve ser considerada morta a não ser que indicações óbvias que a morte ocorreu existam, como decapitação ou dano extremo ao corpo. Face a qualquer possibilidade de vida, e na ausência de uma ordem de não-ressuscitação, equipes de emergência devem proceder ao transporte o mais imediato possível até ao hospital, para que o paciente possa ser examinado por um médico. Isso leva à situação comum de um paciente ser dado como morto à chegada do hospital.
Pós-morte
"Tudo é vaidade". Uma ilusão de óptica criada por Charles Allan Gilbert, criticando o apego material da vida mundana.
A questão de o que acontece, especialmente com os humanos, durante e após a morte, ou o que acontece "uma vez morto", se pensarmos na morte como um estado permanente, é uma interrogação freqüente, literalmente uma questão latente na psique humana. Tais questões vêm de longa data, e a crença numa vida após a morte com uma posterior reencarnação ou mesmo a passagem para outros mundos embora muito antigas, são ainda muito difundidas socialmente (veja submundo). Para muitos, a crença e informações sobre a vida após a morte resultam de uma mera busca por consolação ou mesmo de uma covardia em relação à morte de um ser amado ou à prospecção da inevitabilidade de sua própria morte. A crença em vida após a morte pode para esses trazer algum consolo, contudo crenças como o medo do Inferno ou de outras conseqüências negativas podem tornar a morte algo muito mais temido. A contemplação humana da morte é uma motivação importante para o desenvolvimento de sistemas de crenças e religiões organizadas. Por essa razão, palavra passamento quando dita por um espírita, significa a morte do corpo. A passagem da vida corpórea para a vida espiritual.
Apesar desse ser conceito comum a muitas crenças, ela normalmente segue padrões diferentes de definição de acordo com cada filosofia. Várias religiões crêem que após a morte o ser vivo ficaria junto do seu criador, para os cristãos, Deus.
Muitos antropólogos sentem que os enterros fúnebres atribuídos ao Homem de Neanderthal / Homo neanderthalensis, onde corpos ornamentados estão em covas cuidadosamente escavadas, decoradas com flores e outros motivos simbólicos, é evidência de antiga crença na vida após a morte.
Do ponto de vista científico, não se confirma a idéia de uma vida após a morte. Embora grande parte da comunidade científica sustente que isso não é um assunto que caiba à ciência resolver, e que cientificamente não há evidências que corroborem a existência de espíritos ou algo com função similar que sobreviva após a morte, muitos pesquisadores tentaram e ainda tentam entrar nesse campo estudando por exemplo as chamadas "experiências de quase-morte". Para eles, o conceito de "vida" se associa ao de "consciência", contudo consciência não se atrela à matéria conhecida.
Ao fim, consideram-se em essência três hipóteses:
·         A consciência existe unicamente como resultado de correlações materiais Essa hipótese é a que encontra corroboração científica atualmente, e se for verdadeira, a vida cessa de existir no momento da morte.
·         A consciência não tem origem física e sim transcendente à matéria usando o corpo físico apenas como instrumento para se expressar. Se esta hipótese for verdadeira, certamente há uma existência de consciência após a morte e não obstante também antes da vida física, o que leva diretamente às tentativas de validação da reencarnação. É a adotada na Doutrina Espírita; sendo igualmente utilizada por várias outras doutrinas espiritualistas para validar os acontecimentos por eles presenciados e assumidos como transcendentais; bem como para explicarem-se os êxtases em cultos de neopaganismo.
·         A consciência tem uma origem física e encontra-se atrelada ao cérebro, mas há uma distinção entre os estados físicos da matéria (da massa encefálica) e os pensamentos que deles derivam .Nessa linha de pensamento há alguns que vão adiante e alegam que a consciência atrela-se a algum tipo de matéria imponderável que, embora relacionada a matéria ordinária, não se decompõe como a primeira quando da morte. A hipótese também é, neste caso, compatível com a reencarnação e com a filosofia das doutrinas espiritualistas (ver perispírito).
fonte-diskipédia


Experiência de quase-morte



O termo experiência de quase morte (ou EQM) refere-se a um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente, sendo as mais divulgadas a projeção da consciência (também chamada de "projeção astral", "experiência fora do corpo", "desdobramento espiritual", "emancipação da alma", etc.), a "sensação de serenidade" e a "experiência do túnel". Esses fenômenos são normalmente relatados após o indivíduo ter sido pronunciado clinicamente morto ou muito perto da morte, daí a denominação "EQM". O termo "experiência de quase morte" (em francês, "expérience de mort imminente"), foi proposto pelo psicólogo e epistemólogo francês Victor Egger em 1896 em "Le moi des mourants" como resultado das discussões no final século XIX entre filósofos e psicólogos, relativamente às histórias de escaladores sobre a revisão panorâmica da vida durante quedas. O interesse popular pelas EQMs se iniciou devido principalmente ao trabalho do psiquiatra e parapsicólogo norte-americano Raymond Moody em seu best seller Vida Depois da Vida (1975).
Muito se estuda sobre as experiências de quase morte mas não existe prova científica e nem consenso científico sobre as causas e significados desses fenômenos.
Em geral parapsicólogos e espiritualistas, e mesmo alguns médicos e cientistas, interpretam as experiências como provas ou evidências do dualismo mente-cérebro e da vida após a morte. Por outro lado, muitos outros médicos e cientistas apontam as EQMs como tendo características de alucinações sendo esta a explicação cientificamente corroborável até o momento. Objeto de estudo da pseudociência da parapsicologia, o consenso científico atual não suporta as alegações deste e de outros supostos fenômenos paranormais. Em 1978 foi fundada a International Association for Near-Death Studies (Associação Internacional de Estudos do Quase-Morte) nos EUA. A associação e a maior parte da literatura científica sobre o tema utilizam a "near-death experience scale" ("escala de experiência de quase morte"), método criado pelo psiquiatra e parapsicólogo Bruce Greyson para determinar as EQMs legítimas.
Em 1982, uma pesquisa do Instituto Gallup apontou que cerca de 8 milhões de norte-americanos já tinham passado pela experiência de quase morte. Até 2005, haviam sido documentadas menções a EQM em 95% das culturas do mundo. Um dos mais antigos registros de EQM está contido na obra "A República" (Livro X) de Platão.
Índice
·         1-Descrição
·         3-Investigação científica
·         5-Ver também
·         6-Notas
·         7-Referências
·         8-Ligações externas
Descrição
A tela "Ascensão dos abençoados" (1490) de Bosch é associada por pesquisadores de experiências de quase morte a alguns aspectos recorrentes em EQM.
As pessoas que viveram o fenômeno relatam, geralmente, uma série de experiências comuns, descritas nos estudos de Elizabeth Kubler-Ross (1967) e Raymond Moody (1975), tais como:
·         um sentimento de paz interior;
·         a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;
·         a impressão de estar em um segundo corpo, distinto do corpo físico;
·         a percepção da presença de pessoas à sua volta;
·         a visão de seres espirituais;
·         visão de 360º;
·         sensação de que o tempo passa mais rápido ou mais devagar;
·         ampliação de vários sentidos;
·         a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo ("experiência do túnel").
Nesse espaço, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um "ser de luz", embora seu significado possa variar conforme os arquétipos culturais, a filosofia ou a religião pessoal. O portal entre essas duas dimensões é também descrito como a fronteira entre a vida e a morte. Por vezes, alguns pacientes que viveram essa experiência relatam que tiveram de decidir se queriam ou não regressar à vida física. Muitas vezes falam de um campo, uma porta, uma sebe ou um lago, como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria não regressarem ao seu corpo físico.
Algumas EQMs são descritas como angustiantes, como foi analisado profundamente por Bruce Greyson e Nancy Evans Bush. Com a multiplicação de referências a acontecimentos comparáveis à experiência de quase morte, iniciou-se uma nova corrente, em que diversos pesquisadores de todo o mundo deram início à discussão e à análise do fenômeno de forma mais aberta. Grupos da comunidade médica passaram a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva, como ocorre, por exemplo, na Associação Internacional de Estudos de Quase Morte, no Departamento de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais da Universidade da Virginia na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Enquanto existem observadores que atribuem esse fenômeno a experiências espirituais, outros recorrem a teorias como alucinação, memória genética ou a simbolização do nascimento biológico.
Mudanças psicológicas e comportamentais
Após a experiência de quase morte, muitas pessoas declaram terem alterado seus pontos de vista em relação ao mundo e às outras pessoas. As mudanças comportamentais geralmente são significativamente positivas, e o principal fator para a mudança é a perda do medo da morte (tanatofobia). Em geral, a pessoa diz enxergar o mundo de maneira mais vívida, ser inundada por sentimentos de bondade e amor ao próximo, ter vontade de ajudar os necessitados, sentir abertura a uma forma de religiosidade não dogmática e a crenças orientais como a reencarnação, aceitar-se mais e aceitar mais os outros, perder o sentido de importância do ego e se preocupar menos com as opiniões dos outros. Essas pessoas alegam que passaram a valorizar mais as suas vidas e as dos outros, reavaliaram os seus valores, a ética e as prioridades habituais e tornaram-se mais serenas e confiantes.[1] [25]
Investigação científica
Até por volta da década de 60, este fenômeno costumava ser considerado pela ciência estrita como um assunto vulgar, fruto de lendascrendice popular ou religiosidade. No entanto, na década de 1970, pesquisas como a do médico Raymond Moody e a da médica Elizabeth Kubler-Ross, principalmente após a publicação dos best-sellers Vida Depois da Vida e Sobre a Morte e o Morrer, respectivamente, levaram ao início de uma corrente de pesquisas em todo o mundo sobre o fenômeno. Mesmo com tanto interesse e a presença de numerosos relatos anedóticos, ainda não há qualquer comprovação científica sobre a realidade das experiências de quase-morte. Entre os cientistas que pesquisam o assunto, em geral há os que interpretam as experiências como reações do cérebro (visão monista) e há os que interpretam tais experiências como prova ou evidência de que a consciência não é produzida pelo cérebro (posiçãodualista); e de que existe vida após a morte.
Muitos pesquisadores, como a psicóloga Susan Blackmore e o anestesiologista Lakhmir Chawla, acreditam na teoria de que as EQMs são alucinações complexas causadas pela falta de oxigênio no cérebro durante a etapa final do processo de morte. No entanto, muitos outros pesquisadores, como os psiquiatras Raymond Moody e Bruce Greyson, discordam das teorias materialistas e defendem teorias que interpretam as experiências como evidências de que a consciência do ser humano existe independentemente do cérebro, argumentando principalmente que muitas pessoas demonstram percepções extrassensoriais com precisão em seus relatos de EQM (como por exemplo o famoso caso de EQM da cantora Pam Reynolds) e que não há sinais de funções mentais prejudicadas nas situações clínicas em que as EQMs ocorrem.físico Sir Roger Penrose e o anestesiologista Stuart Hameroff, baseados na teoria desenvolvida e denominada por eles como orchestrated objective reduction, defendem que em EQM a "alma quântica" deixa o sistema nervoso e re-entra no cosmos.] Segundo Hameroff, "é possível que a informação quântica que constitui a consciência possa mudar para planos mais profundos e continue a existir puramente na geometria do espaço-tempo, fora do cérebro, distribuída não-localmente", como uma "alma quântica" à parte do corpo. Um dos primeiros estudos clínicos sobre experiências de quase morte em pacientes em estado de parada cardíaca foi feito pelo cardiologista holandês Pim van Lommel e sua equipe médica, tendo sido publicado em 2001 pela revista científica Lancet . De acordo com o cardiologista, dos 344 pacientes estudados que foram reanimados com sucesso depois de sofrerem parada cardíaca, 62 (18%) tiveram EQMs e lembraram com detalhes as condições que passaram quando estavam clinicamente mortos. Na conclusão de Lommel, nossa consciência existe independentemente do cérebro; este sendo um veículo físico de expressão da consciência mas não o produtor da mesma. O maior estudo já realizado sobre o tema foi liderado pelo médico intensivista britânico Sam Parnia e efetuado entre 2008 e 2014, período em que Parnia e outros cientistas da Universidade de Southampton examinaram mais de duas mil pessoas que sofreram paradas cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido, Estados Unidos e Áustria. O estudo concluiu que a consciência humana permanece por ao menos três minutos após o óbito biológico. Entre os relatos intrigantes descritos por Raymoond Moody em sua obra, encontra-se esse no livro A Luz do Além (1988): "Em Long Island, uma mulher de setenta anos cega desde os dezoito, foi capaz de descrever, com detalhes vívidos, o que aconteceu, enquanto os médicos tentavam ressuscitá-la de um ataque do coração. Ela conseguiu dar uma boa descrição dos instrumentos que foram utilizados, e até mesmo de suas cores. E o mais surpreendente para mim é que a maioria daqueles instrumentos sequer fora concebida na época em que ela ainda podia ver, havia cerca de cinquenta anos. Além de tudo isso, ela ainda disse ao médico que ele usava um jaleco azul quando começou a ressuscitá-la".
Porém mesmo diante de relatos que para muitos são surpreendentes, a visão monista, a de que alterações funcionais e químicas no cérebro são as responsáveis pelas experiências de quase morte, ao menos até o momento é a cientificamente suportada; em virtude primeiro da ausência factual científica necessária ao suporte da visão dualista como científica; e em segundo devido a considerações levantadas quanto se busca definir de forma rigorosa o que é "consciência"; sobretudo diante da perspectiva dos avanços em biotecnologia, onde a possibilidade de se construir uma máquina com consciência não pode ser mais tratada como mera ficção científica.
Os avanços das técnicas de mapeamento cerebral e de mecanismos excitatórios cerebrais invasivos e não invasivos contribuíram significativamente para a compreensão científica da experiência de quase morte. A exemplo, o estímulo direto dos lobos temporais pode induzir a sensação de uma presença invisível ou "divina"; e um capacete construído pelo médico Michal Persinger e por ele denominado "capacete de Deus" induz experiências "espirituais" em 80% daqueles que o experimentam. Modificações induzidas no funcionamento dos lobos parietais simulam experiências extrassensoriais, entre elas corporificações e a sensação de se "sair do corpo".Em experimentos realizados em aceleradores centrípetos, que visam a compreender as reações psicofisiológicas humanas em presença de enormes acelerações, após momentaneamente desmaiarem dadas a incapacidade circulatória e oxigenação inadequada do cérebro, as pessoas submetidas ao teste relatam quase sempre alucinações análogas às apresentadas pelas pessoas que passaram por experiências de quase morte, incluso a experiência de se ver fora do corpo; muito embora, nesses experimentos controlados, as pessoas em testes sejam seguramente mantidas longe do limite entre a vida e a morte.
Filmes relacionados à Experiência de quase morte
[Resurrection (br:Ressurreição) - 1980
·         Brainstorm (br:Projeto Brainstorm) - 1983
·         The Quiet Earth (br:Terra Tranquila) - 1985
·         Life After Dead (br:Vida Depois da Morte) - 1989
·         Flatliners (br:Linha Mortal) - 1990
·         Saved by the Light (br:Salvo pela Luz) - 1995
·         Dragonfly (br:O Mistério da Libélula) - 2002
·         Just Like Heaven (br:E Se Fosse Verdade...) - 2005
·         The Invisible (br:O Invisível) - 2006
·         Enter the Void (br:Viagem Alucinante) - 2009
·         Funny People (br:Tá Rindo do Quê?) - 2009
·         Charlie St. Cloud (br:A Morte e Vida de Charlie) - 2010
·         Hereafter (br:Além da Vida) - 2011
·         If I Stay (br:Se Eu Ficar) - 2014
·         Proof (br:Prova/série de TV) - 2015