sábado, 15 de outubro de 2016

A verdadeira história da Lista de Schindler

A “Lista de Schindler” é um famoso filme, dirigido por Steven Spielberg,
 que conta a história de um industrial alemão que salva as vidas de




 milhares de judeus. Conta-se que Schindler era dono de uma fábrica
 de armamentos, na qual trabalhavam muitos judeus. Paradoxalmente 
Schindler era filiado ao Partido Nazista. A origem de seus empregados
 remete ao gueto de Cracóvia e muitos moradores desse gueto foram 
parar no campo de concentração de Plaszow. É daí que Schindler tirou
 a mão de obra de sua indústria.
Os operários de Schindler trabalhavam o dia inteiro e ao anoitecer voltavam para o campo de
 concentração. Quando os oficiais de Plaszow receberam ordens de desativar o campo de
 concentração (e isso significava mandar os prisioneiros para outro lugar, onde seriam mortos), 
em decorrência do avanço das tropas russas, Schindler, através do suborno desses oficiais,
 conseguiu convencê-los de que necessitava daqueles funcionários “especializados”, e criou a
 famigerada “lista de Schindler”. Os nomes que aí constavam foram transferidos para uma

 fábrica na cidade natal do industrial.


Quando a guerra terminou, 1200 mulheres, crianças e homens foram 
salvos graças aos esforços desse homem. O governo de Israel lhe con
cedeu
 uma pensão vitalícia pelas vidas dos judeus salvos, e pelo seu
 humanismo.
 Enquanto a guerra durou se tornou próspero, porém gastou todo 
seu dinheiro 
ajudando judeus a fugir da Alemanha e com empreendimentos que 
não deram
 certo. Seu nome está inscrito junto a uma árvore plantada por ele,
 localizada
 numa avenida de Israel, ao lado de outras personalidades não judias
, mas
 que pelas atividade humanitárias em favor das vidas de milhares de
 judeus, 
se tornaram verdadeiros heróis.
Em 1974, morreu pobre num hospital de Hildesheim.

Os animais têm alma e são também seres em evolução































Por Irvênia Prada
Todos nós que convivemos com animais sempre nos sensibilizamos 
com suas demonstrações de companheirismo e afetividade. É comovedor 
o testemunho do Padre Germano ("Memórias do Padre Germano",
 de Amália Domingos Soler, FEB) a respeito de Sultão: "Pobre animal! 
Pesa-me dizê-lo, mas é a verdade: encontrei num cão o que nunca pude 
encontrar num homem. Quanta lealdade, cuidado, solicitude!". 
Também nos surpreendemos com suas atitudes inteligentes. Em 
"A Gênese", cap. III, itens 11 a 13, de Kardec, lê-se: "... isso 
(a inteligência) é um atributo exclusivo da alma... O animal carniceiro
 é impelido pelo instinto a nutrir-se de carne; porém, as precauções... sua 
previsão... são atos de inteligência".
Hoje, a Etologia, ciência do comportamento, criada por Konrad Lorenz,
 confirma plenamente esse enfoque kardequiano, demonstrando que os
 animais são seres inteligentes. Aliás, com capacidade muito além da que 
supúnhamos. Leia-se, a respeito, entre outros, "O Parente mais Próximo",
 de Roger Fouts, biólogo americano que durante mais de 30 anos
trabalha com chimpanzés, ensinando-lhes a linguagem gestual dos surdos-mudos.
Voltemos a Kardec, "O Livro dos Espíritos", item 597: - "Pois se os 
animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação,
 há neles um princípio independente da matéria? Resposta: Sim, e que
 sobrevive ao corpo".
Muitos são os relatos a esse respeito que consegui inserir em meu livro 
A Questão Espiritual dos Animais, publicado pela FE - Folha Espírita.
 Este me foi transmitido pessoalmente pelo querido confrade Divaldo Pereira
 Franco: Divaldo chegou certa vez a Campo Grande, tendo sido recebido por
D. Maria Edwiges, então presidente da Federação Espírita do Mato Grosso.
 Ao entrar em sua residência, pulou-lhe ao peito enorme cachorro. As pessoas
 que o acompanhavam, sem se aperceberem do que realmente estava 
acontecendo, indagam-no sobre sua inesperada reação. Divaldo responde: 
"Eu me assustei com o cachorro, mas está tudo bem!" Ouve deles
 em seguida: "Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!", 
ao que ele retruca: "Tem, sim, esse pastor aí!" Percebe então que D. Maria
 Edwiges se emociona ao comentar: "Divaldo, eu tive um pastor, mas 
ele morreu há meses!"
Outro caso que relato, encontra-se originalmente no livro "Testemunhos
 de Chico Xavier", de Suely Caldas Schubert, FEB, onde se lê o seguinte 
depoimento de Chico: "Em 1939, o meu irmão José deixou-me um desses
 amigos fiéis (um cão). Chamava-se Lorde e fez-se meu companheiro...
 Em 1945, depois de longa enfermidade, veio a falecer. Mas, no último 
instante, vi o Espírito de meu irmão aproximar-se e arrebatá-lo ao corpo 
inerte e, durante alguns meses, quando o José, em Espírito, vinha ter 
comigo, era sempre acompanhado por ele... A vida é uma luz que se 
alarga para todos..."
Motivada por tantas evidências, passei a buscar na literatura espírita, 
particularmente nas obras de Kardec, como na ciência acadêmica, 
informações que elucidassem tantas questões sobre a espiritualidade dos 
animais, e as "coincidências" que encontrei são surpreendentes! Por exemplo,
 hoje a ciência admite ser o sistema nervoso, em especial o cérebro, o
 "órgão" (do gregoorganon = meio, recurso, instrumento) de expressão da mente.
 Pois bem, André Luiz, em "No Mundo Maior", cap. 4, informa que: "
O cérebro é o órgão sagrado de manifestação da mente, em trânsito da 
animalidade primitiva para a espiritualidade humana". Também é 
impressionante a correlação que se pode fazer entre o "cérebro trino"
 de Mac Lean, autor clássico na ciência, com a configuração de nossa casa
 mental e sua relação com diferentes partes do cérebro, expressa por
 André Luiz no livro "No Mundo Maior", cap. 3 e 4.
Era a deixa que eu queria, pois como veterinária e espírita acabei encontrando
 um leito para dar fluxo às muitas idéias que pululam na mente de todos nós,
 sobre os animais. Muitos dos temas são ainda tratados como questão, 
isto é, como matéria em discussão, uma vez que existem muitas perguntas
 sem resposta definitiva. São eles: a filogenia do cérebro e da mente, o
 significado do sofrimento nos animais, a presença de figuras animais
 no plano espiritual (a questão da erraticidade, do desencarne e da 
reencarnação), a existência dos "espíritos da natureza", a abordagem ética
 e doutrinária do comer ou não comer carne e a validade do uso de animais
 na chamada zooterapia.
Defendo a tese de que os animais são seres em evolução, tanto orgânica 
quanto espiritual. São nossos companheiros de jornada, merecendo ser
 respeitados e, sobretudo, amados. Como diz o mentor Alexandre, em
 "Missionários da Luz", cap. 4, de André Luiz: "Abandonando as 
faixas de nosso primitivismo, devemos acordar a própria consciência
 para a responsabilidade coletiva. A missão do superior é a de amparar
 o inferior e educá-lo".
Que Jesus abençoe nossos esforços para entender a beleza de toda a criação,
 na qual não devemos nos colocar como destacados senhores, mas, sim, na
condição de Espíritos ainda no aprendizado de primárias lições!
.



“AMOR DE VIDAS PASSADAS.”

Para se entender com maior profundidade a origem do amor é necessário contextualizá-lo dentro da teoria da palingenesia, ou reencarnação. Um amor não nasce de simples semelhanças de modos de ser e de interesses comuns, ele é o resultado de um longo processo de dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas em que duas almas conviveram juntas. Nestas experiências conjuntas, ambas foram passando por circunstâncias juntos, enfrentando desafios, superando obstáculos, atravessando todas as dificuldades, e envolveram-se em laços afetivos e amorosos um com o outro, brotando daí uma profunda identificação e um sentimento verdadeiro.
Muitas pessoas me perguntam como podemos descobrir se alguém que muito amamos fez parte do nosso passado de outras vidas. A resposta a essa pergunta é bem simples: se você ama verdadeiramente essa pessoa, e a conhece a pouco tempo, então vocês já viveram, sem sombra de dúvida, experiências mútuas em vidas passadas. Isso significa que o amor verdadeiro, aquele que reside numa esfera muito íntima do nosso ser, não pode ser desperto em apenas uma vida. Os laços do amor real são tão fortes, que apenas experiências milenares podem despertar em nós um amor que é quase divino, que nasce do infinito e que se manifesta no ser humano como a expressão do sentimento mais puro que o homem da face da Terra pode ter acesso: o amor incondicional.
Em nossos estudos com terapia de vidas passadas chegamos a conclusão, tal como centenas de terapeutas ao redor do mundo, que todos os seres se agrupam naquilo que se convencionou chamar de “família de almas” ou “grupo anímico”. Além de nossa família consangüínea, que forma indivíduos com laços de sangue comuns, todos os seres possuem uma família espiritual, que é bem maior do que a nossa família genética atual. Ela é composta por centenas de espíritos que tiveram milhares de experiências conosco em vidas passadas; são espíritos que nos conhecem há milênios, e todo esse arcabouço de experiências coletivas os liga por laços de amizade, carinho, amor, cooperação, compaixão, e outros. Como tudo na vida tem dois pólos, as experiências negativas também fazem parte destes laços, sendo comuns sentimentos de ódio, raiva, antipatias, rejeição, ojeriza, malquerença, amargor, mágoa, etc. Toda essa mistura de sentimentos, tanto os positivos quanto os negativos, podem se expressar em nossas relações, e na maioria das vezes nem desconfiamos que eles vêm de vidas passadas, e não da vida atual.
Dentre nossa família de almas, há aqueles espíritos que cada um de nós guarda uma afeição mais profunda. Esses geralmente oscilaram, nos diversos papéis de vidas passadas, sendo nossos filhos, amigos, marido, esposa, pai, mãe, avô, avó, irmão ou irmã. A proximidade do parentesco físico não é definitiva para indicar o grau de afeição entre duas almas. Por exemplo, um filho pode amar mais a avó do que a própria mãe, pois seus laços espirituais podem ter sido mais estreitos em diversas vidas passadas. Um pai pode amar mais um filho do que o outro: embora muitos pais neguem essa diferença afetiva, sabemos que isso existe e é perfeitamente normal, já que um pai pode ter mais experiências amorosas pretéritas com um filho do que com o outro.
Algumas vezes as experiências traumáticas do passado podem abafar um amor entre duas almas. Por exemplo: uma mãe que matou seu filho numa vida passada, quando eles eram irmãos que disputavam algo. O filho pode carregar essa recordação inconsciente dentro de si e expressa-la em forma de rejeições, afastamento, ojeriza e até uma raiva inconsciente pelo que foi feito. É preciso lembrar sempre que esses traumas, apesar de terem sido esquecidos entre uma vida e outra, não apagam os sentimentos, sejam eles positivos ou negativos. A falta de memória não destrói as emoções que guardamos dos espíritos que fizeram parte do nosso histórico encarnatório.
Dessa forma, a família de almas é nossa família espiritual e vale muito mais do que nossa família física. Um bom exemplo é observar o comportamento afetivo das pessoas. Algumas podem gostar mais de um amigo do que de um parente próximo, como pai, mãe ou irmão. Esse amigo, apesar de não fazer parte de sua família consangüínea, pode ser um membro próximo de nossa família espiritual, e um amor muito grande pode estar presente na relação de ambos. Assim, a família espiritual transcende nossa família de sangue e demonstra a existência de laços muito maiores, mais sutis e imensamente mais antigos do que os laços consangüíneos.
Cada família espiritual é parte de uma família ainda maior, que pode nem sequer viver atualmente no planeta Terra. Há pessoas que sentem internamente, com grande certeza íntima, de que seus amigos verdadeiros e sua família não são deste planeta. Esse é o caso de muitas pessoas que foram exiladas de seu planeta de origem e estão aqui na Terra há algumas vidas tentando transmutar uma parcela do karma que ainda as prende nos grilhões terrestres. Alguns sentem isso tão forte que sequer conseguem manter laços afetivos na Terra, tal é o seu grau de apego a sua família espiritual extraterrestre. Alguns podem imaginar que isso representa uma evolução e que é uma indicação de superioridade espiritual, mas não é bem assim. Essa recusa em se viver a realidade atual implica num forte apego a um estado arcaico de existência, e esse apego pode aprisionar o espírito muito fortemente dentro de limites muito reduzidos, o que abafa a natureza essencial daquela alma e pode degradar seus sentimentos, pensamentos e comportamentos. O apego é um sinal claro de atraso espiritual e deve ser objeto de um esforço no sentido da libertação do cárcere terrestre. Se estamos vivendo aqui na Terra, precisamos da Terra para atingir esse desprendimento; de nada adianta desejar sair daqui para uma condição externa melhor e mais elevada. O universo é perfeita harmonia e inteligência, e nada ocorre por acaso. Quem está aqui, precisa das experiências terrestres para seu desenvolvimento espiritual.
Um fenômeno interessante que pode ocorrer é a inversão de papel. Uma mãe, que teve experiências afetivas de marido-esposa muito fortes com seu filho atual, pode sentir desejos inconscientes de experimentar novamente o amor de marido-mulher. Alguns pais conseguem desapegar-se disso e viver a condição da atual encarnação dentro da função de pai e filho. Outros, no entanto, cedem a essas tendências e podem ser levados até mesmo, em última instância, a molestar seus filhos. Todo pai que sinta essa inversão de papel deve lutar contra essa tendência, esse apego, pois só assim poderá viver com mais intensidade a relação atual de pai-filho. Isso ocorre também entre irmãos, que no passado foram marido e mulher e hoje sentem vontade de ter carinhos mais próximos, que extrapolam a relação fraterna natural.
Outro exemplo são marido e mulher atual, que numa outra existência (ou existências) foram irmãos e acabam depois se tornando amigos, ou têm dificuldades de manter relações sexuais por conta das lembranças inconscientes de vidas como irmãos. Há muitos outros exemplos dessa inversão de papel; o mais importante aqui é entender que o passado não deve interferir em nossas relações atuais da forma que elas se apresentam hoje: se hoje sou pai da minha filha, devo trata-la como filha e deixar de lado os sentimentos típicos de marido e mulher que tivemos em vidas passadas.
Outro fenômeno que pode ocorrer, esse não muito comum, é quando duas almas muito próximas, e que se amam muito, se reencontram, querem viver juntas, mas ambas são do mesmo sexo. Eles podem viver como bons amigos, ou podem desejar, se o apego for grande, viverem juntas como companheiros. Se forem dois homens, podem ceder aos desejos sexuais e iniciarem uma relação que vai além da amizade, passando a viver como amantes; se forem duas mulheres, podem fazer o mesmo e até casarem. O mais interessante é que, mesmo sem existir um histórico de homossexualidade, essas almas podem decidir estreitar os laços dentro de um contexto amoroso e sexual. Já vi casos como esse, e as pessoas envolvidas me garantiram que nunca tiveram desejos homossexuais, e o que sentiam uma pela outra só servia para essa pessoa em específico, e para nenhuma outra.
Por exemplo, uma das meninas gosta de outra menina e quer ficar com ela, mas nunca havia se relacionado com outras mulheres e garante não sentir qualquer tipo de desejo sexual por outras mulheres, somente por aquela que se torna sua companheira. Esse é um caso típico de apego a condição anterior em vidas passadas. Ninguém pode julgar se isso é correto ou não; a escolha, neste caso, é da própria pessoa e só a ela compete avaliar a qualidade de suas relações. Repudiamos aqui o preconceito a homossexualidade e somos favoráveis a liberdade de expressão da sexualidade. Advertimos, porém, que qualquer excesso nessa área, seja com heterossexuais ou homossexuais, pode implicar em efeitos graves e num karma negativo, com severas complicações futuras, na vida atual ou em vidas futuras.
Quando duas almas que se amam muito estão em planos diferentes, isso pode se tornar um problema. É o caso de pessoas que nascem no plano físico, e que sonham ou sentem a presença de espíritos que não estão em corpo físico. Essa pessoa ama o espírito, e deseja ficar com ele, mas como essa alma não se encontra encarnada, ela nada pode fazer. É possível encontros em projeção astral, quando dormimos a noite e nosso corpo espiritual deixa o corpo físico e passa a interagir com outras dimensões. Nesses momentos, as duas almas podem se encontrar e ficar um tempo juntas. O encarnado pode ter vários sonhos com o desencarnado, mesmo sem saber quem ele é e nunca te-lo conhecido na vida atual. Mas intimamente ela sabe que o conhece, que o ama, e sente vontade de ficar com ele, como mostra esse exemplo de um breve relato que recebemos:
“Mais uma noite eu sonhei com aquela moça linda, ela me faz sentir uma forte emoção, uma saudade, eu a amo, eu acordo chorando, sempre, há anos.”
Os espíritos de luz que comandam o destino dos seres podem autorizar esta situação para estimular o desapego entre as duas almas.
O universo sempre conspira para que uma alma se desenvolva espiritual e passe a amar a todos, e não apenas uma só pessoa. Embora o amor entre nossa família física e espiritual seja um exercício do amor incondicional, a maioria dos espíritos que vivem na Terra ainda estão longe do amor incondicional a todos os seres. Por esse motivo, a inteligência divina cria circunstâncias que nos façam entender que o amor vale muito mais quando ele se expande para abraçar todos os seres do universo, e não apenas pessoas de nossa convivência. O amor universal é a meta sagrada de todas as almas que aspiram à perfeição. Quando acontece de duas almas que se amam estarem separadas, uma no plano físico e outra no plano espiritual, ambas devem exercitar o desapego e procurar outras pessoas para se relacionar.
Essa situação também pode ser problemática quando há muitas energias pendentes entre ambos. Pode acontecer, por exemplo, de o desencarnado desejar ficar junto do encarnado e começar a boicotar todos os seus relacionamentos. O desejo do desencarnado é que o encarnado seja só dele, e por conta disso ele poderá agir no sentido de isolar o encarnado de todos, desejando que fique sozinho. Como o encarnado sente um amor sincero pelo desencarnado, pode ceder a isso, e aceitar as sugestões de sempre permanecer sem se relacionar com outros. Quando esse tipo de assédio ocorre, é bem mais difícil de ser tratado num trabalho espiritual, pois há uma permissão inconsciente do encarnado diante da obsessão exercida pelo desencarnado. Neste caso, a melhor forma de agir é conscientizar o encarnado a se libertar desse apego e viver a vida física naturalmente, sem ficar esperando que o desencarnado venha a preencher um vazio que ficou das experiências “perdidas” de vidas passadas, quando ambos viveram juntos.
Outro fenômeno bastante interessante e inexplicável é o chamado “amor à primeira vista”. Esse fenômeno só é inexplicável quando não se leva em conta a teoria da reencarnação. O amor à primeira vista consiste no despertar de um sentimento tão logo vemos ou estamos na presença de uma pessoa desconhecida que nos desperta algo portentoso, excelso, superior, quase celeste e divino, e que é incompreensível. Há uma nítida impressão de que já conhecemos aquela pessoa. Alguns indivíduos, não muito versados na noção reencarnacionista, afirmam que não existe o amor à primeira vista, mas sim uma espécie de encantamento, de fascinação, de deslumbramento pela beleza do outro. Apesar de estes sentimentos estarem misturados no primeiro momento, não seria apressado dizer que há, de fato, um amor que pode estar sendo ressuscitado, reaceso, vindo à superfície e despertando, trazendo à tona um sentimento sublime e transcendente que até então estava meio apagado dentro de nós.
Esse amor pode ter sua origem em dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas onde estas duas almas viveram juntas. Pode até mesmo ser anterior aos primeiros nascimentos terrestres. Esse reencontro faz ressurgir uma emoção, um envolvimento que já existia dentro da pessoa, mas que ainda estava disperso. O amor à primeira vista não deve ser confundido com maravilhamento pela beleza física. Ele é uma profunda identificação com alguém que já conhecemos há milênios e que reencontramos nesta vida. Esse pode ser o início de uma longa história de amor.
Para se diferenciar um amor verdadeiro e uma simples paixão é preciso notar se há um total desprendimento em relação a pessoa que amamos. O amor real é calmo, sereno, não se deixa influenciar por sentimentos de controle, posse, ciúme, e outras armadilhas inferiores. O amor verdadeiro deseja que o outro esteja bem, mesmo que ele não fique conosco. Ele é espontânea, livre e há desprendimento; só o que importa é o bem estar do outro. Fazemos de tudo para que o outro seja feliz.
A melhor forma que eu conheço para harmonizar o nosso passado e cuidar para que estes laços não se tornem disfuncionais e problemáticos na vida atual é a realização da terapia de vidas passadas. Através da regressão o passado pode ser revisto e os laços amorosos podem ser tratados, dissolvendo os resíduos de energias conflituosas, brigas, assassinatos, traumas, e qualquer situação negativa que tenha ocorrido em vidas passadas. Muitos afirmam que tratar o passado conjunto com nossos entes queridos pode reacender velhas mágoas, nos fazer lembrar de velhas disputas e ódios passados, e que isso inviabilizaria nossa convivência atual com eles.
Quem defende esta tese alega que uma mãe não poderia conviver bem com seu filho caso descubra que ele a torturou e matou em vidas passadas. A nossa experiência de mais de 2.000 regressões individuais prova que essa ideia é bastante equivocada. Jamais pude presenciar nenhuma relação que tivesse piorado após uma revisão de vidas passadas negativas entre membros de uma mesma família. Pelo contrário, as experiências negativas são tratadas e os laços de amor são purificados, o que torna a convivência atual muito melhor e mais satisfatória.
Já atendi dezenas de casos em que visitamos vidas passadas bastante duras entre familiares e o resultado sempre foi uma grande melhora na qualidade da relação atual. Os bloqueios caem, os conflitos são tratados, as disputas são harmonizadas e tudo passa a ser objeto de precioso aprendizado. Além disso, o esquecimento do passado não apaga os sentimentos negativos de vidas passadas, eles continuam existindo hoje, podem e devem ser tratados, para que as relações familiares melhorem e para que possamos viver bem com nossos familiares e com as pessoas que amamos. 


Autor: Hugo Lapa

O ESPIRITISMO E AS CIVILIZAÇÕES EXTRATERRESTRES


Desde as mais recuadas épocas o Universo tem nos acenado com a possibilidade, cada vez mais admissível, de existência de vida fora do planeta Terra. E, ao elevarmos a fronte em direção ao firmamento, uma profunda intuição nos dá a certeza de que Deus não ergueria bilhões de corpos celestes apenas para nossa contemplação. Sob o ponto de vista estatístico, no mínimo, seria uma grave incoerência nos arrogarmos os únicos moradores deste Cosmo Infinito. Fato é que, astros como a Terra, pululam aos milhões na Via Láctea, que, por sua vez, é apenas uma dentre as mais de 400 bilhões de outras galáxias. Ademais, de 1995, até os dias atuais, foram descobertos mais de 140 (cento e quarenta) planetas situados além do sistema  solar .Prestamo-nos, portanto, no presente estudo, a demonstrar, por todas as comunicações mediúnicas até hoje recebidas, a total consonância dos ensinamentos dos Espíritos, que compõem a Doutrina Espírita, com as investigações ufológicas, que, através dos tempos, nos têm dado provas substanciais acerca da existência de vida extraterrena. Costumamos afirmar que o Espiritismo é o Cristianismo Redivivo, pois, como tal, nos vêm apresentar, com amplitude de entendimento, os ensinamentos de ordem filosófica, com profundas implicações científicas, repletas de religiosidade cósmica, oferecidos pelo Cristo. E foi assim que, na França, a partir de 18 de abril 1857, data do lançamento de “O Livro dos Espíritos”, primeira obra basilar do Espiritismo, passamos a ter o respaldo das Inteligências Celestiais, que vinham para atestar a Pluralidade dos Mundos Habitados, revivendo, na verdade, o próprio Jesus, quando assim sentenciou:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo  teria dito. Vou preparar-vos lugar.” (João 14 : 2).
DE CAPELA PARA O PLANETA TERRA REENCARNAÇÃO DOS EXTRATERRESTRES.
Uma dessas maravilhosas moradas merece especial atenção, justamente por ter marcado sensivelmente toda a história do planeta Terra. Referimo-nos a um daqueles maravilhosos planetas, submetido à orbita deu uma espetacular estrela, distante da Terra cerca de 42 anos-luz, situada na Constelação de Cocheiro que, entre nós, foi batizada pelo nome de Cabra ou Capela. Aquele orbe passava por grandes transformações, sobretudo morais, que o credenciavam a uma ascensão na escala evolutiva dos mundos . Havia, contudo, naquele planeta, como hoje na Terra, alguns milhões de Espíritos rebeldes que obstaculavam a consolidação do progresso que não mais se poderia adiar. Conta-nos o Espírito Emmanuel, através da obra “A Caminho da Luz”, sob psicografia de Francisco Cândido Xavier, que as grandes comunidades diretoras do Cosmo deliberaram, então, por localizar aqueles espíritos pertinentes no mal aqui na Terra, que à época do expurgo, encontrava-se numa posição bastante primitiva, razão pela qual passariam a animar os corpos dos homens primatas. Entretanto, ressalte-se que, muito embora decaídos moralmente, aquela falange de exilados manteve em seu inconsciente todos os progressos intelectuais individualmente conquistados no planeta de origem, que foram desabrochando lentamente à medida em que reencarnavam sucessivamente, o que se tornou possível pela gradual evolução dos corpos físicos, efetivada através dos tempos .
Esse despertar intelectual resultou na formação das chamadas raças adâmicas, troncos das principais civilizações antigas, tais quais: Egito, Índia, China e Israel, cuja origem é, por conseguinte, indubitavelmente extraterrestre .Certamente chegaremos a tal conclusão ao analisarmos, por exemplo, as maravilhosas contribuições deixadas pela civilização egípcia, nos mais variados campos do conhecimento humano. Até hoje, a propósito, temos tentado, de posse de nossa “avançada” tecnologia, desvendar o mistério que ainda cerca a construção das grandes pirâmides, que, sem dúvida alguma, foi resultado da aplicação da mais pura “tecnologia extraterrestre”.
Assim nos falou “Emmanuel” a respeito do Antigo Egito:
“Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta.
Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.
Significa dizer que os extraterrestres egípcios, após terem cumprido com sabedoria sua trajetória expiatória na Terra, fizeram por merecer retornar ao seu maravilhoso planeta de origem. Prova disso é que o Egito de hoje é, sob todos os aspectos, um pálido reflexo do que representou outrora para toda a humanidade. Mas a realidade é que espíritos de outros planetas, ainda hoje, têm reencarnado na Terra.
Na questão 172, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec assim indagava:
As nossas diversas existências corporais se verificam todas na Terra?
Ao que responderam os Espíritos:
“Não;
Vivemo-las em diferentes mundos.
“As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são, porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição.”
Estabelecida está, portanto, a indubitável existência de “Vida extraterrestre, ” além da franca possibilidade de reencarnações de espíritos de diversos mundos em nosso planeta, sem que nos apercebamos dessa realidade; reencarnações essas, das mais materiais, conforme acima se observa. Isso se justifica pela análise da nota de Kardec ligada à questão 188 daquela mesma obra basilar, que assim nos esclarece:
“De acordo com o ensinamento dos Espíritos, de todos os globos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é onde os habitantes são menos avançados, tanto física como moralmente).”
Basta atentarmos para os acontecimentos diários para, de fato, atestarmos a realidade de que habitamos um mundo ainda muito primitivo; repleto de provas e expiações, como habitualmente rotulamos, no qual, ainda que transitoriamente, o mal predomina sobre o bem; onde o orgulho e o egoísmo, duas terríveis chagas da humanidade, nos impedem de alçar voos mais longos em direção a planetas que, certamente, não estão assim tão distantes de nós, pois fazem parte de nossa família solar, como por exemplo: Marte.
AS CONTRIBUIÇÕES DA CIÊNCIA
Alguém poderá questionar: Que populações são essas que habitam outros planetas, cuja existência, as mais variadas incursões Científicas  não foram capazes de atestar?  Poderão, certamente, citar as diversas sondas enviadas até o planeta Marte; desde a missão fracassada da “Marsnik 1,” enviada pela URSS em 1960, até a bem sucedida “Pathfinder”,fruto do investimento de milhões de dólares que, tendo pousado em solo marciano em 04/07/1997, liberou, dois dias após, o veículo teleguiado denominado “Sojourner.”
Durante meses diversas imagens nos foram transmitidas, entretanto, em momento algum foram encontrados quaisquer indícios de vida orgânica, como a temos na Terra. Por extensão de raciocínio, poderíamos dizer: Se nos é defeso, enquanto encarnados, visualizar aspectos da civilização marciana, mesmo de posse dos mais  modernos recursos da tecnologia astronômica, a que espécie de vida, afinal, se referiram os Espíritos Humberto de Campos e Maria João de Deus em suas revelações? Primeiramente devemos dizer que, em decorrência da alta tecnologia praticada em outros Planetas mais evoluídos que a Terra, é provável que os nossos aparatos tecnológicos visualizem tão somente aquilo que eles permitam, em virtude de nossa inferior condição moral. Mas pode ser também que os corpos e as edificações destes Planetas, tenham uma constituição bastante diferenciada da nossa. Recorramos à estão 181, de “O Livro dos Espíritos”  na qual o mestre de Lyosn indagava: Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos? A que os Espíritos respondem:  
Sem dúvida possuem corpo, porque é preciso que o Espírito esteja revestido de matéria para agir sobre a matéria. Porém, esse corpo é mais ou menos material, de acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. E é isso que diferencia os mundos que devem percorrer; porque há muitas moradas na casa de nosso Pai e, portanto, muitos graus )”.
E mais adiante, à questão 186, Kardec questionaria:
“Há mundos em que o Espírito, deixando de habitar um corpo material, tem apenas como envoltório o perispírito?
Tendo obtido o seguinte esclarecimento:
-Sim, há. Nesses mundos até mesmo esse envoltório, o perispírito, torna-se tão etéreo que para vós é como se não existisse.
É o estado dos Espíritos puros.).
Percebemos, destarte, que os Espíritos que ora habitam esses mundo bastante evoluídos, ainda que não se encontrem num patamar evolutivo de absoluta pureza, certamente se fazem revestir de um corpo de matéria tão sutil que nossa visão não se encontra aparelhada para captar. Importante ressaltar que quanto mais evoluídos forem os habitantes, mais equilibrados, em todos os sentidos, serão os planetas que lhes servirão de morada e menos grosseiros os corpos de que se revestirão em suas encarnações. E foi por respeitar profundamente as investigações científicas a respeito do tema, que Kardec, certamente orientado pelos Espíritos Superiores, assim, estatuiu:
“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.”
(Kardec, A Gênese, capítulo I,item 55).
INTERCÂMBIO COM EXTRATERRESTRES
Cremos, portanto, na existência, para nós comprovada, dos extraterrestres, pois que os consideramos espíritos eternos que habitam conosco o Universo, nos mais variados graus evolutivos. Bem sabemos que, na escala dos planetas, existem aqueles ainda inferiores à Terra, moral e intelectualmente. Outros, certamente, se encontram num patamar superior, em todos os sentidos, não porque sejam seres de exceção, criados puros ou melhores, mas, sim, porque souberam conquistar essa condição ao longo das sucessivas encarnações a que estamos todos sujeitos. Tornaram-se, portanto, inteligências atuantes, capazes de construir os mais avançados aparatos tecnológicos que lhes permite deslocar-se no espaço em velocidades até agora inimagináveis pelos terráqueos. Em vista disso, não há que se negar a possibilidade de contato com nossos irmãos de outros sistemas planetários, nos diversos graus catalogados pela Ufologia, com base em registros históricos fidedignos espalhados por todo o mundo.
DA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA COM EXTRATERRESTRES
Estando os habitantes de outros orbes submetidos às mesmas leis universais, que eles compreendem num grau mais elevado ainda, não podemos negar,também, a possibilidade de intercâmbio mediúnico desses conosco, guardadas as devidas possibilidades mediúnicas inerentes a cada ser e as dificuldades de se transformar, no inconsciente do médium, pensamentos em palavras que possam ser compreendidas por nós. Além, é claro, da utilidade e urgência da mensagem que se pretende transmitir. É importante ressaltar que as ondas mentais estão no domínio de todos os processos de comunicação mediúnica, e, portanto, pode se dar que o contato se desencadeie pela telepatia, em que um desencarnado transmite suas ideias que serão codificadas pelo médium, na medida de sua sensibilidade e aptidão. Por isso, nos afirma Kardec que somos todos médiuns em maior ou menor grau. Vivemos ,portanto, num oceano de mentalizações que não conhecem obstáculos. Imaginemos, outrossim, a questão da psicografia: Quando um espírito desencarnado, que tenha ou não vivenciado sua experiência reencarnatória na Terra, deseja se manifestar, ele o faz agindo, não sobre a mão do médium, como se estivesse a tomá-la, mas, sim, atuando na região psicomotora do cérebro, que, então, desencadeará o movimento da escrita. Poderá ocorrer, em tese, que a comunicação se dê pela psicofonia, quando o desencarnado fala através do médium, ou, poderá se dar, ainda, uma materialização plena ou parcial de um extraterrestre que tenha se despojado de seu corpo físico, como o entendemos na Terra, ainda, que esse tipo de manifestação seja raro nos dias atuais. Queremos por fim, ressaltar que não há qualquer impedimento para que se processe um contato mediúnico de fora do planeta para a comunidade terrestre, até porque, pela sutileza dos corpos de que são dotados alguns extraterrestres, não deverão estar necessariamente “desencarnados” para que se cumpra o intercâmbio a nível mediúnico.
A OPINIÃO DE CHICO XAVIER
Em 1971, Chico Xavier submeteu-se a uma entrevista no programa Pinga Fogo, da TV Tupi. Através da mediunidade auditiva, conforme declararia mais tarde, Chico foi totalmente assessorado por Emmanuel em suas respostas. E a pergunta que nos interessa lhe foi feita nos seguintes termos: 
Será possível, ainda, em nossa civilização, o homem entrar em contato com civilizações de outros planetas?"
Ao que obteve a seguinte resposta:
"Se não entrarmos numa guerra de extermínio nos próximos 50 anos, então poderemos esperar realizações extraordinárias da ciência humana, partindo da Lua. (...)Portanto não podemos acusar nossos irmãos que estão se dirigindo à Lua para pesquisas que devem ser consideradas da máxima importância para o nosso progresso futuro, pois as despesas serão naturalmente compensadas com, talvez, a tranquilidade para uma sociedade mais pacífica na Terra, porque se não entrarmos num conflito de proporções imensas, é possível que o homem  construa na Lua cidades de vidro — cidades estufa — onde cientistas possam estabelecer pontos de apoio para observação da nossa galáxia. Tais cidades não são sonhos da ciência, e com muito sacrifício da humanidade poderão ser feitas, e com elas poderão obter azoto, oxigênio, usinas de alumínio e formações de vidro e matéria plástica na própria Lua, e a água será fornecida pelo próprio solo lunar. Teremos, quem sabe, a possibilidade de entrar em contato com outras comunidades da nossa galáxia, então vamos definitivamente encerrar o período bélico na evolução dos povos terrestres, pois vamos compreender que fazemos parte de uma grande família universal, pois não somos o único mundo criado por Deus. Portanto nós precisamos prestigiar a paz nos povos, com a delegação máxima para a ciência, para que possamos auferir esses benefícios num futuro talvez mais próximo do que remoto, se fizermos por merecer."
Entretanto, infelizmente, enquanto humanidade ainda desviada do caminho do bem, preferimos despender grandes recursos econômicos e morais no poderio bélico, em busca das guerras fratricidas que alimentam os interesses financeiros, embalados pelo personalismo inferior e a vaidade avassaladora. Pretendemos encerrar nossa modesta contribuição para a temática falando brevemente de Jesus, que, para nós espíritas, foi, e será sempre, o Espírito mais perfeito que Deus nos concedeu como Guia e Modelo. Não foi, absolutamente, um ser de exceção, criado à revelia das Leis Naturais, pois que viveu inúmeras encarnações até chegar ao patamar em que se encontra. Não as viveu na Terra, mas em outros planetas, onde construiu sua autoridade moral e intelectual com esforço próprio desencadeado ao longo dos séculos. Segundo as tradições espirituais, há bilhões de anos, Ele já fazia parte de uma Comunidade de Espíritos Puros, responsabilizando-se pela formação deste orbe, desde os seus primeiros momentos. Espíritos da qualidade de Jesus encontram-se em toda parte do Universo, a convidar, num apelo constante, todas as coletividades planetárias para que se unam em torno de uma sublime determinação, que é a solução para toda a problemática humana, pois que resume plenamente a
Religião Universal a ser praticada em todos os cantos e recantos do Universo e que foi magistralmente eternizada pelo Cristo Planetário, com as seguintes palavras:
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Marcos 12 : 30 e 31).
 (PUBLICADO NA REVISTA UFO, nº 119, EDIÇÃO DE FEVEREIRO DE2006) José Marcelo Gonçalves Coelho

josemarcelo.coelho@ig.com.br

Atentado de 11 de Setembro e o Espiritismo E

   Entrevista com Dr. Ricardo  Di Bernardi 

  Médico pediatra, homeopata, palestrante espírita internacional, autor de 
 diversos
 livros.



Nesta postagem iremos aprender com base nos ensinamentos espíritas, 
um pouco mais sobre eventos como o 11 de setembro. Confira a matéria
 na íntegra:

1ª Questão: O ato terrorista de 11 de setembro de 2001 abalou não
 somente os Estados Unidos, ele abalou o mundo de uma maneira 
geral. Nesse acontecimento a Espiritualidade já estava ciente do que estava 
por vir? 

R: A espiritualidade tem consciência do que está no coração e na 
mente dos encarnados. Acompanha minuciosamente, as tendências de 
todos nós. Nossos ódios, nossos amores, nossos planos. Percebe quais as 
atitudes que estamos arquitetando em nossos espíritos.
No entanto, os espíritos não interferem em nosso livre-arbítrio. No último
 momento, os terroristas poderiam mudar suas decisões, dependeria apenas
 deles.

2ª Questão: O fato citado pode ter sido amenizado pela espiritualidade? 

R: Os fatos sempre são amenizados pela espiritualidade. Amenizados no
 sentido de que todos, inclusive os terroristas, tem seus protetores
 espirituais. É imprescindível, no entanto, que os assistidos abram sua
 mente e seu coração em sintonias energéticas capazes de assimilar as
 boas intuições.

3ª Questão: Por que os Espíritos não nos alertaram do evento de 11 de
 setembro? O mesmo para outros eventos do gênero- Eles podem ou
 devem interferir em nossos atos?

R: Se houvesse interferência total de espíritos, como de Jesus, Maria,
 ou mesmo de Deus, alterando o curso dos acontecimentos, não existiria
 estupros, ou crimes hediondos, pois Deus não permitiria. Não existe
 esta ação ou interferência direta. Há sol, mas quem se coloca à sombra
 não recebe o sol. Quem está mergulhando no lodo não percebe a
 luz do sol. É necessário colocar a cabeça para fora da lama para vê-lo.
 O sol existe e está disponível. A proteção espiritual também, desde 
que se sintonize com ela.

4ª Questão: Alguns dizem que este acontecimento, por mais abominável 
que seja, em longo prazo, vai trazer benefícios para a humanidade, pois 
fará com que o homem repense seu papel perante a vida, embora isto 
aconteça pelo caminho mais árduo. Existe, realmente, o “mal necessário”? 

R: “O mal é necessário que venha, mas ai daquele por intermédio do qual 
ele vem”. Palavras de um sábio. Mal necessário significa que: como
 estamos chafurdando no lodo a sujeira é inevitável, mas não deixa de se 
sujeira e... Continua valendo a orientação de banhar-se com nas águas do 
bom-senso. 

5ª Questão: Como são acolhidas essas pessoas que morreram de forma 
brutal? Há uma atenção especial da espiritualidade?

R: Sem dúvida. Situações excepcionais geram atendimentos 
excepcionais. Há multiplicação e deslocamentos das equipes de socorro 
no mundo espiritual.

6ª Questão: Sabemos que cada um tem suas “dívidas” e sabemos 
também que as provas e expiações são diferentes para cada um de nós. 
Mas, diz-se que essas pessoas que morreram no atentado teriam de 
certa forma, o mesmo nível evolutivo. Está correto? 

R: Não. Apenas tinham determinados pontos em comum. Da mesma
 forma, as características e consequências do desencarne delas 
também são individualmente diferentes.

7ª Questão: Em quase todo acidente percebemos que a espiritualidade 
de certa forma “retira” algumas pessoas dessa situação de risco: uns
 desistem de viajar na última hora, temos pessoas que se atrasam, pneus
 furam... Por que isso ocorre? 

R: Trata-se de pessoas que não tinham nenhuma sintonia com o
 evento. O automatismo da sintonia energética (Lei de Deus) as afasta.

8ª Questão: Há uma onda de ódio e sentimento de vingança no mundo
 devido a este atentado, como também a outros do mesmo padrão.
 Quais as consequências, para a humanidade, destas vibrações negativas? 

R: Dependerá da evolução deste sentimento. Poderá se diluir, poderá se 
acentuar. Poderá se regionalizar ou se estender. Conforme a evolução
 do mesmo poderão haver consequências correspondentes.

9ª Questão: Além do ódio, vemos também o medo de uma nova guerra ou de
 grandes catástrofes que toma conta do mundo inteiro. André Luiz em Nosso 
Lar relata uma situação semelhante quando da eclosão da Segunda Guerra
 Mundial. Como o medo pode agravar este cenário? 

R: Pode alimentar o inconsciente coletivo fornecendo energias ou fluidos 
para os obsessores.

10ª Questão: Para melhorar o nível das vibrações... Então... Por outro lado
 também há uma onda de solidariedade poucas vezes vista no globo, qual 
o efeito disto? 

R: São energias positivas que os mentores utilizarão para minorar 
sofrimentos de outros.

11ª Questão: Há cenas chocantes de pessoas que, ao perceber uma morte
 iminente em uma tragédia, se suicidam. Como é considerado este
 suicídio pela espiritualidade? 

R: É suicídio, embora com atenuantes. Cada caso tem uma repercussão 
específica. Depende do sentimento de cada um, depende do grau de
 informação e de muitos outros fatores. Não é possível colocar todos num 
mesmo grau de responsabilidade.

12ª Questão: Sabemos que o espírito sempre evolui e que não há atraso
 na evolução. Como encarar a atitude destes terroristas? 

R: Sempre evolui “em termos”. Você não está melhor hoje, sexta-feira, pois
 seu humor pode estar pior que ontem, quinta-feira. Ontem, você fez caridade,
 auxiliou pessoas, trabalhou muito etc. Hoje, se você está irritado e foi
 deselegante com sua irmã, não atuou com caridade, etc. Isto é involução? 
Não! Não se pode medir a evolução por fragmentos de uma encarnação, mas
 no todo. Nos fragmentos de uma vida pode existir uma aparente involução.
 Deve-se observar em um contexto mais amplo.

13ª Questão: Como podemos contribuir para mudar a situação do planeta?

R: Amando, trabalhando, pensando na Paz. Sentindo a Paz.

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