segunda-feira, 31 de outubro de 2016

você sabe o que é uma parafilia?



Parafilias: Do quase normal ao bizarro


















Exibicionismo
Fetichismo
Frotterismo
Masoquismo sexual


Sadismo sexual
Voyerismo
Travestismo Fetichista
Escatologia telefônica
Necrofilia
Zoofilia
Coprofilia
Urofilia



De forma geral, parafilias são expressões anormais da sexualidade,
 variando de um 
comportamento quase normal a um comportamento destrutivo e que
 causa danos à
 própria pessoa,
 ao parceiro, e em muitos casos até à sociedade como um todo.Falar 
sobre normalidade não é algo simples e fácil, visto que este é um conceito
 que
 só tem sentido se for interpretado dentro do seu contexto. Quando se trata
 de sexo e
 sexualidade as coisas 
tornam-se ainda mais complexas. Portanto, este texto é apenas informativo
 e visa
 esclarecer um
 assunto muitas vezes rodeado de preconceitos e mistérios.
Vamos lá!
De acordo com o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais
 (DSM), os
 critérios que definem que uma pessoa tem uma parafilia são os seguintes:
“Presença de uma fantasia patognomônica e o impulso intenso de agir
 segundo a fantasia 
ou sua elaboração comportamental. A fantasia que pode causar sofrimento
 ao paciente
, contém
 material sexual incomum e relativamente fixo e demonstra apenas variações 
menores.
 A excitação e o
 orgasmo dependem da elaboração mental ou do desempenho comportamental
 da fantasia. 
A atividade sexual é ritualizada ou estereotipada, fazendo uso de objetos
 degradados, 
reduzidos ou 
desumanizados.”
Tipos de parafilias e suas expressões:
Desejo intenso de expor os genitais a uma pessoa estranha ou desavisada.
 A excitação
 sexual ocorre antes mesmo da exposição e o orgasmo acontece através da
 masturbação
 durante ou
 até mesmo após o evento. Em sua maioria os exibicionistas são do sexo 
masculino, 
homens que expõem
 o pênis e sentem prazer com a reação da vítima, que geralmente é de medo,
 surpresa
 e repulsa.
Nesta situação o foco do desejo sexual é um objeto (sapatos, luvas, calcinha…) 
associados
 ao corpo humano.
É caracterizado pelo ato de um homem esfregar seu pênis contra as nádegas 
ou outras
 partes do corpo de uma mulher totalmente vestida, para desta forma atingir 
o orgasmo.
 Você já deve
 ter visto no mínimo uma reportagem sobre esse tipo de coisa acontecendo 
dentro de
 ônibus ou metrôs.
Pessoas masoquistas sexuais têm impulsos e fantasias envolvendo o fato de
 serem
 humilhadas, espancadas, amarradas ou submetidas ao sofrimento de alguma 
outra 
forma. Como
 nem sempre encontram parceiros dispostos a praticar esse tipo de relação, 
muitos 
recorrem às 
profissionais do sexo e pagam para serem maltratados.
Fantasia sexualmente excitante, recorrentes e intensas. ;São impulsos sexuais
 e 
comportamentos envolvendo atos reais de humilhação, sofrimento psicológico
 e físico 
a um parceiro. 
Causam satisfação sexual e levam ao orgasmo.
Também conhecido como escopofilia, o voyerismo é caracterizado pela fantasia 
e o ato 
de observar pessoas que estão nuas, ou se vestindo, ou em atividade sexual.
Ato de vestir-se com roupas do sexo oposto como meio de excitação e forma 
de atingir
 o orgasmo. O DSM classifica tais indivíduos com disforia de gênero.
Muito provavelmente você já conhecia os transtornos citados acima. Todavia, 
eles
 não param por aí. Falaremos agora de parafilias que causam estranhamento e
 repulsa
 em muita gente.
 Analise e me diga: O que você acha?
Telefonemas obscenos para um parceiro desavisado. A excitação tem início 
antes
 mesmo da chamada; o indivíduo tenta induzir o parceiro (a) a falar sobre sua
 atividade
 sexual ou apenas
 ouvir as dele. A masturbação acontece simultaneamente ou mesmo após o
 encerramento da chamada.
Obs.: O ato de enviar através da internet imagens de conteúdo sexual 
(geralmente
 explícito) para pessoa desavisada também é considerado uma parafilia.
A necrofilia é a obsessão por obter prazer sexual através de cadáveres. A 
maioria
 das pessoas com esse transtorno encontra cadáveres em necrotérios, mas sabe-se 
de casos onde roubam túmulos ou até cometem assassinato para satisfazerem 
seus impulsos.
Na zoofilia, animais são incluídos nas fantasias e atividades sexuais, onde
 acontece
 masturbação, contato oral-genital e coito propriamente dito. Alguns animais
 são
 treinados para isso.
Prazer sexual associado ao desejo de defecar no parceiro, ou que o mesmo
 defeque na pessoa ou de comer fezes (coprofagia).
Prazer sexual associado ao desejo de urinar no parceiro ou que o parceiro 
urine nele.
A pedofilia também é considerada uma parafilia, mas por sua complexidade
 merece um texto à parte.
Você já tinha ouvido falar em todas essas expressões da sexualidade? 
Deixe seu comentário, compartilhe conosco sua opinião e no próximo texto
 trataremos das causas e tratamentos das parafilias.

sábado, 15 de outubro de 2016

A verdadeira história da Lista de Schindler

A “Lista de Schindler” é um famoso filme, dirigido por Steven Spielberg,
 que conta a história de um industrial alemão que salva as vidas de




 milhares de judeus. Conta-se que Schindler era dono de uma fábrica
 de armamentos, na qual trabalhavam muitos judeus. Paradoxalmente 
Schindler era filiado ao Partido Nazista. A origem de seus empregados
 remete ao gueto de Cracóvia e muitos moradores desse gueto foram 
parar no campo de concentração de Plaszow. É daí que Schindler tirou
 a mão de obra de sua indústria.
Os operários de Schindler trabalhavam o dia inteiro e ao anoitecer voltavam para o campo de
 concentração. Quando os oficiais de Plaszow receberam ordens de desativar o campo de
 concentração (e isso significava mandar os prisioneiros para outro lugar, onde seriam mortos), 
em decorrência do avanço das tropas russas, Schindler, através do suborno desses oficiais,
 conseguiu convencê-los de que necessitava daqueles funcionários “especializados”, e criou a
 famigerada “lista de Schindler”. Os nomes que aí constavam foram transferidos para uma

 fábrica na cidade natal do industrial.


Quando a guerra terminou, 1200 mulheres, crianças e homens foram 
salvos graças aos esforços desse homem. O governo de Israel lhe con
cedeu
 uma pensão vitalícia pelas vidas dos judeus salvos, e pelo seu
 humanismo.
 Enquanto a guerra durou se tornou próspero, porém gastou todo 
seu dinheiro 
ajudando judeus a fugir da Alemanha e com empreendimentos que 
não deram
 certo. Seu nome está inscrito junto a uma árvore plantada por ele,
 localizada
 numa avenida de Israel, ao lado de outras personalidades não judias
, mas
 que pelas atividade humanitárias em favor das vidas de milhares de
 judeus, 
se tornaram verdadeiros heróis.
Em 1974, morreu pobre num hospital de Hildesheim.

Os animais têm alma e são também seres em evolução































Por Irvênia Prada
Todos nós que convivemos com animais sempre nos sensibilizamos 
com suas demonstrações de companheirismo e afetividade. É comovedor 
o testemunho do Padre Germano ("Memórias do Padre Germano",
 de Amália Domingos Soler, FEB) a respeito de Sultão: "Pobre animal! 
Pesa-me dizê-lo, mas é a verdade: encontrei num cão o que nunca pude 
encontrar num homem. Quanta lealdade, cuidado, solicitude!". 
Também nos surpreendemos com suas atitudes inteligentes. Em 
"A Gênese", cap. III, itens 11 a 13, de Kardec, lê-se: "... isso 
(a inteligência) é um atributo exclusivo da alma... O animal carniceiro
 é impelido pelo instinto a nutrir-se de carne; porém, as precauções... sua 
previsão... são atos de inteligência".
Hoje, a Etologia, ciência do comportamento, criada por Konrad Lorenz,
 confirma plenamente esse enfoque kardequiano, demonstrando que os
 animais são seres inteligentes. Aliás, com capacidade muito além da que 
supúnhamos. Leia-se, a respeito, entre outros, "O Parente mais Próximo",
 de Roger Fouts, biólogo americano que durante mais de 30 anos
trabalha com chimpanzés, ensinando-lhes a linguagem gestual dos surdos-mudos.
Voltemos a Kardec, "O Livro dos Espíritos", item 597: - "Pois se os 
animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação,
 há neles um princípio independente da matéria? Resposta: Sim, e que
 sobrevive ao corpo".
Muitos são os relatos a esse respeito que consegui inserir em meu livro 
A Questão Espiritual dos Animais, publicado pela FE - Folha Espírita.
 Este me foi transmitido pessoalmente pelo querido confrade Divaldo Pereira
 Franco: Divaldo chegou certa vez a Campo Grande, tendo sido recebido por
D. Maria Edwiges, então presidente da Federação Espírita do Mato Grosso.
 Ao entrar em sua residência, pulou-lhe ao peito enorme cachorro. As pessoas
 que o acompanhavam, sem se aperceberem do que realmente estava 
acontecendo, indagam-no sobre sua inesperada reação. Divaldo responde: 
"Eu me assustei com o cachorro, mas está tudo bem!" Ouve deles
 em seguida: "Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!", 
ao que ele retruca: "Tem, sim, esse pastor aí!" Percebe então que D. Maria
 Edwiges se emociona ao comentar: "Divaldo, eu tive um pastor, mas 
ele morreu há meses!"
Outro caso que relato, encontra-se originalmente no livro "Testemunhos
 de Chico Xavier", de Suely Caldas Schubert, FEB, onde se lê o seguinte 
depoimento de Chico: "Em 1939, o meu irmão José deixou-me um desses
 amigos fiéis (um cão). Chamava-se Lorde e fez-se meu companheiro...
 Em 1945, depois de longa enfermidade, veio a falecer. Mas, no último 
instante, vi o Espírito de meu irmão aproximar-se e arrebatá-lo ao corpo 
inerte e, durante alguns meses, quando o José, em Espírito, vinha ter 
comigo, era sempre acompanhado por ele... A vida é uma luz que se 
alarga para todos..."
Motivada por tantas evidências, passei a buscar na literatura espírita, 
particularmente nas obras de Kardec, como na ciência acadêmica, 
informações que elucidassem tantas questões sobre a espiritualidade dos 
animais, e as "coincidências" que encontrei são surpreendentes! Por exemplo,
 hoje a ciência admite ser o sistema nervoso, em especial o cérebro, o
 "órgão" (do gregoorganon = meio, recurso, instrumento) de expressão da mente.
 Pois bem, André Luiz, em "No Mundo Maior", cap. 4, informa que: "
O cérebro é o órgão sagrado de manifestação da mente, em trânsito da 
animalidade primitiva para a espiritualidade humana". Também é 
impressionante a correlação que se pode fazer entre o "cérebro trino"
 de Mac Lean, autor clássico na ciência, com a configuração de nossa casa
 mental e sua relação com diferentes partes do cérebro, expressa por
 André Luiz no livro "No Mundo Maior", cap. 3 e 4.
Era a deixa que eu queria, pois como veterinária e espírita acabei encontrando
 um leito para dar fluxo às muitas idéias que pululam na mente de todos nós,
 sobre os animais. Muitos dos temas são ainda tratados como questão, 
isto é, como matéria em discussão, uma vez que existem muitas perguntas
 sem resposta definitiva. São eles: a filogenia do cérebro e da mente, o
 significado do sofrimento nos animais, a presença de figuras animais
 no plano espiritual (a questão da erraticidade, do desencarne e da 
reencarnação), a existência dos "espíritos da natureza", a abordagem ética
 e doutrinária do comer ou não comer carne e a validade do uso de animais
 na chamada zooterapia.
Defendo a tese de que os animais são seres em evolução, tanto orgânica 
quanto espiritual. São nossos companheiros de jornada, merecendo ser
 respeitados e, sobretudo, amados. Como diz o mentor Alexandre, em
 "Missionários da Luz", cap. 4, de André Luiz: "Abandonando as 
faixas de nosso primitivismo, devemos acordar a própria consciência
 para a responsabilidade coletiva. A missão do superior é a de amparar
 o inferior e educá-lo".
Que Jesus abençoe nossos esforços para entender a beleza de toda a criação,
 na qual não devemos nos colocar como destacados senhores, mas, sim, na
condição de Espíritos ainda no aprendizado de primárias lições!
.



“AMOR DE VIDAS PASSADAS.”

Para se entender com maior profundidade a origem do amor é necessário contextualizá-lo dentro da teoria da palingenesia, ou reencarnação. Um amor não nasce de simples semelhanças de modos de ser e de interesses comuns, ele é o resultado de um longo processo de dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas em que duas almas conviveram juntas. Nestas experiências conjuntas, ambas foram passando por circunstâncias juntos, enfrentando desafios, superando obstáculos, atravessando todas as dificuldades, e envolveram-se em laços afetivos e amorosos um com o outro, brotando daí uma profunda identificação e um sentimento verdadeiro.
Muitas pessoas me perguntam como podemos descobrir se alguém que muito amamos fez parte do nosso passado de outras vidas. A resposta a essa pergunta é bem simples: se você ama verdadeiramente essa pessoa, e a conhece a pouco tempo, então vocês já viveram, sem sombra de dúvida, experiências mútuas em vidas passadas. Isso significa que o amor verdadeiro, aquele que reside numa esfera muito íntima do nosso ser, não pode ser desperto em apenas uma vida. Os laços do amor real são tão fortes, que apenas experiências milenares podem despertar em nós um amor que é quase divino, que nasce do infinito e que se manifesta no ser humano como a expressão do sentimento mais puro que o homem da face da Terra pode ter acesso: o amor incondicional.
Em nossos estudos com terapia de vidas passadas chegamos a conclusão, tal como centenas de terapeutas ao redor do mundo, que todos os seres se agrupam naquilo que se convencionou chamar de “família de almas” ou “grupo anímico”. Além de nossa família consangüínea, que forma indivíduos com laços de sangue comuns, todos os seres possuem uma família espiritual, que é bem maior do que a nossa família genética atual. Ela é composta por centenas de espíritos que tiveram milhares de experiências conosco em vidas passadas; são espíritos que nos conhecem há milênios, e todo esse arcabouço de experiências coletivas os liga por laços de amizade, carinho, amor, cooperação, compaixão, e outros. Como tudo na vida tem dois pólos, as experiências negativas também fazem parte destes laços, sendo comuns sentimentos de ódio, raiva, antipatias, rejeição, ojeriza, malquerença, amargor, mágoa, etc. Toda essa mistura de sentimentos, tanto os positivos quanto os negativos, podem se expressar em nossas relações, e na maioria das vezes nem desconfiamos que eles vêm de vidas passadas, e não da vida atual.
Dentre nossa família de almas, há aqueles espíritos que cada um de nós guarda uma afeição mais profunda. Esses geralmente oscilaram, nos diversos papéis de vidas passadas, sendo nossos filhos, amigos, marido, esposa, pai, mãe, avô, avó, irmão ou irmã. A proximidade do parentesco físico não é definitiva para indicar o grau de afeição entre duas almas. Por exemplo, um filho pode amar mais a avó do que a própria mãe, pois seus laços espirituais podem ter sido mais estreitos em diversas vidas passadas. Um pai pode amar mais um filho do que o outro: embora muitos pais neguem essa diferença afetiva, sabemos que isso existe e é perfeitamente normal, já que um pai pode ter mais experiências amorosas pretéritas com um filho do que com o outro.
Algumas vezes as experiências traumáticas do passado podem abafar um amor entre duas almas. Por exemplo: uma mãe que matou seu filho numa vida passada, quando eles eram irmãos que disputavam algo. O filho pode carregar essa recordação inconsciente dentro de si e expressa-la em forma de rejeições, afastamento, ojeriza e até uma raiva inconsciente pelo que foi feito. É preciso lembrar sempre que esses traumas, apesar de terem sido esquecidos entre uma vida e outra, não apagam os sentimentos, sejam eles positivos ou negativos. A falta de memória não destrói as emoções que guardamos dos espíritos que fizeram parte do nosso histórico encarnatório.
Dessa forma, a família de almas é nossa família espiritual e vale muito mais do que nossa família física. Um bom exemplo é observar o comportamento afetivo das pessoas. Algumas podem gostar mais de um amigo do que de um parente próximo, como pai, mãe ou irmão. Esse amigo, apesar de não fazer parte de sua família consangüínea, pode ser um membro próximo de nossa família espiritual, e um amor muito grande pode estar presente na relação de ambos. Assim, a família espiritual transcende nossa família de sangue e demonstra a existência de laços muito maiores, mais sutis e imensamente mais antigos do que os laços consangüíneos.
Cada família espiritual é parte de uma família ainda maior, que pode nem sequer viver atualmente no planeta Terra. Há pessoas que sentem internamente, com grande certeza íntima, de que seus amigos verdadeiros e sua família não são deste planeta. Esse é o caso de muitas pessoas que foram exiladas de seu planeta de origem e estão aqui na Terra há algumas vidas tentando transmutar uma parcela do karma que ainda as prende nos grilhões terrestres. Alguns sentem isso tão forte que sequer conseguem manter laços afetivos na Terra, tal é o seu grau de apego a sua família espiritual extraterrestre. Alguns podem imaginar que isso representa uma evolução e que é uma indicação de superioridade espiritual, mas não é bem assim. Essa recusa em se viver a realidade atual implica num forte apego a um estado arcaico de existência, e esse apego pode aprisionar o espírito muito fortemente dentro de limites muito reduzidos, o que abafa a natureza essencial daquela alma e pode degradar seus sentimentos, pensamentos e comportamentos. O apego é um sinal claro de atraso espiritual e deve ser objeto de um esforço no sentido da libertação do cárcere terrestre. Se estamos vivendo aqui na Terra, precisamos da Terra para atingir esse desprendimento; de nada adianta desejar sair daqui para uma condição externa melhor e mais elevada. O universo é perfeita harmonia e inteligência, e nada ocorre por acaso. Quem está aqui, precisa das experiências terrestres para seu desenvolvimento espiritual.
Um fenômeno interessante que pode ocorrer é a inversão de papel. Uma mãe, que teve experiências afetivas de marido-esposa muito fortes com seu filho atual, pode sentir desejos inconscientes de experimentar novamente o amor de marido-mulher. Alguns pais conseguem desapegar-se disso e viver a condição da atual encarnação dentro da função de pai e filho. Outros, no entanto, cedem a essas tendências e podem ser levados até mesmo, em última instância, a molestar seus filhos. Todo pai que sinta essa inversão de papel deve lutar contra essa tendência, esse apego, pois só assim poderá viver com mais intensidade a relação atual de pai-filho. Isso ocorre também entre irmãos, que no passado foram marido e mulher e hoje sentem vontade de ter carinhos mais próximos, que extrapolam a relação fraterna natural.
Outro exemplo são marido e mulher atual, que numa outra existência (ou existências) foram irmãos e acabam depois se tornando amigos, ou têm dificuldades de manter relações sexuais por conta das lembranças inconscientes de vidas como irmãos. Há muitos outros exemplos dessa inversão de papel; o mais importante aqui é entender que o passado não deve interferir em nossas relações atuais da forma que elas se apresentam hoje: se hoje sou pai da minha filha, devo trata-la como filha e deixar de lado os sentimentos típicos de marido e mulher que tivemos em vidas passadas.
Outro fenômeno que pode ocorrer, esse não muito comum, é quando duas almas muito próximas, e que se amam muito, se reencontram, querem viver juntas, mas ambas são do mesmo sexo. Eles podem viver como bons amigos, ou podem desejar, se o apego for grande, viverem juntas como companheiros. Se forem dois homens, podem ceder aos desejos sexuais e iniciarem uma relação que vai além da amizade, passando a viver como amantes; se forem duas mulheres, podem fazer o mesmo e até casarem. O mais interessante é que, mesmo sem existir um histórico de homossexualidade, essas almas podem decidir estreitar os laços dentro de um contexto amoroso e sexual. Já vi casos como esse, e as pessoas envolvidas me garantiram que nunca tiveram desejos homossexuais, e o que sentiam uma pela outra só servia para essa pessoa em específico, e para nenhuma outra.
Por exemplo, uma das meninas gosta de outra menina e quer ficar com ela, mas nunca havia se relacionado com outras mulheres e garante não sentir qualquer tipo de desejo sexual por outras mulheres, somente por aquela que se torna sua companheira. Esse é um caso típico de apego a condição anterior em vidas passadas. Ninguém pode julgar se isso é correto ou não; a escolha, neste caso, é da própria pessoa e só a ela compete avaliar a qualidade de suas relações. Repudiamos aqui o preconceito a homossexualidade e somos favoráveis a liberdade de expressão da sexualidade. Advertimos, porém, que qualquer excesso nessa área, seja com heterossexuais ou homossexuais, pode implicar em efeitos graves e num karma negativo, com severas complicações futuras, na vida atual ou em vidas futuras.
Quando duas almas que se amam muito estão em planos diferentes, isso pode se tornar um problema. É o caso de pessoas que nascem no plano físico, e que sonham ou sentem a presença de espíritos que não estão em corpo físico. Essa pessoa ama o espírito, e deseja ficar com ele, mas como essa alma não se encontra encarnada, ela nada pode fazer. É possível encontros em projeção astral, quando dormimos a noite e nosso corpo espiritual deixa o corpo físico e passa a interagir com outras dimensões. Nesses momentos, as duas almas podem se encontrar e ficar um tempo juntas. O encarnado pode ter vários sonhos com o desencarnado, mesmo sem saber quem ele é e nunca te-lo conhecido na vida atual. Mas intimamente ela sabe que o conhece, que o ama, e sente vontade de ficar com ele, como mostra esse exemplo de um breve relato que recebemos:
“Mais uma noite eu sonhei com aquela moça linda, ela me faz sentir uma forte emoção, uma saudade, eu a amo, eu acordo chorando, sempre, há anos.”
Os espíritos de luz que comandam o destino dos seres podem autorizar esta situação para estimular o desapego entre as duas almas.
O universo sempre conspira para que uma alma se desenvolva espiritual e passe a amar a todos, e não apenas uma só pessoa. Embora o amor entre nossa família física e espiritual seja um exercício do amor incondicional, a maioria dos espíritos que vivem na Terra ainda estão longe do amor incondicional a todos os seres. Por esse motivo, a inteligência divina cria circunstâncias que nos façam entender que o amor vale muito mais quando ele se expande para abraçar todos os seres do universo, e não apenas pessoas de nossa convivência. O amor universal é a meta sagrada de todas as almas que aspiram à perfeição. Quando acontece de duas almas que se amam estarem separadas, uma no plano físico e outra no plano espiritual, ambas devem exercitar o desapego e procurar outras pessoas para se relacionar.
Essa situação também pode ser problemática quando há muitas energias pendentes entre ambos. Pode acontecer, por exemplo, de o desencarnado desejar ficar junto do encarnado e começar a boicotar todos os seus relacionamentos. O desejo do desencarnado é que o encarnado seja só dele, e por conta disso ele poderá agir no sentido de isolar o encarnado de todos, desejando que fique sozinho. Como o encarnado sente um amor sincero pelo desencarnado, pode ceder a isso, e aceitar as sugestões de sempre permanecer sem se relacionar com outros. Quando esse tipo de assédio ocorre, é bem mais difícil de ser tratado num trabalho espiritual, pois há uma permissão inconsciente do encarnado diante da obsessão exercida pelo desencarnado. Neste caso, a melhor forma de agir é conscientizar o encarnado a se libertar desse apego e viver a vida física naturalmente, sem ficar esperando que o desencarnado venha a preencher um vazio que ficou das experiências “perdidas” de vidas passadas, quando ambos viveram juntos.
Outro fenômeno bastante interessante e inexplicável é o chamado “amor à primeira vista”. Esse fenômeno só é inexplicável quando não se leva em conta a teoria da reencarnação. O amor à primeira vista consiste no despertar de um sentimento tão logo vemos ou estamos na presença de uma pessoa desconhecida que nos desperta algo portentoso, excelso, superior, quase celeste e divino, e que é incompreensível. Há uma nítida impressão de que já conhecemos aquela pessoa. Alguns indivíduos, não muito versados na noção reencarnacionista, afirmam que não existe o amor à primeira vista, mas sim uma espécie de encantamento, de fascinação, de deslumbramento pela beleza do outro. Apesar de estes sentimentos estarem misturados no primeiro momento, não seria apressado dizer que há, de fato, um amor que pode estar sendo ressuscitado, reaceso, vindo à superfície e despertando, trazendo à tona um sentimento sublime e transcendente que até então estava meio apagado dentro de nós.
Esse amor pode ter sua origem em dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas onde estas duas almas viveram juntas. Pode até mesmo ser anterior aos primeiros nascimentos terrestres. Esse reencontro faz ressurgir uma emoção, um envolvimento que já existia dentro da pessoa, mas que ainda estava disperso. O amor à primeira vista não deve ser confundido com maravilhamento pela beleza física. Ele é uma profunda identificação com alguém que já conhecemos há milênios e que reencontramos nesta vida. Esse pode ser o início de uma longa história de amor.
Para se diferenciar um amor verdadeiro e uma simples paixão é preciso notar se há um total desprendimento em relação a pessoa que amamos. O amor real é calmo, sereno, não se deixa influenciar por sentimentos de controle, posse, ciúme, e outras armadilhas inferiores. O amor verdadeiro deseja que o outro esteja bem, mesmo que ele não fique conosco. Ele é espontânea, livre e há desprendimento; só o que importa é o bem estar do outro. Fazemos de tudo para que o outro seja feliz.
A melhor forma que eu conheço para harmonizar o nosso passado e cuidar para que estes laços não se tornem disfuncionais e problemáticos na vida atual é a realização da terapia de vidas passadas. Através da regressão o passado pode ser revisto e os laços amorosos podem ser tratados, dissolvendo os resíduos de energias conflituosas, brigas, assassinatos, traumas, e qualquer situação negativa que tenha ocorrido em vidas passadas. Muitos afirmam que tratar o passado conjunto com nossos entes queridos pode reacender velhas mágoas, nos fazer lembrar de velhas disputas e ódios passados, e que isso inviabilizaria nossa convivência atual com eles.
Quem defende esta tese alega que uma mãe não poderia conviver bem com seu filho caso descubra que ele a torturou e matou em vidas passadas. A nossa experiência de mais de 2.000 regressões individuais prova que essa ideia é bastante equivocada. Jamais pude presenciar nenhuma relação que tivesse piorado após uma revisão de vidas passadas negativas entre membros de uma mesma família. Pelo contrário, as experiências negativas são tratadas e os laços de amor são purificados, o que torna a convivência atual muito melhor e mais satisfatória.
Já atendi dezenas de casos em que visitamos vidas passadas bastante duras entre familiares e o resultado sempre foi uma grande melhora na qualidade da relação atual. Os bloqueios caem, os conflitos são tratados, as disputas são harmonizadas e tudo passa a ser objeto de precioso aprendizado. Além disso, o esquecimento do passado não apaga os sentimentos negativos de vidas passadas, eles continuam existindo hoje, podem e devem ser tratados, para que as relações familiares melhorem e para que possamos viver bem com nossos familiares e com as pessoas que amamos. 


Autor: Hugo Lapa