sexta-feira, 24 de março de 2017

A Religião e a Vida Fora da Terra.


Seria irrefutável  que a prova de vida extraterrestre inteligente no universo tem qualquer efeito sobre a ideologia religiosa no mundo ?
 A Comunidade UFO mantém há muito tempo, razões para acreditar que o governo dos EUA tem sonegado informações sobre o fenômeno UFO (e seus aspectos componentes). A razão proeminente oferecida é de que haveria uma crise religiosa neste país. No entanto, na minha pesquisa eu não pude  encontrar nada para substanciar esta premissa.  Esse enigma levou à pergunta hipotética: se um pouso de OVNI em massa viesse a ter lugar como é que pastores, sacerdotes e rabinos abordariam o evento para sua congregação?
 E se, nas semanas que se seguiram um contato face-a-face, descobrimos (como os líderes da comunidade ufológica proclamam) esses seres, obviamente, tecnologicamente superiores não tinham religião?
Como seriam organizadas as religiões do planeta com  a confirmação de contacto com uma civilização extraterrestre avançada. Os resultados deste inquérito-piloto são simples e extremamente simples. Os teólogos entrevistados não se sentem ameaçados e  suas congregações não  estariam  ameaçadas. Os seguintes resultados, com base em um retorno de 23% (230 inquéritos) deve ter um impacto  significativo na Comunidade UFO, suas doutrinas e atitudes.
E.T. e Deus: Poderiam terrenas religiões sobreviverem  a descoberta de vida em outros lugares do universo?
Paul Davies, The Atlantic Monthly, setembro de 2003.
A descoberta de apenas uma única bactéria em algum lugar além da Terra nos obrigaria a rever a nossa compreensão de quem somos e de onde nos encaixamos no esquema cósmico das coisas, atirando-nos para uma crise de identidade espiritual profunda que seria tão dramática quanto a que Copérnico provocou no início de 1500, quando ele afirmou que a Terra não era o centro do universo.  Mais isso não seria para todos.
Missionários para Marte? . As implicações religiosas da pesquisa para a vida no Universo.
Será que os cristãos têm de realizar uma venda de fechamento para baixo se a inteligência extraterrestre (IET) é encontrada em outras partes do Universo?  Ou será que já foi a paixão de Cristo em mundos diferentes ?
OVNIs e extraterrestres – Um problema para a Igreja?
Veja matéria da Revista UFO  .
Membro da Cúria do Vaticano, Monsenhor Corrado Balducci, providenciou uma análise dos casos com extraterrestres que ele sente serem consistentes com o entendimento teológico da Igreja Católica. Ele esteve na Televisão Nacional da Itália recentemente, para declarar que o contato com extraterrestres é um fenômeno real. Balducci, que é uma pessoa muito próxima do Papa, enfatiza que os encontros com extraterrestres não são demoníacos, não causam prejuízos psicológicos, e não são um caso de arquivos de entidades, mas merecem ser estudados cuidadosamente. Ele é especialista em demonologia e consultor do Vaticano, e desde que a Igreja Católica tem historicamente caracterizado como sendo demoníacos muitos dos novos fenômenos que foram mal compreendidos, sua posição é a de que a igreja não censure mais este tipo de contato.
Balducci revelou para um visitante e profissional americano que o Vaticano está acompanhando de perto este fenômeno e de forma discreta e que o Vaticano recebe muitas informações sobre extraterrestres e seus contatos com os seres humanos através de seus missionários espalhados em vários países. Mas a informação posterior demonstrou que Monsenhor Balducci recebeu as informações de seus casos de outras fontes. Ele é membro de um grupo que atua como consultor do Vaticano em várias questões envolvendo seres humanos e seus possíveis contatos com seres sobrenaturais. Desta forma, a questão de contatos com extraterrestres cairia dentro de uma visão jocosa, e também teria um possível significado espiritual de suas observações gerais emergentes de seus contatos com extraterrestres.
A informação paralela do Conselheiro Nacional de Segurança e cientista Dr. Michael Wolf, um membro do sub-comitê NSC’s SSG para administrar o Fenômeno UFO, como também escritor notável e “especialista” do Vaticano Pai Malachi Martin, sugere que o Vaticano está preocupado porque terá a árdua tarefa de atualizar a sua doutrina principal em suas mãos quando o contato extraterrestre se tornar anunciado por autoridades e por governos de todo o mundo durante os próximos anos.

Cinco Raças Extraterrestres Que Já Caminham Entre Nós


alien1 (Cópia)
Embora muitas vezes acredita-se que a maioria dos extraterrestres sejam hostis, existem porém algumas raças que têm estado na Terra há séculos que servem para contrariar essas Afirmações. Algumas das raças alienígenas mais amigáveis estão listadas abaixo.
OS LIRANOS
alien2 (Cópia)
É uma crença generalizada de que os Liranos são os nossos mais antigos ancestrais. Na verdade, existem aqueles que acreditam que os Liranos foram realmente os primeiros humanos a formar uma civilização na Via Láctea.
O mundialmente famoso Billy Meier foi uma das primeiras pessoas a falar sobre os Liranos. Ele afirma que eles lhe revelaram as suas origens e história. Ele foi extremamente gracioso em compartilhar esta história com a humanidade.
O Sr. Meier relata que, “Eles descreveram a sua ascendência antiga e, consequentemente, a nossa, como originário de um sistema solar distante num grupo de estrelas perto do que hoje conhecemos como a Nebulosa do Anel de Lira, para os quais temos chamado-os em Liranos da mesma maneira como nos chamamos os seres humanos do que chamamos de Plêiades”.
OS ARCTURIANOS
alien3 (Cópia)
Depois de muitos milhões de anos de existência, eles são uma das mais antigas raças alienígenas na nossa galáxia, os Arcturianos, atingiram tal estado ascenso que muitos os classificam como uma civilização da quinta dimensão.
O seu planeta natal orbita a maior estrela da constelação de Bootes e está localizada a aproximadamente 200 anos-luz de distância da Terra.
Embora aparentemente seja impossível chegarmos lá, isso parece ser de pouca importância para os Arcturianos, porque eles alcançaram há milhões de anos o nível de tecnologia que temos na Terra. Eles agora possuem algumas das tecnologias mais avançadas na Via Láctea.
Embora poucas pessoas têm interagido directamente com os Arcturianos, no entanto aqueles que o fazem, afirmam que eles têm de 1 metro a 1,5 metro de altura, com cabeças enormes e olhos pretos em forma de amêndoa. A sua pele é normalmente esverdeada e possuem três dedos em cada mão.
Eles são mestres da comunicação telepática e podem mover objetos ou interagir com a matéria através do uso de suas mentes. Os Arcturianos ultrapassaram a barreira das doenças e do envelhecimento e, a morte foi virtualmente eliminada de sua sociedade há muito tempo.
Acredita-se que a sua frota de naves estelares cruzam a galáxia e diz-se ainda que uma das suas naves, a Starship Athena, está actualmente na órbita da Terra para impedir que algo ameace a nossa existência.
Os Arcturianos aceitaram com muita seriedade  o seu papel de protectores. Tão sério, que de fato, acredita-se  que uma de suas sondas, o Satélite Cavaleiro Negro, (the Black Knight Satellite) tem estado na órbita da Terra durante os últimos 13.000 anos.
OS TELOSIANOS
alien4 (Cópia)
Descritos como humanoides altos e loiros, muitos acreditam que os telosianos são os últimos sobreviventes de civilizações humanas antiquíssimas, que habitaram a superfície da Terra.
Alguns dizem que os Telosianos são sobreviventes dos cataclismos que afundaram Atlântida e Lemúria, enquanto outros acreditam que eles são muito mais antigos do que isso.
O seu nome deriva da antiga palavra grega “telos” que significa “fim” ou “propósito”. Parece um nome apropriado para a sua maior cidade chamada Telos, que muitos acreditam estar localizada sob o Monte Shasta, na Califórnia.
Através da tecnologia psicotrónica e capacidades mentais altamente desenvolvidas, a sua sociedade avançada está em constante contacto com muitas outras civilizações extraterrestres, incluindo os Pleiadianos e Arcturianos.
A primeira pessoa a descrever os telosianos foi o Almirante Richard Byrd. Em seus diários que foram publicados após a sua morte, onde descreve uma expedição secreta para o Polo Norte, tendo ele sido levado para a cidade subterrânea de seres de avançada tecnologia.
O Almirante Byrd escreveu que esta espécie alienígena têm vivido em algumas cidades subterrâneas secretas, mas foi por causa das nossas bombas nucleares que eles finalmente, foram atraídos à superfície. O Almirante Byrd escreveu,
“O nosso interesse começou logo após que a vossa raça explodiu a primeira bomba atómica sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão.  Foi nesse momento alarmante  que enviamos as nossas máquinas voadores, os “Flugelrads” para o vosso mundo da superfície, para investigar o que a vossa raça tinha feito. Veja, nós nunca interferimos antes nas guerras e barbarismo da vossa raça, mas agora devemos, pois vocês aprenderam a usar um certo poder que não é para o homem, ou seja, o poder da energia atómica. Os nossos emissários já enviaram mensagens para as potências mundiais e, eles ainda não nos deram ouvidos. Agora, você foi escolhido para ser testemunha de que o nosso mundo existe. Veja, a nossa cultura e ciência está a milhares de anos além da vossa raça, Almirante”.
Milhares de anos de avanço científico deram aos Telosianos a capacidade de contornar a doença e o envelhecimento. Os Telosianos são amplamente conhecidos pela sua longevidade e poderiam nos ajudar com a nossa. Eles também são verdadeiros protectores do meio ambiente da Terra e guardiões do conhecimento sobre o passado do nosso planeta.
OS ALFA CENTAURANOS
alien5 (Cópia)
Os extraterrestres de Alfa Centauro têm o poder de destruir com muita facilidade nós e qualquer outra raça alienígena hostil. Eles são considerados a raça alienígena tecnologicamente mais avançada da Via Láctea.
Eles têm esta fama porque, acredita-se que sejam altamente inteligentes e possuem uma curiosidade natural, que por sua vez, os levou à rápidos avanços na ciência e na tecnologia. Parece também que os alfa centauranos aprenderam que com imenso poder vem grande responsabilidade.
Ao longo do tempo eles evoluíram para uma espécie aquática com guelras e membranas nos membros. Alguns investigadores acreditam que eles são responsáveis pela maior parte dos avistamentos aquáticos e do fenômeno dos OSNIs (Objetos Subaquáticos Não Identificados).
Há rumores de que eles possuem um número de bases que operam na parte inferior dos nossos mares, oceanos e lagos ao redor do planeta.
De acordo com a sua natureza, acredita-se que os alfa centauranos sejam muito benevolente para com a raça humana e têm um desejo de nos ajudar a superar alguns dos muitos desafios que vêm com a evolução de uma espécie.
Eles comunicam-se de forma telepática e que a sua influência, embora subtil, está sempre presente. Muitos investigadores acreditam que os alfa centauranos  promovem justiça social e os direitos humanos no diz respeito à responsabilidade da tecnologia  avançada  que estamos a desenvolver.
OS PLEIADIANOS
alien6 (Cópia)
Descendentes dos primeiros Liranos, os Pleiadianos, em alguns círculos, têm vindo a representar um dos aliados mais activos da humanidade.
O seu lar está localizado no Conjunto de estrela das Pleiades, que é um grupo de estrelas, localizado a cerca de 400 anos-luz da Terra. O seu nome deriva do antigo verbo grego, “Plein” que significa “Navegar”.
Os Pleiadianos sempre desempenharam um papel importante na cultura humana. Um dos seus representantes escolhidos, Billy Meir, o qual transmitiu as mensagens de Semjase, uma mulher Pleiadiana que estava profundamente preocupada com o nosso destino. Ela disse ao Billy:
“Nós não somos nem guardiões da Terra, muito menos anjos enviados por Deus ou algo parecido. Muitas pessoas sugerem que nós estamos de guarda na Terra e dos seus habitantes e que controlaríamos os seus destinos. Isso não é verdade, porque nós apenas realizamos missões auto-seleccionadas que não tem nada a ver com supervisão ou regulação do destino da terra. Portanto, é errado expor-nos como guardiões e mensageiros superterrestres.”
Apesar da mensagem de Semjase, os Pleiadianos foram os primeiros a avisar a Terra sobre o perigo que os Greys representavam. Os Pleiadianos acusam os Greys de terem pouca sabedoria e empatia ao usarem sem remorsos seres humanos tecnologicamente inferiores para servir os seus propósitos.
Por esta razão, as duas raças alienígenas têm lutado entre si não só aqui, mas em outros sistemas estelares.
Aqueles que têm estado em contacto com os Pleiadianos afirmam que os eles têm tentando nos livrar da opressão a algum tempo.
Fonte:
http://in5d.com/5-alien-species-already-walking-amongst-us/

domingo, 19 de março de 2017

O MEDO DE SER LIVRE PROVOCA O ORGULHO EM SER ESCRAVO

"O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde onde as certezas moram." Os Irmãos Karamazov, Dostoiévski.


Há no homem um desejo imenso pela liberdade, mas um medo ainda maior de vivê-la. Algo parecido disse Dostoiévski, ou talvez eu esteja dizendo algo parecido com o dito pelo escritor russo. No entanto, como seres significantes que somos, analisamos as coisas sempre a partir de uma determinada perspectiva e, assim, passamos a atribuir-lhes valor. Dessa maneira, até conceitos completamente opostos, como liberdade e escravidão, podem se confundir ou de acordo com o prisma de quem analisa, tornarem-se expressões sinônimas, como acontece no mundo distópico de George Orwell, 1984, em que um dos lemas do partido – “Escravidão é Liberdade” – é repetido à exaustão.
Não à toa, as boas distopias têm como grande valor predizer o futuro. E em todas elas – 1984, Admirável Mundo Novo, Fahrenheit 451, Laranja Mecânica – há um ponto em comum: a liberdade dos indivíduos é tolhida e, consequentemente, convertida em escravidão. No entanto, através de mecanismos sócio-políticos a escravidão é ressignificada como liberdade, de modo que mesmo tendo a sua liberdade cerceada, os indivíduos entendem gozarem plenamente desta.
Nas histórias supracitadas, embora a maior parte da população esteja acomodada e aceite com enorme facilidade absurdos, existem indivíduos que se permitem compreender as suas reais situações e ousam lutar contra a ordem estabelecida. Esse processo é, todavia, extremamente doloroso, uma vez que é muito mais fácil se acomodar a enfrentar a realidade e todas as consequências dolorosas que enfrentamos invariavelmente quando decidimos sair da caverna, para lembrar Platão.
Posto isso, há de se considerar que ser verdadeiramente livre requer a responsabilidade de encarar o mundo sem fantasias, ou seja, tal como ele é. Dessa forma, existe no homem grande suscetibilidade a aceitar o irreal como real, a fantasia como verdade, a Matrix como o mundo real. Sim, Matrix é um grande exemplo do medo que possuímos de encarar a realidade. No personagem de Cypher (Joe Pantoliano) encontramos o maior expoente desse comodismo, já que sendo a realidade um mundo destruído, um caos constante, é muito melhor viver na Matrix, onde ele “pode ser o que quiser”, ainda que não passe de uma grande mentira.
Em outras palavras, Cypher representa a ideia de que sendo a realidade algo tão assustador, a ignorância é uma benção, pois sendo ignorante, pode-se comprar mentiras como verdades facilmente, bem como, aceitar a Matrix como realidade e a escravidão como liberdade.
As realidades apresentadas no mundo das artes (ficções, que ironia), refletem a nossa própria realidade, em que, assim como Cypher, temos preferido viver vidas fantasiosas, cercadas de superficialidade e aparências, determinadas pelo hedonismo da sociedade de consumo e, consequentemente, o nosso egoísmo ganancioso buscando galopantemente realizar todos os desejos que impedem de acordarmos de um sonho ridículo.
Apesar de tudo isso, pode-se considerar que de fato é melhor ser um escravo feliz do que um ser livre, triste, inconformado e amedrontado. No entanto, a problemática ganha corpo na medida em que se entende que há coisas que só podem ser feitas sendo o sujeito livre, uma vez que a gaiola é sempre limitadora, sobretudo, aos desejos mais intrínsecos e, portanto, mais latentes e verdadeiros no ser. Assim, por mais que a escravidão seja ressignificada, fantasiada e “transformada” em liberdade, sempre haverá pontos em que o indivíduo sentirá necessidade de alçar voos mais altos, os quais, obviamente, não poderão ser realizados, haja vista a limitação das gaiolas, o que implica a insatisfação, ainda que tardia, da condição escrava em que o indivíduo se encontra.
Sendo assim, constatamos que “O medo de ser livre provoca o orgulho em ser escravo”, posto que para gozar a liberdade é preciso coragem para se arriscar no terreno das incertezas e da luta. E, assim, temos preferido permanecer na caverna, orgulhosos das nossas sombras, já que lembrando outra vez Dostoiévski – “As gaiolas são o lugar onde as certezas moram”. Entretanto, como disse, mais hora, menos hora, nos enxergamos e percebemos que o que nos circunda é falso, de tal maneira que desejamos sair, correr, voar, ser livres.
O grande problema nisso é que quando se acostuma a viver em uma gaiola, quando se é livre perde-se a capacidade de voar, pois as correntes que nos prendem são criadas pelas nossas mentes, de forma que mesmo fora da caverna, continuamos prisioneiros de uma mente que se acostumou a ser covarde e preferiu acreditar na contradição de que ser escravo era o maior ato de liberdade.


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domingo, 5 de março de 2017

A Espiritualidade não trabalha com nenhum youtuber


por rudyrafael
O Youtube se tornou um dos maiores sistemas idiotizadores do ser humano no planeta Terra. Como todo sistema idiotizador, o Youtube precisa de pessoas que possam exercer a função de idiotizadoras e assim surgiram os youtubers. Os youtubers trabalham para o grande sistema idiotizador da humanidade que tem como escopo afastar o ser humano de sua natureza divina. A Espiritualidade não trabalha com youtubers, mas há youtubers que usam coisas relacionadas às coisas espirituais para ganhar popularidade e dinheiro através do Youtube e as pessoas de bem que buscam as coisas espirituais devem estar cientes disto para que não se deixem levar pela vibração da idiotia e não se deixem escravizar pelo sistema idiotizador da humanidade que se revela no Youtube. É preciso estar ciente de que a Espiritualidade não usa sequer um youtuber no mundo. Podem existir youtubers que falem de coisas que possam ter relação com as coisas espirituais, mas eles não fazem parte da Espiritualidade e não estão a serviço dela, ou seja: falam apenas por si e não têm qualquer relação com a Espiritualidade. A importância de observar isso é a importância de aproveitar a própria encarnação, haja vista que uma encarnação desperdiçada acompanhando youtubers jamais poderá ser revivida.
Existem inúmeras razões pela qual a Espiritualidade não trabalha com youtubers e uma delas é que o Youtube é uma rede social de apelo visual. A Espiritualidade não trabalha com os sentidos físicos, principalmente com a visão. Todos os caminhos espirituais verdadeiros levam justamente à transcendência dos sentidos físicos enquanto que o apelo dos youtubers é absolutamente o visual, por onde tentam escravizar as pessoas através de imagens. A Espiritualidade veio trazer ao homem o caminho do despertar para a sua real natureza através do coração. A Espiritualidade não é para quem quer ver as coisas, mas é para quem vai sentir as coisas. As coisas espirituais não são visíveis aos olhos humanos e a Espiritualidade sempre vai lembrar ao homem que este deve mudar seu comportamento, sua natureza e sua forma de ser porque existe algo maior do que o mundo material, porque existe algo além do que seus olhos podem ver. A Espiritualidade só trabalha com quem faz tocar o coração, não com quem faz iludir através dos olhos. Espiritualidade é consciência e consciência é coração. As trevas são ignorância, a ignorância vem pela mente, a mente trabalha com os sentidos físicos e a visão é o sentido físico pelo qual os youtubers buscam escravizar as pessoas. À humanidade imagens atraem mais que qualquer coisa.
O ser humano vive na ilusão e cultiva vários sistemas por onde ele mesmo se ilude. As pessoas famosas que vivem na e pela grande mídia não são quem aparentam ser, mas são personagens que representam papéis conforme o sistema de ilusão quer que representem e os youtubers são a mesma coisa. Youtubers são personagens que representam papéis conforme vão buscando escravizar mais pessoas através de inscrições e visualizações para que possam ter mais popularidade e dinheiro. Youtubers sabem que precisam parecer engraçados para atrair inscritos e isto se percebe claramente quando se nota a “evolução” de um youtuber que começou sendo ele mesmo (alguém comum e sem graça) e com o tempo “foi se tornando mais divertido”. O youtuber sabe que precisa parecer engraçado, divertido, legal e descolado para ganhar mais inscritos em seu canal. Obviamente que uma conduta dessas não têm coisa alguma a ver com a Espiritualidade, muito pelo contrário: esse tipo de mentira, de criar uma imagem falsa para atrair mais atenção, é a conduta típica de um obsessor. Obsessores mentem para escravizar, criam ilusões e é exatamente isto que um youtuber faz ao perceber que precisa ser uma certa pessoa que a população quer que ele seja para ganhar inscritos e visualizações.
Surge então o paradoxo clássico do obsessor e do obsediado que se revela no Youtube: o youtuber dá o vídeo que o espectador quer ver e o espectador dá aquilo que o youtuber quer: popularidade e dinheiro através de inscrições, visualizações, curtidas e compartilhamentos. O youtuber vende mentiras através de caretas, gestos, risadas, choros, dramas, representações, performances e inúmeras outras condutas falsas e o espectador compra tais mentiras. O youtuber se transveste naquilo que o espectador quer que ele seja: engraçado, legal, bacana, descolado, divertido, “sincero”, um coitadinho etc. Naturalmente que esse paradoxo de mentiras, onde um vende uma mentira e outro a compra, coisa alguma tem a ver com a Espiritualidade. Nesse caso tanto o youtuber quanto seus espectadores são espiritualmente responsáveis por cultivar os vídeos mentirosos publicados pelo youtuber. Toda a culpa que o youtuber tem ao publicar mentiras não é maior que a culpa que seus espectadores têm, pois o youtuber só existe porque há pessoas que lhe assistem. O youtuber dá o vídeo que seus espectadores querem, mas uma pessoa que busca a Espiritualidade jamais se deixa enganar. O mal trabalha com a mentira e os youtubers que vendem mentiras sobre si estão trabalhando para o mal contra o ser humano.
Pessoas que se dizem buscadoras das coisas espirituais estão cegas e não conseguem ver quando o youtuber para parecer mais próximo de seus inscritos expõe seus familiares, amigos, conhecidos e até mesmo crianças em seus vídeos, seja colocando-os nos vídeos ou referindo-se a eles. Quando um youtuber coloca ao seu lado uma criança em um vídeo, vídeo este que ele publicou para prosseguir em seu caminho de busca de popularidade e dinheiro, mesmo que não se perceba coisa alguma errada em tal vídeo, é preciso que seus espectadores, que apoiam seus vídeos, estejam cientes de que eles fomentaram aquilo, ou seja: de que eles fomentaram que alguém expusesse uma criança, seja da forma que for, em um vídeo em razão da busca de popularidade e dinheiro. Uma pessoa ligada à Espiritualidade jamais exporia ou usaria qualquer pessoa em um vídeo para cativar alguém, porque quem é ligado à Espiritualidade não precisa atrair atenção para o que tem a dizer. Youtubers usam pessoas em seus vídeos para ganhar popularidade e dinheiro e isto não tem coisa alguma a ver com a Espiritualidade. A Espiritualidade não precisa expor alguém para chamar atenção. Quanto mais as pessoas derem atenção aos que expõem pessoas mais tais pessoas exporão pessoas.
Quem trabalha para a Espiritualidade não precisa expor ao mundo seus familiares, seus amigos, seus conhecidos e até mesmo crianças para criar qualquer tipo de imagem para o público. A verdade é o que é, independentemente do que se pense sobre quem o disse. Quem trabalha para a Espiritualidade não se preocupa em quantidade de ouvintes, espectadores ou seguidores. Qualquer pessoa que trabalhe para a Espiritualidade sabe que quando se faz algo por um ser humano se faz por toda a humanidade, sendo desnecessário buscar quantidade de pessoas. Youtubers buscam quantidade de pessoas porque querem popularidade e dinheiro. Essa ilusão que os youtubers têm de buscar números ao invés de se conectar verdadeiramente com as pessoas não faz parte da Espiritualidade. A Espiritualidade jamais enviou alguém para a Terra para fazer seu trabalho e que buscasse por números de pessoas. Um dos segredos da Criação é compreender que tudo é um e assim basta que se faça o trabalho em um e tudo estará feito. Quando uma pessoa precisa apelar ao visual é porque não consegue tocar o coração. Quem precisa expor pessoas em vídeos para ganhar atenção não tem coisa útil alguma a dar à humanidade e precisa perder a atenção para que deixe de expor pessoas.
A necessidade de obter inscritos, visualizações, curtidas e compartilhamentos faz com que os youtubers não tenham a medida do que podem e do que não podem expor ao público, como no caso daqueles que almejando popularidade expõem problemas e traumas familiares, expondo inclusive tanto a sua própria vida íntima quando a vida íntima de outras pessoas, apenas pela busca de popularidade. Nesse caso os espectadores do youtuber são tão culpados quanto ele por aquilo que ele fala, pois se não lhe dessem audiência ele logo deixaria de expor seus problemas e traumas familiares e até mesmo sua própria vida íntima e de outras pessoas. Quando um youtuber expõe sua vida amorosa passada ele prejudica tanto a vida de quem passou em sua vida quanto a própria vida e problemas pessoais devem ser resolvidos com quem se tem o problema; problemas familiares devem ser resolvidos em família e intimidades da vida privada devem ficar na vida privada. Youtubers que escancaram sua intimidade e de outras pessoas no Youtube para ganhar popularidade e seus respectivos espectadores não têm coisa alguma a ver com a Espiritualidade e isto é óbvio. Uma pessoa espiritualizada jamais exporia alguém para qualquer coisa e jamais fomentaria a exposição de alguém para qualquer fim.
O trabalho da Espiritualidade não é para mendigos. A Espiritualidade supre financeiramente todos aqueles que trabalham para ela. A Espiritualidade jamais deixará alguém que trabalha para ela perecer financeiramente. A Espiritualidade não trabalha com quem fica mendigando por qualquer coisa na internet, seja por inscrições, visualizações, curtidas ou compartilhamentos de seus vídeos. Nenhum mestre da Espiritualidade jamais vai implorar por atenção. O mestre fala, quem tiver ouvidos para ouvir, ouvirá e quem tiver olhos para ver, verá. Uma pessoa que trabalha para a Espiritualidade jamais vai mendigar pela propagação de seu trabalho, pois a propagação de seu trabalho quem faz é a Espiritualidade. Quem trabalha para a Espiritualidade, de uma forma ou de outra, terá sua mensagem levada a quem precisa recebê-la. Nós que trabalhamos para a Espiritualidade não viemos a este planeta para pedir coisas aos seres humanos, nós viemos dar o que tivermos para dar. Cada vez que alguém que se diz ou se faz parecer que trabalha para a Espiritualidade condicionar o seu trabalho a dinheiro, como no caso onde a pessoa diz que se não receber dinheiro será obrigada a “parar com o trabalho”, eis o divino objetivo sinal de que tal pessoa não tem absolutamente coisa alguma a ver com Espiritualidade.
O trabalho da Espiritualidade não é para ganhar fama, popularidade, prestígio, status, poder ou dinheiro. O trabalho da Espiritualidade só existe através de quem não espera coisa alguma deste mundo. Youtubers querem inscritos, visualizações, curtidas e compartilhamentos e quem quer algo não faz o trabalho da Espiritualidade. O trabalho da Espiritualidade é de renúncia, não de querer, principalmente de querer coisas humanas. Nós que trabalhamos para a Espiritualidade não temos o direito de querer coisas humanas como inscritos, visualizações, curtidas e compartilhamentos; podemos ter, mas não almejamos, não mendigamos por isto e não fazemos qualquer coisa pensando nisto. É preciso ser muito imbecil para não saber que youtubers fazem vídeos já pensando na melhor forma de conseguir inscritos, visualizações, curtidas e compartilhamentos. Aquele youtuber “engraçado”, “divertido”, “alegre”, “descolado”, “legal”, “sentimental” e “humano” é “engraçado”, “divertido”, “alegre”, “descolado”, “legal”, “sentimental” e “humano” porque sabe que vai ter maior popularidade sendo “engraçado”, “divertido”, “alegre”, “descolado”, “legal”, “sentimental” e “humano”. Isso não serve à Espiritualidade. A mentira não serve à Espiritualidade. Os mentirosos não servem à Espiritualidade.
A Espiritualidade não se transmite pelos olhos, mas pelo coração. A Espiritualidade não é um caminho de mentiras, não é um caminho de alguém que cria personagens para agradar pessoas que precisam de entretenimento e não é um caminho de “alguém legal” que “fala coisas interessantes” em vídeos na internet. Existem materiais de pessoas a serviço da Espiritualidade no Youtube, mas não existem youtubers a serviço da Espiritualidade. Youtubers vendem ilusões e mentiras e a Espiritualidade não trabalha com ilusões e mentiras. Existem pessoas que se dizem tão interessadas na Espiritualidade e ao invés de buscarem verdadeiramente aprender ficam perdendo tempo assistindo idiotas se fazendo de engraçado no Youtube mendigando por inscrições, visualizações, curtidas e compartilhamentos e que almejam popularidade e dinheiro. Quem quiser perder tempo assistindo idiotas se fazendo de engraçado no Youtube, que perca, mas fique ciente de que não há pessoa alguma a serviço da Espiritualidade no mundo que seja youtuber. O dia em que a Espiritualidade precisar de idiotas fazendo caretas para parecerem legais em vídeos editados para ganhar popularidade para passar qualquer mensagem a humanidade estará andando de quatro e se alimentando de suas próprias fezes.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Diferenças entre humanos e primatas

De acordo com modelos evolutivos em voga, humanos começaram a se diferenciar/separar de chimpanzés&CIA, a mais de 6 milhões de anos atrás. Em termos de evolução, isso é um período bem curto e “rápido”. E como tal, inúmeras semelhanças são esperadas, e de fato existem, o que é tido pelos teóricos como evidência de ancestralidade comum. Mas uma profunda olhada nas diferenças entre nós e os primatas traz à tona fatos consideráveis…
Lembremos antes as diferenças entre (grandes) primatas e macacos. “Macaco” é um termo popular bem genérico, usado para designar qualquer espécie de primata. De acordo com a Wikipédia 1:


“A ordem dos Primatas tem sido tradicionalmente dividida em dois grupos: prossímios e antropóides. Prossímios possuem características dos primeiros primatas, e são os lêmures de Madagáscar, lorisídeos, e társios. Os antropoides incluem macacos e o homem. Mais recentemente, taxonomistas dividiram a ordem em Strepsirrhini, consistindo nos prossímios excluindo os társios, e em Haplorrhini, que são os társios e antropoides. Antropoides são divididos em dois grupos: Platyrrhini, ou “macacos do Novo Mundo”, da América do Sul e Central, e Catarrhini, que incluem o Cercopithecoidea e o Hominoidea, da África e Ásia. Os “macacos do Novo Mundo” são, por exemplo, os bugios, os macacos-prego e os saguis; os catarrinos são, por exemplo, os babuínos, os gibões, e os hominídeos.”


 Primatas
Haplorrhini
 Simiiformes
 Catarrhini
Hominoidea
Hominidae
Homininae
Hominini
  Humanos
 
  Chimpanzés
 
 
  Gorilas
 
 
  Orangotangos
 
 
  Gibãos (familia Hylobatidae)
 
 
   Macacos do Velho Mundo
 
 
  Macacos do Novo Mundo (parvordem Platyrrhini)
 
 
  Társios (infraordem Tarsiiformes)


Strepsirrhini
  Lêmures (infraordem Lemuriformes)
 
  Lorisiformes (infraordem Lorisiformes)


Tais classificações nos colocam mais próximos de chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos, grupo taxado de “grandes primatas” (ape, em inglês). Nenhum destes possui cauda, enquanto que os “macacos” (monkey, em inglês) possuem. Os primeiros possuem grande volume cerebral e utilizam ferramentas, os últimos não. Vamos nos focar, portanto, nos chamados grandes primatas, e ver divergências latentes entre humanos e seus “parentes” evolutivos.


Dimorfismo sexual



Nos humanos, existem visíveis e marcantes diferenças físicas entre homens e mulheres. Entre os primatas, porém, machos e fêmeas são morfologicamente similares, retendo apenas ligeiras diferenças como tamanho de caninos, tamanho corporal, enfim, nada que seja distinguível sem olhar mais atento…


Crânio






Características únicas do crânio humano:
-Mandíbula menor com prominente queixo (primata nenhum tem queixo);
-Ausência de cristal sagital, o que representa menores músculos ligados à mandíbula, e com isso, menor força durante mordida (vários mamíferos e répteis possuem essas cristas);
-Ausência de focinho e face reta, sem protuberâncias como nos gorilas e chimpanzés, cujas mandíbulas se encontram deslocadas além da linha da testa, olhos;


chimpMsk[1].jpg
crânio de chimpanzé

-Ausência de crista nucal como presente em gorilas, por exemplo, onde músculos do pescoço se ligam;
-osso zigomático (“osso da bochecha”) reduzido com um espaço, por onde músculos da mandíbula passam;
-Ausência de dentes caninos genuínos, presentes em “outros” primatas;
-Mandíbula inferior começa larga e vai se estreitando em direção ao queixo, enquanto que em chimpanzés e gorilas ela possui formato retangular, não se estreitando de maneira “triangular” como  a nossa;
-Nossos dentes são igualmente posicionados tanto em cima quanto em baixo; em chimpanzés e outros primatas os caninos inferiores se encaixam entre as brechas entre os caninos superiores e os dentes próximos;
-Nosso foramen magnum (espaço no crânio que se encaixa na espinha dorsal) se localiza na parte de baixo do crânio (o que permite nossa postura ereta e auxilia no equilíbrio ao manter o centro de gravidade de nosso pesado crânio bem distribuído acima da coluna), ao passo que nos primatas, se localiza na parte de trás do crânio, o que exige músculos mais fortes no pescoço para que seus crânios se mantenham firmes;
-Em humanos, o primeiro dente pré-molar  possui duas cúspides, enquanto que o de “apes” possui apenas uma;


Esqueleto





-Nossa coluna possui um formato de ‘S’, ideal para distribuir o peso da parte posterior do corpo e manter o centro de gravidade acima da pélvis e pernas; nos primatas a coluna possui uma leve curva;
-Nosso quadril possui formato de bacia, e é mais baixo em altura do que o de primatas, outro ponto a favor de uma postura ereta;
-Nossas pernas tem uma leve inclinação pro centro, onde joelhos quase se tocam, localizando-se perto do centro do quadril (isso forma o chamado ângulo valgo). Quando uma perna se levanta, o joelho da outra, estando quase no centro de gravidade do quadril, garante o equilíbrio durante o caminhar. Quando primatas tentam caminhar eretos, eles balançam de um lado pro outro, afim de não perderem o equilíbrio e caírem;




-Nossos pés são arqueados e quase imóveis, pouco articulados, enquanto que os dos primatas são bem articulados e planos, projetados para se agarrar em galhos e segurar coisas. Nossos pés funcionam como bases, plataformas, daí seu ligeiro arqueamento (Tanto é que, pessoas com pé chato sofrem bastante principalmente ao correr, o que pode causar dores e problemas na tíbia, joelhos e até na coluna…);




-Nossas mãos são perfeitas para manipular, agarrar coisas, sem similar na natureza. Apesar de primatas possuírem polegares, os nossos são diferentes, mais longos, e com uma estrutura que permite que nosso polegar possa tocar todos os outros dedos. Nossas falanges são retas, ao passo que a de primatas são meio encurvadas, o que facilita que se pendurem de galho em galho com menos esforço;




-Nossa caixa torácica é mais reta do que as deles, que são mais “pontudas” para a frente, o que auxilia no equilíbrio;
-Nossos ombros e clavículas, são mais largos do que o de primatas;
-Nossas escápulas (“pazinha” localizadas nas costas) se encontram na parte de trás do tórax, e não nas laterais, como em quadrúpedes, por exemplo;


Pele


Nós temos muitos pelos corporais (principalmente em homens) como outros primatas, mas os nossos são muito mais finos e esparsos, e nós possuímos muito mais glândulas sudoríparas;


Cérebro





-Nossos cérebros são maiores em volume em relação ao tamanho da cabeça do que o de qualquer “outro” primata;
-As áreas de Wernicke e Broca do cérebro humano, responsáveis por compreensão e processamento de linguagem, comunicação, etc, apesar de existirem em primatas, nestes elas executam funções totalmente diferentes, sem qualquer relação com fala e linguagem;
-Estudos 2 demonstraram categoricamente diferenças significativas entre o nível de metilação  do DNA do tecido cerebral entre humanos e primatas. Este processo é essencial para a função de certas enzimas que agem no DNA, e o estudo mencionado manifesta claras e surpreendentes divergências na metilação de humanos e chimpanzés, gorilas, etc:


“Among the genes whose promoters are hypomethylated in the human brain but hypermethylated in the chimpanzee brain, expression-level data are available for 273 genes. A majority of these exhibit higher expression in the human brain than in the chimpanzee brain (168 out of 273…)”
“Entre os genes cujos promotores são hipometilados no cérebro humano mas hipermetilado no de chimpanzés, dados sobre nível de expressão estão disponíveis para 273 genes. A maioria desses exibe maior expressão no cérebro humano do que no de chimps (168 dos 273)”

“analyses of DNA-methylation levels of promoters and gene bodies of human-chimpanzee orthologs demonstrate that major principal components separate humans and chimpanzees”
“Análise dos níveis de metilação de promotores e corpo de genes de ortólogos humanos-chimpanzés demonstram que componentes majoritários principais separam humanos e chimps”

“We observed intriguing within- and between-species variation of DNA methylation in the brains of humans and chimpanzees. “
“Observamos intrigantes variações da metilação do DNA cerebral  de humanos e chimpanzés tanto dentro da mesma espécie como entre diferentes espécies”.


O que tem de mais nisso? Bem, os mesmos estudos revelam claramente que variações na metilação são fortemente associadas com suscetibilidade a um leque de doenças severas:


“Furthermore, promoters that are significantly differentially methylated between the brains of humans and chimpanzees are enriched in several functional categories, including protein binding and cellular metabolic processes. Strikingly, the list of genes harboring differentially methylated promoters includes disproportionately high numbers of those associated with human diseases “
“Além do que, promotores que são diferencialmente metilados de maneira significativa entre os cérebros de humanos e chimpanzés são enriquecidos em variadas categorias funcionais, incluindo ligação de proteínas e processos celulares metabólicos. Surpreendentemente, a lista de genes carregando promotores diferencialmente metilados inclui uma quantidade desproporcionalmente alta dos mesmos associada com doenças humanas (A Tabela 2 do artigo conta 468 genes cujos promotores são hipometilados em humanos, causando autismo, dependência química e majoritariamente, câncer…).

Trocando em miúdos, essa sensibilidade do organismo contra ligeiras diferenças na metilação, aliada à gritante diferença de metilação entre as espécies, põe a alegação do surgimento evolutivo das diferentes espécies de primatas em uma grande “saia justa”…


Faringe, cordas vocais e a fala





Sem contar nosso intelecto, inteligência, consciência e outras qualidades exclusivamente humanas, a fala é um dos mais marcantes divisores de água entre nós e os animais irracionais. Não bastando a participação de muitas partes do cérebro (como as já mencionadas áreas de Broca e Wernicke), genes e etc, ainda tem-se de levar em consideração a estrutura da faringe, boca, língua, cordas vocais; igualmente fundamentais para o processo.
Como relatado nas obras de Philip Lieberman 3, inúmeros fatores exclusivos dos humanos contribuem conjuntamente para a linguagem, tais como:
-Estrutura das vias aéreas ligadas supralaríngeas e dimensão/proporção do palato;
-Estrutura esquelética que sustenta músculos e ligamentos fundamentais ao trato vocal supralaríngeo;
-O tamanho e formato da língua, curvada, abrangendo toda a parte inferior da boca e a parte anterior da faringe, com maleabilidade suficiente para tocar o “céu da boca”e tomar as mais diferentes formas, essencial para a pronunciação de vogais e consoantes;
-A extensão do trato vocal alcançando desde o vestíbulo laríngeo até a epiglote;
-A localização da abertura laríngea, dentro do pescoço, na altura entre a 5ª e 6ª vértebras;
-Flexibilidade e mobilidade da laringe, que sobe e desce durante a fala, proporcionando os mais diferentes sons;
-Estrutura muscular  faringal bem diferente da de primatas e bebês humanos, assim como a linha basicranial flexionada, língua e laringe rebaixadas, peculiar orientação do basioccipital devido à dimensão e direção do músculo constritor faríngeo;

-A formação da faringe, que deve estar no ângulo correto em relação à cavidade oral e sua exata proporção;
-Distância correta entre o osso vômer e a sincondrose  esfeno-occipital;
E trocentas outras características presentes em humanos que não ocorrem em nenhum primata…
Experimentos, como com o bonobo Kanzi 4 5, tentaram a todo custo demonstrar que primatas podem “falar”.  Nascido em 1990, filho de Matata, uma bonobo trazida da África, começou a aprender a se comunicar através de um teclado especial “falante”. Treinamentos intensivos por vários anos somente conseguiram levá-lo a habilidade comunicativa de uma criança de dois anos… Apesar de ir além do comum entre primatas, esse experimento a nada provou, como lemos no livro de John Skoyles e Dorion Sagan 5:

“Kanzi shows that while chimps may have the potential to learn language, they require a “gifted” environment to do so. Kanzi was surrounded by intelligent apes with PhDs [i.e., human] who spoke to him and gave him a stream of rich interactions. They gave Kanzi’s brain a world in which it could play at developing its ability to communicate…. Therefore, as much as in his brain, Kanzi’s skill lies in the environment that helped shape it”
“Kanzi demonstra que, enquanto chimps podem ter o potencial de aprender linguagem, eles requerem um ambiente “dotado” para tanto. Kanzi estava cercado por macacos inteligentes com PhD [isto é, humanos] que falavam com ele e lhe deram uma torrente de ricas interações. Eles deram ao cérebro de Kanzi um mundo no qual ele poderia brincar de desenvolver habilidade para comunicar-se… Portanto, tanto quanto [depende] de seu cérebro, as habilidades de Kanzi dependem do ambiente que ajudaram-o a moldá-la.”


As limitações de Kanzi ficaram evidenciadas durante um programa da NOVA, chamado “Podem os macacos falar?”. Usando seu teclado, Kanzi errou inúmeras questões que lhe eram feitas, como: “Existe algum outro alimento que você gostaria de me trazer na mochila?” ao qual ele “respondeu”: “bola”…
O mais engraçado de tudo é que os animais que mais se aproximam dos humanos em termos de habilidade em pronunciar diferentes tons e sons nem sequer pertencem à clade dos mamíferos! Estou falando de aves! Papagaios e cacatuas superam os mais aptos mamíferos, como Toto, um papagaio africano cujo dono vive na Inglaterra, que pode pronunciar sons incrivelmente similares aos de humanos. Como Terrace Deacon escreveu 6:


“In fact, most birds easily outshine any mammal in vocal skills, and though dogs, cats, horses, and monkeys are remarkably capable learners in many domains, vocalization is not one of them. Our remarkable vocal abilities are not part of a trend, but an exception”
“De fato, muitas aves facilmente superam qualquer mamífero em habilidades vocais, e embora cães, gatos, cavalos e macacos sejam notoriamente capazes de aprender em muitos domínios, vocalização não é um destes… Nossa marcante habilidade vocal não faz parte de uma tendência, mas [sim], uma exceção.”


Genoma



Como já foi exposto em um post anterior (Link), recentes estudos revelaram uma similaridade genética entre humanos e chimpanzés não maior do que ~81%. Outro estudo 7 publicado na badalada Nature comparando genomas de gorilas, humanos, orangotangos, veio, não a corroborar evolução, mas sim causar mais danos à teoria. Como explícito lá, os pesquisadores aplicaram a velha garimpagem de material (o que em muito avulta o percentual de similaridade), mas nem isso ajudou a trazer resultados dignos de comemoração por parte dos mesmos:

“Filtering out low-quality regions of the chimpanzee assembly and regions with many alignment gaps, we obtained 2.01 Gbp of 1:1:1:1 great ape orthologous alignment blocks”
Filtrando regiões de baixa-qualidade da montagem (genômica) do chimpanzés com muitas lacunas no alinhamento, nós obtivemos 2.01 Gbp (gigabases pareadas, isto 2.01 bilhões de bases pareadas) de blocos de alinhamentos ortologos de grandes primatas”

Os resultados falam por si só:

“In 30% of the genome, gorilla is closer to human or chimpanzee than the latter are to each other; this is rarer around coding genes”
“Em 30% do genoma, o gorila está mais perto do ser humano ou do chimpanzé do que os últimos são um dos outro, o que é mais raro entre os genes codificadores”

“A comparison of protein coding genes reveals approximately 500 genes showing accelerated evolution on each of the gorilla, human and chimpanzee lineages, and evidence for parallel acceleration, particularly of genes involved in hearing.”
“Uma comparação dos genes que codificam proteínas revela cerca de 500 genes mostram “uma evolução acelerada” em cada uma das linhagens de gorilas, chimpanzés e humanos, e  evidencia aceleração paralela, particularmente de genes envolvidos na audição.” (“evolução acelerada”… Uma maneira sutil de falar que existem diferenças tremendas entre os genes e outros itens comparados…)

“We did not assemble a gorilla Y chromosome, but by mapping ~6× reads from the male gorillas Kwanza and Mukisi to the human Y, we identified several regions in which human single-copy material is missing in gorilla, comprising almost 10% of the accessible male-specific region. Across the Y chromosome there is considerable variation in the copy number of shared material, and the pattern of coverage is quite different from that of reads from a male bonobo mapped in the same way… Some missing or depleted material overlaps coding genes, including for example VCY, a gene expressed specifically in male germ cells which has two copies in human and chimpanzee but apparently only one in gorilla”
“Não fizemos a montagem do cromossomo Y (CY) de gorilas, no entanto, ao mapear ~6x leituras dos [cromossomos dos] gorilas machos Kwanza e Mukisi com o CY humano, nós identificamos inúmeras regiões nas quais materiais de cópia única de humanos está ausente em gorilas, compondo cerca de 10% da região acessível. Ao longo do CY existe considerável variação no número de cópias de materiais compartilhados, e o padrão de cobertura é deveras diferente das de leituras de um bonobo macho mapeado da mesma maneira… Alguns materiais depletados ou faltantes sobrepõem genes codificantes, como por exemplo o VCY, um gene expresso especificamente nas células germinativas masculinas que possui duas cópias em humanos e chimps, mas aparentemente uma só em gorilas”

Na figura 3 do artigo, notamos que, considerando as áreas de ligação do CTCF de humanos e gorilas, nós compartilhamos 24.370 áreas com os primatas, porém, outras 5228 são específicas de gorilas e 19451 são exclusivamente nossas

Com relação a “evolução” das proteínas, o artigo escreve algo assaz inusitado:

“In several cases, a protein variant thought to cause inherited disease in humans is the only version found in all three gorillas for which we have genome-wide sequence data (…) Why variants that appear to cause disease in humans might be associated with a normal phenotype in gorillas is unknown (…) Such variants have also been found in both the chimpanzee and macaque genomes”
“Em vários casos, uma variante proteica pensada ser causadora de doença hereditária em humanos é a única encontrada nos três gorilas dos quais nós temos dados de sequenciamento amplo do genoma… O porquê de variantes que aparentam causar doenças em humanos poderem ser associadas com fenótipo normal em gorilas ninguém sabe… Tais variantes foram também encontradas tanto em genomas de chimpanzés quanto em macacos resos”

Não poderia deixar de fora o estudo de Ingo Ebersberger & CIA 8, sobre a árvore genética humana… Leiamos:

“The human genome is a mosaic with respect to its evolutionary history”
“O genoma humano é um mosaico com respeito a sua história evolutiva”

“Based on a phylogenetic analysis of 23,210 DNA sequence alignments from human, chimpanzee, gorilla, orangutan, and rhesus, we present a map of human genetic ancestry. For about 23% of our genome, we share no immediate genetic ancestry with our closest living relative, the chimpanzee. This encompasses genes and exons to the same extent as intergenic regions.”
“Baseado na análise filogenética de 23.210 alinhamentos sequenciais do DNA de humanos, chimps, gorilas, orangotangos e resos, nós apresentamos um mapa da ancestralidade genética humana. Para cerca de 23% de nosso genoma, nós não compartilhamos de ancestralidade genética imediata com nosso “parente” vivo mais próximo, o chimp. Isto engloba genes e exons na mesma proporção que regiões intergênicas.”

“We conclude that about 1/3 of our genes started to evolve as human-specific lineages before the differentiation of human, chimps, and gorillas took place. “
“Concluímos que cerca de um terço de nossos genes começaram a evoluir” como linhagens específicas de humanos antes de ocorrer a diferenciação de humanos, chimpanzés e gorilas.”

“The corresponding genealogies are incongruent with the species tree. In concordance with the experimental evidences, this implies that there is no such thing as a unique evolutionary history of the human genome. Rather, it resembles a patchwork of individual regions following their own genealogy.”
As genealogias correspondentes são incongruentes com a árvore das espécies. Em concordância com as evidências experimentais, isto implica que não existe tal coisa como uma história evolutiva única do genoma humano. Pelo contrário, ela se assemelha a uma colcha de retalhos  de regiões individuais seguindo cada uma suas próprias genealogias.”


Referências



1 Primatas <http://pt.wikipedia.org/wiki/Primatas>
2 Zeng, J. et al. 2012. Divergent whole-genome methylation maps of human and chimpanzee brains reveal epigenetic basis of human regulatory evolutionAmerican Journal of Human Genetics. 91 (3):455-465. (Link AQUI)
3 Philip Lieberman The evolution and biology of language (Harvard University Press, 1984)
4 Savage-Rumbaugh, Sue and Roger Lewin (1994), “Ape at the Brink,” Discover, 15[9]:90-96,98.
5 Skoyles, John R. and Dorion Sagan (2002), Up from Dragons (New York: McGraw-Hill).
6 Deacon, Terrance (1997), The Symbolic Species: The Co-Evolution of Language and the Brain (New York: W.W. Norton).
7  Scally, A. et al. 2012. Insights into hominid evolution from the gorilla genome sequence. Nature. 483 (7388): 169-175. (Link AQUI)
8 Ingo Ebersberger et al. Mapping Human Genetic Ancestry, July 28, 2007 Mol Biol Evol (2007) 24 (10):2266-2276.doi: 10.1093/molbev/msm156 (Artigo AQUI)