quinta-feira, 9 de maio de 2019

Parada cardiorrespiratória: o que fazer?



Parada cardiorrespiratória: o que fazer?

O que é parada cardiorrespiratória?
Parada cardiorrespiratória (PCR) é o momento em que cessam os batimentos cardíacos e a pessoa para de respirar. Com isso, a circulação sanguínea sofre uma parada e o indivíduo perde a consciência dentro de dez a quinze segundos. A parada cardíaca pode também ocorrer sozinha, sem parada respiratória.
Quais são as causas da parada cardiorrespiratória?
Várias causas podem levar à parada cardiorrespiratória, como hemorragiasacidenteschoque séptico, doenças cardíacas ou neurológicas, infecções respiratórias, drogas, choques elétricosasfixiaafogamento, intoxicação por medicamentos e monóxido de carbono, sufocamento, etc.
Quais são as consequências da parada cardiorrespiratória?
Em cerca de três minutos da parada cardiorrespiratória começa a haver lesão cerebral e após cerca de dez minutos as chances de ressuscitação são praticamente nulas.
Quais são os principais sinais e sintomas da parada cardiorrespiratória?
Na parada cardiorrespiratória há ausência de pulsação e de movimentos respiratórios e dilatação das pupilas. Nos poucos segundos de consciência, o paciente sentirá dores no peito, falta de ar, palpitação, suores frios, tonteira, visãoturva, etc.
O que fazer na parada cardiorrespiratória?
A parada cardiorrespiratória é sempre uma situação muito grave e de muita urgência, requerendo manobras imediatas de ressuscitação que devem ser realizadas por uma pessoa da equipe de saúde se o paciente encontra-se internado num hospital ou que devem ser iniciadas por um leigo, se ele não está num hospital, até a chegada de socorro especializado. As manobras de ressuscitação incluem respiração boca-a-boca e reanimação cardíaca.
Se a vítima não estiver respirando deve-se iniciar a respiração boca-a-boca.
Respiração boca-a-boca
Deite a vítima sobre uma superfície rígida, com a cabeça ligeiramente voltada para trás, de forma que o pescoço fique esticado; abaixe a língua da vítima e certifique-se de que as vias respiratórias dela estejam desobstruídas; feche completamente o nariz da vítima, pressionando-o com o polegar e o indicador, em forma de pinça; encha os seus pulmões de ar; aplique firmemente seus lábios sobre a boca da vítima e sopre o ar que você inalou para dentro da bocadela. Repita este ato em uma frequência de 10 a 12 vezes por minuto. Faça isso até que a vítima volte a respirar ou que chegue o socorro. As ventilações devem durar dois segundos cada uma.
Se a vítima não voltou a respirar, verifique se há circulação (batimentos cardíacos). Se não houver, inicie a reanimação cardíaca.
Reanimação cardíaca
Deite a vítima sobre uma superfície rígida, com as pernas levantadas; coloque uma das mãos sobre o peito da vítima, mais ou menos sobre o coração; coloque a outra mão sobre a primeira, entrelaçando os dedos; alternativamente, pressione com força e alivie a pressão, fazendo o osso esterno rebaixar-se por quatro a cinco centímetros; repita esse ato cerca de oitenta vezes por minuto, até que o coração volte a bater ou até que chegue o socorro. Nos casos em que a vítima também não esteja respirando, alterne quinze compressões cardíacas, com duas respirações boca-a-boca(ventilação). Os braços do socorrista devem ficar em extensão durante a manobra, ou seja, as articulações dos cotovelos devem permanecer fixas, sem dobrar, transmitindo o peso dos ombros e do tronco do socorrista para a vítima.
Com um socorrista apenas, a alternância deve ser de quinze compressões para duas ventilações; caso haja dois socorristas, um se encarregará da ventilação e o outro da compressão cardíaca, com alternância de cinco compressões cardíacas para cada ventilação.
Deve-se interromper a reanimação cardiorrespiratória a cada dois ou três minutos, para verificar se a vítima readquiriu a respiração e os batimentos cardíacos espontâneos, caso a vítima não tenha se recuperado, as manobras devem ser mantidas até que chegue o socorro especializado.
Assim que chegar o socorro, transfira a assistência ao paciente para a equipe médica ou paramédica. Pode haver necessidade do uso de desfibriladores pela equipe.
Como prevenir a parada cardiorrespiratória?
A melhor maneira de prevenir a parada cardiorrespiratória e suas consequências é redobrar a atenção com as pessoas que têm fatores de risco para ela, procurando eliminá-los, se possível.
Como evolui a parada cardiorrespiratória?
Se o indivíduo não recuperar suas funções cardiorrespiratórias dentro de dez minutos, sua chance de sobreviver é muito reduzida.
Quais são as complicações da parada cardiorrespiratória?
Se as funções cardiorrespiratórias do indivíduo não forem restabelecidas em curto prazo deixarão sequelasneurológicas graves e irreversíveis e depois de três a cinco minutos, as atividades cerebrais cessarão totalmente, ocasionando a seguir a morte do paciente.

Acidente Vascular Cerebral. O que é? Como é feito o diagnóstico? Qual o tratamento?



Acidente Vascular Cerebral. O que é? Como é feito o diagnóstico? Qual o tratamento?
O que é Acidente Vascular Cerebral (AVC)?
Chama-se Acidente Vascular Cerebral (AVC) à repentina perda parcial de algumas funções neurológicas devido à morte neuronal brusca, como consequência de obstrução ou rompimento de vasos sanguíneos cerebrais. No primeiro caso, há uma isquemia (interrupção do fluxo sanguíneo) no cérebro e, no segundo, uma hemorragia (derramamento de sangue) no tecido cerebral ou no espaço subaracnoide. A isquemia geralmente é causada pela obstrução arterial por um trombo ou coágulo. A hemorragia ocorre pelo rompimento de uma artéria devido a alguma razão que a fragiliza, de um aneurisma ou de malformação arteriovenosa, geralmente congênitos.
Os acidentes isquêmicos representam cerca de 80% do total, sendo que as hemorragias respondem por apenas cerca de 20%. Ambas as eventualidades são situações potencialmente graves, que podem levar à morte e que, no mínimo, causam paralisia ou dificuldades de movimentação dos membros de um lado do corpo, dificuldades da fala, déficit visual súbito e outros transtornos de menor gravidade. Frequentemente ocorre o coma, reversível ou não.
Quais as causas do acidente vascular cerebral (AVC)?
O mais comum é que o acidente vascular cerebral ocorra em pessoas de idade avançada, como consequência do enfraquecimento dos vasos sanguíneos, mas também pode acontecer em jovens e até mesmo em crianças. Até os 50 anos de idade, os AVCs são mais frequentes nos homens que nas mulheres, mas daí em diante as taxas se igualam. Certas condições basais de saúde facilitam a ocorrência do AVC: a hipertensão arterial, o tabagismo, o diabetes mellitus, o colesterol alto, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, a obesidade, as malformações arteriovenosas cerebrais e as condições sistêmicas favorecedoras de trombos.
Como se diagnostica o acidente vascular cerebral (AVC)?
Em um primeiro momento, o diagnóstico do AVC é eminentemente clínico, feito pela história e exame físico do paciente. A paralisia ou dificuldade súbita do movimento dos membros é fortemente sugestiva de AVC, assim como a queda do estado geral e o surgimento brusco de um coma. A tomografia computadorizada e/ou a ressonância magnética podem confirmar o diagnóstico e ajudar na diferenciação entre um AVC isquêmico e outro hemorrágico. A punção liquórica pode ajudar a distinguir entre os dois tipos de AVC, que demandam providências terapêuticas inteiramente distintas. A avaliação das sequelas que resultarão do AVC só pode ser feita 72 horas depois do acidente.
Quais os sintomas do acidente vascular cerebral (AVC)?
Os sintomas do AVC dependem da extensão, da localização e do tipo do mesmo (isquêmico ou hemorrágico). Em alguns casos, a pessoa pode nem mesmo ter ciência de que sofreu um derrame, mas na maioria das vezes os sintomassurgem abruptamente; em alguns casos podem ser progressivos, durante um ou dois dias. Os sintomas mais comuns são: sonolência ou coma, paresias ou paralisias dos membros, alterações da fala, da visão e/ou da audição, dificuldades de caminhar e da deglutiçãovertigem, tonteiras, dormências, confusão mental e perda da memória, transtornos psicológicos.
Qual o tratamento do acidente vascular cerebral (AVC)?
Como se conhecem alguns fatores de risco, o tratamento preventivo do AVC implica em tratar, evitar ou controlar esses fatores. Depois de instalado, o AVC agudo constitui uma emergência médica. Quanto mais rapidamente for instituída a terapêutica adequada, menores serão a mortalidade e a gravidade das sequelas.
Inicialmente, deve-se procurar fazer a diferenciação entre acidente isquêmico e hemorrágico.
O tratamento de primeiro momento do AVC isquêmico é feito com substâncias que atuam dificultando a coagulação do sangue e que assim tentam fazer cessar o AVC por meio da dissolução do coágulo que está obstruindo a artéria. A manutenção da pressão arterial em níveis adequados é essencial. A cirurgia endoarterial para retirada do coágulo pode ser conveniente ou mesmo necessária. Deve-se, ainda manter os cuidados gerais necessários a pacientes que não podem cuidar-se ativamente ou que estejam em coma, como cuidado com a hidratação adequada, com as infecções, com as escaras, etc.
Após esses primeiros momentos, é necessária uma terapia de reabilitação das funções afetadas pela lesão. Nesse estágio, a participação de uma fisioterapia é indispensável. O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar novos acidentes. Devem ser mantidos também os cuidados gerais necessários a pacientes debilitados ou acamados.
No AVC hemorrágico, os primeiros cuidados devem ser para interromper ou diminuir o sangramento. Uma cirurgia pode ser mandatória para retirar o coágulo e aliviar a pressão intracraniana ou para “clipar” (obstruir) o vaso que esteja sangrando.
Decorridos esses primeiros cuidados, os subsequentes devem ser idênticos aos recomendados para o AVC isquêmico.
Qual o prognóstico do acidente vascular cerebral (AVC)?
Muitos AVCs resultam na morte imediata ou mais tardia da pessoa acometida. Se não for o caso, deixam sequelas que embora possam ser minimizadas em relação a seu início são irreversíveis a partir de certo patamar. As mais notáveis delas são as paralisias dos membros inferiores e superiores, mas podem persistir alterações visuais, da fala, do equilíbrio ou das demais funções orgânicas, na dependência da localização e da extensão em que o sistema nervosotenha sido lesado.
Os AVCs têm tendência de se repetirem. Em cerca de 25% dos casos há a ocorrência de um novo AVC dentro de cinco anos.

Morte cerebral ou morte encefálica: o que é?

Morte cerebral ou morte encefálica: o que é?
O que é morte cerebral?
Morte cerebral, mais corretamente chamada de morte encefálica, corresponde à perda total, definitiva e irreversível das funções do tronco cerebral, que faz parte do encéfalo. O encéfalo, por sua vez, é constituído pelo diencéfalocérebrocerebelo e tronco encefálico, onde estão o mesencéfalo, a ponte e o bulbo. O tronco cerebral é a sede das estruturas nervosas que controlam as funções que mantêm vivo o indivíduo, como pressão arterial, batimentos cardíacos, atividade respiratória e nível de consciência. A morte encefálica é, na verdade, um novo conceito de morte, baseado no conceito de estado de coma irreversível. Mas a morte cerebral não é a mesma coisa que o estado de coma. No estado de coma as funções cerebrais estão ativas; na morte cerebral há a perda definitiva das funções neurológicas do cérebro.
Esse novo conceito de morte tem implicações e causa discussões nos níveis biológico, jurídico, filosófico e religioso.
Quais são as causas da morte cerebral?
Toda agressão ao encéfalo pode afetar finalmente o tronco cerebral e alterar ou paralisar as funções vitais. A lesão do encéfalo pode ser causada por um problema primário dessa estrutura ou ser a via final de uma agressão isquêmica, anóxica ou metabólica consequente de uma enfermidade sistêmica. De uma forma mais concreta, pode-se apontar como causas da morte cerebral as mesmas causas do estado de coma: traumatismos cranianos, falta de oxigênio no cérebro, parada cardiorrespiratória, acidente vascular cerebralinchaço no cérebro, tumores, overdose de drogas, falta de glicose no sangue e edema cerebral.
Como o médico diagnostica a morte cerebral?
Um paciente é dito em morte cerebral quando apresenta ausência total de reflexos, sendo sustentado somente pela ajuda de aparelhos. Assim, há ausência da respiração, ausência de reação a estímulos dolorosos, pupilas não reagentes e eletroencefalograma (EEG) isoelétrico (sem apresentar ondulações). Não deve haver hipotermia e hipotensão. O paciente em morte encefálica pode, eventualmente, realizar movimentos involuntários devidos à atividade reflexa medular.
diagnóstico de morte cerebral fundamenta-se em exame clínico neurológico que confirme a falência do tronco cerebral. Muitos países dispensam exames complementares, mas outros os exigem. Os exames de eletroencefalogramaarteriografia, doppler, cintilografia, etc., utilizados hoje em dia, usados isoladamente sem exame neurológico não bastam para confirmar o diagnóstico.
Durante os testes de morte encefálica o ventilador e os demais medicamentos que mantêm o indivíduo respirando e o coração batendo continuam a ser utilizados, mas não interferem na determinação da morte encefálica. O exame clínico deve ter a causa conhecida do estado de coma e o paciente não deve estar em condição que mascare ou interfira no exame clínico, como uso de drogas sedativas, distúrbios metabólicos ou hipotermia e não deve ter resposta a estímulos verbais, visuais e dolorosos, mesmo se intensos. O exame mostrará as pupilas fixas; não há reflexo oculocefálico ou corneano e os olhos ficam fixos quando a cabeça é girada; também não há reflexo oculovestibular em ambos os ouvidos. Em estado de morte encefálica o paciente não respira espontaneamente.
No Brasil, o protocolo que apura essas condições deve ser repetido por outro médico em um intervalo mínimo de seis horas e é obrigatória a utilização de exames complementares. Uma vez repetido o protocolo e obtendo-se o mesmo resultado, encerra-se a fase clínica e passa-se aos exames complementares.
Como evolui a morte cerebral?
O paciente em morte cerebral pode ser mantido "vivo" pelo tempo que a família desejar, enquanto os aparelhos médicos de sustentação se mantiverem ligados. Em geral, os pacientes em morte cerebral evoluem em cerca de uma semana ou mais para parada cardíaca espontânea, mesmo com a utilização de respiradores mecânicos e administração da terapia convencional.
Uma vez feito o diagnóstico de morte encefálica, o indivíduo é declarado legalmente morto e se ele manifestou em vida o desejo de doar seus órgãos ou se a família o expressou posteriormente, os órgãos sadios então podem ser retirados. Se for o caso, é desejável que ele tenha sido mantido por aparelhos pelo menor tempo possível.

O que devemos saber sobre o edema cerebral?

O que devemos saber sobre o edema cerebral?

O que é edema cerebral?

edema cerebral é o inchaço de uma região delimitada do cérebro ou de todo ele, resultante do aumento de líquidos dentro e entre as células que o compõem, aumentando o seu volume e, assim, a pressão intracraniana. Na hidrocefalia, em que o líquido se acumula nos ventrículos cerebrais, tem-se uma situação parecida de hipertensão endocraniana.

Quais são as causas do edema cerebral?

Entre outras, são causas de edema cerebral os tumores, os acidentes vasculares cerebrais, os traumatismos cranianos, a ruptura de vasos, a diminuição da concentração sanguínea de sódio, a isquemia, os abscessos, as meningites e encefalites, a hipóxia, etc. Entre as doenças sistêmicas que podem causar edema cerebral estão a cetoacidose diabética, a exposição a determinadas toxinas, as neoplasias malignas, o abuso de opioides, etc.

Quais são os principais sinais e sintomas do edema cerebral?

edema cerebral leva ao aumento da pressão intracraniana e causa uma cefaleia que acomete todo o crânio, tonteiras, dormências, distúrbio da visão e da fala, vômitos em jato, não precedidos de náuseas, devidos à compressão do centro bulbar do vômitoedema pupilar, provocado pelo aumento da pressão em volta dos nervos ópticos, confusão mental, comacrises convulsivas, diminuição ou perda da força muscular. Os sinais e sintomas do edema cerebral podem acompanhar-se ainda daqueles da doença subjacente. No crânio de um bebê ou de uma criança pequena, nos quais as suturas ósseas ainda não estão completamente solidificadas, a cabeça pode aumentar de tamanho, devido a um alargamento das partes moles, conhecidas como fontanelas.
Edema de Cérebro

Como o médico diagnostica o edema cerebral?

diagnóstico e o tratamento precoce tanto da existência quanto das causas do edema cerebral são fundamentais para diminuir o risco de sequelas e melhorar o prognóstico.

Como o médico trata o edema cerebral?

O tratamento do edema cerebral é complexo e resultados positivos só podem ser alcançados se o diagnóstico e a assistência ao paciente se derem precocemente. O edema persistente causa danos irreversíveis ao tecido cerebral e por isso essa condição precisa ser corrigida prontamente. Os diuréticos e os corticoides podem ajudar a diminuir a quantidade de líquidos no organismo, reduzindo o edema. A hiperventilação e a hipotermia controlada podem ser utilizadas com a finalidade de fornecer mais oxigênio ao cérebro e diminuir suas demandas metabólicas. O tratamento deve incluir também anti-hipertensivos, anti-inflamatórios e barbitúricos, quando for o caso, além de esteroides e medicações para a microcirculação e metabolismo cerebrais. Eventuais sintomas como dores ou convulsões, por exemplo, podem requerer remédios específicos. Se o edema provier de uma doença sistêmica esses remédios de nada adiantarão se não for tratado o problema de base.

Como evolui o edema cerebral?

O aumento global ou parcial do volume do cérebro tende a causar deslocamentos intracranianos das áreas afetadas, as quais tendem a se insinuarem pelos forames cranianos, criando as chamadas hérnias intracranianas, que podem ser mortais.

Quais são as complicações possíveis do edema cerebral?

As potenciais complicações do edema cerebral incluem sequelas permanentes ou incapacitantes, como prejuízo cognitivo, atraso do desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, perda ou alteração da sensibilidade em partes do corpo, fraqueza ou paralisia muscular, mudanças de personalidade, deficiências físicas de várias ordens, inconsciênciacoma.

Craniotomia: o que é? Quando deve ser realizada?

Craniotomia: o que é? Quando deve ser realizada?

O que é craniotomia?


craniotomia é um procedimento cirúrgico em que um retalho ósseo do crânio é temporariamente removido para dar acesso ao cérebro abaixo dele. O retalho ósseo retirado é geralmente substituído ou reposto após o procedimento com pequenas placas metálicas (de titânio, em geral) presas por parafusos. A craniotomia pode ser de pequeno ou grande tamanho, dependendo do problema subjacente a ser tratado.
Muitas vezes as craniotomias são nomeadas conforme o osso que está sendo removido: craniotomia frontotemporal, parietal, temporal e suboccipital. As craniotomias da base do crânio são cirurgias complexas e de grande porte porque envolvem a remoção de uma porção do crânio que suporta a parte inferior do cérebro, de onde emergem os nervos cranianos e delicadas artérias e veias.

Por que fazer craniotomia?

craniotomia muitas vezes precisa ser realizada para possibilitar a cirurgia para várias doenças neurológicas, lesões ou condições, tais como tumores, aneurismashematomas cerebrais e fraturas no crânio. Outras razões pelas quais uma craniotomia deve ser feita são a retirada de objetos estranhos no interior do cérebro, como balas, por exemplo, inchaçoou infecção do cérebro. Muitas vezes ela é realizada com o objetivo de descomprimir o cérebro, submetido a uma pressão elevada, condição que costuma ser denominada craniectomia.

Como é feita a craniotomia?

Antes da cirurgia, o médico deve ter pedido vários exames, como, por exemplo, exames de sangueeletrocardiogramaradiografia de tóraxtomografia computadorizadaressonância magnética, etc, para avaliar não só o objeto da cirurgia, mas também o estado geral do paciente. O paciente deve informar ao médico sobre seu histórico de saúde (alergias, medicamentos em uso, reações de anestesia, cirurgias anteriores, etc.) e descontinuar todas as medicações anti-inflamatórias e anticoagulantes, pelo menos uma semana antes da cirurgia. Além disso, deve parar de fumar, mascar tabaco e ingerir bebidas alcoólicas uma semana antes e duas semanas após a cirurgia. O paciente deve estar em jejum a pelo menos 12 horas.
Sua cabeça é então fixada imóvel e uma incisão é feita na pele, atrás da linha do cabelo, de modo a expor a tábua óssea a ser abordada. A aba de osso retirada é removida para expor o revestimento protetor do cérebro, a dura-máter, a qual, uma vez aberta, dá acesso direto ao cérebro. Depois de tratado o problema em causa, a dura-máter é fechada com suturas e a aba de osso é recomposta com placas e parafusos de titânio.
Em alguns casos, um dreno pode ser colocado sob a pele por dois dias, para remover o sangue ou fluido a partir da área cirúrgica. Os músculos e pele antes seccionados são reajuntados e suturados. Após a cirurgia, o paciente pode sentir náuseas e dor de cabeça e dependendo do tipo de cirurgia, pode ter sintomas de edema e necessitar medicamentos para prevenir convulsões.
Durante alguns dias, a serem definidos pelo médico, não dirija, não pegue peso, evite tarefas domésticas e não use bebidas alcoólicas. Mais tarde, o paciente deve retomar essas atividades gradualmente. A cirurgia é feita com anestesiageral, dura de 3 a 5 horas e deve ser realizada por um neurocirurgião, que em geral trabalha com uma equipe de cirurgiões de cabeça e pescoço, cirurgiões otológicos e oftalmológicos e cirurgiões plásticos. Dependendo da razão pela qual a craniotomia é feita, o paciente deve ficar hospitalizado por um tempo que varia entre alguns dias a algumas semanas.

Quais são as complicações possíveis da craniotomia?

craniotomia, como toda cirurgia, não é isenta de riscos e possíveis complicações. Os riscos gerais incluem hemorragiainfecção, coágulos sanguíneos e reações à anestesia. As complicações específicas se devem ao tipo de neurocirurgia que é processada e pode ocorrer acidente vascular encefálicoconvulsõesinchaço do cérebro, danos a nervos (o que pode causar paralisia muscular ou fraqueza), perda de funções mentais e dano cerebral permanente.