domingo, 10 de dezembro de 2017

Cérebro espiritual: o que a neurociência nos diz

setembro 6, 2017 em Psicologia 577 Compartilhados
Cérebro espiritual

Autores como Daniel Goleman ou Howard Gardner têm um conceito sobre o espiritual que vai além do religioso e até do cognitivo. Falamos sobre a necessidade de alcançar um conhecimento mais profundo e sensível da nossa realidade, no qual nos enxergar como parte do todo, no qual atingir um nível de bem-estar mais elevado e distante do ego, da fixação pelo material.
Desde tempos remotos, a humanidade sempre tem buscado transcender tudo o que é cotidiano e ordinário. Não falamos apenas sobre a clássica necessidade de ter contato com o divino, sobre práticas religiosas usadas para pedir chuva em troca de uma oferenda, sobre pedir para ser curado, perdoado ou abençoado com sorte ou fortuna. Falamos principalmente sobre essa necessidade do ser humano de alcançar uma “segunda realidade” com a qual escapar, com a qual encontrar a calma, a autorrealização ou até mesmo – e por que não? – a sabedoria.
“O segredo da saúde física e mental não é chorar pelo passado, se preocupar pelo futuro ou prever os problemas, mas viver o momento presente com sabedoria e seriedade.”
-Buda-
Os neurologistas chamam essa necessidade de consciência egóica ou consciência límbica. Porque, independente do místico, falamos sobre uma série de emoções e processos mentais muito específicos, pelos quais nosso cérebro é o responsável. Não queremos com isso diminuir o valor da religiosidade ou da espiritualidade em si. Falamos principalmente sobre uma realidade que está aí, no nosso cérebro e em uma série de estruturas que ao serem estimuladas geram mudanças pontuais na nossa percepção, na maneira como nos sentimos e percebemos nosso meio.
Tanto que neurocientistas como Andrew Newberg, autor do livro “Principles of Neurotheology”, demonstraram que os cérebros dos monges budistas acostumados há anos a praticar a meditação mostram um nível menor de envelhecimento dos neurônios, maior capacidade de memorização e retenção e até uma melhor resistência à sensação de dor.
O chamado “cérebro espiritual” é, nos dias de hoje, base para várias pesquisas. Não se trata de “buscar Deus” no cérebro, também não se trata de sustentar ou criticar a prática de qualquer tipo de religião ou doutrina. O que se pretende com essa ciência é entender como a espiritualidade propriamente dita impacta nossa mente e a nossa saúde física e emocional.
Cérebro espiritual

A inteligência espiritual

É curioso que dentro da hipótese das múltiplas inteligências enunciada em 1983 por Howard Gardner, professor da Universidade de Harvard, já se considerava adicionar uma “nona inteligência”, a chamada inteligência “existencial”, intimamente vinculada ao conceito de espiritual e que seria definida pelos seguintes princípios:
  • A capacidade de pensar em temas abstratos.
  • Conseguir refletir sobre si mesmo (metarreflexão).
  • Ver o mundo a partir de outras perspectivas.
  • Adquirir uma ideia sobre o universo e sobre a nossa posição nele.
Cabe destacar, assim como afirma o filósofo Francesc Torralba, que “a inteligência espiritual não é a consciência religiosa”. É antes a visão da espiritualidade como uma ferramenta com a qual se pode transcender a nossa própria realidade, partindo sempre do próprio autoconhecimento e levando em consideração outros saberes.
Não é fácil, é claro, porque para desenvolver essa inteligência existencial, da qual Howard Gardner nos fala, é necessário em muitos momento não apenas tolerar, mas querer a solidão. Também seria recomendável utilizar outros recursos que estão ao nosso alcance, como a filosofia, o diálogo socrático consigo mesmo, a meditação e a complexa arte de viver de forma consciente, apreciando o “aqui e agora”.
Cérebro espiritual

O cérebro espiritual e a neurociência

Existem estruturas no cérebro que, ao serem estimuladas, podem produzir experiências místicas na nossa mente. Esse é um dado que sabemos há muito tempo e que está bastante relacionado com os estágios alternados de consciência e com algumas alterações do lobo temporal, do hipocampo e da amígdala. Às vezes, basta estimular eletricamente essas regiões para ter visões, para experimentar determinadas sensações e passar por experiências parecidas com as que se pode sentir ao tomar LSD.
“A viagem espiritual é individual, pessoal. Não pode ser organizada ou regulada. Não é verdade que todos devem seguir um caminho. Escute sua própria verdade.”
-Ram Dass-
No entanto, no interessante livro, “Neurocultura, uma cultura baseada no cérebro”, o fisiólogo Francisco Mora nos explica algo que sem dúvidas vai um pouco mais além. Segundo ele, a espiritualidade está muito ligada à cultura, à nossa aproximação, ao que um tipo de prática de princípios filosóficos e religiosos pode nos oferecem para nos conhecermos melhor, para realizar uma mudança, para adquirir uma série de conhecimentos transcendentais e enriquecedores em dado momento da nossa vida.
A espiritualidade e sua prática estão muito relacionadas à nossa curiosidade natural, à nossa motivação, à necessidade de canalizar as emoções como medo, ansiedade, sensação de solidão, estresse e – por que não? – o vazio existencial. O ser humano busca não apenas bem-estar interno, tranquilidade mental e cura emocional. Ele busca também significados de um mundo que geralmente tem mais perguntas que respostas.
Cérebro espiritual
A neurociência, naturalmente, não aceita a existência de entidades sobrenaturais. Ela busca, em primeiro lugar, entender nossas motivações para praticar atividades que produzem tranquilidade e bem-estar, como a ioga ou a meditação. Atividades que liberam dopamina no nosso organismo, aumentam a conectividade do córtex pré-frontal ou melhoram nossa plasticidade cerebral.
As “tecnologias espirituais”, como são chamadas pelos especialistas, estão no auge. Abre-se, portanto, um caminho muito interessante entre o científico e o espiritual para entender os benefícios, para compreender os processos internos que, sem dúvidas, estão além de qualquer doutrina ou religião.
O que se pretende com essa ideia de espiritualidade é alcançar um sentido mais profundo da própria identidade. O objetivo não é outro que o de iniciar uma viagem de autoconhecimento em busca da felicidade, da plenitude pessoal.
Imagens cortesia de Cameron Gray.

Cérebro espiritual: o que a neurociência nos diz


As cinco mentes do futuro


mentes
Como você imagina uma pessoa inteligente?  Similar a um cientista, como Einsten? Como um artista no estilo de Picasso? Como um político, tipo Winston Churchill? Ou um guia espiritual como o papa Francisco? Por muitos anos, a ciência pensou que só os “Einstens” eram inteligentes, ou seja, aqueles cuja capacidade de pensar em forma lógica e matemática fosse muito boa, até que um filho de refugiados da Segunda Guerra Mundial, chamado Howard Gardner (Estados Unidos, 1943), começou a questionar e a expandir tremendamente as fronteiras da inteligência. Não conformado com isso, este visionário também propôs os cinco tipos de mentes das quais o mundo precisa para enfrentar os desafios do futuro.

De fã a crítico

Gardner era seguidor Piaget e de seu conceito de inteligência lógico-matemática. Mas nosso peculiar psicólogo, que era também músico, começou a se perguntar se os artistas também não tinham inteligência. Quando o século vinte começou, o “Sistema” da psicologia defendia que a inteligência era uma capacidade geral e única, herdada de nossos pais e inalterável.
Felizmente, essa rígida estrutura veio abaixo nos anos oitenta, quando Gardner investigava o desenvolvimento cognitivo. A partir deste momento crítico, se separou do “Sistema”, propondo que a inteligência constitui um conjunto de múltiplas e variadas habilidades, que são independentes entre si; por isso a “fraqueza” em uma área não garante “força” em outra, e vice-versa. Tratam-se das múltiplas inteligências.

As cinco mentes do futuro

Já não como psicólogo, mas sim como filósofo, Gardner reflete sobre as mudanças que os avanços científico-tecnológicos e o globalização trouxeram para a humanidade. De acordo com ele, precisa-se de cinco mentes para fazer prosperar o complexo e desafiante mundo que nos rodeia.
1. A mente disciplinada. Possui dois aspectos: acumular conhecimentos em áreas básicas como a linguagem, história, ciência, matemática, etc; e o segundo aspecto é dominar a forma de pensar de certas disciplinas; ou seja, pensar como cientista ou como artista, por exemplo.
2. A mente sintética: é a que, já tendo uma mente disciplinada (treinada), pode discriminar a informação importante da que não é, para entrelaçar ideias de fontes distintas, criando um todo coerente que seja mais que a soma das partes e faça sentido.
3. A mente criativa: é a mente do aventureiro que, apoiado no que aprendeu por meio da disciplina e pela capacidade de síntese, se arrisca a ir além do conhecido e o questiona, para criar novas teorias, produtos e ideias.
4. A mente respeitosa: pode aceitar e acolher de bom grado as diferenças de aparência, crenças e costumes entre as distintas culturas, enquanto estas não representarem uma ameaça para o bem-estar comum. Quem possui uma mente respeitosa é capaz de trabalhar em harmonia com pessoas de diferentes culturas.
5. A mente ética: é regida por princípios morais, perguntando-se como se sentiria se os demais o observassem comportando-se como o faz. A fim desenvolver a mente, o bom exemplo deve começar pelo lar, pelas instituições e outras figuras inspiradoras que modelem comportamentos positivos.
Como se relacionam, então, as inteligências múltiplas e as cinco mentes do futuro? Pode-se afirmar que as inteligências são os diferentes “computadores” que operam em nossa mente, enquanto as cinco mentes são as predisposições que, segundo Gardner, devemos desenvolver para enfrentar com sucesso os objetivos do futuro. Assim, estas mentes se nutrem das diferentes inteligências.
E você, o que acha? Possui as mentes que precisamos para o futuro?
Créditos da imagem: Nejron Photo

Epilepsia e espiritualidade/religiosidade

Glória Maria de Almeida Souza Tedrus, Lineu Corrêa Fonseca


Resumo


As implicações da espiritualidade/religiosidade na saúde vêm sendo estudadas e documentadas cientificamente. A relação entre epilepsia e espiritualidade/religiosidade está presente na história da humanidade e também tem sido alvo de investigação em décadas recentes. Este estudo utilizou as bases de dados e Lilacs e MedLine, a partir da busca com os descritores spirituality AND epilepsy, e com religious AND epilepsy, nos idiomas inglês, espanhol e português, em artigos publicados no período de 1997 a 2009. São apresentados nesta revisão, de forma sistemática, os achados dos estudos, distribuídos em cinco tópicos: 1) aspectos históricos da relação entre epilepsia e espiritualidade/religiosidade; 2) experiência religiosa ictal e pós-ictal na epilepsia de lobo temporal; 3) hiper-religiosidade e epilepsia do lobo temporal; 4) experiência religiosa, crise epiléptica e bases neurais; 5) qualidade de vida e espiritualidade/religiosidade. Historicamente a epilepsia tem sido ligada a preconceitos relacionados a interpretações religiosas acerca da gênese das crises epilépticas. Experiências religiosas ou hiper-religiosidade têm sido descritas em cerca da 10% dos pacientes com epilepsia do lobo temporal. A base neural dessas experiências religiosas não está bem definida, mas estruturas dos lobos temporais parecem ter uma participação importante. Esta revisão mostra, na avaliação de pessoas com epilepsia, a importância de uma perspectiva integrada, de cunho biopsicossocial, na qual aspectos religiosos podem ser relevantes.
Termos de indexação: Epilepsia. Espiritualidade. Religião.

Palavras-chave


Epilepsia. Espiritualidade. Religião.

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O Vaticano está preocupado desde que uma ‘Bíblia’, de 1500 anos foi descoberta na Turquia.
A preocupação é porque o tal livro contém o evangelho de Barnabé, que teria sido um dos discípulos de Cristo que viajava com o apóstolo Paulo, e descreve Jesus de maneira parecida com a que é pregada pelo islamismo.
Desde a descoberta, ainda no ano 2000, o livro teria sido mantido em segredo absoluto na cidade de Ankara, Turquia, por líderes católicos, como conta o sitDailyMail.
Peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original. A Bíblia, é toda feita em couro e escrita em um dialeto do aramaico, língua que era falada por Jesus. Por causa da ação do tempo, o livro já apresenta as páginas  escurecidas.
Uma das polêmicas trazidas pela tal Bíblia e confirmada pelas autoridades religiosas de Teerã, é o texto que aprova que Jesus Cristo nunca foi crucificado, além de também não ser filho de Deus, e sim, um profeta.
Em outro trecho, o apóstolo Paulo é considerado “enganador”, e ainda diz que o apóstolo Judas Iscariotes (o traidor) teria sido crucificado no lugar de Cristo, tendo então Jesus, ascendido ao céu vivo, enterrando a história de que Ele havia ressuscitado.
Em outro registro, o livro fala sobre o anúncio feito por Jesus da vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo. O texto prevê ainda a vinda do último Messias islâmico, que ainda não aconteceu.
Preocupados com a descoberta sagrada, o Vaticano pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e seu conteúdo.
Palácio da Justiça de Ankara, local onde o livro foi guardado após ser confiscado de contrabandistas.
Tudo indica que durante o Concilio da Nicéia, a  igreja Católica tenha feito a seleção dos Evangelhos que comporiam a Bíblia atual, censurando alguns, dentre eles, possivelmente o Evangelho de Barnabé.
Há quem afirme que muitos outros evangelhos, conhecidos como Evangelhos do Mar Morto, sempre existiram, mas nunca foram revelados.
Para muitos isso não passa de uma tentativa do lado Iraniano de ludibriar alguns.
Phil Lawler, escreveu no site Catholic Culture, que tudo isso não passa de um desafio risível Iraniano ao Cristianismo.

A neurociência da espiritualidade





O cientista americano Kevin Nelson explica ao site de VEJA o que acontece no cérebro de quem, na iminência da morte, relata ter antevisto o Além. E adianta: 'o mistério da espiritualidade continua'






“Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, o mistério da espiritualidade continuaria existindo”
“Ninguém tem todas as respostas. Essa é uma área que temos que pensar permanentemente. Nós precisamos continuar discutindo sobre como o cérebro realmente funciona”
No filme Além da Vida, dirigido por Clint Eastwood, a jornalista vivida por Cécile de France é tragada por um tsunami na Ásia e quase morre afogada. Na iminência da morte, a personagem enxerga vultos de pessoas vagamente familiares sob uma luz difusa. Ao ‘voltar à vida’, tem a impressão de que acaba de passar por uma experiência espiritual e conclui ter antevisto o ‘outro lado’. Todo ano acontecem incontáveis casos assim: pessoas em risco de vida enxergam parentes e amigos envoltos em luzes ou têm a sensação de sair do próprio corpo.
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A ciência define estas experiências de quase morte como resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que provoca alterações momentâneas na mente. “Em casos de quase morte, os estados de consciência podem se misturar, provocando reações como paralisia e alucinações”, explica o neurocientista americano Kevin Nelson, autor do livro The Spiritual Doorway in the Brain – a Neurologist’s Search for the God Experience (O Portal Espiritual no Cérebro – a Busca de um Neurologista pela Experiência Divina, sem previsão de lançamento no Brasil).
Na obra, Nelson explica a ciência por trás das experiências de quase morte, mas não descarta o papel da fé e da espiritualidade. “Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria.” Em entrevista ao site de VEJA, Nelson revela como nosso cérebro cria essas visões e diz que, apesar de tudo, ainda espera que exista vida após a morte.
Mark Cornelison/ New Photo Tk

O autor do livro, o neurologista Kevin Nelson, é professor da Universidade de Kentucky
Por que os relatos de pacientes que passaram por situações de quase morte são tão parecidos? Porque a causa é a mesma. A cada segundo, o cérebro regula a quantidade de sangue que circula dentro dele. Se o fluxo sanguíneo diminui, o cérebro encara isso como uma crise e aciona mecanismos que controlam a passagem entre os estados de consciência. Normalmente, nosso cérebro tem três estados de consciência: a vigília, quando estamos acordados, o sono leve e o sono profundo. O cérebro mantém esses estados bem separados. Mas o processo é diferente em pessoas que tiveram uma experiência de quase morte. Nesses casos, em vez de passar diretamente do sono para a vigília, o ‘interruptor’ pode misturar os estados de consciência. Ou seja, ela não está totalmente dormindo e nem acordada. Em um momento de crise, reações como paralisia e alucinações podem se manifestar.
Como o senhor explica a sensação de estar fora do corpo ou a luz no fim do túnel? Durante a experiência de quase morte, o sistema que ativa o sono pode ser estimulado, desativando a região do cérebro ligada à percepção espacial e causando essas experiências extracorpóreas. No caso da luz do fim do túnel, quando o cérebro é privado de sangue  o que pode ocorrer no caso de um desmaio ou parada cardíaca , o fluxo sanguíneo também diminui nos olhos, o que pode dar a impressão de que há um túnel com luzes borradas.
Há alguma diferença entre voltar da morte e a experiência de quase morte? Para um neurologista, não existe essa opção de voltar da morte. Se o seu cérebro está morto, você está morto. Quando o cérebro morre é porque os neurônios morrem, as células nervosas morrem. O que acontece é que o cérebro pode continuar a funcionar com sua capacidade limitada. É como que só houvesse uma goteira de fluxo sanguíneo no cérebro. Em alguns casos, podem pensar que o paciente morreu, mas não é o caso. O cérebro continua bem vivo.
A experiência de quase morte só ocorre em pessoas que passam por situações limite? Isso é interessante porque, na maioria das vezes, a experiência de quase morte é causada por um desmaio. Sabemos que um desmaio pode provocar uma experiência parecida com a de quase morte. Nos Estados Unidos, um terço da população vai desmaiar alguma vez na vida, o que torna a experiência de quase morte ou a experiência espiritual uma situação comum. Ao observar os registros médicos das pessoas que tiveram uma experiência de quase morte, apenas metade delas estava em perigo médico real. Outra metade pensou estar em perigo, mas não estava em uma situação médica grave.
O senhor acha que ciência e religião estão se aproximando? Eu não acho que, nesse caso, a ciência e a religião estão em conflito. Na verdade, estou interessado em saber como o cérebro funciona. A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um.
Qual o futuro da neurociência da espiritualidade? Será muito empolgante. Hoje nós temos equipamentos para analisar o cérebro com os quais nem poderíamos sonhar há vinte anos. Podemos ver de perto como são as atividades cerebrais. Acho que a neurociência da espiritualidade ainda está no início e que descobertas muito empolgantes estão no nosso horizonte.
Qual a importância de entender as funções neurológicas da espiritualidade? É muito importante. Ao entender como o cérebro funciona durante experiências significativas é que poderemos saber verdadeiramente o que significa ser humano, no sentido moderno.
O uso de drogas também pode provocar situações parecidas com a experiência de quase morte? Sim. Por exemplo, a quetamina, que é um medicamento utilizado rotineiramente como anestésico, pode causar experiência extracorpórea. Mas não existe uma única droga capaz de produzir todo o fenômeno do que pensamos ser a experiência de quase morte. Muitas pessoas têm experiência de quase morte sem ter nenhum tipo de medicamento em seu sistema.
Podemos dizer que o processo de experiência de quase morte é parecido com um sonho? A experiência de quase morte usa frequentemente alguns dos mecanismos utilizados nos sonhos. Mas não é correto comparar a experiência de quase morte com o sonho que temos toda noite. As alucinações do processo de quase morte podem parecer com sonhos lúcidos, que ocorrem enquanto as pessoas estão conscientes.

Capa do livro The Spiritual Doorway in the Brain
Como o senhor se interessou pelo tema? Há trinta anos, quando ainda era um residente de medicina, um paciente me trouxe uma fotografia de uma cena que ele mesmo havia pintado após uma experiência de quase morte. Na imagem, ele estava deitado no quarto da UTI, e no pé da cama estava uma figura que representava o diabo. Entre ele e o diabo, havia um anjo guardião. O diabo estava disposto a levar sua alma. Jesus chegou e o salvou. Na ocasião, ele achou que toda essa situação foi responsável por sua recuperação. E sentiu-se mais poderoso por conta disso. Guardo esta foto até hoje.
Por que outros cientistas têm receio em abordar o assunto? Infelizmente, neurologistas não tendem a se interessar por experiências subjetivas. Eles estão muito mais interessados em olhar para as células em um microscópio.
Seu trabalho pode ser considerado provocativo. E o senhor escreveu que pretende continuar provocando controvérsia. Por quê? As pessoas têm várias perguntas. Ninguém tem todas as respostas. Essa é uma área que temos que pensar permanentemente. Nós precisamos continuar discutindo sobre como o cérebro realmente funciona.
O senhor acredita que existe vida após a morte? Eu realmente espero que exista!

ENTENDENDO A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA UNIVERSAL

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São milhares os Seres que compõe a Grande Fraternidade Branca Universal, Anjos, Arcanjos, Elementais da Natureza, Mestres Ascencionados, Elohins, Seres Interplanetários e Interdimensionais.
“Somos uma Fraternidade Universal que se propõe a divulgar a vivência da Paz e da Harmonia em cada emanação viva do Universo.
A centralização em vossas consciências cósmicas bem como o reconhecimento de quem sois, partículas indivisíveis e intransformáveis, espelhando dignamente a Obra do Ser, em toda sua Criação e Construção.
Crer é construir – construamos pois um novo futuro digno de ser vivido, com bases na filosofia oculta de toda a vida existente, na exaltação da verdade Maior que combate tudo o que não É, pois SER é a maior condição do REAL em vós.
Juntos através de vibrações, propomos uma corrente Universal, que com o objetivo de unir mentes em uma mesma sintonia cósmica, vibrará intensamente e conscientemente pela PAZ em cada coração.
Sois Uno conosco e como gotas da mesma Fonte Universal deveis cada qual cumprir vossa evolução para que no final possais ser a Fonte Límpida que reflete a pureza e a sublimidade da Criação.
Somos Seres que já vivemos em vosso planeta , bem como em outras formas de vida, em distintas dimensões e temos por objetivo auxiliar a Humanidade nesta Era de Transição na passagem do ano 2000 e neste novo milênio.
Convosco temos estado por milênios e é neste intercâmbio de vivências que poderemos unir todas as vibrações como uma enorme corrente que pulsa e vivencia a Paz. Como sabeis, sozinhos nada podeis fazer, bem como é o Nosso caso, pois respeitamos vosso Livre-Arbítrio e sem vosso consentimento, na elevação de vossas consciências ao Pai, não interviremos nos acontecimentos que devem ocorrer.
Lembrai-vos que o ACASO não existe, como não existem as guerras, as tristezas, os sofrimentos, as lamentações; vós os fazeis.
Sois responsáveis diretos por tudo o que vos ocorre – Eu digo tudo porque mesmo o que não fazeis nesta encarnação, o fizeste em outra e, segundo a Lei do Karma ou Lei da Causa e Efeito, tudo o que fazeis corresponde a uma resposta direta em vossas vidas cotidianas . Portanto, atentai em vossas atitudes. Tudo o que é feito conscientemente requer maior preparo pois saber traz responsabilidades, e assim sendo, toda a cautela é pouca quando comparada com vossas atitudes e suas repercussões não somente em vossos corpos físicos, mas principalmente em vossas essências como Homens Crísticos.
Na Luz caminheis e a Ela deveis sempre retornar para que vossa Luz interna se acenda e ilumine o mundo.
Sê mais um foco puro e cristalino de Luz fulgurante que emana da fonte Divina – A Criação que por si só insere o mistério de cada ser. Cabe a vós trilhar vossos conhecimentos internos para desvendar o que circunda a verdade em vossos corações.
Amor e Luz, EU SOU Saint Germain”

domingo, 26 de novembro de 2017

A MORTE.......

5 coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre a morte… INCRÍVEL!O que acontece após a morte é um mistério que, por mais que se investigue, nunca entenderemos até termos passado por isso. Existe vida após a morte?…

Conheça as 5 descobertas científicas que ocorrem quando você perde a vida.
1. O corpo libera excreções
2. A decomposição

3. Sua vida passa como um filme na sua frente
4. Vida infinita
5. Próximo passo
Neste mundo moderno em que vivemos não podemos ter total certeza de quase nada, exceto da morte ou dos impostos, como apontado com sarcasmo por Benjamin Franklin em um célebre encontro. Algumas pessoas não acham nada de mais pagar tantos impostos, mas pensar na morte nos afeta profundamente de diversas e diferentes maneiras. É por isso que centenas de pesquisadores de diferentes áreas a estudam a partir de suas próprias perspectivas.
O que acontece após a morte é um mistério que, por mais que se investigue, nunca entenderemos até termos passado por isso. Existe vida após a morte? Muitos afirmam que sim e existem diversas teorias teológicas a respeito em todo o planeta: a reencarnação, viagem para outras dimensões, retorno ao nascimento, etc. Todas estas crenças ainda não foram comprovadas, embora talvez se possa compreender de alguma maneira. No entanto, há mais de um fato evidente do que sabemos desta “etapa final”.
Depois de perder a vida, seu corpo físico pode eliminar excreções, urina, entre outros fluidos e gases. A razão é que, ao falecer, nosso cérebro se desconecta, e o controle que era exercido em todos os esfíncteres, orifícios e outras funções do corpo são desligados. Desta forma, os músculos deixam de contrair fortemente para relaxarem totalmente, o que causa a liberação de líquidos e gases.
Da mesma forma, se um homem morre com a face voltada para baixo, seu sangue pode ativar suas partes íntimas, inclusive os dutos reprodutores. Enquanto ao mito de que nosso cabelo e unhas continuam crescendo, isto é totalmente falso. Na verdade se cria uma falsa impressão com relação a isso, já que toda a superfície do corpo perde muita água e a pele se retrai, provocando uma diferença importante que nossos antepassados ficavam assustados.
Após 7 dias da morte de um indivíduo, sua pele pode ser removida facilmente e quando se passarem mais de 30 dias, até os dentes se desprendem juntamente com outras várias partes gradualmente. “O processo de decomposição começa quando as bactérias do nosso aparelho digestivo mudam de lugar depois da morte e começa a romper o tecido”, explica Randy L. Goldy, diretor funerário da Flórida.
Eu tenho visto alguns casos de corpos enterrados durante cinco anos que pareciam estar conservados pela excessiva proliferação de mofo e outros que eram quase esqueletos.” O nível de decomposição pode variar, dependendo de vários fatores, como o tipo de solo, a composição do caixão, as causas da morte, além das técnicas realizadas para embalsamar. Os caixões vedados podem proteger um cadáver dos elementos, mas sempre escapa a humidade, que acaba resultando em putrefação.
De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Michigan, EUA, por Jimo Borjigin, o cérebro passa por um único estado na sua passagem para o descanso eterno. Em particular, ele se torna “hiperconsciente”, uma revolução acrescentada em nossa mente, o que poderia possibilitar que viver experiências do passado e nossa percepção de tempo começa a expandir de uma maneira surpreendente. É a famosa “luz”, que tantas pessoas com experiências que beiraram a morte relatam.
Mas, como se cria esse estado? Os especialistas dizem que o cérebro segrega uma substância conhecida como dimetiltriptamina (DMT), que é administrada em pequenas doses quando sonhamos e está presente em diversas plantas psicodélicas.
No momento-chave, é descarregada em nossa cabeça uma grande quantidade desta molécula, o que nos faria experimentar um tipo de sonho psicodélico que tinha muito a ver com nossas experiências, algo como o “sonho final”.
A poderosa empresa da internet, a Google, começou há pouco tempo um processo de obtenção da juventude eterna, um programa chamado “Calico”. O objetivo é a pesquisa de inúmeras técnicas e condições para aumentar significativamente a expectativa de vida. O que é mais peculiar e que denota sua ambição é não ter limite. Primeiro tentam aumentar em 5 ou 10 anos, mas o que almejam alcançar é a imortalidade, bem como falou a Escola de Medicina de Harvard.
Por outro lado, outra poderosa empresa colocou em prática na busca da longevidade máxima. Trata-se do magnata nativo da Rússia, Dmitry Itskov, que iniciou a organização sem fins lucrativos, a “Iniciativa 2045″. Nela implantou inúmeras ideias, incluindo a de transmutar as nossas cabeças para androides e, assim, garantir a continuidade da vida em nossas consciências. Parece ficção científica, mas os transplantes de cabeça em humanos são agora uma realidade…
O que nos faz estar vivos? E ainda mais, qual é a base da nossa consciência e ser? Segundo os cientistas Sam Parnia e Josh Young, o processo no qual “abandonamos” nosso corpo está tão pouco claro como o verdadeiro limite de nossa mente. É geralmente considerado como falecida uma pessoa cujo cérebro está desconectado. Mas a verdade é que se trata de um passo gradual. E é que tem havido muitos casos de pessoas que voltaram quando haviam morrido, ou assim pensavam.
E assim chegamos ao final de nossa lista de eventos relacionados com a morte que talvez você não soubesse. É um mistério que nunca deixará de nos fascinar, algo que muitos qualificam como uma virada que tem uma natureza semelhante ao nascimento. “A morte está tão certa da vitória que deixa a vida inteira de vantagem.” Se há uma coisa que temos certeza é que para todo o mundo chegará a hora, mais cedo ou mais tarde.

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Fonte: www.msn.com/Giphy/Starstock