quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Luz e trevas no caminho da igualdade racial

Luz e trevas no caminho da igualdade racial



A história tem sido escrita com fios de luz e sombras, através de avanços e retrocessos. Crises e vitórias têm marcado seguidamente o tortuoso caminho e com a questão do reconhecimento da igualdade racial não tem sido diferente. O Brasil, país com a maior população afro-descendente vivendo fora do continente africano, ainda experimenta os horrores da discriminação racial, apesar de recentes avanços, em especial no campo da legislação.
Dentre os avanços mais destacados pode-se ressaltar a aprovação da lei 10.639/2003 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira nos currículos escolares; a lei 12.288/2010 que aprovou o Estatuto da Igualdade Racial, a Lei 12.711/2012 que garante a reserva de até 50% das vagas disponíveis nas universidades e institutos federais para alunos egressos de escola pública, com população grandemente formada por afro-descendentes e indígenas, são alguns exemplos marcantes de avanços históricos. Outros importantes passos estão por vir, tal como a Lei que garantirá cotas no Serviço Público Federal, com o concomitante incentivo para que o Setor Privado emule tal decisão, numa mostra dos intrincados caminhos a serem percorridos e das destrezas e habilidades a serem desenvolvidas para se superar os males do racismo.
Hoje, quando celebramos o dia da Consciência Negra, talvez a clássica analogia da caverna escrita por Platão nos tempos idos, nos ajude a colocar em perspectiva o longo e tortuoso caminho já trilhado e o por vir no avanço da questão racial.
Houve, assim, um tempo em que tudo era escuridão. Não havia consciência e, portanto, não era de se preocupar com quaisquer disparidades raciais. A idéia de que existiam povos inferiores e que alguns nasciam para serem escravos era algo corrente e visto com naturalidade. À medida, entretanto, que as primeiras frestas de luz passaram a iluminar a realidade, emergiram os primeiros incômodos e questionamentos. No início, apenas alguns se deram conta da desordem. A maioria, entretanto, acostumada à divisão da sociedade em castas, em classes e com base na origem ou cor da pele, continuava a achar tudo muito natural. O pó dos preconceitos acumulados sobre os papeis a serem desempenhados por cada um em mundo estranhamente desordenado encobria a consciência coletiva. Somente à medida que mais e mais luz foi ocupando o espaço e literalmente expulsando a escuridão é que o incomodo coletivo de uma desordem acumulada ao longo dos séculos e gerações, caracterizados pelo pensamento e ideologia da superioridade de uma classe, de uma raça, de nacionalidade ou de crença – foi gradualmente se desintegrando. Os primeiros albores matinais de um novo tempo já rompe com grande parte da bruma ainda pairando no ar, mas dissipando-se por sua própria inconsistência frente aos novos padrões de uma era de direitos e de igualdade.
Bahá’u’lláh, o Manifestante da era da maturidade da humanidade, certa vez comparou a pessoa de cor negra à pupila preta do olho circundada pelo branco. “Nessa pupila preta”, disse, “se vê o reflexo daquilo que está à sua frente e, através dela, a luz do espírito se irradia”. Afirmou que “todas as raças tem uma contribuição especial e única a fazer na construção de uma nova ordem mundial, na qual todos têm seu próprio papel a desempenhar e a dádiva de suas próprias qualidades e talentos a contribuir para o todo”. É possível que uma das muitas contribuições especiais dos negros à Nova Ordem seja esta sua capacidade de perceber aguçadamente a realidade, justamente onde outros têm maior dificuldade de percepção.  A pupila negra do olho é a fonte de luz e é aquela que revela o mundo contingente.
O longo e continuado sofrimento – seja o dos porões dos navios negreiros, das senzalas e das noites de açoites sem fim, das marcas de ferro em brasa, do calor das labaredas e borbotões dos engenhos de cana de açúcar, dos pelourinhos ou dos atuais quilombos urbanos – tal qual o fogo que prova o ouro, talvez tenha feito desenvolver essa qualidade e capacidade especial de poder ver e perceber a realidade de modo transparente e cristalino; possivelmente preparando essa população para a aplicação de justiça num mundo tão carente dessa virtude essencial. Não é de se estranhar, pois, ver alguns breves clarões dessa qualidade e contribuição especial nas recentes decisões da justiça brasileira, no longo processo de se purgar a sociedade de males por longo tempo incrustados nas paredes da história. Assegurar que um maior número de negros tenha acesso à educação e ao ensino superior, seguramente abrirá espaços para se galgar novos patamares na aplicação e disseminação da justiça social.
O mundo continua a ser governado pela força e as consequências desastrosas disso estão visíveis em toda parte e patente na opressão experimentada por grandes segmentos da raça humana e nas disparidades sociais vigentes. Mudanças nas leis e nos pensamentos estão ocorrendo, embora lentamente. Celebrar Zumbi dos Palmares é também recordar uma constelação de outros importantes nomes que labutaram e deram suas vidas na batalha contra a discriminação e a favor da igualdade e unidade racial. Os passos dados no passado, sobre cujas pegadas agora caminhamos, apontam uma clara direção em relação ao futuro: o da unidade e  igualdade racial!  O dia da Consciência Negra, longe de ser apenas uma celebração das vastas contribuições de nossa herança africana ou recordatório das dificuldades passadas, é, sobretudo, momento de afirmação do ideal da plena igualdade, num mundo onde todas as raças venham a se associar proporcionando uma combinação de harmonia e beleza de cor ao grande jardim humano.
O racismo é um dos males sociais mais funestos e dos mais persistentes e continua fazendo suas vítimas – sejam de brancos, negros ou índios. De um lado, segue-se impedindo aqueles de pele mais escura de manifestar plenamente suas capacidades e potencial; enquanto, de outro lado, impede a inteira comunidade de se beneficiar das múltiplas contribuições e das potencialidades ilimitadas de suas próprias vítimas.
Os Drs. May Khadem Czerniejewski e Richard Czerniejewski, oftalmologistas, ao comentar a analogia feita por Bahá’u’lláh, indicaram que a pupila do olho é um portal que admite e regula o fluxo de luz para a retina. Sem esta passagem, nenhuma imagem é percebida. Junto à retina, nossa consciência está intimamente em contacto com realidade física, uma vez que as células do cérebro em sí mesmas “fluem até a retina” para receber informação através da iluminação modulada pela pupila.
A pupila tem a dupla função de reunir e modular a luz. Luz, que é a reunião todas as cores e é composta por todas as cores, ilumina a realidade física, mas ao mesmo tempo sua intensidade pode destruir as delicadas estruturas do olho. Quando os níveis de iluminação são elevados, ela se contrai para proteger a retina de uma exposição intensa e quase sempre danosa. Considerando que a visão é descrita como nossa habilidade sensorial mais preciosa, podemos dizer que a pupila ajuda a proteger esta preciosa dádiva. De outro lado, quando existe muito pouca iluminação, a pupila admite mais luz através de sua própria dilatação, permitindo desta forma a visão mesmo em lugares muito escuros.
A aparência preta da pupila é, pois, enganadora. A pupila aparenta-se preta somente até o interior do olho ser iluminado; ela então se torna radiante, cheia com um calor, um brilho laranja-avermelhado. Com este reflexo desde o interior do olho, a pupila se torna, ela mesma, a fonte de iluminação.
A capacidade de contribuição para a justiça, para o avanço social, para uma maior compreensão da realidade depende da permanente inclusão do negro, do índio e de outras etnias no círculo de unidade, não se deixando ninguém por fora, como no círculo dos excluídos. Qualquer exclusão com base no racismo constitui-se num sério impedimento à paz social, não podendo ser tolerada sob pretexto algum.
As trevas da ignorância humana precisam ser dissipadas. As pedras e armadilhas do caminho precisam ser removidas. O passado já foi escrito. O futuro está sendo escrito agora por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. O racismo é retrocesso e representa uma anomalia e a desintegração social.  A unidade da diversidade humana e a inclusão de todas as raças num mesmo círculo de cooperação e camaradagem, em reconciliação e apreço mútuo precisam ser agora alcançadas, aproveitando-se mutuamente das contribuições únicas que cada povo tem a fazer à construção de uma nova Ordem mundial, a uma humanidade que luta para adentrar à sua longamente esperada etapa de maturidade coletiva, na qual  – tal como proclamado por Bahá’u’lláh, todos os povos sejam visto como membros de uma família global e a terra como uma pátria comum.
Gabriel Marques
Publicitário, escritor, membro da ALARA – Afro Latin American Research Association, membro da ANAI – Associação Nacional de Apoio ao Índio e Comunidade Bahá’í do Brasil.

O enigma da espiritualidade

O enigma da espiritualidade – H. B. Danesh


A espiritualidade é o aspecto da natureza humana mais incompreendido e rejeitado na cultura humana. Alguns confundem espiritualidade com religiosidade e, outros, com emocionalidade. Muitos consideram a espiritualidade como equivalente à superstição e falta de racionalidade. Ainda outros consideram a espiritualidade como propriedade das artes e da natureza, unicamente. Há os que consideram tudo o que estiver além de sua comprensão como sendo espiritual. Existem ainda outras noções de espritualidade. Na verdade, a espiritualidade tem algumas das qualidades citadas nestas diferentes definições. Porém, a espiritualidade é uma realidade muito mais complexa e abrangente. De fato, a espiritualidade é a realidade fundamental do ser humano. Refere-se ao poder humano da consciência e nossa constante busca de significado e propósito para a vida. A espiritualidade conecta o passado, o presente e o futuro. Coloca nossos conceitos de mortalidade e imortalidade em uma moldura bem ampla, permitindo-nos enfrentar a morte numa perspectiva de existência, em vez de aniquilação. A espiritualidade nos liga à fonte de toda a criação e, neste processo, permite-nos sermos nós próprios criadores. A espiritualidade torna possível ao ser humano ser igualmente distinto e unido, removendo, desta forma, de uma vez para sempre, a dicotomia existente em nossa mente que trouxe e continua a trazer tanta destruição e tristeza à vida da humanidade.
Esta alusiva, misteriosa e essencial realidade está cada vez mais ausente dos discursos de nosso tempo. A espiritualidade não é objeto de pesquisa e aplicação às condições de vida de uma forma científica, disicplinada e sólida. Consequentemente, as propriedades de iluminar e dar vida intrínseca a uma vivência espiritual estão cada vez mais ausentes de nosso meio. Nossas vidas se tornaram áridas pelo materialismo, sobrecarregadas pelo peso da imoralidade e amoralidade e empobrecidas pela ausência de oportunidades para os atos de reflexão profunda, meditação devota e inspiração criativa. Acima de tudo, a humanidade perdeu sua conexão com Deus. E, ao excluirmos Deus de nossas vidas, perdemos todas as qualidades divinas que potencialmente todos possuímos.
Nenhum indivíduo ou sociedade será capaz de realizar uma transformação marcante de uma mentalidade voltada ao poder e à indulgência para uma voltada à unidade, sem alcançar a momentosa meta de integração científica com os princípios espirituais, e aplicá-los em todos os aspectos da vida: individual, familiar e comunitária. Sem tal integração, teremos apenas uma transformação e transição que será uma indicação da deterioração e destruição, em vez do crescimento e transformação. É-nos exigida muita coragem para nos libertarmos dos fortes grilhões da história passada e dos interesses presentes. O futuro não pode ser construído sobre as bases do que já foi tentado e provado ser ineficaz. A civivlização que aspiramos exige uma nova consciência, individual e coletiva, para ser criada corretamente. Não se trata de uma simples transição, mas de uma transformação fundamental. Porém, as boas ideias são valiosas apenas no grau em que sejam também práticas. Por isso, precisamos estar atentos à praticabilidade de tão monumental transformação em nossas vidas individuais e na coletividade.
(Extraído de A Família Livre da Violência; Editora Planeta Paz, 1994.)

Dr. Hoss
ein B. Danesh – É fundador e presidente da International Education for Peace Insitute (Canadá), membro visitante do corpo docente da European Peace University (Áustria) e da World Peace Academy, Universidade de Basel (Suíça), e ex-presidente da Landegg International University, Suíça (1998-2003). É professor aposentado de resolução de conflitos e educação para a paz da Landegg International University (1998-2003) e professor associado de psiquiatria da Universidade de Ottawa, Canadá (1973-1983). Autor, conferencista internacional e consultor, com cinco décadas de experiência acadêmica e clínica como médico, psiquiatra, educador para a paz, Dr. Danesh realizou pesquisas e publicou temas relacionados com educação para a paz, estudos de liderança, as causas e prevenção da violência, livre de conflitos Resolução de Conflitos (CFCR), e da psicologia da espiritualidade.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

OS DEUSES ESTRANHOS DA CIÊNCIA MODERNA

Certa vez fui confrontado por um professor de filosofia de uma universidade. Eu havia acabado de dar uma palestra sobre o criacionismo e, para aquele homem brilhante e tão cheio do conhecimento do presente século, era inadmissível que alguém pudesse ser um cientista sério e honesto e crer em uma “ideia tão desprovida de embasamento científico como a da existência de Deus”.
Ele foi direto ao ponto. “O senhor não tem como provar a existência de Deus. Vá a um laboratório e prove que Deus existe!”, disse ele.
“O senhor tem toda a razão”, respondi ao professor. Depois de uma breve pausa, continuei: “Mas o senhor também não tem como ir a um laboratório e provar que Deus não existe. Tudo é uma questão de crer. Eu creio que Deus existe, e o senhor crê que Ele não existe”.
Naquele momento, havia sido estabelecida uma base comum para um diálogo. A confrontação havia sido reduzida a um denominador comum: nós dois éramos “crentes” – eu, crendo que Deus existe; e ele, crendo que Deus não existe. Nós dois críamos e, baseados nas nossas “crenças”, havíamos construído, cada um, uma cosmovisão diferente. Agora não se tratava mais de uma discussão sobre a origem de todas as coisas, simplesmente, e sim do motivo pelo qual cada um de nós havia optado por crer ou não na existência de Deus.
Esta e muitas outras experiências semelhantes têm me levado a considerar a realidade espiritual e científica que vivemos neste início de milênio. Somos ensinados (para não dizer doutrinados) por uma ciência e por um conhecimento científico que nega a existência de Deus! No entanto, na sua base, o ensino científico atual não passa de uma crença. A inexistência de Deus não pode ser provada pela ciência: temos de crer que Deus não existe!
Muitos de nós, homens envolvidos com a ciência e que crêem no Deus da Bíblia, temos visto um número cada vez maior de pessoas que professam o cristianismo e que, sem ao menos refletir sobre o posicionamento ateu da ciência, se prostram e adoram os estranhos deuses que a ciência tem produzido. Tais pessoas não consideram que a proposta da criação do mundo por um Deus pessoal e transcendente é perfeitamente científica, válida e relevante.
Os deuses do absurdo e o Deus racional
Os primeiros onze capítulos do livro de Gênesis têm sido tratados como um conto mitológico e não como história. O primeiro capítulo, principalmente, tem sido ridicularizado por conter uma linguagem considerada por muitos como simplista, pela maneira como é relatada a seqüência de eventos sobrenaturais de Deus, através dos quais o universo veio a existir. O que se diz é que qualquer proposição científica, por mais simples que seja, ofereceria uma explicação mais racional sobre a origem do mundo.
Portanto, gostaria que comparássemos não a proposição científica mais simples, e sim a mais complexa já apresentada até o momento sobre a origem do tempo, do espaço, da energia, da matéria,… do universo, a teoria do big bang. Começaríamos procurando o que seria a resposta a esta primeira pergunta: teria Deus criado todas as coisas do nada (teoria da criaçãoexnihilo), ou todo o universo teria surgido de uma explosão espontânea de um “ovo cósmico” que não passava do tamanho de uma bola de tênis (teoria do big bang)?
Uma segunda pergunta (conforme a idéia científica presente) serviria para validar o questionamento da existência do Criador e do relato de Gênesis. Esta pergunta serviria para comparar o relato de Gênesis 1 com a evidência científica: teria Deus criado primeiro a luz (dia um) para depois (dia quatro) criar os corpos celestes como o Sol, a Lua, as estrelas, as galáxias…?
No que diz respeito à segunda pergunta, a ciência afirma categoricamente que a ordem está correta. Primeiro veio a luz (energia) depois os corpos celestes (matéria). Caso a Bíblia não concordasse neste ponto com a ciência, muitos simplesmente descartariam a teoria do criacionismo, sem ao menos considerar que a ciência já esteve errada inúmeras vezes (até mesmo neste caso da luz ter aparecido antes dos corpos celestes).
Mas, e quanto à primeira pergunta? Teria a ciência conseguido provar uma seqüência de eventos “naturais” e “espontâneos” que teriam produzido o universo que hoje vemos? A resposta é negativa. As leis da física que conhecemos hoje não se aplicam ao modelo do big bang quanto ao início do universo. E se as mesmas pudessem ser aplicadas, a ciência não sabe quais seriam as condições iniciais para que essas leis produzissem o universo que hoje conhecemos. E, então, perguntamos: “Quais leis regiam esses eventos cruciais do aparecimento do universo ou quais eram as condições iniciais?” A única resposta que obtemos é: “São leis e condições iniciais ainda desconhecidas”. Mas, se elas são desconhecidas, como aceitá-las? Outra vez a única resposta que obtemos é: crer no que os cientistas estão propondo. Mas crer não é um elemento “religioso”? Sem dúvida. Todos concordamos que crença e fé são elementos religiosos.
Como podem, então, as duas teorias, a teoria da criação exnihilo e a teoria dobig bang, serem tratadas tão tendenciosamente, a tal ponto que a primeira é considerada religião e a segunda, ciência, quando as duas possuem um mesmo elemento de base: aceitar fatos que não podem ser explicados ou demonstrados cientificamente? Em outras palavras, as duas teorias exigem fé!
Neste ponto, a ciência moderna nos apresenta os deuses do absurdo, onde homens mortais, com conhecimento limitado, procuram fazer adeptos às suas crenças. Tomando o conhecimento que possuem das ciências como validação de uma pseudo-autoridade, tais homens procuram remover qualquer traço da necessidade de um Criador que tenha por sua vontade e decreto criado o universo. Aceita-se o absurdo em vez do lógico. E isto é feito apelando para aquilo que eles mesmos condenam: a fé.
Seja observado que muito se tem falado sobre a ciência ser racional, ser lógica. E é verdade. A proposição da existência de um Deus criador do universo é perfeitamente racional, lógica, relevante e também científica. Por que não incluí-la, então, no pensamento científico atual?
Por outro lado, voltando ao big bang e ao “ovo cósmico”, apenas como um exercício intelectual, pense na seguinte proposição: coloque tudo o que existe na sua casa dentro de uma bola de tênis… Coloque tudo o que existe no planeta Terra, incluindo o próprio planeta, dentro da mesma bola tênis… Coloque o sistema solar inteiro, com o sol e todos os planetas e luas, dentro da mesma bola de tênis… Coloque os, aproximadamente, duzentos bilhões de estrelas da nossa galáxia dentro da mesma bola de tênis… Coloque os dez bilhões de galáxias visíveis, com as suas trilhões de trilhões de trilhões de estrelas dentro da mesma bola de tênis! Perfeitamente racional e lógico? É exatamente isto que nos é passado através da teoria do big bang e dos bilhões de anos de existência do universo. Aceitamos os deuses do absurdo em lugar do Criador.
Pensemos um pouco mais nas propostas da teoria do big bang.
O que havia antes do big bang? Qual evento ou o que desencadeou a explosão (chamada de “big bang”) do “ovo cósmico”? (Causa e efeito precisam fazer parte deste processo. Se explodiu, algo explodiu; e, se houve uma explosão, alguma coisa a iniciou.)
Será que o universo presente não faz parte de uma sucessão cíclica de eventos (teoria dos universos oscilatórios), big bang – início, big crunch – final,big bang – início, big crunch – final, e assim por diante? Como saber se estes outros ciclos existiram, sendo que os mesmos não deixam nenhuma evidência da sua existência para o ciclo seguinte (segundo os criadores desta teoria)?
Os cientistas não conhecem as respostas para estas e outras perguntas. Elas não se encontram no campo científico, nem no campo filosófico, e sim no campo da fé.
Assim, os deuses do absurdo continuam sendo criados pelas mentes brilhantes… Deuses esses que não criaram os céus e a terra, pois não possuem poder para fazê-lo (Jeremias 10.1-16).
Contudo, temos no primeiro capítulo das Escrituras não somente o relato de como o universo chegou a existência, mas também da “metodologia de processo” utilizada pelo Criador. Diferente da proposta de “ovo cósmico” dobig bang, este capítulo trata de uma criação planejada e organizada pela mente brilhante de Deus. Dias um, dois e três foram dias de criação preparatória. Dias quatro, cinco e seis foram dias de criação para preenchimento. Por exemplo. No dia dois, Deus fez separação das águas, criando o firmamento. No dia cinco, Deus criou as aves para o firmamento que Ele havia criado no dia dois, bem como os enxames de seres viventes para povoar as águas separadas, também no dia dois.
Através da sucessão de eventos da criação, Deus também mostrou a utilização de um “controle de qualidade” aplicado ao seu processo de criação. Uma avaliação foi feita no final de cada passo do processo (cada dia foi avaliado… “e viu Deus que era bom”; observe que apenas o dia dois não recebeu avaliação individual). Outra avaliação foi feita no final do processo todo (Gênesis 1.31).
Ordem, propósito, avaliação, capacidade e planejamento: tudo está dentro da teoria criacionista.
Quero mais uma vez deixar bem claro que a origem do universo, quer seja explicada pela teoria da criação, quer seja pela do big bang, sempre será tratada como um evento sobrenatural. A própria Bíblia menciona esta característica em Hebreus 11.3. A questão não é se as duas teorias são científicas: elas são! Mas sim o por quê alguém aceita o big bang e rejeita o criacionismo. Em termos científicos, por que alguém acredita na cosmologia2 que abraçou? Em termos teológicos, por que alguém acredita nos deuses do absurdo e não no Deus da Bíblia?
Os deuses impessoais e o Deus pessoal
A própria razão de estarmos vivos e termos a capacidade de considerar estas questões são indicações de uma realidade que transcende a nossa experiência do cotidiano. Como
explicar que uma série de eventos aleatórios e impessoais, movidos por leis científicas desconhecidas, trouxeram a existência seres pessoais e inteligentes
que questionam a sua origem? Como o inanimado se tornou vivo? Como o impessoal se tornou pessoal?
Aqui também uma outra série de informações chega até nós com aparência de um veredicto científico onde os deuses impessoais são apresentados. A evolução biológica natural3 (conhecida cientificamente como transformismo) aparece como a resposta científica e racional para a origem da vida. Nela, elementos químicos básicos se transformaram espontaneamente em compostos orgânicos… que espontaneamente produziram seres vivos de extrema simplicidade… os quais espontaneamente e naturalmente aumentaram em grau de complexidade… até chegar ao homem. Não existe a necessidade de um Criador pessoal, apenas de um processo criador “natural” e “espontâneo”.
No entanto, poucos sabem que toda esta teoria é de caráter especulativo, baseada na interpretação dos fósseis.
Fósseis são animais e plantas que morreram por processos não naturais (se fossem naturais, teriam se decomposto) e cujos vestígios foram incorporados ao da rocha onde são encontrados (isto é, quando o animal ou a planta morreu a rocha ainda era “lama”). Este tipo específico de fóssil aqui
mencionado é o fóssil encontrado em rochas sedimentares. Existem outros tipos de fósseis que são encontrados no gelo, no âmbar, nas turfeiras e ainda alguns são vulcânicos. Pelo fato dos fósseis serem encontrados em camadas que aparecem na crosta da terra, deu-se o nome de “coluna geológica” a estas camadas alinhadas verticalmente. Nesta coluna geológica encontra-se o, então chamado, registro fóssil.
A coluna geológica (com os fósseis nela contidos) é tomada como base fundamental para demonstrar a seqüência de transformações pelas quais os seres vivos passaram desde um passado primevo até o presente. Tomando-se os fósseis encontrados nessas sucessivas camadas, das mais profundas até as mais superficiais, pode-se reconstruir a história do desenvolvimento dos seres vivos na terra, afirmam os evolucionistas. No entanto, isto é altamente interpretativo.
A coluna geológica não aparece completa em nenhum lugar do planeta; e onde algumas das camadas aparecem, os fósseis nem sempre estão na ordem proposta pela teoria da evolução.
Não somente isto; o próprio aparecimento das camadas, que segundo a teoria da evolução está relacionado aos processos de erosão e de deposição de sedimentos, pode ser explicado pela hidrodinâmica de um dilúvio universal. Nas águas de um dilúvio global, uma grande quantidade de sedimentos de densidades diferentes nelas suspensos e sob a ação direta do ciclo das marés formaria as mesmas camadas da coluna geológica pelo processo conhecido por “liquefação”.
Neste ponto, o criacionismo e a evolução divergem diametralmente. Para os evolucionistas a coluna geológica tem um caráter cronológico. Para os criacionistas a mesma coluna tem um caráter classificatório. Para o evolucionista isto implica em milhões de anos; para o criacionista em centenas de dias. Os fósseis são os mesmos, as camadas são as mesmas, mas a interpretação é diferente.
Ainda que os fósseis pudessem dar o respaldo necessário para a teoria da evolução com os seus deuses impessoais, como ainda explicar os processos que produziram a complexidade da vida?
Tal complexidade é algo que vai muito além da nossa compreensão. Como matéria não orgânica poderia produzir algo tão complexo como o DNA (ácido desoxirribonucléico). Como seria isto possível? Como partículas atômicas (irracionais) saberiam qual seria a melhor combinação? Como processos altamente aleatórios escolheriam o caminho da vida e para a vida?
As leis que regem os princípios da vida são tão precisas que apontam para um Criador pessoal e não para uma seqüência de processos aleatórios espontâneos, totalmente impessoais.
A existência de um Deus pessoal que criou todas as coisas, incluindo os seres vivos, implica num padrão moral que toda criatura pessoal e inteligente, criada por Ele, deve se submeter. Ao passo que os deuses impessoais da ciência moderna (os processos naturais e espontâneos) nada têm a dizer sobre moral ou qualquer outro assunto relacionado com o ser humano, pois segundo a evolução somos apenas frutos do acaso.
Deixe-me ilustrar, através de um fato, como a teoria da evolução nos leva a crer nesses deuses impessoais.
Certa vez, ao sair de uma palestra, fui cercado por um grupo de alunos do departamento de biologia daquela universidade. Todos fizeram praticamente a mesma pergunta: “O senhor não crê que a experiência de Stanley Miller, o qual em 1953 produziu aminoácidos (matéria orgânica) de elementos inorgânicos (amônia, metano, hidrogênio molecular e vapor d’água), mostra que processos naturais podem acontecer?”
“Não”, disse a eles. E continuei: “Na experiência de Miller, os processos não foram nem naturais nem espontâneos. A experiência que produziu tais aminoácidos foi projetada por uma mente inteligente e pessoal que sabia exatamente o que estava procurando. Isto não é espontâneo. Não somente isto. Miller já conhecia a composição química dos aminoácidos. Ele propôs que o chamado “caldo primordial” continha os elementos inorgânicos que foram utilizados na experiência. Não havia, como ainda não há, nenhuma prova ou evidência de que o que Miller chamou de “caldo primordial ” seja o que havia na suposta atmosfera ou no suposto oceano primitivo. Isto não é prova a favor da evolução. A experiência do Dr. Miller mostra que vida inteligente consegue produzir material orgânico de matéria inorgânica. Para a evolução esta experiência não ajuda em nada. O problema do aparecimento da vida, segundo a evolução, continua sendo um mistério. Como já foi dito por Randy Wysong: “…a evolução significa a formação de organismos desconhecidos, a partir de produtos químicos desconhecidos, numa atmosfera ou oceano de composição desconhecida, sob condições desconhecidas, cujos organismos subiram então uma escada evolucionista desconhecida, mediante um processodesconhecido, deixando uma evidência desconhecida. ” O que se pede é para crer. Onde estão as evidências?”, perguntei aos alunos.
Aqueles alunos, bem como milhões de outros, têm sido levados a crer nos deuses impessoais da ciência moderna, aceitando como evidente aquilo que não é provado.
A origem da vida, quer seja ex-plicada pela teoria da criação, quer seja pela evolução, sempre será tratada como um evento sobrenatural. A questão mais uma vez é: por que alguém aceita a evolução e rejeita o criacionismo? Em termos científicos, por que alguém acredita na cosmogonia que abraçou? Em termos teológicos, por que alguém aceita os deuses impessoais e não o Deus pessoal da Bíblia?
Os deuses humanos e o Deus transcendente 
No começo da década de noventa, os meus estudos me levaram até o Laboratório Nacional de Oak Ridge, nos Estados Unidos. Um dos projetos que participei ali foi o do mapeamento tridimensional do DNA. Havia um grande interesse neste projeto, pois o mesmo fora criado para desenvolver técnicas que auxiliariam no mapeamento genético humano através do DNA (hoje este mapeamento é conhecido como Projeto Genoma Humano).
Ao estudar aquele pequeno fila-mento encontrado no núcleo das células dos seres vivos, comecei a imaginar a dimensão daquilo que estava à minha frente. Um único filamento de DNA humano chega a ter 2,10 metros de comprimento. Este fila-mento é invisível a olho nu, por ser ele extremamente fino. O nosso corpo possui cerca de 100 trilhões de células (número estimado pelos cientistas). Multiplicando os 2,10 metros (comprimento do DNA existente em cada célula) pelo número de células do nosso corpo (100 trilhões), foi possível obter um número que seria equivalente a percorrer a distância entre a Terra e a Lua aproximadamente 550.000 vezes. Em outras palavras, se alguém pudesse esticar o DNA de cada célula do corpo humano e colocá-los todos ponta a ponta, teríamos um fio finíssimo com cerca de 21 milhões de quilômetros! Tudo isto só de informação genética.
O conhecimento genético sobre o ser humano nos colocou diante de um mundo imenso de complexidade. Complexidade essa que não pode ser explicada apenas como “tendo acontecido espontaneamente”!
Esta é a parte biológica e através dela contemplanos a beleza da “máquina humana”.
Mas afinal, somos apenas “reações químicas” ou existe algo mais? O que dizer da nossa parte volitiva, intelectual e emocional? Da nossa mente? Na verdade, o que é o ser humano?
O estudo da psique humana (psicologia) é a ciência que trata da mente e do comportamento do ser humano. Ela foi a grande ciência do século XX e tem sido a do começo do século XXI. Moldamos as nossas leis baseados nas suas “proposições”; moldamos a educação dos nossos filhos baseados nas suas “proposições”; moldamos o comportamento da sociedade, da família, dos indivíduos baseados nas suas “proposições”; moldamos a nossa religiosidade baseados nas suas “proposições”; …valores milenares foram alterados! Nenhuma outra ciência teve um impacto tão profundo na humanidade e em tão pouco tempo como a psicologia.
A psicologia, como as demais ciências, é profundamente orientada por um humanismo ateísta. Este humanismo diz que podemos em nós mesmos encontrar a solução para todos os nossos problemas e anseios. O humanismo diz que poderemos um dia dominar tudo e todas as coisas, tornando-nos perfeitos. O humanismo diz que um dia seremos como “deuses”.
E a psicologia, através da roupagem científica, cuidadosamente nos tem dado razões para crer que isso é ou será possível. Não que existam provas e evidências científicas, mas baseadas uma vez mais no crer, pessoas são levadas a viver crendo que obterão as promessas feitas por esta pseudociência.
Tais pessoas adentraram assim a uma religião de deuses humanos, buscando as grandes respostas sobre a mente e o relacionamento humano, como se tais respostas estivessem apenas dentro de cada um de nós. Fomos levados a crer que temos em nós mesmos a capacidade de “consertar” e melhorar, pois afinal estamos evoluindo e a raça humana hoje é apenas um estágio desta longa cadeia evolutiva de seres vivos. “O que não será a raça humana daqui a 10 milhões de anos? Pense no que éramos a alguns poucos milhões de anos atrás: meros hominídeos (meio primatas, meio seres humanos)”, dizem os cientistas.
A psicologia, sem embasamento científico, dita quais são as regras de comportamento, de conduta, de moralidade, de cidadania e de tantas outras áreas da vida do ser humano, a qual, usando uma vestimenta científica, esconde a sua identidade religiosa.
Pouco se questiona as proposições da psicologia. Diga-se de passagem que, se o mesmo padrão de questionamento usado para com a Bíblia fosse aplicado à psicologia (e com a mesma rigidez), esta há muito teria desaparecido.
Na verdade, podemos entender porque o mundo, a Igreja, os seres humanos em geral estão tão fascinados pela religião da psicologia. Por havermos nos tornado adoradores dos deuses do absurdo e dos deuses impessoais, nos tornamos adoradores de nós mesmos. Nós nos tornamos o padrão de moral, de valores e de princípios. Nós, seres humanos, desesperadamente queremos nos tornar “deuses”.
Aqui também o criacionismo traz a proposta do Deus pessoal, que não somente criou o universo e a terra com o homem para nela habitar, mas que os criou com um propósito. Esse propósito se manifesta no relacionamento do Criador com a criatura e não somente da criatura com o meio físico e social. O criacionismo traz o absoluto da pessoa de Deus para todas as áreas, removendo o relativismo implantado por conceitos filosóficos. Não sou eu, nem a sociedade, nem os povos que têm a autoridade para definir o que é certo ou o que é errado: somente o Criador pode fazê-lo.
E aqui o elemento fé uma vez mais se faz necessário. Quando alguém aceita a proposta da psicologia sobre como se deve viver (seja qual for a área de relacionamento, problema, doença, etc.), essa pessoa estará fazendo uso da sua fé no que lhe é proposto. Quando alguém aceita os princípios do Criador contidos nas Escrituras, ele também o faz pela fé. Portanto, a base continua sendo a fé. A pergunta que uma vez mais se destaca é: Por que alguém aceita os conselhos da psicologia e rejeita os padrões do Criador expostos na Bíblia?
Até quando cocheareis entre dois pensamentos?
(1 Reis 18.21)
Cada vez menos, nós, o povo de Deus, temos ousado levantar as nossas vozes para dar a razão da esperança que há em nós (1 Pedro 3.15), por acharmos que a ciência tem provas e evidências conclusivas sobre a origem do homem e do universo. A grande verdade é que a ciência, além de não ter essas provas, também se apóia na crença das suas pressuposições, para estabelecer as suas “verdades”.
Precisamos rever o que nós cremos e por que cremos no que cremos. Qual a razão da nossa fé?
Precisamos parar e começar a pensar cientificamente, como o fizeram muitos dos homens do passado. Em vez de aceitar, devemos questionar racionalmente até encontrarmos as respostas verdadeiras.
A ciência exige uma causa para todo efeito…
A causa do sem fim é a existência do infinito (2 Crônicas 6.18);
da eternidade é a existência do eterno (Salmos 90.2);
do espaço ilimitado é a onipresença (Jeremias 23.24);
do poder é a onipotência (Isaías 40.25-26);
da sabedoria é a onisciência (Salmos 139.1-18);
da personalidade é o individual (Isaías 49.13);
das emoções é o emocional (Isaías 63.15);
da vontade é a volição (Apocalipse 4.11);
da ética é a moral (Deuteronômio 4.8);
da espiritualidade é o espiritual (João 4.24);
da beleza é a estética (Salmos 27.4);
da retidão é a santidade (Levítico 19.2);
do amar é o amor (1 João 4.8);
da vida é a existência (Êxodo 3.14).


Arqueólogos descobrem restos no fundo do mar e confirmam que Moisés atravessou o mar vermelho!

A descoberta de restos do exército egípcio no fundo do mar é a prova
O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou que uma equipe de arqueólogos subaquáticos tinham descoberto o que resta de um grande exército egípcio do do século 14 a.c, na parte inferior do Golfo de Suez, a 1,5 km do litoral da cidade moderna de Ras Gharib. 
A equipe estava em busca dos restos de navios antigos e artefatos relacionados com a Idade da Pedra e do comércio da Idade do Bronze na região do Mar Vermelho, quando tropeçou em uma gigantesca massa de ossos humanos escurecidos pela idade.
Os cientistas conduzido pelo Professor Abdel Muhammad Gader e associados àFaculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, já recuperaram um total de mais de 400 esqueletos diferentes, assim como centenas de armas e peças de armadura, também os restos de dois carros de guerra, espalhados em uma área de aproximadamente 200 metros quadrados.
Eles estimam que mais de 5000 outros esqueletos poderiam estarem dispersos em uma área maior, sugerindo que um exército de grande tamanho que pereceu no local.
Esta magnífica lâmina de uma khopesh egípcia, foi certamente a arma de um personagem importante. Ele foi encontrada perto dos restos de um carro de guerra ricamente decorado, sugerindo que poderia ter pertencido a um príncipe ou nobre.
Muitas pistas sobre o local trouxeram Professor Gader e sua equipe a concluir que os corpos podem estar ligados ao famoso episódio do Êxodo. Em primeiro lugar, os soldados antigos parecem ter morrido em terra seca, uma vez que não há vestígios de barcos ou navios encontrados na área.
As posições dos corpos e o fato de que eles foram presos em uma grande quantidade de argila e rocha, implica que eles poderiam ter morrido em um deslizamento de terra ou um maremoto.
O número de corpos sugere que um grande antigo exército pereceu no local e a forma dramática pela qual eles foram mortos, ambos parecem corroborar a versão bíblica da travessia do Mar Vermelho, quando o exército do faraó egípcio foi destruído quando o povo judeu tinha passado pelo mar vermelho.
Esta nova descoberta certamente prova que houve de fato um exército egípcio de grande porte que foi destruído pelas águas do Mar Vermelho durante o reinado de Akhenaton.
Durante séculos, o famoso relato bíblico da “travessia do Mar Vermelho” foi desacreditado pela maioria dos estudiosos e historiadores como mais simbólico do que histórico.
Esta descoberta surpreendente traz prova científica inegável que um dos mais famosos episódios do Antigo Testamento era de fato, baseado em um evento histórico.
Ele traz uma nova perspectiva marca em uma história que muitos historiadores têm vindo a considerar por anos como uma obra de ficção, e sugerindo que outros temas como as “pragas do Egito” poderia de fato ter uma base histórica.
Operações de pesquisa e de recuperação irão acontecer no local ao longo dos próximos anos, porque o Professor Gader e sua equipe já anunciaram o seu desejo de recuperar o resto dos corpos e artefatos no local que acabou de ser conhecido por ser um dos mais ricos sítios arqueológicos subaquáticos já descobertos em toda história.