terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Evolução Humana




É comum ouvir, em relação à teoria evolutiva, que "o homem descende do macaco". Isso não está correto. O ser humano não descende de nenhuma espécie vivente de primata, ainda que seu parente vivo mais próximo seja o chimpanzé.


Uma história curta

A espécie humana, Homo sapiens, surgiu há apenas 100 mil anos. Mas seus antepassados mais remotos viveram há aproximadamente 4 milhões de anos.
A história da espécie é muito curta, se comparada com a da Terra. Para compreender esse fato, pode-se supor que a história da Terra se concentra em 24 horas. A Terra teria se formado à 0h; as primeiras evidências de vida apareceriam às 5h15. As 21h30, o mar estaria cheio de vida. Às 23h, apareceriam os dinossauros, que se extinguiriam às 23h42. Às 23h59, surgiriam os primeiros antepassados da espécie humana, e 1,7 segundo antes das 24 horas, apareceria a espécie humana.
 


A linha do tempo dos antepassados humanos

Atualmente, a família dos hominídeos engloba a espécie humana e os símios, como o chimpanzé, o gorila e o orangotango. Mas, no passado, existiram outros hominídeos, conhecidos somente pelos fósseis encontrados. Precisamente, uma das mais importantes jazidas arqueológicas é a Atapuerca, em Burgos.
Os fósseis indicam quando apareceram e quando se extinguiram as espécies anteriores ao ser humano. Assim, representando em um gráfico esses dados, pode-se obter dessa forma, uma linha do tempo.           
Os mais antigos antepassados humanos pertenciam ao gênero Australopithecus. O gênero Homo, ao qual pertencem os seres humanos atuais, é mais recente. Nem todas as espécies que aparecem no gráfico são de antepassados do homem. Algumas delas correspondem a antepassados e outras são "espécies parentes".
Além disso, a árvore genealógica do ser humano ainda não é definitiva. De tempos em tempos se descobrem novos fósseis que devem ser acomodados nela.


Gráfico da evolução humana


Principais antepassados da espécie humana

Antepassado humano - AustralopithecusAustralopithecus: 4,2-1,0 milhões de anos
Podiam caminhar erguidos, ainda que não por muito tempo. Estatura alcançava 1,5 m. Seu cérebro era pequeno e suas mandíbulas, grandes, comparadas ao crânio.
Alimentavam-se de frutos, sementes e raízes. Viviam na África, na savana ou em bosques abertos.



Fóssil do antepassado humano Homo HabilisHomo habilis: 1,9-1,8 milhão de anos

Também caminhavam erguidos. Seu cérebro era um pouco maior que o dos Australopithecus, suas mandíbulas grandes, em proporção com seu crânio.
Dieta carnívora. Habitavam a savana africana. Fabricavam ferramentas de pedra muito rudimentares.



Fóssil do antepassado humano Homo erectusHomo erectus: 1,8 milhão de anos - 300 mil anos

Sua postura natural era erguida. Seu cérebro era muito maior que o do Homo habilis, e sua mandíbula, um pouco mais reduzida.
Dieta onívora. Distribuição ampla: habitou zonas quentes e frias. Dominou o fogo e fabricou ferramentas um pouco mais elaboradas.



Fóssil do antepassado humano Homo neanderthalensisHomo neanderthalensis: 150 mil - 30 mil anos

Muito parecidos com os seres humanos atuais, ainda que com aspecto mais tosco. Seu cérebro era maior, e a mandíbula, mais forte. É uma espécie irmã da espécie humana atual, com a qual coincide.
Seu alimento principal era a carne. Viveu em zonas frias, inclusive na tundra. Foi o primeiro hominídeo a enterrar seus mortos.



Fóssil de ser humano atualHomo sapiens: 100 mil anos até a atualidade

Ser humano atual.

Onívoro. Conquistou todos os hábitats terrestres. Primeiro hominídeo que realizou manifestações artísticas.


Por: Renan Roberto Bardine

O Animal Humano


O que somos? Para os biólogos, o animal humano é membro da subespécie chamada Homo sapiens sapiens, que representa uma divisão da espécie conhecida como Homo sapiens. Cada espécie é única e distinta; isto faz parte do próprio conceito de espécie.
Mas o que há de particularmente interessante sobre o animal humano? Para começar caminhamos sempre eretos sobre nossos membros inferiores, o que é uma maneira incomum para um mamífero ir de um lugar a outro. Existem também diversas características incomuns quanto a nossa cabeça, entre as quais o cérebro bastante volumoso que ela abriga. Uma segunda característica incomum do animal humano é a face estranhamente achatada, com um nariz proeminente voltado para baixo; os antropóides e macacos têm faces projetadas para a frente em focinho, com narizes “amassados” no topo desse focinho. Existem muitos mistérios a respeito da evolução do homem, e a razão para nosso nariz de formato inusitado é um deles. Outro mistério do animal humano é a nudez, ou nossa aparente nudez. Diferentemente dos antropóides, não somos cobertos por uma capa de pêlos espessos. O pêlo do corpo humano é abundante, mas extremamente fino e curto, de modo que, para todos os fins práticos, estamos nus. Provavelmente, isso tem algo a ver com a segunda característica interessante de nosso corpo: a pele é copiosamente coberta por milhões de microscópicas glândulas sudoríparas. A capacidade do animal humano de suar é inigualada no mundo primata.  
Isto quanto a nossa aparência; e quanto ao comportamento do animal humano? Nossos membros superiores, liberados de ajudar na locomoção, possuem um alto grau de habilidade manipulativa. Parte dessa habilidade repousa na estrutura anatômica das mãos, mas o elemento crucial é, sem dúvida, o poder do cérebro. Não importa a habilidade dos membros para uma manipulação minuciosa: eles não possuem utilidade na ausência de instruções primorosamente enviadas através de fibras nervosas. O produto mais óbvio de nossas mãos e cérebro é a tecnologia. Nenhum outro animal manipula o mundo na extensão e da maneira arbitrária como faz o animal humano. As térmitas são capazes de construir montículos intrincadamente estruturados, que criam seu próprio meio ambiente com “ar condicionado” interno. Mas as térmitas não podem optar por, em vez disso, construir uma catedral. Os humanos são únicos porque possuem a capacidade de escolher o que fazem.  
A comunicação é um traço vital de todo o mundo animal. Insetos sociais como as térmitas possuem um sistema de comunicação que é, sem dúvida, essencial para seus trabalhos complexos: sua linguagem não é verbal, mas se baseia na troca de substâncias químicas entre os indivíduos e em certos tipos de sinalização com o corpo. Em muitos grupos animais, tais como os pássaros e os mamíferos, a comunicação por meio de sons é importante, e a postura e movimentos do corpo podem também transmitir mensagens. Inclinar a cabeça, fixar ou desviar o olhar, arquear as costas, eriçar pêlos ou penas — tudo isso faz parte de um extenso repertório de sinais animais. Nas espécies que vivem em grupos, a necessidade de serem capazes de se comunicar efetivamente é de primordial importância.  
Para o animal humano, a linguagem corporal é ainda muito importante, mas a voz passou a ser o canal principal para o fluxo de informações. Diferentemente de qualquer outro animal, temas uma linguagem falada, a qual é caracterizada por um amplo vocabulário e por uma complexo estrutura gramatical. A fala é um meio sem paralelos para a troca de informações complexas. E também uma parte essencial das interações sociais da mais social de todas as criaturas: o Homo sapiens sapiens.  
Animal Humano Evolução da humanidade: o animal humano
LEAKEY, Richard E., A evolução da humanidade, São Paulo, Melhoramentos, 1981, pp. 18-20. 

Diferença Entre o Homem e o Animal



O homem, apesar de ser racional, age de uma forma bem diferente do animal, destacando a sua inteligência e a forma do seu comportamento.
O homem tem inteligência, consciência e capacidade para analisar seus atos, executar suas tarefas, planejar suas atividades e colocá-las em prática.
O homem através de sua inteligência e capacitação, chega a atingir as coisas sensíveis e corporais e também as realidades imateriais e incorporais. Como por exemplo: a verdade, o tempo, o espaço, o bem, a virtude etc.
O homem, através das suas diferenças defronta-se com seu comportamento, pois o homem é um ser surpreendente; sua mudança é constante, seus hábitos, costumes, crenças e culturas. A palavra “razão”é o que predomina em seu vocabulário.
Hoje é lamentável a forma em que o homem vive, ele se destrói a cada minuto, tanto de uma forma carnal, como espiritual.
Hoje, nós podemos dizer que o homem luta contra si mesmo. Ele mesmo fabrica armas contra si, bombas atômicas, não respeita nem seu corpo, nem sua própria vida, ele, tão ganancioso, que pode um dia chegar ao ponto de se destruir totalmente, como já fez com várias espécies animais, com as florestas, e como ela, a fauna. Ele, na realidade, é o maior inimigo da natureza.
Os animais, considerados como um ser irracional, por mais que possamos pensar que ele é um ser livre, realiza seus atos impelido pelas suas sensações, pelos apetites e pelo instinto natural, para um fim de que ele mesmo ignora e cujas conseqüências não consegue nunca prever.
Os animais também são seres inteligentes, mas sempre se reduz à sensibilidade, é um ser que age de acordo com seu instinto, porém seus sentimentos são fortes e puros em relação ao homem.
Os animais não visam um conhecimento para o futuro, mas vivem a realidade do momento, se expressam de uma maneira natural para a vida.
Os animais são na verdade seres organizados, dotados de um sentimento profundo e expressam essa forma de vida aos olhos dos homens que não entendem, nem compreendem e nem respeitam um ser que é tão lindo e natural, independente de sua espécie.


Conclusão

O homem domina todo espaço que encontra, ele infelizmente interfere até no espaço animal. O homem sempre visa o seu objetivo, sem se importar se irá destruir outras vidas, o homem ao mesmo tempo que constrói, destrói tudo num simples piscar de olhos, o homem fez deste mundo um barril de pólvora que a qualquer momento pode explodir.
O homem é um ser que tem atitudes que muitas vezes deixam a desejar, nos deixam entristecidos e com os corações feridos.
Um dia tudo isso terá um fim, o Criador de todas estas coisas irá nos perguntar: o porque de tanta maldade, de tanta violência, de tanta desordem e também, falta de humanidade.

Homem: Único Animal Racional?


A resposta é sim. Afinal de contas, o homem é o único animal que se comunica através da fala, estabelecida como uma linguagem de códigos sonoros que designam os mais diversos significados. Tudo isso auxiliou o homem a construir a civilização em que estamos vivendo.
Mas, por outro lado, o homem tem sido o mais irracional dos animais, uma vez que nenhum outro mata por um motivo que não alimentação ou legítima defesa.
A civilização humana está deixando o nosso planeta doente, cheio de feridas como Cubatão, Hiroshima, Duque de Caxias... outras ameaças como a destruição da camada de ozônio, chuva ácida, poluição marinha ameaçando as praias, destruição de espécies vivas.
É chegada a hora do homem se conscientizar que ele precisa se adaptar à realidade de sua casa planetária.
Devo reconhecer que não é possível voltar atrás no tempo transformando a nossa civilização consumista em cultura nômade. O que é necessário é promover um desenvolvimento sustentável que não permita o prejuízo para gerações futuras.
Nesse sentido, a civilização humana moderna está em decadência. A sociedade capitalista é tão ilusória quanto a socialista. Nada que o capitalismo criou funcionou e o mundo já se viu ameaçado de uma guerra nuclear. Ou seja: não podemos esperar mais para nos adaptarmos à realidade do nosso planeta, temos que ser amigos entre si e de nossa casa planetária, antes que ela comece a usar o remédio certo contra nós, quando aí podemos ter certeza de que será o fim da civilização humana.
O Planeta Terra tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos, enquanto que o gênero animal humano tem aproximadamente 100 mil anos. Que tempo ínfimo que o homem está aqui na terra! Transformando proporcionalmente o tempo geológico de 4,6 bilhões de anos em 46 anos de idade humana chegaremos á conclusão de que se a Terra tivesse 46 anos, só no ano passado é que teriam aparecido... os dinossauros. Pois o homem só teria aparecido na semana passada e a Revolução Industrial teria acontecido a um minuto atrás. Neste minuto que passou, o homem se espalhou pelo planeta muito mais do que qualquer outro mamífero e se multiplicou como uma praga.
Talvez pelo fato de o homem ser um fenômeno tão recente, a Terra ainda não sabe qual o remédio definitivo contra ele e se defende com remédios temporários como furacões, terremotos, etc., que desde as épocas pré-humanas funcionam temporariamente.
O que estamos esperando para nos adaptarmos à realidade terrestre? Estaremos esperando que a Terra acabe com a espécie humana usando o remédio definitivo? O momento de nos adaptarmos é agora, nos próximos vinte segundos, ou melhor, nas próximas décadas.
Pedro Lima Brandão

Somatização... quando as emoções atingem o físico


 


O alerta abaixo está colocado na porta de entrada de um espaço terapêutico:
"O resfriado escorre quando o corpo não chora.  A dor de garganta dói quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão amarga.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade."
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Uma doença que nos acomete tem sempre a somatização de um pensamento ou de uma emoção negativa. Isto significa, que as doenças não surgem da noite para o dia em nossas vidas. Num primeiro estágio, acumulamos energias negativas por semanas, meses e anos. Essas energias são geradas por tensões que não conseguimos extravasar ou externalizar de maneira adequada, é como se transferíssemos para o organismo toda a carga emocional decorrente de algum problema que estamos vivendo.
Assim, nosso corpo vive, reage, registra e revela todo nosso conteúdo mental e emocional, e o resultado, muitas vezes, é o surgimento de uma doença ou um agravamento de uma doença já existente, ou seja, conflitos que não são resolvidos pela  razão e pelo bom senso são transferidos para o corpo.
Segundo a psicóloga americana Louise Hay, somos responsáveis por nosso corpo e por tudo que nele ocorre. Nossos pensamentos, principalmente os mais negativos, como tristeza, raiva. medo, ódio, ciúme, desamor, rejeição e vingança, dentre outros, podem desencadear doenças nos nossos órgãos mais sensíveis. 
A medicina tradicional associada ao acompanhamento psicológico é o primeiro passo para aquele que já impregnou seu organismo com energias deletérias. O segundo passo é a prevenção, e essa, só será alcançada com o equilíbrio emocional e a reforma interior.

Cordões Energéticos - Ligações Perigosas...



Cordões energéticos são laços que criamos quando nos ligamos afetivamente com outras pessoas. Isto quer dizer que nossos relacionamentos familiares, amorosos, profissionais e de amizade, são entrelaçados por estes fios. Os cordões existem também entre conhecidos, vizinhos e até mesmo com pessoas que permaneceram por pouco tempo em nossas vidas.
Se o laço afetivo que nos prende a outra pessoa for de amor e respeito, os fios de ligação são saudáveis. Porém, quando as relações afetivas são marcadas por atitudes de desrespeito, os cordões energéticos que ligam as criaturas são tóxicos e prejudiciais.
Quando a convivência com o outro passa a ser doentia, apresentando atitudes de dependência, superproteção, disputa, vingança, apego e possessividade, entre outras, as chances da relação adoecer, nos trazendo enfermidades energéticas e, posteriormente, somatizações, são enormes.
Um exemplo frequente disso é quando um casal se separa e encontra dificuldades em se desligar um do outro. As desculpas para ainda existir tal "união" são os filhos ou as pendências financeiras, por exemplo. Mas a verdade é  que um não consegue libertar o outro de si.
Também é possível manter cordões energéticos com objetos e lugares. Esse tipo de apego gera situações repetitivas de estresse, doenças e desequilíbrios. Como por exemplo,  alguém que tenha morado vários anos fora de seu país de origem, e quando retorna não consegue engrenar sua vida profissional, o que o leva constantemente a mudar de emprego, na busca incessante de "algo" que o prendia lá fora.
Dona Maria Modesto Cravo, no livro "Quem Perdoa Liberta" psicografado por Wanderley Oliveira, afirma que as pessoas, por meio dos cordões, ficam aprisionadas umas às outras e, pelos sentimentos, os cordões ganham vida, natureza, cor, cheiro, som, movimento e consistência. As ligações energéticas são mantidas "chacra-a-chacra", de acordo com o sentimento que envolve as criaturas. Por exemplo, se o sentimento é de mágoa, envolve o chacra cardíaco; se ódio, reflete no chacra gástrico; ciúme e possessividade, o genésico. Dessa forma, pessoas magoadas podem desenvolver diabetes e inúmeras dermatites; já aqueles que sustentam o ódio por alguém que o feriu ou é odiado por quem tenha ferido, podem gerar processos degenerativos, incluindo os carcinomas.
Dona Modesto, vai ainda mais longe, quando assevera que alguns transtornos físicos, emocional e mental da era moderna, como a depressão, por exemplo, podem ter origem nos cordões energéticos, e sem influência alguma de espíritos desencarnados, ou seja, a obsessão ocorre, neste caso, de encarnado para encarnado.
Conscientes que estamos deste assunto, é hora de assumir nossa responsabilidade nos conflitos relacionais, perdoar e se perdoar, procurando estabelecer em nossas relações um clima de tolerância, fraternidade e amor

Programação Reencarnatória




A reencarnação é a oportunidade de crescimento espiritual, de vencer vícios, defeitos e tendências negativas, de aperfeiçoar nossa capacidade de auxiliar com amor, de reforçar antigas qualidades e adquirir novas virtudes.
Todo o espírito que recebe a graça de renascer, reencarna dentro de um plano de trabalho,  efetuado com base na sua memória de ações realizadas no passado, conhecido como programação reencarnatória. Espíritos mais lúcidos participam da elaboração de sua própria reencarnação, juntamente com seu mentor espiritual. Espíritos menos esclarecidos, no entanto, têm seu arranjo reencarnatório feito por espíritos mais adiantados. E espíritos em estado de perturbação, com perda temporária da capacidade de eleger o caminho do reajuste, têm seu planejamento realizado automaticamente por espíritos superiores, sem prévia concordância e até sem seu conhecimento.
Através do processo reencarnatório, é possível ao espírito reencarnante, conhecer de antemão, a genética do futuro corpo físico; em que família nascerá; qual será o meio sócio-econômico-cultural dominante; sua tendência profissional; sua programação afetiva e prováveis cônjuges e filhos.
Fica também estabelecido, que algumas doenças ou dificuldades específicas, podem ocorrer no decorrer da encarnação, como aprendizado, como despertamento para a vida espiritual ou como cura do espírito.
Mas, evidentemente, nem toda doença corresponde a um processo estabelecido no planejamento reencarnatório. Uma pessoa que bebe muito e provoca uma moléstia em seu fígado, ou que fuma muito e desencadeia uma enfermidade em seus pulmões, e por isso desencarna, fez mau uso de seu livre arbítrio o que o levou ao infortúnio.
Desse modo, podemos entender que ninguém nasce predestinado a ser dependente químico ou assassino, mas, quando colocado à prova, pode ceder à sua má inclinação ou resistir: é uma questão de opção.
O passado espiritual do reencarnante tem influência vital em seu planejamento. Assim, alguns relacionamentos de sua vida são ligações com desafetos e esse reencontro se dá para que se desfaçam os laços de ódio e inimizade. Também as provas a que está submetido decorrem de compromissos pregressos e são conhecidas como dívidas e/ou resgates.
Mas, uma vez já encarnado, o espírito pode, através de seu livre arbítrio, modificar toda a sua programação, podendo ele adquirir novos compromissos, ampliando suas dívidas, ou diminuir  débitos, através de merecimento por ter realizado com êxito os objetivos preestabelecidos.
No livro "Quem Perdoa Liberta", do autor espiritual José Mário, psicografado por Wanderley Oliveira, Dona Maria Modesto Cravo, nos dá um exemplo ao revelar que no Departamento de Planejamento do Hospital Esperança, onde se desenrola a trama do livro, 70% das pessoas cumprem apenas 20% do que planejaram em sua programação reencarnatória; 23% conseguem atingir apenas 50% do que precisam; 5% não cumprem nada, quer dizer, se desviam completamente do que planejaram para sua reencarnação e apenas 2% completam totalmente a sua programação, ou seja, aproveitam bem todos os minutos de sua vida.
Esses últimos são chamados de completistas por André Luiz no livro "Missionários da Luz", psicografado por Chico Xavier.
Evidente que a maioria de nós não chegará à condição de completista, pelo menos nessa encarnação. Mas, conhecedores que somos de que existe uma programação, podemos, a partir de agora, procurar refletir antes das decisões, procurando nada fazer sob impulso ou forte emoção. E, na hora das aflições, possamos lembrar que fomos nós que rogamos aos nossos benfeitores a oportunidade de crescimento e redenção pessoal através da dor.