sábado, 30 de março de 2013

Barbárie Praticada Pelo Catolicismo Na Idade Média Pela Santa Inquisição


Quero antemão, dizer que não tenho nada de antagonismo aos devotos do catolicismo ou de qualquer outra religião. Portanto, quero saber depois que você lê este artigo caro amigo, se você vai ter a honra ou eufemismo de dizer que é católico apostólico romano outra vez? Doravante, tentarei explicar de maneira sucinta o que fora a “santa inquisição”.
A santa inquisição, foi um tribunal eclesiástico criado com finalidade “oficial” de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Mas para tal incumbência precisaria de um coadjuvante, ou seja, vários inquisidores, que eram cidadãos, doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil, encarregados de investigar os hereges (que eram para o catolicismo pagãos, ou melhor, não devotos do catolicismo). Ademais, os inquisidores e informantes eram muito bem pagos. Outrossim, os inquisidores tinham de ter no mínimo 40 anos de idade e tinham toda a autoridade outorgada, quero dizer autorizada pela Vossa Santidade o PAPA. Todos que testemunhassem contra uma pessoa supostamente herege, recebiam uma parte de suas propriedades e riquezas, caso a vítima fosse condenada.

Então, faço a seguinte indagação: será que a riqueza do vaticano, não veio da santa inquisição e com as vendas das indulgências vendidas ao povo leigo para tirar, ou melhor, absolver as almas perdidas do purgatório?


Métodos executados pela inquisição na Idade Média. Uma descomunal carnificina e sadismo praticado outrora. Os inquisidores utilizavam-se de diversos recursos para extrair confissões, algumas são:



 1. Queimados vivos na praça pública como forma de coagir e intimidar a população. As mulheres eram vitimas de estrupo e totalmente depiladas pelos torturadores que procuravam um suposto sinal de Satã, que podia ser uma verruga, uma macha na pele, mamilo excessivamente enrugados era a prova que era bruxa “amamentava” os demônios, etc.
 2. Pêra, instrumento metálico em forma semelhante à fruta. Era introduzido na boca, ânus ou vagina da vitima e expandia-se gradativamente. Era usado pra punir, adúlteros, homossexualismo, incesto ou “relação sexual com Satã”.
 3. Cadeira, uma cadeira coberta por pregos na qual a vítima era obrigada a sentar-se despida. Além de cintos de couro pressionava a vítima contra os pregos intensificando o sofrimento e também se colocava brasas na parte inferior para queimar a vítima.
 4. Berço de Judas, peça metálica em forma de pirâmide sustentada por hastes. A vítima, sustentada por correntes, é colocada “sentada” sobre a ponta da pirâmide. O afrouxamento gradual ou brusco da corrente manejada pelo executor fazia com que o peso do corpo pressionasse e ferisse o ânus, a vagina, cóccix ou saco escrotal.
 5. Esmaga cabeça, como um capacete, a parte superior desse mecanismo pressionava, através de uma rosca girada pelo executor. Quebrava o maxilar por ser menos resistente e esmagava literalmente o crânio deixando fluir a massa cerebral da vitima.
 6. O serrote, usado principalmente para punir homossexuais, o serrote era uma das formas mais cruéis de execução. Partia literalmente ao meio o condenado, que presos pelos pés com as pernas entreabertas de cabeça para baixo. O cérebro ainda oxigenado pela posição invertida. A vitima perdia a consciência quando o serrote atingia a altura do umbigo.
 7. Empalação consistia em inserir uma estaca no ânus, umbigo ou na vagina da vitima, a golpes de marreta. Neste método, a vítima podia ser posta “sentada” sobre a estaca ou com a cabeça para baixo de modo que a estaca penetrasse nas entranhas da vítima.
 8. Gaiolas Suspensas, pouco maiores que a própria vítima. Nela o condenado, nu ou seminu, era confinado a gaiola suspensa em postes de vias públicas. A vítima morria de inanição ou frio em tempos de inverno. O cadáver ficava exposto até que se desintegrasse. Esses são alguns resumos dos métodos praticados pela santa igreja católica, atos inescrupulosos autorizados pelos Papas da Idade Média. Queres ver na íntegra acesse o site abaixo.

De acordo com Justine Glass afirma que cerca de 9 milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que perdurou a perseguição. A inquisição fez vítimas na Europa em Cuba Nova Inglaterra (atual E.U.A), Itália, Espanha, França, Escócia, Alemanha, Brasil, etc.


Extraído de: AD TENEBRAS; MISTÉRIOS ANTIGOS, OCCULTA PORTAL MEDIEVAL AND MYTHOLOGICAL AREA.
ADAPTADO POR SPECTRUM. URL: http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/inquisicao.htm

segunda-feira, 25 de março de 2013

O Luciferianismo.


Luciferianismo não, repetindo, não é satanismo! Que fique claro desde o principio.
Mas o que é afinal o Luciferianismo?


O Luciferianismo, não possuindo uma divulgação tão grande quanto o satanismo, ainda é muito desconhecido, e até mesmo mal interpretado pela maioria das pessoas. Enquanto muitos o julgam como sendo uma religião das trevas, na verdade não há título mais injusto do que este para ser-lhe atribuído; isto porque esta filosofia é centrada na procura da Iluminação (Divindade) pessoal através do caminho do conhecimento e da sabedoria. Que religião obscura teria um propósito tão nobre?

O Luciferiano, adotando Lúcifer como seu referencial, almeja alcançar as qualidades que este Ser representa, a saber: sabedoria, conhecimento, orgulho, liberdade, vontade, desafio, independência e iluminação. Ele está sempre procurando por seus limites para poder alcançá-los, e então transcendê-los, sabendo que este é o único caminho para sua evolução. Nossa essência divina não é algo pronto: ela está dentro de nós, mas precisamos desenvolvê-la para que ela possa despertar. Devemos nos lembrar que somos os únicos responsáveis por nossa própria evolução, e por isso outra característica fundamental dos Luciferianos é a capacidade de discernimento. Afinal, embora no Luciferianismo nada seja proibido, sabemos que nem tudo nos convém. Ao realizarmos um ato, devemos estar preparados para suas conseqüências.

Uma questão que surge freqüentemente é o por que da utilização de um nome que nos remete ao cristianismo, ao demônio cristão, já que é defendido por todos os Satanistas, e conseqüentemente Luciferianos, uma independência em relação a este conceito.

Há duas respostas possíveis, e ambas são verdadeiras.

A primeira, e primordial, é que apesar do cristianismo utilizar-se do nome Lúcifer e Satã, como já foi visto anteriormente estes nomes existiam independentes da citada religião, e por isso mesmo referem-se a seres diferentes do demônio cristão.

Lúcifer e Satã têm que obrigatoriamente serem tratados como entidades diferentes para que possamos entender a diferença entre o o Luciferianismo e o Satanismo. Isso porque a diferença principal entre as duas escolas de pensamento está diretamente relacionada à idéia que cada nome possui embutido em si.

A segunda, utilizada por alguns satanistas, é o impacto que este nome causa nos dias atuais. É um jeito de chamar a atenção no meio de tantas informações, para então poder mostrar ao que verdadeiramente ele se refere.

O Luciferianismo é uma ramificação do Satanismo, e sua principal diferença para este é justamente o enfoque na procura pela sabedoria, ao invés da oposição. Isso pode ser facilmente percebido na análise dos nomes Lúcifer e Satã. Lúcifer vem do latim Lux, Lucis = luz Ferre= portador, ou seja, o Portador da Luz, enquanto Satan, de uma corrupção do nome do deus egípcio Set (Set-hen), em hebraico significa Adversário. O Luciferianismo é exatamente um aprimoramento do Satanismo, já que este é limitado em sua visão da evolução humana como necessária ao alcance desta divindade.



Quem é Lúcifer?
Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.

Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.

Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".

Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e noGrimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.

Prática e rituais:

O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.

Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.

Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.

É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.

Os Evangelhos Apócrifos: Os Livros Proibidos da Bíblia.


Os Evangelhos Apócrifos mostram uma versão diferente das enunciadas pela Igreja Católica na questão sobre Jesus Cristo em sua vida e nos seus ensinamentos.
 Esses Livros foram frutos das primeiras comunidades Cristãs e possuem influências gregas, egípcias, judaicas.
 Os Evangelhos Apócrifos originalmente eram aceitos por diversas comunidades católicas de todo o Império Romano e a definição dos evangelhos que seriam verdadeiros e os tidos apócrifos começaram com o Imperador Constantino(272-337) e terminaram com o Decreto Gelasiano (492-496).
 O Fundamentalismo religioso da Igreja Católica varreu e queimou grande parte destes evangelhos tidos então como apócrifos e perseguiu implacavelmente no decorrer dos séculos os ensinamentos que eram contra a Cúria Romana.
 Acredito que as palavras do Nazareno foram sufocadas pelo imediatismo ou pela política dos poderosos de todas épocas, aonde a bíblia e seus escritos tinham que se amoldar a Teologia dominante da Igreja Católica.

 A palavra Apócrifo vem do grego Apokryphos e significa oculto ou sem valor, ou  não autêntico. Mas este termo é usado, principalmente para designar os documentos do início da era Cristã, que abordam também a vida e os ensinamentos de Jesus, mas não foram inclusos na Bíblia Sagrada por serem considerados ilegítimos.
 A origem dos Livros Apócrifos (também chamados de Evanagelhos Gnósticos; do grego Gnosis, que significa Conhecimento) nos remete ao ano 367 d.C. Por ordem do Bispo Atanásio de Alexandria, que seguia a resolução do Concílio de Nicéia ocorrido em 325 d.C, foram destruídos inúmeros manuscritos dos primórdios do Cristianismo. 
 Esses documentos eram supostamente fantasiosos e deturpavam as bases da doutrina Católica que se estabelecia naquele momento. Porém, cientes da importância histórica destes papiros originais, os Monges estabelecidos à margem do rio Nilo, optaram por não destruí-los. Ao contrário, guardaram os códices de papiros dentro de urnas de argila e as enterraram na base de um penhasco chamado Djebel El-Tarif. Ali ficaram esquecidos e protegidos por mais de 1500 anos. Em 1945, Mohammed Ali Es-Samman e seus irmãos, residentes na aldeia de El-Kasr, estavam brincando próximos ao penhasco, quando encontraram as urnas escondidas durante séculos. Pensando que se tratava de ouro, acabaram quebrando uma das urnas, mas só encontraram 13 códices com mais de 1000 páginas de papiro. Decepcionados, levaram para casa, e sua mãe chegou a usar alguns papiros para acender o fogo. 
 Em 1952, o museu Copta do Cairo recebeu os manuscritos para sua guarda. Faltavam algumas páginas e um códice fora vendido pela família de Mohammed para o Instituto Jung, de Zurique. Esses códices passaram a ser chamados de Bíblia de Nag Hammadi, localidade onde fora encontrado os manuscritos. Antes desta descoberta, só se conheciam os textos Gnósticos pelas citações de outros autores. Dos 53 textos encontrados, 40 eram totalmente desconhecidos da comunidade científica. Estes Manuscritos foram redigidos em Copta,  uma antiga língua egípcia, que utilizava caracteres gregos.
 Em 1947, dois pastores descobriram em uma gruta próxima ao Mar Morto, fragmentos e rolos escritos em hebraico. Logo se percebeu a grandiosidade desta descoberta. Havia textos condizentes com a Bíblia e outros textos apócrifos. A partir de então, outras grutas foram sendo encontradas, contendo muito material em grande parte identificado como sendo do Antigo Testamento. Até este momento, todas as grutas encontradas continham material escrito em hebraico e aramaico. Porém, em 1955 foi descoberta uma gruta que continha papiros e jarros com escrita em grego. Comprovou-se que se tratavam dos mais antigos manuscritos já descobertos pelo homem, datados de tempos anteriores aos dias de Cristo.Um dos rolos, o mais conservado, apresenta uma cópia do Livro de Isaías que, ao ser comparado com as cópias modernas, trouxe a certeza de que não houve nesses dois milênios, nenhuma alteração de sua mensagem profética. Encontra-se também O Manuscrito de Lameque, conhecido como O Apócrifo de Gênesis, que apresenta um relato ampliado do Gênesis. Há ainda A Regra da Guerra, que narra a grande batalha final entre os filhos da luz e os filhos das trevas; sendo os descendentes das tribos de Levi, Judá e Benjamim, retratados como os filhos da luz, e os Edomitas, Moabitas, Amonitas, Filisteus e Gregos, representados como os filhos das trevas.Dois anos após a primeira descoberta, foram encontradas as ruínas do Mosteiro de Khirbet Qumran, uma propriedade dos Essênios. Onde provavelmente teriam sido confeccionadas as cópias das Sagradas Escrituras. Com certeza, pelo mesmo motivo que os monges de Nag Hammadi enterraram os códices dos Evangelhos Apócrifos, os essênios esconderam nas grutas de Qumran, no Mar Morto. Como vimos, foi através dessas descobertas que atualmente temos acesso a esses livros Apócrifos que deveriam, de acordo com a Igreja Católica, ter sido destruídos há muitos séculos. Não sabemos exatamente qual o critério usado pela Igreja para designar os livros que eram apócrifos ou canônicos (do grego Kanón - catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica). Mas provavelmente, era apenas uma conveniência daquela época.   O mais interessante, é que a própria Igreja Católica reconhece que muitos desses textos foram escritos por autores sagrados. E por que então não reconhecê-los como canônicos? E por que tais textos foram perseguidos e condenados durante séculos? Atualmente, a Igreja Católica reconhece como parte da tradição os Evangelhos Apócrifos de Tiago, Matheus, O Livro sobre a Natividade de Maria, o Evangelho de Pedro e o Armênio e Árabe da Infância de Jesus. Mas a maioria dos livros não é reconhecida. Ao todo são 112 livros, 52 referentes ao Antigo Testamento e 60 em relação ao Novo Testamento. Dentre eles estão Evangelhos (como o de Maria Madalena, Tomé e Filipe), Atos (como o de Pedro e Pilatos), Epístolas (como a de Pedro à Filipe e a Terceira Epístola aos Coríntios) e Apocalipses (como de Tiago, João e Pedro) Testamentos (como de Abraão, Isaac e Jacó). Além de A Filha de Pedro, Descida de Cristo aos Infernos, etc. Diante de tudo isso, é difícil compreender como é possível um livro considerado sagrado, ser além de escrito, formulado pelos homens conforme suas idéias retrógradas e conveniências políticas e sociais. É apenas mais um motivo para se contestar a Antiga Igreja Católica, já tão bem conhecida pela sua "Autoridade Divina".
 Leia em seguida uma lista completa dos livros "perdidos" da Bíblia:

(No Velho Testamento)
1. Livro do Convênio (Êxodos 24:4, 7)
2. Livro das Guerras (Números 21:14)
3. Livro de Jasar (Josué 10:13) (2 Samuel 1:18)
4. Livro dos Estatutos (1 Samuel 10:25)
5. Livro dos Atos de Salomão (1 Reis 11:41)
6. Livro de Natã (1 Crônicas 29:29) (2 Crônicas 9:29)
7. Livro de Gade (Mesmo do número 6)
8. Profecias de Aías (2 Crônicas 9:29; 2:15; 13:22)
9. Visões de Ido (Mesmo do número 8)
10. Livro de Semaías (2 Crônicas 12:15)
11. Livro de Jeú (2 Crônicas 20:34)
12. Atos de Uzias, Escrito por Isaías (2 Crônicas 26:22)
13. Livros dos Videntes (2 Crônicas 33:19)
14. Profecias de Enoque Jude 14
15. Comentários de Mateus de Nazaré (Mateus 2:23)

Escritos perdidos do Novo Testamento (ou seja, somente mencionados, mas infelizmente totalmente perdidos)
16. Epístola Perdida de Paulo (1 Coríntios 5:9)
17. Segunda epístola perdida de Paulo (Efésios 3:3-4)
18. Terceira epistola perdida de Paulo (Colossenses 4:16)
19. Epístola perdida de Judas
Os livros da Bíblia em Apócrifos (Escritos do Velho Testamento)
20. Tobit
21. Judite
22. Adição do livro de Ester
23. Sabedoria de Salomão
24. Eclesiásticos, ou a Sabedoria de Jesus
25. Baruque
26. A carta de Jeremias
27. Oração de Azarias
28. Canção dos três Judeus *(Estes são os livros perdidos de Daniel.)
29. Susana
30. Sino e o Dragão
31. 1 Macabeus
32. 2 Macabeus
33. 3 Macabeus
34. 4 Macabeus
35. 1 Esdras
36. 2 Esdras
37. Oração de Manassés
38. Salmo 151
Escrito do Novo Testamento que tem sido eliminado, mas mencionado
39. Livro de Maria

(Os seguintes textos perdidos são mencionados em História Eclesiástica, de 337 d.C., pelo bispo Eusébio de Cesaréia, o qual os suprimiu por considerá-los "heresias".)
40. Atos de Paulo
41. Atos de André
42. Atos de João
43. O Protevangelho
44. Infância I
45. Infância II
46. Cristo e Abgarus
47. Nicodemos
48. O Credo dos Apóstolos
49. Laodiceans
50. Paulo e Sêneca
51. Paulo and Theca
52. Revelação de Pedro
53. Epístola de Barnabas
54. O Evangelho Perdido de Acordo com Pedro
55. Evangelho de Thomas
56. Evangelho de Matias
57. Clemente I
58. Clemente II
59. Efésios (II)
60. Magnésios
61. Tralians
62. Romanos (II)
63. Filadelfians
64. Smaraneas
65. Policarp
66. Filipenses (II)
66. Evangelho referido somente pela letra Q
(Algumas destas podem ser referência nos escritos por Marcion, 150 d.C., e Muratoria, 170 d.C.)
67. Sheppard de Hermas
68. Hermas I (Visões)
69. Hermas II (Mandamentos)
70. Hermas III
71. Cartas de Herodes e Pilatos (Ref. Para o julgamento de Cristo)

(Os seguintes são uma lista de Escritos Apócrifos que não mais existem; no entanto, eles são mencionados e referidos em outros, mais recentes, no século 4 d.C.)
72. O Evangelho de André
73. Outos livros abaixo de André
74. Evangelho de Afiles
75. O Evangelho de Acordo com os Doze Apóstolos
76. O Evangelho de Barnabé
77. Os Escritos de Bartolomeu, o Apóstolo
78. O Evangelho de Bartolomeu
79. O Evangelho de Basilides
80. O Evangelho de Cernithus
81. A Revelação de Cernithus
82. Uma Epístola de Jesus Cristo para Pedro e Paulo
83. Vários outros livros abaixo do nome de Cristo
84. Uma Epístola de Cristo (produzido por Manichees)
85. Um Hino, ensinado por Cristo para seus Discípulos
86. O Evangelho de Acordo com os Egípcios
87. Os Atos dos Apóstolos
88. O Evangelho de Ebonites
89. O Evangelho de Encratites
90. O Evangelho de Eva
91. O Evangelho de Acordo com Hebreus (ou Hebreus II)
92. O Livro de Helkesaites
93. O Falso Evangelho de Hesychius
94. O Livro de Tiago
95. Os Atos de João
96. Evangelho de Jude
97. Evangelho de Acordo com Judas Iscariot
98. Atos do Apóstolo Leucius
99. Atos do Apóstolo Lentitus
100. Atos do Apóstolo Leontius
101. Atos dos Apóstolos Leuthon
102. Os falsos Evangelhos, publicado por Lucianus
103. Atos dos Apóstolos (usado por Manichees)
104. O Evangelho de acordo com ou de Marcion
105. Livros abaixo de Mateus:
- O Evangelho de Matias
- As Tradições de Matias
- O Livro de Matias
- O Evangelho de Merinthus
106. Evangelho de Acordo com os Nazarenos
107. Os Atos de Pedro e Thecla
108. As Pregações de Pedro e Paulo
109. As Revelações de Paulo
110. O Evangelho da Perfeição
111. Atos Adicionais de Pedro
112. A Doutrina de Pedro
113. O Evangelho de Pedro (não confunda com o Evangelho de acordo com Pedro)
114. O Julgamento de Pedro
115. As Pregações de Pedro
116. As Revelações de Pedro
117. Os Atos de Philip
118. O Evangelho de Philip
119. O Evangelho de Scythianus
120. Os Atos dos Apóstolos, por Seleucus
121. A Revelação de Stephen
122. O Evangelho de Titan
123. O Evangelho de Tadeu
124. Os Atos e o Evangelho de Thomas
125. O Evangelho da Verdade
126. Contra a Heresia

Modernas descobertas de textos considerados totalmente perdidos
Escrituras Bíblicas:
127. Livro de Moisés
128. Livro de Abraão (127 e 128, foram encontrados nas tumbas egípcias em 1830.
129. Profecia de José do Egito 2 Néfi 3
130. Profecia de Zenoque 1 Néfi 19
131. Profecia de Neum
132. Profecia de Zenos

 Os números 66 e 72 a 126 somente existem nas referências, eles nunca foram encontrados, mas sabe-se que foram conhecidos porque muitos cristãos antigos referiam-se a eles em suas cartas (não oficiais, como as Epístolas) e outros tantos escritos religiosos.  Entretanto alguns eruditos debatem a legalidade destes escritos.

Vocês já se perguntaram a razão dos outros Evangelhos serem proibidos?



Os Evangelhos
( Mistérios Antigos - Os antigos habitantes da Terra)
Durante muito tempo, vários livros do Cristianismo permaneceram na obscuridade. Por apresentarem informações que divergiam da doutrina ortodoxa estabelecida pela igreja, foram considerados heréticos, e acabaram não sendo incluídos na versão oficial da Bíblia.

Muitos desses livros se perderam no tempo, outros foram destruídos, e é provável ainda que o Vaticano tenha em seu poder parte dessas obras cujo conteúdo é de extrema importância para que possamos entender o surgimento da religião que tem hoje o maior número de seguidores no mundo.

Diferente do relato da Criação encontrado no Gênesis, escritos apócrifos contam uma história complexa e fascinante sobre as coisas que já estavam em existência antes da Criação; e que neste Universo, que surgiu depois, não tem apenas um céu e um deus, mas muitos céus e deuses numa hierarquia de poderes conflituosos. Esses poderes e autoridades que se estabeleceram criaram não somente os humanos, mas também inúmeros outros seres, e raças que se assimilaram à humanidade há muito tempo atrás.

Há descrições de como a vida se iniciou nas águas, e eventos catastróficos de destruição em massa que se sucederam; como o dilúvio, que ecoa nas tradições de diversos povos antigos; e a conflagração, uma chuva de fogo, asfalto, e enxofre, lançada sobre a Terra pelos regentes. Poderiam estes acontecimentos terem sido os responsáveis pela extinção e o desaparecimento dos dinossauros?

Não fossem pelas evidências materiais que podem ser rastreadas através dos acontecimentos narrados, poderia se dizer que estes textos são o mais fantástico trabalho de ficção científica já feito, dada a coerência da história relatada, e a sofisticação de seus conceitos metafísicos que hoje possuem poucos ou nenhum equivalente.

A sabedoria proibida ressurge

Com a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi, em 1945 no Egito, treze manuscritos antigos contendo mais de cinquenta textos trouxeram à tona os pensamentos que circulavam nos meios gnósticos do início do Cristianismo e que tanto preocupavam a igreja.

O que em tempos remotos era um privilégio apenas para os mais avançados estudantes de teosofia, hoje revoluciona nosso entendimento sobre um dos personagens mais intrigantes de toda a história. Quem foi Jesus? Um louco? Um mensageiro? Ele realmente existiu?

Um dos evangelhos apócrifos encontrados em Nag Hammadi é o Evangelho de Tomé, e nele encontramos uma versão bem diferente do Jesus bíblico. Nos escritos, Jesus pouco menciona pecado, se posiciona contra a igreja; acusa os doutores e cientistas de terem roubado e escondido as chaves da sabedoria, obstruindo o processo de salvação; e diz que não veio ao mundo para a paz, mas para a guerra.

Tem também uma impressionante reviravolta na lenda de Adão e Eva, a árvore da sabedoria e a queda do Paraíso; a relação dos deuses com a humanidade; reinos eternos e a descida de seres imortais para a Terra; impérios de deuses e anjos em outros planetas e seus domínios nos céus do caos. Conteúdos estes que por vezes se assemelham a lendas Sumérias e Babilônias, como os tabletes do Enuma Elish, ou o Épico de Gilgamesh. E se são apenas lendas, por que povos distintos em épocas tão diferentes insistem em contá-las com uma sequência de fatos e riqueza de detalhes tão extraordinárias?

Se a verdade estiver na sua frente, você seria capaz de reconhecê-la?

Veja aqui em primeira mão e na íntegra, a tradução dos livros secretos:

A Origem do Mundo (portanto, quatro raças existem) Apocalipse de Adão (palavras que nenhuma geração dos homens conhecerá)
Apócrifo de João (versão longa) (e assim a humanidade foi escravizada para sempre) Apocalipse de Pedro (gnóstico) (aquele que eles crucificaram era o primogênito na casa dos demônios)
Segundo Tratado do Grande Seth (Porque ele era um homem terrestre, mas eu, eu vim do lugar acima dos céus) Revelações e Pensamentos Gnósticos (No fim desta estrada há uma árvore cuja altura chega até as nuvens)
Protenóia Trimórfica (Desistam, vocês que andam na matéria, pois vejam, eu estou descendo ao mundo dos mortais) Carta de Pedro a Felipe (eles não me reconheceram; eles estavam achando que eu era um homem mortal)
O Trovão, Mente Perfeita (E eles me encontrarão lá, e eles viverão, e eles não morrerão novamente.) A Sabedoria Secreta de Cristo (Eu lhes dei autoridade sobre todas as coisas como Filhos da Luz, para que vocês possam pisar sobre o poder deles com seus pés)
Apocalipse de Paulo (Deixe a sua mente acordar, Paulo) A Hipóstase dos Arcontes (e todos que se instruíram sobre estas coisas existem como imortais no meio da humanidade mortal)
O Livro de Tomé o Contendor (Pois quando você sair dos sofrimentos e das paixões do corpo, você irá receber descanso) Ensinamento Autorizado (Deste mesmo modo nós existimos neste mundo, como peixes.)
Apocalipse de Tiago (EU SOU aquele que estava dentro de mim.

APÓCRIFO

Apócrifo deriva do grego apókpryphos. A definição mais conhecida para apócrifo é texto falso no conteúdo ou no título e que, por isso, não entrou na lista dos livros inspirados, na Bíblia.
Os Manuscritos de Nag Hammadi, também chamdos de apócrifos, são uma coleção de textos bíblicos, essencialmente
gnósticos, que datam, aparentemente, do final do século IV ou no inicio do
século V, ou cerca de 400 d.C. .

A literatura apócrifa é uma outra Bíblia. Existem 112 livros apócrifos, sendo 52 em relação ao Primeiro Testamento e 60 em relação ao Segundo. Assim como a Bíblia, a literatura apócrifa está composta de Evangelhos, Atos, Apocalipses, Cartas, Testamentos. Existem também outras listas desses livros.
A seguir, apresentamos uma lista  de livros apócrifos do Antigo e do Novo Testamento
ANTIGO TESTAMENTO

1. Apocalipse de Adão
2. Apocalipse de Baruc
3. Apocalipse de Moisés
4. Apocalipse de Sidrac
5. As Três Estelas de Seth
6. Ascensão de Isaías
7. Assunção de Moisés
8. Caverna dos Tesouros
9. Epístola de Aristéas
10. Livro dos Jubileus
11. Martírio de Isaías
12. Oráculos Sibilinos
13. Prece de Manassés
14. Primeiro Livro de Adão e Eva
15. Primeiro Livro de Enoque
16. Primeiro Livro de Esdras
17. Quarto Livro dos Macabeus
18. Revelação de Esdras
19. Salmo 151
20. Salmos de Salomão (ou Odes de Salomão)
21. Segundo Livro de Adão e Eva
22. Segundo Livro de Enoque (ou Livro dos Segredos de Enoque)
23. Segundo Livro de Esdras (ou Quarto Livro de Esdras)
24. Segundo Tratado do Grande Seth
25. Terceiro Livro dos Macabeus
26. Testamento de Abraão
27. Testamento dos Doze Patriarcas
28. Vida de Adão e Eva


NOVO TESTAMENTO

1. A Hipostase dos Arcontes
2. (Ágrafos Extra-Evangelhos)
3. (Ágrafos de Origens Diversas)
4. Apocalipse da Virgem
5. Apocalipse de João o Teólogo
6. Apocalipse de Paulo
7. Apocalipse de Pedro
8. Apocalipse de Tomé
9. Atos de André
10. Atos de André e Mateus
11. Atos de Barnabé
12. Atos de Filipe
13. Atos de João
14. Atos de João o Teólogo
15. Atos de Paulo
16. Atos de Paulo e Tecla
17. Atos de Pedro
18. Atos de Pedro e André
19. Atos de Pedro e Paulo
20. Atos de Pedro e os Doze Apóstolos
21. Atos de Tadeu
22. Atos de Tomé
23. Atos e Martírio de André
24. Atos e Martírio de Mateus
25. Consumação de Tomé
26. Correspondência entre Paulo e Sêneca
27. Declaração de José de Arimatéia
28. Descida de Cristo ao Inferno
29. Desistência de Pôncio Pilatos
30. Discurso de Domingo
31. Ditos de Jesus ao rei Abgaro
32. Ensinamentos de Silvano
33. Ensinamentos do Apóstolo [T]adeu
34. Ensinamentos dos Apóstolos
35. Epístola aos Laodicenses
36. Epístola de Herodes a Pôncio Pilatos
37. Epístola de Jesus ao rei Abgaro (2 versões)
38. Epístola de Pedro a Filipe
39. Epístola de Pôncio Pilatos a Herodes
40. Epístola de Pôncio Pilatos ao Imperador
41. Epístola de Tibério a Pôncio Pilatos
42. Epístola do rei Abgaro a Jesus
43. Epístola dos Apóstolos
44. Eugnostos, o Bem-Aventurado
45. Evangelho Apócrifo de João
46. Evangelho Apócrifo de Tiago
47. Evangelho Árabe de Infância
48. Evangelho Armênio de Infância (fragmentos)
49. Evangelho da Verdade
50. Evangelho de Bartolomeu
51. Evangelho de Filipe
52. Evangelho de Marcião
53. Evangelho de Maria Madalena (ou Evangelho de Maria de Betânia)
54. Evangelho de Matias (ou Tradições de Matias)
55. Evangelho de Nicodemos (ou Atos de Pilatos)
56. Evangelho de Pedro
57. Evangelho de Tome o Dídimo
58. Evangelho do Pseudo-Mateus
59. Evangelho do Pseudo-Tomé
60. Evangelho dos Ebionitas (ou Evangelho dos Doze Apóstolos)
61. Evangelho dos Egípcios
62. Evangelho dos Hebreus
63. Evangelho Secreto de Marcos
64. Exegese sobre a Alma
65. Exposições Valentinianas
66. (Fragmentos Evangélicos Conservados em Papiros)
67. (Fragmentos Evangélicos de Textos Coptas)
68. História de José o Carpinteiro
69. Infância do Salvador
70. Julgamento de Pôncio Pilatos
71. Livro de João o Teólogo sobre a Assunção da Virgem Maria
72. Livro de Tomé o Contendor
73. Martírio de André
74. Martírio de Bartolomeu
75. Martírio de Mateus
76. Morte de Pôncio Pilatos
77. Natividade de Maria
78. O Pensamento de Norea
79. O Testemunho da Verdade
80. O Trovão, Mente Perfeita
81. Passagem da Bem-Aventurada Virgem Maria
82. "Pistris Sophia" (fragmentos)
83. Prece de Ação de Graças
84. Prece do Apóstolo Paulo
85. Primeiro Apocalipse de Tiago
86. Proto-Evangelho de Tiago
87. Retrato de Jesus
88. Retrato do Salvador
89. Revelação de Estevão
90. Revelação de Paulo
91. Revelação de Pedro
92. Sabedoria de Jesus Cristo
93. Segundo Apocalipse de Tiago
94. Sentença de Pôncio Pilatos contra Jesus
95. Sobre a Origem do Mundo
96. Testemunho sobre o Oitavo e o Nono
97. Tratado sobre a Ressurreição
98. Vingança do Salvador
99. Visão de Paulo

Quem é Maria Madalena ?



Quem é Maria Madalena? A ligação errônea das passagens evangélicas que falam dela levou à identificá-la com a pecadora (prostituta?) que ungiu os pés de Jesus (Lc 7,36-50). E esse erro virou verdade de fé. O inconsciente coletivo guardou na memória a figura de Maria Madalena como mito de pecadora redimida. Fato considerado normal nas sociedades patriarcais antigas. A mulher era identificada com o sexo e ocasião de pecado por excelência.

Daí não ser nenhuma novidade a pecadora de Lucas ser prostituta e a prostituta ser Maria Madalena. Lc 8,2 cita nominalmente Maria Madalena e diz que dela “haviam saído sete demônios”. Ter demônios é o mesmo que ser acometido de uma doença grave, segundo o pensamento judaico. No cristianismo, o demônio foi associado ao pecado. No caso da mulher, o pecado era sempre o sexual. Nesse sentido, a confusão parece lógica.

Mas não o é, se levarmos em consideração o valor da liderança exercida por Maria Madalena entre os primeiros cristãos, bem como a predileção de Jesus por ela. Entre os discípulos judeus considerar Maria Madalena como prostituta significava também subestimar o valor da mulher enquanto liderança. Os padres da Igreja seguiram essa linha de pensamento.

 A liderança de Maria Madalena incomodava os apóstolos

Entre os primeiros cristãos havia disputas pela liderança. Havia o grupo de Pedro, o de Paulo, o de Tiago, e também o de Maria Madalena. O evangelho de Maria Madalena diz que ela recebe os ensinamentos do Mestre e os transmite, causando a irritação de Pedro, que diz: “Será possível que o Mestre tenha conversado assim com uma mulher?

Devemos mudar nossos hábitos e escutarmos todos essa mulher? Mas Levi rVisualizar blogepreende a Pedro dizendo: “Se o Mestre tornou-a digna, quem és tu para rejeitá-la? Arrependamo-nos!”, o que significa, unamos o masculino e o feminino dentro de nós e saiamos a anunciar o Evangelho segundo Maria Madalena. E assim termina o Evangelho de Maria Madalena.

Há também um tratado gnóstico chamado Pistis Sophia que nos mostra o quanto a liderança de Maria incomodava aos discípulos. Assim diz o texto: “Pedro precipitou-se adiante e disse a Jesus: “Meu Senhor, nós não podemos mais suportar esta mulher, pois nos tira a oportunidade; ela não deixou falar ninguém de nós, mas sempre ela a falar. Meu Senhor que as mulheres cessem afinal de perguntar, de modo que nós possamos também perguntar”.

E Maria Madalena também disse a Jesus: “Por isso, eu tenho medo de Pedro: ele costuma ameaçar-me e odeia o nosso sexo”. A opinião de Pedro em relação a Maria Madalena revela o quanto lhe incomodava o protagonismo de Maria Madalena, mulher, discípula e apóstola de Cristo.

Maria Madalena era a amada de Jesus e o beijava freqüentemente

O evangelho de Filipe nos traz uma informação não muito conhecida entre nós. Ele diz: “A companheira de Cristo é Maria Madalena. O Senhor amava Maria mais do que todos os discípulos e a beijava freqüentemente na boca. Os discípulos viram-no amando Maria e lhe disseram: Por que a amas mais que a todos nós?

O Salvador respondeu dizendo: ‘Como é possível que eu não vos ame tanto quanto a ela?” (Filipe 63, 34-64,5). E noutra parte diz: “Eram três que acompanhavam o Senhor: sua mãe Maria, a irmã dela, e Madalena, que é chamada de sua companheira. Com efeito, era “Maria” sua irmã, sua mãe e a sua esposa” (Filipe 32).

Com entender o beijo entre Jesus e Maria Madalena? É fácil! Basta remontarmos à cultura daquela época. O beijo em hebraico significa comunicar o espírito. Por isso é que dizemos que o beijo é, por excelência, o sacramento do amor. Maria Madalena recebia os ensinamentos do mestre.

Eles eram espíritos unidos pelo amor ao Reino de Deus. Podemos também compreender isso olhando a vida dos grandes místicos. Francisco e Clara de Assis viveram essa mesma experiência sublime de amor, na consagração de suas vidas.

Chamar Maria Madalena de mãe, amada e irmã significa dizer a mesma coisa em três modos diferentes. Eles representam a mulher (feminino) nos seus três estágios de vida: infância, procriação e menopausa. E todas essas dimensões, na relação com o homem (Jesus), revelam a união profunda entre os seres humanos. União sem divisão, sem dualidade. Por isso, Maria Madalena só poderia ter sido de Jesus mãe, irmã e esposa.

No evangelho de João encontramos a expressão “discípulo amado”. Esse evangelho tem parentesco próximo em sua teologia com o evangelho de Maria Madalena. João quase não entrou na lista dos canônicos. Não seria o evangelho de João fruto da comunidade de Maria Madalena? O discípulo amado do evangelho de João não seria Maria Madalena?

Ela, sim, recebe esse título nos apócrifos. E para que o seu evangelho fosse considerado canônico, o evangelho de Maria Madalena virou de João e, João, por conseguinte, o discípulo amado. Bom, há de se considerar também que o discípulo amado nem seja João.

 Para Maria Madalena, o “pecado não existe

O evangelho de Madalena afirma: “não há pecado, somos nós que fazemos existir o pecado quando agimos conforme os hábitos de nossa natureza adúltera” (pagina 7, 14-19). O ser humano nasce em estado de graça, sem pecado. São os condicionamentos da vida que criam situações de pecado. O pecado então passa a existir.

E vale lembrar que o pecado não é só moral, mas social e comunitário. Infelizmente a Igreja católica, no decorrer da sua história, enfocou muito o pecado moral, chegando a criar até listas de pecados, e muita gente viveu atrelada a essa idéia, sem conseguir se libertar. A confissão dos pecados fez e faz um bem para todos nós, mas a idéia que tudo é pecado, não.

A liberdade é já um estado de graça. Nem tudo é pecado, sobretudo no campo da moral. O evangelho de Maria Madalena nos ensina a buscar a harmonia interior e sem absolutismos. (texto do Frei Jacir de Freitas Faria, OFM )



 



 

O EVANGELHO DE MARIA MADALENA

Este Evangelho foi escrito provavelmente no século II. Foi através de um fragmento copta, que ele chegou até nós. O destaque fica para a estranha parábola que Jesus conta para Maria Madalena. Esta passagem ocorreu após sua crucificação.
FRAGMENTO DO EVANGELHO SEGUNDO MARIA MADALENA
Salvador disse: "Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem umas das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essência da matéria somente se separará de novo em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça".
Pedro lhe disse: "Já que nos explicaste tudo, dize-nos isso também: o que é o pecado do mundo?" Jesus disse: "Não há pecado ; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'. Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem." Em seguida disse: "Por isso adoeceis e morreis [...]. Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque-as em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurais força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça."
Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo: "A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para ninguém vos afaste do caminho, dizendo: 'Por aqui' ou 'Por lá', Pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis cerceados por elas".Após dizer tudo isto partiu.
Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam: "Como vamos pregar aos gentios o Evangelho ao Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?" Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos: "Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois sua graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens". Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as palavras do Salvador.
Pedro disse a Maria:"Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos."
Maria Madalena respondeu dizendo: " Esclarecerei a vós o que está oculto". E ela começou a falar essas palavras: "Eu", disse ela, "eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: 'Mestre, apareceste-me hoje numa visão'. Ele respondeu e me disse: 'Bem aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente há um tesouro'. Eu lhe disse: 'Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou como espírito?' Jesus respondeu e disse: "Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos - assim é que tem a visão [...]".
E o desejo disse à alma: 'Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?' A alma respondeu e disse:'Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste. Usaste-me como acessório e não me reconheceste.' Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria. "De novo alcançou a terceira potência , chamada ignorância. A potência, inquiriu a alma dizendo: 'Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!' E a alma disse: ' Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.' "Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas,; a segunda , desejo; a terceira, ignorância,; a quarta, é a comoção da morte; a quinta, é o reino da carne; a sexta, é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira. Elas perguntaram à alma: ´De onde vens, devoradoras de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?' A alma respondeu dizendo: ' O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado..., e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios. Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno'." Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado.
Mas André respondeu e disse aos irmãos:"Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam idéias estranhas". Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas. Ele os inquiriu sobre o Salvador:"Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?" Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: "Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?" Levi respondeu a Pedro: "Pedro, sempre fostes exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí a ter amado mais do que a nós. É antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o homem perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou."
Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.

Maria Madalena e Jesus tinham relação de aluna e mestre, dizem especialistas


Após exorcismo, mulher teria passado a seguir Cristo como discípula Palestina afora.
Idéia de que os dois teriam casado e tido filhos não possui dados concretos a seu favor.



A maioria dos que estudam as origens do cristianismo tem poucas dúvidas: Maria Madalena cumpriu um papel importante entre os primeiros seguidores de Jesus, era uma das companheiras mais devotadas de Cristo e foi uma das primeiras a testemunhar sua fé na ressurreição do mestre. Mas, ao que tudo indica, a idéia de que os dois foram casados e tiveram filhos não passa de uma mistura de imaginação hiperativa moderna com brigas políticas de antigas seitas cristãs.


Foto: Reprodução
Maria Madalena na visão do pintor italiano do século 19 Francesco Hayez (Foto: Reprodução)

Explica-se: todos os textos que insinuam uma proximidade mais carnal entre Maria Madalena e Jesus são pelo menos cem anos mais recentes que os Evangelhos oficiais, tendo sido escritos por pessoas que queriam justamente desafiar as visões mais ortodoxas do cristianismo, as quais começavam a se firmar. Se a pesquisa mais sóbria enterra, por um lado, o romantismo à la "Código da Vinci", também demonstra, por outro, um dos aspectos mais radicais da missão religiosa de Jesus: o tratamento aparentemente igualitário dado às mulheres.

De fato, ao contrário de todos os líderes religiosos judeus antes e depois dele (antes da época moderna, claro), Cristo não via problema algum em ter seguidores dos dois sexos. "Duas das qualidades extraordinárias de Jesus são o fato de que ele recrutava seguidores e era itinerante. Mas o que é ainda mais incomum é o fato de ele recrutar seguidores do sexo feminino e masculino e viajar com ambos", escreve Ben Witherington III, especialista em Novo Testamento do Seminário Teológico Asbury (Estados Unidos).

Ambos os fatos seriam considerados escandalosos para os judeus do século I, para quem as mulheres deveriam ficar em casa com seus maridos e, quando viajassem, teriam de ser acompanhadas por parentes do sexo masculino. Segundo o padre John P. Meier, professor da Universidade de Notre Dame em Indiana (EUA) e autor dos livros da série "Um Judeu Marginal", sobre a figura histórica de Jesus, o escândalo é um ótimo motivo para acreditar que esse grupo de seguidoras, incluindo Maria Madalena, realmente existiu.


Reprodução
Maria Madalena em ícone da Igreja Ortodoxa Russa, carregando mirra para ungir o corpo morto de Jesus (Foto: Reprodução)
  Constrangedora
Essa visão advém do chamado critério do constrangimento, que é uma das principais ferramentas usadas pelos historiadores para decidir se um fato narrado nos Evangelhos realmente aconteceu com Jesus. A idéia é que os evangelistas não teriam motivos para criar uma narrativa que pudesse causar problemas para sua pregação por ser potencialmente constrangedora. Ao mesmo tempo, sentiriam a necessidade de relatar a situação embaraçosa nos casos em que ela era de conhecimento geral e, portanto, não poderia ser simplesmente omitida.

Meier acredita que o critério do constrangimento pode ser aplicado a vários acontecimentos-chave da vida de Maria Madalena relatados no Novo Testamento. Um deles é a expulsão de sete demônios do corpo da mulher, graças ao poder de Jesus. Outra é a presença da ex-possessa durante a crucificação e sepultamento de Cristo. Finalmente, há o relato de que ela teria falado com o próprio Jesus ressuscitado, talvez até antes dos apóstolos.

"É improvável que os primeiros cristãos tenham se dado ao trabalho de lançar dúvidas sobre a confiabilidade de uma testemunha tão importante [da ressurreição de Jesus] transformando-a numa antiga endemoninhada", escreve Meier. O historiador acredita, portanto, que Maria Madalena realmente foi exorcizada por Jesus num momento crucial de sua vida, e especula que isso levou a mulher a se tornar discípula de Cristo.

  De Magdala para Jerusalém
O nome "Madalena" indica que Maria nasceu em Magdala, um vilarejo de pescadores na costa noroeste do mar da Galiléia -- a mesma região onde Jesus cresceu, portanto. Ela, porém, não era a única seguidora do mestre galileu -- os Evangelhos citam pelo nome uma série de outras mulheres, como Joana, mulher de um administrador do tetrarca (governador) da Galiléia, Herodes Antipas. Além de acompanhar as pregações de Jesus, essas mulheres parecem ter ajudado a financiar as andaças de Cristo pela Palestina, colocando seus próprios bens à disposição dele.

Existe algum indício de uma relação mais próxima entre Jesus e a mulher de Magdala durante esse período? Zero, parece ser a resposta. Na verdade, nenhum dos textos do Novo Testamento dá qualquer indicação de que Jesus tenha, em algum momento, tido filhos ou se casado. Alguns estudiosos afirmam que, para um judeu do século I, o casamento era quase considerado uma obrigação religiosa, ligado ao mandamento de "crescer e multiplicar-se" presente no livro bíblico do Gênesis.

Acontece, porém, que Jesus não era um judeu comum, e tampouco vivia em uma época comum. Com efeito, algumas seitas e grupos mais radicais da época, como os chamados essênios, defendiam o celibato e chegavam a viver como "monges". Além disso, enquanto os textos bíblicos mencionam várias vezes a família de Jesus, não há menção alguma a mulher e filhos. Para John P. Meier, o mais provável é que eles nunca tenham mesmo existido, e que Jesus tenha sido celibatário como sinal do compromisso exigido por sua missão religiosa.

O certo é que Maria de Magdala, ou Madalena, aparentemente acompanhou Jesus até seu confronto final com as autoridades judaicas em Jerusalém, testemunhando sua morte e não saindo do lado dele mesmo quando muitos dos apóstolos fugiram. No relato da visão que ela teve do Ressuscitado, no Evangelho de João, ela exclama "Rabouni!" (algo como "meu professor", "meu mestre" em aramaico) ao reconhecê-lo.

"Jesus então diz a ela uma frase que normalmente é traduzida como 'não me toque', mas na verdade quer dizer 'não se segure em mim' ou algo do tipo", diz Ben Witherington III. "A idéia do evangelista é que ela não deve ficar presa ao Jesus do passado, mas sim sair dali e anunciar o Jesus ressuscitado", afirma o teólogo. Essa é a última vez em que Maria Madalena aparece no Novo Testamento. Não há detalhes confiáveis sobre o resto de sua vida.

  Beijos polêmicos
De onde surge, então, a lenda do caso de amor entre mestre e aluna? De uma série de textos, a maioria deles encontrados no Egito e escritos em copta, como é conhecida a língua egípcia durante a época romana. (Acredita-se que muitos desses textos foram originalmente compostos em grego, e alguns desses originais foram achados.) O mais famoso deles é o Evangelho de Filipe, no qual Maria Madalena é descrita como a "companheira" de Jesus e diz-se que Cristo "costumava beijá-la com freqüência".

Acontece que todos esses textos parecem ter sido compostos no ano 200 da nossa era, ou até mais tarde, e compartilham uma mesma teologia, a do gnosticismo. Os gnósticos acreditavam numa espécie de revelação secreta e esotérica que lhes dava o verdadeiro conhecimento para a salvação, ao contrário da massa "ignara" dos demais cristãos. Essa opinião era combatida por outros grupos do cristianismo, que se consideravam os sucessores de apóstolos como Pedro e Paulo.

Com isso, Maria Madalena passou a ser usada pelos gnósticos como um símbolo do "conhecimento verdadeiro" que tinham de Jesus, e como a verdadeira predileta de Cristo, da qual eles seriam seguidores. Esse aspecto polêmico e tardio de tais textos torna bastante improvável que eles se baseiem em alguma memória histórica envolvendo a Maria Madalena real.

A Igreja Católica e seus mistérios

A Igreja Católica é uma das mais antigas e poderosas instituições do mundo, criada há dois mil anos ela surgiu de um homem e cresceu até ser "dona do mundo", mas para isso sua história foi marcada com mortes, traições, roubos, pecados e até mesmo associação com alguns dos piores vilões de nossa história.

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A Inquisição deveria perseguir os hereges e fazer todos seguirem os ensinamentos bíblicos, mas a Igreja havia desvirtuado esse tribunal e o transformado em uma espécie de matador de aluguel, que colocava na fogueira qualquer pessoa que discordasse da instituição católica ou dos Papas, mas não era necessário ser inimigo da Igreja para cair nas mãos desse tribunal da morte...
Uma das mais famosas manobras da Inquisição ocorreu em uma sexta feira 13, quando a instituição católica sentia-se ameaçada pelo poder de um grupo de aliados: os Templários. Esse grupo de guerreiros, que havia se tornado em uma grande força, era um dos principais aliados do Papa, tanto que respondiam apenas a ele, porém seu poder ficou tão grande que a Igreja resolveu acabar com eles antes que algo acontecesse.
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Assim a Inquisição declarou todos os Templários hereges, apesar deles serem reconhecidos como grandes devotos que rezavam e seguiam a palavra de Deus ao pé da letra. Os líderes deles foram torturados pela Inquisição e forçados a confessar pecados que nunca cometeram, depois foram mortos na fogueira, fazendo os Templários desaparecerem da face da Terra.
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Essas mesmas táticas de acusação e tortura eram usadas em muitos casos. Qualquer um que incomodasse a Igreja podia acabar na fogueira sem ao menos ter a chance de se defender.
Toda essa desvirtuação da Igreja começou a gerar problemas, pois os fiéis estavam descontentes e queriam voltar às origens, quando a religião era pura fé e não um poder político e econômico, por 5fc82c3768e38a93cef1ac64739491ceesse motivo surgiu a Reforma Protestante guiada por Martinho Lutero. Agora a Igreja Católica estava perdendo pessoas para sua própria falta de foco na fé e esse era apenas um dos seus menores problemas.
Os dias dourados da instituição católica estavam chegando ao fim, pois todos os males feitos até mesmo aos amigos estavam para ser cobrados e a igreja viveria anos negros, onde quase chegou ao seu fim e acabou fazendo alianças com alguns dos maiores vilões da história.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portaskeysdo inferno não prevalecerão contra ela; 
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Mateus 16:18-19

Assim surgiu a Igreja Católica e uma espécie de primeiro Papa, que veio a ser o Pedro. Durante muitos anos a Igrejaera apenas um conjunto de ensinamentos de Cristo e não uma instituição oficial, pois Roma não tinha essa religião como a verdadeira.
Mas no ano de 312, os problemas romanos eram muitos e o Imperador resolveu oficializar o catolicismo, assim Constantino se utilizou da nova religião para tentar unificar seu povo, não que ele realmente acreditasse nela de verdade.
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Com essa legalização a Igreja Católica começou a ganhar forma, pois deixava de ser ilegal e agora era parte do Império. Rapidamente seu poder e influência cresceram, a tal ponto que o próprio imperador estava descontente com a religião se metendo em seu estado e acabou recebendo uma
Símbolo do Império Bizantino
carta do Papa Gelásio: "Existem, Augusto Imperador, dois poderes principais que governam o mundo: a autoridade dos Bispos e o poder Real. Dentre eles, o poder sacerdotal é muito mais importante."

Durante séculos a Igreja floresceu junto com o ImpérioBizantino, porém quando as coisas começaram a ficar ruins, devido a muitas batalhas contra bárbaros, a Igreja viu que talvez fosse a hora de buscar novos aliados e sem pensar duas vezes, ela traiu as mesmas pessoas que haviam a criado como uma instituição legítima.
Dessa maneira no século 8, a Igreja se aliou a Pepino, o Breve, monarca franco, que comandava as regiões que depois se tornariam a França. Assim a Itália foi invadida e as terras conquistadas por Pepino foram doadas a Igreja, que se tornou um reino independente com grande poder.
Anos mais tarde, no reinado de Carlos Magno, o Papa Leão III proclamou o monarca como Imperador do Ocidente, deixando Constantinopla furiosa e também amedrontada.
carlos magno
Agora a Igreja Católica não era mais apenas uma religião pregando sua palavra para as pessoas, e sim uma instituição poderosa, possuindo grandes terras e tendo influência sobre o principal Imperador daquele tempo. Além disso, ela era capaz de coroar e tirar coroas de Reis, o que lhe deu poderes políticos maiores do que qualquer outro reino ou imperador.
Parecia que nada poderia deter a poderosa Igreja, com suas terras, riquezas e influência, mas estava para surgir um inimigo a altura, uma nova religião, que poderia abalar os alicerces da Igreja Católica...

A Igreja Católica, que no início era formada por alguns pobres homens pregando a palavra de Deus, agora era uma poderosa instituição capaz de coroar e derrubar Reis, sendo dona de vastas terras e riquezas enormes, assim nos meados do século 11 ela era imbatível e nada temia, porém um inimigo novo surgiu para ameaçar seu reinado.
A religião muçulmana, que surgiu por volta do século VII, vinha crescendo de maneira rápida, agregando cada vez mais fiéis e conquistando muitas terras, que iam da Espanha até a Índia.CRUZADASVendo isso a Igreja resolveu tomar alguma atitude e assim surgiu o que todos conhecemos como a Primeira Cruzada.
A Igreja a chama de "Guerra Santa", mas nada mais era que a tentativa de diminuir a força da nova religião vista como inimiga pelos líderes católicos da época, por isso várias desculpas para a tal guerra foram dadas, tendo comoprincipal a retomada da cidade de Jerusalém, contudo os interesses por trás das batalhas eram muito maiores.
No ano de 1095, sob as ordens do Papa Urbano II, os europeus armaram-se a foram para a guerra em nome de Deus. Durante quatro anos de grandes derramamentos de sangue, a Igreja conseguiu assumir o controle sobre Jerusalém e da Terra Santa, o que acabou trazendo ainda mais batalhas, pois os muçulmanos queriam suas terras de volta.
A Igreja agora era um poder econômico, territorial e bélico, maior do que muitos reinos europeus. Todo esse poder começou a transformar a instituição religiosa, que deveria apenas pregar a palavra de Deus em uma monarquia comandada por tiranos mesquinhos.
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Quando o movimento cultural do Renascimento atingiu a Europa, os Papa eram os principias compradores de arte, contratando os melhores artistas, como Michelangelo e Rafael, para pintarem suas obras. Além disso, os Papas esbanjavam em tudo que faziam, mostrando que naquela época a Igreja nada mais era do que uma monarquia como outra qualquer, onde poucos comandavam tudo e tinha todos os bens e muitos nada tinham e morriam trabalhando para sustentar seus Reis ou Papas no caso da Igreja.
Os Papas, que deveriam ser os principais representantes de Deus na Terra, agora eram corruptos, tinham diversas amantes e alguns eram tão violentos, que até mesmo os Reis os temiam.
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A Igreja Católica havia perdido totalmente seu propósito e como se não bastasse ela ainda iria criar algo para usar contra seus inimigos, em um dos movimentos mais cruéis da história, ela criou um tribunal para julgar seus inimigos, mas no qual eles não poderiam se defender: a Inquisição.
A Igreja, que no início era uma instituição de fé, havia se tornado em um grande reino envolvido napolítica, economia e suas terras se espalhavam por todos os cantos de Velho Mundo. Tamanho poder começou a gerar inveja e desconfiança até mesmo dos amigos mais próximo, assim a Igreja, !!!!que já havia feito guerra com os muçulmanos para tentar acabar com essa nova religião, também tinha que defender-se dos seus próprios aliados.
Como não podia simplesmente declarar guerra contras seus amigos, ela resolveu criar uma arma que poderia ser usada contra qualquer um, sem nem ao menos eles terem chance de se defender, assim surgiu a temida Inquisição.
Essa nova parte da Igreja nada mais era que um tribunal feito para julgar os hereges, pessoas que aos olhos da Igreja haviam cometido pecados. No início parecia algo nobre, afinal eles queriam manter as pessoas na linha, seguindo a palavra de Deus, mas em pouco tempo todos notaram verdadeira face desse tribunal: matar quem interessava que fosse morto pela Igreja e não perseguir pecadores.
Estabelecida em 1184, a Inquisição teve um dos seus principais trabalho focado na perseguição aos cátaros, uma seita que divergia da Igreja e estava conseguindo muitos seguidores. Então os acusando de heresia, mandou matar todos como pecadores e até uma pequena guerra foi feita contra eles.
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A Inquisição também perseguia qualquer coisa que fosse considerada ruim para Igreja, assim alguns livros eram proibidos e quem os lesse, vendesse ou tivesse qualquer envolvimento seria condenado à morte sem defesa. Além disso, a Igreja obrigava as pessoas a entregarem qualquer herege que conhecessem e muitos usaram isso para matarem inimigos ou desafetos, acusando-os de heresia e assim os vendo queimar na fogueira pelas mãos da Igreja.
Conta-se que certa vez mais de 1500 pessoas foram injustamente queimadas, pois foram denunciadas por inimigos e como não havia maneira de se defender acabaram mortos. A Inquisição, quando recebia uma denúncia de heresia, simplesmente torturava o suposto herege até ele confessar seu pecado e na grande maioria das vezes a pessoa não tinha feito nada de errado, mas dizia que sim para acabar com o sofrimento da tortura. Por isso milhares foram mortos em todo o mundo injustamente.
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Não eram apenas os divergentes da Igreja que sofriam com a Inquisição. Qualquer pessoa que ameaçasse o poder dos Papas era acusada de heresia e morta pela Igreja, mesmo que fosse devota ou uma santa, isso não interessava mais, tudo estava focado no lado politico das ações.
Por esse motivo a Igreja, com medo de um os seus maiores e mais poderosos aliados, resolveu acabar com eles e realizou uma manobra macabra contra homens que eram mil vezes mais santos que qualquer Papa da época. Assim aconteceu um dos maiores golpes de traição dahistória, que marcou o mundo e até hoje é motivo para discussões.