terça-feira, 18 de junho de 2013

O Luciferianismo por Luciferian Church




Luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo Tradicional, que busca virtudes como iluminação, sabedoria, orgulho, independência e liberdade de sua principal divindade, Lúcifer. Ao mesmo tempo é subjetivo, baseado em experiências e aceitação pessoais, sofrendo influências de outras crenças. Assim, não possui uma base rígida de dogmas a serem seguidos, sendo transmitido oralmente e praticado, geralmente, de forma individual.

Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.




O libertador da escravidão das leis"pecados"
Grande Deus Lúcifer

As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, China, Índia,Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.

Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.
Deístas e Agnósticos




Luciferismo é diferente de Satanismo :

Lúcifer e Satanás são duas entidades diferentes, a Igreja na sua teologia oficial não considera Lúcifer o «Diabo», mas apenas um «anjo caído» -Petavius , De Angelis , III, 3, 4

Lúcifer é um anjo de Luz que revolucionou-se.
Lúcifer é também conhecido por ser o «portador da luz», pois é o anjo da sabedoria .

Luciferismo é um corpo teológico e teosófico de crenças professadas em Lúcifer .
Lúcifer está profundamente relacionado com a «estrela da alvorada», ou seja: Vénus. Por isso, a figura de Lúcifer encontra-se profundamente relacionada com a sabedoria, a luz, a carnalidade e a liberdade.
O luciferismo professa por isso a crença em Lúcifer enquanto um ser andrógino, um espírito do ar, que é portador da luz, ou seja: da iluminação e do esclarecimento que apenas a sabedoria pode trazer.
Por isso mesmo, o nome «Lúcifer» também provém do termo do latim « Luxi » e «Ferre», ou seja: «aquele que transporta a luz», ou: «portador da luz».


O Luciferianismo por Luciferian Church 
"A Igreja Luciferiana"


Texto por Luciferian Church


Eu tenho observado o Luciferianismo sendo caracterizado como satanismo ateu, satanismo cristão, e as vezes coisas bem piores. O "Luciferianismo" está se tornando rapidamente uma palavra conhecida, e ainda mais incompreendida. Neste texto, irei apresentar mostrar da melhor maneira possível, seu verdadeiro significado.
Lúcifer é constantemente identificado como Portador da Luz , a Estrela da Manhã, a última a desaparecer ao nascer-do-sol. Lúcifer, antes de tudo, é sinônimo de orgulho. Na mitologia cristã, Lúcifer era um anjo perfeito, o mais poderoso depois do Deus cristão. Enquanto servia a Deus no paraíso, Lúcifer secretamente desejava, não usurpar, mas possuir os mesmos direitos de seu "superior". Lúcifer utilizou sua sagacidade e perfeição para conseguir o apoio de um-terço dos anjos celestiais. Por causa disto, foram atirados em um abismo de sofrimento, conhecido por inferno. Assim sendo, Lúcifer não aceitou se subornar a Deus, e preferiu reinar em seu próprio domínio. Satan, por outro lado, era o acusador. Satan significa o adversário. Mas mitos ou dogmas importam pouco.




O Luciferianismo não é ateísta. Luciferianismo é essencialmente um tipo de Satanismo Teísta, e mais: um significado para conhecimento, verdade, excelência e grandeza. Um luciferianista acredita que há algo que permanece oculto, algo que precisa ser compreendido, algo que precisa ser utilizado, e mais importante, que elevar a sua alma a um nível mais alto e mais organizado. Em uma visão espiritualista, o luciferianismo tenta identificar estas forças escondidas dentro de nós mesmos. 


Se os satanistas querem desbancar o Cristianismo, eles não podem ser apenas um adversário para este. Inverter os dogmas de religiões inimigas, é dar a elas o controle das nossas. Em todo contexto, Lúcifer é aquilo que seu nome significa; ele é a iluminação,orgulho,poder, grandeza,felicidade,amor, muito mais que um adversário. É como Lúcifer que escolhemos chamar essa força superior, pois é o que melhor nos representa. 






Filosoficamente, o luciferianismo é muito parecido com o satanismo tradicional da "Order of Nine Angles ONA". A excelência não é algo pronto, é algo que se constrói, e é para onde se voltam os ideais luciferianistas. Um luciferianista acredita em Lúcifer, e se identifica com ele. Um luciferianista está sempre pronto a mudar de direção, para coisas maiores e melhores, para saber mais, para se tornar melhor. Força é a maior dos objetivos, o resto vem com ela. O Luciferianismo procura o engrandecimento, para uma evolução pessoal. Luciferianismo é na prática, o que o satanismo é para muitos na teoria. A maior chave do Luciferianismo é simplesmente proporcionar a melhor maneira para conseguir sua própria evolução.
O Luciferianismo não é nem satanismo ateísta, nem satanismo cristão. A filosofia luciferianista gira em torno de orgulho e conhecimento. Um luciferianista sabe reconhecer os limites, e ocupa sua vida tentando quebrá-los. Não importa como as pessoas criticam o luciferianismo...é impossível entendê-lo até não viver essa experiência. Luciferianismo é uma distinção do Satanismo, uma inovação e não uma condenação. O luciferianista é um tipo de satanista, aquele que focaliza o crescimento e o orgulho, menos que a oposição. 



Satanismo é uma religião, Luciferianismo é uma religião, embora muitos satanistas não se
considerem como religiosos. Estes são os que se denominam satanistas apenas porque " é legal", ou porque assusta as pessoas. O satanismo desta maneira não é nada mais do que uma versão camuflada do Humanismo. Há uma diferença entre o Humanismo e o Luciferianismo. Humanismo olha o homem como a medida de todas as coisas; Luciferianismo coloca o potencial como a medida de todas as coisas. Pseudo-satanistas vivem apenas o dia, o aqui e agora; Luciferianistas e Satanistas Tradicionais consideram essa atitude como anti-evolucionária e anti-defensiva. Como alguém pode evoluir se o futuro não está em sua mente? Evolução é uma meta, e para isso, devemos viver pensando em todos os momentos.
Luciferianismo é um tipo de espiritualidade. Uma crença em uma existência maior. Nós não nos escondemos atrás de um símbolo, mas vivemos o significado deste. Luciferianismo é um nível superior do entendimento, e um nível superior de nós mesmos.


Luciferian Church....

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Crenças


 Luciferianismo é um conjunto de crenças cuja base encontra-se em Lúcifer. Divide-se em Luciferianismo Tradicional ou Teísta (crença em Lúcifer como um ser espiritual) e Luciferianismo Simbólico ou Agnóstico (crença em Lúcifer como um símbolo de luz, conhecimento, crescimento individual e auto-aperfeiçoamento).



O Neoluciferianismo ou Luciferianismo Moderno é a versão mais atual do Luciferianismo, que resulta numa mescla das versões anteriores. Os luciferianistas modernos veem Lúcifer como um referencial de auto realização e desenvolvimento pessoal, sem desconsiderarem a possibilidade que Lúcifer de fato exista (enquanto entidade sobrenatural).
Na época da Inquisição católica todo e qualquer grupo ou pessoa que fosse, abertamente, não-cristã, poderia sofrer perseguição religiosa. O movimento, contudo, não desapareceu por completo e sim se desenvolveu, tendo relações com outras religiões ao longo do tempo, como a Religião Wicca - A Bruxaria Pagã - através da identificação de Lúcifer como uma das manifestações do Deus sol (o Consorte da Deusa). Alguns grupos Pagãos reconhecem Lúcifer como sendo parte do panteão pagão.O Luciferianismo Moderno empresta alguns rituais e simbologias literárias com o Satanismo. Hoje em dia, o Luciferianismo prega uma visão centrada em Lúcifer, mas de forma eclética e aberta ao desenvolvimento.



Quem é Lúcifer?
Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.
Luciferianismo & Satanismo

 
Apesar de popularmente Lúcifer e Satã serem quase sinônimos e esta idéia estender-se ao Satanismo e ao Luciferianismo, há diferenças primordiais entre eles e, por conseqüência, aos sistemas religiosos que os cercam.
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.
A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).
Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".






Magia, rituais e pactos luciferianos

O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.


















A falta de informações acerca desta filosofia a torna ao mesmo tempo fascinante e temerosa. Enquanto uma grande parcela das pessoas a julga como sendo uma religião das trevas, na verdade não há título mais injusto do que este para ser-lhe atribuído; isto porque esta filosofia é centrada na procura pela iluminação (Divindade) pessoal através do caminho do autoconhecimento. Que religião obscura teria um propósito tão nobre? O próprio arquétipo que lhe empresta o nome foi adotado por esta razão: Lúcifer vem do latim Lux, Lucis = luz Ferre= portador, ou seja, o Portador da Luz.


O luciferiano, adotando Lúcifer como seu referencial, almeja alcançar as qualidades que este Ser representa, a saber: sabedoria, conhecimento, orgulho, liberdade, vontade, desafio, independência e iluminação. Ele está sempre procurando por seus limites para poder alcançá-los, e então transcendê-los, sabendo que este é o único caminho para sua ascensão evolutiva. 

O conhecimento de si mesmo torna o homem conhecedor do todo, pois sendo um microcosmo, ele reflete o macrocosmo. Como exemplifica Papus em seu livro "ABC 
do Ocultismo", é mais fácil conhecermos o Universo quando conhecemos o Homem, que é mais próximo de nós, do que conhecermos o Homem através do conhecimento do Universo, tão ainda inacessível às nossas faculdades. Ambos compartilham as mesmas leis. "O que está em cima é 
como o que está embaixo", como cita a Tábua de Esmeralda de Hermes.

Utilizando este princípio é que podemos afirmar que o Homem carrega a centelha da divindade em si. Esta essência divina, contudo, não é algo pronto: ela se encontra em nós, mas precisamos desenvolvê-la para que ela possa despertar lapidada, e se refletir em sua intensidade mais plena e pura. Só através da metamorfose de homem para deus que podemos vislumbrar a totalidade do que somos. Deixamos de conjeturar o céu para nele habitar através das asas que geramos. Para isso nos foi legado sermos os únicos responsáveis por nossa própria evolução, tornando a capacidade de discernimento outra característica fundamental dos luciferianos. Afinal, embora no luciferianismo não haja regras proibitivas, sabemos que nem tudo nos convém. Ao realizarmos um ato, devemos estar preparados para suas conseqüências. A lei da ação e reação. 



O caminho luciferiano, ao contrário do que muitos julgam, não é fácil de ser percorrido. Esta é uma grande ilusão de quem se arrisca a opinar sem ao menos tentar vivenciá-lo, já que o primeiro passo é romper com ideias, costumes, hábitos e regras impostos durante séculos a nós. É preciso muita determinação e força de vontade, além de uma constante autovigilância, para identificar e anular estas amarras. Consequentemente, não é uma filosofia dos que se sentem confortáveis em se esconder atrás de uma máscara, preferindo sufocar seus ideais e até mesmo sua realização neste plano para, através duma ilusão, obter uma falsa realização terrena ou metafísica. 



O homem que se perde de sua essência perde tudo. Esquece-se de sua origem e torna-se um simples mortal no meio de tantos outros, sem nome, sem rosto, sem vida. Nenhum caminho que não reflita o próprio ser pode ser-lhe útil. Ao contrário, leva-o à sua própria destruição. Quando descobrimos nossa verdadeira essência e passamos a vivê-la, não há mais lugar para falsidades. Somos nós mesmos. Aos outros, porém, nos apresentaremos da maneira como nos enxergam e nos julgam, já que não podem nos compreender. 




Realmente é assustador assumir a responsabilidade da construção de nossa própria vida, saber que somos os únicos responsáveis pelos erros e acertos cometidos, pela conquista da tristeza ou da felicidade, por nossa liberdade ou escravidão. Tanto o inferno quanto o paraíso podem estar presentes neste mundo. Cabe a cada um escolher em qual deles deseja habitar, pois somos nós quem os construímos conforme nossa maneira de viver.

O fato é que o ser humano se acostumou de tal modo a habitar a escuridão, que quando presencia uma luz ou a teme ou a admira ao longe, sendo poucos os que se arriscam a serem iluminados por ela. Isso ocorre devido ao homem encontrar-se atualmente extremamente isolado de si mesmo. Desde que nasce está submetido a valores, diretrizes e dogmas que moldam e governam a sua vida de tal maneira que ele sente necessidade de se enquadrar nesta realidade que lhe foi apresentada, mas que por muitas vezes não é a sua. 

Quem nunca entrou em conflito ao perceber, mesmo que momentaneamente, que era diferente dos demais e dos padrões impostos pela sociedade? Quem nunca pelo menos durante um dia que fosse não tentou viver a vida de outras pessoas para tentar ser como elas e se encaixar em um grupo? Tudo pelo horror de imaginar-se só, excluído. Estas experiências ocorrem em nossas vidas nos demonstrando a imensa força da sugestão da cultura e costumes sob as quais crescemos e que nos cercam todos os dias através de todos os meios. 

Este estímulo imposto a nós de maneira sutil e camuflada para viver em meio a tantos de nossa espécie é apenas mais uma artimanha para criar pessoas sem identidade própria, em que todas desejam ser iguais para serem igualmente aceitas e apreciadas. Criação de personalidades que desde cedo moldam o ser humano e se enraízam tão profundamente que não há mais no futuro como identificá-las como não sendo parte dele.

Sua busca então se desvia de sua verdadeira essência para buscar o que é exterior a si e de que nada lhe serve, a não ser corresponder às expectativas alheias e tornar-se mais um fantoche da sociedade. Mundus vult decipi, ergo decipiatur.

Esta realidade a cada dia se torna mais comum, pois em sua grande maioria a humanidade deixou de pensar por si mesma, se acomodando às situações ao invés de usar seu senso crítico para se questionar sobre quem realmente é, sua origem, propósito e vida. Ela procura por respostas a seus questionamentos e frustrações em diversas fontes, tentando se encontrar em uma delas, mas fugindo da única que pode fornecer respostas verdadeiras, a qual se encontra unicamente no interior de cada um.

Embora todos estejam sujeitos às influências externas, não devem as absorver aceitando-as passivamente. Momentos de reflexão e autoanálise são necessários para identificar e compreender as contradições e conflitos existentes entre o que se vive e o que se é. Começa então o despertar de um sono profundo, que exige intensa determinação para se levantar e utilizar com sabedoria e perspicácia as qualidades que os elevarão e os destacarão entre as multidões


Para isso não podemos mais nos limitar a enxergar a vida apenas com os olhos do corpo; temos capacidade de enxergar muito além deles, ao fechá-los para o mundo que nos é apresentado e abrirmos finalmente os olhos da alma para o nosso mundo interior, que embora tão próximo de nós, se torna inatingível para os que não o desejam. Negamo-nos a continuar a rastejar em meio aos demais, nos sujando e nos escondendo na lama turva em que se contorcem, defendendo ser a vida. 
A Vida, em realidade, nada é além de nossa própria iniciação. Acúmulos estéreis de conhecimento para nada servem se não forem sabiamente aplicados, a não ser para sobrecarregar ainda mais a máscara de quem os adquiriu. Toda teoria deve ser sentida, vivenciada na prática; é aí que sua veracidade se revelará.


Não adianta apenas almejar por algo; é necessário deixar o comodismo de lado, ousar e fazer desta busca sua meta para que ela se torne realidade. Assim o homem se tornará sua busca, mesmo que esta nem sempre seja a mais nobre. O fato é que todos se tornarão semelhantes aos seus atos, como conseqüência de suas conquistas ou derrotas, mesmo que esta imagem possa ser distorcida por uma máscara perante as multidões. Ninguém pode enganar o espelho, embora possa enganar a si mesmo a ponto de ver outra imagem refletida nele. Jung afirma com ênfase: “Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo. O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator. Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira”. 
É importante frisar que esta busca jamais deve ser movida por intenções vãs, desprovidas de senso, como uma fuga, um reconhecimento, uma troca, uma nutrição de ego, um título. O autoconhecimento deve ser a meta primordial. 


Sendo assim, a cada um cabe sua escolha: somos os únicos responsáveis por nossos atos e colheremos exatamente o que plantarmos. A própria vida ou mostrará sua face doce através de virtudes e flores, ou sua face vingativa, fazendo com que a má colheita nela se abrigue com vícios e espinhos, aumentando cada ano mais suas conseqüências e a intensidade do sentimento de infortúnio e sofrimento que nela se abrigam.






segunda-feira, 17 de junho de 2013

Satanismo para Idiotas

Satanismo para Idiotas




O satanismo falhou como religião porque a maioria das pessoas não conseguiu entendê-lo, mas quem pode culpá-las? Veja bem, havia realmente planos secretos no começo do satanismo moderno, mas não tinha nada a ver com os Illuminati, os maçons ou a Nova Ordem Mundial. Leia com atenção, você pode ter uma epifania e descobrir que o mesmo diabo alegórico que se recusava a dobrar os joelhos para o rei dos reis também pode recusar-se a dobrar os joelhos para o Clube de Bilderberg. Na verdade, a religião é o verdadeiro culpado - a religião é a droga escolhida pelos industriais bilionários para nos manter sob controle.

Sei que existem pessoas que são religiosas e estas pessoas estão fazendo muita coisa boa no mundo. Não é sobre estas pessoas que eu estou falando. Estou falando de seus líderes que manipulam seus rebanhos através da culpa e do medo. Isto é o que tem feito religiões como o cristianismo e o islamismo tão perigosas em uma escala global.

De volta ao anos 70, percebi que o ateísmo não iria funcionar também porque ela oferece razão e lógica para mentes que são intrinsecamente irracionais. A única coisa que faz com que as religiões do mundo sejam poderosas é o fato de autorizarmos elas a definir a face do inimigo - permitimos que elas definam quem é o diabo e aceitamos seu veredito com uma fé inquestionável. É assim que essas religiões galvanizam seus seguidores em grupos de terroristas armados.

O rosto do diabo, é claro, está sempre mudando e mudando, porque o rosto do adversário político continua mudando e mudando. A razão pela qual eu me tornei um satanista por volta de 1970 é porque eu era egoísta - eu percebi que tinha de partilhar este planeta com pessoas inferno com esse tipo de gente maldita. E o que quer que estas pessoas fizessem, seja gastar milhões em uma guerra contra o seu diabo, ou milhões para salvar seus banqueiros e corporações, eu sabia que isso afetaria minha vida, o ar que respiro, a água que eu bebo, o oceano que eu nado e mina busca pela felicidade. Deixe-me colocar desta forma Mr. Gilmore: "Nenhum homem é uma ilha" não é um bordão sentimental, é um fato da vida. Há bosta na nossa esfera de sujeira, e todos nós somos obrigados a beber a mesma água, porque há apenas uma biosfera.

Ao me tornar um satanista, eu sabia que podia agarrar a atenção da mídia e explicar para as pessoas o que o diabo realmente é e como ele se tornou o que é. Hoje em dia, eu apenas digo às pessoas para olhar para o espelho. Este raciocínio é subjetivo, em si mesmo, toma o vento das velas da sacerdotes do ódio religioso, tornando-os impotentes. Agora, se tem alguém que ainda não entendeu o que eu quero dizer, eu repito: O raciocínio objetivo promulgado pelos ateus irá atingir apenas aqueles que são racionais. Muitos teístas estão presos nas fantasia que eles mesmos criaram. A única coisa que os mantém sãos é o seu desejo comum de derrubar o mal, personificado pelo diabo. Os líderes religiosos são astutos. Eles percebem que tudo o que têm a fazer é atribuir uma identidade ao diabo usando suas escritura para manipular, de modo que em um país que o diabo é judeu, em outro país que o diabo é um muçulmano ou um cristão ou um hindu. Você pode ter certeza que em alguma parte do mundo há um grande grupo de pessoas que consideram que você e sua avó sejam servos do Diabo.

E isso é verdade, não importa quem ou onde você está. E ao invés de lutar contra essa tendência, não estaríamos melhor se todos nós nos chamamos "satanistas?" Olhe para o que os gays fizeram com a palavra "queer". Essa palavra já não é um insulto porque eles roubaram o rótulo para si. Basta imaginar o que aconteceria se todos amanhã em todo o mundo decidirem roubar para si o rótulo de "satanistas" e aplicá-lo eles mesmos? Não haveria mais diabo para combater!

A grande falha da nossa civilização é a sua recusa em aprender com o passado. Ao longo da história, uma pessoa poderia ser acusada de adorar ao Diabo apenas por discordar da doutrina da igreja. De acordo com Robert G. Ingersoll, as pessoas foram de fato queimadas na fogueira como hereges pelos seguintes motivos:

1. Pensar que só existe um Deus, ou que não havia nenhum.
2. Acreditar que o Espírito Santo é mais jovem do que Deus.
3. Acreditar que Deus era um pouco mais velho que seu filho.
4. Acreditar que as boas obras podem salvar um homem sem fé.
5. Acreditar que a fé pode salvar alguém sem boas obras.
6. Declarar que um bebê não será queimado eternamente, porque seus pais deixaram um padre molhar sua cabeça.
7. Falar de Deus como se ele tivesse um nariz.
8. Negar que Cristo era seu próprio pai.
9. Alegar que três pessoas somadas são mais do que uma.
10. Acreditar no purgatório.
11. Negar a realidade do inferno.
12. Fingir que padres podem perdoar pecados.
13. Pregar que Deus é uma essência.
14. Negar que as bruxas voavam em vassouras.
15. Duvidar da total depravação do coração humano.
16. Negar conceitos como predestinação e redenção particular.
17. Negar que um bom pão pode ser feito do corpo de um homem morto.
18. Fingir que o papa não estava a gerir este mundo de Deus, e no lugar de Deus.
19. Contestar a eficácia da expiação vicária.
20. Pensar que a Virgem Maria nasceu como outras pessoas.
21. Pensar que uma costela do homem não era suficiente para fazer uma mulher de bom tamanho.
22. Negar que Deus usou o dedo como uma caneta.
23. Afirmar que as orações não são respondidas, que as doenças não são enviadas para punir incredulidade.
24. Negar a autoridade da Bíblia ou ter uma Bíblia em sua posse.
25. Assistir à missa ou se recusar a assistir a uma missa.
26. Carregar uma cruz, ou se recusar a carregar uma cruz.
27. Ser um católico, protestante, episcopal, presbiteriano, batista ou Quaker.

Em suma, cada virtude já foi considerada um crime, e cada crime uma virtude. A igreja tem queimado honestidade e recompensado hipocrisia. E tudo isso, porque era comandado por um livro - um livro que os homens deviam acreditar implicitamente, muito antes de saberem ler. Duvidar da veracidade deste livro - ou em alguns casos mesmo lê-lo - era um crime de tal enormidade que não poderia ser perdoado, nem neste mundo nem no próximo.

E então você teve seitas inteiras que foram acusadas, presas e condenadas à morte: os cátaros, os bogomils, os templários... Um grupo de leigos cristãos chamados os Irmãos do Espírito Livre foram condenados como hereges pelo Concílio de Latrão. Dez de seus membros foram condenados à morte no ano 1209 . Estes irmãos compartilharam a mesma opinião defendida hoje pela Church of Satan, que representa o indivíduo como Divindade. Santa Catarina afirmou: "Pai, alegre-se comigo, eu me tornei Deus ... Quando eu olhei para dentro de mim eu vi Deus dentro de mim e tudo que ele já criou na terra, céu e ... estou firme na Divindade pura, que nunca teve forma ou imagem ". Mal sabiam eles, essa idéia de auto-deificação remonta ainda mais longe, antes do nascimento de Cristo.

Então, vamos saltar dois séculos para a frente, enquanto o Islã agitava sua espada e decapitava aqueles que desobedeciam o Alcorão, aqui no ocidente fomos expostos a uma nova safra de filósofos e escritores que podiam criticar a religião e não eram mais condenados a morte. Eles eram defensores do novo diabo: Ambrose Bierce, Mark Twain, Herbert Spencer, George Bernard Shaw, HG Wells, Friedrich Nietzsche. Há indivíduos que tentaram se ajustar ao sentido original de Satanás e de como este princípio evoluiu, mas quem está no poder sentia que podia perder suas vantagens se as pessoas aprendessem a verdade. A palavra "Satã" significa adversário ou acusador, mas não da maneira como a massa sofreu lavagem cerebral para pensar. Os antigos judeus descreveram-o como um promotor público divino, o cara que fez o trabalho sujo de Deus. Ele foi provocador de Deus, trazendo infratores à justiça, segurando um espelho frente seus rostos. Agora, não importa como os cristãos distorceram as Escrituras para representar Satanás como inimigo de Deus. Isso é apenas parte do jogo jogado quando se quer calar seus inimigos demonizando-os primeiro. Se isso é feito com sucesso então, qualquer coisa que seus inimigos têm a dizer é mau por natureza e, portanto, uma mentira.

Felizmente, nos últimos anos a expressão "advogado do diabo" assumiu um significado completamente novo. Trata-se de alguém que questiona e leva o argumento contrário a crença popular. Agora, chegou a hora de eu bancar o advogado do diabo contra a crença de que existe tal coisa como uma religião satânica.

No ano de 1844, um filósofo alemão, nasceu. Friedrich Nietzsche refutou o culto da religião em geral e qualquer outro sistema que prejudica a individualidade do ser humano. Em 1888, ele publicou um livro e assumiu o manto do Anti-Cristo. Friedrich viu-se como anunciando a morte do cristianismo e da moral cristã. Ele acreditava que isto deixaria um vazio, e sugeriu uma solução - felizmente, não se tratava de inventar uma religião chamada satanismo. Ele resistiu à tentação de criar outro clube social com uma mentalidade de rebanho e um conjunto de regras e camadas de estratificação presuntivo onde a obediência cega ao Sumo Sacerdote é recompensada. Quando você pensa em Satanás na forma como Nietzsche fez, ele representa a elevação do próprio ego e não uma criatura antropomórfica com chifres, cascos e cauda. Neste caso, o Anti-Cristo é encarado apenas como um símbolo.

Em 1875 anos, Edward Alexander Crowley nasceu, mais conhecido como Aleister Crowley. Ele se tornou um influente ocultista, místico e mágico cerimonial. Crowley foi um hedonista com notoriedade e um destacado crítico social que estava em luta aberta contra os valores morais e religiosos de seu tempo. Ainda jovem, ele declarou-se "A Grande Besta 666". A imprensa popular denunciou Crowley como "o pior homem do mundo". Mas, como Nietzsche, seu antecessor, Crowley foi um defensor da soberania individual. Certa vez, ele declarou: "A essência de todas as mensagens missionárias sempre foi a de aceitar o que o professor ensina, e isso sempre veio acompanhado de subornos e ameaças. Minha mensagem é exatamente o contrário de tudo isso. Eu digo a cada homem e mulher, você é único e soberano, o centro de um universo. Entretanto assim como eu tenho direito de pensar isso, você tem o direito de pensar o contrário. você só pode realizar o seu objeto na vida discordando completamente das opiniões de outras pessoas ". Você pode imaginar a Grande Besta fundando uma religião satânica, onde todos são ensinados a acreditar apenas em si mesmos? Se Satanás tivesse uma religião, creio que seria chamado de "egoísmo" ou acreditar em si mesmo.

Agora vamos avançar o relógio para o ano de 1966. Howard Levey, mais conhecido como Anton LaVey de São Francisco, é incentivado a criar uma "Igreja de Satanás" pelo publicitário Ed Webber. Anton foi dito que a imprensa iria enlouquecer e ele iria ganhar muita notoriedade. O truque funcionou e LaVey tornou-se um ícone da cultura popular. Tragicamente, essa nova religião não conseguiu manter a filosofia proposta por Crowley e Nietzsche e tentou dogmatizar o individualismo com as regras satânicas e declarações. A Alta Sacerdotisa de LaVey, Blanche Barton, tentou racionalizar a contradição, declarando: "Esta é uma organização para quem não quer se juntar a nada." Ela podia muito bem ter dito: "Esta é uma igreja para não-crentes". Isso levanta a questão, as palavras "Igreja" e "Satan" sequer deveriam aparecer na mesma frase juntos? Isso é algo a considerar.

E depois há a afirmação idiota feito por LaVey que, se você mostrar a devoção suficiente para uma coisa ela se torna sua religião, seja ela fazer dinheiro, corrida de carros esportes, jogar beisebol ou formar um anti-religião. Agora que é uma fraca tentativa de redefinir a forma como bilhões de pessoas que já pensam sobre a palavra "religião" e duvido que isso vai ajudá-lo a comunicar idéias de uma forma significativa. Mas não tome minha palavra cegamente - vá até um shopping ou parque cheio de gente. Traga uma almofada e um lápis para contagem da pontuação. Pergunte para 100 pessoas esta pergunta: O que significa a palavra "religião"? Tire suas próprias conclusões.

Mas a Church of Satan existe oficialmente. "Temos uma bíblia. Temos um dogma pró-humana. Temos uma igreja. Temos uma tradição". Eu acho que é hora de examinamos a Bíblia Satânica publicado em 1968. As Nove Declarações satânicas foram inspiradas pelo "Revolta de Atlas", um livro escrito por Ayn Rand. O livro inteiro de Satanás foi copiado do "Might is Right" de Ragnar Redbeard puiblicado em 1898. Sem contar a versão satanizada das chaves enoquianas de John Dee no final do livro de Leviathan. Tudo isso é de conhecimento público hoje, inclusive reconhecida na introdução de Peter Gilmore de 2005. Mas aqui está algo que você não sabia:

Dois anos antes da Bíblia Satânica ser publicado, um livro foi lançado. Foi intitulado "How to Prevent Psychic Blackmail", (Como evitar chantagem emocional) do Dr. Leo Louis Martello, publicado em 1966. Dentro de suas páginas, você vai descobrir ainda uma outra rica fonte de onde LaVey copiou seus dogmas, incluindo os seus pensamentos sobre o egoísmo e do vampirismo psíquico. A filosofia satânica não surgiu do nada na máquina de escrever de LaVey, ela já está ai a muito tempo e tem sido chamada por vários nomes.

Outra tendência preocupante na Church of satan é o uso de expressões religiosas. Tomemos por exemplo o uso turbulento da frase "Lex Talionis" ou Lei de Talião, que é, "olho por olho". Você pode encontrar a sua utilização várias vezes no Antigo Testamento:

Levítico, capítulo 24: "Qualquer pessoa que mutila outro deve sofrer a mesma lesão no retorno: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente, a lesão é o prejuízo a ser sofrido Aquele que mata um animal fará restituição por ele, mas aquele que mata um ser humano deve ser condenado à morte ".

Êxodo, capítulo 21: "Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida."

Deuteronômio, capítulo 19: "não mostrem nenhuma piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé."

Então da próximas vez que um membro da Church of Satan chegar com seu "Lex Talionis:" Eu sugiro que você responda com "Deus te abençoe!" e simplesmente vá embora!

Termino dizendo o seguinte: o satanismo tem seus próprios méritos como uma filosofia. Mas quando chamamos ele de religião, automaticamente sugerimos uma modalidade dogmáticas que contradiz completamente a soberania individual. Ser o Deus de sua própria vida é a coisa mais difícil que você jamais vai fazer e é o caminho mais difícil de se andar, porque poucos se importam em pensar de forma independentes. Neste mundo, todo mundo quer ser popular. Todo mundo quer ser amado e as pessoas freqüentemente estão dispostas a sacrificar suas próprias qualidades únicas para atingir esse fim comum. O primeiro passo para se tornar um satanista é simplesmente ser você mesmo. Isso não envolve nenhum ritual, nenhum sacrifício e nenhuma oração. O poder está dentro de você, esperando para ser liberado.






Os Dez Mandamentos Satânicos





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E Satan virou-se e sorriu,
E pronunciou seus mandamentos
Para que a humanidade ardesse.


I

"Sua opinião deve valer mais do que tudo no universo"

Apesar destes mandamentos serem baseados no espírito humano em sua condição natural, caso você discorde de qualquer coisa escrita nele sua idéia se sobressai. Na era de Satã não há lugar para imposições ao indivíduo de espécie alguma. Não existem mais livros sagrados ou tábuas da lei. Nenhuma escritura, nenhuma religião ou tradição vale mais que a liberdade do espírito humano.


II


"Amar a si mesmo sobre todas as coisas "

Não há ninguém em sua vida mais importante do que você mesmo e não há deus ou amor maior que você. Satanistas, aprendam a lei de Thelema e saibam que todo homem e toda mulher é uma estrela. Cada um é a coisa mais importante e preciosa em sua própria vida. Seja seu próprio Deus ou prepare-se para curvar-se perante outrem.


III


"Amar ou Odiar o próximo como este a ti."

Ser fiel a si mesmo é a coisa mais importante que deve haver. Um Satanista sabe agradecer tão bem quanto sabe se vingar, e alguém que é nosso aliado merece nosso carinho assim como nossos inimigos merecem todo o ódio de nossos corações. Este é o real princípio da reciprocidade, e por meio dele se evita odiar quem não merece ou amar os ingratos, fazendo de nós uma benção aos nossos bem amados e um motivo de preocupação aos nosso opositores.


IV

"Conhecerás a ti mesmo."
Este mandamento é uma conseqüência direta do segundo. Quem se ama busca se conhecer cada vez mais profundamente. Afinal somente quando podemos mensurar nossas forças é que podemos nos esforçar para superá-las. Conheça seu corpo, sua mente, seus poderes, suas forças e suas fraquezas, pois é exatamente ai que se esconde a verdadeira magia e o grande segredo da alquimia negra.

V


"Nunca poderás saber tudo, mas irás sempre atrás deste objetivo"

Não importa o quanto você leia, ouça, estude, decore, sempre há mais para saber, mas isto não deve desanimar ninguém além dos tolos, pois isso só nos mostra que há muito a se descobrir. Alimente seu corpo com comida e água, seu espírito com sexo, música e arte e sua mente com conhecimento e sabedoria. Veja como a ceia é vasta, e veja como seu apetite é infinito.


VI

"Usarás da mente criativa, e dela colherá frutos"

Sua mente é a arma mais poderosa que você possui. Ela serve para muitas coisas, é a chave para o universo e a responsável pelo sucesso da iniciação satânica. Não é a toa que Lavey declarou a estupidez como o maior de todos os pecados satânicos. Realmente ela é uma verdadeira arma mágica e é nela, e somente nela, que passeiam todos o seus poderes. É da mente que provém todo o prazer e toda a dor. É do raciocino que surgem nossos planos, metas e métodos. É nossa imaginação que transforma por um momento, durante os rituais, a ficção em realidade para manipularmos conceitos essenciais de nossa psique. A Imaginação nos rituais satânicos é de fato uma fantasia, mas o resultado da magia é real. Sua mente é sua arma mais poderosa, mantenha-a afiada e junto de você.


VII


"Não se arrependerá de seus atos intencionais "

O ser humano é um animal que possui consciência e é responsável pelos seus próprios atos. Ninguém é obrigado a nada e é errado se arrepender de seus atos quando praticados em plena consciência. Além do que, esta é uma prática estritamente humilhante que aperta o nosso Eu e o nosso orgulho. Baixar a cabeça em uma situação onde não existe outra opção é algo, começar a acreditar que aquilo que você julgou certo foi um erro por causa do julgamento de outra pessoa é algo totalmente diferente. Quando agimos de forma coerente com nós mesmos, ainda que mais tarde vejamos que poderíamos ter agido de outra forma, não há qualquer motivo para arrependimento, pois fizemos o melhor, da melhor forma possível e da maneira que julgamos ser a correta naquele momento. O que foi feito está feito! Devemos aprender a assumir as responsabilidades de nossos atos e a aprender com nossos erros. Estejamos somente atentos para não cairmos no orgulho contra produtivo mencionado por LaVey no seu texto clássico os “Nove Pecados Satânicos”. Arrependimento é uma coisa ruim, mas a estupidez é ainda pior.


VIII

"Aprenderá a rir e a sorrir "

Ao contrário de muitas religiões, o Satanismo é a religião da Alegria. Na antiga era os rituais eram predominantemente sérios e tristes, o jubilo era confinado a ocasiões estritamente “santas” e a auto punição era considerada uma grande virtude. No Satanismo buscamos retomar os valores pagãos de felicidade e alegria constantes. Aprender a rir é essencial, especialmente rir de você mesmo. Isso não significa fazer papel de palhaço, mas sim aprender a receber os obstáculos como desafios, nunca como problemas. Ao tropeçar e cair não se atirare num mundo de frustrações: reavalie suas opções e suas estratégias, sempre de modo confiante. Lembre-se de Nietzsche: "O que não o matar, o tornará mais forte ."


IX

"Andarás a teu modo, mas respeitarás o caminho de outrem "

Você é Satanista? Sua mãe é Budista? Seu pai Ateu? E daí? O caminho dos outros deve ser respeitado. Rasgar livros sagrados, queimar os locais santos de outras religiões é totalmente anti-satânico. O caminho escolhido pelos outros não importa para você. Lembre-se da oitava Regra Satânica da Terra. Quanto mais tempo você perder tentando provar o quanto os outros estão errados menos você terá para aproveitar e desenvolver a sua própria condição. Desrespeitar este conselho é um modo rápido de desperdiçar sua vida e ganhar inimigos gratuitamente. Aquele que odeia as outras pessoas por suas crenças será odiado por sua estupidez. Respeite os outros se você espera ser respeitado, ou prepare-se para encontrar alguém que também tenha encontrado a sabedoria nas palavras: “Quem oferece a outra face não recebe nada além de outro tapa!”.


X
 

"Faças bem, ou nao faças nada "

Se você ama, ame de paixão, entregue-se ao delicioso prazer do amor. Se você odeia, ponha fogo neste ódio e deixe-o arder. Se for gritar, grite alto, pois se o primeiro golpe é forte o bastante seu inimigo não irá se levantar. Viva a vida intensamente. Se for se dedicar a algo dê tudo de si, não desperdice sua vida com um gasto inútil e tempo e energia. Faça bem feito, faça de uma vez, ou não faça nada.

666 – Sagrado, Secreto e Sinistro


O “temível” e suspeito número 666 parece causar muito burburinho quando mencionado em rodinhas de “amigos”, encontros sociais (nem tão sociais assim) e almoços de família (com suas idiossincrasias). As pessoas ignorantes (que ignoram), com base em suas ideias equivocadas oriundas de dogmas enganosos seculares, acreditam piamente que o número seiscentos e sessenta e seis seja satânico, “sujo” e sinistro. Os textos bíblicos disseminaram muitas ideias que seriam motivo de sarcasmo por parte de Satã, se ele realmente existisse como a maioria das pessoas imagina. Se tal número é da besta, besta maior seria o homem, segundo o texto bíblico, pois “(...) calcule o número da besta, pois é o número do homem (...)”. Em essência a espécie humana é animal. De fato, e de modo geral, o homem se apresenta como uma besta humana cuja compreensão parece não ir além de interpretações limitadas e condicionadas. E todo o mal que existe no mundo apenas existe por causa do homem, de maneira direta ou indireta; não há nenhum Diabo nisso tudo.
Mas, sem divagar em teorias conspiracionistas e preconceitos religiosos, o número 666 encerra significações cabalísticas draconianas, ocultistas e psicológicas, o que nada tem a ver com o Diabo ou com o mal do mundo.
O texto bíblico diz que o homem foi criado no sexto dia, o que podemos deduzir que a besta de fato é o homem que em seus primórdios no planeta se comportava como qualquer animal instintivo, impulsivo e sem raciocínio; sua evolução se deu gradativamente ao longo de eras, mas, até então, o homem era simplesmente um animal, uma besta. Mas antes da besta humana aparecer, os animais sempre foram as formas de vida mais antigas e primitivas da Terra, surgiram muito antes da espécie humana bestial, e são, portanto, umas das primordiais manifestações da sabedoria no mundo manifestado. A cristandade substituiu a besta humana pelo dragão como a Grande Besta do mal (como muitos assim entendem).
Por outro lado, seis é o número da esfera do Sol, o que representa em nível humano o Eu Superior em seu aspecto luminoso, a inteligência manifestada, a mente expandida. O Sol e o número seis também podem ser representados pelo hexagrama e pela cruz (um símbolo bastante antigo e pré-cristão), que é desdobrada e desenvolvida a partir do cubo, que é um sólido geométrico de seis lados. O Sol está situado, na Árvore da Vida e da Morte cabalística, nas esferas de Tiphareth/Thagiriron (a Beleza e o Ardente Sol Negro), que é um nível de evolução onde o indivíduo atinge um alto grau de autoconhecimento e autoconsciência. Mas para que a evolução seja completa e a sabedoria seja internalizada é preciso conhecer o lado sinistro do sagrado e secreto Eu Superior (pois nada existe somente com uma face). E esse lado sinistro do Dragão de Sabedoria, do Eu Superior, é expresso pelo número 666 ou 999, já que sua multiplicação e soma finalmente resultam sempre no número noturno da Lua, ou seja, 9. A Lua representa a noite, o oculto, o secreto, o subconsciente e o sinistro (sombrio e “esquerdo” como o aspecto feminino e sexual do universo e da psique humana). Entenda-se que “sinistro” não é aquilo que é maligno, malévolo ou coisa semelhante; sinistro é “esquerdo”, e no contexto prático e metafísico draconiano indica a presença de elementos sexuais, femininos, instintivos e subconscientes (a maior fonte de poder de um iniciado e de um filósofo oculto). Portanto, nada há de maligno e nem tem a ver com qualquer fantasia paranoica do Diabo (pois este não existe). Afinal, nós temos o lado direito e esquerdo de nosso corpo, temos a mão direita e a esquerda, o lado direito e esquerdo do cérebro, etc.; fique só com o lado direto e você verá o quão simétrico, equilibrado, harmonioso e belo você parecerá!
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Na prática da filosofia oculta e também do draconismo, 666 é o número da força sinistra do Eu Superior, o número do aspecto sombrio da Inteligência Solar do Daemon individual. Mas é também o número de Sorath, o Espírito do Sol, a força solar agressiva e impetuosa que impulsiona a evolução. Esse número, 666, pode ser extraído do Quadrado Mágico Solar, ou Kamea, que é dividido em 36 partes, ou quadrados menores numerados, cuja soma total é 666, que é o número do próprio nome de Sorath extraído pelo cálculo de suas letras hebraicas. Desse quadrado, para fins práticos, também é extraído o sigilo de Sorath. Sorath é a verdadeira e espiritual Besta da Revelação, a revelação do próprio Eu com seu animalismo (não confundir com animismo) natural, primitivo e intrínseco que se torna autoconsciente; é a revelação do conhecimento com compreensão, da Gnose, e da sabedoria das sombras (o subconsciente e o aspecto feminino, Sofia, Shakti, Shekinah).
O número 36 (3x6, 666) igualmente resulta em 9, a Lua, a consorte do Sol Negro (a Grande Besta, o Dragão de Sabedoria), demonstrando assim o equilíbrio entre as forças duais (como dois pilares) do universo e do ser humano, a união entre o feminino e o masculino, entre as trevas e a luz, entre o subconsciente e o supraconsciente, etc. A Lua é a yoni (vagina) de Shakti e o Sol Negro é o linga (pênis) de Shiva; a união de 999 com 666 que resulta finalmente em 9, a esfera do sexo, não somente o sexo humano, fisiológico e anatômico, mas principalmente o sexo metafísico e cósmico de todas as forças que são unidas para criar algo no universo e na natureza visíveis e invisíveis.
Tal união, como toda união entre forças opostas deveria ser, resulta em uma terceira força que é, no ser humano, o nascimento da autoconsciência e o renascimento do autêntico e completo ser humano em seu alto grau evolutivo, ou seja, o Homo veritas (o humano verdadeiro). As forças opostas não se opõem, mas se unem para criar. E o ser humano verdadeiro autoconsciente, não um mero humanoide autômato, cria a si mesmo a cada etapa evolutiva.
O número 666, portanto, é de fato o número do Homem, do Anjo e da Besta (o Eu Superior, o Dragão) com suas forças em equilíbrio e com a sabedoria das Sombras e da Luz.
Assim, todos têm a escolha de querer ser uma simples besta humana ignorante, simplória e “profana”, ou querer ser a Grande Besta sábia, superior e sagrada, pois o 666 é a verdadeira face sagrada, secreta e sinistra do Ser autoconsciente.

Ética Luciferiana(por Lilith Ashtart)

Toda posição ideológica possui um conjunto de valores éticos em comum que a caracteriza, visando fornecer auxílio para a resolução dos dilemas normalmente encontrados durante a vida. Ética, contudo, jamais deve ser confundida com moral. Embora ambas caminhem frequentemente atadas de forma negativa por um laço indissolúvel na maioria das correntes filosóficas e religiosas, no luciferianismo é que encontramos sua exceção.
O luciferianismo não impõe normas morais para aqueles que se identificam e buscam seus valores éticos. Isso é justificado pelo fato da moral se basear em um conjunto conjunto de normas concretas que exigem condutas específicas do indivíduo, desrespeitando sua liberdade de formular de modo crítico e consciente suas próprias regras através da análise dos resultados de seus atos na prática, e não segundo supostas consequências pré-determinadas.
A palavra deriva do grego ethos, que significa caráter. A função da ética é a de orientar a busca individual ao fornecer parte dos subsídios para isso. A ética luciferiana é focada no próprio ser, e não no coletivo. Contudo, leva em conta a relação do ser com o meio que o cerca, para garantir-lhe que dele possa tirar o melhor proveito possível, dominando-o para trabalhar sob sua vontade e para seus propósitos. Desta maneira, pela ética se almeja o que é o melhor para si, o que nem sempre reflete o melhor para todos. Esta escolha, porém, está sempre baseada em suas conseqüências finais, de modo que o luciferiano não agirá segundo impulsos e motivações vãs, mas apenas por aquelas que através de suas análises se mostrem pertinentes para o avanço ao seu objetivo final. A parte mais importante, este caminhar, fica sob exclusiva responsabilidade do buscador e sua capacidade de determinar suas ações, de modo a não provocar nenhuma reação que possa vir a impedi-lo e limitá-lo depois. Os planos devem ser cuidadosamente dosados naqueles a curto e longo prazo, pois ao mesmo tempo que não se deve viver apenas para uma situação por vir, não é inteligente entregar-se apenas ao momento de modo que isso atrapalhe qualquer planejamento futuro. Outro fator que permite a existência da ética dentro do luciferianismo sem entrar em conflito com o mesmo é sua temporalidade. Estando aberta à inclusão de novos conceitos devido à sua característica contestadora, ela ao longo do tempo vai se transformando e evoluindo, seja individual ou coletivamente.
E quais seriam esse princípio e prática no luciferianismo? Apenas a obtenção do autoconhecimento pelos próprios méritos. Ao almejarmos nossa iniciação, devemos ter em mente que há etapas a serem cumpridas sucessivamente para alcançarmos de modo efetivo nossa meta. Jamais devemos desejar ou procurar pular estas etapas, pois serão cobradas posteriormente e, uma vez não transpostas em um grau anterior, se tornarão obstáculos capazes de arruinar todo o processo. 
Sendo assim, não há etapas maiores ou mais importantes para desejarmos uma em detrimento de outra. Cada prova será equivalente e essencial ao grau de evolução em que nos encontrarmos, e por isso todas são iguais em intensidade no momento em que ocorrem. Não há chances de vitória ao entrarmos em uma guerra antes de termos aprendido a conhecer e utilizar nossas armas. É certo, porém, que quanto mais avançarmos no domínio de seu manejo, maiores serão os inimigos a serem enfrentados, e mais fatais os nossos erros.
Toda etapa é única. Apenas a total compreensão, controle e conseqüente superação das ordálias encontradas nela nos fornecerão subsídios suficientes para a próxima, uma vez que estas virtudes serão constantemente exigidas. É nisto que reside seu caráter naturalmente seletivo: um conjunto formado por etapas interligadas e interdependentes em relação ao todo, porém ao mesmo tempo individuais e completas em suas particularidades. Desta forma, a superação de uma não significa a conquista do conjunto, e sim de uma parte imprescindível dele. Como conseqüência, a qualquer momento um indivíduo poderá cair perante uma etapa, mesmo que tenha tido sucesso nas anteriores, mostrando que sua natureza e o caminho escolhido não são compatíveis.
Isso ocorre pois os elementos que fornecem subsídios para se realizar tais superações apenas serão válidos se, no indivíduo em que se encontram, estiverem presentes como reflexo de sua essência. Os elementos em si mesmo nada significam se forem adquiridos de forma externa e artificial. Se faltar a base que os conduz corretamente e fornece suporte para sua execução, o que restará? É como possuir uma carruagem e um cavalo. Qualquer um pode se locomover utilizando este conjunto, porém para se conseguir chegar ao destino esperado é necessário, além de um prévio conhecimento de como manejá-lo, possuir força para comandar as rédeas. Qualquer destes fatores que falte, resultará no fracasso da intenção. 
As sociedades e principalmente as religiões costumam adotar códigos morais com a finalidade de conduzir a todos em um único caminho, reprimindo seus instintos e essências para moldá-los segundo suas supostas "verdades", tornando o ser humano totalmente estranho a si mesmo. 
Doravante, nutrida e expressada a fragilidade humana, o campo dos valores culturais e comportamentais alienantes se torna cada vez mais fértil e presente a cada dia que passa, enquanto a essência apaga-se e submerge num interior obscurecido e negado da consciência humana. O ópio oferecido à humanidade tomou nova roupagem e invadiu novos espaços, abandonando a exclusividade de ser ofertado pelas religiões para englobar os diversos meios de comunicação que nos cercam, ditando novos ideais e inclusive o modelo humano idealizado de forma artificial e supérflua, que se esquece de suas faculdades intelectuais sagradas para focalizar-se apenas no profano.
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Este texto é um trecho retirado do livro Lux Aeterna, de Lilith Ashtart, e foi publicado no exemplar número 1 de Nox Arcana, revista eletrônica sobre ocultismo, psicologia e cultura.
HAIL SATAN.