domingo, 18 de maio de 2014

Você se acha evoluído? Então veja 4 provas que mostram o contrário



Fonte da imagem: Shutterstock Você se acha evoluído? Então veja 4 provas que mostram o contrário
Nós, seres humanos, criaturas pensantes e senhores de todo o planeta, acreditamos que nos encontramos no ápice do progresso evolutivo, não é mesmo? Contudo, apesar de nos acharmos tão incríveis, contamos com um corpo repleto de pequenas imperfeições. Isso porque a evolução leva o seu tempo, e nem sempre o resultado é impecável. Quer ver quatro exemplos — reunidos pelo pessoal do site POPSCI — de defeitinhos evolutivos?

1 – Sistema imunológico

Pixabay Fonte: Pixabay
Você já reparou na quantidade de alergias e doenças autoimunes que os seres humanos desenvolveram nos últimos tempos? Uma das causas disso pode ser o fato de que as infecções por parasitas deixaram de ser tão comuns como eram no passado. Nossos antepassados conviviam com esses organismos, e a falta deles pode ser uma das razões de o nosso sistema imunológico reagir tão violentamente quando entramos em contato com coisas inofensivas.

2 – Metabolismo

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Nos primórdios de nossa história evolutiva, os alimentos ricos em calorias eram de extrema importância para a nossa sobrevivência, já que a abundância não era muito grande. Contudo, atualmente vivemos em uma era na qual as coisas são muito diferentes e o que não faltam são comidas pra lá de “gordas” que estão contribuindo para aumentar a epidemia de obesidade que está se espalhando pelo mundo.
O problema é que o nosso metabolismo não conseguiu acompanhar esse enriquecimento calórico do cardápio humano. Aliás, considerando que os humanos levaram 9 mil anos desde que as primeiras civilizações começaram a domesticar o gado — e a consumir derivados de leite — para que 90% dessa população conseguisse finalmente digerir a lactose, parece que ainda teremos que esperar um bom tempo até que o nosso metabolismo se torne ultraeficiente.

3 – Pelve

Reprodução/Wikipédia “O Nascimento de Vênus”, Sandro Botticelli - Fonte: Reprodução/Wikipédia
A pelve feminina é quase estreita demais para permitir o nascimento de bebês com cabecinhas tão grandes como a dos humanos, e é por isso que as complicações durante os partos são tão comuns. Por outro lado, se a pelve fosse mais larga do que ela é, caminhar em postura ereta seria muito complicado.
Contudo, por sorte, a evolução nos equipou com “ferramentas” sociais e culturais para amenizar os problemas relacionados com partos, como o surgimento de parteiras e maternidades repletas de atendentes especializados.

4 – Pés

PixabayFonte: Pixabay
Você alguma vez acabou com o tornozelo torcido depois de cair com um dos pés meio torto? Pois essa lesão supercomum é culpa da evolução! No início da nossa história evolutiva, os pés e tornozelos dos nossos antepassados eram compostos por diversos ossos pequeninos que tornavam esses membros mais flexíveis e os transformavam em verdadeiras ferramentas para escalar árvores.
Contudo, essas pecinhas todas também oferecem inúmeras oportunidades para que torções e rompimentos aconteçam. Isso sem falar na forma como os ossos da canela — ou tíbias — e os tornozelos estão orientados para permitir nossa locomoção, tornando a “aterrissagem” na lateral dos pés pouco segura para nós, humanos desequipados.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Tomás de Aquino (são)


Tomás de Aquino (são), nasceu em Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7mar1274, foi um padre dominicano, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica. Tomás nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por meio de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico. O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar, a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia; isto teria sido um caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.

Aos cinco anos, Tomás começou sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois que o conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade) criada recentemente por Frederico II em Nápoles. Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos que influenciariam sua filosofia teológica. Foi igualmente durante seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço ativo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos. Nesta época seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia. Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e em Paris se tornou discípulo de Santo Alberto Magno que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por este tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido." Foi mestre na Universidade de Paris no reinado de Luís IX de França. Morreu, com 49 anos, na Abadia de Fossanova, quando se dirigia para Lião a fim de participar do Concílio de Lião, a pedido do Papa. Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles. Em suas "duas summae", sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles. A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma teoria do conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista da ética, ao O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.

Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.

"A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência". Tomás de Aquino concluiu que a descoberta da verdade ia além do que é visível. Antigos filósofos acreditavam que era verdade somente o que poderia ser visto. Aquino já questiona que a verdade era todas as coisas porque todas são reais, visíveis ou invisíveis, exemplificando: uma pedra que está no fundo do oceano não deixa de ser uma pedra real e verdadeira só porque não pode ser vista. Aquino concorda e aprimora Agostinho de Hipona quando diz que "A verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é". A verdade está nas coisas e no intelecto e ambas convergem junto com o ser. O "não-ser" não pode ser verdade até o intelecto o tornar conhecida, ou seja, isso é apreendido através da razão". Aquino chega a conclusão que só se pode conhecer a verdade se você conhece o que é o ser.

A verdade é uma virtude como diz Aristóteles, porém o bem é posterior a verdade. Isso porque a verdade está mais próximo do ser, mais intimamente e o que o sujeito ser do bem depende do intelecto, "racionalmente a verdade é anterior". Exemplificando: o intelecto apreende o ser em si; depois, a definição do ser, por último a apetência do ser. Ou seja, primeiramente a noção do ser; depois, a construção da verdade, por fim, o bem.

Sobre a eternidade da verdade ele, Tomás, discorda em partes com Agostinho. Para Agostinho a verdade é definitiva. Imutável. Já para Aquino, a verdade é a consequência de fatos causados no passado. Então na supressão desses fatos à verdade deixa de existir. O exemplo que Tomás de Aquino traz é o seguinte: A frase "Sócrates está sentado" é a verdade. Seja por uma matéria, uma observação ou analise, mas ele está sentado. Ao se levantar, ficando de pé, ele deixa de estar sentado. Alterando a verdade para a segunda opção, mudando a primeira. Contudo, ambos concordam que na verdade divina a verdade por não ter sido criada, já que Deus sempre existiu, não pode ser desfeita no passado e então é imutável.

Segundo Tomás de Aquino, a ética consiste em agir de acordo com a natureza racional. Todo o homem é dotado de livre-arbítrio, orientado pela consciência e tem uma capacidade inata de captar, intuitivamente, os ditames da ordem moral. O primeiro postulado da ordem moral é: faz o bem e evita o mal.

Há uma Lei Divina, revelada por Deus aos homens, que consiste nos Dez Mandamentos. Há uma Lei Eterna, que é o plano racional de Deus que ordena todo o universo e uma Lei Natural, que é conceituada como a participação da Lei Eterna na criatura racional, ou seja, aquilo que o homem é levado a fazer pela sua natureza racional.

A Lei Positiva é a lei feita pelo homem, de modo a possibilitar uma vida em sociedade. Esta subordina-se à Lei Natural, não podendo contrariá-la sob pena de se tornar uma lei injusta; não há a obrigação de obedecer à lei injusta (este é o fundamento objetivo e racional da verdadeira objecção de consciência).

A Justiça consiste na disposição constante da vontade em dar a cada um o que é seu - suum cuique tribuere - e classifica-se como comutativa, distributiva e legal, conforme se faça entre iguais, do soberano para os súbditos e destes para com aquele, respectivamente.

Partindo de um conceito aristotélico, Aquino desenvolveu uma concepção hilemórfica do ser humano, definindo o ser humano como uma unidade formada por dois elementos distintos: a matéria primeira (potencialidade) e a forma substancial (o princípio realizador). Esses dois princípios se unem na realidade do corpo e da alma no ser humano. Ninguém pode existir na ausência desses dois elementos. A concepção hilemórfica é coerente com a crença segundo a qual Jesus Cristo, como salvador de toda a humanidade, é ao mesmo tempo plenamente humano e plenamente divino. Seu poder salvador está diretamente relacionado com a unidade, no homem ou na mulher, do corpo e da alma. Para Aquino, o conceito hilemórfico do homem implica a hominização posterior, que ele professava firmemente. Uma vez que corpo e alma se unem para formar um ser humano, não pode existir alma humana em corpo que ainda não é plenamente humano.

O feto em desenvolvimento não tem a forma substancial da pessoa humana. Tomás de Aquino aceitou a ideia aristotélica de que primeiro o feto é dotado de uma alma vegetativa, depois, de uma alma animal, em seguida, quando o corpo já se desenvolveu, de uma alma racional. Cada uma dessas "almas" é integrada à alma que a sucede até que ocorra, enfim, a união definitiva alma-corpo.

Conforme as próprias palavras de Aquino:
"Anima igitur vegetabilis, quae primo inest, cum embryo vivit vita plantae, corrumpitur, et succedit anima perfectior, quae est nutritiva et sensitiva simul, et tunc embryo vivit vita animalis; hac autem corrupta, succedit anima rationalis ab extrinseco immissa (…) cum anima uniatur corpori ut forma, non unitur nisi corpori cuius est proprie actus. Est autem anima actus corporis organici". Em inglês: "The vegetative soul therefore, which is first in the embryo, while it lives the life of a plant, is destroyed, and there succeeds a more perfect soul, which is at one nutrient and sentient, and for that time the embryo lives the life of an animal: upon the destruction of this, there succeeds the rational soul, infused from without (…) For since the soul is united with the body as a form, it is only united with that body of which it is properly the actualisation. Now the soul is the actualisation of an organised body".

Em português: "A alma vegetativa, que vem primeiro, quando o embrião vive como uma planta, corrompe-se e é sucedida por uma alma mais perfeita, que é ao mesmo tempo nutritiva e sensitiva, quando o embrião vive uma vida animal; quando ela se corrompe, é sucedida pela alma racional induzida do exterior (…) Já que a alma se une ao corpo como sua forma, ela não se une a um corpo que não seja aquele do qual ela é propriamente o ato. A alma é agora o ato de um corpo orgânico".

Cronologia
1225 - Tomás de Aquino nasce no castelo de Roccasecca.
1226 - Morte de Francisco de Assis.
1230 - Tomás inicia seus estudos na Abadia de Montecassino.
1240 - Alberto magno começa a ensinar em Paris e a comentar Aristóteles.
1241 - Morte do papa Gregório IX
1244 - Fundação da Universidade de Roma. Tomás entra para a Ordem dos Dominicanos.
1245 - Estuda em Paris até 1248, sob a orientação de Alberto Magno.
1248 - Alberto Magno funda, em Colônia, uma faculdade de teologia. Tomás continua seus estudos em Colônia até 1259.
1252 - Leciona em Paris até 1259.
1257 - Robert de Sorbon funda um colégio na Universidade de Paris.
1259 - Escreve o Comentário sobre as sentenças e a Suma contra os gentios. Leciona na Itália, até 1268, em Agnani, Orvieto, Roma e Viterbo.
1261 - Início do pontificado de Urbano IV.
1265 - Clemente IV ascende ao trono papal. Nasce Dante Alighieri. Tomás redige a Suma Teológica, até 1273.
1266 - (?) Nasce Duns Scot.
1268 - Morte de Clemente IV. Interregno pontifical.
1269 - Ensina em Paris até 1272.
1271 - Eleição de Gregório X.
1274 - Tomás falece a 7 de março, em Fossanova.
1323 - É canonizado pelo papa João XXII.

Adão e Eva - a Teoria da Evolução


Alguns teólogos tem procurado conciliar a história de Adão e Eva com a Teoria da Evolução. Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que logrou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou-nos uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico de sua obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica, por sua vez, foi proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China. Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito. O Padre Ariel Álvarez Valdez sustenta que trata-se de uma parábola composta por um catequista hebreu, a quem os estudiosos chamam de “yahvista”, escrita no século X AC, que não pretendia dar uma explicação científica sobre a origem do homem, mas sim fornecer uma interpretação religiosa, e elegeu esta narração na qual cada um dos detalhes tem uma mensagem religiosa, segundo a mentalidade daquela época. John F. Haught, filósofo americano criador do conceito de Teologia evolucionista, diz que "o retrato da vida proposto por Darwin constitui um convite para que ampliemos e aprofundemos nossa percepção do divino. A compreensão de Deus que muitos e muitas de nós adquirimos em nossa formação religiosa inicial não é grande o suficiente para incorporar a biologia e a cosmologia evolucionistas contemporâneas. Além disso, o benigno designer [projetista] divino da teologia natural tradicional não leva em consideração, como o próprio Darwin observou, os acidentes, a aleatoriedade e o patente desperdício presentes no processo da vida”, e que “Uma teologia da evolução, por outro lado, percebe todas as características perturbadoras contidas na explicação evolucionista da vida”, sobre as idéias de Richard Dawkins, Haught declara que: “A crítica da crença teísta feita por Dawkins se equipara, ponto por ponto, ao fundamentalismo que ele está tentando eliminar”. Ilia Delio, teóloga americana, sustenta que a teologia pode “tirar proveito” das aquisições de uma ciência que vê na “mutação” o núcleo essencial da matéria. Link para arquivos digitais com teorias e PROJETOS EVOLUTIVOS: http://www.4shared.com/office/5MeJ6Isd/Grafeno_Material_do_futuro.html Grafeno Material do futuro.pps [URL=http://www.4shared.com/office/5MeJ6Isd/Grafeno_Material_do_futuro.html]Grafeno Material do futuro.pps[/URL] http://www.4shared.com/office/NdRVpLLO/Proyecto_Matriz_-_Pedro_Pozas_.html Proyecto Matriz - Pedro Pozas Terrados.pps [URL=http://www.4shared.com/office/NdRVpLLO/Proyecto_Matriz_-_Pedro_Pozas_.html]Proyecto Matriz - Pedro Pozas Terrados.pps[/URL] O Rabino Nilton Bonder sustenta que: "a Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá a interação entre criatura e Criador". Em 1858, a vida de Darwin parecia esta se desmoronando. Sua revolucionaria teoria da evolução é contestada, enquanto seus filhos estão doentes. Com a sua carreira ameaçada e sua vida pessoal em crise, é sua esposa Emma, uma pianista clássica que estudou com Chopin, que o ajuda a perceber que o que ele chamou de mistério da vida é afinal o mistério e a verdade escondida dentre milhares de anos.

mundo é normal




Se o mundo é normal para quê ser anormal? Todas as coisas rolam como se o mundo se tratasse de uma montanha. Somos apenas pedras, á espera da derrocada. O mundo é normal, porquê ser anormal? Se todos são algo, alguns orgulham-se de não o ser. Se todos são alguém, alguns orgulham-se de nunca o terem sido. Se o mundo é redondo, e descendemos de macacos, alguns orgulham-se de o contradizer. E tudo progride, tudo segue, e nós continuamos uma pedra á espera dessa longa derrocada.
Tudo tem uma lógica. Qualquer pessoa procura justificar-se das suas atitudes. Procura dizer, de uma maneira lógica ou ilógica, a razão das suas atitudes. E a verdade é que nem tudo tem razão de ser. O mundo é de facto normal, nós é que teimamos em torná-lo anormal. Porque gostamos da diferença, da dificuldade, da lição de moral depois de cometermos o erro. Criamos e evoluímos. E o mundo torna-se menos normal.
Ninguém gosta de ser normal. Talvez gostem os velhos do Restelo, teimando que o bom seria manter o passado. Pois aí, talvez fossemos todos normais. Talvez se todos conservássemos o passado. Se a evolução estagnasse talvez deixássemos de tentar ser diferentes. A diferença provém do comum. E hoje, hoje o mundo é uma aldeia global. Ou pelo menos luta para o ser. E se o mundo se irá tornar num globo todo igual, então aí explodiremos as nossas diferenças, ai seremos todos menos como somos hoje. Aí, iremos seguir aqueles que consideramos diferentes.
Hoje, está em voga ser diferente. Esquecer a normalidade e tomar uma posição: ser diferente. Mas diferente do quê? Daquilo que querem que sejamos, ou igual àqueles que consideras diferentes? E são eles diferentes do quê? De ti? Procuramos sobressair. Procuramos fazer-nos notar. Fazer-nos ouvir. E damos connosco a ser quem nunca gostaríamos de ter sido. E apenas o somos, para sermos diferentes. O mundo é normal, lutamos pela sua diferença. E enquanto uns lutam para se imortalizar, outros lutam por quem nada tem. Enquanto uns criam para tornar a nossa vida diferente outros trabalham para manter tudo em pé. Enquanto uns vendem o corpo outros curam quem está doente. O mundo está cheio de diferenças. E contudo é normal. Porquê lutarmos pelas nossas diferenças? Somos todos dignos da vida. Mas apenas alguns têm direito a vive-la.

A ORIGEM DOS 7 PECADOS


A palavra pecado  (hhatá,em hebraico ,hamartáno ,em grego,significa errar; em Latim,virou peccátu),significa qualquer desobediência á vontade de Deus,embora o Todo Poderoso,que eu saiba,veio a  tocar neste assunto com ninguém e quem disser que ouviu alguma coisa deve estar,certamente, apossado do pecado do orgulho.

Hoje,eles são classificados mais como vícios, pois,a palavra pecado está em desuso,mesmo porque não existe pecado ao Sul do Equador,onde nós estamos,geograficamente,graças a Deus.
Eles são velhos como o mundo,sempre existiram em religiões  cujas origens se perdem no tempo,mas, o catolicismo,que nasceu para explorar a culpa,listou esses sete pecados para tornar o ser humano mais submisso, controlar os instintos básicos do ser humano ,sem se importar que isso trouxesse depressão ou até levasse alguém á loucura,como realmente aconteceu muitas vezes,até entre os santos da Santa Madre.   Vivemos em eterna “mea culpa” ,ou como dizia aquela música tudo que é bom é proibido ou engorda.
O que os gregos tratavam como problema de saúde – as depressões ,as alucinações ,o maelstrom,o estresse, a Igreja transformou em vícios cabeludos ,passíveis de confissão e penitência,pois,assim,saberia de todos os pensamentos,palavras e obras de seus seguidores.
Mas,como havia muito pecador e poucos padres para ouvi-lo e perdoá-lo ,a Igreja criou os pecados veniais,os levinhos, aqueles que não dão inferno e os capitais (de caput,cabeça),merecedores de condenação eterna.
Assim,a  gula,a avareza,a luxúria,a ira,a inveja,a preguiça e a soberba(orgulho ou vaidade) seriam severamente punidos.
Gula

Preguiça

Luxúria
Avareza

Ira
Inveja
Orgulho

Em 1589,Peter Binsfeld comparou cada pecado a seu demônio correspondente; assim Asmodeus,seria o demônio da luxúria,Belzebu,o da gula,Mammon,o da avareza,ganância,Belfeghor,    o da preguiça.Azazel,o da ira,Leviatã,o da inveja e Lúcifer,o belo anjo decaído,o do orgulho.
Pois é,esses sujeitinhos aparecem milenarmente entre nós ,apesar de todas as posições contrárias dos religiosos em geral e dos fanáticos,em particular.
Ainda haveremos, neste blog  de ,falar muito de pecados,assim ,quando cometermos algum,pelo menos seremos PHD no assunto e seremos pecadores acadêmicos,gente muito importante,não sabe o senhor e devotos de Lúcifer.
Vão pecando aqui lhes dou indulgências plenárias e este espaço estará sempre aberto para vocês.

domingo, 11 de maio de 2014

O que a Espiritualidade aprendeu e o que a humanidade não aprendeu com a Atlântida


by rudyrafael
A história da Atlântida sempre servirá como lição tanto à humanidade quanto à Espiritualidade. Ao mesmo tempo em que a Atlântida serve de exemplo de como uma civilização deve viver no plano material também serve de exemplo de como não deve. Ambas as situações dizem respeito à humanidade em seu nível coletivo, pois o estágio em que a Atlântida chegou a nível civilizacional dizia mais respeito ao coletivo do que ao indivíduo. Naquilo que a Atlântida serve como exemplo de como a humanidade deve viver no plano material tem-se o seu auge como civilização - aquilo que poder-se-ia chamar de a era dourada de Atlântida -, enquanto que aquilo que a Atlântida serve como exemplo de como a humanidade não deve viver no plano material tem-se a sua queda. Ao tratar sobre Atlântida os primeiros pontos a serem observados sempre serão estes: o que deu certo e o que deu errado. Pessoas dizem que é preciso errar para aprender e dizer isto é um erro, pois não é necessário errar para aprender; é possível aprender com os erros dos outros. Assim como as boas coisas servem de exemplo do que fazer as coisas ruins servem de exemplo do que não se deve fazer. A humanidade não precisa cometer novamente os mesmos erros que cometeu na Atlântida.
Aquilo que a Atlântida serve como exemplo de como a humanidade deve viver no plano material diz respeito à consciência coletiva da unidade entre o mundo material e o mundo espiritual. O povo atlante possuía um desenvolvimento espiritual maior do que o homem atual porque vivia uma unidade maior entre o mundo material e o mundo espiritual e é este o princípio do desenvolvimento mediúnico. No mundo atual, principalmente nos meios que dizem trabalhar a espiritualidade, existe o ensinamento nefasto de que existem dois mundos – o material e o espiritual – e cada pessoa deve ter consciência desta divisão e viver duas vidas distintas, uma para a matéria com as coisas da matéria e uma para o espírito com as coisas do espírito. Começa aí o erro que estagna a evolução espiritual das pessoas e é por isto que estas pessoas e seus discípulos não possuem desenvolvimento espiritual algum. A lição real da Espiritualidade, aquilo que chamam de “despertar”, é a vivência da unidade entre o mundo material e o espiritual, entre o Eu Exterior e o Eu Interior. O mundo material não precisa ser distinto do mundo espiritual e cabe a quem realmente se importa com este planeta e com a Espiritualidade conectar os dois mundos.
O auge da Atlântida, aquilo que a faz ser um modelo para a humanidade, é justamente o modo como os atlantes viviam. Para os atlantes a separação entre os dois mundos era consideravelmente menor do que é para os humanos atuais. Os atlantes não viviam o mundo material e buscavam o mundo espiritual em seu tempo livre, os atlantes buscavam viver a união com a espiritualidade no plano material e por isto se desenvolveram. Foi através da consciência da necessidade de viver o mundo espiritual no mundo material que os atlantes tinham a espiritualidade como meio de vida e assim desenvolveram suas faculdades psíquicas. Foi através da vivência de uma vida na matéria orientada pela vida no espírito que os atlantes adquiriram conhecimentos que os tornaram científica e tecnologicamente superiores aos humanos atuais. Entretanto, por mais que os atlantes tivessem um desenvolvimento científico e tecnológico superior ao da humanidade atual tal desenvolvimento não se compara ao desenvolvimento de outras civilizações extraterrestres. A Atlântida é considerada modelo de desenvolvimento espiritual para a humanidade porque o nível de desenvolvimento espiritual da humanidade é baixo.
A evolução é uma lei natural. Tudo que existe evolui, inclusive a Espiritualidade. Os espíritos de alta hierarquia também evoluem e também aprendem com seus erros, até mesmo os gestores de planetas, de sistemas e de galáxias. Com a Terra não foi diferente em relação à Atlântida. A Atlântida recebeu muito desenvolvimento científico e tecnológico da Espiritualidade por viver uma vida na matéria mais una à vida no espírito e isto acabaria por não ser bem aproveitado pelos atlantes. Os atlantes usaram o desenvolvimento científico e tecnológico que receberam da Espiritualidade para guerrear e colocaram em risco a existência do planeta Terra. A humanidade atual não possui ciência ou tecnologia capaz de destruir o planeta por completo. Não existe “arma”, “botão vermelho” ou qualquer coisa capaz de explodir o planeta Terra e isto jamais voltará a existir. Os atlantes colocaram em risco o plano da Espiritualidade relacionado ao planeta Terra com sua ciência e tecnologia – conhecimentos recebidos da própria Espiritualidade – e quase destruíram, literalmente, tudo. Os atlantes tinham desenvolvimento para destruir o planeta Terra inteiro e isto poderia ter ocorrido, sendo que a própria Espiritualidade teria dado poder para tal.
Com o ocorrido em Atlântida a Espiritualidade aprendeu que o homem não pode ter desenvolvimento científico e tecnológico que possa colocar em risco o plano da Espiritualidade para o planeta Terra. A Espiritualidade jamais irá permitir que a humanidade possua novamente desenvolvimento que possa destruir literalmente o planeta, como uma bomba capaz de explodir a Terra inteira. Além do relacionado à Atlântida outros conhecimentos científicos e tecnológicos também são guardados pela Espiritualidade. Existem desenvolvimentos que a humanidade atual não possui porque a Espiritualidade não permite que a humanidade receba, pois se recebesse usaria aquilo para um mal extremo. Os desafios fazem parte da vida e servem como lições, mas a Terra é um local para espíritos evoluírem e a vida deve ser viável para que cada espírito possa viver para evoluir. Uma coisa é um espírito vivenciar a pobreza, a doença e a aflição, outra é existir alguém que possa explodir o planeta inteiro por sua vontade. Os bilhões de espíritos que habitam a Terra, encarnados ou desencarnados, precisam poder viver para poder evoluir e se existir o risco de alguém destruir a Terra inteira através de certo conhecimento este conhecimento não será dado à humanidade.
Neste sentido a Espiritualidade não permitirá que a humanidade tenha um conhecimento que mesmo que a princípio seja utilizado para o bem possa ser desvirtuado e utilizado para o mal. Se um conhecimento científico ou tecnológico puder ser utilizado para o maior dos bens para a humanidade mas ao mesmo tempo puder ser utilizado para a sua extinção, tal conhecimento não será acessado pelo homem. O desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade não depende só dela e de sua inteligência, mas da autorização da Espiritualidade. A Espiritualidade aprendeu que não pode permitir que o homem tenha determinados conhecimentos que possam colocar em risco o planeta e a civilização como um todo. É ignorância acreditar que a  Terra possa ter um desenvolvimento científico e tecnológico equiparado ao das civilizações extraterrestres mais desenvolvidas sem que antes tenha um desenvolvimento moral e ético que assegure que tais conhecimentos não serão utilizados para o mal de forma a comprometer a função da Terra no Universo. Os atlantes quase destruíram o planeta Terra com suas armas atômicas e se não fosse a intervenção da Providência Divina não apenas a Atlântida teria sido extinta como todo o planeta.
A Espiritualidade aprendeu com a Atlântida, mas a humanidade não. O Amor e o respeito a Deus é o Amor e o respeito à forma como ele faz as coisas. É amar e respeitar os processos da vida, da morte, da alimentação e da reprodução. A imortalidade física não existe porque Deus quer que assim seja. O homem precisa de alimentos para se nutrir porque Deus quer que assim seja. O homem precisa nascer e morrer porque Deus quer que assim seja. A vida é gerada da união entre um homem e uma mulher porque Deus quer que assim seja. Quanto mais próximo de Deus mais se compreende que não há o que se fazer a não ser submeter-se ao seu poder supremo e aceitar a forma como ele faz e quer as coisas. A união entre um homem e uma mulher é o processo pelo qual o Supremo Arquiteto do Universo delegou à humanidade o poder de gerar a vida e isto não está sendo respeitado pela humanidade. A vida humana é gerada através da união entre o masculino e o feminino, que na união dos dois polos – positivo e negativo - faz surgir o triângulo, a forma geométrica mais perfeita do Universo. Deus quis que a vida humana surgisse da conjunção carnal entre um homem e uma mulher e isto não está sendo respeitado pela humanidade.
A humanidade equiparou o sagrado ato da geração da vida através do sagrado ato da conjunção carnal entre um homem e uma mulher que se amam com a fabricação da vida em laboratórios através do desenvolvimento científico e tecnológico. A humanidade não vê diferença entre uma criança ser gerada através da conjunção carnal entre um homem e uma mulher que se amam e ser fabricada em um laboratório e este foi o erro dos atlantes. Os atlantes se voltaram contra Deus indo de encontro à natureza e às leis divinas. Pelo poder do desenvolvimento científico e tecnológico que receberam os atlantes pensaram que poderiam tudo; pensaram que poderiam criar o tipo de vida que quisessem da forma que quisessem e sem qualquer respeito à forma como Deus faz as coisas. A ciência e a tecnologia devem ser usadas a favor do cumprimento das leis cósmicas, não como substituição ou revogação de tais leis. A ciência e a tecnologia devem ser usadas para fazer nascer uma criança cujos pais que se amam tentaram da forma natural e não conseguiram, não para fabricar crianças para pessoas que possuem as condições naturais para gerar uma criança e escolheram não fazer.
Deus é perfeito em seus processos. Se Deus quis que a vida surgisse da união entre um homem e uma mulher é porque Deus quis que um homem e uma mulher se unissem. Gerar uma vida é um ato de Amor, não de satisfação de consumo. Uma vida humana não é algo para se mandar fazer em um laboratório assim como se manda fazer um móvel sob medida. A vida humana é a terceira ponta do triângulo, é a manifestação do Amor entre um homem e uma mulher que em sua unidade não conseguiu outra forma de expressar este Amor que não a geração de uma vida. A vida humana é a materialização do Amor entre um homem e uma mulher, quando o Amor entre o casal adquiriu tamanha força no mundo espiritual que não houve como aquilo não se manifestar no mundo material e a forma como isto veio a se manifestar é através de uma vida. É na geração de uma vida que um homem e uma mulher podem olhar um para o outro e ver que possuem algo em comum e que veio dos dois. Se uma pessoa não quer respeitar os meios pelos quais Deus quis que certos fins fossem alcançados então não deve querer tais fins. A Vida é a manifestação do Amor de Deus pela humanidade e a vida de uma criança deve ser a manifestação do Amor entre um homem e uma mulher.
Por mais que a Atlântida sirva de norte para aquilo que se entende como uma civilização vivendo em harmonia com as leis cósmicas, na Lemúria houve um desenvolvimento espiritual maior. Foram os lemurianos que viveram a simplicidade da vida aliada ao desenvolvimento espiritual acentuado e à união maior ao mundo espiritual. Os lemurianos não colocaram em risco a vida na Terra como os atlantes colocaram. Os atlantes acharam que não necessitariam prestar contas de suas ações ao Supremo Arquiteto do Universo; acharam que poderiam fazer o que quisessem com a vida humana e isto não poderia continuar. O preço que a humanidade pagou por ter feito o que fez na Atlântida foi o de ter desenvolvimento científico e tecnológico inacessível enquanto não tiver desenvolvimento moral e ético para bem utilizá-lo, como um pai que vai aumentando a mesada do filho aos poucos na medida em que este se mostra responsável pelo uso do que recebe. Os maiores pecados da humanidade na Atlântida foram os cometidos contra a vida humana e a humanidade está a cada vez mais a cometer o mesmo erro. Quando a vida humana começa a perder o sentido as coisas começam a perder o sentido.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

TEORIA DA EVOLUÇÃO



De onde viemos?

A pergunta que não quer calar.


Desde os tempos mais remotos indagamos sobre a origem dos seres vivos, incluindo nós mesmos, e durante todo esse tempo sempre tivemos nossas "respostas" na forma de fantasias, estórias fantásticas e recheadas de alegorias que foram transmitidas de geração após geração.

Por mais de 99% de seus quase 250 mil anos na Terra, o Ser Humano foi dominado pelo pensamento mitológico e suas lendas. Depois, há cerca de 2500 anos atrás surgiu a Filosofia, e a Razão tentou buscar essa resposta abrindo caminho para algo além dos mitos e crenças.

Mas essa Era de lucidez racional seria por 1000 anos obscurecida pelas sombras da Idade Média e seus dogmas de fé baseados na antiga mitologia judáico-cristã. No Oriente Médio, boa parte desta cultura racional sobreviveu disputando lugar com a crença na similar mitologia islâmica, e no Extremo Oriente, também desde há 25 séculos atrás, outro tipo de filosofia, mais mística, se espalhava, baseada no Hinduísmo, Taoísmo e Budismo.

E só há pouco mais de 250 anos, outra área do potencial humano amadureceu e se consolidou, a Ciência.

A Ciência é a fusão da Razão com a Experimentação. Do Pensamento com o Empirismo, e é tão eficiente que seus resultados práticos e materiais em menos de meio século foram muito mais marcantes do que as dezenas de milhares de anos de misticismo e magia.

Ela pode não ter as respostas para nossas indagações interiores, e com certeza não tem a chave da felicidade, mas ninguém pode negar que ela é muito eficaz em entender, explicar e controlar a natureza.

A Ciência também nos deu sua resposta para a grande pergunta sobre a origem da vida, e esta veio sob a forma da TEORIA DA EVOLUÇÃO.

Não é de se admirar que essa explicação só tenha surgido há tão pouco tempo. Primeiro por que não se muda rapidamente centenas de milhares de anos de pensamento mitológico só com 2500 de Filosofia ou 250 de Ciência, e depois porque essa questão realmente não é fácil de ser respondida.

É uma pergunta sobre algo que há muito aconteceu e que ninguém presenciou, sobre eventos e processos que se deram muito antes de qualquer tentativa de resposta mesmo mitológica. Algo que acontece na verdade há muitos milhões de anos.

Com nosso quadro histórico, podemos considerar normal que por volta de 1600 dC, após o surgimento da imprensa, a Ciência tenha tido dificuldades para se estabelecer enfrentando toda uma estrutura de repressão religiosa que até ainda hoje não foi totalmente vencida.

Foi nesse quadro de resistência, que um processo de elaboração de pensamento foi tomando corpo, o EVOLUCIONISMO, que tinha uma resposta diferente daquela referência que dominou toda a Idade Média, a Bíblia.

A idéia de que a Terra era o centro físico do Universo já fora derrubada, mas o impacto sobre a religião não fora tão grande pois a doutrina cristã não se apoia no Geocentrismo, ainda que ele esteja presente na Bíblia. (Para qualquer dúvida sobre se a Bíblia é ou não Geocentrista indico ESTE TEXTO)

Mas enfrentar o Mito da Criação? Algo do qual depende boa parte de toda a Teologia Cristã e suas diretrizes de comportamento? Foi algo muito mais complicado.

Não obstante o trabalho árduo de vários pesquisadores, cientistas e filósofos levou a uma mudança de pensamento, e o hoje a TEORIA DA EVOLUçÃO é mais do que estabelecida como a mais precisa explicação para a origem da vida.

Mas afinal, o que é a Teoria da Evolução e o Evolucionismo?


"EVOLUÇÃO ESPONTÂNEA"


Apesar do que muitos pensam, o Evolucionismo não é produto de uma só pessoa, não é idéia de um ou dois cientistas. Ele é simplesmente o resultado inevitável de um processo de evolução científica.

A Ciência lida com fatos explicáveis e controláveis, previsíveis e reproduzíveis. Só pode aceitar explicações que se baseiem em fenômenos comprovados e observáveis na natureza.

NÃO EXISTE CRIAÇÃO!

Nunca ninguém jamais viu algo surgir do nada, ou uma transformação tão radical quanto um organismo complexo como o humano surgir do barro. Isso não existe na natureza. Portanto a explicação religiosa criacionista é inaceitável no pensamento científico.

Tudo o que vemos na natureza é resultado de processos progressivos, estruturas muito simples podem parecer "surgir" rapidamente, mas estruturas complexas só surgem aos poucos, construídas passo a passo por processos lentos.

Lenta e progressivamente os seres vivos nascem e crescem, uma semente se torna uma imensa árvore e um aglomerado de células menores que a cabeça de um alfinete se tornam grandes animais.

Deve-se entender o termo EVOLUÇÃO antes de tudo como transformação, mudança progressiva, lenta e gradual. E sendo assim a Evolução está em TUDO que existe. Desde o mundo físico até os processos sociais. Nada acontece sem ser resultado de estágios progressivos. Nem mesmo idéias surgem do nada.

A noção de Evolução começou a tomar corpo no pensamento humano a partir do momento que se passou a observar com mais cuidado os seres vivos. O surgimento das ciências Biológicas é o próprio surgimento do Evolucionismo.

NÃO EXISTE BIOLOGIA SEM EVOLUCIONISMO!

A Biologia, assim como a Geologia, Antropologia Física, Paleontologia e outras, só são possíveis como ciências numa estrutura evolucionista, sem a Teoria da Evolução todas elas perdem completamente sua base.

Mas antes de prosseguirmos, vale retroceder um pouco e observar como a observação da natureza foi feita ao longo da história humana.

Vamos seguir um raciocínio em etapas.
Se uma coisa existe, podemos pensar a princípio em duas possibilidades: 1 - ELA SEMPRE EXISTIU 2 - ELA PASSOU A EXISTIR

Durante muito tempo acreditou-se que o mundo e o Universo sempre haviam existido. Muitas religiões Panteístas não possuem cosmogêneses embora a natureza esteja em constante movimento. Também no Budismo o Universo existe sempre, e no Bhramanismo apesar de existir o surgimento e fim do Universo, o ciclo é infinito.

Alguns filósofos gregos também eram adeptos da existência ETERNA do mundo. Aristóteles foi um deles.

O Sábio Grego Aristóteles foi um dos homens mais brilhantes de todos os tempos. Ele fundamentou a Lógica, as Ciências Naturais, a Dialética e a Retórica. Muitos dos feitos de Aristóteles são sentidos até hoje, 2.300 anos depois. Ele também foi o primeiro pensador a se ocupar sistematicamente com os seres vivos.

Mas Aristóteles não era divino, ela nada tinha em que se basear, por isso muitas de suas conclusões não são mais válidas. Mesmo assim foi sem dúvida o primeiro Biólogo, examinou organismos, dissecou animais e observou o comportamento de vários tipos de seres vivos. Ela declarava que havia algo de maravilhoso em todas as formas vivas, das quais não devíamos ter um nojo infantil.

Mas por que hoje não aceitamos mais que as coisas sempre tenham existido?

Em parte pela religião. Os mitos Politeístas e Monoteístas sempre possuem uma origem das coisas, do Universo e dos seres vivos. São os Deuses ou um Deus que criam o mundo e o Ser Humano. Com o domínio dessas crenças e em especial do Cristianismo, a idéia de uma existência eterna foi abandonada, pois havia um relato de criação.

Mas a existência Eterna também não satisfaz a observação cuidadosa da realidade. Se prestarmos atenção, principalmente com os métodos que dispomos agora, veremos que tudo está em constante transformação. Nem montanhas são eternas, algumas coisas novas surgem, outras deixam de existir.

ETERNO é o que está fora do tempo! Que sempre existiu e sempre existirá, que não tem fim nem teve começo. Apesar de nossa experiência comum e diária nem sempre poder invalidar isso, a mente humana não consegue lidar bem com a idéia da Eternidade. Isso vai contra nossa vivência e intuição.

Nesse sentido as Cosmogêneses foram um avanço no pensamento humano, pois substituíram o Mito da Eternidade pela idéia da Existência Temporal.

Então se admitimos que uma coisa passou a existir, podemos pensar em dois pares de possibilidades:
1 - ELA SURGIU DO NADA
2 - ELA SURGIU DE ALGUMA OUTRA COISA
1 - ELA SURGIU REPENTINAMENTE
2 - ELA SURGIU PROGRESSIVAMENTE
Em qualquer época a experiência humana pode constatar que "nada surge do NADA". Não se vêem coisas se materializando no Ar, o que mesmo assim não significaria que estariam vindo do Nada. Estamos acostumados a ver coisas surgindo de outras.

Mas então temos uma problemática questão. Se Tudo vem de alguma coisa, de onde veio a Coisa Primeira?

Se sabemos que uma Girafa nasce sempre de outra Girafa, de onde veio a Primeira Girafa?

Durante muito tempo acreditou-se na Geração Espontânea, suposta também por Aristóteles. Sabia-se que os animais se reproduziam, mas como explicar os primeiros destes animais? Simples, eles viriam de outras coisas.

Então pensava-se que num corpo em apodrecimento, surgiam moscas, nas areias de um pântano surgiam sapos e mesmo que em pelos de animais surgiam cobras. Isso explicava então como surgiram os primeiros exemplares de cada animal.

Nesse sentido a Teologia Cristã já era mais avançada, pois no primeiro Capítulo da Gênese Bíblica declara-se que cada espécie "reproduz-se conforme sua espécie". Mas sendo assim, como teriam surgido as primeiras espécies? Do NADA!

Porém essa surgimento do NADA só teria ocorrido num determinado momento do passado, na CRIAÇÃO, mediante o indiscutível poder de DEUS. E nunca mais. Então resolvia-se a questão das origens sem a necessidade de Geração Espontânea, ainda que esta não tenha sido esquecida.

A Teologia Bíblica é incompatível com a Geração Espontânea e a Igreja só não perseguiu os adeptos desta idéia com mais rigor por que ela não era muito preocupante apesar de estar arraigada no imaginário popular. Porém a Igreja apoiou todas as experiências que visavam desacreditar a Geração Espontânea.

Por isso inclusive o Criacionismo foi tão satisfatório durante mais de mil anos, ele explicava o mundo apelando para um mistério que pelo menos na época não tinha motivos para ser contestado.

Porém há um problema nessa idéia que a princípio passa desapercebido.

Se cada espécie reproduz-se segundo a sua espécie, por que elas não são exatamente iguais? Por que as vezes nascem animais diferentes de seus pais? Por que de um boi e de uma vaca malhados, as vezes nascem bezerros escuros ou mesmo brancos e listrados?

Na Bíblia, no Capítulo 30 da Gênese nos versículos de 32-43, fica clara a idéia de que tais características podem ser determinadas pela influência direta do ambiente, como colocar um rebanho perante um cenário listrado e sua prole nascer listrada.

Esse é só um exemplo de como a Bíblia e a Teologia Cristã normalmente não tem uma resposta para explicar por que em geral os descendentes não são idênticos aos genitores.

Mas esse não é o único problema, há também a questão do mito do Dilúvio Universal, que inviabiliza qualquer possibilidade de explicação razoável para o fato de haver tantas espécies diferentes espalhadas por todo o mundo. Esse problema pode ser visto neste TEXTO.

Somando-se isso ao crescente descrédito da Teologia Cristã e da Bíblia sobre assuntos científicos e históricos, cada vez mais evidenciados pelos avanços da ciência, pouco a pouco os cientistas ficavam menos satisfeitos com as explicações tradicionais.

Num ponto de vista que só aceita como válido fenômenos comuns na natureza, só resta considerar que:

UMA COISA SÓ SURGE DE ALGUMA OUTRA COISA, E PROGRESSIVAMENTE

Então, se sabemos que toda girafa nasce de outra girafa, mas que girafas não existiram sempre, de onde surgiu a primeira girafa?

De uma outra coisa, mas não radicalmente diferente, e sim muito parecida com uma girafa, ou seja, um outro animal parecido com a atual girafa, assim como antes deste tipo de animal havia um outro, e outro, o que mostra uma gradação progressiva.

Mas como isso poderia ter ocorrido? São muito raros os casos onde um ser vivo nasce significativamente diferente de sua própria espécie. De onde tiveram a idéia de que isso fosse possível?

Em parte através de raciocínios simples como esse, mas essa iminente desconfiança Evolucionista se deu principalmente após a idéia de se catalogar os seres vivos e categorizá-los em classes.


TAXONOMIA


Toda Ciência necessita de organização e método, e portanto deve classificar bem seus objetos de estudo. O próprio Aristóteles já fizera isso há 2.300 anos, embora em um campo de amostras muito limitado, se resumindo às espécies disponíveis nas próximidades da antiga Grécia. Já no século XIX, o mundo tinha sido quase totalmente explorado, todos os continentes eram conhecidos. A humanidade já tinha contato com as exóticas faunas e floras das Américas, África e Oceania, bastante diferentes das do velho mundo.

Os primeiros naturalistas passaram então a catalogar os seres vivos, num processo de classificação organizada que chamamos de TAXONOMIA.

Sabemos que classificar as coisas pode ser trabalhoso, podemos organizar uma livraria separando os livros por assunto, por ordem alfabética, por autor e etc. Um livro sobre Maomé pode ser colocado em História, Religião, Oriente Médio ou Grandes Personalidades. Se formos classificar os veículos, podemos agrupá-los em terrestres, aquáticos e aéreos. Então subagrupar os terrestres pelo número de rodas, pelo tamanho, pela aplicação, data de fabricação e etc.

Enfim há várias formas distintas de se organizar as coisas, e é difícil saber, quando não impossível, qual a forma mais apropriada.

Ao classificar os seres vivos, os naturalistas não demoraram a perceber algo curioso, todas as formas de classificação pareciam convergir para uma mesma tendência, que permitia agrupar as espécies numa árvore de seções e subseções que obedecia uma progressão notável.

Vejamos um exemplo simples, tentemos classificar apenas 9 animais: Aranha, Barata, Cobra, Gorila, Minhoca, Morcego, Peixe, Pombo, e Tigre.

Alguém poderia colocar a Cobra junto com a Minhoca, mas se observarmos de perto ela tem muito mais em comum com o Peixe, devido a um esqueleto, olhos, dentes, escamas e etc. Por isso os naturalistas agrupam seres com o maior número de características em comum.

Se dividíssemos nossos 9 animais em 3 grupos, parece ser óbvio que Aranha e Barata estariam no mesmo grupo, assim como Tigre e Gorila. Morcego e Pombo poderiam estar em outro grupo enquanto Peixe e Cobra em outro. A minhoca poderia ser colocada junto com a Aranha e a Barata, ou o Peixe e a Cobra.

Mas é claro que existem milhares de espécies, que nos permitem agrupamentos muito mais refinados, de modo que encontraremos um lugar bem mais apropriado para a Minhoca. Com isso acabamos por chegar a atual classificação de seres vivos que devemos admitir, e difícil de ser alterada.

Um Morcego tem muito em comum com o Pombo, por voar e ter sangue quente por exemplo, mas tem ainda mais em comum com o Rato: Pêlos, dentes, não põem ovos, tem membros bem mais parecidos e etc. Uma Minhoca tem mais em comum com uma Lagarta do que uma Cobra, que por sua vez tem mais em comum com uma Tartaruga.

São cuidados como esse que fazem com que a Aranha não esteja no grupo dos Polvos mas no dos Artrópodos, junto com a Barata, por ter exoesqueleto, e sub grupo dos Aracnídeos, junto com o Ácaro, por ter 8 pernas e uma cabeça/toráx, diferente das 6 pernas do subgrupo dos Insetos, que possuem cabeça separada do tórax, além de antenas, inexistentes nos Aracnídeos. Os Polvos por sua vez, mesmo tendo 8 membros como as Aranhas, são classificados como Moluscos, por não terem qualquer tipo de esqueleto, sobrevivendo apenas em meios densos como a água, tal qual a Lula e o Calamar.


A ÁRVORE DA VIDA


Por fim, o que os naturalistas perceberam é que os seres vivos, diferentes de instrumentos musicais, livros ou máquinas, possuem um modo de ser classificados que é muito mais claro e adequado que outros modos, eles obedecem a uma seção de agrupamentos muito evidente, que os separa em diversos grupos razoavelmente isolados, porém sutilmente interligados por alguns animais que parecem fazer uma conexão entre os grupos.

Logo organizaram as formas de vida num esquema ÁRVORE, muito usado para outras coisas a serem classificadas, mas que sempre sugere ramos e troncos comuns, tal como invenções derivadas de outras, ou estilos musicais que se desmembram de outros, porém com uma Peculiaridade ÚNICA!

Os ramos da Árvore dos seres vivos simplesmente não se cruzam! Diferente de estilos musicais e idiomas que se misturam, ou máquinas que mesmo após várias gerações de aperfeiçoamentos podem ser fundidas numa só, como um telefone com visor, ou um carro anfíbio.

Mas os Seres Vivos uma vez separados em ramos taxonômicos, esses ramos não mais se interceptam, e por isso só a Mitologia pode imaginar Cavalos com Asas de Pássaros, Homens com Corpo de Cavalos ou Mulheres com Cauda de Peixe, assim como só a intervenção humana, por meio da engenharia genética, poderia produzir um Rato com uma Orelha Humana.

Uma vez na árvore, ficou difícil não perceber uma progressão, ficava evidente uma série de troncos comuns que surgiam de um tronco único, o que sugeria ancestrais em comun que iam dando origem a descendentes, tal como uma árvore genealógica humana.

Porém se traçarmos nossa árvore genealógica, veremos que ela se cruza com outras árvores, se misturando, o que não acontece com as espécies animais. Aliás a definição de espécie é justamente essa, de uma forma simplificada: "Um grupo de seres vivos que pode cruzar entre si". Por isso uma Onça Preta e uma Onça Pintada são espécies distintas, apesar de serem bem mais parecidas entre si do que um Puddle e um Dogue Alemão, que são raças diferentes de uma mesma espécie.

Apesar de tudo isso havia alguns problemas com essa idéia de seres vivos surgindo progressivamente de ancestrais comuns. Primeiro a ausência de algumas espécies que deveriam ser intermediárias entre outras, que foram chamadas de Elos Perdidos, segundo, a falta de conhecimento de um mecanismo convincente para explicar como ocorreria essa transformação.


Jean-Baptiste Lamarck


A primeira explicação razoável que foi proposta para explicar essa Evolução é conhecida como LAMARCKISMO

Lamarck foi um dos primeiros biólogos contemporâneos, além de ter sido seminarista e militar. A partir de 1801 ele passou a publicar vários livros na qual combatia o FIXISMO, doutrina na qual as espécies de seres vivos são imutáveis, e o CATASTROFISMO, que afirmava que grandes e sucessivas catastrofes, o que incluia o dilúvio de Noé, eram responsáveis por várias das características ambientais assim como do desaparecimento de diversas espécies.

Sendo o primeiro grande Evolucionista da história, ele teve a árdua tarefa de promover uma explicação para como ocorrem as mudanças de espécies, desafiando a crença tradicional.

Naquela época a Geração Espontânea não era mais aceita por qualquer letrado, o italiano Francesco Redi, e o francês Loius Pasteur ajudaram a derrubar por completo a crença nessa hipótese. Muitos já esboçavam pensamentos evolucionistas misturados com hipóteses catastrofistas e mesmo criações divinas sucessivas pequenas e locais, ao quais Lamarck rejeitava, propondo basicamente duas afirmações:

1 - A influência do Ambiente produz mudanças físicas no indivíduo de uma espécie.
2 - Esse indivíduo transmite as modificações para seus descendentes, que nascem adaptados.

Voltando ao exemplo da Girafa, segundo Lamarck, um grupo de animais teria se instalado num ambiente onde as melhores opções de alimento estavam no alto das árvores. O hábito fazia com que os animais cada vez mais esticassem o pescoço para alcançar as folhas mais altas. Com o tempo, o pescoço tenderia a se alongar ainda que imperceptivelmente, e os descendentes desses animais já nasceriam com pescoços ligeiramente mais longos, e assim por diante, geração após geração, até que houvesse uma estabilidade, resultando no animal que conhecemos como Girafa.

Para Lamarck, o uso repetido do orgão causaria um desenvolvimento, e seu desuso naturalmente uma atrofia, o que explicava o desaparecimento dos órgãos que não mais tinham utilidade para a nova espécie.

Essa teoria logo se popularizou, despertando severas reações de uma sociedade Criacionista. Em especial de um naturalista protestante fortemente adepto do fixismo catastrofista e apologista bíblico, Georges Leopold Cuvier, autor respeitado de um denso e valioso trabalho que inclui principalmente anatomia.

A firmeza de Lamarck perante a ira dos conservadores resultaria futuramente em seu obscurecimento, e acabaria morrendo na miséria, em 1829. Mas sua teoria só viria a ser parcialmente derrubada décadas mais tarde em especial pelos experimentos de August Weismann, que cortando caudas de várias gerações de ratos de laboratório, concluiu que nem por isso os descendentes nasciam sem caudas.

A teoria de Lamarck era perfeitamente racional, mas para a Ciência a Razão não basta, pois como já vimos ela caminha com as pernas do Racionalismo e do Empirismo, é preciso o apoio dos fatos empíricos os quais nunca confirmaram a segunda proposição da teoria Lamarckista.

Porém o primeiro postulado de Lamarck, de que o ambiente influencia as espécies, se manteve, servindo de apoio à nova teoria que viria a surgir.

É curioso que hoje em dia, após mais de um século e meio de descobertas, a teoria de Lamarck ainda esteja fortemente viva na memória popular, pois a maioria das pessoas que pensam saber algo sobre Evolução ainda raciocina em termos Lamarckistas!


DARWIN


CHARLES ROBERT DARWIN não só não foi o primeiro evolucionista como muitos pensam, como sequer foi o primeiro Darwin evolucionista. Seu avô ERASMUS DARWIN, médico e filósofo, já havia publicado em 1795 uma obra onde apresentava idéias evolucionistas precursoras de Lamarck. "Mal de família", diriam os Criacionistas.

Charles Darwin nasceu em 1809 e desde cedo se interessou por história natural. Cursou sem concluir teologia e medicina, mas preferiu se ocupar de botânica, zoologia e geologia. Recebeu várias influências, entre elas do botânico John Stevens Henslow e do geólogo Adam Sedgwick.

Naquela época a Geologia também já estava em pleno desenvolvimento, através de obras como a de Charles Lyell que apesar de ainda acreditar na imutabilidade das espécies, já propunha uma Terra em graduais e lentas mudanças muito mais antiga do que o mundo de pouco mais de 6000 anos, baseado na simples contagem de gerações de lendários personagens bíblicos, que ficava cada vez mais insustentável.

Após se formar em Humanidades, em 1831, Darwin partiu a bordo do Beagle, ao lado de outros personagens incluindo o lendário cientista e aventureiro Richard Francis Burton, na condição de naturalista, para uma viagem de 5 anos que tinha como missão o reconhecimento de diversas partes do mundo, incluindo as famosas ilhas Galápagos, o Brasil, Cabo Verde e Oceania. Coletando inúmeras informações e examinando diretamente vastas condições ambientais e espécies diferenciadas, Darwin começou a perceber que a Estabilidade das Espécies, o paradigma predominante da época, não explicava bem uma série de fatos que constatou.

Após tomar contato com as idéias de Lamarck e posteriormente as de Thomas Malthus, sobre a dinâmica de crescimento populacional, Darwin finalmente concebeu o mecanismo evolutivo que seria a essência de toda a sua teoria. A Seleção Natural.

Mas darwin também não foi o único a propor tal mecanismo, na verdade esta idéia tem como co-autor Alfred Russel Wallace, que poderia hoje ser o alvo do ódio dos criacionistas caso Darwin não tivesse entrado em cena. Wallace também fizera uma viagem ao redor do mundo, tendo estado inclusive na Amazônia, e lera os mesmos livros que Darwin. Ambos foram reconhecidos como autores da Teoria, porém o livro de Darwin, A Origem das Espécies, foi muito mais impactante, e ele acabou levando a maior parte da fama, assim como sofrendo a maior parte da repressão do pensamento criacionista dominante.

Wallace e vários outros estudiosos, incluindo Lyell, o botânico Joseph Hooker, o entomologista Henry Walter Bates, o naturalista Fritz Müller e o morfologista Thomas Henry Huxley, se tornaram grandes admiradores e contribuidores de Darwin e se uniram na disseminação de suas idéias. Este último inclusive ficou conhecido como o "buldogue de Darwin", por defender ardorosamente as idéias de seu amigo em debates aos quais, Darwin, de temperamento tímido e discreto, não era muito dado.

Portanto, a Teoria da Evolução pela Seleção Natural, apesar de ser chamada de Darwinismo, é o resultado de um processo lento de evolução científica através de vários autores, e mesmo que Darwin nunca tivesse existido, cedo ou tarde ela surgiria no meio científico, mesmo porque a simples estruturação da Biologia torna inevitável a constatação do fenômemo evolutivo, que requer uma explicação.


A LEI DA SELVA
A ORIGEM DAS ESPÉCIES
por meio da
Seleção Natural
ou
A Luta pela Existência na Natureza


A mais famosa obra de Darwin é até hoje considerada como a publicação mais revolucionária de todos os tempos. Seu impacto na sociedade foi avassalador e até hoje inúmeros religiosos não se conformam com o fato da interpretação literal da Gênese Bíblica ter sido aniquilada. Muito apologistas bíblicos a consideram como: "O mais duro golpe contra a Palavra de Deus".

Darwin concordava com os princípios elaborados por Lamarck, mas percebeu serem eles insuficientes para explicar a variadade de espécies existentes e suas condições de vida.

Voltemos ao exemplo da Girafa. Segundo Darwin, não foi a ação prolongada em esticar o pescoço para colher as folhas mais altas, que fez com que certos animais se tornassem girafas. Imaginemos que alguns tipos de animais foram habitar determinada região onde as melhores opções de alimentos eram as folhas altas. Destes animais, alguns tinham pescoço um pouco maior, e colhiam as folhas com mais facilitade, e outros um pescoço um pouco menor, tendo mais dificuldade em se alimentar. Assim, com o tempo, os animais de pescoço comprido foram favorecidos pelo ambiente, isto é, foram selecionados naturalmente, e os animais de pescoço menor acabaram por ser extintos, ou se mudaram para outro local com condições que lhes fossem mais favoráveis.

A isso damos o nome de SELEÇÃO NATURAL. Um Lei que determina que só os mais adaptados ao ambiente poderão sobreviver, se reproduzir e assim transmitir suas características adaptativas ao seus descendentes. Portanto, os descendentes não tem o pescoço maior apenas porque o pescoço de seus pais se desenvolveu, mas sim por que seus pescoços já eram avantajados, e por isso eles sobreviveram e se reproduziram.

Já havia então variações no comprimento do pescoço daqueles animais "pré-girafas", que ocorrem normalmente em qualquer espécie, pois os indivíduos nunca são iguais, mas sim possuem pequenas diferenças entre si. Após um período muito grande de tempo, dezenas ou centenas de gerações, a Seleção Natural, baseada nas exigências do ambiente, vai direcionando as variações num certo sentido.

Outra forma de imaginar isso é pensarmos sobre a crença comum de que adolescentes que pratiquem Basquete ou Vôlei fiquem mais altos que a média, o que é uma ilusão. Ao notar que jovens jogadores de um destes esportes são altos, muitos pensam que foi a prática que os tornou maiores, mas na verdade o tamanho, ainda que seja influenciado pela alimentação e outros fatores, é muito mais determinado geneticamente.

Dessa forma não foi a atividade que tornou os jovens mais altos, mas sim o fato de que aqueles que não cresceram o suficiente não continuarem a praticar o esporte, se retiraram ou foram cortados pelos treinadores, num processo semelhante à Seleção Natural.

É diferente por exemplo dos que pratiquem musculação, que de fato ficam mais fortes, porém esse desenvolvimento muscular não é transmitido para os descendentes, ao passo que a altura avantajada sim.

Já no mundo selvagem a Seleção Natural é ainda mais determinante, pois trata-se da luta pela sobrevivência, os mais adaptados, os mais fortes, prosperam. É a Lei da Selva. O número de descendentes gerados é sempre maior que o número dos que conseguem chegar a idade adulta e se reproduzir, por isso apenas os portadores de certas qualidades, que lhes dêem vantagem no ambiente em que vivem, trasmitem as mesmas, que nas gerações seguintes já apresentarão outros tipos de variações e que serão novamente selecionadas.

É evidente que para que esse processo produza espécies muito diferentes será necessário um período de tempo muito extenso, por isso Darwin só se convenceu plenamente de sua própria Teoria quando finalmente novas pesquisas geológicas forneceram uma idade de bilhões de anos para a Terra.

Apesar de sua teoria conseguir explicar com muita eficiência uma série de fenômenos populacionais, Darwin ainda acreditava na transmissão dos caracteres adquiridos ao longo da vida para as próximas gerações, e também não conhecia ainda o trabalho de outro ilustre pesquisador que viria posteriormente a acrescentar um dos últimos ingredientes para que a Teoria da Evolução se tornasse definitivamente irrebatível.


VARIABILIDADE GENÉTICA


Uma vez que percebemos claramente que os indivíduos de uma mesma espécie não são idênticos entre si, podemos distinguir duas diferenciações principais. As Adquiridas e as Herdadas.

As que são adquiridas ao longo da vida são evidentes, porém as Herdadas nem sempre obedecem às nossas expectativas, e só passaram a ser melhor compreendidas graças ao trabalho pioneiro de um monge austríaco chamado Gregor Mendel.

Mendel nasceu em 1822 e faleceu em 1884, 16 anos antes de suas pesquisas serem reconhecidas. Formado em Ciências Naturais, realizando nos jardins de um convento durante 10 anos, cruzamentos com exemplares amarelos e verdes de ervilhas por várias gerações, ele descobriu as Leis da Hereditariedade, também conhecidas como Leis de Mendel, que explicavam porque uma característica pode aparecer em um indivíduo mesmo que seus "pais" não a apresentem, embora tenham sido apresentada em gerações anteriores.

Com a confirmação de suas experiências, reproduzidas e publicadas em 1900 por Erich Tschermak e Hugo de Vries o mundo descobriu as regras da antes inexplicável descontinuidade de características herdadas através de gerações, combinando os caracteres Dominantes e Recessivos, hoje chamados de Genes.

Foi De Vries que por sua vez propôs também o fenômeno da MUTAÇÃO, que é uma característica não adquirida, mas também não herdada, constituindo uma anomalia ocorrida no processo de reprodução. Darwin também considerava hipótese semelhante, mas não lhe dava muita atenção por saber que a Seleção Natural eliminaria qualquer Mutação que na grande maioria das vezes traz desvantagens ao indivíduo, dificultando sua sobrevivência e perpetuação.

Com isso, ficava clara a origem das variações nas características de indivíduos de uma mesma espécie, a Variação Genética fornece a Matéria Prima sobre a qual trabalha a Seleção Natural, e ao contrário do que muitos pensam, essa Variação comum, também chamada de Deriva Genética domina a quase totalidade da diversificação de características que irão determinar as vantagens no ambiente, e não as Mutações, que geralmente não são aproveitáveis, sendo eliminadas pela Seleção Natural, embora teoricamente possam também, em raros casos, trazer vantagens.


O NEODARWINISMO


Pouco após a morte de Darwin, diversos outros cientistas trabalharam para aperfeiçoar sua teoria, incorporando as descobertas sobre a Variabilidade Genética e eliminando definitivamente o segundo postulado de Lamarck, que pregava a transmissão das características adquiridas, devido a absoluta falta de evidências que a suportassem.

Apenas o material genético é transmitido, com todas as suas variações e ocasionais mutações, fornecendo toda a diversificação necessária para a ação da Seleção Natural. Surgiu então a Teoria de Evolução que permanece praticamente inalterada por mais de um século, que chamamos de NEODARWINISMO, ou mais simplificadamente apenas Darwinismo, ainda que diferente da Teoria proposta por Charles Darwin.

Incorporando as leis da génetica de Mendell e a idéia das mutações, a teoria evolutiva contemporânea estabelece que a Varibilidade Genética é causada pela Recombinação Gênica, que é a variação natural ocorrida com o cruzamento das informações genéticas dos genitores do indivíduo, 50% do pai e 50% da mãe, e que nunca ocorrem da mesma forma em descendentes diferentes, e em menor grau também devido as Mutações.

Na maioria das vezes as mutações são insignificantes, quando dizemos que um idivíduo é mutante, é porque sua mutação é suficientemente grande para resultar em alguma diferença. Como a maioria das espécies já está adaptada ao seu ambiente, a maioria das mutações significativas acabam por ser desvantajosas, e são eliminadas pela Seleção Natural.

Porém muitas mutações costumam ter caráter recessivo, permanecendo ocultas dado aos cruzamentos comuns ocorrerem de modo a acobertá-las. Entretanto se há alguma mudança drástica no ambiente, a Seleção Natural irá priorizar outros tipos de características nos indivíduos, e nesse momento muitas mutações recessivas podem terminar por se manifestar, assim como a ocorrência das mesmas pode aumentar, ampliando ainda mais o leque de variações sobre o qual a Seleção Natural pode trabalhar.


A EVIDÊNCIA FÓSSIL


Já desde antes de Darwin registros fósseis vinham sendo descobertos, e na verdade, devem ter sido achados em longo de toda a história, porém a falta de um viés científico em geral levava a serem desprezados. Na China Antiga por exemplo, muitos achavam que fósseis de dinossaros eram evidentemente esqueletos de dragões, que são animais sagrados para os chineses.

Mais uma vez foi o desenvolvimento do naturalismo que resultou numa maior atenção aos registros fósseis, e os primeiros evolucionistas não logo perceberam estes como mais indícios da evolução.

Assim que a Teoria da Evolução darwiniana se popularizou, foi gerada uma grande expectativa com a futura descoberta de "novos" fósseis, que não demorou a ser satisfeita. Em cerca de um século e meio, foram achados e catalogados tantos fósseis que se tornou impossível negar a existência dos dinossauros e outras forma de animais extintos.

Para evidenciar a evolução porém, os fósseis tiveram que ser analisados e encaixados numa provável linha evolutiva histórica. A datação da idade dos fósseis, realizada por diversos parâmetros, ajudou a classficá-los de acordo com sua época, e pouco a pouco a história natural das espécies foi sendo desvendada, confirmando e esclarecendo cada vez mais o processo evolutivo.

A Paleontologia é o ramo da ciência encarregao de pesquisar os fósseis, e hoje em dia acumulou um conhecimento sobre a história natural dos seres vivos que os primeiros evolucionistas jamais sonharam.

A evidência fóssil então se tornou uma das maiores evidências em favor da evolução.


A DESCOBERTA DO DNA


Na década de 50 do século XX, diversos cientistas estavam em busca de esclarecer o meio sobre o qual o material genético se transmitia. Conhecia-se o conceito, mas não exatamente qual era o mecanismo. O Neodarwinismo já previa que tal estrutura de replicação deveria ser achada, e trabalhando sobre essa premissa, os famosos cientistas James D. Watson e Francis H.C. Crick formularam o modelo molecular do ADN (Ácido Desoxirribonucléico), ou DNA em Inglês, que permanece até hoje.

Não foi um trabalho isolado. Caso Watson e Crick não tivessem sido bem sucedidos, inevitavelmente outros cientistas teriam. Desde então nossos conhecimentos sobre os meios de transmissão de caracteres genéticos aumentaram imensamente, surgindo as terapias genéticas, a identificação por DNA que inclui os testes de paternidade, a prevenção de doenças hereditárias e a comparação genético das espécies.

Todos os seres vivos contém um código genético baseado na estrutura do DNA, que é fundamentalmente a mesma desde as bactérias até o Ser Humano, constituindo forte evidência de parentesco evolutivo, que não seria necessária caso os seres vivos tivessem sido criados isoladamente.

Com a leitura do DNA, pode-se constatar e media a distância evolutiva que separa as diferentes classes de seres vivos. Pôde-se confirmar que os animais mais distantes geograficamente tem estruturas genéticas mais diferentes. O rastreamento genético viria a confirmar e reforçar a explicação evolucionista para a distribuição das espécies no mundo.

Com a leitura de DNA residual, que já permite a identificação até mesmo em materiais "mortos", é possível analisar os elos de parentesco entre as espécies vivas e as atuais, técnica que vem sendo refinada a cada dia. E no futuro, como um dos resultados do Projeto GENOMA que mapeou totalmente o código genético humano, será possível afirmar com precisão onde e quando se encaixam cada evidência fóssil na linha evolutiva.


O EQUILÍBRIO PONTUADO


As variações ambientais podem ser causadas por vários fatores, terremotos, mudanças climáticas, surgimento de vulcões, espécies que se reproduzem demais e eliminam outras, ou espécies que se extinguem e prejudicam a cadeia alimentar. Ao longo da história geológica da Terra muitas mudanças drásticas ocorreram, como impactos devastadores de meteoros e glaciações.

É exatamente nestas condições que as grandes transformações ocorrem nas espécies, pois a Seleção Natural muda as regras e se torna mais rigorosa, e qualquer pequena particularidade pode fazer toda a diferença. Nestas situações também as mutações ocorrem com maior frequência.

O processo evolutivo portanto não é linear, mas sim irregular, com períodos de maior ou menor desenvolvimento. O dimensão da diferença entre estes períodos porém está em ampla discussão no meio científico atual.

Os Gradualistas, apesar de admitirem a irregularidade do processo evolutivo, preferem entender a evolução como um processo mais estável, ao passo que os Pontuacionistas, baseados na hipótese do Equilíbrio Pontuado do grande cientista evolucionista Stephen J. Gould, enfatizam uma maior instabilidade na história evolutiva, com grandes períodos de estagnação e breves períodos de aceleração evolutiva.

O Equilíbrio Pontuado propõe que as espécies permanecem estáveis por vastos períodos de tempo até que repentinamente as condições ambientais mudem. Neste momento, a Seleção Natural passa a beneficiar outros fatores que antes seriam inócuos ou desvantajosos, forçando a evolução. Como esses períodos de mudança são breves, logo a espécie se estabiliza novamente, para um novo período de nova estagnação.

Essa hipótese porém não é exatamente uma novidade, mas apenas um ênfase em aspectos já previstos desde Darwin, uma vez que é óbvio que uma espécie bem adaptada ao seu ambiente dificilmente evolui, pois qualquer mudança significativa num indivíduo dificilmente resultaria em vantagens, e seria eliminada pela Seleção Natural.

Um crítico dessa hipótese Richard Dawkins, que cosuma ver o Pontuacionismo como uma mera "nota de rodapé" ao Neodarwinismo. Dawkins, um dos maiores defensores contemporâneos do Evolucionismo, também contribuiu para a ciência mediante a ênfase da Seleção Natural a nível Genético, sugerindo que a Evolução seria como se, de um certo modo, ocorresse uma luta dos próprio Genes para se perpetuar, utilizando os organismo como veículos. Dawkins é também o formulador da hipótese da Memética, que numa analogia à sua proposta da Evolução com ênfase genética, sugere que as informações na forma de estruturas fundamentais chamadas Memes, também se comportariam de forma similar aos genes, lutando para se perpetuar da melhor forma possível, o que abre a possibilidade de estender a Teoria da Evolução até mesmo para a dinâmica cultural e teorias da informação.
Continua...
10 de Agosto de 2002 - 01 de Abril de 2004

Marcus Valerio XR
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