quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um dia a gente aprende que...


   
Depois de algum tempo vc aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E vc aprende que amar não significa apoiar-se, q companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos ñ são contratos, e que presentes ñ são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, c/ a graça de um adulto e ñ c/ a tristeza de uma criança; aprende a construir tdas as suas estradas no hj, pq o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
  
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
 
Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou;
aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
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Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
  
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
(William Shakespeare)
    

SE NÃO APRENDER NÃO SE PREOCUPE

A PRIMEIRA RELIGIÃO.......................




 
 
FIQUE A VONTADE   
sentimento-acumulado: 
NÃO SAIA SEM LER............... 
Palmas para você, amigo cara de pau que deveria estar fazendo algo de útil ao invés de estar aqui ! Seja bem vindo... É NÓISSSSSS
  

TEXTO IMPROPRIO PARA : ABDUSIDOS,FANÁTICOS  RELIGIOSOS,DONOS DA VERDADE,QUEM TUDO SABE TUDO E CEGOS...
PS;OBRIGADO PELA COLABORAÇÃO.......

 
  
Desde que o homem era corcunda, peludo e irracional, a magia era praticada,por EDIR MACEDO (hoje bispo). Estes homens das cavernas usavam a magia da fogueira para assar a carne abatida dos mamutes. Nesta época já existiam bruxos e I N R I CRISTO que faziam POÇÕES MILAGROSAS, misturando mato, pedras e água quente. Foi usando mato e água quente que descobriram os efeitos do CHÁ.A arte oculta também foi estudada pelos BABILONIOS, que inventaram a arte do XAMANISMO, Este conhecimento foi transmitido para várias tribos. Cada povo tinha sua própria magia. Com a evolução causada pelo jogo SPORE , as civilizações foram evoluindo juntamente com a magia.
 

Os babilônios distribuíram seus conhecimentos de macumba ao redor do MUNDO. Assim, a magia chegou às mãos dos BARBAROS. Os primeiros povos bárbaros que usaram a magia foram os celtas e corsas, que na época nem eram bárbaros ainda porque os gregos ainda nem existiam. Cerca de 8000 anos atrás, os celtas usavam a magia da floresta, conhecida como magia da floresta, para criar encantos e chás psicotrópicos. Estes chás de plantas e cogumelos com cocacola faziam os guerreiros celtas verem criaturas monstruosas. Foi assim que surgiu grande parte da mitologia celta,corsa,vectra, como os banshees e as fadas. Esse conhecimento da magia do mato alucinógeno ficou conhecido como druidismo. Foram os celtas também que inventaram as palavras mágicas.
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Através dos celtas, a magia se espalhou por toda a EUROPA e ORIENTE. A CHINA já era COMUNISTAnaquele tempo e não aceitava importações de magias; eles criaram a própria macumba. A magia da CHINA era composta pelo "Umobugaifeiditao" e pelos chás. O chá da China era uma magia verde que também deixava as pessoas doidonas, igual ao chá celta,corsa e vectra. A arte da magia chinesa chegou ao JAPÃO e foi transformada na arte de encher o saco dos espíritos. A magia japonesa era quase toda baseada em NECROMANCIA e DEMONOLOGIA Nos rituais, o feiticeiro chamava o espírito da  SADAKO YAMAMURA e jaspion para assombrar as pessoas.
 
Na Europa, o conhecimento das artes ocultas atingiu a região dos bárbaros cabeludos germânicos. Tudo começou com o chá de cogumelos com coca cola, que os germânicos usavam para falar com WOTAN e Bin Laden .Esse mesmo chá deixava os bárbaros malucões e furiosos. Estes bárbaros germânicos foram se aprofundando na magia e descobriram a magia dos anões  da XUXA e a magia do RPG. Graças aos germânicos você, NERD, pode jogar seu RPG e usar poderes bem legais. Misturando a magia celta,corsa e vectra, com a magia germânica, surgiu o livro SENHOR DOS ANÉIS.
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Do período helênico (Período da Helena de Tróia e outras coisas) até o fim do período romano, a magia não evoluiu muito. Apenas os persas usavam alguma magia afro-descendente como conjuração de espíritos do mal, gênios da lâmpada e sombras mortais ( DO AHRIMAN ). Nesta época, os bárbaros só pensavam em destruir coisas e os não-bárbaros só pensavam em boiolices. A arte da magia ficou um pouco estagnada. Ela só voltaria a ser usada na IDADE MEDIA  com toda a força. Nunca na história deste mundo foi usada tanta magia.
 
Tudo o que VOCÊ imaginar que tenha relação com magia (E truques) foi usado na Idade Média: PORÇÕES MAGICAS E TIRA GOSTO, necromancia, charlatanismo, palavras mágicas, coelho na cartola,BRUXAS velhas e verruguentas,APOSENTADOS E  bruxos velhos e encardidos, TOP MODEL POSENTADA ,ritual do copo,assovios, andar de perna de pau, etc. A prática da magia estava muito popular e os maiorais da época tiveram que proibir o uso de magia. E, como tudo que é proibido vira MODA, a arte da magia estourou no mundo todo. Até o século XVII, todo mundo fazia alguma magia escondida. Depois a moda acabou. Mas, através dos povos indígenas e africanos, a magia se espalhou pelo continente americano. Galinhas pretas, FAROFA,CACHAÇA, e bonecos de vodu  e biblias substituíram asas de morcego, olhos de serpente e suco de abacate e dente de piranha nas magias.
Com a miscigenação, as magias também foram se misturando. Hoje já é possível fazer uma poção usando cachaça brasileira a famosa Pichula, asas de morcego espanhol, SANGUE de sapo australiano, couve de BRUXELAS e chá japonês. Na falta de algum desses ingredientes, você poderá substituir por Sakura Card Captors, ou mesmo por Naruto de repolho roxo.E ESCOLHENDO UMA RELIGIÁO SER VIZINHO DE DEUS,POR MISEROS 10% DE TUDO

 Tipos de magia

 Magia Negra

 

Magia NEGRA é a magia que usa elementos do mal, como espíritos de porco,sogras,vizinho,ex namorada, criaturas do ALEM, MORTE e demônios. Esta é a magia do O LADO NEGRO DA FORÇA e da LUA .É usada para o mal, na maioria das vezes, porque a pessoa é dominada pela magia. Se a pessoa conseguir controlar a magia escura, ela pode usá-la para o bem, como o CONSTANTINE, O BISPO E ABISPA, EDIR MACEDO , e a XUXA(Há controvérsias sobre esta última). A magia negra pode ser conseguida através de contatos com seres das trevas ou com a venda de almas usadas para o DIABO.

 Exemplos

  • Falar com espíritos: Se for espírito do mal, esta magia é negra. O necromante pode falar com o espírito e dominar ele com a psicologia REVERSA ..O nacromante pode mandar o espírito atacar alguém.
  • Chamar os diabretes: O necromante pode conjurar pequenos demônios através da magia negra. Esses diabinhos são ingênuos e fáceis de enganar. Qualquer babaca pode controlar os demoniozinhos.
  • Evocar a Menina do Corredor: Essa é mais difícil. O necromante precisa matar 7 assassinos que tenham cometido crimes em corredores de escolas ou hospitais. Depois disso, basta chamar a menina do corredor.
  • Olhar da Penitência: Deixa a pessoa amedrontada com sua face esquelética, caso você seja o MOTOQUEIRO FANTASMA

 Magia Branca

A magia BRANCA é a magia que usa elementos do bem, como ALMAS, criaturas da luz, VIDA e anjos. É usada para o bem e pode ser conseguida através de orações.

 Exemplos

nicholas cloister 

  • Anjo da Guarda: Proteção do anjo da guarda quando a pessoa estiver em perigo. Se a pessoa estiver no RIO DE JANEIRO, não há anjo da guarda que dê jeito.
  • Chamar os anjos: O abençoado pode chamar os anjos da guarda para salvar a vida de alguém.Como dito anteriormente... Se a pessoa estiver no Rio, pode esquecer.

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  • A voz de Deus: Se o abençoado for experiente, ele pode usar a voz de  DEUS para convencer alguém a não se matar, ou não matar alguém, ou os dois.
  • Olhar da Benevolência: Transforma gente ruim em gente boa.

 Magia Cinza

A magia mulata ,ZINZA,é uma mistura da magia branca com a magia negra. Quando a pessoa consegue agradar gregos e troianos, ou anjos e demônios, ela consegue ter o domínio da magia cinza. Ela não pode ser usada para o bem porque os demônios não iriam gostar e nem para o mal porque os anjos não iriam gostar, ou seja, não serve pra nada mesmo.

Exemplos

 

  • Demônio da Guarda: Um demônio que salva pessoas.
  • Anjos vingadores: Chamar anjos que são malvados.
  • Olhar neutro: Uma espécie de olhar 43, que não tem nenhum efeito.

Magia Verde

 

Magia verde é o uso da natureza para criar feitiços. É a magia usada por druidas, maconheiros, xamãs, pajés e curandeiros. É também usada pela homeopatia e a medicina alternativa de A a Z. É a magia dos hippies e dos ecochatos.

 

  • Chá de Santo Daime: Uma mistura de ervas que faz as pessoas vomitarem até a alma para a purificação interna.
  • Cachimbo da paz: Usado pelos índios canabis para conversas com os espíritos dos índios guerreiros.
  • Herbalife: Não se sabe ao certo, mas dizem que este produto é milagroso.
  • Chá de cogumelo: Usado pelos berserkers para libertar o demônio interior.
  • Produtos Jequiti: Tentativa de SILVIOSANTOS de entrar no mundo do comércio de produtos milagreiros.

 Magia sem importância

  • Magia Vermelha: A magia do amor. Vermelho é a cor do CORAÇÃO.Depois que inventaram o viagra, essa magia caiu em desuso.
  • Magia Amarela: A magia do dinheiro. Amarelo é a cor do OURO. É mais fácil roubar ou ganhar dinheiro com sistemas de pirâmides do que ganhar dinheiro através da magia amarela.
  • Magia Azul: Magia da água (?). é tão importante quanto o estado do RIO DE JANEIRO
  • Magia Marrom: Marrom é a mistura de vermelho com verde, portanto, magia marrom é a magia do amor através das plantas. Tão importante quanto a magia azul.
NOSSOS ANTEPASSADOS TINHAM A MESMA CERTEZA QUE TEMOS HOJE ...SOBRE TODAS AS COISAS.....................
QUE ME.................DA...!!!!!!!

10 mistérios sobre os primeiros humanos


Publicado em 24.02.2011
Da onde viemos? Por que evoluímos desta forma? Por que somos a única espécie humana que sobrou? Que outros caminhos poderíamos ter tido na evolução? Quando se trata da história da humanidade, as perguntas são muito mais abundantes do que as respostas. É por isso que só podemos reunir 10 mistérios sobre os primeiros humanos (que mal servem para juntar pedaços do passado).

1) Porque evoluímos com cérebros maiores?

Não há dúvida de que os nossos grandes cérebros são uma vantagem extraordinária no mundo animal. Ainda assim, o cérebro humano é um órgão incrivelmente caro ao corpo, ocupando apenas cerca de 2% da massa, mas usando mais de um quinto da energia. Até cerca de 2 milhões de anos atrás, nenhum de nossos ancestrais tinha um cérebro maior do que um macaco quando comparado ao tamanho do corpo. O que nos fez aumentar esse tamanho? Uma possibilidade é que o aumento ajudou a população a fazer melhores ferramentas. Outro é que os cérebros maiores nos ajudaram a interagir melhor uns com os outros. Talvez as mudanças radicais no ambiente também exigiram que nossos antepassados lidassem com um mundo em transformação.


2) Porque andamos sobre duas pernas?

Nossos ancestrais evoluíram para uma postura ereta antes mesmo de ferramentas de pedra aparecerem. A pergunta, então: por que andar sobre duas pernas? A ideia é de que andar como bípede ajuda a gastar menos energia do que se movimentar em quatro membros. Libertar os braços também poderia ter possibilitado que nossos antepassados transportassem mais alimentos. Ficar em pé pode até ter ajudado os primeiros humanos a controlarem melhor a temperatura, reduzindo a quantidade de pele diretamente exposta ao sol.

3) Cadê todo aquele pêlo?

Os seres humanos parecem bastante pelados em comparação aos seus primos macacos. Como isso aconteceu? Uma sugestão é que os nossos antepassados perderam os pêlos para se esfriar quando se aventuram através das savanas da África. Outra é que perdê-los ajudou os homens a se livrar de parasitas e doenças que podiam se espalhar. Uma ideia pouco ortodoxa até sugere que a nudez humana se desenvolveu após nossos antepassados se adaptarem brevemente a uma vida na água, embora a maioria dos mamíferos aquáticos do tamanho aproximadamente humano possua pelagem densa.

4) Porque as outras espécies de humanos se extinguiram?

Cerca de 24 mil anos atrás, nossa espécie, Homo sapiens, não estava sozinha no mundo: nossos parentes mais próximos, o homem de Neandertal (Homo neanderthalensis) ainda estava vivo. O chamado “hobbit” encontrado na Indonésia também poderia ter sido um membro do gênero Homo, que aparentemente sobreviveu até tão recentemente quanto 12 mil anos atrás. Por que eles morreram e nós sobrevivemos? Infecções ou mudanças radicais no ambiente poderiam tê-los matado? Ou será que nossa espécie acabou com eles? Alguma evidência existe para ambos os cenários, mas nenhuma conclusão é definitiva.

5) A evolução humana está se acelerando?

Evidências recentes sugerem que a humanidade não só continua evoluindo, mas que a evolução humana está acelerando em até 100 vezes os níveis históricos após a disseminação da agricultura. Um número de cientistas contesta a força desta prova, afirmando que é difícil saber se certos genes realmente têm evoluído. Ainda assim, se a evolução humana está acelerando, a questão é: por quê? Dieta e doenças podem ser algumas das pressões que fazem os humanos mudarem.

6) O que é o “hobbit”?

“Hobbit” é o apelido dado aos pequenos esqueletos encontrados na ilha indonésia de Flores, em 2003. Seriam eles uma espécie extinta humanos, suficiente para ser chamada de Homo floresiensis? Ou seriam apenas alguns exemplos de esqueletos deformados de Homo sapiens? Ou ainda seriam eles uma espécie diferente de nós, mas talvez não uma espécie extinta humana e sim uma completamente separada, como a dos chimpanzés? Resolver esse mistério poderia ajudar os pesquisadores a entenderem os caminhos radicais da evolução humana.

7) Por que a humanidade moderna se expandiu da África há cerca de 50.000 anos?

Cerca de 50 mil anos atrás, o homem moderno surgiu na África, espalhando-se rapidamente na maior parte das terras para colonizar todos os continentes exceto a Antártida. Alguns cientistas acreditam que esta migração foi relacionada com uma mutação que transformou o nosso cérebro, levando ao uso complexo da linguagem e permitindo ferramentas de arte mais sofisticadas e sociedades modernas. A visão mais popular sugere que o comportamento moderno existia muito antes deste êxodo, e que a humanidade atingiu um limite de população na África, o que obrigou a expansão.

8 ) Será que nós transamos com os Neandertais?

Se as duas espécies conviveram, podem ter se cruzado. Será que nós fizemos sexo com eles? Será que a nossa espécie possui alguma sobra de genes de nossos primos extintos? Alguns cientistas até sugerem que talvez o homem de Neandertal não tenha morrido, mas sim foi absorvido pela humanidade moderna.

9) Quem foi o primeiro hominídeo?

A cada dia os cientistas descobrem mais e mais antigos hominídeos (entendidos como bípedes, incluindo seres humanos, nossos ancestrais diretos e parentes mais próximos). Eles estão se esforçando muito para encontrar o primeiro, o que vai ajudar a responder a questão mais fundamental na evolução humana: quais adaptações fizeram de nós seres humanos, e em que ordem elas aconteceram?

10) De onde vieram os humanos modernos?

A questão mais debatida na evolução humana é de onde os humanos modernos evoluíram. A hipótese da África sustenta que os humanos modernos evoluíram na África há relativamente pouco tempo e depois se espalharam pelo mundo, substituindo as populações de humanos arcaicos. A hipótese multirregional afirma que os humanos modernos evoluíram em uma ampla área de humanos arcaicos, com populações de diferentes regiões cruzando com seus vizinhos e compartilhando características, o que resultou na evolução dos humanos modernos. A primeira hipótese é mais bem aceita, mas os defensores da segunda hipótese permanecem fortes nos seus argumentos. [LiveScience]

Os Viking


Os vikings ficaram conhecidos pelo desenvolvimento de apuradas técnicas de navegação.

Por Rainer Sousa

Os vikings são uma antiga civilização originária da região da Escandinávia, que hoje compreende o território de três países europeus: a Suécia, a Dinamarca e a Noruega. Igualmente conhecidos como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, o artesanato e um notável comércio marítimo.
A vida voltada para os mares também estabeleceu a pirataria como outra importante atividade econômica. Em várias incursões realizadas pela Europa Continental, os vikings saquearam e conquistaram terras, principalmente na região da Bretanha, que hoje abriga do Reino Unido. Cronologicamente, a civilização viking alcançou seu auge entre os séculos VIII e XI.
O processo de invasão à Bretanha aconteceu nos fins do século VIII. No ano de 865, um poderoso exército de vikings dinamarqueses empreendeu uma guerra que resultou na conquista de grande parte das terras britânicas. Com isso, observamos a consolidação do Danelaw, um extenso território viking que englobava as regiões Centro-norte e Leste da Bretanha. Na mesma época, os vikings continuaram sua expansão em terras escocesas.
As habitações dos vikings eram bastante simples. Madeira, pedras e relva seca eram os principais elementos utilizados na construção das residências. Além disso, observamos que a distribuição espacial do lar era bem simples, tendo, muitas vezes, a presença de um único cômodo. Nas famílias um pouco mais abastadas, observamos a presença uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.
Em razão das baixas temperaturas, os vikings tinham a expressa necessidade de uma vestimenta que pudesse suportar as baixas temperaturas do norte europeu. Geralmente, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas que pudessem manter o seu corpo aquecido. Além disso, podemos ainda destacar que toda a população apreciava a utilização de acessórios em metal e pedra.
A organização familiar viking tinha claros traços patriarcais, sendo o homem o grande responsável pela defesa da família e a realização das principais atividades econômicas. Dedicada aos domínios domésticos, a mulher era responsável pela preparação dos alimentos e também auxiliava em pequenas tarefas cotidianas. A educação das crianças era delegada aos pais, sendo eles que repassavam as tradições e ofícios vikings.
O rei era a principal autoridade política entre os vikings. Logo em seguida, os condes e chefes tribais também desfrutavam de grande prestígio e poder de mando entre a população. O poder de decisão entre os locais tinha certa presença entre os vikings. Reunidos ao ar livre, discutiam a elaboração de suas leis próprias e as punições a serem deferidas contra os criminosos.
Na esfera religiosa, os vikings eram portadores de uma rica mitologia povoada por vários deuses sistematicamente adorados em eventos coletivos. Várias histórias envolvem a luta entre os deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Odin era adorado como “o Deus dos deuses”. Thor era a divindade de maior popularidade e tinha poder sobre os céus e protegia povo viking.
Com o processo de cristianização da Europa, ao longo da Idade Média, os vikings foram paulatinamente convertidos a essa nova religião. A dissolução da cultura viking acontece entre os séculos XI e XII. Os vários conflitos contra os ingleses e os nobres da Normandia estabeleceram a desintegração desta civilização, que ainda se encontra manifesta em algumas manifestações da cultura europeia.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Procura-se Deus


Em pleno século 21, a humanidade continua tentando conciliar fé e razão. Mas será que algum dia a ciência terá condições de provar que foi mesmo Deus (ou alguma outra entidade superior) quem criou o Universo e determinou os rumos da evolução?

por Texto Rodrigo Cavalcante
O zoólogo Richard Dawkins e o paleontólogo Simon Conway Morris têm muito em comum: lecionam nas mais prestigiadas universidades da Grã-Bretanha (Dawkins em Oxford e Morris em Cambridge) e compartilham opiniões e crenças científicas quando o tema é a origem da vida. Para ambos, a riqueza da biosfera na Terra é explicada mais do que satisfatoriamente pela teoria da seleção natural, de Charles Darwin. Os dois também concordam que, caso a história do nosso planeta pudesse ser reproduzida em outro lugar, a evolução provavelmente seguiria um rumo bem parecido ao observado por aqui, inclusive com o aparecimento de animais de sangue quente, como nós. Num encontro realizado na Universidade de Cambridge em outubro, porém, eles protagonizaram um novo round de um debate que divide a humanidade desde que o mundo é mundo: Deus existe? Morris, cristão convicto, afirmou na palestra promovida pela Fundação John Templeton (cuja missão é “explorar as fronteiras entre teologia e ciência”) que a “misteriosa habilidade” da natureza para convergir em criaturas morais e adoráveis como os seres humanos é uma prova de que o processo evolutivo é obra de Deus. Já o agnóstico Dawkins disse que o poder criativo da evolução reforçou sua convicção de que vivemos num mundo puramente material. O debate entre Dawkins e Morris, como já foi dito, não é novo, longe disso. De um lado, é óbvio que sempre haverá bilhões de pessoas que acreditam em Deus. Ao mesmo tempo, dificilmente vamos viver para comprovar Sua existência (ou inexistência). Entender alguns laços que unem ciência e religião e mostrar como essa relação vem mudando ao longo dos tempos é o tema desta reportagem.
Durante muitos séculos, Deus (e só Ele) foi apresentado como o principal responsável pelo sucesso da aventura humana sobre o planeta – nas artes, nos livros, nas escolas e nas igrejas. Até que a ciência começou a mostrar que isso não era necessariamente verdade. Na década de 1860, a teoria da seleção natural e da evolução das espécies, de Charles Darwin, lançou as primeiras dúvidas consistentes acerca da influência divina sobre a ordem da vida na Terra. Com o passar dos anos, mais e mais pesquisadores passaram a defender que o destino da humanidade era abandonar gradativamente a fé e a religião em nome da crença em explicações “objetivas” para os fenômenos naturais. “No fim do século 19, os cientistas acreditavam estar muito próximos de uma descricão completa e definitiva do Universo”, escreveu o físico britânico Stephen Hawking.
No século 20, Nietzsche, Marx, Freud, Sartre e outros chegaram a apostar na “morte” de Deus e no início de uma “era da razão”. Não é preciso ser um especialista para saber que esse triunfo não se concretizou. Ao contrário. O que se observa hoje é uma revalorização da fé, inclusive entre os cientistas, como Simon Morris. “Ao longo da história, a relação do homem com o sagrado tem se mostrado um traço extremamente persistente”, diz Oswaldo Giacoia Júnior, professor de história da filosofia moderna e contemporânea da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. “Nos regimes socialistas em que a religião era proibida as pessoas substituíam a fé por uma ideologia.”
Cabe, então, à ciência provar a existência de Deus? O paleontólogo americano Stephen Jay Gould acredita que nenhuma teoria (nem mesmo a da evolução) pode ser vista como uma ameaça às crenças religiosas, “porque essas duas grandes ferramentas da compreensão humana trabalham de forma complementar, e não oposta: a ciência para explicar os fenômenos naturais e a religião como pilar dos valores éticos e da busca por um sentido espiritual para a vida”. É por pensar assim que ele sempre se colocou do lado dos pesquisadores que são contra misturar ciência com religião (leia mais no quadro da página ao lado).
Quem é Deus?
O cabelo e a barba grisalhos denunciam a idade, mas o corpo é forte e musculoso. Os traços da face transmitem a autoridade de quem não hesitará em agir sobre o mundo caso seja necessário. Para bilhões de ocidentais, a pintura de Michelangelo no teto da capela Sistina, no Vaticano, é a síntese perfeita de Iavé, o Deus bíblico, aquele que “criou tudo em 6 dias”. Como diz o escritor americano e ex-jesuíta Jack Miles, autor de Deus, uma Biografia, mesmo quem não acredita continua moldando seu caráter por influência dessa imagem. Miles faz uma análise surpreendente da Bíblia, ao tratar de Deus como um personagem literário. O resultado é que, como protagonista do livro mais influente da história, Iavé revela uma personalidade que oscila bastante em relação à sua criação – como no momento em que ordena o dilúvio, para tentar “consertar” tudo.
Mas esse Deus é apenas uma entre inúmeras concepções de divindades. Não há sequer consenso em torno do número de deuses. Para mais de 750 milhões de hindus, existem centenas deles, como Brahma, Shiva e Krishna, para ficar nos mais conhecidos. Em rituais xamânicos de origem indígena, os deuses incorporam até em plantas e animais. E para mais de 350 milhões de seguidores do budismo, não há sequer uma divindade a cultuar – apenas Buda, um homem que atingiu a iluminação e virou guia espiritual. Como, então, a ciência pode encontrar Deus?
Apesar disso, os estudiosos sabem que há algo em comum entre essas crenças. Sem exceção, elas acreditam que há uma ordem, uma espécie de propósito (ou, se você preferir, sentido) no Universo. Nenhuma religião trabalha com o pressuposto de que o acaso e a indiferença regem as nossas vidas. Curiosamente, foi a busca por essa ordem que acabou impulsionando o avanço da própria ciência.
Da geometria ao acaso
No século 18, a maioria dos filósofos e cientistas acreditava piamente que a humanidade estava prestes a decifrar (integral e definitivamente) a ordem do Cosmos. Na época, havia motivos de sobra para tamanho otimismo: fazia mais de 100 anos que Isaac Newton publicara Princípios Matemáticos da Filosofia Natural, considerada até hoje a obra mais importante da história da física. Nela, Newton não apenas descreveu como os corpos se deslocam no espaço e no tempo, mas desenvolveu a complexa matemática necessária para analisar esses movimentos. Segundo essa teoria, as leis do Universo eram estáveis e previsíveis, como se tivessem sido projetadas por um craque da geometria. Em 1794, o escritor, poeta e artista plástico inglês William Blake resumiu essa idéia ao desenhar Deus (um velho barbudo, como o de Michelangelo) criando o mundo com um compasso na mão. “A metáfora do Deus geômetra deriva da velha idéia platônica de um Universo dualista, em que há a necessidade de existir uma ordem, mas continua influenciando a ciência até hoje”, diz o brasileiro Marcelo Gleiser, autor de O Fim da Terra e do Céu e professor de física e astronomia da Faculdade de Dartmouth, nos EUA.
A imagem de Deus, nesse sentido, era perfeitamente compatível com a visão científica do mundo da época. Os problemas só surgiam quando alguém tentava juntar as mais recentes descobertas da ciência com a história bíblica da Criação. Afinal, o estudo das camadas geológicas que formaram a Terra já provava que nosso planeta tinha milhões de anos – e não 5 mil, de acordo com os cálculos de Santo Agostinho. Mas bastava esquecer “detalhes” como esse para que todos fossem dormir felizes, conscientes de que o Universo tinha sido mesmo obra do Criador. Até que...
Se havia uma ordem no Universo, nada mais natural que ela comandasse todas as forças da natureza. E o homem, é claro, era visto como o exemplo máximo da perfeição da vida sobre a Terra. Mas Charles Darwin apresentou sua teoria sobre a seleção natural das espécies e colocou em xeque a idéia de que Deus era o responsável por tudo isso que está aí. Vale lembrar que Darwin nunca disse que o homem descendia dos macacos – apenas que homens e macacos eram parentes evolutivos com um ancestral comum (os paleantropólogos estimam, hoje, que esse “tataravô” viveu em algum momento entre 4 milhões e 6 milhões de anos atrás). Ainda assim, muita gente não aceitou a idéia de que as espécies vivas, incluindo a nossa, possam ter se desenvolvido graças apenas à seleção natural, tendo evoluído quase por acaso em meio a tantas outras espécies. O fato é que o estudo da história da vida em nosso planeta comprovou que, durante milhões de anos, outras espécies reinaram por aqui sem que houvesse nenhuma necessidade da existência dos homens. Como bem resume o cientista americano Carl Sagan no seriado de televisão Cosmos, recentemente relançado em DVD pela super, se a história do Universo fosse condensada em apenas um ano, o aparecimento da espécie humana teria ocorrido nos últimos instantes do dia 31 de dezembro.
E o avanço da física deixou claro que, se o Universo fosse um relógio, nem sequer o tempo marcado por ele seria preciso. Em 1905, Albert Einstein publicou seu estudo da Teoria da Relatividade que, resumidamente, pôs fim à idéia de tempo absoluto. A estabilidade perfeita das leis de Newton começou a se despedaçar para sempre. Logo em seguida, o estudo da mecânica quântica revelou que não é possível sequer prever a posição exata de partículas subatômicas, obrigando os cientistas a se contentar em trabalhar com probabilidades. Apesar de ter ajudado a destruir a velha noção de ordem no espaço e no tempo, Einstein acreditava cegamente que a natureza funcionava (ou deveria funcionar) segundo regras bem definidas – e não de maneira aleatória, como num grande jogo de azar. Numa carta para o físico Max Born, Einstein escreveu: “Você crê em um Deus que joga dados e eu, na lei e na ordem absolutas.” Se para um cientista como Albert Einstein não era fácil lidar com o acaso e o caos, imagine para os que acreditam na religião.
Do ponto de vista da física pura, porém, é importante ressaltar que todo esse papo de criação do Universo tem pouca (ou nenhuma) importância. Não fosse pela descoberta da teoria do big-bang (segundo a qual ele surgiu após uma grande explosão), nem sequer haveria a necessidade de provar que houve uma “hora zero”, afinal o tempo e o espaço são mesmo relativos, não é mesmo? Curiosamente, o big-bang passou a ser considerado por muitos fiéis a “evidência científica” de que a Bíblia está certa ao descrever o “início de tudo”. Talvez para tentar explicar a incompatibilidade existente entre a física das partículas subatômicas e a Teoria da Relatividade, muitos pesquisadores têm discutido atualmente a chamada Teoria das Supercordas, que propõe uma explicação unificada capaz de preencher essas lacunas. “De qualquer maneira, essa tese é mais um desejo de encontrar uma ordem do que algo validado cientificamente”, diz o físico Marcelo Gleiser.
E se a ciência conseguisse achar essa tal ordem no Universo, será que isso seria a prova da existência de Deus? Ou será que a busca pelo divino não passa de uma necessidade inventada pelo homem para colocar um sentido em tudo (afinal, até onde se sabe, somos os únicos animais que tentam entender por que existe a morte)? Nas últimas décadas, o que se tem visto é um acirramento das diferenças entre aqueles que acreditam que a complexidade da vida só pode ser explicada por uma inteligência superior e aqueles que defendem que a inclinação para acreditar em Deus é apenas um traço biológico da nossa espécie, ou seja, somos programados para ter fé. É o que veremos nas próximas páginas.
Deus vai à escola
Dover, no estado americano da Pensilvânia, é uma daquelas cidades tão pequenas que mal dá para avistar seu núcleo urbano da altura média de vôo de um jato comercial. A pacata vida de seus 1814 habitantes, a maioria descendente de alemães, quase nunca foi notícia nos grandes jornais dos EUA. Tudo mudou no dia 18 de outubro deste ano, quando teve início o julgamento sobre a grade curricular de uma escola pública local que decidiu dedicar parte das aulas de biologia ao estudo de uma teoria conhecida em inglês como intelligent design (algo como projeto ou desenho inteligente, numa tradução livre para o português). Seu principal cartão de visita é o fato de se contrapor à tese de Darwin sobre a seleção natural e a evolução das espécies. Como a Constituição americana garante a total separação entre a Igreja e o Estado, alguns pais acharam que a direção do colégio estava muito perto de misturar ciência e religião, apelaram para a intervenção da Justiça e o debate pegou fogo no país.
Nas salas de aula em questão, as crianças e jovens aprendem que várias tarefas altamente especializadas e complexas do organismo humano – como a visão, o transporte celular e a coagulação, entre outras – só podem ser explicadas pela ação de uma força maior ou, em outras palavras, pela intervenção de um ser superior, capaz de bolar o tal desenho inteligente do nosso corpo e da nossa mente. Para a maioria dos biólogos do planeta, contudo, essa tal inteligência não passa de um novo nome para um velho conceito: o criacionismo bíblico, segundo o qual estamos na Terra apenas porque saímos da prancheta (ou da imaginação) divina para nos reproduzir “à Sua imagem e semelhança”.
Se, como já foi dito no início do texto, há muitos cientistas que não vêem motivos para buscar as impressões digitais de Deus na história do Universo, outros tantos acreditam que as teses de Darwin têm falhas e, como tal, precisam ser ensinadas nas escolas “em toda sua amplitude”, ou seja, alertando os alunos para o fato de que há controvérsias a respeito das descobertas que o jovem naturalista inglês fez a bordo do navio Beagle. Os defensores do desenho inteligente juram que não têm nenhuma ligação com os criacionistas do século 19, que difundiam uma interpretação literal do Gênese para conter a rápida e eficaz disseminação das teorias darwinistas – apesar das críticas da maior parte dos colegas da comunidade científica.
“Uma coisa é você tentar justificar uma fé usando argumentos científicos, outra é descobrir uma teoria científica que pode ser compatível com a fé”, disse à Super o bioquímico Michael J. Behe, pouco depois de depor no julgamento em defesa da “nova tese”. Professor da Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, e autor do livro A Caixa-Preta de Darwin, ele diz que, se toda formulação científica compatível com uma crença religiosa tivesse de ser descartada automaticamente pelos pesquisadores, os astrônomos jamais poderiam aceitar os estudos sobre o big-bang. “Estou apenas defendendo o direito dos estudantes de terem acesso a outras idéias sobre a criação do Universo”, afirmou Behe.
A discussão em torno do ensino de ciências – inclusive com a interferência do Poder Judiciário – não é nenhuma novidade nos EUA. No início dos anos 20, muitos estados americanos simplesmente proibiram os alunos de ter aulas sobre as teorias evolutivas de Darwin. Em 1925, teve início um julgamento que, num primeiro momento, levou à condenação de um professor do ensino médio do Tennessee simplesmente porque ele acreditava que somos parentes dos macacos (e dizia isso em classe). Após sucessivos recursos de ambos os lados, o processo só terminou em 1968, quando a Suprema Corte decidiu que qualquer iniciativa no sentido de definir o currículo escolar com base em crenças religiosas era inconstitucional.
É por isso que tantos vêem o desenho inteligente como uma espécie de cortina de fumaça para colocar Deus de volta nas salas de aula? Será que, do ponto de vista científico, o desenho inteligente tem consistência? “Por enquanto, não”, afirma Vera Volferini, professora de genética e evolução da Unicamp. Segundo a bióloga, não existem ainda argumentos científicos que sejam tranqüilamente aceitos pela maioria dos pesquisadores. “Teorias como essa presumem que o ser humano é o resultado de um projeto perfeito, o que não é verdade. É consenso entre os especialistas que o design humano, apesar de eficiente, está longe de ser inatacável biologicamente. A próstata do homem, para ficar em apenas um exemplo, não segue um desenho anatômico ideal”, diz ela. E é justamente essa falha na concepção que provoca muitos problemas que afetam boa parte dos machos da espécie. Além disso, por que não poderíamos ter mais de 5 dedos em cada mão? Vera explica que, ao menos do ponto de vista biológico, temos esse número de dedos não porque seria um problema ter um ou dois a mais, mas porque fazemos parte de uma espécie cujo ancestral, há milhões de anos, tinha (por acaso) 5 dedos.
No Brasil, a teoria criacionista já desembarcou também – nos colégios públicos do Rio de Janeiro e, por enquanto apenas nas aulas de religião (em 2002, um lei proposta pelo governador Anthony Garotinho incluiu a disciplina “religião confessional” no currículo escolar). E a atual governadora do estado, a presbiteriana Rosinha Matheus (mulher de Garotinho), afirmou recentemente ao jornal O Globo que não acredita nas teses darwinianas. Apesar de o assunto não ser tratado nas aulas de biologia por aqui, o tema vem preocupando entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que já se manifestou contra a disseminação do criacionismo nas escolas fluminenses. “O problema não é ter ou não uma crença pessoal”, diz Marcelo Menossi, professor de genética molecular da Unicamp. “O problema é tentar justificar e espalhar essa crença usando falsos argumentos científicos.”
Genética da religião
Nos anos 60, a britânica Jane Goodall afirmou que algumas espécies podem ter a religiosidade gravada nos próprios genes. A pesquisadora ficou famosa ao estudar o comportamento de chimpanzés na Tanzânia. Numa de suas numerosas observações, descobriu que os macacos agiam de maneira nada usual diante de uma cachoeira, demonstrando o que ela batizou de senso místico e de reverência. “Alguns permaneciam sentados numa rocha em frente à queda d’água, como se estivessem encantados. Outros ficavam sob a queda d’água por mais de 50 minutos, quando normalmente nem gostavam de se molhar.” Goodall concluiu que esse comportamento é um traço de religiosidade primitiva. E nós? Será que também nós humanos fomos “programados” para acreditar em Deus?
Para o biólogo Edward O. Wilson, um dos pioneiros da sociobiologia (ciência que se dedica a compreender o comportamento humano por meio da biologia), a predisposição para a religião é mesmo resultado da evolução genética do cérebro. Segundo ele, nossa inclinação para acreditar num ser superior pode ser resultado da submissão animal. Ele conta que entre macacos rhesus o macho dominante caminha com a cauda e a cabeça erguidas, enquanto os dominados mantêm a cabeça e a cauda baixas, em sinal de respeito ao líder – em troca, eles têm proteção contra os inimigos e acesso a abrigo e alimento. Segundo Wilson, a tendência de se submeter a um ser superior é herança dessas ações. “O dilema humano é que evoluímos geneticamente para acreditar em Deus, não para acreditar na biologia.”
Essa seria uma das razões pelas quais Deus é sempre invocado quando precisamos lidar com temas etéreos (e muitas vezes polêmicos, como a bondade, a solidariedade etc.). “Afinal, se Deus for apenas uma constante física, é óbvio que ele não terá nada a dizer sobre ética, certo e errado ou qualquer outra questão moral”, diz o britânico Richard Dawkins (leia o quadro da página ao lado).
O radiologista Andrew Newberg e o psiquiatra Eugene D’Aquili (que morreu há 5 anos) resolveram buscar diretamente no cérebro a origem da experiência religiosa. Utilizando aparelhos de tomografia, eles revelaram as áreas mais ativadas pela meditação em 8 budistas e em um grupo de freiras franciscanas. A pesquisa, cujos resultados foram publicados no livro Why God Won’t Go Away (“Por que Deus não Vai Embora”, sem tradução no Brasil), mostrou que durante as orações havia uma diminuição da atividade no lobo parietal superior, a área do cérebro responsável pela nossa orientação de tempo e espaço, pela sensação de separação entre o corpo e o indivíduo e pela delimitação entre o “eu” e os “outros”. Ou seja, ao meditar criamos um bloqueio que provoca a sensação de unicidade típica do êxtase religioso.
Além disso, várias outras pesquisas comprovam que ter fé, independentemente de acreditar em um ou mais deuses, faz bem para o corpo e a mente, pois melhora as condições de saúde e aumenta a sensação de felicidade. A ciência ainda não conseguiu explicar se Deus criou o nosso cérebro com essa habilidade ou se foi a evolução que fez o cérebro criar esse portal para Deus. Mas nesta nova era de espiritualidade talvez isso não seja tão importante assim. O que conforta muita gente é acreditar que é possível melhorar o mundo pela fé.
"A relação do homem com o sagrado tem se mostrado um traço persistente."
Oswaldo Giacoia Júnior, professor de história da filosofia moderna e contemporânea da Unicamp.

"A metáfora do deus geômetra deriva da velha idéia platônica de um universo dualista, em que há a necessidade de existir uma ordem superior, mas continua influenciando a ciência até hoje."
Marcelo Gleiser, professor de física e astronomia da Faculdade de Dartmouth, nos EUA.

"Uma coisa é você tentar justificar uma fé usando argumentos científicos, outra é você descobrir uma teoria científica que pode ser compatível com a fé."
Michael J. Behe, bioquímico e um dos principais defensores da tese do “desenho inteligente”.

"Se Deus for só uma constante física, é óbvio que ele não terá nada a dizer sobre o que é certo ou errado em questões morais."
Richard Dawkins, zoólogo e professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra.


A indiferença do universo

Para muitos pesquisadores, o que distingue a ciência de outras visões de mundo é exatamente sua recusa em aceitar cegamente qualquer informação e sua determinação de submeter qualquer tese a testes constantes até que novos dados possam confirmá-la ou refutá-la. Essa visão baseia-se, entre outras coisas, na obra do filósofo vienense Karl Popper, que morreu em 1994. Segundo Popper, a ciência só pode tratar de temas que resistam ao que ele chamou de “critério de falseabilidade”. Resumidamente, o papel do verdadeiro cientista é buscar, com persistência, erros em sua teoria – em vez de tentar achar dados que provem sua correção. Quanto mais genérica e exposta a falhas (ou seja, quanto mais “falseável”), menos provável ela é. Por outro lado, quanto mais resistente (menos falseável), maiores as chances de acerto, pelo menos até o próximo teste. É por isso que um grande número de estudiosos argumenta que não é papel da ciência provar a existência de Deus. “Não faz sentido alguém afirmar que, ao descobrir um mistério do Universo, está ajudando a decifrar a mente divina”, diz o zoólogo britânco Richard Dawkins. Apesar disso, ele reconhece que é fascinante encantar-se diante dos mistérios da natureza – e das limitações científicas para explicá-los. Esse sentimento foi batizado pelo físico brasileiro Marcelo Gleiser de “misticismo racional”. Em outras palavras, é uma espécie de declaração de amor pelos fenômenos naturais, que se concretiza por meio da pesquisa científica. Segundo ele, há um paradoxo por trás da incansável busca por uma ordem e um sentido no Cosmos. “Como o homem é o único ser capaz de amar, tem uma imensa dificuldade em aceitar que o Universo pode ser totalmente indiferente a ele”, afirma.

A ética num mundo sem "ele"

“Se Deus não existe, tudo é permitido.” A frase, que ficou célebre no livro Os Irmãos Karamazov, do russo Fiodor Dostoievski, resume uma das questões mais cruciais do mundo moderno: sem uma referência divina, passaríamos a viver numa espécie de vale-tudo moral? “Não necessariamente”, diz o filósofo Oswaldo Giacoia Júnior, da Unicamp. “A busca de um código de valores sempre foi uma preocupação central da filosofia, sem necessidade de uma legitimação divina.” No século 18, por exemplo, os ideais de igualdade e justiça social, aceitos hoje como uma preocupação ética, surgiram de formulações dos filósofos iluministas – que acreditavam ser possível defendê-los com base na razão, não na religião (na época, esse tema não era nada popular no Vaticano). Em meados do século 20, o francês Jean Paul Sartre, o pai do existencialismo – segundo o qual de nada adianta buscar um propósito da existência para além da vida humana –, disse que a nossa própria condição de seres que vivem em sociedade é suficiente para justificar a prática de valores solidários. E ainda hoje filósofos como o vienense Peter Singer (um dos mais ferrenhos defensores dos direitos dos animais) continuam defendendo uma série de condutas éticas baseadas na razão, não na fé. Mas será que a adoção pura e simples de uma ética sem Deus não pode nos levar a um racionalismo frio, capaz de ofuscar valores menos palpáveis, como a bondade? “A fé não se traduziu apenas em atos de paz e harmonia ao longo dos tempos”, lembra Giacoia. “Dos grandes conflitos religiosos do passado ao moderno terrorismo fundamentalista, já foram cometidas inúmeras atrocidades em nome da ética religiosa em todo o mundo.”

Para saber mais

Deus, uma Biografia - Jack Miles, Companhia das Letras, 2002
Desvendando o Arco-Íris - Richard Dawkins, Companhia das Letras, 2000
Consiliência - Edward O. Wilson, Editora Campus, 1999
O Romance da Ciência - Carl Sagan, Francisco Alves, 1982
Why God Won´t Go Away - Andrew Newberg e Eugene D·Aquili, Ballantine Books, 2002
A Caixa-Preta de Darwin - Michael Behe, Jorge Zahar Editor, 1997