quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O Princípio do Fim


William L. Krewson
O cenário está posto e os acontecimentos na Terra são dirigidos pelo céu. Apocalipse 4 contém a visão registrada do apóstolo João sobre a sala do trono nos céus, de onde se desdobram os planos de Deus para Seu Reino terreno. Louvor contínuo é oferecido para o supremamente santo Deus, cujos direitos como Criador estão próximos de serem revelados.

O Livro Selado (Ap 5.11-14)

A cena enfoca um livro que ninguém é capaz de abrir, que está sendo segurado pela mão direita de Deus. Ele contém o relato escrito do programa de Deus para recuperar a terra amaldiçoada pelo pecado e estabelecer Seu reino de paz e justiça.
Somente uma pessoa surge como sendo digna de tomar o livro e abrir seus selos: “o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi” (Ap 5.5). A referência é a Jesus, o Messias, o único que é digno de tomar o livro do plano mestre de Deus para o destino final da Terra e de abrir os sete selos que o fecham. A morte sacrificial de Jesus proporcionou a base para a expressão do juízo final que Deus conduzirá na história humana, como será descrito adiante no Livro de Apocalipse.
João estabeleceu o palco e depois enfocou o livro. Esta cena mostra Cristo quebrando os sete selos de cera que protegem a mensagem escrita em ambos os lados – uma mensagem de juízo para os pecadores e de bênção para o povo de Deus. Cada selo representa um juízo diferente. Os quatro primeiros selos são uma unidade e mostram quatro cavaleiros cavalgando por toda a terra, ecoando Zacarias 1.8-10 e Zacarias 6.1-8.
Os selos restantes revelam cenas mais amplas da ira de Deus, que coloca o mundo sob juízo por sete anos de devastação, acabando com a vida na Terra, do modo como a conhecemos. Apenas depois deste evento é que a terra será preparada para o retorno do Messias de Deus, quando os crentes “reinarão sobre a terra” (Ap 5.10).

Primeiro Selo: o Anticristo (Ap 6.1-2)

O primeiro cavaleiro vem em um cavalo branco. Diferentemente de Apocalipse 19.11, em que o cavaleiro é Jesus Cristo, neste contexto o cavaleiro é o Anticristo. Seu papel como conquistador é compatível com a descrição que o Antigo Testamento faz do rei do final dos tempos que conquista seus rivais para estabelecer sua própria autoridade iníqua (Dn 7.8,20-25).

Segundo Selo: A Guerra (Ap 6.3-4)

Batalhas mundiais estouram, como é simbolizado pelo cavaleiro em um cavalo vermelho. As pessoas matarão umas às outras em guerras e violência, marcando o início do período final da história do mundo.
“Sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte” (Ap 6.12-13).

Terceiro Selo: Fome (Ap 6.5-6)

Um cavalo preto surge com um cavaleiro segurando uma balança, que simboliza o preço inflacionado dos alimentos como resultado da fome causada pelas batalhas em larga escala do segundo selo.

Quarto Selo: A Morte (Ap 6.7-8)

A seguir vem um cavalo pálido, amarelo,“sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo” (Ap 6.8). Ele anuncia a destruição de um quarto da população do mundo por causa do efeito cumulativo da guerra, da pobreza e da fome. Além disso, animais selvagens estarão soltos, aumentando a carnificina humana.
Hoje a população do mundo é de cerca de 7 bilhões. Imagine a morte súbita de mais de 2 bilhões de pessoas, as populações atuais da China e da Índia juntas; é algo incrivelmente amedrontador. Este é somente o início do juízo de Deus para o mundo decaído, em preparação para Seu Reino vindouro.

Quinto Selo: Martírio (Ap 6.9-11)

Aqui a cena muda da Terra para o céu, à medida que as vozes dos mártires da Tribulação, em estado incorpóreo, clamam a Deus por vingança. Esta cena é tanto encorajadora quanto grave. Ela revela que a Tribulação produzirá muitos crentes em Jesus Cristo, mas também que muitos deles serão mortos por causa de sua fé.
Esses crentes refletem o desejo pela justiça de Deus: “Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro. Não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (v.10). Deus fala a nós todos: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12.19).

Sexto Selo: Catástrofes Planetárias (Ap 6.12-14)

A terra e o céu começam a reagir à mão de juízo de Deus. Um poderoso terremoto rearranja as montanhas e as ilhas em conjunto com catastróficas perturbações solares e lunares, à medida que Deus abala os céus e a terra (cf. Ag 2.21; Hb 12.26). João usou de linguagem não-científica para descrever as trevas do Sol, a vermelhidão da Lua e a queda das estrelas: “Sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte” (Ap 6.12-13).
Ele descreveu a aparência destes corpos celestes como resultado dos quatro primeiros selos e de seus efeitos destrutivos sobre a atmosfera. A Escritura do Antigo Testamento também revela o severo juízo de Deus por meio de perturbações cósmicas (Êx 10.21-23; Is 13.9 10; Is 34.4; 51.6; Ez 32.7-8; Jl 2.2,31; Jl 3.16; Am 8.9; Sf 1.14-15). Jesus citou Sofonias quando disse: “Logo em seguida à Tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mt 24.29).
Neste ponto, o terror tomará conta dos líderes mundiais, que ficarão impotentes para impedir essas calamidades. A humanidade tentará em vão esconder-se da ira do Cordeiro,“porque chegou o grande Dia da ira deles” (Ap 6.16-17). A humanidade testemunhou breves explosões da ira de Deus, tais como aquela quando Ele destruiu Sodoma e Gomorra por causa do pecado dessas cidades (Gn 18.20; Gn 19.24-25), e quando Ele executou Ananias e Safira porque mentiram (At 5.5-10).
Mas, como a atitude de paciência de Deus predomina, freqüentemente nos esquecemos de Seu atributo de justiça. As Escrituras são claras ao afirmar que Deus é tanto misericordioso quanto justo. Seu amor e Sua misericórdia nunca amainam a Sua ira: “O Senhor é Deus zeloso e vingador. O Senhor é vingador e cheio de ira; o Senhor toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos” (Na 1.2). O tema da ira de Deus começa em Apocalipse 4 e continua por todo o livro (Ap 11.18; Ap 14.10,19; Ap 15.1,7; Ap 16.1,19; Ap 19.15).
Os crentes em Cristo têm a promessa de completo livramento da ira de Deus na Terra e do eterno Lago de Fogo: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.9), “...que nos livra da ira vindoura” (1Ts 1.10). Agora os pecadores estão acumulando contra eles mesmos “ira para o dia da ira e da revelação do juízo de Deus” (Rm 2.5).
Um dia Deus liquidará todos os pecados que os incrédulos depositaram em suas contas. Aqueles que entrarem na Tribulação de sete anos sentirão a ira de Deus de maneira sem paralelo, culminando com a sentença de punição eterna no Lago de Fogo (Ap 20.15).
O planeta inteiro estará sofrendo sob a maldição do pecado e do decreto da ira de Deus. O silêncio é uma pausa antes do derramamento adicional da ira de Deus através das sete trombetas.

Sétimo Selo: Silêncio (Ap 8.1)

Depois de um interlúdio no qual o apóstolo João descreveu os 144 mil israelitas “servos do nosso Deus”, que foram selados (Ap 7.1-8) e a grande multidão no céu (Ap 7.9-17), o selo final é aberto. Em vez de conter uma descrição de juízo, o resultado é: “Houve silêncio no céu cerca de meia hora” (Ap 8.1).
O sétimo selo reflete o descanso doshabbath na semana da criação, mas em um contexto completamente diferente. Após a criação, tudo na terra de Deus “era muito bom” (Gn 1.31); agora, tudo na Terra está longe de ser bom. O planeta inteiro estará sofrendo sob a maldição do pecado e do decreto da ira de Deus. O silêncio é uma pausa antes do derramamento adicional da ira de Deus através das sete trombetas. (William L. Krewson - Israel My Glory - chamada.com.br)
William L. Krewson é o diretor do Programa A Bíblia e Israel na Universidade Bíblica Filadélfia em Langhorne, Pennsylvania, EUA.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A VELHICE

Em muitas culturas e civilizações, a velhice é vista com respeito e veneração: representa a experiência, o valioso saber acumulado ao longo dos anos, a prudência e a reflexão. A sociedade urbana moderna transformou essa condição, pois a atividade e o ritmo acelerado da vida marginalizam aqueles que não os acompanham.
Velhice é o último período da evolução natural da vida. Implica um conjunto de situações -- biológicas e fisiológicas, mas também psicológicas, sociais, econômicas e políticas -- que compõem o cotidiano das pessoas que vivem essa fase.
Não há uma idade universalmente aceita como o limiar da velhice.
As opiniões divergem de acordo com a classe socioeconômica e o nível cultural, e mesmo entre os estudiosos não há consenso. Para efeitos estatísticos e administrativos, a idade em que se chega à velhice costuma ser fixada em 65 anos em diversos países, após o que se encerra a fase economicamente ativa da pessoa, com a aposentadoria. Atualmente, nas nações mais desenvolvidas, esse limite não parece absolutamente adequado do ponto de vista biológico, pelo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou-o para 75 anos.
Para compreender tal transformação, é preciso ter em conta o aumento progressivo da longevidade -- e, portanto, da expectativa de vida -- que se produziu nas últimas décadas do século XX, fato sem precedentes na história. O fenômeno se deve aos avanços na área de saúde pública e da medicina em geral, e à melhoria das condições de vida em seus mais variados aspectos. Por isso, é cada vez maior o número de pessoas que ultrapassam a idade de sessenta e setenta anos e, mais que isso, que atingem essa idade em boas condições físicas e mentais.
O crescimento do percentual de idosos, sobretudo nos países desenvolvidos, pôs em evidência a problemática relacionada à velhice, tanto do ponto de vista estritamente médico quanto do socioeconômico. A questão ganhou, assim, nova relevância entre as preocupações dos governos, da sociedade e dos meios científicos.
Aspectos biológicos.
O processo biológico do envelhecimento afeta todos os seres vivos. As células, órgãos e organismos encontram-se sujeitos a contínuo desgaste e à degeneração progressiva que conduzem -- depois de intervalos variáveis -- à alteração irreversível do funcionamento fisiológico e à morte. Os sistemas de homeostase e auto-regulação, que permitem aos seres vivos manter-se em delicado equilíbrio com o meio, começam gradualmente a funcionar de maneira pouco eficaz ou insuficiente. As toxinas acumulam-se no organismo, o ritmo de reparação das estruturas orgânicas decresce e a capacidade de recuperação e as funções vitais do indivíduo declinam.
O envelhecimento humano é caracterizado orgânica e biologicamente pelos seguintes sinais: aparecimento de rugas e progressiva perda da elasticidade e viço da pele; diminuição da força muscular, da agilidade e da mobilidade das articulações; aparição de cabelos brancos e, eventualmente, perda definitiva dos cabelos (alopecia) entre os indivíduos do sexo masculino; redução da acuidade sensorial, particularmente no que se refere à capacidade auditiva e visual; declínio da produção de certos hormônios, o que afeta a capacidade auto-regenerativa dos tecidos e conduz à atrofia da atividade formadora de gametas (climatério); distúrbios nos sistemas respiratório, circulatório (arteriosclerose, problemas vasculares e cardíacos etc.), urogenital etc.; e alteração da memória.
Não há comprovação de que o avanço da idade determine a deterioração da inteligência, que parece estar associada à educação e padrão de vida. A atividade sexual, que tende a diminuir com a idade, pode na verdade ser mantida indefinidamente por indivíduos fisicamente saudáveis.
A gerontologia -- disciplina que se ocupa do idoso de diferentes pontos de vista -- progrediu muito na segunda metade do século XX, sobretudo no que se refere à geriatria, ramo da medicina que estuda as doenças da velhice e seu tratamento. Todas as especialidades médicas referentes ao adulto interessam à geriatria, mas a ocorrência mais freqüente de determinados quadros patológicos nos velhos fez com que eles fossem encarados de forma privilegiada. Assim ocorre com a cardiologia e a neurologia, pois as cardiopatias e problemas vasculares, as disfunções neurológicas e os reumatismos são alguns dos principais problemas que afligem a população idosa.
Repercussões psicológicas, sociais e econômicas.
O envelhecimento é um processo natural e inevitável, mas pode ser vivido em melhores ou piores condições. A gerontologia é capaz de prescrever procedimentos preventivos no que se refere à saúde física e mental do velho. Doenças como a arteriosclerose e a obesidade, grande número de distúrbios digestivos e vasculares, além de certas lesões urogenitais, podem ser evitadas ou muito atenuadas com dieta adequada, exercício moderado e acompanhamento médico periódico.
Entretanto, a progressiva degeneração física e os distúrbios orgânicos ainda incontornáveis da velhice desencadeiam grande ansiedade na maioria das pessoas. Sobrepostos ao real declínio das funções biológicas, abundam preconceitos sobre o envelhecimento, assim como temores e medos fantasiosos. Outros fatores podem agravar a situação, como a consciência da aproximação do fim da vida; a suspensão da atividade profissional por aposentadoria e a conseqüente sensação de inutilidade; a solidão e o afastamento de pessoas de outras faixas etárias, cada vez mais freqüentes devido à desagregação familiar nas sociedades desenvolvidas; e a situação econômica precária, em decorrência da progressiva redução de renda a que está exposto o aposentado.
É freqüente que a falta de motivação do idoso e sua tendência à depressão cheguem a ocasionar perda de reflexos e deterioração da memória e da capacidade intelectual, mesmo que não haja justificativa orgânica para tanto. A apatia pode, no entanto, repercutir organicamente, no sentido de acelerar o envelhecimento ou de provocar distúrbios que provavelmente não se produziriam, caso fosse mantida a vitalidade mental e emocional.
O número de pessoas de mais de 65 anos de idade tem crescido rapidamente nos países desenvolvidos e tende a crescer ainda mais, conforme revelam estudos demográficos e estatísticos. O gradual envelhecimento da população traz conseqüências econômicas e sociais relevantes, como a redução proporcional da população economicamente ativa e o aumento paralelo dos encargos econômicos da nação, que deve arcar com maior número de pensões, programas sociais, programas de saúde etc.
Embora a idade avançada seja ainda considerada um trunfo em certos ramos de atividade, sobretudo na política, a tendência é que as pessoas sejam forçadas à aposentadoria apesar de potencialmente produtivas. Isso porque, ao progresso da medicina quanto à conservação da saúde, não correspondeu uma ampliação do mercado de trabalho, capaz de absorver toda a população ativa. O fenômeno é mundial e não estão livres dele os países desenvolvidos: os mais velhos, mesmo saudáveis, são parcela significativa da mão-de-obra excedente.
A importância social de um grupo etário relaciona-se a sua influência efetiva na sociedade. A experiência de vida, assim como o conhecimento adquirido por meio dela, prerrogativa dos mais velhos, é valorizada sobretudo em culturas de tradição oral e ágrafa. O declínio de prestígio do velho na sociedade industrial é a contrapartida do valor adquirido pelo próprio saber científico, que desconsidera a experiência quotidiana e a tradição em favor de outros métodos de determinação da verdade.
Pesquisas mostraram que, à medida que envelhecem, as pessoas preferem permanecer onde moram, enquanto a população jovem dos países industrializados tende a ser bastante migratória. Os velhos vêem-se obrigados a optar entre mudar-se para seguir a família ou permanecer em local conhecido, igualmente sujeito, porém, a rápidas transformações que alteram seus padrões habituais de atividade.
Os valores e educação específicos de cada geração contribuem para as dificuldades de adaptação do segmento mais velho da população ao novo contexto social, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde as transformações são mais aceleradas. Os aspectos sociais da velhice são, portanto, determinados pela conjunção de diferentes fatores: os efeitos fisiológicos do envelhecimento; as experiências coletivas e os valores da geração mais velha; e a organização da sociedade, tal como é encontrada por essa geração ao envelhecer.

Autoria: Luiz Cláudio da Silva

domingo, 18 de janeiro de 2015

BUDA  e  ICTUS
             

    Num tempo em que se começa a compreender cada vez melhor o "antagonismo religioso" complementar entre o Ocidente e o Oriente, nas duas grandes doutrinas mais maravilhosas que se conhecem inspiradas por dois grandes Mestres Iluminados que se cruzaram em épocas diferentes (um no Sul da Ásia e outro na antiga Palestina), foram eles Buda e “Ictus” (Peixe em grego, que quer dizer Iesus Christus Theos Uios Sôter  -  Jesus Cristo Filho de Deus Salvador), as duas figuras mais marcantes de todos os tempos em matéria de Espiritualidade  na História da Humanidade.

    Carrin Dunne, diz mesmo o seguinte: “de um ponto de vista cristão, vejo Buda como um precursor que prepara os caminhos do Senhor; de um ponto de vista budista vejo Jesus como o verdadeiro sucessor de Buda”.  No entanto,  o Espírito de Cristo ou Logos Solar (A Luz do Mundo), em sua radiosa manifestação, é sempre o mesmo que ilumina as consciências dos homens que buscam o conhecimento da Verdade e sentem Deus no seu coração.

    Mas para se compreender melhor esta questão, recuemos ao Passado e analisemos um pouco a história de Sidharta Gautama (o Buda) comparada com a de Jesus de Nazaré (o Cristo):

    Buda foi um grande sábio da India que viveu entre os anos 560 e 480 a.C..  O seu nascimento deu-se em Lumbini, na região de Kapilavastu, e,  segundo se conta na tradição, a sua mãe (chamada Maya) teve um sonho onde teria sido avisada de que iria ter um filho notável que se tornaria um grande Iluminado.  Curiosamente, Maria (mãe de Jesus) e Isabel sua prima (mãe de João Baptista), tiveram o mesmo tipo de avisos oníricos...

    O menino Buda quando nasceu recebeu o nome de Sidharta, e, mal o puseram no chão, começou logo a andar, dando 7 passos nas quatro direcções, surgindo uma flôr de lótus em cada pegada, segundo a lenda.  O seu corpo estava marcado por 32 sinais que deviam anunciar um grande Mestre Universal.  A sua mãe morreu pouco tempo depois do jovem Príncipe ter nascido, e por isso ele passou a ser educado por sua tia Mahaprajajati (irmã da falecida) e outra espôsa do seu pai. Buda era filho de Suddhona, Rajá de um principado nos confins dos Himalaias, e viveu sempre no conforto do Palácio, na alegria e na prosperidade plena, afastado de todo o sofrimento humano, desconhecendo pois a pobreza e a miséria do seu povo.  Cresceu rodeado de ‘mil-cuidados’ e era muito inteligente, dotado também de uma força sobrenatural.  Casou cedo com sua prima Iashodara, tendo um filho chamado Rahula.

    Um dia, desafiando a proibição de seu pai de sair do Palácio, Siddharta saiu para conhecer de perto o seu povo e encontrou logo pelo caminho um pobre velho, mendigando esmola, a pedir-lhe ajuda.  Aí conheceu pela 1ª vez  a miséria humana á sua frente. No dia seguinte, voltou a sair e encontrou uma pessoa doente á beira do caminho, abandonada, sofrendo muito. Soube então que a dor dos outros poderia ser a sua e residia ali mesmo ao seu próprio lado.  Na terceira saída  viu um funeral, cujo corpo ia ser exumado e conheceu nesse dia o significado da morte...  

    Finalmente, pela 4ª vez,  ao sair do Palácio cruzou-se com um asceta mendigando alimento. Este mostrou-lhe a vaidade dos homens e falou do caminho da renúncia,  tendo levado o jovem príncipe a compreender melhor a futilidade das suas riquezas materiais e confortos temporais duma vida faustosa que um dia acabaria. Siddharta caiu assim em profundo desgosto e resolveu começar uma vida nova, refugiando-se numa floresta para onde foi meditar. (Curiosamente Jesus fez o mesmo indo para o deserto) 




    O jovem príncipe despojou-se então completamente das suas jóias, entregando-as ao seu escudeiro, e começou a praticar o mais rigoroso ascetismo para encontrar a Sabedoria ou Iluminação. Emagreceu de tal forma que nem parecia o mesmo, pois o respeito pela vida de todos os seres induzia-o na obrigação moral e espiritual de fazer uma alimentação frugal, vegetariana, nada tendo a ver com aquela imagem do homem gordo e anafado que os ocidentais conhecem em várias estatuetas de pedra ou madeira representando o ‘Buba’. Essas, aliás, têm mais a ver com a representação de  “Chenrasi”, o deus tailandês da Boa Sorte...

    Buda foi tentado várias vezes pelo demónio ‘Mara’ (Jesus foi-o pelo Diabo), resistiu e conseguiu encontrar um dia a verdade profunda da cadeia das causalidades, debaixo duma figueira chamada  Árvore de Bodhi", onde estava sentado em transcendente Meditação. Teve aí a verdadeira compreensão dos Mistérios da Vida e começou a pregar no Parque das Gazelas, em Benares, na India. Fez imensas conversões á sua doutrina, inclusive a própria mulher e o filho.  Viveu até aos 80 anos de idade e morreu em paz rodeado de alguns monges, dos quais se destacavam dois discípulos preferidos que eram Ananda e Kashyapa.

    O Budismo surgiu após a morte terrena do grande líder espiritual que deixou o Conhecimento baseado em 3 princípios fundamentais que é:  oVinaya  (disciplina monástica), o Dharma (prática de vida correcta que liberta dos efeitos negativos do Karma), e o Abhidarma  (doutrina ampliada dos 7 livros sagrados da Sabedoria da India).  O “Nirvana” é um estado da alma perfeita que se atinge pela prática da Meditação Suprema e pela libertação dos instintos inferiores ou desêjos e ilusões do Mundo.

    A óctupla vereda de Buda, ou os “8 caminhos” é uma forma de praticar as virtudes necessárias para superar as limitações do ego e fazer surgir oEu verdadeiro, tal como os Evangelhos de Cristo ensinam o verdadeiro Caminho da Vida e da Ressurreição. Curiosamente o nº  8  é também o simbolo de Jesus Ressuscitado, segundo a Sabedoria da Tradição... 


Pausa para reflexão!

Rui Palmela

    


JESUS E MAOMÉ

        

Segundo a Biblia e o Alcorão, Jesus nasceu em Belém e morreu em Jerusalém; Maomé nasceu em Meca e morreu em Medina.
Ambos falaram de um Deus ùnico e verdadeiro por quem todas as coisas foram feitas e pregaram uma doutrina de Paz e Concórdia entre os homens, falando de Justiça, Amor e Igualdade para esta Humanidade. Porém os seus falsos seguidores fomentam hoje o ódio, o fanatismo e o fundamentalismo com base na violência e no terrorismo.
Enquanto isso, o Alcorão fala de Jesus atribuindo-lhe o nome de "Isah" e fala de Maria a quem apareceu o mesmo Anjo Gabriel que apareceu a Maomé 570 anos depois para intervir no processo da Anunciação e Revelação da Palavra  do mesmo Deus que ambos professam em épocas diferentes.
Por isso, não se compreende a rivalidade entre cristãos e muçulmanos desde o passado até ao presente, dividindo em nome de Deus tanta gente numa ‘guerra’ de crenças de Religiões que têm separado povos  irmãos que deviam saber dar as mãos.
De resto, a história da vida de Jesus e de Maomé, deviam ser reconhecidas e respeitadas tanto no Oriente como no Ocidente e não deviam servir para instigar ódios e dissenções entre as duas grandes Religiões (a cristã e muçulmana).
 Para completar esta minha dissertação, deixo aqui um resumo da vida de Maomé como Profeta de Deus, tal como Jesus-Cristo:

Muahammad ben Abdullah ben Abdul Mutlib ben Máxime, mais conhecido por Maomé, nasceu na cidade de Meca e pertencia a uma familia das mais notáveis do seu país – o clã Coraixita dos Banu Haxim.
Aos dois meses de idade, morreu seu pai Abdallah que lhe deixou uma herança de cinco camelos, um pequeno rebanho de ovelhas e uma escrava etíope de nome Baraka.

O menino ficou com a sua mãe Bibi Amina que também veio a falecer tinha ele apenas 6 anos de idade, tendo ficado aos cuidados da fiel escrava que o criou durante algum tempo, levando-o depois para companhia do seu avô paterno onde foi tratado com toda a ternura e atenção. Este por sua vez, sendo já muito idoso e pressentindo o fim, chamou seu filho mais velho Abu Talib a quem confiou a criança (o sobrinho) que foi criado pelo tio  como um verdadeiro pai.
Aos 12 anos de idade, Maomé desenvolveu uma inteligência que surpreendia todos (tal como Jesus com a mesma idade) e então seu tio Abu resolve levá-lo nas suas viagens como mercador da tribo dos Coraixitas.
Aos 21 anos, Maomé começa a dirigir caravanas de camelos trabalhando para uma viúva rica, sua prima de nome Cadija, com quem casaria aos 25 anos de idade depois desta lhe ter proposto casamento. Teria sido casado com outras mulheres em sua vida e só não entendo porque uma delas, sua preferida, de nome Aisha (filha de Abu Bakr), tinha apenas  9 anos de idade quando consumou matrimónio com ela por vontade de seu pai que a tinha proposto aos 6 anos  (segundo se diz) com propósitos de ligações políticas ao profeta.
Portanto, não teria sido Deus a dizer para  Maomé casar com uma menina, pois  isso ele teria feito de sua livre vontade e inteira responsabilidade, assumindo uma prática que seria mau exemplo para seus seguidores. Nenhum "Mensageiro" de  Deus seria digno se desposasse uma criança e mantivesse relações sexuais com ela. Tal procedimento seria de todo censurável em pleno século XXI e  não deve ser seguido hoje por nenhum muçulmano do mundo civilizado. Penso que Maomé condenaria hoje esses comportamentos aos muçulmanos que seguem suas palavras e doutrina. Não creio que o Islamismo professe a Pedofilia e a Poligamia, apesar de tal prática estar tão disseminada na nossa Sociedade até mesmo dentro da Igreja cristã onde tantos padres têm sido acusados de abusos sexuais com crianças.


Mas voltando à questão essencial de Maomé como profeta de Deus, houve um tempo de sua vida que passou por momentos dramáticos e aterradores (como Jesus passou também) que o fizeram sofrer bastante. Foi nessa altura que Maomé começou a receber  a Palavra de Deus por intermédio do Anjo Gabriel que lhe aparece num momento de meditação e lhe mostra um pano prateado coberto de caracteres e lhe diz para ler o que estava escrito.
Maomé não entendia ou não sabia ler aquelas letras ou símbolos e o anjo lhe ordena para que ele o faça “Em nome de Deus”! Nesse instante, o Profeta sentiu que uma luz celestial lhe iluminava a mente ou o entendimento e leu o que estava escrito.  É por este motivo que ainda hoje todos os capítulos do Alcorão começam por:
“Em nome de Deus, beneficiente e misericordioso”!
(Biçmillah Irrahman Irrahim!)

A primeira revelação do Alcorão foi feita numa 6ª feira, no dia 26 do mês do Ramadão no ano de 609 d.C. na cava de Hira, perto de Meca (Arábia Saudita) e a partir desse momento o Profeta continuaria a receber muitas outras sucessivamente por um periodo de 23 anos.
O Alcorão encontra-se dividido em 114 capítulos, 92 dos quais revelados em Meca e 22 em Medina (Yatrib), cidade onde o Profeta se refugiou quando perseguido e onde viria a falecer no ano 632 d.C. com 62 anos de idade.
Fica aqui um pouco da história de Maomé que tal como Jesus Cristo foram Profetas de Deus e como tal deviam ser considerados por ambas as Religiões para que se unam e não dividam os corações.

sábado, 17 de janeiro de 2015

COMANDO DE CURA

COMANDO DE SANTA ESMERALDA



Devido a Transição Planetária está ocorrendo uma aumenta drástico
 de LUZ em nosso Planeta como nunca se observou antes...A primeira
 vista ninguém está sentindo essa incrível mudança nas frequências de 
fótons de luz....

Através da física quântica podemos explicar muitos desses fenômenos 

que estão acontecendo em nosso planeta....Agora fala-se das realidades 
paralelas, máquinas do tempo, etc, enfim um grande avanço, mas ainda
 é pouco para o atual momento que estamos vivenciando....

Os mais sensíveis, os que estão despertando agora e os que já despertaram,

 estão podendo vivenciar esse momento através dos sentimentos intensos 
que estão sentindo, tudo vindo a tona, todos os anseios, medos, 
situações do passado e pessoas do passado, tudo voltando para ser
 resolvido de uma vez por todas...

Infelizmente técnicas como o Reiki, cromoterapia não surtem mais efeito, 

pois a aceleração do Planeta está aumentando drasticamente e exige 
técnicas mais apuradas de acordo com a nova energia instalada no Planeta Terra...Os fótons de luz está acelerando todos nossos elétrons, células,
 moléculas, ou seja, precisamos de mais LUZ E ENERGIA para nos
 mantermos VIVOS E EQUILIBRADOS....

Então me foi permitido transmitir pelo Comando de Santa Esmeralda, 

Mestre Hilarion uma "técnica de cura" muito eficaz para acelerar a 
limpeza dos nossos corpos sutis, chacras, elétrons, células, moléculas...



Antes de dormir, deixe um COPO DE ÁGUA coberto com um guardanapo,
 e peça ao COMANDO DE SANTA ESMERALDA que fluidifique ou consagre 
a água com todos os elementos, antibióticos, analgésicos, regeneradores,
 que estiver precisando para sua CURA emocional, física, mental, material e espiritual. Peçam para alinhas sua coluna com a Mãe Terra, seus meridianos,
 DNA SAGRADO....

Também pode pedir para uma cura especifica de uma determinada doença.....Lembre-se que eles possuem toda TECNOLOGIA DE CURA!!!

 Quando acordar beba esse copo de água, devagar, gole a gole, tendo
 consciência plena que estará bebendo a ÁGUA DA VIDA, O ELIXIR
 DA VIDA!!!

A partir de agora vamos precisar de novas tecnologias de cura e ao
 solicitar as da Naves de Cura e especial do Comando de Santa Esmeralda 
será perfeito para nossas necessidades atuais, onde o aumentos de fótons
 de luz será mais evidente nos próximos meses ou semanas.... 

por: Cura e Ascensão - Solange Christtine Ventura


A humanidade aprendeu a crescer somente através da dor e sofrimento. Não se conscientizou ainda que o nosso futuro e de nosso planeta está em nossas mãos, e que podemos chegar até a 5º dimensão sem a necessidade de tragédias, tsunamis, terremotos. A Terra está fazendo sua própria liberação porque essa foi a única maneira que ela encontrou para aliviar a tremenda carga negativa que nós humanos infringimos a ela. Se todos tivessem a mínima consciência poderíamos ajudar de maneira real a Mãe Terra a fazer este trabalho de purificação e transmutação. Tivemos a presença de um AVATAR como o Cristo em nosso planeta, e a humanidade que ali estava o crucificou. Tivemos civilizações grandiosas como a Lémuria e Atlântida e ambas foram destruídas - por causa do egoísmo e do poder. Hoje aprendemos a lição, e o resultado esta aí, conseguimos elevar a Terra finalmente para a 5º dimensão depois de muitas batalhas e lutas.

A terra NÃO VAI SER DESTRUÍDA EM HIPÓTESE NENHUMA, e o destino da Terra é a 5ºdimensão. Isto é fato. Agora quantos terão capacidade de atingir o percentual de vibração no coração exigido, é outra questão...
Solange Christtine Ventura

GÊMEOS SIAMESES: ESPIRITUALIDADE

 "punição, redenção ou libertação"


Existem alguns casos levados à medicina tradicional que nos impressionam. Qual o motivo da criação de dois seres num mesmo corpo como os gêmeos siameses? Quais são os conflitos e as expiações que estes Espíritos semearam?

O que leva estes indivíduos ficarem encarcerados em um único corpo e por quê?

Estes conflitos só podem ser compreendidos e analisados por uma doutrina reencarnacionista aliada com a ciência terrena para explicar algumas anomalias e monstruosidades que nos surpreendem no espetáculo da vida, em que os atores principais são os Espíritos imortais com capacidade e vontade de progredir perante as leis divinas, ou desorganizar e desarticular essas mesmas leis, ocasionando dor e sofrimento.

Gêmeos siameses ou xifópagos são indivíduos gêmeos que nascem com os corpos grudados ou, até mesmo, com certos órgãos em comum. Tendo duas cabeças pensantes, é que ali estão dois Espíritos habitando uma mesma estrutura física.

Sendo o xifóide o apêndice terminal do osso esterno, encontrado na frente do tórax, onde se ligam as costelas, muitos dos xifópagos pesquisados eram ligados por esta parte do corpo. As uniões físicas podem se concretizar por diversos órgãos ou segmentos corporais, até mesmo, inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-nascidos.

Aos olhos da medicina terrena, os casos de gêmeos siameses traduzem o espetacular capítulo da embriologia, chamado "teratologia", em que se estudam as deformidades e anomalias anatômicas causadas em um único indivíduo ou em dois, existindo várias classificações e subclassificações. Na classificação principal, os "deformes" de eixos corporais paralelos (teratópagos), os em forma de "Y", "Y" invertido e os parasitários.

Os toracópagos são ligados pelo tórax, os esternópagos são ligados pelo osso esterno, os cefalotoracópagos são ligados pela cabeça e tórax, os metópagos são ligados pela face e os pigópagos, que são ligados pelo dorso.

Naqueles que formam um "Y", há uma bifurcação a partir de um ponto do eixo do corpo, isto é, duas cabeças e dois troncos para um par de pernas. Nos "Y" invertidos, há uma cabeça e tronco e pares de membros duplos.

Na categoria dos parasitas, na visão da Doutrina Espírita, é o grupo que merece mais atenção. Um dos indivíduos é atrofiado e parasita o outro, que, em geral, é bem desenvolvido e proporcionado.

É o caso da menina indiana Lakshmi Tatma, que tem dois anos e, segundo os especialistas que a atendem em um hospital de Bangalore, era ligada pela pelve a uma gêmea siamesa que não se desenvolveu completamente.

Mais de trinta cirurgiões trabalharam em turnos para separar a coluna vertebral e os rins de Lakshmi daqueles de sua irmã. Em seguida, fecharam a cavidade pélvica da menina, reposicionando a bexiga e os órgãos genitais, e colocando enxertos de pele sobre os locais onde ficavam os membros retirados.

Analisando à luz da Doutrina Espírita, são dois Espíritos ligados pelo ódio extremo ou por afinidade, comparsas que comungaram das mesmas idéias, pensamentos e sentimentos, gerando uma simbiose negativa entre os dois. Ambos foram alimentando-se da mesma energia produzida, e às vezes foram séculos vivendo neste circuito repetitivo, a idéia fixa e a transformação dos seus corpos perispirituais numa única massa, perdendo a individualidade dos seus corpos temporariamente.

Foram várias reencarnações compartilhando e atraindo como imã as formas de pensamento, nutrindo-se da mesma sintonia vibratória, o que fundiu seus corpos espirituais como o aço derretido, tornando-se, muitas vezes, algo indefinido e sem forma, e que acabam renascendo nestas condições deploráveis, não pelo próprio livre-arbítrio ou por castigo do Criador, mas por uma espécie de determinismo originado na própria lei de causa e efeito.

Estes Espíritos, agora, unidos por algo em comum e ligados pelo perispírito, projetam no novo corpo físico, muitas vezes pela reencarnação compulsória, através do corpo espiritual, as lesões que danificaram, destruíram e desorganizaram os átomos, as moléculas, as células e até seus órgãos que fazem parte da constituição dos seus perispíritos, moldando o novo corpo físico de acordo com as impressões gravadas em suas consciências, gerando a ligação material pela pele ou por algum órgão vital, denominando-se gêmeos siameses.

Os Espíritos se unem ao corpo espiritual da futura mãe e depois se ligam ao fluido vital do óvulo, ocorrendo a fecundação; o óvulo fecundado (zigoto), sob a influência de duas energias espirituais diferentes, tende a se bipartir. No início da fecundação, quando o zigoto inicia seu desenvolvimento, há pela presença de dois Espíritos a divisão em duas células que desenvolverão dois organismos filhos.

Nos casos normais, quando existem dois Espíritos unidos ao zigoto (óvulo fecundado), o processo da separação determina o surgimento de gêmeos univitelinos (idênticos). Nos gêmeos xifópagos, eles ficam unidos na fase da gestação, formando a união física entre os dois corpos e podendo a ligação ser por órgãos vitais, dificultando a cirurgia médica para separar os corpos.

O Dr. Ricardo Di Bernardi diz que, se a troca de energias desequilibradas for profunda e principalmente na parte intelectual, ocorre um intenso desequilíbrio dos centros de força perispiritual coronário de ambos. Esta fusão energética pode formar como modelador de uma única cabeça para dois troncos (Y invertido). Quando a desarmonização acontece nos sentimentos, haveria o envolvimento dos centros de força cardíaco e gástrico, e formaria gêmeos xifópagos "Y", ligados ao tórax.

Invertendo as posições, através da reencarnação, obsedado e obsessor revezam os papéis, ora um se torna o algoz, ora se torna a vítima. Tanto no plano físico como no plano espiritual, atraídos sempre pelo ódio e o desejo de vingança, como pela afinidade nas mesmas atitudes, sonhos e ideais, acabam encontrando-se em circunstâncias difíceis e dramáticas, obrigando-os a compartilhar do mesmo sangue vital, do mesmo alimento e do ar que respiram. Em muitos casos não existe a possibilidade de reabilitação, a curto ou mesmo em médio prazo, de resolver estas uniões para a recuperação psíquica e emocional dos envolvidos. Quanto mais se prendem nesta obsessão, a energia gerada entre ambos se alastra, chegando a uma situação gravíssima de comprometimento do corpo espiritual (perispírito) das duas criaturas. Somente a reencarnação ajuda anestesiar temporariamente estas consciências transtornadas, o que poderá servir de incentivo regenerador na construção da real trajetória.

Esta expiação, também, serve para os pais que participaram de um modo ou de outro da queda destas almas; os vínculos do passado levam a vivenciar esta difícil experiência, sendo que ninguém é vítima do acaso ou de uma lei injusta e arbitrária.

A formação de uma nova família, atraídos pelas mesmas afinidades e sintonia energética, é o despertar das leis divinas operando em nossas vidas a lei natural de causa e efeito.

Estes Espíritos retornam juntos e unidos pelo mesmo corpo físico. Não conseguem se separar, ligados por laços extrafísicos que se manifestarão pela união biológica.

O sofrimento e as dificuldades por causa das limitações físicas e as dores morais do convívio compulsório, da exposição à curiosidade pública e as energias deletérias encharcadas em seus corpos espirituais serão expurgadas vagarosamente no corpo físico. A trajetória destes dois Espíritos num mesmo corpo criará, ao longo do caminho, laços de amizade e carinho, despertando sentimentos de amor, de compreensão, e será o início da regeneração pelo amor e pelo perdão.

Terão que lapidar suas almas e as tendências inferiores que cada um possui, revivendo em seus íntimos o evangelho simbolizado na prática da caridade, começando entre eles no exercício do amor restaurador. Dependerão somente de seus esforços, sendo orientados pelos bons Espíritos e amparados pela família no carinho e zelo dos pais, formando um novo caráter edificado na transformação de suas personalidades, reeditando as suas memórias perispirituais na projeção de novos corpos sadios e na liberdade construída nas dores e no sofrimento físico.

Eduardo Augusto Lourenço


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ciência e espiritualidade

Ciência e espiritualidade devem caminhar juntas, mas não se deve misturar tudo no mesmo saco, pois são duas áreas distintas e que atendem a diferentes necessidades humanas (conhecimento e autoconhecimento). Como conciliá-las? Na nossa mente, claro! Se a física quântica é a melhor maneira de você entender o mundo, não queira que todos tenham de engolir as teorias de Bohm, Bohr e Hawkins goela abaixo, como se fossem o suprassumo da verdade, do mesmo jeito que não é nada legal empurrar teorias religiosas pra quem não se interessa por elas. A grande diferença aqui é o preconceito dos religiosos, que vendem como "dogma" o que deveria ser "teoria". Ciência e religião são maneiras de descrever a realidade e, onde a ciência pára (no terreno da alma, das relações humanas com o TODO), a filosofia religiosa deveria ser levada mais a sério. Foi essa a proposta de Kardec pro espiritismo, mas, bem, 150 anos depois a coisa desandou um pouco... o que não invalida, por sua vez, a doutrina.
Cientistas consagrados não ignoram o conhecimento religioso, e, segundo o Franco Atirador, "o próprio David Bohm foi o primeiro a notar a semelhança entre o seu modelo da Ordem Implícita e as religiões orientais. E, antes dele, foi por reconhecer a analogia entre o princípio da complementaridade e a doutrina taoísta do Yin-Yang que o Niels Bohr escolheu o símbolo do Tao pra colocar no seu brasão". Isso sem falar em Einstein...
Jung era um cientista. Investigou diversos aspectos do que chamamos de "esotérico" e encontrou nele elementos que foram trazidos à luz da ciência, para serem investigados, analisados, e que hoje são estudados nas universidades, para possibilitar a compreensão humana da sua própria mente. Muita gente "esquisotérica" usa Jung pra justificar suas loucuras, como se ele tivesse sido um ativista (como Lennon) e não um pesquisador.
A idéia de "unidade" dos esotéricos da Nova Era é baseada no conceito feminino da Mãe-Terra, ou Deusa-Mãe, passivo, que é oposto ao Deus varão e ativo que aprendemos a cultuar, e isso está nos estudos de Jung, onde o aspecto feminino do espiritual é mencionado, mas não hipervalorizado. O erro é pregar uma volta ao velho modelo, abandonando (e o pior, negando) tudo o que aprendemos até agora com a influência judaico-cristã. Isso é correr de um pólo ao outro, trocar uma ilusão por outra. É por isso que colocarei abaixo trechos do excelente artigo Jung e a Nova Era: Um Estudo sobre Contrastes, de David Tacey:
Embora Jung profeticamente visse que os conteúdos "femininos" e "pagãos" estivessem em ascensão na psique ocidental, nunca pregou que nos abandonássemos a estes conteúdos; pelo contrário, ele sentiu que a tarefa da individuação envolvia resistir a estas forças coletivas e desenvolver uma resposta crítica a elas. Qualquer movimento coletivo que se identifica com um processo arquetípico não vai, virtualmente por definição, entrar em acordo com o gosto junguiano, que está baseado na ética e estética da individuação. O ataque de Jung sobre o que ele chamava "identificação com a psique coletiva" é conveniente e deliberadamente ignorado por todos estes terapeutas, consultores, defensores e xamãs da Nova Era, que gostam de celebrar livremente e mesmo "adorar" os conteúdos arquetípicos novamente constelados. A atitude da Nova Era é de mover-se com o fluir dos tempos, admitir o reino do desejo e da ânsia, encorajar o movimento pagão da sociedade, mas adicionar a este movimento uma dimensão sagrada ou espiritual. A Nova Era basicamente confere "bênção espiritual" a tendências e atitudes que já são existentes na cultura ocidental: consumismo, hedonismo, materialismo e narcisismo. A Nova Era não oferece uma crítica da sociedade, mas simplesmente mitologiza e mistifica as coisas que já nos preocupam. Assim, em uma sociedade ocidental encharcada de sexo e obsedada com o corpo, a Nova Era propõe "sexo sagrado" e argumenta que o corpo é "o templo da alma". Em uma sociedade governada por desejos materiais e gratificação instantânea, a Nova Era vê riqueza como um símbolo de "opulência espiritual" (numa reversão da moralidade judeu-cristã), e considera "relaxamento profundo" como uma busca sagrada (revertendo a santificação cristã de trabalho e fadiga). A Nova Era, como a secular tendência dominante, aponta seu nariz para a autoridade da Igreja, vê o puritanismo como sombrio e embotado, e não está muito interessada em ressuscitar nosso recentemente falecido Deus-Pai. Jung estava empenhado na tarefa de restaurar o Deus Cristão à dignidade cultural e à compreensão humana. O homem da Nova Era quer a Meta (unidade com o divino) sem o Caminho (a disciplina, ética, e auto-cancelamento que tornam tal unidade possível). Ele quer jubilosa união sem o "sofrimento da cruz", renascimento espiritual sem ter primeiro que suportar a morte espiritual. Ele está "enganchado" no sagrado, viciado em técnicas e práticas espirituais, e seu credo é: "Siga sua beatitude", de Joseph Campbell, como se todos fôssemos anjinhos e tudo o que fizéssemos fosse abençoado ("Faça o que quiseres pois é tudo da Lei"). Uma resposta junguiana seria a de duvidar da autenticidade desta assim chamada "espiritualidade" se ela está projetada meramente para prover gratificação instantânea para o ego. Jung veria qualquer otimismo sem fronteiras como uma defesa contra a escuridão, e apoiaria o ocidente cristão em sua ênfase sobre o sofrimento inevitável. De acordo com Jung, nunca se pode escapar do sofrimento, mas deve-se abraçá-lo e aceitá-lo como parte da condição humana (não se pode fugir da sua sombra).
Jung reconheceria na Nova Era uma confusão fundamental entre o ego (self pessoal) e a alma (ou o Self no sentido junguiano mais amplo). Na verdadeira prática religiosa, é a alma que encontra remissão e libertação, pois esta é a parte imortal da pessoa. Paradoxalmente, a salvação da alma é ao mesmo tempo uma mortificação do ego, daí a formulação: "quem quer que perca sua vida por minha causa a encontrará" (Mateus 16:25). No passado, a necessária mortificação do ego foi confundida com a mortificação do corpo, da sexualidade e do feminino, e isto surgiu amplamente a partir da cisão, na psique ocidental, entre o espírito e a matéria. Mas hoje, com nosso conhecimento psicológico maior, ficamos mais próximos do mistério cristão percebendo que é o ego é que precisa ser deslocado de modo que a salvação possa tomar lugar. Na Nova Era, não há verdadeira separação entre o ego e a alma transpessoal; assim, o primeiro estágio na verdadeira consciência religiosa não é adquirido; ou, em vez disso, um processo religioso é conduzido e em cada ponto desta jornada a vida espiritual é contaminada com os desejos e ânsias do ego. Neste caminho a jornada espiritual é corrompida, e degenera em uma viagem de ego (egotrip). À medida em que a alma é libertada de seus grilhões e é elevada a uma realidade maior, o ego quer viajar junto com ela, e o êxtase da libertação do espírito é um êxtase que o ego quer para si. De maneira similar, o faminto ego da Nova Era espia a grandeza e poder de Deus, e se identifica com aquele poder, vendo Deus como algum "recurso sobrenatural não-represado" que pode ser utilizado para a "expansão de potencial humano". Esta é uma fantasia prometéica selvagem e sem limites, e a Nova Era efetivamente acredita no mais fundo de seu coração que o homem pode se tornar Deus. Jung provavelmente classificaria isto como uma espiritualidade psicótica, uma espiritualidade em que o ego tem sido grotescamente inflado a proporções divinas. O papel secundário do ego não foi compreendido, e há uma profunda confusão psicológica e teológica sobre o significado da vida e o papel da humanidade em servir o divino. Intelectualmente, o homem da Nova Era desposa uma filosofia sonhadora, paradisíaca, mas atualmente e de fato ele está cheio de queixas e amargura, porque nada parece caminhar direito. A "perda do ego", que deveria estar ocorrendo conscientemente, cai no inconsciente e, como qualquer coisa inconsciente, está projetada para fora, sobre outros e o mundo.
Muitos esotéricos se gabam de dizer que abandonaram o ego, e consequentemente, as coisas da Terra, em favor de um estilo de vida mais pontuadamente relacionado com a realidade da alma. Entretanto, o ego não foi "largado", e por definição não pode ser largado; foi meramente (con)fundido com a vida da alma. Este é o cenário psicológico para o notório problema do egotismo desenfreado, emocionalidade, cisões e competitividade que infestam os grupos, cultos, seitas, ashrams, clubes, sociedades e comunidades da Nova Era. Embora todos estes grupos trabalhem em sentido à transcendência do ego em favor da alma, são freqüentemente destruídos por um egotismo secreto, escuro e maléfico, que corrói os altos ideais e eventualmente causa o colapso da edificação toda. Os devotos declaram que são "nada" perante o divino, ou sem valor diante do carismático professor, mas no pano de fundo há ferozes manobras por privilégios e lugares especiais, por poder e influência dentro do grupo. Nem pode o impulso sexual ser suprimido por uma "intensa devoção" ao etéreo e interesses paradisíacos. O que é negligenciado ou rejeitado volta para nos visitar, e usualmente volta com considerável violência, de modo tal que o ashram local da Nova Era pode acabar como um covil de iniqüidade e peversões das mais diversas (obviamente justificadas com um conteúdo "espiritual"). Jung concordaria que há uma necessidade maior por auto-conhecimento na religião ocidental, e que encontramos suficientemente demasiada "fé cega" no cristianismo, com muitas pessoas adotando crenças e doutrinas sem testar estes preceitos contra a experiência. Jung tolera muito do aparato espiritual da Nova Era: sua ênfase sobre diversidade e pluralismo, sobre sabedorias pré e pós-cristãs, sobre meditação, introspecção, e experiência pessoal direta. Entretanto, a menos que a atitude correta seja adotada, o aparato e as tecnologias de auto-ajuda são mais do que inúteis: são positivamente perigosas. Seria melhor que o homem da Nova Era fechasse sua seita suburbana e voltasse para a igreja ou sinagoga para aprender as lições da humildade e da modéstia. Não pode haver transformação espiritual alguma a menos que ego e alma estejam firmemente diferenciados.
Em seu desejo de substituir o dualismo ocidental com um novo holismo, a Nova Era tomou um rumo que muitos chamariam de "junguiano". Entretanto, Jung contrasta fortemente dois diferentes tipos ou modelos de totalidade:
O primeiro é o que ele chama de totalidade pré-consciente, a totalidade do universo primordial e amorfo, indiferenciado como uma sopa, e que existiria antes da própria consciência. Nela os pares de opostos estão fundidos (não porque foram unidos em uma totalidade maior, mas porque ainda não foram diferenciados uns de outros). Tudo é "um" porque os "muitos", e os conflitantes pares de opostos que constituem os muitos, ainda não foram trazidos à existência. Jung identifica esta totalidade original com o arquétipo da Grande Mãe, e estes que procuram o incestuoso "retorno à mãe" estão dispostos a idealizar esta condição primeva. Neumann desenvolveu a hipótese de Jung da "grande roda" chamando a este símbolo o Uroboros, ou a serpente que morde o próprio rabo.

Em contraste, Jung postulou (e defendeu) um segundo tipo de totalidade, a Totalidade Consciente, na qual os pares de opostos, separados pelo advento de uma consciência polarizada e unilateral, tornam-se novamente juntos em uma unidade relativa. Esta totalidade, ele sentiu, é o objetivo e ponto-final da realização consciente. O foco dela é de que a integridade e identidade dos opostos está mantida e respeitada. Totalidade consciente não é um caos semelhante a uma sopa, mas uma unidade claramente diferenciada na qual todas as diferenças e distinções básicas têm sido honradas, vividas e reconciliadas: "Sem a experiência dos opostos não há experiência de totalidade", dizia Jung, que viu na Mandala oriental um "círculo mágico" no qual são preservadas a integridade das formas de vida, das estruturas geométricas e das figuras sagradas, como símbolo da totalidade diferenciada que ele tanto admirava.
A Nova Era advoga um retorno à Mãe do Mundo, e sua ânsia por unidade é a ânsia do infante pela unidade com a mãe. A Nova Era não se vê como herdeira da cultura ou da história do Ocidente, e não está interessada em "completar" esta história, mas meramente em suprimi-la. A Nova Era não afirma o passado, mas quer começar tudo de novo, construir um futuro mais brilhante, menos trágico, e está cansada do embate dos opostos que constitui tanto de nossa história. Jung argumentaria que não se pode falar de totalidade até que a escuridão ou "sombra" da natureza humana tenha sido maduramente aceita e integrada. Eis aqui onde a Nova Era trai seu infantilismo e sua fingida "totalidade", porque o lado escuro da natureza humana é quase sistematicamente ignorado. A Nova Era está voando da escuridão e da realidade do mal, vendo a escuridão meramente como a ausência de luz.
A era cristã promoveu uma ética de perfeição em sua ênfase sobre a figura de Jesus Cristo, mas uma era genuinamente nova ou vindoura estará, para Jung, baseada sobre uma ética da totalidade, cujo foco não será Jesus, mas o Espírito Santo: "O Espírito Santo é uma reconciliação de opostos, e daí a resposta ao sofrimento no Ente Supremo que Cristo personifica". Uma Nova Era do Espírito, de acordo com Jung, apresentará não a segunda vinda de um Cristo humano, mas "a revelação do Espírito Santo a partir do próprio homem". A Era Vindoura não destruirá o Cristianismo, substituindo-o com paganismo, mas transcenderá o Cristianismo histórico substituindo a imitação de Cristo pela experiência direta e vivente do Espírito Santo. O próprio Cristo insinuou (João 16:7-13) que o Espírito Santo ou Confortador viria depois dele, não apenas para derramar as línguas do Pentecostes sobre seus discípulos, mas para impregnar toda a humanidade com o "espírito da verdade". Para Jung, portanto, uma compreensão correta da totalidade é essencial não apenas para nossa saúde psicológica pessoal, nosso bem-estar moral e ético, e nosso senso humano de sentido da vida, mas é o padrão pelo qual participamos na auto-evolução do divino. É por isto que Jung insiste através de seus escritos que nós devemos manter a tensão entre os opostos e nos movermos adiante; não devemos relaxar a tensão de modo que os opostos percam sua definição e retornem ao uroboros primevo (a tal sopa primordial): "Sem oposição não há fluxo de energia, não há vitalidade. A falta de oposição leva a vida a uma estagnação aonde quer que tal falta alcance". Jung não era um guru da Nova Era que pregava profundo relaxamento e a dissolução do estresse, mas pelo contrário, ele implorava aos outros para permanecerem conscientes de divisões, fortalecer isso, e manter os opostos em relação dinâmica. Somente então poderá a "função transcendente", que em metapsicologia junguiana seria o Confortador ou Paracleto, vir em nosso auxílio e tornar suportável a carga que estamos carregando.


Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.
(Mateus 16:24)