quarta-feira, 27 de julho de 2016

rituais pós-morte


Como são os rituais pós-morte das grandes religiões?


Após sete dias da morte, familiares e amigos reúnem-se para celebrar a memória do falecido, e esse encontro repete-se em intervalos de sete dias, até o 49º, completando sete reuniões. No Brasil, o mais comum é realizar apenas a última reunião
FESTA AO AR LIVRE
O Obon é uma celebração praticada no Japão ou em colônias japonesas, que acontece em 15 de julho ou em 15 de agosto todos os anos. Famílias enfeitam o templo ou áreas ao ar livre com velas e lanternas coloridas, dançam ritmos tradicionais e rezam para homenagear as pessoas queridas que já se foram
VÁRIOS ANIVERSÁRIOS
Também fazem parte da tradição os "ofícios memoriais", em que a família oferece uma cerimônia para celebrar o falecido. Elas ocorrem nos seguintes aniversários de morte: 1º, 3º, 7º, 13º, 17º e 33º. Nessas ocasiões, os mais chegados leem textos sagrados e relembram como era a relação com o morto
Após a cremação, a família é considerada impura e deve tomar um longo banho ao voltar para casa. O período de reclusão dura de 7 a 40 dias. Todos ficam em casa, comem só coisas leves, livram-se dos pertences do morto e fazem orações. Durante o período, os familiares não frequentam templos nem o comércio
CRISTIANISMO
O luto católico pode durar 7, 30 ou 365 dias, dependendo da vontade dos familiares. Antigamente, as mulheres vestiam preto por pelo menos um ano quando pai, marido ou filhos morriam
ORAR SEM CESSAR
O clássico ritual fúnebre dos católicos é a missa de sétimo dia, celebrada para iluminar a alma do falecido, já que acreditam em ressurreição. Para eles, 2/11 é uma data especial: o Dia de Finados, em que os fiéis oram pelos mortos e os reverenciam. Protestantes oram e se confortam sem rituais marcantes
Em países árabes, três dias após a morte, parentes do falecido contratam vários qãri' , profissionais que declamam o Alcorão ao lado da sepultura. O ato iluminaria o corpo em sua viagem até a eternidade. Ritual mais comum é o encontro de amigos e familiares, depois de 40 dias do óbito, para lembrar o falecido
Após o enterro, alguns grupos da religião judaica não costumam ir direto para casa; os enlutados mais próximos alteram a rota, param em algum lugar e pedem algo doce para comer. O desvio do caminho é feito para "despistar o anjo da morte" e o açúcar ingerido disfarça o amargor causado pelo óbito
LONGO RECOLHIMENTO
Ao voltar do cemitério, a família fica em casa, de luto, por sete dias. Três vezes ao dia, fazem orações e recebem visitas. Tudo o que reflete, como espelhos e porta-retratos, fica coberto , para que o morto não "veja" a própria imagem. Ao fim do período de luto, a família caminha nas proximidades da casa
ÚLTIMA HOMENAGEM
O último ritual fúnebre dos judeus é a inauguração da lápide , que não é colocada no enterro. O tempo de espera varia de país a país: em Israel, segue-se o tempo mínimo, um mês; no Brasil, a lápide só é colocada 11 meses após a morte. Na cerimônia, o túmulo é coberto com um pano preto e pequenas pedras

CONSULTORIA - Cecilia Ben David, coordenadora pedagógica do Centro de Cultura Judaica; Swami Krishna Priya Ananda, mestre espiritual da Sociedade Internacional Gita do Brasil; Cido Pereira, padre da Arquidiocese de São Paulo; Shake Juma, do Centro de Estudos e Divulgação do Islã; Naguni Seishin, monge do Templo Budista Koyasan Shingonshu Nambei Betsuin da América do Sul

ritual de iniciação na maçonaria?

Como é um ritual de iniciação na maçonaria?





Essa reportagem faz parte da matéria SEGREDOS DA MAÇONARIA. Confira as outras partes:



A cerimônia que concede o título de Aprendiz envolve desorientação, juramentos e dor física leve

1. As cerimônias variam de acordo com a Loja e o Rito, mas há alguns elementos-chave na maioria delas. Primeiro, os membros da Loja devem votar se o candidato será aceito. Quem aprova a entrada deve depositar, em segredo, uma esfera branca na urna. Os contrários colocam uma esfera negra. Só com uma urna "limpa" (apenas com bolas brancas) o ritual segue adiante - e imediatamente
2. Num cômodo adjacente, alguém no cargo de Diácono ou de Primeiro Vigilante prepara o candidato. Ele é vendado e tem que estar com o pé esquerdo descalço e o joelho esquerdo, o peito esquerdo e o braço esquerdo descobertos. Amarrada ao redor do pescoço (e, às vezes, do braço esquerdo), uma forca, feita de corda grossa, simboliza o laço que criará com a irmandade
3. Na sala de cerimônias, o Mestre Venerável (que preside a Loja), o Primeiro e o Segundo Vigilantes encenam um diálogo decorado. Então, o responsável pela preparação bate três vezes na porta e traz o iniciante. O Segundo Vigilante encosta a ponta de um compasso no peito dele e diz que a dor física se tornará mental caso revele os segredos da ordem
4. Após uma longa troca de falas com o Mestre Venerável e os Vigilantes, o iniciante é levado pelo Primeiro Vigilante a caminhar ao redor da sala, ou do altar, se houver. O sentido das voltas (se vistas de cima) é sempre horário, simbolizando o movimento do Sol ao redor da Terra (uma herança da crença no geocentrismo). O número de turnos e as palavras proferidas pelo Mestre variam

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5. Em frente ao altar, o novato se ajoelha com o joelho esquerdo, formando um ângulo reto com o direito. Com a mão esquerda, ele suporta o livro sagrado da Loja (e, em alguns casos, um esquadro e um compasso). Repetindo palavras do Mestre, ele jura não revelar os segredos da ordem, sob a pena de ter a garganta cortada, a língua arrancada pela raiz e o corpo enterrado na maré baixa (eita!)
6. Os colegas formam um círculo ao redor do candidato, ainda ajoelhado. O Mestre profere palavras de ordem e, em determinado momento do discurso, os membros reunidos batem palmas ou batem o pé direito ruidosamente no chão. Só nesse instante a venda é retirada dos olhos do candidato. O efeito desorientador é uma espécie de "parto" à luz da maçonaria
7. Agora, ele é um Aprendiz e recebe do Mestre as ferramentas desse grau (geralmente, um malho e uma régua ou esquadro) e um avental branco. Também ouve algumas recomendações sobre o que deve buscar e como deve agir enquanto atuar na Loja, o que inclui um voto de silêncio. Por fim, ele aprende os gestos e apertos de mão típicos desse estágio (veja na página 22)




SÍMBOLOS DA MAÇONARIA
Afinal, por que maçom gosta tanto de compasso e esquadro?

Ramo de acácia: Representa a imortalidade da alma, um dos principais preceitos da ordem

47º problema de Euclides: Ângulos retos eram essenciais ao trabalho dos pedreiros que originaram o grupo

Triângulo isósceles: Usado por vários povos da Antiguidade para representar o divino

Esquadro, prumo e nível: Indicam, respectivamente, a retidão moral, a retidão de conduta e a igualdade de condições naturais entre os homens

Compasso: Simboliza o dever do maçom perante a si mesmo: o de circular suas paixões e mantê-las dentro dos limites

Caixão e caveira: Servem como lembrança constante da mortalidade ("memento mori")