terça-feira, 19 de dezembro de 2017

7 frases budistas que vão mudar a sua vida




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Muitos de nós costumamos nos referir ao budismo mais como uma filosofia de vida do que como uma religião. O budismo é uma das religiões mais antigas que existem, e ainda é praticada por cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.  Veja neste artigo frases budistas que vão mudar sua vida.

Qual é o segredo desta filosofia?

A simplicidade de como são transmitidas mensagens cheias de sabedoria, que permitem realmente melhorar nossa qualidade de vida, é o que faz com que essa filosofia ou religião perdure ao longo do tempo e continue ganhando seguidores.
Para entendê-la e abraçar seu verdadeiro significado, não precisamos nos tornar seguidores da religião. Somente precisamos abrir nosso coração e nossa mente, mantendo sempre a esperança.

Hoje apresentamos a vocês as melhores frases budistas que vão mudar a sua vida:

– A dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Levando em consideração que as pessoas só podem nos machucar se souberem ao que damos importância, evitar o sofrimento inútil pode consistir, simplesmente, em dar um passo para trás, em se desligar emocionalmente e ver as coisas sob outra perspectiva.
Isso requer prática e tempo, mas vale a pena carregar consigo este grande aprendizado. Como guia, outra frase budista nos dá uma pista de como começar: “Tudo o que somos é resultado do que pensamos; está baseado em nossos pensamentos e está feito deles”.
frases budistas
– Alegre-se porque todo lugar é aqui e todo momento é agora. Costumamos pensar apenas no passado ou estar excessivamente preocupados com o futuro. Isso nos impede de viver o momento e faz com que nossas vidas passem sem que tenhamos consciência disso. O budismo nos mostra o aqui e o agora. Portanto, devemos aprender a estar plenamente presentes e desfrutar cada momento como se fosse o último.
– Cuide de seu exterior tanto quanto cuida de seu interior, pois tudo é um só. Para encontrar um verdadeiro estado de bem estar, é imprescindível que a mente e o corpo estejam em equilíbrio. Não nos concentrar muito no aspecto físico e, reciprocamente, no aspecto interior, nos ajudará a nos sentir mais plenos e conscientes do aqui e do agora, facilitando, assim, uma plenitude emocional mais valiosa.
– Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes. Para encontrar nossa paz interior, precisamos ser conscientes dos nossos potenciais pessoais e aprender a dosá-los, assim como nossos recursos. Desta forma, viveremos um verdadeiro crescimento e evolução.
– Não machuque os outros com o que te causa dor. Essa frase é uma das máximas do budismo, e nos permite eliminar quase todas as leis e mandamentos morais atuais em nossa sociedade. Tendo um significado parecido com o da frase “não faça com os demais o que não gostaria que fizessem com você”, esta quinta reflexão vai muito além, já que consiste em um profundo conhecimento de nós mesmos e numa grande empatia para e com os demais.
– Não é mais rico aquele que mais tem, senão aquele que menos necessita. Nosso desejo de ter sempre mais, tanto no plano material, como no emocional, é a principal fonte de todas as nossas preocupações e desesperanças. A máxima do budismo se baseia em aprender a viver com pouco e aceitar tudo aquilo que a vida nos dá no momento. Isso nos proporcionará uma vida mais equilibrada, reduzindo o estresse e muitas tensões internas.
O fato de desejar mais coisas a todo o tempo indica somente falta de segurança, e mostra que nos sentimos sós e que precisamos preencher estes vazios. Sentirmo-nos a vontade com nós mesmos nos permite deixar para trás a necessidade de não ter que demonstrar nada.
– Para entender tudo, é preciso esquecer tudo. Estamos, desde pequenos, imersos numa contínua aprendizagem. Na infância, nosso mapa mental ainda não está desenhado, o que nos faz sermos abertos a “tudo” e à capacidade de entender qualquer coisa, pois não sabemos julgar.
Mas a medida em que crescemos, nossa mente se enche de restrições e normas sociais que nos dizem como devemos ser, como devem ser as coisas, e como devemos nos comportar, inclusive o que devemos pensar. Nos tornamos inconscientes de nós mesmos, então nos perdemos.
Para mudar e ver as coisas sob uma perspectiva mais saudável para nós, precisamos aprender a nos desligar das crenças, dos hábitos e das ideias que não provêm do nosso coração. Para isso, esta frase budista servirá para começar o processo: “No céu não há distinção entre leste e oeste, são as pessoas quem criam essas distinções em sua mente e então acreditam ser a verdade”.

A vida dará tudo que você precisar se você acreditar que merece

A vida dará tudo que você precisar se você acreditar que merece
Quando uma pessoa assume, entende e interioriza que merece ser feliz, a vida dá um jeito, os dias orquestram novas oportunidades, as fechaduras se abrem e os inimigos se transformam em estátuas de sal que o vento leva consigo. Nada pode nos deter quando enxergamos que somos merecedores da alegria e ninguém mais tem voz para colocar medos nas nossas vontades.
Emily Dickinson dizia, com toda razão, que as pessoas ignoram a própria altura até se colocarem em pé. O mais curioso de tudo isso é que muitas vezes é a própria educação, a sociedade e as pessoas com quem convivemos que, em geral, preferem quando ficamos sentados, quando somos submissos, quietos e obedientes.
“Se você fizer o que não deve, deverá sofrer o que não merece.”
-Benjamin Franklin-
De fato, foi exatamente isso que aconteceu com a poetisa de Massachusetts, para quem as decepções, os medos e as tristezas acabaram fazendo com que se isolasse em seu quarto, na casa da família em Amherst, transformando-se em uma fraca sombra, em uma figura magérrima que os vizinhos enxergavam pelas janelas. Dos seus 1.800 poemas escritos, viu serem publicados apenas alguns. E das pessoas que faziam parte da sua vida, amou apenas uma, mas nenhum dos dois foi corajoso o bastante para dar o primeiro passo.
Eram outros tempos, não há dúvidas. Em outras mentalidades fica mais claro. No entanto, por mais curioso que pareça, o complexo universo das emoções, das inseguranças e da falta de confiança em si mesmo é um refrão que nunca sai de moda. É como uma moviola que nunca para, que nos traz a magia de uma situação e que a deixa ir, que nos ensina o que é a felicidade e aos poucos a leva, nos deixando com a vontade, as mágoas, a lembrança e o arrependimento.
Arrependimento por não termos nos atrevido a fazer “algo mais”, por não termos lutado, por não nos sentirmos merecedores dessa oportunidade única, por não termos reunido coragem suficiente para batalhar por aquele amor perdido…
A vida tem obstáculos, mas é maravilhosa

Você merece uma vida melhor

Ana começou a frequentar a academia porque deseja levar uma vida mais saudável. Ela vai todos os dias das 19h às 20h, mas continua fumando dois maços de cigarro por dia. Carlos perdeu seu trabalho há 9 meses. Ele sai todos os dias para entregar currículos, mas ao voltar para casa começa a comer de maneira compulsiva, tanto que sua mudança física é bastante chamativa. Marta terminou uma relação amorosa muito turbulenta há um mês e desde então tem acessado obsessivamente páginas de encontros amorosos na Internet com a ideia de encontrar o “par perfeito”.
Todos esses exemplos podem ser resumidos em uma ideia central que todos nós conhecemos: enquanto buscamos o equilíbrio em uma área da nossa vida, andamos para trás em outra de uma maneira preocupante. É como se não entendêssemos por completo que merecemos uma vida melhor e isso nos leva frequentemente a não cuidar de nós mesmos de uma forma mais completa, mais íntegra. Por que fazemos isso? Por que não assumimos por completo o verdadeiro controle da nossa realidade para alcançar o bem-estar?
Devemos buscar a resposta para essa pergunta não apenas no nosso passado, mas na própria incapacidade de cuidar de nós mesmos, de estimular o bem-estar psicológico e, principalmente, de lidar com as próprias emoções. Nos três exemplos citados, vimos que cada uma das pessoas realiza algumas ações específicas: uma vai à academia, a outra procura trabalho todos os dias e a última terminou um relacionamento infeliz e complexo.
A vida lhe dará o que você acreditar que merece
No entanto, o resto dos comportamentos dão forma aos buracos negros tão comuns: a ansiedade, a incerteza, o medo do futuro, a incapacidade de estar sozinho, o vício em alguma substância… Todos nós sabemos que merecemos uma vida melhor, mas não sabemos como atender as verdadeiras necessidades, aquelas que habitam uma camada mais íntima, mais profunda do nosso ser…

Confie em você, porque ser feliz não é uma necessidade, é um direito

A vida vai nos trazer mais oportunidades apenas se colocarmos um pé na frente do outro e sairmos para procurá-las. A felicidade vai bater à nossa porta apenas se formos receptivos, se estivermos atentos, preparados e principalmente… dispostos. Porque quem se deixa levar pelos medos e pelas inseguranças vai naufragar na ilha das oportunidades perdidas. Porque quem se rende frente às decepções, vai escolher cedo ou tarde o mesmo isolamento físico e mental que Emily Dickinson impôs a si mesma.
“Acho que não sou como Emily Dickinson, que manteve as coisas que achava mais bonitas guardadas no seu caixão.”
-Jeff Bridges-
Nesses tempos em que encontramos no Twitter e no Facebook as pílulas da felicidade em forma de frases bonitas, existe algo que nunca devemos perder de vista. Algo que os críticos da psicologia positiva nos lembram muito bem: devemos aprender a aceitar as experiências dolorosas sem nos importar com a dificuldades que elas nos impõem. Um adeus, uma decepção ou um fracasso é algo que se deve “engolir”, sem escolha… No entanto, após mergulhar no abismo caótico que são as emoções negativas, é momento de emergir. E faremos isso sendo mais fortes ainda. Nos sentindo cada vez mais valiosos.
Nesse nosso complexo e exigente dia a dia, devemos interiorizar que as pessoas não merecem apenas se sentirem bem, em paz, sentir satisfação, liberdade, sucesso e o sabor das alegrias. Todas essas coisas são na verdade DIREITOS. Porque não importa qual seja nossa história, nem de onde viemos, nem quem somos… Todos temos pleno direito de sermos felizes e escolhermos uma maneira para tal.

Relaxamento progressivo de Jacobson para reduzir o estresse

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O relaxamento progressivo de Jacobson e a sua relação com a terapia

Todos já vivemos uma situação de estresse pontual ou, pior ainda, talvez atualmente você esteja passando por um período de ansiedade contínua e persistente. A boa notícia é que você vai poder se desfazer dessa ansiedade, a não tão boa é que você terá que ser constante aplicando a técnica. Antes de entrarmos nela, falemos de três pontos que é preciso considerar.
  • As pessoas que sofrem um estresse intenso se caracterizam por ter uma mente hiperativa.
  • Esses pensamentos nem sempre podem ser controlados, e em função disso, o próprio comportamento também não.
  • Pouco a pouco, e quase sem perceber, entramos no círculo vicioso caracterizado pelo esgotamento físico e mental, o bloqueio emocional, o mau humor, a ansiedade e a incapacidade de resolver problemas.
“Não existe estresse no mundo, só pessoas criando pensamentos estressantes e agindo diante deles.”
-Wayne Dyer-

A técnica do relaxamento muscular progressivo de Jacobson como estratégia “pré-terapêutica”

Usemos um exemplo para compreender a utilidade do relaxamento progressivo de Jacobson. Miguel é neurologista, um excelente profissional que sofre ataques de ansiedade cada vez que participa de uma convenção, congresso ou conferência onde é obrigado a falar em público.
  • O seu terapeuta lhe ensinou a colocar em prática o relaxamento muscular progressivo de Jacobson para enfrentar essa paralisia, essas situações de elevada intensidade emocional em que fica completamente bloqueado.
  • Essa técnica nada mais é do que uma estratégia “pré-terapêutica”, porque uma vez que a pessoa consegue alcançar um certo estado de calma, poderá dar início à posterior terapia psicológica com o paciente para lhe oferecer estratégias adequadas de gestão do medo, de segurança pessoal, de oratória…
Então, como se pode deduzir, a estratégia criada por Edmund Jacobson nos permite alcançar um estado de calma mental através do relaxamento muscular. Uma vez que conseguimos alcançar esse equilíbrio interior, é hora de reestruturar pensamentos, de mudar o foco e enfrentar os nossos medos.

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Como aplicar o relaxamento progressivo de Jacobson

Além de ser uma fantástica estratégia para canalizar a ansiedade e reduzir o estresse, o relaxamento muscular progressivo de Jacobson tem diversos benefícios para a saúde: reduz a pressão arterial, favorece um descanso mais profundo e reparador, reduz as convulsões em pessoas epiléticas…
“O bem-estar e a saúde são um dever; sem eles não poderíamos manter a nossa mente forte e clara.”
-Buda-

Existe um aspecto que vale a pena esclarecer: esta técnica requer vários ensaios antes de podermos tirar o máximo dela. Os seus benefícios serão cada vez mais rápidos e eficazes à medida que os colocarmos em prática. A seguir, explicamos como realizá-lo.

Sequência de relaxamento

A primeira coisa a fazer é encontrar uma posição confortável, tirar os sapatos e usar uma roupa cômoda. Estenda seus braços sobre os joelhos e comece esta simples sequência de relaxamento.
  • Mãos. Feche suas mãos fortemente até sentir a tensão. Mantenha esta posição durante 10 segundos, e pouco a pouco, solte um a um os seus dedos sentindo o relaxamento.
  • Ombros. É muito simples; o que faremos neste caso é encolher os ombros suavemente para cima, em direção às orelhas. Sinta a tensão por alguns instantes, mantenha esta posição durante 5 segundos e depois solte e sinta o descanso… Repita 5 vezes.
  • Pescoço. A seguir, leve o queixo em direção ao peito por alguns segundos, depois relaxe.
  • Boca. Agora, abra a boca e estique a língua o máximo possível durante 10 segundos. Depois relaxe. Depois, em vez de tirar a língua para fora, leve a contra o céu da boca, sinta a tensão e relaxe.
  • Respiração. Continue o exercício de relaxamento com um simples exercício de respiração: inspire durante 5 segundos, retenha o ar durante 6 segundos, e solte-o durante 7 segundos. Muito fácil.
  • Costas. Com os ombros apoiados no encosto da cadeira, incline um pouco o corpo para a frente de modo que as costas fiquem curvadas; mantenha esta posição durante 10 segundos e depois relaxe.
  • Pés. Terminamos nossa sequência focando a atenção nos pés. Estique os dedos como se quisesse ficar na ponta dos pés. Perceba a tensão durante 10 segundos para depois soltar e perceber o relaxamento.
Para encerrar, é preciso praticar esta simples sequência diariamente, procurando um momento de tranquilidade e solidão para favorecer um bom relaxamento muscular com o qual conectar a mente para acalmá-la, relaxá-la, e ganhar consciência do aqui e agora, de nossas necessidades presentes. Então, o relaxamento muscular progressivo funciona e pode se transformar na sua melhor estratégia para enfrentar qualquer situação de estresse.

Esgotamento psicológico: quando a última gota enche o copo

Esgotamento psicológico: quando a última gota enche o copo
O esgotamento psicológico nos enfraquece física e mentalmente. É uma dimensão que surge como resultado dos “muitos”: muitas decisões, muitos pensamentos invasivos, muito trabalho, muitas obrigações, muitas interrupções, muita ansiedade… Ao mesmo tempo, também é reflexo de muitos “poucos”: pouco tempo de qualidade para si mesmo, poucas horas de sono, pouca paz interior…
Todos já passamos por essa situação alguma vez na vida, esse desgaste em todos os níveis. É importante ter consciência de que um cérebro cansado, esgotado psicologicamente, trabalha e responde aos estímulos de outra maneira. Assim, e como um dado curioso, o neurocientista Matthew Walker conseguiu demonstrar a nível laboratorial que as pessoas mentalmente cansadas têm uma percepção mais negativa da sua realidade. Além disso, elas são muito mais sensíveis a nível emocional.
Às vezes você simplesmente se cansa, fica esgotado e sem forças nesse canto solitário do desânimo, onde tudo perde sua razão de ser, seu brilho, sua espontaneidade…
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Por outro lado, um aspecto que às vezes nos leva a cometer erros é pensar que esse esgotamento psicológico se deve, em essência, a uma acumulação fatídica de erros, de más decisões, de fracassos ou decepções. Não é verdade. Na maior parte das vezes, o cansaço é o resultado direto de um volume excessivo de tarefas e atividades que assumimos sem perceber.
Todos nós já ouvimos aquela frase que diz que a percepção da nossa realidade depende às vezes de como enxergamos o copo, se meio cheio ou meio vazio. No entanto, e em relação a esse tema, poderíamos formular a pergunta de outro modo. E você, quanto de água você conseguiria aguentar se estivesse com esse copo na mão? Às vezes basta apenas uma gota a mais para encher o copo e chegar ao limite das nossas forças.
Tempestade em mar dentro de xícara

Esgotamento psicológico, um problema muito comum

Carlos se sente satisfeito com a sua vida. Na verdade, não poderia querer mais nada. Ele é designer gráfico, gosta do seu trabalho, tem uma companheira de quem gosta muito e, além disso, acaba de ser pai. Tudo ao seu redor é gratificante e não há nenhum problema importante na sua vida. No entanto, a cada dia que passa, ele percebe que está mais difícil tomar decisões, seu humor está mais errático, não consegue se concentrar e, inclusive, está com problemas para pegar no sono.
Ele se sente incapaz de entender o que está acontecendo. Tudo está bem, na verdade ele deveria se sentir mais feliz do que nunca. No entanto, há na sua mente um tipo de sensor que indica que “alguma coisa está errada”. Se tivéssemos um observador externo nessa história, ele poderia explicar várias coisas que seriam uma boa ajuda para o nosso protagonista.
Uma delas é que Carlos está com a sensação de que estão acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo na sua vida: uma promoção no trabalho, novos projetos profissionais e clientes aos quais atender, um filho, uma hipoteca, a consolidação de uma fase pessoal na qual deseja (e exige) que tudo seja “perfeito”… Tudo isso forma uma constelação na qual “muitos poucos” fazem um “excesso” na sua cabeça, colocando em perigo a sua capacidade de controle. O esgotamento mental dele é evidente, além de desgastante. Vamos ver a seguir como a fadiga mental impacta a nossa vida.
Homem triste olhando pela janela

Sinais e consequências do esgotamento psicológico

  • Fadiga física e perda de energia. A sensação de esgotamento chega às vezes a um nível que é comum nos levantarmos pela manhã com a firme convicção de que não vamos conseguir lidar com a nossa jornada.
  • Insônia. No início é comum acordar subitamente durante a noite, mas posteriormente podemos sentir grande dificuldade para pegar no sono.
  • Perdas de memória. Segundo um artigo publicado na revista “The Journal of Forensic Psychiatry & Psychology”, o esgotamento psicológico costuma produzir uma alteração cognitiva chamada “efeito de desinformação”. Isso nos faz confundir dados, lembrar de informações de forma incorreta, misturando imagens, pessoas, situações…
  • Entre os sintomas físicos, é comum sentir palpitações, problemas digestivos, dores de cabeça, perda ou aumento excessivo de apetite…
  • A nível emocional, é bastante comum nos sentirmos mais sensíveis e, ao mesmo tempo, apáticos, irritados e pessimistas.
  • Além disso, outra característica comum é a anedonia, ou seja, a incapacidade de sentir prazer, de aproveitar as coisas tanto quanto antes, já não temos mais esperança, a vida se torna mais cinzenta e o mundo fica suspenso num horizonte distante, onde ouvimos seu barulho ao longe…
 “O sono é um bom colchão para o cansaço.”
-Juan Rulfo-

Como enfrentar o esgotamento psicológico

Eric Hoffer disse que o pior cansaço vem do trabalho não realizado. Essa é uma grande verdade. Às vezes, o verdadeiro esgotamento é formado por tudo o que queremos fazer e não fazemos. Por todos aqueles objetivos cotidianos que nos propomos e que não conseguimos realizar, que ficam frustrados porque nosso nível de exigência ou as pressões do ambiente são muito altas.
No fim, a gota enche o copo e o copo já está bastante cheio. É nesse momento que tudo escapa das nossas mãos. Assim, o que deveríamos fazer nesses casos, antes de mais nada, é tomar consciência do que está acontecendo. O esgotamento psicológico está aí e devemos evitar que a “criatura” se torne maior, mais obscura e opressiva. Vamos refletir, portanto, sobre as seguintes dimensões, nesses passos que deveríamos colocar em prática.
 Mulher segurando fumaça cor-de-rosa

3 permissões que você deve conceder a si mesmo para escapar da fadiga mental

  • Dar permissão para se reencontrar. Pode parecer irônico, mas o esgotamento psicológico tende a nos aprisionar em camadas de preocupações, autoexigências, pressões, deveres e ansiedades até chegarmos ao ponto de nos esquecermos de nós mesmos. Dê permissão a si mesmo para se reencontrar. Para isso, nada melhor do que separar uma hora por dia para reduzir ao máximo todo tipo de estímulo (sons, luzes artificiais…). Devemos ficar um tempo num ambiente tranquilo, onde nos limitamos a “ser e estar”.
  • Dê permissão a si mesmo para priorizar. Esse é, sem dúvidas, um ponto essencial. Lembre-se do que é prioritário para você, o que o identifica, o que você ama, o que o faz feliz. O resto será secundário e não será merecedor de tamanho investimento emocional e pessoal da sua parte.
  • Dê permissão a si mesmo para ser menos exigente. O dia tem 24 horas e a vida, queiramos ou não, é limitada. Vamos aprender a ser realistas, aproveitar o tempo sem colocar pressões em nós mesmos e sem exigir que tudo seja perfeito. Às vezes basta que tudo seja igual a ontem, com seu equilíbrio humilde e tranquilo.
Para concluir, sabemos que a nossa realidade é cada vez mais exigente, que às vezes queremos fazer tudo. No entanto, nunca é demais se lembrar de uma ideia. Somos feitos de pele, carne, coração e tendões psicológicos que devem ser alimentados com tempo de qualidade, descanso, tranquilidade e lazer. Vamos aprender a nos priorizar, a cuidar de nós mesmos como merecemos…